Antequam noveris, a laudando et vituperando abstine. Tutum silentium praemium.

Arquivo da tag: riscos

Outros três viadutos da Avenida Pedro I apresentam problemas

Segundo o promotor Eduardo Nepomuceno, a Sudecap adiantou que as estruturas terão que passar por intervenções. Relatório com os detalhes será apresentado amanhã

Cristina Horta/EM/D.A Press

A Superintendência de Desenvolvimento da Capital (Sudecap) vai apresentar na sexta-feira ao Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) um relatório que indica problemas em outros três viadutos da Avenida Pedro I: Monte Castelo, Oscar Niemeyer e o elevado da Avenida João Samaha. A informação é do promotor Eduardo Nepomuceno, da Promotoria de Justiça de Defesa do Patrimônio Público de Belo Horizonte. Ainda não se sabe quais são os defeitos nas estruturas, mas elas terão que passar por intervenções corretivas.

Nepomuceno ressalta que ainda não teve acesso ao laudo, mas inicialmente a consultoria RCK, responsável pela apuração, teria entendido que a concepção do projeto precisaria de ajustes. “Vamos receber esse relatório oficialmente amanhã, mas a Sudecap adiantou que eles sofrerão pequenas intervenções, semelhantes ao Gil Nogueira”, explica o promotor, citando o viaduto que precisou ser interditado para obras há cerca de 15 dias. “Não tem risco para a estabilidade da estrutura, mas vai ser (feita) medida corretiva para aumentar a durabilidade da construção”, diz.Depois do feriado de Tiradentes, na próxima terça-feira, o Ministério Público pretende se reunir com o supervisor da Sudecap para discutir porque a situação das estruturas ainda não havia sido constatada.

O promotor comentou, também, que o Ministério Público tenta há algum tempo celebrar convênio com a Faculdade de Engenharia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) para demandar perícias nas obras quando houver necessidade. O em.com.br entrou em contato com a Sudecap e aguarda resposta.

O Estado de Minas mostrou em 1º de abril que uma sucessão de erros semelhantes aos da alça sul do Viaduto Batalha dos Guararapes, na Avenida Pedro I, que desabou em 3 de julho do ano passado e matou duas pessoas, está ocorrendo em outros elevados. A perícia da Polícia Civil constatou que o projeto da Consol apontou menos aço do que realmente deveria ter na armação do Batalha dos Guararapes, erro que não foi percebido pela Cowan nem pela PBH.

 Marcos Michelin/EM/D.A Press

Recentemente, o Viaduto Gil Nogueira, apresentou desnível de 2,5 centímetros na estrutura. Ele fica sobre Pedro I, ligando dois extremos da Avenida Portugal, entre os bairros Itapoã e Santa Branca, na Região da Pampulha. Houve um erro no projeto de engenharia feito pela Consol, uma falha não percebida novamente durante a execução da obra nem pela Cowan nem pela prefeitura durante a aprovação do projeto, conforme admitiu o prefeito Marcio Lacerda. Apesar dos transtornos, não há risco de queda, segundo o Corpo de Bombeiros e a Defesa Civil de Belo Horizonte.

O Viaduto Montese também precisou ser interditado depois de um deslocamento lateral de 27 centímetros. Foram nove meses com a estrutura fechada, antes da liberação. Até agora, três dos sete viadutos do BRT/Move da Pedro I, de responsabilidade da Consol e da Cowan, precisaram de reparos. Nos próximos dias, a Sudecap e o Ministério Público devem detalhar intervenções em mais três elevados.

Marcos Michelin/EM/D.A Press

INQUÉRITO As investigações sobre a queda do Batalha dos Guararapes ainda não foram concluídas. A Polícia Civil tem até dia 4 de maio para encaminhar o inquérito ao Ministério Público e o delegado Hugo e Silva, responsável pelas apurações, informou que vai entregar no prazo.

 

FONTE: Estado de Minas.

