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Intoxicação alimentar
Pepsico anuncia recall de Toddynho contaminado com bactéria
Em nota divulgada pela Pepsico, o produto em questão estava bloqueado no centro de distribuição e foi equivocadamente distribuído no Estado do Rio Grande do Sul

 

 

A Pepsico do Brasil, fabricante do achocolatado Toddynho, confirmou nesta terça-feira o recolhimento de oito mil unidades do produto do lote com marcações GRU L15 51 (intervalo de 23:04 a 23:46), com data de fabricação 2/6/2014 e data de validade 29/11/2014, que estão impróprias para o consumo. O produto estaria contaminado com a bactéria Bacillus Cereus, que causa intoxicação alimentar, e surge quando os alimentos são mal refrigerados.
Toddynho
Em nota divulgada pela Pepsico do Brasil, “o produto em questão, que estava bloqueado no centro de distribuição, foi equivocadamente distribuído no Estado do Rio Grande do Sul, em sua maioria na Grande Porto Alegre, por uma falha no processo de descarte de produtos fora de especificação. Esse pequeno lote de produtos, que se encontra fora de especificação bacteriológica, apresenta sabor azedo e, eventualmente, pode causar desconforto gastrointestinal”.A empresa orienta os consumidores a não ingerirem os produtos do lote GRU L15 51 e informou que “à exceção do lote mencionado, todos os demais produtos da marca Toddynho se encontram em perfeitas condições para consumo. A causa do problema foi solucionada, as autoridades competentes estão sendo avisadas e os produtos desse lote presentes nos pontos de venda estão sendo recolhidos imediatamente”.

Os consumidores que tenham produtos do lote GRU L15 51 não devem consumi-lo e a entrar em contato com a empresa para solicitar a troca pelo SAC 0800 703 2222, das 8h00 às 20h00 ou pelo e-mail sactoddynho@pepsico.com. O processo que envolve este recall não apresentará qualquer custo ao consumidor.

 

Autor: Marco Pereira
Do que escrevi: tá difícil confiar em alimentos no Brasil…principalmente os de caixa. O negócio é boicotar estes sucos, achocolatados em caixinhas ou vamos ser todos contaminados com bactérias incuráveis…| Denuncie |

Autor: Marco Pereira
ESCREVI DUAS OPINIÕES SOBRE ALIMENTOS E ESSES LÍQUIDOS DE CAIXA…PORQUE NÃO FORAM PUBLICADOS?| Denuncie |

Autor: Marco Pereira
Leite, sucos, verduras, carnes…o que será que estamos consumindo…em? estamos ficando com colesterol, triglicérides, fígado, estomago com problemas que não tínhamos antes…tá danado. Indústrias estão sem responsabilidades nenhuma com o ser humano.TUDO CONTAMINADO.| Denuncie |

Autor: Marco Pereira
Tá difícil confiar em alimentos hoje em dia…por isso estamos adoecendo com rapidez assustador. Tudo o que consumimos está sob suspeita…o negócio é acostumar osso organismo com folhas, capim, ração pra cachorro (que deve estar mais puro) do que o que comemos…

FONTE: Estado de Minas.


 

A alça do Viaduto Batalha dos Guararapes, na Avenida Pedro I, Região de Venda Nova, que ainda está de pé, corre risco de desabar. A informação foi confirmada na tarde desta terça-feira em entrevista coletiva de engenheiros e calculistas contratados pela Cowan para fazer estudos sobre a queda do elevado. A estrutura foi construída com um décimo da ferragem necessária. A empresa afirma que o erro foi do projeto executivo entregue pela Superintendência de Desenvolvimento da Capital (Sudecap) que era de responsabilidade da Consol. 

O calculista Catão Francisco Ribeiro, que participou do estudo sobre a queda do elevado, informou que a tragédia poderia ter acontecido anteriormente. “Acho que foi um milagre não ter caído antes. Inclusive a outra alça oferece risco de cair a qualquer momento. Os trabalhadores também correm riscos”, afirmou em coletiva.

