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Após rebelião por frituras, presos terão hambúrguer e kibe no cardápio

Detentos realizaram motim no presídio de Vilhena e pediram mais frituras.
Nesta sexta-feira, 9, o prato principal do almoço foi frango frito.

 

Detentos comeram frango frito nesta sexta-feiira (Foto: Jonatas Boni/G1)
Detentos comeram frango frito nesta sexta-feira

A empresa responsável pelo fornecimento das marmitas no Centro de Ressocialização Cone Sul em Vilhena (RO), município distante 700 quilômetros de Porto Velho, apresentou nesta sexta-feira (9) um novo cardápio para substituir os pratos que estavam gerando reclamação na penitenciária e motivaram uma rebelião no último domingo (4). Hambúrguer, kibe ao forno, costela desossada e outros pratos foram incluídos em um novo cardápio.

No domingo, 220 presos recusaram a comida no jantar e 25 deles iniciaram um motim na unidade, ateando fogo em colchões, lençóis e toalhas no corredor prisional. A reivindicação principal, segundo a direção da unidade, começou por causa da carne ao molho que foi servida. Após uma reunião com a nutricionista da empresa fornecedora, os detentos também pediram a retirada de estrogonofe de carne, panquecas, creme de milho e a inserção de mais frituras, como o torresmo.

Segundo Lucineia Kosloski, de imediato a Secretaria de Justiça de Rondônia (Sejus) não autorizou o torresmo no menu de almoço e jantar. “Nós colocamos neste novo cardápio o que eles mais pediram, como a costela e a inserção de outros tipos de carnes que não fossem ao molho, como mais bifes grelhados e acebolados. No lugar de estrogonofe foram inseridas tiras bovinas com pimentão, além de costela desossada e assada”, conta.

No novo cardápio também foi incluído o hambúrguer puro e acompanhado com ovo. A nutricionista diz que como os detentos pediram por mais frituras, ela deve fazer um teste na unidade com batata doce frita. “Isto é mais fácil de fazer do que a normal e também é gostosa. Vamos fazer para ver o que eles acham. Frituras devem ser no máximo duas vezes por semana, por questão de saúde”, relata Kosloski.

Do cardápio antigo, mantiveram-se os pratos como linguiça toscana na chapa e ovo, além de feijoada. “Este último é um dos pratos preferidos deles”, ressaltou. A sugestão do novo cronograma de refeições, que será oferecido a partir da próxima semana, e a do mês de fevereiro foram enviadas à Sejus que vai autorizar ou não o novo menu.

Produção
O G1 acompanhou nesta sexta-feira (9) a preparação do almoço que foi servido na Colônia Penal, Casa de Detenção, Casa do Menor e Centro de Ressocialização. O prato principal oferecido foi o frango frito. No jantar os presos receberiam carne assada. A empresa contratada pela Sejus para fornecer a marmita ao sistema penitenciário de Vilhena inicia os trabalhos de madrugada devido a demanda. Ao todo são montadas 700 marmitas diariamente no local. Cerca de 10 funcionários trabalham na fornecedora.

Novo cardápio foi apresentado nesta sexta-feira (Foto: Jonatas Boni/G1)
Novo cronograma de refeições foi apresentado nesta sexta-feira
Menu de refeições será trocado na próxima semana (Foto: Lauane Sena/G1)
Cronograma com carne ao molho e panqueca causou revolta de presos

 

 

FONTE: G1.


Presos recusam carne ao molho e fazem motim por mais fritura, em RO

Detentos de Vilhena pedem retirada de strogonoff e panqueca.
Novo cardápio deve ser servido na próxima semana, diz empresa fornecedora.

Cerca de 220 presos participaram do motim e pedem por mais frituras (Foto: Jonatas Boni/G1)
Cerca de 220 presos participaram do motim e pedem por mais frituras

Detentos do Centro de Ressocialização Cone Sul em Vilhena (RO), município distante 700 quilômetros de Porto Velho, realizaram um motim no último domingo (4) e queimaram colchões por conta da alimentação servida na unidade penitenciária. De acordo com a Polícia Civil, o tumulto começou durante o horário do jantar, quando 220 presos se recusaram a receber as marmitas e alegaram que não queriam mais comer carne ao molho, cozida e moída. O incidente foi divulgado pela Polícia Civil nesta terça-feira (6). A empresa que fornece alimento para a unidade informou que os presos pediram mais frituras nas refeições.

