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Mosquitos: tipo de sangue, consumo de cerveja e até suor podem atrair o inseto

 

Pessoa com sangue tipo O são as que mais atraem

Você já esteve em algum lugar e percebeu levar mais picadas de mosquito do que as pessoas em volta? Saiba que pode haver uma explicação para isso. Pesquisas mostram que o tipo de sangue pode afetar a atração desses insetos.

Desde 1972 pesquisadores tentam entender como os mosquitos escolhem suas vítimas. As cientistas britânicas Corine Wood e Caroline Dore publicaram um estudo em que sugerem que os mosquitos da espécie Anopheles Gabiae, hospedeiro e transmissor da malária são especialmente atraídos pelo sangue tipo O. Em 2004 cientistas japoneses quiseram confirmar essa preferência e foram mais fundo. 64 participantes se expuseram voluntariamente a uma série de mosquitos e mais uma vez os do tipo O foram os mais atacados. Entre eles, a maior parte dos insetos buscavam pessoas que secretavam sacarídeos, o açúcar.

Mosquitos da espécie Anopheles gabiae são especialmente atraídos pelo sangue tipo O Foto: Seksan 44
Mosquitos da espécie Anopheles gabiae são especialmente atraídos pelo sangue tipo O

O hematologista Alexandre Mello confirmou que existe sim uma nítida atração para pessoas portadoras de sangue tipo O, em especial aquelas que têm o chamado fenótipo secretor. “Os indivíduos secretores são portadores de um gene que faz com que os antígenos, moléculas capazes de produzir anticorpos, que definem o tipo sanguíneo sejam secretados por várias mucosas do corpo”.

Mas a pergunta que permanece sem resposta é: por que os mosquitos preferem as pessoas com tipo O secretoras? Ainda não existem estudos que consigam responder isso. Mas dá para evitar alguns fatores que aumentam o interesse do mosquito como, temperatura corporal elevada, gravidez, ingestão de bebida alcoólica (em especial a cerveja), maior eliminação de gás carbônico, movimentação, peso corporal elevado e até certas cores de roupa como preto, azul marinho e vermelho.

Do ponto de vista médico, saber o que atrai mosquitos é uma informação que pode ajudar muito no controle de doenças transmitidas por esses vetores, como é o caso da malária e em nosso país em especial, a dengue. Entender os mecanismos bioquímicos e moleculares envolvidos pode levar à descoberta de novos compostos e estratégias capazes de repelir os mosquitos.

A solução mais indicada é utilizar repelentes que possuem o DEET Foto: Chris 74A solução mais indicada é utilizar repelentes que possuem o DEET

Evitando mosquitos durante o exercício

Para os aventureiros que costumam acampar e praticar esportes ao ar livre, não só o sangue é um fator forte de atração para os mosquitos. “Vejamos o exemplo de um homem, usando roupas pretas, movimentando-se e transpirando ativamente, e obviamente, produzindo mais calor na superfície cutânea e mais gás carbônico pela respiração acelerada e maior produção de ácido lático pela musculatura. Se esse sujeito tiver sangue tipo O, fenótipo secretor, e tiver tomado um chopinho, será um verdadeiro banquete para os mosquitos”, explica o hematologista.

A solução mais indicada é utilizar repelentes que possuem o DEET, (N, N-dimetil-3-metilbenzamida), uma substância presente nesse tipo de produto. “Os repelentes costumam ser altamente eficientes e com baixíssima toxicidade, inclusive para crianças”, finaliza Alexandre.

FONTE: UOL.


Band deve pagar indenização de R$ 1,1 mi pela exibição não autorizada de fotos da apresentadora Xuxa sem roupas. A 3ª turma do STJ rejeitou a pretensão da emissora de rediscutir a indenização estabelecida pelo TJ/RJ.

Xuxa

A Bandeirantes deve pagar indenização de R$ 1,1 mi pela exibição não autorizada de fotos antigas da apresentadora Xuxa sem roupas. A 3ª turma do STJ rejeitou a pretensão da emissora, que tentava rediscutir a indenização estabelecida pelo TJ/RJ.

As fotos, feitas originalmente para publicação em revista masculina, foram exibidas em programa de televisão. O TJ/RJ fixou o valor de R$ 1 mi por danos materiais e R$ 100 mil por danos morais, reformando parcialmente a decisão do juízo de primeiro grau – que, no caso dos danos materiais, havia estabelecido condenação em R$ 4 mi.

O argumento do TJ/RJ é que o exercício do direito de informação jornalística e a liberdade de manifestação do pensamento não são garantias absolutas, quando em colisão com outros direitos e garantias constitucionais. O direito de informar, segundo o órgão, encontra limite no direito de imagem de qualquer cidadão.

Valor pedagógico

O dano material, pelo uso indevido de imagem, segundo os desembargadores do Rio, não se baseou no que a apresentadora deixou de ganhar, mas no que ganharia pela sua autorização para a exibição das fotos. O TJ/RJ considerou que a aplicação da pena deve ter valor pedagógico, mas entendeu que os R$ 4 mi eram excessivos.

A Bandeirantes apresentou REsp contra o acórdão do TJ, mas ele não foi admitido por falta de comprovação do preparo – adiantamento das despesas relativas ao processamento do recurso. De acordo com o art. 511 do CPC e a súmula 187 do STJ, deve ser declarada a deserção quando, no ato da interposição do recurso, no tribunal de origem, não for comprovado o preparo.

Contra a decisão que não admitiu o recurso, a Bandeirantes interpôs agravo, rejeitado pelo relator, ministro Sidnei Beneti, e depois pelo colegiado da 3ª turma. O ministro disse que a concessão de prazo para regularização do preparo só é possível nos casos de insuficiência do valor e não nas situações em que, desde o início, não há comprovação do recolhimento.

Além disso, segundo Beneti, mesmo que não houvesse o problema do preparo, o recurso da Bandeirantes não poderia ser aceito, pois, para avaliar seus argumentos contra a decisão do TJ/RJ, seria necessário reexaminar as provas do processo, o que não é permitido em recurso especial. Com isso, ficou mantido integralmente o acórdão da corte fluminense.

FONTE: Migalhas.



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