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Chuva alaga parte do Pronto-Socorro João XXIII e prejudica atendimento de urgênciaSala de raio-X e tomografia, de reanimação e corredores foram atingido pela água. Problema pode ter sido causado pela incapacidade de escoamento das calhas

 

 

 

A sala de raio-X e de tomografia foi tomada pela água após a chuva em BH
A sala de raio-X e de tomografia foi tomada pela água após a chuva em BH


Parte do Hospital de Pronto-Socorro João XXIII, em Belo Horizonte, ficou alagada após a chuva que caiu no início da noite desta terça-feira na capital. Por causa de infiltrações no telhado, a água invadiu vários setores do HPS. Na sala de raio-X e de tomografia, no primeiro andar, um grande volume de água atingiu vários aparelhos usados para realização de exames. Segundo informações de funcionários do hospital que pediram anonimato, alguns aparelhos foram danificados e o atendimento de urgência a pacientes foi prejudicado. Um vídeo feito por uma fonte do jornalmostra o momento em que o local foi tomado pela água.

 
 

 

A chuva também provocou estragos na sala de reanimação, onde parte do teto caiu. O vazamento de água ocorreu ainda em alguns corredores e na sala de observação, segundo informou a fonte dentro do hospital. Funcionários do HPS disseram que o problema foi causado pelo acúmulo de folhas nas calhas, que impediu o escoamento da água. Com isso, ela ficou acumulada e vazou para vários setores do HPS.

A reportagem esteve na porta do HPS no fim da noite dessa terça-feira e constatou que pacientes não estavam sendo recebidos na unidade. As viaturas que chegavam ao local eram orientadas a seguir para a Unidade de Pronto-Antendimento (UPA) Centro ou para o Hospital Municipal Odilon Behrens, já que não era possível realizar exames de raio-X. A reportagem também recebeu informações de que funcionários da portaria foram acionados para desobstruir as calhas.

A assessoria de imprensa do HPS confirmou o incidente e disse que está apurando o que provocou o vazamento. Ainda segundo o hospital, o problema afetou somente a sala de raio-X e de tomografia, e foi contornado após ação da equipe de engenharia da unidade. A assessoria afirma também que o atendimento a pacientes não chegou a ser interrompido.


A chuva na noite dessa terça-feira não trouxe problemas somente parao HPS. O prédio do Serviço de Urgência Psiquiátrica da Santa Casa, na Região Hospitalar, também inundou.

ESTRAGOS »Chuva provoca transtornos em BHCarros foram arrastados e famílias ficaram desalojadas perto do Anel. Vazamento na urgência do HPS prejudicou pacientes

 

Rua São Gregório, no São Gabriel, ficou debaixo d`água. Moradores dizem que lixo impede escoamento (Marcos Michelin/EM/D.A Press)
Rua São Gregório, no São Gabriel, ficou debaixo d`água. Moradores dizem que lixo impede escoamento



A chuva de ontem à noite em Belo Horizonte causou alagamentos, deixando pelo menos oito famílias desalojadas e carros foram arrastados pelas enchentes. Houve queda de árvores e faltou energia elétrica em vários pontos da cidade e, na área central, o trânsito ficou praticamente parado, com semáforos desligados. Até o fim da noite, o Corpo de Bombeiros não tinha um balanço dos estragos. No Hospital de Pronto-Socorro João XXIII, parte do teto da sala de raio-X caiu e o espaço ficou alagado. Outros vazamentos prejudicaram o atendimento na área de urgência. 

Na Rua São Gregório, no Bairro São Gabriel, Região Nordeste da capital, famílias tiveram que abandonar suas casas depois que a água subiu cerca de um metro. A diarista Irene Pereira Neves, de 46 anos, moradora do local há 13 anos, disse que foi a primeira vez que ocorreu o alagamento na rua. “Depois que iniciaram as obras da nova rodoviária, com a retirada de parte dos moradores, o serviço de coleta de lixo foi suspenso. Muita gente passou a jogar o lixo no espaço entre a rua e o Anel Rodoviário, impedindo o escoamento da água”, explicou.

