Antequam noveris, a laudando et vituperando abstine. Tutum silentium praemium.

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Refúgios devastados pela lama

Rejeitos escoados da barragem do Fundão assolam ao menos 1 mil hectares de Áreas de Preservação Permanente. Perímetro atingido é maior do que o da Avenida do Contorno

Desastre

 

Na região de Ponte Queimada, no Parque Estadual do Rio Doce,  uma das unidades de conservação mais afetadas, vários animais foram mortos (Elvira Nascimento/Revista Caminhos Gerais)

Na região de Ponte Queimada, no Parque Estadual do Rio Doce, uma das unidades de conservação mais afetadas, vários animais foram mortos

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Pelo menos 1 mil hectares de Áreas de Preservação Permanente (APP’s) nas margens dos rios por onde passou a lama de rejeitos oriunda do rompimento da barragem do Fundão, da Samarco, foram afetados. A análise, ainda preliminar, foi feita por técnicos do Ibama que acompanham os estragos da catástrofe provocada pelo rompimento da barragem da mineradora controlada pela Vale e BHP Billiton, no dia 5 deste mês. A área devastada é maior do que o perímetro da Avenida do Contorno, em Belo Horizonte (8,9 km²), mas se considerado todo o estrago, sem levar em conta apenas as APP’s, o total é de 1,6 mil hectares (16 km²).
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De acordo com a coordenadora geral de emergência ambiental do Ibama, Fernanda Pirillo, os funcionários do órgão federal seguem trabalhando no salvamento de peixes, especialmente das espécies nativas da bacia. Para Pirillo, a recuperação é possível, mas ela não estima um prazo. Já a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, estimou que o processo de recuperação deve levar cerca de 10 anos.
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“Se não foi má-fé, foi uma estimativa desonesta, ou um uso ilusório de um prazo”, avalia o doutor em botânica, Reinaldo Duque Brasil, sobre a estimativa da ministra. Reinaldo, que é professor do câmpus de Governador Valadares, da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) e especialista na Bacia do Rio Doce, classifica a catástrofe como um “ecocídio”.
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Uma das principais unidades de conservação afetadas pela lama foi o Parque Estadual do Rio Doce. “Um refúgio de várias espécies de peixes e com trecho de mata atlântica preservada. É a unidade de conservação mais importante da bacia”, destaca Reinaldo. O professor lembra que grande parte das imagens de tartarugas, aves e peixes mortos foram feitas na região da Ponte Queimada, dentro da área do parque.
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O Parque Estadual de Sete Salões, entre as cidades de Resplendor e Conselheiro Pena, também foi afetado. Reinaldo destaca que o parque é uma área montanhosa, com várias cavernas e pinturas rupestres, além de ser considerado uma área sagrada para os indígenas da etnia Krenak. O povoamento da região começou em 1808, quando uma carta régia declarou guerra ao povo Borum (chamado pejorativamente de botucados) e as primeiras cidades foram criadas como divisões militares da coroa portuguesa. “Os portugueses tinham muito medo dos indígenas e cometeram um genocídio”, relembra o professor.
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Além desses dois, outra unidade de preservação afetada foi o parque municipal de Governador Valadares, que fica no sopé do Pico do Ibituruna; uma reserva ambiental de propriedade da Vale do Rio Doce, em Linhares e as áreas recuperadas pelo Instituto Terra, em Aimorés, projeto comandado pelo fotógrafo Sebastião Salgado. “É um dano irreparável, incalculável. A flora vai ser muito afetada e a fauna aquática nem se fala. Várias espécies vão ser exterminadas”, afirma Reinaldo.
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Reinaldo pontua que após a matança dos índios teve início do ciclo da madeira e do gado. “A ideia era limpar as paisagens e com o tempo o Rio Doce se tornou um rio moribundo pelo histórico projeto de devastação. O que aconteceu com a chegada dessa lama foi o capítulo final de um ecocídio”, avalia o professor.
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DANOS NA FAUNA
Além de avaliar os danos ambientais ao longo do Rio Doce, as equipes do Ibama tentam reduzir os impactos no estuário, em Regência (ES). Já foram transferidos 33 ninhos de tartarugas marinhas para áreas que não deverão ser atingidas diretamente pela onda de rejeitos de mineração.Também foram colocadas barreiras contenção para atenuar o possível avanço da lama para áreas de desova.
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O Ibama alerta que é preciso cuidado no resgate de peixes para que o problema não seja aprofundado por ações precipitadas, ainda que bem-intencionadas. O instituto listou alguns dos possíveis problemas na transferência indiscriminada de peixes do rio para as lagoas. Entre eles, a predação maciça de peixes jovens em desenvolvimento em lagoas que tenham papel de berçário; transferência indiscriminada de espécies exóticas invasoras presentes no Rio Doce, como o bagre africano e o tucunaré concorrência intensa com os peixes residentes das lagoas, por comida e refúgios.