 


Sucos de caixinha tem tantas calorias quanto refrigerantes

Valinhos SP 12 01 2015 Camila Signorini, 35, e suas filhas, Rafaela e Gabriela, para matéria sobre sucos industrializados. Há um ano, Camila começou a pesquisar mais sobre sucos de caixinha e ao descobrir o quanto de açúcar tem na bebida ela decidiu tirar da alimentação das filhas. As meninas entenderam e hoje levam a fruta inteira ou suco natural para a escola EQUILIBRIO Jorge Araujo Folhapress 703 ORG XMIT: XX
Camila Signorini, 35, que começou a estudar os sucos de caixinha e as filhas Gabriela, 8, e Rafaela, 5

O que o suco de caixinha, a batata frita e o refrigerante têm em comum? Três copos de suco industrializado têm cerca de 300 calorias, o mesmo que uma porção média de batata. O suco tem ainda mais ou menos a mesma quantidade de calorias do refri.

Suco
Suco
Suco

Quando descobriu isso, a administradora Camila Signorini, 35, decidiu tirar de vez o suco de caixinha do cardápio das filhas Gabriela, 8, e Rafaela, 5. Na época, a bebida era liberada em casa e ainda servia de lanche na escola.

“Eu pensava que era saudável, mas fui ler a lista de ingredientes. Fiquei assustada.”

Muitos dos sucos de caixinha vendidos em supermercado na verdade são néctares –são os mais baratos e populares. Neles, a maior parte da bebida é mistura de água, açúcar e aditivos químicos. Não há nada ilegal aí: o Ministério da Agricultura prevê que esse tipo de bebida tenha pelo menos de 30% a 50% de suco, conforme a fruta.

“Os fabricantes não são obrigados a divulgar quanto de fruta há no produto”, diz Ana Paula Bortoletto, do Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor). Em 2014, a instituição fez um teste e descobriu que, além de pouca fruta, muitos néctares têm açúcar demais. Um produto de uva chegou a ter 29 g em 200 ml. A mesma porção de refrigerante de cola tem 21 g.

A diferença é que no suco parte dos carboidratos vem da fruta (frutose), mas na embalagem isso não é discriminado. Segundo a endocrinologista Maria Edna de Melo, do Hospital das Clínicas da USP, assim como o açúcar adicionado pela indústria, a frutose também pode ser prejudicial.

“Também é um carboidrato de alto índice glicêmico –faz o nível de glicemia do sangue subir rapidamente–, favorecendo o desenvolvimento de obesidade e diabetes.”

Por isso, ela e todos os especialistas consultados não recomendam o consumo liberado de suco. Isso vale também para os sucos integrais, sem adição de açúcar, industrializados ou feitos em casa.

“Quando a fruta vira suco, ela se desvirtua, perde fibra e a quantidade de açúcar é concentrada”, diz a nutricionista Cláudia Lobo. Para as crianças, isso é ainda pior, porque o doce pode dar uma falsa sensação de saciedade.

“Se ela trocar água por suco, vai perder a fome. Pode ficar obesa e desnutrida, por consumir um alimento de alto teor calórico sem fibras e outros nutrientes”, diz a nutricionista Gabriela Kapim.

Apesar de também serem ricos em carboidratos, os sucos integrais, sem adição de açúcar, são melhores que os néctares, pois não têm aditivos e conservam parte dos nutrientes da fruta. O de uva, por exemplo, tem antioxidantes.

“Boa parte das vitaminas são preservadas. É uma ótima opção”, diz a nutricionista Carolina Godoy. Ela presta serviços para a marca Do Bem, de sucos integrais.

Para o pediatra e nutrólogo Fábio Ancona Lopez, a principal vantagem do suco integral é ser menos doce. “Apesar de ter a mesma quantidade de carboidratos, o néctar tem o sabor mais adocicado, o que pode deixar o paladar da criança mal acostumado.”

A indústria às vezes também usa adoçantes, o que é um problema, diz a nutricionista Neiva Souza. “Crianças não devem consumi-los indiscriminadamente. Não sabemos as consequências disso a médio e longo prazo.”

O alerta vale mais ainda para os sucos de soja, que além de adoçantes têm isoflavona, fitoesterol semelhante ao hormônio feminino. “O consumo teria relação com maturação sexual precoce”, diz Souza.

Para fugir desses e outros riscos é simples: basta trocar o suco por água, e comer a fruta in natura.

FONTE: Folha.


