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A iguaria feita com carne de vaca Wagyu, sal azul da pérsia e trufas brancas de Alba promete uma experiência gastronômica única

Sanduíche

O hambúrguer vem com 200g de carne bovina e sal azul extraído das minas ao norte da província de Semman, no Irã

Quanto você pagaria por um hambúrguer? Há quem diga que não há problema em gastar um pouco mais para desfrutar de boa comida. Então, que tal provar um hambúrguer que custa R$225. Este é o preço do Burger Lab Star, o hambúrguer mais caro da cidade de São Paulo.

Um conjunto de ingredientes pra lá de requintados compõem este que, em geral, é um lanche de preparo rápido e com componentes simples. Pra começar, o sanduíche criado por Jorge Boratto, gourmet que viveu na França antes de idealizar a rede Burger Lab, vem com 200g de carne bovina, mas não de qualquer vaca! A carne é de vacas do japão, da raça Wagyu, considerada a melhor e mais cara do mundo.

Para dar sabor, um pouco de sal azul da Pérsia, extraídos das minas ao norte da província de Semman, no Irã. O Burger Lab Star, vem acompanhado de um escalope de 90 gramas de foie gras fresco. Já o queijo, não poderia ser outro se não o “melhor queijo do mundo”, o Gruyère. De acordo com o site do restaurante, este queijo é produzido em condições bem controladas, que vão desde a quantidade de água e pasto ingeridos pelas vacas que produzirão o leite que dará origem ao queijo.

O toque final é dado pelas trufas brancas de Alba, Itália, um dos itens mais caros do prato. Não existe método de cultivo em cativeiro, por esse motivo o preço exorbitante, em que o quilo pode custar até 12 mil euros. As melhores safras ocorrem nos outonos chuvosos e úmidos. Ao que parece, a origem de cada ingrediente é o que confere ao hambúrguer o status de “celebridade”. Provar a iguaria promete ser uma experiência gastronômica única!

FONTE: Estado de Minas.


Cade abre processo para investigar cartel na venda de sal no Brasil

21 empresas, 3 associações e 43 pessoas são alvo da investigação.
Esquema, que previa fixação de preço, pode ter vigorado por 20 anos.

cade

A Superintendência-geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) abriu nesta quinta-feira (26) processo administrativo para apurar o envolvimento de 21 empresas, 3 associações e 43 pessoas em um cartel na produção e venda de sal que estaria em operação há 20 anos no Brasil.

  • Esquema visava eliminar concorrência no setor por meio da fixação de preços, controle de oferta e divisão de mercado entre os envolvidos
O que é o Cade?
O Conselho Administrativo de Defesa Econômica – Cade é uma autarquia federal, vinculada ao Ministério da Justiça, com sede e foro no Distrito Federal, que exerce, em todo o Território nacional, as atribuições dadas pela Lei nº 12.529/2011.O Cade tem como missão zelar pela livre concorrência no mercado, sendo a entidade responsável, no âmbito do Poder Executivo, não só por investigar e decidir, em última instância, sobre a matéria concorrencial, como também fomentar e disseminar a cultura da livre concorrência. Esta entidade exerce três funções:

  • Preventiva

Analisar e posteriormente decidir sobre as fusões, aquisições de controle, incorporações e outros atos de concentração econômica entre grandes empresas que possam colocar em risco a livre concorrência.

  • Repressiva

Investigar, em todo o território nacional, e posteriormente julgar cartéis e outras condutas nocivas à livre concorrência.

  • Educacional ou pedagógica

Instruir o público em geral sobre as diversas condutas que possam prejudicar a livre concorrência; incentivar e estimular estudos e pesquisas acadêmicas sobre o tema, firmando parcerias com universidades, institutos de pesquisa, associações e órgãos do governo; realizar ou apoiar cursos, palestras, seminários e eventos relacionados ao assunto; editar publicações, como a Revista de Direito da Concorrência e cartilhas.

A investigação começou em julho de 2008. Chamaram a atenção de autoridades antitruste reportagens publicadas por jornais do Rio Grande do Norte, principal estado produtor de sal do país, onde representantes do setor relatavam ações conjuntas para enfrentar dificuldades, como queda no preço do produto.

Em setembro do ano passado, o Cade cumpriu, com apoio da Polícia Rodoviária Federal, 9 mandados de busca e apreensão em Mossoró e Natal, no Rio Grande do Norte, além do Rio de Janeiro. Entre os alvos estavam empresas e três associações do setor: o Sindicato da Indústria da Extração do Sal no Estado do Rio Grande do Norte (Siesal), o Sindicato da Indústria de Moagem e Refino de Sal do Estado do Rio Grande do Norte (Simorsal), e a Associação Brasileira de Extratores de Sal (Abersal).