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FONTE: Estado de Minas.


Barragem de Santarém não se rompeu e há risco, diz DNPM
De acordo com o DNPM, a constatação só foi feita neste sábado depois de um sobrevoo na região, a princípio se pensava que ela teria se rompido junto com a do Fundão
Bento Rodrigues 3
Depois de um sobrevoo realizado nesse sábado (14), o Departamento Nacional de Produção Mineral DNPM constatou que a barragem de Santarém, que compõe o complexo de barragens de Bento Rodrigues, não se rompeu. De acordo com o (DNPM), apenas a barragem de Fundão, que fica acima de Santarém, se rompeu e os rejeitos passaram por cima da de Santarém encobrindo ela. O risco dela também se romper existe.

“A princípio não deu para ver a de Santarém e pela lógica ela teria se rompido, porém em um sobrevoo feito na região no sábado (14) percebemos que a estrutura da Santarém se mantem, nas imagens é possível ver a crista dela”, explicou Luiz Paniago, coordenador de fiscalização da pesquisa mineral do DNPM. Desde o último dia 5, quando Fundão se rompeu encobrindo Bento Rodrigues e deixando pelo menos sete pessoas mortas, os órgãos responsáveis estavam divulgando que a Santarém também tinha se rompido.

Segundo Paniago, a barragem de Santarém está cheia e o risco de rompimento existe. “Na classificação de estado de conservação da barragem ela está com a pontuação mais elevada, de 0 a 10, ela tem a pontuação máxima de 10”, esclareceu Paniago. Além de rejeitos, a barragem também capta água e está com um de seus vertedouros, por onde a água escoa, quebrado. O DNPM já recomendou a Samarco que sejam feitas intervenções na barragem para evitar que ela também se rompa, causando uma tragédia ainda maior.
A grande dificuldade é que por causa do excesso de rejeitos não há acesso para barragem de Santarém e há dificuldade para realizar obras no local por questões de segurança. “A Samarco terá que que resolver o problema, que seja buscar um acesso por estrada vicinal ou esperar a lama secar, nós já fizemos a notificação. Pela legislação isso é de responsabilidade do empreendedor e cabe ao órgão fiscalizador cobrar estas ações deste”, alerta Paniago.

O DNPM vai realizar uma ação emergencial de reclassificação das barragens de Minas em função da tragédia no Estado. Para os trabalhos serão utilizados um fundo de R$ 9 milhões. “Será contratada uma empresa especializada em segurança em campo para realizar trabalhos no local. Serão de 10 a 15 técnicos trabalhando em Minas”, afirma Paniago. Segundo ele, os trabalhos devem se iniciar na região metropolitana de Belo Horizonte.

A última vistoria do DNPM nas barragens de Santarém, Fundão e Germano foi realizada em 2012. São feitas duas avaliação nas barragens a de dano potencial, que é a avaliação caso a barragem se rompa sobre a população que será atingida, nesse caso elas receberam classificação alta, já que havia população próxima a barragem.

A outra avaliação diz respeito ao risco crítico que se refere a forma como ela está sendo monitorada. Neste caso as barragens receberam classificação de risco baixa. “Por isso temos que rever essa classificação, já que elas foram classificadas como risco baixo e agora se romperam”, conclui Paniago.