Segundo a direção da unidade, após recusarem a comida, os presos de cinco celas iniciaram um principio de rebelião, ateando fogo em colchões, lençóis, toalhas e garrafas pets no corredor do complexo penitenciário. “A gente já havia chamados uns presos para conversar antes da bagunça começar. Comprometemos-nos a chamar a empresa de alimentação para conversar, visto que eles alegavam não querer mais a carne servida. Mesmo após a conversa, um grupo de detentos iniciou bagunça na cela”, explica Paulo Ferreira, diretor do Centro de Ressocialização.

Diretor afirma que apenados ficarão sem colchões (Foto: Jonatas Boni/G1)
Diretor afirma que presos ficarão sem colchões

Entre as principais reclamações dos presos na noite de domingo, de acordo com a Polícia Civil, estava relacionada à carne servida atualmente nas marmitas. “Eles reclamaram da maneira como a estas estavam sendo produzidas”, afirma o diretor. Após os detentos colocarem fogo nos colchões, os agentes penitenciários conseguiram pegar um hidrante para apagar e fazer o resfriamento das celas.

A direção esclarece que não foram todos os presos que participaram do motim e sim um grupo isolado. Ainda de acordo com o diretor, como os colchões queimados eram do estado de Rondônia, os detentos que fizeram a insubordinação não vão receber mais colchões. “Se eles queimaram é porque não estão precisando. Eles terão colchões somente quando a família trouxer”, ressalta Ferreira.

O Centro de Ressocialização Cone Sul registrou um boletim de ocorrência no final da tarde de segunda-feira (5), solicitando perícia técnica na unidade. Os presos que participaram do tumulto vão responder por dano ao patrimônio público.

Negociação
Nesta terça-feira (6), a nutricionista e proprietária da empresa responsável pela distribuição das marmitas se reuniu com seis presos para definir um novo cardápio. No encontro, os presos pediram para que não fosse servido mais strogonoff, nhoque, panqueca ou creme de milho, pois eles não gostam.

De acordo com Lucineia Kosloski, o grupo queria a substituição por frituras. “Eles queriam mais carne frita, mas isso nós não podemos atender totalmente, visto que gordura demais não é bom para a saúde. Uma das ideias dadas por eles foi inserir torresmo. Isto não tem problema”, explica a nutricionista, que disse ainda que o novo cardápio deve ser entregue já na próxima semana.

Menu de refeições será trocado na próxima semana (Foto: Lauane Sena/G1)
Menu de refeições será trocado na próxima semana

FONTE: G1.


Juiz de Rondônia manda intimar parte de processo por aplicativo de celular

Magistrado pediu que WhatsApp fosse utilizado para intimar autora.
Tribunal de Justiça não se posicionou contra o profissional.

 

Juiz de Presidente Médici solicitação intimação por WhatsApp, em Rondônia (Foto: Gaia Quiquiô/G1)
Juiz João Valério solicitou intimação por WhatsApp em Rondônia

Um juiz de Presidente Médici (RO), município a cerca de 400 quilômetros de Porto Velho, decidiu inovar na hora de intimar as partes para o cumprimento de uma ação de execução e determinou que a autora do processo fosse encontrada por meio do aplicativo WhatsApp, usado para a troca de mensagens via telefone celular. O magistrado alegou que o juizado tem como princípios a celeridade e informalidade e, por isso, não reconheceu nada que impedisse o ato. A autora da ação foi localizada.

“Não sendo apresentados embargos [recursos], intime-se a autora pelo meio menos oneroso e rápido (e-mail, telefone, WhatsApp…) para que apresente número de conta bancária”, disse o juiz João Valério Silva Neto, no despacho da ação do Juizado Especial Cível, conhecido como juizado de pequenas causas, que tem como objetivo julgar processos mais simples e fornecer respostas mais rápidas. A lei que regulamenta o procedimento deste tipo de processos diz que os princípios do juizado são a celeridade, informalidade e oralidade.