 

Incêndio dispara alerta em hotéis
Fogo em estabelecimento da Savassi chama a atenção para as condições de prevenção.
Fiscalização em locais de hospedagem constata que a maioria não tem documento que certifica normas de segurança.
Até centros de treinamento de seleções estão na lista

 

 

Clientes são retirados por bombeiros de restaurante que pegou fogo na Savassi, um dos que não contam com Auto de Vistoria (Leandro Couri/EM/D.A Press.)
Clientes são retirados por bombeiros de restaurante que pegou fogo na Savassi, um dos que não contam com Auto de Vistoria



Faltando apenas oito dias para o início da Copa do Mundo, as condições de hotéis que vão receber turistas e até mesmo de estruturas que vão abrigar seleções entram em xeque em Belo Horizonte. O incêndio no restaurante Santafé, que fica no prédio do Hotel Champagnat, na Savassi, Região Centro-Sul da capital, acionou o alarme para os riscos de descumprimento de normas que atestam a segurança de hóspedes e funcionários. Só na área do 1º Batalhão do Corpo de Bombeiros, responsável pela Zona Sul de BH, 35 dos 59 hotéis recomendados a visitantes pela prefeitura passaram por vistoria e na maioria foram encontradas irregularidades. Apesar de não terem sido constatados riscos iminentes, o que garante que possam funcionar normalmente, a maior parte dos estabelecimentos, incluindo o edifício que pegou fogo na Savassi, não tem o Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB), única forma de garantir que o estabelecimento é 100% seguro.

Há também grande preocupação com as cozinhas, áreas consideradas mais críticas, segundo os bombeiros, tanto em hotéis quanto em restaurantes. O fogo que atingiu o Santafé começou em uma fritadeira e as chamas produziram uma fumaça que chegou aos dois primeiros andares do Hotel Champagnat. Por medida de segurança, todos os hóspedes foram encaminhados a outra unidade, assim como alguns moradores do apart hotel que funciona no mesmo endereço. Falta o Auto de Vistoria também em três locais que vão receber alguns dos maiores craques do mundo: a Cidade do Galo, em Vespasiano, na Grande BH (Seleção Argentina), a Toca da Raposa II, na Pampulha (Seleção do Chile), e o Sesc Venda Nova já foram multados pela falta do documento. 

De acordo com a legislação estadual, o AVCB é a comprovação de que a edificação vistoriada conta com projeto de prevenção contra incêndio e pânico aprovado pelo Corpo de Bombeiros, que normalmente prevê extintores, iluminação e saídas de emergência, detectores de fumaça, hidrantes, brigadistas, alarmes contra fogo, entre outros aspectos. A ausência do documento gera uma advertência, com prazo de 60 dias para a solução dos problemas. Depois do prazo, que pode ser prorrogado se houver dificuldades técnicas, o estabelecimento é multado se as falhas persistirem. Antes de receber uma segunda multa, são dados mais 30 dias de prazo. Depois da segunda punição, ainda resta mais um mês antes da abertura de um procedimento administrativo para interdição do local. Após a primeira visita dos militares, o estabelecimento tem no mínimo quatro meses para funcionar sem interdição, sem contar o tempo do processo administrativo. As multas variam conforme a área construída. 

O tenente Norton Ornelas, que comanda a 5ª Companhia de Prevenção do 1º Batalhão dos Bombeiros, afirma que no ano passado a corporação iniciou um trabalho para verificar a situação dos estabelecimentos que vão receber turistas durante o Mundial, caso de hotéis e restaurantes. Dentro do programa foram vistoriados 35 hotéis, dos 59 indicados pela prefeitura a turistas, no site oficial. “A maioria desses estabelecimentos não tem AVCB. Aparentemente, há segurança, mas ela é relativa, já que a única forma de ter certeza é o documento. A área de cozinha é mais complicada, pois o acúmulo de gordura e as altas temperaturas demandam atenção especial”, afirma o tenente. Na área do 3º Batalhão dos Bombeiros – unidade que atende as regiões de Venda Nova e da Pampulha, na capital, e parte da porção Norte da Grande BH –, são mais nove hotéis vistoriados, apenas dois com o AVCB. 

A presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis de Minas Gerais (ABIH-MG), Patrícia Coutinho, afirma desconhecer a falta do AVCB nos estabelecimentos indicados para receber turistas para a Copa do Mundo. Segundo ela, as exigências do Corpo de Bombeiro para liberação do funcionamento de hotéis são rigorosas e os empreendimentos não se furtam a atendê-las. “Desconheço quem não esteja atendendo a todas as especificações. É difícil estar com tudo em dia, mas mesmo assim os hotéis se esforçam para isso”, disse. A Associação Brasileira de Bares e Restaurantes de Minas Gerais (Abrasel-MG) também foi procurada pelo Estado de Minas, mas não indicou representante para se posicionar sobre o assunto.