A terceira barragem de Bento Rodrigues, a Germano, que também tem risco de se romper, tem trincas e está passando por intervenções feita pela Samarco afim de garantir estabilidade a barragem. O DNPM vai encaminhar um relatório ao Ministério Público de Minas Gerais quando concluir as vistorias no local, ainda não há data para isso.

O prefeito de Mariana, na região Central de Minas, Duarte Júnior diz ter sido pego de surpresa com a notícia de que Santarém não tinha se rompido. Segundo ele, essa nova informação só faz a preocupação na cidade aumentar. Segundo ele, a Samarco ainda não se pronunciou oficialmente sobre o assunto.

Por meio de nota, a Samarco informou que uma empresa especializada em estabilidade geotécnica está avaliando e monitorando constantemente às barragens. Segundo a empresa, as estruturas estão estáveis. Segundo a empresa, outras medidas estão sendo tomadas. “Estão sendo utilizados drones, escaneamento a laser e a instrumentação geotécnica existente para a avaliação técnica, sendo que para a barragem de Germano, as leituras são automatizadas com aquisição de dados online”, diz a nota.

Veja a nota da empresa na íntegra:

Em relação à Santarém, informamos que o maciço remanescente está íntegro mesmo estando parcialmente erodido. O mesmo acontece com a estrutura de concreto chamada extravasor/vertedouro, que poderá ser recuperada mesmo tendo um trecho em degraus danificado. Empresa especializada em estabilidade geotécnica, contratada pela Samarco, avalia e monitora constantemente as barragens.

As estruturas de barragem e de diques da Samarco encontram-se estáveis. O maciço principal da barragem de Germano está com fator de segurança acima de 1,9. O fator de 1,00 significa que a estrutura está no seu limite de equilíbrio.

As barragens estão sendo monitoradas em tempo real por meio de radares e inspeções diárias, realizadas pela equipe técnica da empresa. Além disso, estão sendo utilizados drones, escaneamento a laser e a instrumentação geotécnica existente para a avaliação técnica, sendo que para a barragem de Germano, as leituras são automatizadas com aquisição de dados online.

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FONTE: O Tempo.


Cinco mil pessoas fazem fila para ter acesso à água em Governador Valadares

Fila por água em Valadares
Homens do Exército organizaram a distribuição

Vinte e cinco mil litros de agua mineral foram distribuidos na manha desta sexta-feira (13) a populacão de Governador Valadares, no Leste do Estado. A distribuição foi feita na Praça de Esportes, Centro, com o apoio do Exército e seguranca feita pela Polícia Militar. “Parece que estamos em tempos de guerra”, gritou o aposentado José Francisco Zaqueu, de 78 anos.

Pelo menos cinco mil pessoas passaram pela fila, que deu volta no quarteirão, mas fluia com agilidade. Moradores de vários bairros da cidade estavam nela. A dona de casa Celma Alves da Silva, de 65 anos, moradora do bairro Altinópolis, empurrava com dificuldade um carrinho de feira, onde carregava a agua. “Vim assim que soube. Não tenho água em casa nem para beber”.

Segundo o gerente da Defesa Civil em Valadares, Wildes Nonato, a água distribuída foi enviada pela Samarco. A partir desta sexta-feira, outros 30 pontos serão montados pelos bairros da cidade para novas distribuições. A prefeitura continua pedindo doação de água que pode ser entregue no 6º Batalhão de Polícia Militar.

Samarco
A Samarco informou que já enviou a cidade, por meio do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE), mais de 2,5 milhões litros de água para ajudar no abastecimento dos moradores, além de 13 mil litros de água potável.

Disse ainda que inúmeros esforços estão sendo feitos para ampliar a capacidade diária de abastecimento que, a partir desta sexta-feira passa a ser de 2,4 milhões  litros por dia. “Lamentamos profundamente os impactos desse acidente na cidade e reiteramos o nosso compromisso e esforços diários para minimizá-los junto à população”, diz a nota.

ITAMBACURI

Não é só Valadares que sofre com a falta de água, mas toda a região.