Uma equipe do Corpo de Bombeiros esteve no local. Os militares conseguiram desobstruir o acesso à rede pluvial para que a água abaixasse. No mesmo local, do outro lado do Anel Rodoviário, houve alagamento na Rua Lídia, que dá acesso ao Bairro São Paulo, e cerca de 10 carros ficaram retidos depois de levados pela correnteza. Ainda na via, parte do telhado de um galpão foi arrancada pelo vento. Na Rua Angola, na Vila São Paulo, três pessoas ficaram ilhadas numa casa.

A Região Leste de BH também foi castigada. Na Avenida Conceição do Pará, a rede pluvial que fica sob o viaduto do metrô, no Boa Vista, não deu conta de escoar o volume de água. Pelo menos três carros que passavam pela avenida foram arrastados e os ocupantes ficaram ilhados. No Nova Vista, bairro vizinho, bombeiros atenderam ocorrência na Rua Honório Bicalho, em que uma família ficou ilhada num imóvel alagado.

O trânsito na área central  ficou caótico. Houve lentidão na Avenida Amazonas próximo a Praça Raul Soares. O tráfego ficou lento nas avenidas Contorno com Raja Gabaglia e na esquina com Prudente de Morais. A Cemig confirmou que alguns bairros ficaram sem luz por causa de problema em subestação no Bairro Palmares, mas por volta das 20h a situação estava controlada.

 

Em estado de emergênciaMaior pronto-socorro da América Latina, Hospital João XXIII sofre com chuvas, apesar da reforma recente. Infiltração de água destruiu forro, interditou salas e ameaçou aparelhos

 

 

A principal unidade de atendimento de urgência de Belo Horizonte passou por obras que foram concluídas em 2012. Fhemig diz que os últimos problemas ocorreram devido a entupimento em calhas (Marcos Michelin/EM/D.a Press</p>
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A principal unidade de atendimento de urgência de Belo Horizonte passou por obras que foram concluídas em 2012. Fhemig diz que os últimos problemas ocorreram devido a entupimento em calhas

Os temporais desta semana deixaram evidentes problemas no maior pronto-socorro da América Latina, o Hospital João XXIII, em Belo Horizonte. O último deles ocorreu na cobertura do prédio da Avenida Alfredo Balena, na região hospitalar da capital, e resultou na inundação de pelo menos quatro salas da unidade. Os setores de politraumatizados, reanimação, raio-x e tomografia foram invadidos pela água, que se infiltrou e causou o comprometimento das placas de revestimento térmico e acústico do teto, feitas com fibras de vidro. Ontem houve vistoria no telhado para atestar as condições da estrutura. A assessoria da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig) garantiu que os pacientes estão sendo atendidos normalmente, mas funcionários sustentam que alguns transtornos persistiam e que falhas, principalmente estruturais e hidráulicas, vêm sendo registradas há pelo menos três anos.

No episódio desta semana, dois tomógrafos foram atingidos e precisaram secar antes de serem usados novamente. A expectativa é de que até amanhã a situação esteja normalizada. Enquanto isso, pacientes que precisam fazer tomografia estão sendo levados de ambulância a outros quatro hospitais de BH e, depois do exame, retornam ao HPS. Um vídeo gravado na unidade durante o temporal de terça-feira mostra a água jorrando do teto. Fotos também revelam a infiltração em salas como a de tomografia e de reanimação, onde partes do forro cederam. A Fhemig informou que houve entupimento nas calhas, fazendo com que a água ficasse represada. A pressão sobre o telhado teria contribuído para que algumas placas que cobrem as salas não suportassem o peso e cedessem, abrindo buracos e fazendo com que as salas fossem alagadas. 

Na manhã de ontem as salas foram higienizadas e placas foram repostas para recompor a cobertura do setor de exames de imagem e do atendimento de urgência. A Fhemig informou que a chuva da tarde não causou novos transtornos, mas enfermeiros garantiram que a água voltou a pingar do teto.