No processo, a autora ganhou a causa e o dinheiro estava à disposição. No entanto, o juizado não conseguia contatá-la. “Ela ganhou e não conseguimos localizá-la, por isso traçamos uma estratégia, que foi o objetivo do despacho publicado no Diário da Justiça, para localizar por meio menos oneroso, pedido por telefone, e-mail, WhatsApp ou qualquer outro meio informal e rápido”, explica Neto.

De acordo com o magistrado, a decisão foi o mecanismo que o juizado especial encontrou para dar solução ao processo. A autora da ação foi localizada e levantará o dinheiro disponível. A legislação não prevê este meio e o juiz afirma que foi questionado por muitos colegas de trabalho que se colocaram contra a decisão, mas afirmou que outros entenderam a visão do juizado de prestar um serviço mais rápido e eficiente.

“A Constituição também não prevê o reconhecimento da união entre pessoas do mesmo sexo, mas em uma interpretação constitucional foi reconhecida a sociedade entre pessoas do mesmo sexo. Não podemos nos prender exclusivamente ao pé da letra da lei, temos que ser criativos, responsáveis e tentar prestar um serviço de qualidade”, finalizou Silva.

Ainda segundo Neto, ao longo dos anos, o Judiciário ficou abarrotado de processos e, mesmo com o trabalho do juizado especial, existem muitas ações e o anseio por respostas. “É uma decisão normal do juizado com um procedimento simples, que pretendia buscar essa pessoa da forma mais simples com o objetivo de atender o desafio de prestar uma jurisdição rápida”, declarou o magistrado.

O Tribunal de Justiça de Rondônia não se posicionou contra a atitude do profissional e confirmou não existir punição para tal ato.

 

FONTE: G1.


Processo contra parlamentar condenado a prisão é liberado para julgamento no STF

natan

BRASÍLIA – A ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Cármen Lúcia liberou para julgamento a ação penal contra o primeiro parlamentar condenado à pena de prisão, o deputado federal Natan Donadon (PMDB-RO). Por meio de recurso, ele tenta anular sentença de 2010 de 13 anos de prisão pelos crimes de formação de quadrilha e peculato.

O político foi considerado culpado do desvio de milhões de reais quando era diretor da Assembleia Legislativa de Rondônia. Ele pode ser o primeiro deputado federal preso no exercício do cargo. A Corte já rejeitou o primeiro recurso, em dezembro do ano passado, e caso negue o novo recurso, o deputado poderá ser preso. O Supremo ainda tem que analisar se vai aceitar o recurso.

O advogado Nabor Bulhões alega que as apurações que deram origem à ação penal contra Donadon foram conduzidas pela primeira instância investigativa de Rondônia e não pelo Tribunal de Justiça do estado, conforme determina a lei. Também destaca que houve tratamento desigual em relação aos outros réus julgados em primeira instância por não terem prerrogativa de foro. Segundo o advogado, eles receberam penas menores, embora sejam acusados dos mesmos crimes.

Donadon foi condenado pelo Supremo no final de 2010, ano em que exercia mandato parlamentar. Antes do julgamento, ele renunciou ao cargo para perder a prerrogativa de foro, forçando o caso a migrar para a primeira instância. Os ministros do Supremo entenderam que o parlamentar fez uma manobra e mantiveram a competência do Supremo no caso.

Como Donadon não era mais deputado federal no dia do julgamento, a Corte não chegou a discutir a questão da perda de mandato parlamentar, como ocorreu no julgamento da Ação Penal 470, o processo do mensalão. O fato é usado como segundo motivo pelo advogado de Donadon para que seu cliente não seja preso, alegando que “a prisão é absolutamente incompatível com a manutenção e a vigência de mandato parlamentar”.

O defensor registra que Donadon só pode ser preso caso a cassação de mandato seja aprovada pela própria Câmara dos Deputados. Ele acredita que a medida não desprestigia a decisão do Supremo, pois a pena pode ser cumprida assim que o mandato terminar, sem possibilidade de prescrição.

FONTE: Hoje Em Dia.



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