Em Itambacuri, por exemplo, Ivonete Rocha, moradora de Belo Horizonte que tem origens naquele município, passa uma temporada lá com os pais e fez um desabafo no Facebook:

Ivonete

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FONTE: Hoje Em Dia.


Veja as imagens de satélite do ‘antes’ e ‘depois’ de Bento Rodrigues

DigitalGlobe divulga a primeira imagem de satélite de altíssima resolução coletada na região do desastre

A DigitalGlobe divulgou nesta quarta-feira (11), pela primeira vez, imagens de satélite de altíssima resolução da região do desastre em Mariana.

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No último dia 5, as barragens de Fundão e Santarém, da Samarco Mineração, localizadas entres os municípios de Mariana e Ouro Preto, se romperam liberando uma onda de lama que devastou o distrito de Bento Rodrigues.

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A primeira imagem foi registrada no dia 21 de julho de 2015. Já a segunda, é do dia 10 de novembro de 2015.

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Veja o “antes e depois” do local da tragédia.

Bento Rodrigues 1

 

Bento Rodrigues 2

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FONTE: O Tempo.


BH recebe doações para sobreviventes da tragédia em Mariana

Mariana
Moradores de Belo Horizonte podem doar alimentos, roupas e medicamentos para os sobreviventes da tragédia em Bento Gonçalves, distrito de Mariana, em função do rompimento de uma barragem de rejeitos de mineração, na tarde da última quinta-feira (5).

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A Cruz Vermelha, a Polícia Militar e o Serviço Voluntário de Assistência Social (Servas) estão recebendo os donativos na capital mineira que serão entregues à Defesa Civil em Mariana. Na Cruz Vermelha, quem quiser ajudar pode doar água mineral, alimentos não perecíveis e medicamentos de uso comum. Já o Servas recebe também roupas em bom estado e cadastra voluntários interessados em participar do auxílio às vítimas. Mais informações serão passadas pelas entidades no início da tarde desta sexta-feira (6).

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A sede da Cruz Vermelha em Minas Gerais fica na alameda Ezequiel Dias, 427, no bairro Santa Efigênia, região Leste de BH. O prédio do Servas está localizado na avenida Cristóvão Colombo, 683, na Savassi, região Centro-Sul da capital. E a Base Comunitária Koban da Polícia Militar fica na avenida Vilarinho, 1.500, em Venda Nova, ao lado do Shopping Norte.

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Em Mariana

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O ginásio da Arena Mariana está recebendo doações para as famílias que perderam suas casas destruídas pela onda de lama e detritos que desceu da barragem de rejeitos. A prefeitura de Mariana pediu a colaboração da população no sentido doar principalmente Itens como roupas, colchões, água mineral e produtos de higiene pessoal são os mais importantes.


Em breve, atualizações e mais informações sobre mais esta tragédia em Minas Gerais.

 

 

 

 


Justiça condena noivo que terminou relação minutos antes do casamento

Homem terá de pagar indenização de R$ 5 mil para a antiga companheira.
Mulher afirma que virou alvo de chacota após fim do noivado.

noiva

Um homem foi condenado a indenizar a noiva por ter terminado o relacionamento minutos antes do casamento civil, informou o Tribunal de Justiça (TJ) nesta terça-feira (25). O ex-noivo, cujo nome não foi divulgado, terá de pagar R$ 5 mil, mais juros, correção monetária e custas processuais. A decisão cabe recurso.

A mulher afirma que, logo após o filho deles nascer, o casal passou a planejar o casamento, contratando DJ, buffet, decoração, salão de festas, filmagem e convites. Minutos antes do casamento civil, 20 dias antes da celebração religiosa, o homem ligou para informar que não queria mais se casar e que ela deveria avisar os convidados e providenciar a rescisão dos contratos.

O homem alega que foi prejudicado, pois arcou com as despesas da festa e nunca recebeu dinheiro após o fim dos contratos. Para ele, sua ex tomou todas as iniciativas para os preparativos do casamento, iludindo-se sem motivos. A mulher afirma que virou alvo de chacota.