Por causa da situação, a empresa determinou a paralisação do escoramento que era feito na alça. Também sugeriu que a Prefeitura de Belo Horizonte que não libere o trânsito na Avenida Pedro I antes da situação ser normalizada. 

A Cowan informou na coletiva que entregou uma carta para o prefeito Marcio Lacerda recomendando a demolição da alça que ainda está de pé. 

O em.com.br entrou em contato com a Prefeitura de Belo Horizonte que ficou de se manifestar sobre o caso.

Confira vídeo da Cowan com a explicação da queda do viaduto, em BH:

FONTE: Estado de Minas.


DESABAMENTO
Duas semanas de agonia
Vizinhos do viaduto Batalha dos Guararapes, na Avenida Pedro I, relatam insegurança após queda de estrutura.
Da janela, acompanham as obras e convivem com barulho e tremores

 

Caminhão que ainda estava debaixo do viaduto foi retirado ontem. Dois veículos da obra, além de um ônibus e um carro, foram atingidos na queda.


Da janela do apartamento onde mora, ao lado do viaduto que desabou na Avenida Pedro I, a dona de casa Juscilane Martins, de 33 anos, observa os trabalhos de remoção dos escombros e a sustentação da outra alça que permanece em pé. Para ela, hoje completam duas semanas de desespero, tormento e insegurança. Denuncia que as paredes do quarto apresentaram trincas depois do acidente que matou duas pessoas e feriu 23 e que a bancada em mármore do banheiro rachou em três partes. “Não houve nenhuma vistoria interna para assegurar se estamos realmente em segurança. Desde sexta-feira, a Defesa Civil Municipal promete a vistoria dentro dos apartamentos e não comparece”, reclama. 
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Juscilane disse conviver com o medo o tempo todo. “Eles ligam o trator lá fora, o prédio treme todo. O barulho é insuportável”, disse. Os filhos de 3 e 6 anos também estão assustados e incomodados com o barulho, segundo ela. “Estou tomando remédio para dormir. As crianças acordam de madrugada assustadas. Meu menino está tendo crise de vômitos depois da queda do viaduto”, disse a dona de casa. “A sensação é de que a gente está dentro de um elevador o tempo todo quando as máquinas estão trabalhando”, comparou.

A dona de casa conta que certa vez chegou a colocar um copo d’água na mesa para acompanhar a trepidação do prédio. “A água até derramou do corpo”, disse. Ela reclama que ainda não recebeu os protetores auriculares da empresa responsável pela construção do viaduto, recomendados pela Defesa Civil. “Meu menino de 3 anos não dorme mais depois do almoço. Ele acorda 6h para ir à escola e costumava dormir à tarde”, disse. 

ÁREA DE LAZER As crianças do condomínio também estão impedidas de brincar no pátio do prédio. “Ficam presas no apartamento. Estamos todos estressados”, reclamou. O medo de Juscilane é que a alça que restou do viaduto está cada vez mais sendo escorada e ela interpreta como risco de desabamento. “Minha preocupação só aumenta. Eles têm que demolir isso de vez. Se esse viaduto for mantido em pé, vamos conviver com essa insegurança o tempo todo”, disse. 

Juscilane disse que já pensou em vender o apartamento, mas acha difícil agora. “Até os inquilinos que estão deixando o prédio por medo. Ninguém mais vai querer comprar apartamento aqui”, disse. Outra reclamação dela é com a poeira. “Crianças que sofrem de bronquite estão sofrendo muito. Vivo com as janelas do meu apartamento fechadas. Se lavo roupa, elas ficam sujas e cheirando a poeira”, disse. 

Outra preocupação dos moradores é que há várias nascentes no Parque Ecológico Lagoa do Nado, do outro lado da Avenida Pedro I, e o solo onde o viaduto foi construído e um dois pilares afundou 6 metros, pode não ser tão consistente. 