O EM entrou em contato com o Hotel Champagnat, que informou, por meio do gerente, Paulo Sérgio, que a unidade tem 106 apartamentos, divididos entre hotel e apart hotel. “Todos os hóspedes do hotel foram transferidos para outra unidade do grupo, também na Savassi, por questões de segurança. Alguns moradores do apart que quiseram ficar permaneceram”, diz ele. Ninguém do Restaurante Santa fé quis se manifestar sobre a reabertura do espaço ou sobre a ausência do AVCB.

BOM EXEMPLO
 Enquanto alguns estabelecimentos dão sinais de problemas para cumprir a legislação que atesta a segurança de consumidores, um hotel integrante de uma rede norte-americana, localizado na Rua Professor Moraes, Bairro Funcionários, afirma ter saído na frente nesse quesito. De acordo com o gerente de Manutenção e Segurança, Diego Rocha, o estabelecimento tem diversos sistemas de prevenção e combate a incêndios, inclusive na cozinha, um dos pontos considerados mais críticos. Segundo ele, essa parte do hotel conta com equipamentos como o de detecção de fumaça e vazamento de gás e sprinklers – dispositivos instalados no teto que liberam água em situação de fogo – além de inovações como um sistema de dispersão de líquido diante de uma fonte de calor intensa em fornos e fogões.

FONTE: Estado de Minas.


Fabricantes fazem recall de lotes dos leites Parmalat e Líder
“Quanto aos riscos à saúde e à segurança, foi constatada não conformidade no produto em razão da presença de traços de formaldeído, o que poderá gerar riscos à saúde e à segurança dos consumidores”, diz a nota da Senacom

 

 

 (Reprodução internet)

A Secretaria Nacional do Consumidor, do Ministério da Justiça (Senacom), informou que a LBR – Lácteos Brasil e a Líder Alimentos do Brasil S/A protocolaram campanha de chamamento (recall) para substituição ou ressarcimento dos leites Parmalat UHT Integral e Líder UHT Integral fabricados entre 13 de fevereiro e 14 de fevereiro. A nota da Senacom foi publicada nesta quinta-feira à noite no site do Ministério da Justiça. 

Conforme o comunicado, são 101.200 caixas de leite Parmalat, com numeração de lote não sequencial compreendida entre os intervalos L11D00S1 a L11F23S1. Também serão recolhidas 199.800 caixas de leite Líder colocadas no mercado com numeração de lote compreendida entre os intervalos A LOB 11, B LOB 9, C LOB 17, D LOB 04, A LOB 12, B LOB 19, C LOB 18 e D LOB 14.

“Quanto aos riscos à saúde e à segurança, foi constatada não conformidade no produto em razão da presença de traços de formaldeído, o que poderá gerar riscos à saúde e à segurança dos consumidores”, diz a nota da Senacom.

O comunicado ainda informa os contatos da empresa para qualquer dúvida: telefone 0800 011 2222, de segunda a sexta-feira, das 08h às 18h, ou pelo e-mail sac@lbr-lacteos.com.br. Detalhes sobre a Campanha de Chamamento também estão disponíveis no site do Ministério da Justiça – http://portal.mj.gov.br/recall.

 

 

 

VEJA AQUI OUTRAS REPORTAGENS SOBRE ADULTERAÇÕES DE LEITE:

COTOCHÉS E BATAVO

ITALAC

LEITE ADULTERADO

FRAUDE NO LEITE

 

 

 

FONTE: Estado de MInas.


A Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) reconheceu que o aparecimento de praga em produção de soja não pode implicar a invalidade do contrato de venda antecipada de safra e da Cédula de Produto Rural emitida como garantia. 

soja

O entendimento unânime do colegiado ocorreu no julgamento do recurso especial interposto por Louis Dreyfus Commodities Brasil S.A contra decisão do Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO), que considerou nula a Cédula de Produto Rural.

No caso, o produtor propôs uma ação com pedido desconstitutivo contra a Louis Dreyfus, objetivando a rescisão do contrato de compra e venda de safra futura de 20 mil sacas de soja, com preço pré-fixado em dólares norte-americanos (US$ 10 por saca) e com garantia de Cédula de Produto Rural.