De acordo com o conselho, as três associações eram responsáveis pela coordenação do esquema, que visava eliminar a concorrência no setor salineiro do país por meio da fixação de preços, controle de oferta e divisão de mercado entre os envolvidos.

Procurada pelo G1, a Abersal informou que “desconhece qualquer tipo de iniciativa, ação ou mesmo sugestão, com vistas à fixação de preço comum de sal”.

Representantes da Siesal e da Simorsal não foram encontrados até a última atualização desta reportagem para comentar a investigação do Cade.
Investigação
Na operação, realizada em setembro do ano passado, foram recolhidos na sede das empresas e das três associações 24 volumes, com cerca de 5 mil laudas de cópias de documentos em papel, além de 1.700 arquivos eletrônicos.

“Após análise detida dessa documentação, foram extraídas 1.237 páginas de informações acerca de reuniões, trocas de e-mails, projetos, tabelas e reportagens que corroboram as suspeitas iniciais e indicam a existência de um cartel clássico no setor salineiro do Brasil, com característica de permanência e institucionalização”, diz o inquérito do caso.

Os documentos apontam, segundo o Cade, que o cartel teve início em meados da década de 1990, tendo a Abersal como a responsável pelo início da sua organização. A partir do início da década passada, ainda segundo a investigação, Siesal e Simorsal teriam passado a exercer “importante e decisiva influência na organização e implementação dos acordos ilícitos.”

O Rio Grande do Norte era, em 2010, responsável por 69,8% da produção nacional total de sal e por 90,3% da produção nacional de sal marinho.

Funcionamento do esquema
Um documento de fevereiro de 2000, apreendido pelo Cade e juntado ao inquérito, aponta que a Abersal se reunia inicialmente com os associados do Siesal para fechar um acordo entre as empresas extratoras de sal sobre o preço do produto, políticas de venda e o “compromisso irreversível de adesão e prática das decisões.”

Depois, ainda de acordo com o inquérito, haveria reunião entre os associados da Abersal, Siesal e Simorsal, onde seriam estabelecidos os preços de todos os tipos de sal. O documento informa também que estava prevista a criação de um comitê, com representante de cada uma das três entidades, para acompanhar o cumprimento das decisões.

Por fim, diz ainda o inquérito, era realizada uma reunião dos associados à Abersal para “compatibilizar” os preços do sal refinado produzido no Sul e no Sudeste com aqueles praticados pelos produtores do RN.

“A referida cooperação entre os dois setores da indústria [extração e moagem e refino] permitia maior estabilidade dos acordos, uma vez que se garantia os níveis de preços desejados, sob pena de suspensão do fornecimento de sal pelos extratores”, diz o inquérito do Cade.

O documento aponta também que foram apreendidas tabelas com preço de venda do produto e valor de frete por estado. Esse tabelamento, diz o Cade, existiria pelo menos desde 2001, coincidindo com a atuação conjunta das três entidades.

FONTE: G1.


INFLAÇÃO »Corroído, real vai às compras

Em 10 anos, preços de produtos antes comprados por menos de R$ 1 sobem até 256%, contra inflação de 54,71% no período

Todos os dias, pesquisadores do site Mercado Mineiro visitam supermercados de Belo Horizonte para acompanhar a evolução dos preços de diferentes produtos. Cada um leva consigo R$ 1 e tem a tarefa de comprar qualquer mercadoria vendida até esse valor. “Antes, me traziam diferentes coisas. De uns tempos para cá, recebo, principalmente, sabonetes”, conta, com uma pitada de humor, Feliciano Abreu, diretor-executivo do site. Qualquer dona de casa sabe que a quantia perdeu poder de compra nos últimos anos, mas que ainda é suficiente para a aquisição de alguns itens.
Inflation

O Estado de Minas foi às ruas da capital à procura de produtos com preço máximo de R$ 1. É importante lembrar que o valor, em 1º de julho de 1994, quando o real foi lançado, era suficiente para a compra de um quilo de frango, o que permitiu boa parte da população menos abastada incluir a carne no cardápio. O então presidente da República Fernando Henrique Cardoso aproveitou a força da moeda para eleger a ave um dos símbolos do real. Atualmente, o quilo do alimento é encontrado entre R$ 6 e R$ 9 – aumento de 500% a 800%.

O preço do quilo frango subiu bem acima da inflação na era do real. De julho de 1994 até junho de 2013, no último mês consolidado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a inflação no país acumulou 333,45%. Em Belo Horizonte, o indicador ficou em 337,18% – a inflação oficial do país é medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). A comparação de duas pesquisas do site Mercado Mineiro, realizadas com intervalo de 10 anos, mostram que muitos outros produtos que um dia custaram menos de R$ 1 já ultrapassaram esse valor.

