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Incêndio dispara alerta em hotéis
Fogo em estabelecimento da Savassi chama a atenção para as condições de prevenção.
Fiscalização em locais de hospedagem constata que a maioria não tem documento que certifica normas de segurança.
Até centros de treinamento de seleções estão na lista

 

 

Clientes são retirados por bombeiros de restaurante que pegou fogo na Savassi, um dos que não contam com Auto de Vistoria (Leandro Couri/EM/D.A Press.)
Clientes são retirados por bombeiros de restaurante que pegou fogo na Savassi, um dos que não contam com Auto de Vistoria



Faltando apenas oito dias para o início da Copa do Mundo, as condições de hotéis que vão receber turistas e até mesmo de estruturas que vão abrigar seleções entram em xeque em Belo Horizonte. O incêndio no restaurante Santafé, que fica no prédio do Hotel Champagnat, na Savassi, Região Centro-Sul da capital, acionou o alarme para os riscos de descumprimento de normas que atestam a segurança de hóspedes e funcionários. Só na área do 1º Batalhão do Corpo de Bombeiros, responsável pela Zona Sul de BH, 35 dos 59 hotéis recomendados a visitantes pela prefeitura passaram por vistoria e na maioria foram encontradas irregularidades. Apesar de não terem sido constatados riscos iminentes, o que garante que possam funcionar normalmente, a maior parte dos estabelecimentos, incluindo o edifício que pegou fogo na Savassi, não tem o Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB), única forma de garantir que o estabelecimento é 100% seguro.

Há também grande preocupação com as cozinhas, áreas consideradas mais críticas, segundo os bombeiros, tanto em hotéis quanto em restaurantes. O fogo que atingiu o Santafé começou em uma fritadeira e as chamas produziram uma fumaça que chegou aos dois primeiros andares do Hotel Champagnat. Por medida de segurança, todos os hóspedes foram encaminhados a outra unidade, assim como alguns moradores do apart hotel que funciona no mesmo endereço. Falta o Auto de Vistoria também em três locais que vão receber alguns dos maiores craques do mundo: a Cidade do Galo, em Vespasiano, na Grande BH (Seleção Argentina), a Toca da Raposa II, na Pampulha (Seleção do Chile), e o Sesc Venda Nova já foram multados pela falta do documento. 

De acordo com a legislação estadual, o AVCB é a comprovação de que a edificação vistoriada conta com projeto de prevenção contra incêndio e pânico aprovado pelo Corpo de Bombeiros, que normalmente prevê extintores, iluminação e saídas de emergência, detectores de fumaça, hidrantes, brigadistas, alarmes contra fogo, entre outros aspectos. A ausência do documento gera uma advertência, com prazo de 60 dias para a solução dos problemas. Depois do prazo, que pode ser prorrogado se houver dificuldades técnicas, o estabelecimento é multado se as falhas persistirem. Antes de receber uma segunda multa, são dados mais 30 dias de prazo. Depois da segunda punição, ainda resta mais um mês antes da abertura de um procedimento administrativo para interdição do local. Após a primeira visita dos militares, o estabelecimento tem no mínimo quatro meses para funcionar sem interdição, sem contar o tempo do processo administrativo. As multas variam conforme a área construída. 

O tenente Norton Ornelas, que comanda a 5ª Companhia de Prevenção do 1º Batalhão dos Bombeiros, afirma que no ano passado a corporação iniciou um trabalho para verificar a situação dos estabelecimentos que vão receber turistas durante o Mundial, caso de hotéis e restaurantes. Dentro do programa foram vistoriados 35 hotéis, dos 59 indicados pela prefeitura a turistas, no site oficial. “A maioria desses estabelecimentos não tem AVCB. Aparentemente, há segurança, mas ela é relativa, já que a única forma de ter certeza é o documento. A área de cozinha é mais complicada, pois o acúmulo de gordura e as altas temperaturas demandam atenção especial”, afirma o tenente. Na área do 3º Batalhão dos Bombeiros – unidade que atende as regiões de Venda Nova e da Pampulha, na capital, e parte da porção Norte da Grande BH –, são mais nove hotéis vistoriados, apenas dois com o AVCB. 

A presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis de Minas Gerais (ABIH-MG), Patrícia Coutinho, afirma desconhecer a falta do AVCB nos estabelecimentos indicados para receber turistas para a Copa do Mundo. Segundo ela, as exigências do Corpo de Bombeiro para liberação do funcionamento de hotéis são rigorosas e os empreendimentos não se furtam a atendê-las. “Desconheço quem não esteja atendendo a todas as especificações. É difícil estar com tudo em dia, mas mesmo assim os hotéis se esforçam para isso”, disse. A Associação Brasileira de Bares e Restaurantes de Minas Gerais (Abrasel-MG) também foi procurada pelo Estado de Minas, mas não indicou representante para se posicionar sobre o assunto.

O EM entrou em contato com o Hotel Champagnat, que informou, por meio do gerente, Paulo Sérgio, que a unidade tem 106 apartamentos, divididos entre hotel e apart hotel. “Todos os hóspedes do hotel foram transferidos para outra unidade do grupo, também na Savassi, por questões de segurança. Alguns moradores do apart que quiseram ficar permaneceram”, diz ele. Ninguém do Restaurante Santa fé quis se manifestar sobre a reabertura do espaço ou sobre a ausência do AVCB.

BOM EXEMPLO
 Enquanto alguns estabelecimentos dão sinais de problemas para cumprir a legislação que atesta a segurança de consumidores, um hotel integrante de uma rede norte-americana, localizado na Rua Professor Moraes, Bairro Funcionários, afirma ter saído na frente nesse quesito. De acordo com o gerente de Manutenção e Segurança, Diego Rocha, o estabelecimento tem diversos sistemas de prevenção e combate a incêndios, inclusive na cozinha, um dos pontos considerados mais críticos. Segundo ele, essa parte do hotel conta com equipamentos como o de detecção de fumaça e vazamento de gás e sprinklers – dispositivos instalados no teto que liberam água em situação de fogo – além de inovações como um sistema de dispersão de líquido diante de uma fonte de calor intensa em fornos e fogões.

FONTE: Estado de Minas.


Incêndio atinge hotel em área nobre de Belo Horizonte, MG

Pessoas foram atendidas e não correm risco, dizem bombeiros.

Chamas teriam começado em fritadeira esquecida na cozinha.

 

Um incêndio atingiu um hotel de luxo na região do bairro Savassi, área nobre de Belo Horizonte, na noite deste domingo (1º). De acordo com o Corpo de Bombeiros, 27 pessoas precisaram ser atendidas por terem inalado fumaça.  Nenhuma delas corre risco de morrer.

Segundo informações dos bombeiros, o incidente começou por volta das 21h30 na cozinha do hotel e teria sido causado devido a uma fritadeira que foi esquecida em um fogão. As chamas se espalharam rapidamente, chegando a pisos superiores. O prédio tem 18 andares e todos os hóspedes atendidos estavam no 12º.

O trabalho de combate ao fogo levou cerca de duas horas e contou com o empenho de 40 homens em 10 viaturas. O local do incidente foi isolado para que a perícia seja feita nesta segunda-feira (2).

O G1 entrou em contato com um funcionário da recepção do Promenade Champagnat que confirmou o incêndio e disse que hóspedes que deixaram o local no momento do incêndio já retornaram. Ele, porém, não soube precisar quantas pessoas estavam hospedadas no local na hora do fogo.

O funcionário afirmou ainda que mais detalhes sobre o caso serão fornecidos pelo gerente – que estava acompanhando o atendimento às vítimas no momento do incêndio – na manhã desta segunda-feira.

Incêndio atinge restaurante no Bairro Funcionários
As chamas chegaram a atingir as paredes de um hotel da região.
Uma mulher passou mal depois de inalar fumaça e foi socorrida por uma ambulância do Samu

 

As chamas destruíram móveis e chegaram a atingir o teto do restaurante (Leandro Couri/EM/D.A.Press)
As chamas destruíram móveis e chegaram a atingir o teto do restaurante


Um incêndio destruiu um restaurante na noite deste domingo no Bairro Funcionários, Região Centro-Sul de Belo Horizonte. De acordo com o Corpo de Bombeiros, as chamas começaram em uma fritadeira do imóvel e se alastrou rapidamente. Vizinhos dizem que ouviram um forte estrondo. O fogo chegou a atingir um hotel e um prédio. Moradores ficaram presos nos apartamentos, que foram tomados por uma fumaça densa. Sete viaturas foram empenhadas na ocorrência.


Testemunhas informaram que o incêndio começou pouco antes das 22h no restaurante Santa Fé, no cruzamento das ruas Santa Rita Durão e Pernambuco. O fogo teve início na cozinha do estabelecimento e rapidamente se espalhou. Os funcionários conseguiram rapidamente do local, mesmo com uma fumaça densa que se formou. 