Ontem à tarde, o último caminhão atingido na queda do viaduto foi retirado. A Cowan, empresa responsável pela obra, informou ontem que a vistoria cautelar foi iniciada à pedido da Defesa Civil e a previsão de duração é de 30 dias.

FONTE: Estado de Minas.


Hospital João XXIII atende quase 500 pessoas por ano para a retirada de anéis

Unidade adota uma técnica especial que evita o corte do acessório. Inchaço causado por anel apertado pode levar à perda dos dedos anel

Acessório que, aparentemente, não representa nenhum risco à saúde, os anéis são responsáveis por ocorrências que envolvem cerca de 480 atendimentos por ano no Hospital João XXIII (HJXXIII), da Rede Fhemig, maior hospital de pronto Socorro da América Latina. Artigo de uso comum entre mulheres e homens das mais variadas idades, os anéis são os protagonistas de casos que requerem a sua retirada devido ao inchaço (edema) dos dedos (seja das mãos ou dos pés), em geral causado pela inadequada utilização do acessório. Os acidentes são mais frequentes em mulheres jovens, mas há um número considerável de casos envolvendo homens.

O médico cirurgião do HJXIII Luiz Antônio Paulino ressalta que, em média, o ambulatório de sutura do hospital atende cerca de 40 casos por mês. Paulino afirma que o uso de anéis traz consigo o risco da perda do dedo uma vez que o inchaço causado pelo uso incorreto pode provocar a alteração da circulação. Assim, o médico recomenda a compra do objeto observando-se a medida correta.Como primeira ação a ser adotada, antes mesmo de se chegar ao hospital, é importante manter o braço elevado acima da altura do ombro por alguns minutos para que o dedo vá desinchando. Sempre que perceber alguma ferida na região entre o dedo e o anel, é recomendável a retirada do acessório antes que aconteça algum processo inflamatório. Também deve ser evitado o uso de anéis de aço, pois eles são mais difíceis de cortar, caso seja necessário.Técnicas de retiradaSão várias as técnicas para a retirada dos anéis nessas circunstâncias, o uso de cada uma delas vai depender das condições do dedo atingido. Desse modo, pode ser utilizado fio de sutura (nylon) enrolado ao dedo, alicate especial para corte do anel e o método, atualmente mais empregado pelo HPS, da fita feita a partir de esparadrapo dobrado e introduzido no espaço entre o dedo e o anel com a ajuda de uma solução oleosa que permite o deslizamento do anel, o que evita cortar o acessório. Todavia, a adoção das técnicas que não implicam no corte do anel ficam impedidas nos casos de presença de ferimento, fratura ou luxação do dedo inchado.

Passo a passo para a utilização da técnica do esparadrapo

1º:Corte uma tira de esparadrapo de aproximadamente 20 cm de comprimento por 3 cm de largura. Caso não tenha esparadrapo, utilize uma fita de tecido ou até mesmo aquelas utilizadas para enfeitar embalagens de presentes.

2º:Dobre o esparadrapo ao meio (de forma que a fita fique com 1,5 cm de largura) para que a pele não tenha contato com a cola.

3º:Coloque a fita entre o anel e o dedo com o auxílio de uma espátula de madeira ou outra objeto semelhante que não seja pontiagudo.

4º: Puxe a fita de modo que as duas extremidades fiquem do mesmo tamanho.

5º: Lubrifique o dedo utilizando solução oleosa como óleo mineral, vaselina ou óleo de cozinha, isto facilitará o deslizamento da fita sobre o anel.

6º:Com uma mão segure a fita puxando-a em direção à ponta do dedo e girando a fita no sentido horário. Use o seu polegar e o indicador para empurrar o anel auxiliando a sua retirada.