Para o desembargador Miguel Brandi, relator do processo, a noiva conseguiu comprovar que os danos efetivamente aconteceram. “Deflui dos autos que ambos empreenderam juntos as tratativas para a realização do casamento”, afirmou. O julgamento da 7ª Câmara de Direito Privado do TJ foi unânime. Participaram também os desembargadores Luis Mario Galbetti e Rômolo Russo.

FONTE: G1.


Moradores de Sabará estão sem água desde sábado por causa de rompimento de adutora

Ainda não há previsão para que o abastecimento volte ao normal. Funcionários da Copasa estão no local para resolver o problema

falta de água

Moradores do Bairro Nossa Senhora de Fátima, localizado em Sabará, Região Metropolitana de Belo Horizonte, estão sem água desde o último sábado, por causa do rompimento de uma adutora. A informação foi confirmada na tarde desta segunda-feira pela Copasa, que afirmou que foram feitas manobras operacionais para tentar minimizar o problema durante o fim de semana. 

Conforme a empresa, uma equipe técnica está no local tentando solucionar o ocorrido. Ainda não há previsão para a normalização do serviço. Hoje há dois caminhões-pipa abastecendo o reservatório que fornece água para o bairro e um abastecendo escolas, creches e postos de saúde da mesma região. A Copasa pede que os moradores do Bairro Nossa Senhora de Fátima para evitar desperdícios até que a situação esteja regularizada.

FONTE: Estado de Minas.


Barragem2

Desastre ecológico no rastro da tragédia
Após rompimento de barragem que vitimou três operários, córregos da Bacia do Rio das Velhas, na qual é captada 60% da água de BH, já estão contaminados. mais um dique está ameaçado e MP teme acidente que pode agravar o problema

Barragem3O Ribeirão do Silva, afluente do Rio Itabirito, teve o leito tomado pela lama. Temor de comitê de bacia é de que rejeitos cheguem até a estação onde é feita a captação para grande parte da região metropolitana

Depois da tragédia humana, com dois trabalhadores mortos e um que continua desaparecido, já são visíveis os reflexos do desastre ambiental em Itabirito, na Região Central do estado, a 55 quilômetros de Belo Horizonte. O rompimento da barragem B1 da Herculano Mineração já contaminou os ribeirões do Silva e do Eixo ou Mata-porcos, afluentes do Rio Itabirito, que por sua vez deságua no Rio das Velhas, onde é feita a captação de água para parte da Grande BH. Preocupado, o presidente do Comitê da Bacia Hidrográfica do Velhas, Marcus Vinícius Polignano, informou ontem que o quadro pode se agravar, comprometendo o abastecimento na capital e municípios da região metropolitana.

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O coordenador das Promotorias de Meio Ambiente de Minas Gerais, Carlos Eduardo Ferreira Pinto, disse ontem que a situação é de “alerta total”, pois a barragem B3 também corre o risco de se romper. “Aí serão maiores as consequências para o Rio das Velhas”, disse. As buscas dos bombeiros pelo operador de retroescavadeira Adilson Aparecido Batista, de 44 anos, continuam esta manhã na área atingida, que corresponde a cerca de 30 campos de futebol, onde a profundidade da camada de lama varia entre 1,5 e 5 metros. 

À tarde, o presidente do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio das Velhas esteve na mineradora e falou com os diretores sobre a necessidade de reparar o mais rápido possível os danos, para conter o avanço do processo de degradação. O temor maior do ambientalista é de que, ao chegar ao Rio das Velhas, a carga de sedimentos liberada pela barragem e que desceu pelos ribeirões comprometa o funcionamento da estação Bela Fama, responsável pelo abastecimento de água de 40% da população da Grande BH e 60% da capital.

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“Já houve grande contaminação do meio ambiente”, disse Marcus Vinícius Polignano. A um quilômetro e meio da portaria da mineradora, o Ribeirão do Silva exibe os efeitos da carga tóxica que recebeu. As margens estão cobertas de lama, enquanto o filete de água tem um aspecto escuro e espesso. Polignano adverte que em hipótese alguma deve haver captação dessa água. “O leito está com alta turbidez”, disse.

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) abriu inquérito para apurar responsabilidades. Segundo o promotor de Justiça Carlos Eduardo Ferreira, não houve fatalidade no rompimento da barragem. “Houve intervenção equivocada ou omissão de controle da barragem, pois estamos na época seca e não há qualquer chance de causas naturais”, disse o representante do MP, que estave na sede da mineradora acompanhado da promotora de Itabirito, Vanessa Campolina Rabello, e do coordenador Regional das Promotorias de Justiça do Meio Ambiente das Bacias dos Rios das Velhas e Paraopeba, Mauro Ellovitch. 

Carlos Eduardo Ferreira adiantou ainda que há indícios de que o rompimento da B1 tenha ocorrido devido a uma sobrecarga de rejeitos. Como a barragem B4 foi interditada recentemente, os empreendedores podem ter decido usar a estrutura que acabou arrebentando. “Estamos trabalhando nessa linha de investigação”, adiantou o promotor.

PERIGO IMINENTE O MPMG pediu à empresa que tome medidas emergenciais no sentido de conter a barragem 3, que estaria em risco. “A situação é muito grave. Os diretores relataram não saber o que aconteceu. O certo mesmo é que estamos em alerta total, pois, se houver um novo rompimento, serão muitos os danos para o Rio das Velhas. Não podemos esquecer que morreram duas pessoas e há um desaparecido”, destacou o promotor Carlos Eduardo Ferreira. 

Comandando as buscas que envolveram 23 bombeiros, um cão farejador e equipamentos sofisticados, como um drone e uma espécie de raio-X, o major Wallace Tardim ressaltou a importância de medidas urgentes para conter a barragem B3. “A instabilidade é grande, há risco de novo deslizamento”, confirmou. 

Acompanhado de sua equipe, o coordenador do Núcleo de Emergências Ambientais (NEA) da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), Milton Franco, informou que a empresa terá que apresentar hoje um plano para garantir a estabilidade da barragem 3. Ele afastou a possibilidade de impactos maiores ao Rio das Velhas ou à estação de tratamento de Bela Fama devido ao carreamento de material para o Rio Itabirito. O Estado de Minas entrou em contato com a Copasa, mas não obteve resposta. A Herculano Mineração também foi procurada, mas não se manifestou.

VEJA MAIS AQUI!

FONTE: Estado de Minas.


Não faltaram avisos antes da avalanche
Rompimento de barragem que vitimou três operários ocorreu em mineradora que acumula autuações.
Trabalhador previu desastre iminente, mas só depois de mortes houve interdição

Barragem

“Não quero mais trabalhar neste lugar. Se continuar, vocês irão ao meu enterro.” A frase proferida pelo operador de retroescavadeira Adilson Aparecido Batista, de 44 anos, desaparecido ontem depois do rompimento da barragem de rejeitos da mineradora Herculano, que matou outros dois operários em Itabirito, soa como a premonição de um desastre anunciado. O trabalhador relatou seu temor a um supervisor de serviços na véspera do acidente, segundo o irmão da vítima, Valtenil Geraldo Batista, motorista, de 41. Adilson já falara em casa, inclusive, sobre “o constante vazamento de água” no dique B1, que estourou ontem lançando uma avalanche de rejeitos e lama que arrastou três caminhões, duas retroescavadeiras e um carro e espalhou danos ambientais pelo caminho. A empresa, que opera desde 1963, coleciona autuações dos Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e Ministério Público do Trabalho (MPT) por falta de segurança em suas instalações, além de multas por devastação ambiental lavradas pela Fundação Estadual de Meio Ambiente (Feam). Depois do desastre, as atividades da empresa foram suspensas pelo Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM).

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VEJA AQUI: AGORA, O DANO AMBIENTAL!

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A onda formada pelos rejeitos da Mina Retiro do Sapecado, na cidade localizada a 55 quilômetros de Belo Horizonte, deixou ainda um operário ferido. Dois trabalhadores conseguiram escapar e relataram a socorristas momentos de pânico. Muitos tentaram salvar os colegas usando as próprias mãos para escavar, sem sucesso. O acidente ocorreu por volta das 7h30 quando, segundo o Corpo de Bombeiros, equipes trabalhavam na manutenção da barragem. O resgate – considerado de alto risco, por causa da instabilidade do terreno – durou cerca de 11 horas até ser suspenso, na noite de ontem. Dois corpos foram retirados da lama. O topógrafo Reinaldo da Costa Melo, de 68 anos, funcionário de uma empresa terceirizada, fazia medições próximo à barragem quando foi atingido. Ele foi achado morto, sobre a lama. Cristiano Fernandes da Silva, de 32, que dirigia um caminhão, foi encontrado sem vida na cabine do veículo parcialmente soterrado. Adilson, que operava a retroescavadeira, não foi localizado.
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“A cabine do veículo estava vazia, o que sugere que ele possa ter pulado ao perceber o rompimento da barragem. Vamos continuar os trabalho de buscas até encontrá-lo”, afirmou o tenente-coronel André Gerken, do Comando de Operacional dos Bombeiros, à frente da operação no local. O rompimento ocorreu na barragem B1, que passava por obras de manutenção no momento do acidente. Apesar do histórico de infrações, a situação ambiental da mina era considerada legal, com a última vistoria da Feam realizada em agosto. A empresa também tem relatório, de 2013, que atestava estabilidade da barragem. A perícia técnica para descobrir o que pode ter ocorrido foi iniciada, mas especialistas apontam que a intervenção que estava sendo feita, obras de ampliação recentes ou a falta de manutenção podem ter causado a tragédia. O vice-presidente do Instituto Brasileiro de Avaliações e Perícias de Engenharia de Minas Gerais (Ibape-MG), Clémenceau Chiabi Saliba Júnior, afirma que uma barragem não se rompe de uma hora para outra, sem a interferência de um fator externo. “A estrutura avisa. Estala, trinca, exibe infiltrações, abatimento de solo. Então, se isso ocorreu e não foi visto, pode ter sido a causa do rompimento, mas não acredito, porque as vistorias foram recentes”, avalia. 

PROBLEMAS TRABALHISTAS

Desde 2001 a Mineração Herculano, sediada em Itaúna, no Centro-Oeste mineiro, apresentou sete autuações ambientais que renderam multas de fiscais da Feam. Quatro dessas infrações são consideradas “graves” pela legislação ambiental, sendo duas por “emitir ou lançar efluentes líquidos, gasosos ou resíduos sólidos, causadores de degradação ambiental” e as demais por “contribuir para que um corpo d’água fique em categoria de qualidade inferior à prevista em classificação oficial”. 

A segurança dos trabalhadores também era ameaçada por falhas estruturais que os auditores do Ministério Público do Trabalho e do Ministério do Trabalho e Emprego consideraram gravíssimas. No relatório gerado na última inspeção, realizada em junho, foram 28 autos de infração lavrados. Na vistoria constatou-se que faltava monitoramento adequado dos taludes (paredões) e bancadas (degraus) da mina de minério de ferro. A inspeção verificou ainda não haver um engenheiro de minas responsável que fosse empregado da empresa, o que é exigido por lei. 

As condições de trabalho também geraram diversas autuações, por não haver Programa de Gerenciamento de Riscos, monitoramento da exposição dos trabalhadores a poeira ou proteções das partes móveis de máquinas e equipamentos, além de várias outras infrações relativas às áreas de convivência e conforto dos empregados, como falta ou inadequação de banheiro, vestiário ou chuveiros. O ambiente de trabalho, segundo a avaliação dos fiscais, também submetia funcionários a condições extenuantes, favorecendo erros que comprometem a segurança. Entre essas irregularidades o relatório cita a prorrogação da jornada de trabalho além do permitido, falta de descanso mínimo e descontrole de jornada dos profissionais que compõe o Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho.

A empresa também foi notificada a regularizar problemas detectados pela fiscalização trabalhista, como adequar a sinalização das vias internas da mina e elaborar projetos das instalações elétricas e prediais. Os autos de infração ainda não geraram um processo. Só após a defesa da empresa eles podem gerar multas. 

Cronologia de uma tragédia

Como ocorreu o acidente e o passo a passo do resgate

  7h30     Seis operários trabalhavam na manutenção da barragem de contenção de resíduos B1 da Mina Retiro do Sapecado, da Herculano Mineração, em Itabirito, quando o talude da barragem se rompeu e uma onda de lama e rejeitos de minério varreu o que havia pela frente. Dois trabalhadores conseguiram escapar sem ferimentos e um foi socorrido com fratura exposta na perna. Três funcionários foram atingidos. Dois morreram e um desapareceu.

    8h     Militares do Corpo de Bombeiros começaram o resgate. A instabilidade do terreno e a possibilidade de novas movimentações de terra dificultavam o trabalho. 

11h    O primeiro corpo, o do topógrafo Reinaldo da Costa Melo, de 68 anos, foi encontrado sobre a lama. Ele foi removido de helicóptero.

  15h30    A segunda vítima foi localizada. O operário Cristiano Fernandes Silva, de 32, foi achado morto dentro de um caminhão parcialmente enterrado. O corpo também foi retirado 
de helicóptero. 

    19h    Equipes de bombeiros encerraram as buscas, que devem ser retomadas hoje pela manhã. Uma guarnição de militares passou a 
noite no local

FONTE: Estado de Minas.


 

Justiça nega pedido de reparação por fim de namoro

Ruptura de relacionamento amoroso por si só não justifica indenização.

Fim

A Justiça mineira deu ganho de causa a um aposentado que estava sendo processado por ter desistido de se casar. A ex-namorada, também aposentada, sustentava que ele, depois de alimentar suas esperanças quanto ao casamento por 39 anos, enquanto eles se relacionavam, descumpriu as promessas e rompeu com ela, causando-lhe sofrimento e decepção. 

Segundo a mulher, o envolvimento começou quando ela tinha 15 anos e o parceiro, 22. Ela diz que, por orientação dele, tomou anticoncepcionais durante do início do namoro até os 40 anos, quando entrou na menopausa. Em julho de 2011, quando ela estava com 54 anos, ele sumiu, sem dar explicações. A mulher buscou a Justiça em janeiro de 2012, alegando que, como entregou “sua vida, seus sonhos e sua juventude, para se ver repentinamente abandonada e desprezada”, ela merecia uma reparação. O aposentado negou que o fim do relacionamento tivesse ocorrido de forma súbita, alegando que isso ocorreu em 2008, em decorrência do comportamento imaturo da parceira. O juiz de Direito Eduardo Veloso Lago, da 25ª vara Cível de BH, reconheceu que a aposentada poderia se sentir ressentida com a ruptura, mas afirmou que o fato não caracteriza conduta passível de ser penalizada com indenização. Para o magistrado, o estabelecimento e a manutenção de um vínculo amoroso baseia-se na liberdade e da livre escolha individual. 

A mulher recorreu, defendendo que se tratava da quebra de uma promessa e ressaltando o efeito psicológico da atitude do ex-parceiro sobre ela.

O desembargador Moacyr Lobato, da 9ª câmara Cível do TJ/MG, rejeitou recurso da aposentada. O relator esclareceu que a frustração de expectativa de casamento não justifica indenização por danos morais, porque não viola dever jurídico legítimo, já que não se comprovou haver compromisso pré-nupcial ou acerto formal entre as partes.

Cumpre destacar que os vínculos pessoais estabelecidos entre as partes, relativos a relacionamento afetivo, podem ser rompidos por diferentes razões de cunho pessoal. Assim, nada impede que livremente as pessoas possam alterar suas convicções íntimas e pessoais quanto aos relacionamentos afetivos. O pedido de indenização por danos morais, no presente caso, mostra-se infundado.”

O entendimento foi seguido pelos desembargadores Amorim Siqueira e Pedro Bernardes.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

FONTE: Migalhas.

 



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