Na sala de reanimação, panos foram usados na tentativa de secar o piso (Fotos: Anônimo/divulgação)
Na sala de reanimação, panos foram usados na tentativa de secar o piso

O diretor do Sindicato dos Trabalhadores em Hospitais do Estado de Minas Gerais (Asthemg)  Carlos Augusto dos Passos Martins informou que trabalhava no João XXIII no momento do incidente, anteontem. “A sorte é que não havia pacientes. Para nós ficou evidente que não há um programa de contingência. Não temos como acionar um determinado setor para tomar providências e evitar o agravamento da situação. Ficamos sem saber o que fazer, com medo de curto-circuito”, sustenta. 

Martins afirma que em 2012 o teto cedeu na sala de emergência clínica. No fim do ano passado, no ambulatório 6, diz, também houve infiltração na parede. O sindicalista alega que são constantes também interdições em banheiros, devido a entupimentos, e que pisos trocados recentemente precisaram ser repostos algumas vezes. 

A última grande reforma do HPS foi concluída em 2012, depois de oito anos de obra. Foi a maior intervenção desde a inauguração da unidade, em 1973, e custou R$ 51 milhões. A Fhemig negou que a equipe de engenharia tenha demorado a chegar ao HPS após o incidente relatado pelos funcionários. A assessoria informou que os profissionais saíram imediatamente da sede da fundação, na Avenida Álvaro Celso, também na região hospitalar, acompanhados de integrantes de toda a direção do hospital. Acrescentou que, em relação aos banheiros, estão em constante manutenção, por causa do grande número de pessoas que frequenta a unidade. Disse ainda que as reclamações sobre o piso não procedem. 

Sobre o episódio de 2012, a fundação confirmou que houve rompimento de um cano de água, mas sem atingir pacientes, que foram removidos para outra sala. Em relação ao episódio do ano passado, a assessoria relatou que os doentes foram levados para outro setor. Houve interdição do local durante um dia, pois foram necessários reparos em um encanamento que passa pelo posto de enfermagem.

Na tomografia, cascata desceu das luminárias
Na tomografia, cascata desceu das luminárias

ELEVADOR Um dos principais recursos para apressar o atendimento a pacientes graves está parado no HPS: um elevador construído especialmente para transportar quem chega de helicóptero ao hospital, no quarto andar, direto até a sala de politraumatizados. Segundo o sindicato dos trabalhadores, o equipamento está parado por não atender a normas técnicas que exigiriam saídas em todos os andares, para serem usadas em caso de pane. Segundo a entidade, no segundo e no terceiro pavimentos não há portas. 

A Fhemig rebateu a informação, dizendo que não é obrigatório haver saída em todos os andares. Sem esclarecer os motivos, a fundação informou que o elevador não está sendo usado porque foi feita opção por outro equipamento que faz o atendimento regular no hospital. Quando uma vítima chega ao heliponto, a aparelhagem é reservada exclusivamente para atendê-la.

FONTE: Estado de Minas.


Conversões à esquerda no cruzamento das avenidas Francisco Sales e Brasil são proibidas

Essa é a sétima mudança no trânsito na capital mineira por causa das obras do sistema rápido por ônibus, denominado Move, neste ano. Alterações passam a valer na terça-feira

BRT Brasil
Clique no mapa para ampliar e ver as mudanças

Os motoristas e pedestres que circulam por Belo Horizonte devem se preparar para mais uma mudança no trânsito por causa das obras do sistema rápido por ônibus, denominado Move. A BHTrans anunciou, na tarde desta sexta-feira, alterações no cruzamento das avenidas Francisco Sales e Brasil, no entorno da Praça Lucas Machado. Os motoristas não poderão mais fazer as conversões à esquerda no encontro entre as vias. A nova regra passa a valer na próxima terça-feira.