Símbolo de afeição

Apesar dos riscos, um número significativo de pessoas insiste em manter os anéis ainda que apertados, pois estabelecem uma relação afetiva com o objeto. Muitas vezes, eles representam a lembrança de alguma pessoa com a qual têm ou tiveram uma relação de afeto. Todavia, é de bom senso utilizar formas alternativas para usar o uso do anel sem, necessariamente, colocá-lo no dedo. Uma possibilidade é utilizá-lo em uma corrente como se fosse um pingente.

Disseminar o conhecimento

Para facilitar a assistência nos casos de anéis que se prendem ao dedo, o médico da Rede Fhemig acredita que é importante os profissionais dos postos de saúde serem treinados para a adoção das diversas técnicas, pois não é incomum a chegada de pacientes ao Hospital João XXIII, principalmente durante a madrugada, ou após terem percorrido os postos de saúde e/ou unidades de pronto atendimento cujos profissionais não dominam a metodologia.

FONTE: Estado de Minas.

A Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) reconheceu que o aparecimento de praga em produção de soja não pode implicar a invalidade do contrato de venda antecipada de safra e da Cédula de Produto Rural emitida como garantia. 

soja

O entendimento unânime do colegiado ocorreu no julgamento do recurso especial interposto por Louis Dreyfus Commodities Brasil S.A contra decisão do Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO), que considerou nula a Cédula de Produto Rural.

No caso, o produtor propôs uma ação com pedido desconstitutivo contra a Louis Dreyfus, objetivando a rescisão do contrato de compra e venda de safra futura de 20 mil sacas de soja, com preço pré-fixado em dólares norte-americanos (US$ 10 por saca) e com garantia de Cédula de Produto Rural.

O produtor alegou que após a celebração do contrato houve contaminação das lavouras por praga desconhecida, acarretando o aumento dos custos de produção, decorrente do maior uso de fungicidas e a redução da colheita. Sustentou, dessa forma, a caracterização de onerosidade excessiva do contrato.

Equivalência contratual

O juízo de primeiro grau acolheu o pedido do produtor e a sentença foi confirmada pelo tribunal estadual.

Ferido o princípio da equivalência contratual, sobretudo no que tange à boa-fé objetiva, face às proporções das obrigações, à razão do contrato prescrever deveres tão-só ao vendedor (produtor rural), tal circunstância importa resolução do pacto, ao teor do artigo 478 do Código Civil, por restar vislumbrada a onerosidade excessiva impingida a uma das partes, assinalou o acórdão do TJGO.

No STJ, a Louis Dreyfus afirmou que não estaria caracterizada a onerosidade excessiva e, por isso, seria forçoso reconhecer a má-fé do produtor que assina um contrato, conhecendo seus termos e depois aponta falsa causa para se desobrigar.

Validade do contrato

Para a relatora, ministra Nancy Andrighi, a decisão do tribunal estadual merece ser reformada, para o fim de se manter o contrato de compra e venda futura de soja.

A ministra destacou que o preço de compra da saca de soja em um dia determinado é estipulado por uma série de condições de mercado, inclusive internacionais, pois se trata de commodity largamente negociada.

No preço do dia, estão incluídas também as expectativas de negócios futuros e uma série de dados já conhecidos, mas que eram meras hipóteses quando o contrato sub judice fora realizado, afirmou a relatora.

Quanto à validade da Cédula de Produto Rural, a ministra destacou que a jurisprudência do STJ vem se posicionando no sentido de considerar válida a que é emitida em garantida a contrato de compra e venda de safra futura, independentemente de antecipação do preço.

Assim, a relatora restabeleceu o contrato de compra e venda futura de soja e, como consequência, a cédula emitida em garantia do adimplemento das obrigações nele pactuadas.

FONTE: Jurisway.


Condomínio tem legitimidade para propor ação de nunciação de obra nova contra condômino
Nunciação
Admite-se ação de nunciação de obra nova demolitória movida pelo condomínio contra condômino que realiza obra irregular que altera a fachada e traz risco para a segurança do prédio. A decisão é da Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ao negar recurso de um condômino contra o condomínio.A Turma, seguindo voto do relator, ministro Sidnei Beneti, concluiu que o artigo 934 do Código de Processo Civil (CPC), em situações como essa, confere legitimidade ao condomínio para ajuizar a ação em defesa da coletividade de condôminos que representa.