Os dois levantamentos foram feitos em agosto de 2003 e neste mês. Em 10 anos, por exemplo, o preço médio de um quilo de sal da marca Cisne subiu 256,72%, de R$ 0,67 para R$ 2,39. O do detergente líquido da marca Limpol (500ml) avançou 44,19%, de R$ 0,86 para R$ 1,24. Já a embalagem de palitos Gina, com 200 unidades, agora custa R$ 1,25 – há 10 anos era negociada a R$ 0,53 (alta de 135,85%). Os preços das cervejas também não ficaram para trás (veja quadro). No mesmo período, a inflação acumulada no país, medida pelo IPCA, ficou em 54,71%.

Por outro lado, a moeda de R$ 1 ainda é suficiente para algumas compras. O preço médio de um macarrão instantâneo da marca Nissin (80 gramas), que custava R$ 0,79 em agosto de 2003, chegou a R$ 0,99. Apesar da alta de 25,32%, o valor continua abaixo de R$ 1. Da mesma forma, o refresco diet de maracujá (11 gramas) é encontrado a R$ 0,90 – aumento de 13,92% em relação ao custo médio da primeira pesquisa (R$ 0,79).

Apesar de os preços médios dos produtos pesquisados pelo Mercado Mineiro terem subido mais de um dígito – tanto os que ultrapassaram R$ 1 quanto os que ainda custam menos que esse valor –, não há dúvidas de que o real é a moeda mais forte da história brasileira. Para se ter ideia, a inflação no acumulado do primeiro semestre chegou a 3,15%, segundo o IBGE.

Antes do real, houve mês em que o dragão fechava em mais de 500%.

“Era comum, do primeiro ao quinto ou sexto dia do mês, as famílias correrem aos supermercados para estocar alimentos. Faziam compras para um ou dois meses, pois havia o receio da disparada dos preços”, recorda o economista Mauro Rochlin, professor na Fundação Getulio Vargas (FGV/IBS). Ele destaca que o controle da inflação é importante para os trabalhadores, “porque preserva o poder de compra”, e para os empresários, “em razão da previsibilidade de investimentos”.

Real

Dinheiro vale mais no Centro

Quem já imaginou comer 15 coxinhas pagando a bagatela de R$ 1? No Centro de Belo Horizonte, é impossível resistir aos seis sabores do produto expostos na loja de salgados na Avenida Augusto de Lima, próximo ao Mercado Central. Com R$ 1 você enche o copo de salgadinhos recheados de calabresa, frango, carne, milho com catupiry e peito de peru. Por dia, são vendidos na pequena lojinha, entre 16 mil e 18 mil salgados. “São cinco meses de portas abertas e 400 quilos de produto vendidos todos os dias. Apostamos em um mercado que deu certo. É uma coisa barata, acessível, que todo mundo pode comprar”, conta o sócio da Coxinha é Tudo, Arlem Rodrigues da Silva.

O que ocorre com as coxinhas se espalha pela ruas do Centro da capital. Em uma volta pelos quarteirões da Avenida Paraná e ruas Tamoios e Curitiba, é possível encontrar muita coisa por menos de R$ 1. Pastéis a R$ 0,90, pão de queijo a R$ 1. Se quiser somar um cafezinho, no entanto, a conta passa para R$ 1,90. Passando pelas quinquilharias, é possível encontrar acessórios para cabelo, como quatro prendedores por R$ 1, brincos, pulseiras e utensílios para casa.

O encarregado Gladison Marçal de Aguiar, por sua vez, reclama da inflação. “Há quatro anos, levávamos tanta coisa para casa com R$ 1! Hoje, a gente só leva coisas sem muita utilidade. Os produtos essenciais estão muito mais caros.”
Na Avenida Paraná, é possível levar para casa cinco calcinhas por R$ 0,99. A gerente da loja conta que o preço é uma estratégia para queimar o estoque. “Elas eram vendidas a R$ 0,99 cada. Estão em promoção. Não temos lucro com isso, mas também não levamos prejuízo, já que ninguém leva só as calcinhas. Sempre levam algo a mais”, explica.

Em outra região da cidade, na Savassi, achar algo que um real possa comprar é bem mais difícil. Para comer um pão de queijo é preciso desembolsar pelo menos R$ 1,50, e o copo de coxinha, que faz sucesso no Centro, também custa 50% mais na região (R$ 1,50). Os acessórios de cabelo que custam R$ 0,25 no Centro, custam R$ 1 cada no bairro. O preço do café é igual nas duas regiões (R$ 0,90) e o refresco, na Savassi, pode ser comprado por apenas R$ 0,70 – contra R$ 1,25 no Centro.

Na Rua Paraíba, na Savassi, a moeda ganha mais valor. Com apenas R$ 1 é possível comprar revistas em quadrinhos e livros em geral. “Se souber procurar, vasculhar, encontra muita coisa boa. Tem pessoas de outras cidades que compram aqui, a R$ 1, e vendem mais caro no interior”, revela o funcionário da livraria, João Paulo Ferreira.

FONTE: Estado de Minas.



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