Com as mudanças, os motoristas que seguirem pela Avenida Francisco Sales, vindos do Bairro Floresta, e que quiserem acessar a Avenida Brasil – sentido Praça Floriano Peixoto – devem entrar na Rua Padre Rolim à direita e, em seguida, pegar a Av. Brasil.

Já quem segue no sentido Avenida do Contorno / Avenida Afonso Pena terá de pegar Avenida Francisco Sales, Rua Padre Rolim à esquerda, Avenida Brasil à esquerda. Também pode entrar na Avenida Francisco Sales, Rua Ceará à direita, Rua Álvares Maciel à direita, Rua Maranhão, e Avenida Brasil à direita.

Os condutores que circulam no sentido Avenida Afonso Pena / Floresta terão de pegar a Avenida Brasil, Rua Maranhão à direita e, em seguida, Avenida Francisco Sales, também à direita. Com as alterações, a Rua Padre Rolim, entre as avenidas Francisco Sales e Brasil, passa a operar em mão única nesse sentido.

Mais mudanças à vistaEssa é a sétima grande intervenção nas ruas da capital mineira. E não deve parar por aí. A BHTrans já adiantou que na próxima semana deve anunciar alterações na Avenida Augusto de Lima. Os motoristas que seguem em direção a Praça Raul Soares não vão mais poder entrar à esquerda na Rua Curitiba. A opção será pegar a direita na Rua Padre Belchior e acessar a Rua Curitiba. Ainda não há data para a operação.Também serão implantadas faixas exclusivas para ônibus na Alfredo Balena no mesmo estilo da Avenida Nossa Senhora do Carmo. A mudança está prevista para quando o Move entrar em circulação. Também será implantado um radar no trecho, mas não há data para a instalação.

O foco da BHTrans também será eliminar os sinais de três tempos ao longo da Avenida Afonso Pena e implantar o dois tempos. As primeiras mudanças devem acontecer entre a Avenida Carandaí e a Rodoviária de Belo Horizonte. Um dos cruzamentos que terão as alterações é a Rua Tupinambás com Espirito Santo.

Mudanças já feitas na capital

A primeira mudança aconteceu em 7 de janeiro e causou confusão no trânsito em algumas regiões. A Rua Goiás, entre a Avenida Álvares Cabral e Rua dos Guajajaras, passou a operar em mão única. A Rua Sergipe, entre Timbiras e Aimorés, também terá tráfego em apenas um sentido. Com a mudança na Rua Goiás, os motoristas farão um novo caminho para acessar a Avenida Augusto de Lima, devendo seguir pela Rua dos Guajajaras, conversão à direita na Avenida João Pinheiro e à esquerda na Avenida Augusto de Lima.

Ficou proibida a conversão da Avenida Augusto de Lima para Rua Espírito Santo (sentido Praça Raul Soares / Praça Afonso Arinos). O condutor que está na Augusto de Lima deve virar à direita na Rua da Bahia, à direita na Rua dos Guajajaras e à direita na Rua Espírito Santo.

Logo no primeiro de das mudanças, veículos ignoraram faixas e cavaletes e entraram em vias de mão invertida. Na Avenida Brasil, um motorista acessou a Rua Rio Grande do Norte, que passou a ter sentido proibido, e capotou, sofrendo ferimentos leves. O marmorista Romeu Salomé Fernandes, de 53 anos, dirigindo um Kadett, foi atingido por uma caminhonete Toyota, que descia a Brasil.

Em 9 de janeiro, foi a vez da Avenida Silviano Brandão sofrer mudanças. A via passou a ser mão inglesa entre a Rua Capuraque e Avenida Cristiano Machado. A alteração da BHTrans tem objetivo de melhorar a mobilidade e circulação do BRT, reduzindo de três para dois o estágio semafóricos no trecho. Assim, o tempo de sinal verde será aumentado, permitindo mais fluidez ao trânsito. As alterações causaram confusão de motoristas que passaram pela via.