Cobertura

O condomínio ajuizou ação de nunciação de obra nova combinada com demolitória contra o condômino, pedindo a paralisação e demolição de construção irregular em uma unidade do prédio, localizado em Minas Gerais.

Segundo o condomínio, o condômino iniciou uma obra para transformar seu apartamento em cobertura, sem o consentimento formal de todos os proprietários nem licença da prefeitura, e ainda invadindo área comum do prédio e provocando alterações na fachada.

Com a obra, o condômino responsável teria contrariado o Código Civil, a convenção do condomínio e a legislação local sobre edificações e posturas. O condomínio afirmou ainda que a obra feriu a estética do prédio e colocou em perigo suas fundações, que são bem antigas.

Em primeira instância, o condômino foi condenado a demolir a obra, devolvendo o imóvel ao estado anterior. O prazo estipulado foi de 30 dias, sob pena de multa diária, além da possível conversão em perdas e danos.

O condômino apelou da sentença. O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) manteve a condenação, por entender, entre outras razões, que a obra realmente foi erguida na área comum do condomínio e descaracterizou a fachada do prédio, além de trazer riscos para a estrutura.

Legitimidade

Inconformado, o proprietário do apartamento recorreu ao STJ sustentando que a ação de nunciação de obra nova seria inadequada para o caso, já que a demanda teria caráter possessório e não envolveria direito de vizinhança.

Segundo ele, para o cabimento da ação de nunciação de obra nova, é imprescindível que a discussão verse sobre construção que esteja sendo erguida entre terrenos vizinhos, oportunidade em que seria instaurado um conflito entre o direito de construir e o direito de vizinhança. No entanto, afirmou o condômino, a ação foi ajuizada com o argumento de que a obra estaria invadindo área comum do prédio, o que tornaria inadequada a via processual escolhida.

Alegou ainda que o condomínio não é parte legítima para figurar no polo ativo da demanda, pois não faz parte do rol contido no artigo 934 do CPC, que prevê a legitimidade apenas dos proprietários, possuidores ou condôminos para o ajuizamento da ação de nunciação.

O condômino defendeu também a necessidade de formação de litisconsórcio passivo, alegando que outros proprietários de apartamentos no prédio também teriam feito obras nas mesmas condições.

Via eleita

Ao analisar a questão da via processual eleita, o ministro Sidnei Beneti rechaçou a tese do condômino. “Não obstante a petição inicial traga em suas razões argumentos de caráter possessório, há nela também fundamentos estritamente ligados ao direito de vizinhança, estando o pedido fundado não apenas na construção erigida em área comum, mas também no risco a que foi exposta a estrutura do prédio resultante das transformações ocorridas no imóvel”, disse o ministro.

Ele destacou que o TJMG, mesmo reconhecendo a invasão da área comum, considerou adequado o uso da ação de nunciação de obra nova para impedir o desenvolvimento de uma construção que poderia trazer prejuízo ao prédio como um todo. Entre outras razões, o tribunal mineiro citou que o perito reconheceu a existência de sobrecarga para a estrutura do edifício, representada pela construção de suíte, cozinha, banheiro, área de serviço e de lazer na cobertura.

Quanto à legitimidade ativa do condomínio, o relator entendeu que, embora o artigo 934 do CPC não o inclua entre os legitimados para mover ações de nunciação de obra nova contra condôminos, o dispositivo deve ser interpretado de acordo com sua finalidade, “considerando o evidente interesse do condomínio de buscar as medidas possíveis em defesa dos interesses da coletividade que representa”.

Litisconsórcio passivo

Sidnei Beneti concluiu também que não há necessidade de formação de litisconsórcio passivo com os demais condôminos que se encontrem na mesma situação que o recorrente. “A situação em comento não se enquadra nas hipóteses previstas no artigo 47 do CPC”, afirmou.