O produtor alegou que após a celebração do contrato houve contaminação das lavouras por praga desconhecida, acarretando o aumento dos custos de produção, decorrente do maior uso de fungicidas e a redução da colheita. Sustentou, dessa forma, a caracterização de onerosidade excessiva do contrato.

Equivalência contratual

O juízo de primeiro grau acolheu o pedido do produtor e a sentença foi confirmada pelo tribunal estadual.

Ferido o princípio da equivalência contratual, sobretudo no que tange à boa-fé objetiva, face às proporções das obrigações, à razão do contrato prescrever deveres tão-só ao vendedor (produtor rural), tal circunstância importa resolução do pacto, ao teor do artigo 478 do Código Civil, por restar vislumbrada a onerosidade excessiva impingida a uma das partes, assinalou o acórdão do TJGO.

No STJ, a Louis Dreyfus afirmou que não estaria caracterizada a onerosidade excessiva e, por isso, seria forçoso reconhecer a má-fé do produtor que assina um contrato, conhecendo seus termos e depois aponta falsa causa para se desobrigar.

Validade do contrato

Para a relatora, ministra Nancy Andrighi, a decisão do tribunal estadual merece ser reformada, para o fim de se manter o contrato de compra e venda futura de soja.

A ministra destacou que o preço de compra da saca de soja em um dia determinado é estipulado por uma série de condições de mercado, inclusive internacionais, pois se trata de commodity largamente negociada.

No preço do dia, estão incluídas também as expectativas de negócios futuros e uma série de dados já conhecidos, mas que eram meras hipóteses quando o contrato sub judice fora realizado, afirmou a relatora.

Quanto à validade da Cédula de Produto Rural, a ministra destacou que a jurisprudência do STJ vem se posicionando no sentido de considerar válida a que é emitida em garantida a contrato de compra e venda de safra futura, independentemente de antecipação do preço.

Assim, a relatora restabeleceu o contrato de compra e venda futura de soja e, como consequência, a cédula emitida em garantia do adimplemento das obrigações nele pactuadas.

FONTE: Jurisway.


Tatuagem na adolescência: o que fazer quando bate o arrependimento?

O nome de alguém que já não é mais importante, uma filosofia de vida que já não diz mais nada, um desenho mal realizado: motivos não faltam para voltar atrás na decisão

Harry Styles antes e depois: em cerca de um ano o cantor fez mais de 25 tatuagens pelo corpo

Um fantasma que assombra qualquer pessoa que já teve vontade de fazer tatuagem é o fato de que o desenho vai ficar ali para sempre. Mesmo com o avanço das técnicas para apagar os vestígios de uma tattoo, o medo de se arrepender é algo que leva todos os interessados a pensar muito antes de encarar a agulha. E, ainda assim, pensar, considerar, esperar, escolher cuidadosamente não são antídotos contra o arrependimento: muita gente gostaria de voltar no tempo até aquele momento em que tomou a terrível decisão de marcar a pele de modo indelével.

Foi assim com o britânico Harry Styles , de 19 anos, vocalista da boyband One Direction . Depois de meses fazendo diversas tatuagens (foram mais de 25 em cerca de um ano) o cantor andou dizendo por aí que já se arrependeu de algumas delas. “Tem algumas que meus amigos fizeram [em mim] e tem algumas que são apenas horríveis”, ele disse em entrevista à revista “We Love Pop.”

No Brasil, fazer tatuagem antes do 18 só é permitido com autorização dos pais

Os motivos para arrependimento podem ser vários: o nome de alguém que já não é mais importante, desenhos mal feitos, imagens que envelhecem, mensagens que sintetizavam a vida da pessoa e que já não dizem mais nada lideram o ranking. Na maioria das vezes, tatuagens feitas na adolescência são as que mais envergonham seus donos – paradoxalmente, é exatamente nessa fase que a maioria das pessoas decide se tatuar. Em tempo: no Brasil, menores de 18 anos só podem fazer tatuagens definitivas com autorização dos pais ou responsáveis.

O caso de Ana*, de 26 anos, se enquadra nessa categoria. Aos 16, a arte educadora fez uma tatuagem bastante peculiar: três borboletas do MSN Messenger na costela direita. “Eu queria uma tattoo que fosse sexy e romântica. Lembro que a Britney Spears e a Mariah Carey tinham borboletinhas e eu achava legal”, recorda. Unindo isso à sua admiração pelo programa de computador, lá estava a sua tatuagem “perfeita”. “O MSN foi o principal veículo de ampliação de amizade e troca de informações. Eu ficava fascinada com a ideia de conhecer pessoas do outro lado do mundo”.