As chamas chegaram a ficar altas e atingiram a fachada de um aparthotel e de um prédio. Uma idosa, de aproximadamente 70 anos, se sentiu mal por inalar fumaça e foi socorrida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). O estado de saúde da vítima não foi informado. 

Até as 23h, os militares ainda retiravam moradores do Hotel Promenade Champagnat que ficaram presos nos apartamentos. “A fumaça subiu muito rápido. Fomos pegos de surpresa e, na hora do susto, fomos correndo para varanda. A fumaça tomou o elevador e a escada, por isso não conseguimos descer. O cheiro da fumaça é muito forte e com isso não conseguimos descer”, contou o comerciante Paulo Cunha, de 52 anos, que está hospedado no hotel há um mês enquanto o sua casa passa por reformas.

Uma porta de vidro ficou estilhaçada  (Leandro Couri/EM/D.A.Press)
Uma porta de vidro ficou estilhaçada

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

FONTE: G1 e Estado de Minas.

 

 


O juiz da 18ª Vara Cível de Belo Horizonte, Marco Antônio de Melo, determinou à Hyundai Caoa do Brasil que substitua um veículo por outro modelo novo com as mesmas especificações do veículo descrito por um cliente que acionou a Justiça. A ação foi movida após o veículo Santa Fé, modelo BMW, apresentar diversos defeitos não reparados pela empresa. Como a empresa não se manifestou durante o processo, nem compareceu à audiência, o juiz considerou verdadeiros os fatos alegados pelo consumidor.

hyundai santa fe 4

Nesta ação, a empresa foi citada, mas sequer compareceu à audiência marcada, fato que também se repetiu quando o autor acionou o Procon. Constatando a revelia da empresa, portanto ausente prova em contrário, o juiz Marco Antônio de Melo considerou verdadeiros os fatos apresentados pelo autor, como prevê o artigo 319 do Código de Processo Civil (CPC): se o réu não contestar a ação, “reputar-se-ão verdadeiros os fatos afirmados pelo autor”. Para o juiz, “já que nem mesmo os pedidos em destaque foram contestados, é mais que bastante para deixar comprovado nos autos, embora parcialmente, que o autor tem razão no que pleiteou”.

O juiz explicou que, inicialmente, havia um pedido de antecipação de tutela, que seria apreciado somente após a apresentação da contestação pela empresa. Mas a revelia verificada antecipou o julgamento do litígio.

O cliente relatou que adquiriu o veiculo 0 km e, após 3.000 km rodados, percebeu que ele apresentava fortes “trancos” e “solavancos”. Segundo ele, o problema acontecia ao ligar o veículo pela manhã ou após algum tempo desligado. Ao levá-lo à concessionária na qual adquiriu o veículo, foi informado que no local não possuía oficina mecânica própria e que ele deveria levar o veículo em uma concessionária concorrente. Ao ser avaliado pela mecânica concorrente, foi informado de que não havia nenhuma conclusão sobre o problema apresentado no veículo.

O autor levou o veículo novamente à primeira concessionária, que, desta vez, possuía uma oficina própria, quando deixou o veículo para o conserto. Por mais de uma vez o veículo passou por reparos e o problema não foi solucionado. Reclamou que, estando o veículo na concessionária, ninguém lhe procurava para dar notícias do andamento do conserto. Insatisfeito com a demora, ele solicitou um carro reserva. A concessionária indicou uma locadora de veículos para que ele alugasse um carro, às expensas da empresa. Mas na locadora ele deveria pagar uma franquia do seguro do carro locado, despesa que a concessionária Hyundai não assumiria.

O autor esclareceu que procurou a concessionária por duas vezes para a realização do conserto. Da primeira vez, o procedimento demorou 45 dias e o problema não foi solucionado. Dois meses depois voltou à oficina, deixando novamente o veículo, que lá permaneceu por 37 dias, sem solução para o problema. O autor chegou a reclamar no Procon, mas o representante da Hyundai não compareceu à audiência e o procedimento naquela instância foi encerrado. Ele foi orientado de que deveria dirigir-se ao Poder Judiciário para pedir a substituição do produto, já que o fornecedor descumpriu as normas legais de proteção e defesa do consumidor.
A decisão foi publicada no dia 02 de maio. Por ser de Primeira Instância, está sujeita a recurso.

FONTE: Tribunal de Justiça de Minas Gerais.



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