Segundo ele, o condomínio ajuizou a ação devido aos riscos que a construção representa para a estrutura do prédio, e nesses casos não há disposição legal que exija a formação do litisconsórcio.

“O litígio existente nos autos não exige solução uniforme em relação aos demais condôminos ocupantes do último andar do edifício, devendo eventual discórdia entre eles e o condomínio ser decidida em demanda própria”, disse o ministro.

FONTE: STJ.

Levantamento inédito lista endereços em BH onde é maior a ameaça de desastres. Grandes corredores lideram zonas quentes do tráfego, mas áreas periféricas também têm armadilhas

 (Jair Amaral/EM/D.A Press)

Entre ruas e avenidas de Belo Horizonte, há muito mais que simples cruzamentos: pelo menos 95 pontos de extremo perigo – onde é alto o risco de pedestres serem atropelados e de veículos se envolverem em capotagens e batidas – estão listados em levantamento inédito feito pelo Departamento de Trânsito de Minas Gerais (Detran-MG), ao qual o Estado de Minas teve acesso com exclusividade. A disposição dos trechos mais críticos confirma que grandes corredores, campeões de desastres com mortos e feridos – como as avenidas Cristiano Machado, Antônio Carlos e Amazonas –, também detêm o maior número de zonas críticas.

Mas o trabalho revela também um mapa de perigos disfarçados. São interseções e trechos aparentemente menos violentos, muitos em bairros residenciais de fama tranquila, como o Vera Cruz (Região Leste) e o Jardim América (Região Oeste), que reservam armadilhas tão arriscadas quanto as das grandes avenidas. Para especialistas, a concentração de acidentes aponta a necessidade de investimentos em segurança muitas vezes mais complexos do que a simples alteração na sinalização.

Detentora do fluxo mais intenso de veículos, por ser a área com mais serviços públicos e privados, recebendo a convergência dos principais corredores da capital, a campeã de pontos críticos para pedestres e condutores é a Região Centro-Sul, com 22 trechos de alto registro de acidentes. Em seguida, segundo o Detran, vêm as regiões Nordeste (15), Noroeste (14), Pampulha (11), Venda Nova (10), Barreiro (6), Leste (6), Norte (6) e Oeste (5). Cada ponto demarcado remete a um local onde mais de 10 batidas ou atropelamentos foram registrados na época da coleta de dados, referente a 2011.

A via belo-horizontina que concentra mais trechos de alto risco de acidentes é a Avenida Cristiano Machado, importante ligação entre o Centro da capital e a cidade administrativa do governo do estado, o Aeroporto Internacional Tancredo Neves, em Confins, e as áreas turísticas da Serra do Cipó e da Gruta da Lapinha. São 21 pontos críticos ao longo dos 14,3 quilômetros da via, média de um trecho de extremo perigo a cada 680 metros. Porém, a Avenida Antônio Carlos – uma alternativa de acesso aos mesmos destinos – é a que tem a maior frequência de zonas de perigo, com 13 áreas críticas ao longo dos seus 7,5 quilômetros, proporção de uma a cada 577 metros.

Para o coordenador-geral do Núcleo de Transportes da UFMG (Nucletrans), professor Ronaldo Guimarães Gouvêa, o estudo desses pontos é fundamental para a gestão de tráfego, engenharia de trânsito e segurança dos usuários. “Sabendo que em um ponto ocorrem muitos acidentes é que se investigam as causas. Pode ser um semáforo que fica visível de outra pista e estimula motoristas a arrancarem com o sinal vermelho; curvas mal projetadas; refúgios insuficientes; canteiros muito estreitos”, exemplifica. O especialista acrescenta que esses pontos não mudam significativamente de um ano para o outro e, portanto, deveriam ser alvo de intervenções para aumento da segurança.

FONTE: Estado de Minas.


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