A facilidade para tatuar também foi um dos motivos que a levou ao estúdio. “O tatuador era baratinho, cobrou pouco e não pediu RG”, conta ela, lembrando como em certos casos alguns profissionais “esquecem” da lei e tatuam menores de idade mesmo sem autorização. Segundo o tatuador Sergio Pisani, 39, essa prática é bastante perigosa. “Muitas vezes você não sabe qual é a condição do estúdio, se é tudo esterilizado, que tipo de agulhas que eles usam”, diz ele, que atende no estúdio Tattoo You, de São Paulo.

“Muitas vezes você não sabe qual é a condição do estúdio, se é tudo esterilizado, que tipo de agulhas que eles usam”, alerta o tatuador Sergio Pisani

A insatisfação de Ana se deve ao fato de que ela se decepcionou com o resultado. “O problema não foi de saúde, e sim estético. O tatuador era bem ruim, o desenho não ficou parecido com o original. Se tivesse ficado, acho que seria interessante”, confessa. Além disso, o fascínio pelo MSN passou (veja bem, o software foi até extinto) e a tatuagem já não significa nada. “Na época até achei legal, mas o referencial se amplia e o desenho, além de feio, não faz mais sentido”, conta. Mais: ela acha que as borboletas ficam no caminho de seu estilo atual. “Atrapalham a composição dos meus looks e poluem minha pele”.

Um arrependimento que custa caro

As técnicas de remoção de tatuagens são cada vez mais avançadas e a arte educadora pensa em recorrer a elas para apagar as borboletas do seu corpo. O processo de remoção mais indicado consiste em usar lasers para bombardear os pigmentos de cor da tatuagem até eles explodirem e desaparecerem, como explica a dermatologista Monica Aribi. “As máquinas hoje em dia são muito boas, as remoções ficam quase perfeitas”, afirma a médica.


Justin Bieber recentemente fechou o braço esquerdo de tatuagens

Mesmo assim, o procedimento traz riscos, como a formação de queloide e a perda da pigmentação da pele na região atingida pelos raios. O preço é outra questão que assusta aqueles que querem se livrar de um desenho indesejado. Na clínica da doutora Monica, uma sessão para apagar uma tatuagem de 5 cm de altura e 5 cm de largura sai por R$ 500. Levando em conta que a remoção definitiva leva de quatro a dez sessões, o procedimento todo pode custar até R$ 5.000,00.

A publicitária Maysa Mariano, de 23 anos, arrumou uma alternativa para esconder a tatuagem que a envergonhava. No lugar da borboleta verde que fez aos 16 anos ela desenhou uma flor de lótus. “A borboleta era meio tribal, com pigmentos roxos, minha cor favorita. Bati o olho e gostei, então decidi tatuar”, lembra. O motivo por que a tattoo a desagradou foi puramente estético. “O tatuador era ruim e o resultado foi ruim”, simplifica ela, que fez ainda uma outra tatuagem com o mesmo profissional: um ideograma japonês. Ela foi inspirada por um garoto de quem gostava, mas o resultado também foi desastroso. “Ele disse que significava virtude, eu também quis carregar ‘virtude’ na pele”, explica. Mas, como descobriu depois, o símbolo significava bondade. E isso não é tudo. “A tatuagem é meio grosseira, não é delicada”, lamenta.

Segundo o tatuador Pisani, o processo de cobrir uma tatuagem fazendo um desenho por cima não garante que a aparência ho ficará melhor. “Quando cobrimos um desenho com outro, os pigmentos se misturam e a cor mais forte é predominante. Se a tatuagem original for preta, o novo desenho vai ficar mais escuro, por exemplo”, explica.

Além disso, esse procedimento traz risco para a saúde. “O processo de cobrir a tatuagem pode causar um granuloma de corpo estranho, o organismo pode reconhecer o novo pigmento como um corpo estranho e tentar expulsá-lo, causando cistos”, explica a dra. Monica Aribi. Para ela, o mais indicado é clarear a tatuagem original antes de cobri-la com um novo desenho.