Três dias depois, foi a vez da área hospital e do Viaduto B ganharem diferentes rotas. No Bairro Santa Efigênia, Região Centro-Sul de BH, as conversões à esquerda e à direita no cruzamento das avenidas Francisco Sales e Professor Alfredo Balena, na Praça Hugo Werneck, ficaram proibidas. Desvios foram criados para os motoristas que desejam acessar as avenidas Professor Alfredo Balena e Francisco Sales. Mesmo com as alterações, não houve confusão no tráfego.

Já no Viaduto B, os motoristas ganharam um novo acesso para à Avenida Olegário Maciel. A mureta central do elevado foi derrubada para facilitar a mudança do trânsito. Quem pega o elevado pela Avenida Antônio Carlos sai na Rua dos Caetés, mas agora pode sair também na Olegário Maciel, com a redução de uma faixa na alça Pedro II-Olegário Maciel.

A última delas entrou em operação em 23 de janeiro. Dois canteiros centrais foram construídos na Avenida Carandaí, o que dividiu a pista em três. Dessa forma, os veículos que seguem pela Avenida Professor Alfredo Balena e querem acessar a Avenida Afonso Pena no sentido Centro / Bairro Mangabeiras ou entrar na Rua Guajajaras, devem pegar a pista da esquerda da Avenida Carandaí. Esse trecho da via, que antes era no sentido Afonso Pena / Rua Pernambuco, mudou de direção, virando mão inglesa.

Os condutores que quiserem acessar a Avenida Afonso Pena, no sentido Mangabeiras/Centro, devem seguir pela Avenida Carandaí, onde normalmente já trafegavam. Porém, poderão passar apenas por uma via ao lado do Palácio das Artes, que foi criada pela BHTrans. Os coletivos não poderão acessar esta via.

Já quem segue pela Avenida Afonso Pena, no sentido Centro /Mangabeiras, terá que pegar a pista da esquerda, onde era contramão de direção, para chegar à Avenida Carandaí em direção a área hospitalar. De lá poderão acessar a Alameda Ezequiel Dias, no sentido Avenida dos Andradas.

FONTE: Estado de Minas.

MOVE METROPOLITANO »’Vermelhão’ viaja para a aposentadoria

Reportagem mostra em primeira mão como funcionará o BRT da Grande BH, com novo design nos coletivos do sistema que complementa o da capital

brt

Marca registrada do transporte coletivo de Belo Horizonte desde 1982, ano de implantação da identificação das linhas de ônibus por cores, os “vermelhões” – como são popularmente conhecidos os coletivos que interligam cidades da Grande BH ao hipercentro da capital – serão gradualmente substituídos a partir do ano que vem por arrojados coletivos em tons de verde e prata. Uma das principais apostas de mobilidade urbana da cidade para os próximos anos, o Move, marca escolhida para o transporte rápido por ônibus (BRT), teve sua identidade visual e operação definidos pela Secretaria de Estado de Transportes e Obras Públicas (Setop) em conjunto com a BHTrans, com a promessa de estar operando na região metropolitana no primeiro semestre de 2014, a tempo dos seis jogos da Copa do Mundo no Mineirão.O Estado de Minas teve acesso exclusivo a informações sobre o planejamento do sistema metropolitano, que servirá como complemento aos corredores das avenidas Vilarinho, Pedro I, Antônio Carlos e Cristiano Machado, com uma frota estimada em 310 coletivos (172 articulados com capacidade para 144 passageiros e 138 padrons para 100 pessoas), reduzindo em 90% (cerca de 500 ônibus) o número de linhas no hipercentro de BH.Com 19 novos trajetos troncais e a concentração de dezenas de linhas que hoje superlotam as ruas da Região Central, o Move Metropolitano promete reduzir o tempo médio de viagem em até 30%, transportando a média de 240 mil passageiros/dia, em complemento às novas linhas gerenciadas pela BHTrans, cujos primeiros testes serão feitos em fevereiro.

As estações São Gabriel e Vilarinho, na capital, em processo de reforma, serão as primeiras a receber o Move Metropolitano, no primeiro semestre de 2014, como parte de um plano da Setop que prevê a construção de 10 terminais, a maior parte na Grande BH. Do total de estruturas, quatro são dedicadas à operação exclusiva do BRT: Morro Alto, em Vespasiano; Justinópolis, em Ribeirão das Neves; São Benedito, em Santa Luzia; e Bernardo Monteiro, ocupando a área da avenida de mesmo nome na região hospitalar da capital. Somente o primeiro dos quatro terminais BRT previstos, contudo, teve as obras iniciadas, também com término programado para os seis primeiros meses de 2014.

Há ainda a previsão de uso da atual rodoviária da capital, embora o planejamento da área ainda não tenha sido executado. O prazo médio de construção de cada terminal, segundo a Setop, é de 10 meses a um ano.

LÓGICA
 O funcionamento do sistema metropolitano segue a lógica do Move em BH: dos bairros ou municípios, os passageiros embarcarão em linhas alimentadoras até as estações, de onde partirão ônibus articulados e do tipo padron, mais espaçosos, rumo a sete pontos da Grande BH, incluindo a região hospitalar, a Alameda da Serra, em Nova Lima, e a Cidade Industrial, em Contagem. Algumas linhas executivas existentes, como as que interligam Lagoa Santa e Vespasiano ao Centro de BH, serão transformadas em linhas alimentadoras até o terminal Morro Alto, mantendo a disponibilidade de ar-condicionado.

Ao longo dos corredores exclusivos, os passageiros terão a opção de desembarcar em 20 estações de transferência na Avenida Antônio Carlos e oito ao longo da Cristiano Machado, de onde poderão optar por embarcar em linhas da BHTrans, pagando segunda tarifa. Somados, os sistemas da capital e da Grande BH, o Move terá uma frota de 670 ônibus.

Restrição para itens de conforto em BH

Um dos diferenciais de conforto do BRT de BH, o câmbio automático não será empregado em toda a frota, conforme previsto inicialmente. Alterando as especificações do Decreto 15.019/2012, que detalha normas técnicas do sistema, a BHTrans decidiu retirar o item – que representaria menos trancos para os passageiros com o coletivo em movimento – dos ônibus padrons, espécie de BRT intermediário que circulará dentro e fora dos corredores exclusivos.

O ar-condicionado, outro item de conforto, também não será aplicado nas linhas diametrais (bairro a bairro) integradas ao sistema, embora haja previsão de uso de ônibus padrons iguais aos do BRT nesses itinerários.

A retirada do câmbio automático em pelo menos 200 (dos 400 primeiros) ônibus do Move de BH só não se aplica aos coletivos articulados, maiores e mais espaçosos, por um detalhe: fabricantes não disponibilizam os chassis dos modelos – cujo preço médio é de R$ 750 mil – com transmissão manual.

A alteração atende principalmente ao pedido dos consórcios, que teriam de adicionar o item ao preço dos chassis de motor dianteiro (mais baratos, econômicos e por isso preferidos pelos empresários de BH), encarecendo o custo dos padrons, admitiu o diretor de Desenvolvimento e Implantação de Projetos da BHTrans, Daniel Marx Couto.

Um dos responsáveis pelo projeto de implantação do BRT, Marx admitiu que um complemento do decreto, com os ajustes, será publicado em breve pela BHTrans. “Se as empresas adicionassem o câmbio automático em um ônibus de motor dianteiro, somada a suspensão a ar, o preço ficaria muito próximo do de um ônibus com motor traseiro. O custo de manutenção desse tipo de câmbio também é maior”, argumenta.

Segundo ele, as linhas diametrais que farão uso dos corredores exclusivos não terão refrigeração devido à quantidade de pontos. “O sobe e desce de passageiros é muito maior do que no corredor exclusivo”, acrescenta.

Veja nos links abaixo as mudanças mais recentes promovidas pela BHTrans.

Rua Rio Grande do Norte e Avenida Brasil

Ruas Goiás, Sergipe e Avenida Augusto de Lima

 

 

 

FONTE: Estado de Minas.


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