Para evitar arrependimentos, Pisani não recomenda que adolescentes façam tatuagens. “Tem que ter uma maturidade que os adolescentes em geral não têm para tomar essa decisão”, critica. Para Monica Aribi, o ideal é não fazer tatuagem em época nenhuma, já que os dermatologistas consideram o procedimento uma agressão à pele. Mas ela admite que não há riscos maiores se for tudo bem feito. “Em adolescentes, o maior risco é eles crescerem, a pele ficar esticada e a tatuagem deformada”, avisa a médica.

Maysa acredita que sua mãe não se importou com o fato de ela ter feito a primeira tatuagem aos 16 anos. “Ela nunca gostou, nem ia autorizar se eu pedisse, mas eu avisei que faria. Ela não brigou, simplesmente ignorou, nem sequer olhou”, lembra. Hoje, a publicitária tem sete tattoos. “Ela já gosta um pouco mais”, comemora.

FONTE: iG.


Levantamento inédito lista endereços em BH onde é maior a ameaça de desastres. Grandes corredores lideram zonas quentes do tráfego, mas áreas periféricas também têm armadilhas

 (Jair Amaral/EM/D.A Press)

Entre ruas e avenidas de Belo Horizonte, há muito mais que simples cruzamentos: pelo menos 95 pontos de extremo perigo – onde é alto o risco de pedestres serem atropelados e de veículos se envolverem em capotagens e batidas – estão listados em levantamento inédito feito pelo Departamento de Trânsito de Minas Gerais (Detran-MG), ao qual o Estado de Minas teve acesso com exclusividade. A disposição dos trechos mais críticos confirma que grandes corredores, campeões de desastres com mortos e feridos – como as avenidas Cristiano Machado, Antônio Carlos e Amazonas –, também detêm o maior número de zonas críticas.

Mas o trabalho revela também um mapa de perigos disfarçados. São interseções e trechos aparentemente menos violentos, muitos em bairros residenciais de fama tranquila, como o Vera Cruz (Região Leste) e o Jardim América (Região Oeste), que reservam armadilhas tão arriscadas quanto as das grandes avenidas. Para especialistas, a concentração de acidentes aponta a necessidade de investimentos em segurança muitas vezes mais complexos do que a simples alteração na sinalização.

Detentora do fluxo mais intenso de veículos, por ser a área com mais serviços públicos e privados, recebendo a convergência dos principais corredores da capital, a campeã de pontos críticos para pedestres e condutores é a Região Centro-Sul, com 22 trechos de alto registro de acidentes. Em seguida, segundo o Detran, vêm as regiões Nordeste (15), Noroeste (14), Pampulha (11), Venda Nova (10), Barreiro (6), Leste (6), Norte (6) e Oeste (5). Cada ponto demarcado remete a um local onde mais de 10 batidas ou atropelamentos foram registrados na época da coleta de dados, referente a 2011.

A via belo-horizontina que concentra mais trechos de alto risco de acidentes é a Avenida Cristiano Machado, importante ligação entre o Centro da capital e a cidade administrativa do governo do estado, o Aeroporto Internacional Tancredo Neves, em Confins, e as áreas turísticas da Serra do Cipó e da Gruta da Lapinha. São 21 pontos críticos ao longo dos 14,3 quilômetros da via, média de um trecho de extremo perigo a cada 680 metros. Porém, a Avenida Antônio Carlos – uma alternativa de acesso aos mesmos destinos – é a que tem a maior frequência de zonas de perigo, com 13 áreas críticas ao longo dos seus 7,5 quilômetros, proporção de uma a cada 577 metros.

Para o coordenador-geral do Núcleo de Transportes da UFMG (Nucletrans), professor Ronaldo Guimarães Gouvêa, o estudo desses pontos é fundamental para a gestão de tráfego, engenharia de trânsito e segurança dos usuários. “Sabendo que em um ponto ocorrem muitos acidentes é que se investigam as causas. Pode ser um semáforo que fica visível de outra pista e estimula motoristas a arrancarem com o sinal vermelho; curvas mal projetadas; refúgios insuficientes; canteiros muito estreitos”, exemplifica. O especialista acrescenta que esses pontos não mudam significativamente de um ano para o outro e, portanto, deveriam ser alvo de intervenções para aumento da segurança.

FONTE: Estado de Minas.


%d blogueiros gostam disto: