Antequam noveris, a laudando et vituperando abstine. Tutum silentium praemium.

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Comércio de BH não funcionará nos feriados dos dias 18 e 21 de abril

 

Feriadão

O comércio da capital mineira não poderá funcionar nos feriados do dia 18 (Paixão de Cristo) e 21 de abril (Tiradentes), segundo a Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH).

Por se tratar de feriado, o comércio lojista não poderá funcionar nesses dois dias com o uso de mão de obra de empregados, conforme previsto no artigo 70 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), sob pena de multa de até R$ 4.025, prevista no artigo 75 da CLT.


Entretanto, o lojista que quiser abrir seu estabelecimento no feriado, deverá fazê-lo sem o uso de seus empregados, parentes ou amigos, sob pena de caracterização de manutenção de empregado sem o devido registro. Ao comerciante que trabalhará seguindo estas orientações, recomenda-se que associe seu horário de trabalho, com o do seu vizinho de comércio, para que não fique sozinho, e atraia a possibilidade de furtos ou roubos.

Atividades do comércio, tidas como essenciais tais como padarias, supermercados, farmácias, postos de gasolina, bares, restaurantes, etc, previstas no Decreto 27.048 de 1949 poderão funcionar normalmente, obedecendo às escalas de trabalho de empregados.

Bancos e órgãos públicos, em geral, não funcionam nos dias dos feriados.

 

Veja o que abre e fecha durante o feriado da Semana Santa em BHQuinta-feira é ponto facultativo na prefeitura, mas sexta e segunda não haverá expediente e nem mesmo o comércio poderá funcionar

 

Estado de Minas

Publicação: 16/04/2014 07:50 Atualização: 16/04/2014 10:24

A Semana Santa chegou e os serviços públicos em Belo Horizonte funcionarão com esquema especial durante o feriado prolongado. Na quinta-feira, dia 17, será considerado ponto facultativo na prefeitura. No dia 18, sexta-feira da Paixão, não haverá expediente por ser feriado municipal e na segunda, dia 21, é feriado nacional instituído em homenagem a Tiradentes, um dos principais líderes da Inconfidência Mineira. Confira o que abre e fecha na PBH nesse período:

Abastecimento
• Mercado do Cruzeiro (rua Ouro Fino, 452, Cruzeiro) – Abre amanhã e no sábado, das 8h às 18h, e na sexta e no domingo, das 7h às 13h. Na segunda, o funcionamento será facultativo.
• Central de Abastecimento Municipal (rua Maria Pietra Machado, 125, bairro São Paulo) – Abre amanhã, no sábado e na segunda, das 7h às 19h. Na sexta e no domingo, funciona das 7h às 13h.
• Feira Coberta do Padre Eustáquio (rua Pará de Minas, 821, Padre Eustáquio) – Abre amanhã e no sábado, das 8h às 18h. Na sexta, no domingo e na segunda, aberto das 8h às 13h.
• Sacolões Abastecer – Abrem amanhã, no sábado e na segunda, das 8h às 20h, na sexta, das 8h às 14h, e no domingo, das 8h às 13h.
• Feiras livres – Funcionamento facultativo entre amanhã e segunda, das 7h às 13h.
• Feiras Modelo – Funcionamento facultativo entre amanhã e segunda, das 7h às 13h.
• Feira de Orgânicos – Fechada de amanhã a segunda.
• Banco de Alimentos (rua Tuiutí, 888, bairro Padre Eustáquio) – Fechado entre amanhã e segunda.
• Armazém da Roça (Rodoviária, 2º Piso, Centro, e rua Maria Pietra Machado, 125, bairro São Paulo) – Fechados entre amanhã e segunda.
• Direto da Roça – Funcionamento facultativo entre amanhã e segunda, das 7h às 14h.
• Mercado da Lagoinha (avenida Antônio Carlos, 821, São Cristóvão) – Fechado entre quinta e segunda.
• Restaurantes Populares I, II, III e IV – Funcionam normalmente amanhã. Fechado entre sexta e segunda.
• Refeitório Popular da Câmara Municipal (avenida dos Andradas, 3.100, Santa Efigênia) – Fechado entre amanhã e segunda.

Limpeza Urbana
• Amanhã e no sábado as coletas acontecerão normalmente. Na Sexta-feira da Paixão não haverá serviços de limpeza urbana. No domingo e na segunda, dias 20 e 21, haverá plantões de varrição nas áreas central e hospitalar e na Savassi. Na segunda haverá também serviços de coleta domiciliar, seletiva e hospitalar.

Plantão de chuvas
• O plantão da Defesa Civil funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana, inclusive aos domingos e feriados. Os telefones são o 199 e o 3277-8864.

Saúde
• Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), Hospital Municipal Odilon Behrens, Central de Internação, Samu e Serviço de Urgência Psiquiátrica (Noturno) – Funcionam durante 24 horas de amanhã a segunda.
• Centros de saúde – Fechados sexta, sábado e domingo. Abrem amanhã, das 7h às 17h, e na segunda funcionam das 8h às 15h. As unidades Vale do Jatobá e Barreiro de Cima (Barreiro); Pompéia, São Geraldo e Taquaril (Leste); Glória e Carlos Prates (Noroeste); Primeiro de Maio e Floramar (Norte); Vila Imperial e Conjunto Betânia (Oeste); Santa Terezinha (Pampulha); Lagoa e Santo Antônio (Venda Nova) atenderão, exclusivamente, os serviços de farmácia (para uso público interno) e demanda espontânea e curativos.
• Centro de Controle de Zoonoses, Laboratório de Zoonoses, Centros de Especialidades Médicas (CEMs), Centro de Treinamento e Referência (CTR), Unidades de Referência Secundária (URSs), Centro Municipal de Imagem (CMI), Centro Médico de Oftalmologia (CMO), Centros de Reabilitação (CREABs), Farmácia Distrital, Laboratórios Distritais e Central – Fechados sexta, sábado e domingo. Abrem amanhã, das 7h às 17h, e na segunda funcionam das 8h às 15h.
• Cersams – Amanhã funcionam com equipe de plantão no horário diurno e com equipe completa no horário noturno. Na sexta, dia 18, e na segunda, dia 21, funcionam conforme escala mínima no horário diurno e com equipe completa no plantão noturno. No sábado e no domingo, dias 19 e 20, não funcionam.
• Centros de Convivência – Funcionam amanhã com escala por microrregião. Não haverá funcionamento entre sexta e segunda, dias 18 e 21.

Equipamentos culturais
• Museu Histórico Abílio Barreto (avenida Prudente de Morais, 202, Cidade Jardim) – Aberto sexta, sábado e domingo, das 10h às 17h, e amanhã, das 10h às 21h. Fechado na segunda.
• Museu de Arte da Pampulha (avenida Otacílio Negrão de Lima, 16.596, Pampulha) – fechado para montagem de exposição até quarta, dia 30.
• Casa do Baile (avenida Otacílio Negrão de Lima, 751, Pampulha) – Aberto normalmente até domingo, das 9h às 18h. Fechado na segunda.
• Centro de Referência da Moda (rua da Bahia, 1.149, Centro) – Fechado de amanhã a segunda.
• Arquivo Público da Cidade (rua Itambé, 227, Floresta) – Fechado de amanhã a segunda.

Parques e Zoológico
• O Parque Municipal Américo Renné Giannetti (avenida Afonso Pena, 1.377, Centro) abre de amanhã a domingo das 6h às 18h. Os demais parques funcionam, nos mesmos dias, das 8h às 18h. Na segunda, dia 21, eles não abrirão.
• O Mirante do Mangabeiras (Rua Pedro José Pardo, 1.000, Mangabeiras) funciona normalmente de amanhã a segunda, das 10h às 22h.
• O Jardim Zoológico, o Jardim Botânico, o Aquário do Rio São Francisco (avenida Otacílio Negrão de Lima, 8.000, Pampulha) e o Parque Ecológico da Pampulha (avenida Otacílio Negrão de Lima, 6.061, Pampulha) funcionam normalmente amanhã, sábado, domingo e segunda. O Jardim Botânico e o Jardim Zoológico, das 8h30 às 16h, o Aquário, das 9h às 16h, e o Parque Ecológico, das 8h30 às 17h. Na sexta-feira, dia 18, todas as unidades da Fundação Zoo-Botânica ficam fechadas.

Transporte

• As linhas do sistema de transporte coletivo gerenciadas pela BHTrans circulam normalmente amanhã e no sábado. Na sexta, no domingo e na segunda circulam com quadro de horários de domingos e feriados.

Postos de Informação Turística
• Centro de Referência Turística de Belo Horizonte Álvaro Hardy – Veveco (avenida Otacílio Negrão de Lima, 855, São Luiz) – Funciona de amanhã a domingo, das 8h às 17h. Não funciona na segunda.
• Posto de Informação do Mercado das Flores (avenida Afonso Pena, 1.055, Centro) – Funciona amanhã, das 8h30 às 18h30, e de sexta a segunda, das 8h às 15h.
• Posto de Informação do Mercado Central (Av. Augusto de Lima, 744, Centro) – Funciona amanhã e no sábado, das 8h às 18h. Na sexta, no domingo e na segunda, funciona das 8h às 13h.
• Posto de Informação do Aeroporto Pampulha (Praça Bagatelli, 204, Aeroporto) – Funciona amanhã, na sexta e na segunda, das 8h às 17h. No sábado, funciona das 8h às 16h e, no domingo, das 13h às 18h.
• Posto de Informação do Aeroporto de Confins (Rodovia MG-10, Confins) – Funciona amanhã, das 8h às 22h. De sexta a segunda, funciona das 8h às 17h.
• Posto de Informação do Rodoviária (Praça Rio Branco, Centro) – Funciona de amanhã a segunda, das 8h às 18h.

BH Resolve
• Não funcionará para atendimento ao público de amanhã a segunda.

Comércio e bancos 

O comércio da capital mineira não poderá funcionar nos feriados do dia 18 (Paixão de Cristo) e 21 de abril (Tiradentes), segundo a Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH). Por se tratar de feriado, o comércio lojista não poderá funcionar nesses dois dias com o uso de mão de obra de empregados, conforme previsto no artigo 70 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), sob pena de multa de até R$ 4.025, prevista no artigo 75 da CLT.

Entretanto, o lojista que quiser abrir seu estabelecimento no feriado, deverá fazê-lo sem o uso de seus empregados, parentes ou amigos, sob pena de caracterização de manutenção de empregado sem o devido registro. Ao comerciante que trabalhará seguindo estas orientações, recomenda-se que associe seu horário de trabalho, com o do seu vizinho de comércio, para que não fique sozinho, e atraia a possibilidade de furtos ou roubos.

Atividades do comércio, tidas como essenciais tais como padarias, supermercados, farmácias, postos de gasolina, bares, restaurantes, etc, previstas no Decreto 27.048 de 1949 poderão funcionar normalmente, obedecendo às escalas de trabalho de empregados. Bancos não funcionam nos dias dos feriados.

Cemig
A Companhia Energética de Minas Gerais – Cemig informa que as agências e postos de atendimento da Empresa não funcionarão nos dias 18 e 21 de abril. Nesses dias, as solicitações de serviços e reclamações poderão ser feitas pelo Fale com a Cemig, no telefone 116. Esse serviço funciona 24 horas, e a ligação é gratuita. A Agência Virtual, disponível na home do Portal Cemig, também oferece diversos serviços com conforto e segurança. As redes sociais também podem ser utilizadas para atendimento no feriado, através do Cemig Atende no Facebook (Cemig Atende) e no Twitter (@cemig_atende). As agências e postos de atendimento presenciais da Cemig voltam a funcionar na terça-feira (22/4), das 8h às 17h.

Hemominas
A Fundação Hemominas possui 21 unidades que fazem atendimento ao doador voluntário, sendo que cada unidade atende a uma região de influência. Quem quiser ser um doador de sangue pode procurar a unidade mais próxima de onde mora.
Confira abaixo os horários de funcionamento de cada unidade durante o feriado:

– Hemocentro de Belo Horizonte: Alameda Ezequiel Dias, 321 – Santa Efigênia
17/04 – Quinta-feira – Funcionamento das 7h às 18h
18/04 – Sexta- feira – Fechado
19/04 – Sábado – Funcionamento das 7h às 18h
21/04 – 2ª feira – Funcionamento das 7h às 18h

– Posto de Coleta Estação BH: Av. Cristiano Machado, 11.833
A unidade estará fechada na sexta-feira (18/04), voltando a funcionar na segunda-feira, 21 de abril, das 8h às 19h.
– Unidade de Coleta de Betim: Rua Salvador Gonçalves Diniz, 191 – Jardim Brasília
O posto de coleta de Betim estará fechado no período de 17 a 21 de abril, retomando suas atividades no dia 22 de abril, no horário das 07h às 11h.
– Hemocentro Regional de Juiz de Fora: Rua Barão de Cataguazes, s/nº – Centro
A unidade estará fechada no período de 18 a 21 de abril, retomando as atividades no dia 22/04, das 7h às 18h.

– Hemocentro Regional de Pouso Alegre: Rua Comendador José Garcia, 846 – Centro
17/04 – Quinta-feira – Funcionamento das 7h às 12h30
18/04 – Sexta-feira – Fechado
21/04 – Segunda-feira – Funcionamento das 7h às 12h30

– Hemocentro Regional de Uberaba: Rua Getúlio Guarita, 250 – Abadia
17/04 – Quinta-feira – Funcionamento das 7h as 11h30 e das 14h às 17h30
A unidade não funciona dos dias 18 a 21 de abril.

– Hemocentro Regional de Uberlândia: Avenida Levindo de Souza, 1845 – Umuarama
17/04 – Quinta-feira – Funcionamento das 7h às 11h30
18 e 19/04 – Sexta-feira e sábado – Fechado
21/04 –Segunda-feira – Funcionamento das 7h às 11h30

– Hemocentro Regional de Montes Claros: Rua Urbino Viana, 640, Vila Guilhermina
17/04 – Quinta-feira – Funcionamento das 7h às 12h
18/04 – Sexta-feira – Fechado
21/04 – Segunda-feira – Funcionamento das 7h às 12h

– Hemocentro Regional de Governador Valadares: Rua Rui Barbosa, 149 – Centro
17/04 – Quinta-feira – Funcionamento das 7h30 às 12h
18 e 21/04 – Sexta-feira e segunda-feira – Fechado

– Hemonúcleo de Ituiutaba: Avenida 49, com 18 e 20, n°125 – bairro Elândia
16/04 – Quarta-feira – Funcionamento das 7h30 às 16h
17 a 21/04 – Quinta-feira a segunda-feira – Fechado

– Hemonúcleo de São João del-Rei: Rua Prefeito Nascimento Teixeira, 175 – Segredo
A unidade estará fechada do dia 17 a 21 de abril, retomando suas atividades normais no dia 22.

– Hemonúcleo de Sete Lagoas: Rua Dr. Renato Azeredo, 3170 – Dante Lanza
17/04 – Quinta-feira – Funcionamento de 7h30 as 12h30
A unidade estará fechada dos dias 18 a 21 de abril.

– Hemonúcleo de Diamantina: Rua da Glória, 469 Fundos – Centro
O Hemonúcleo estará fechado do dia 18 a 21 de abril, retomando o funcionamento normal no dia 22.

– Hemonúcleo de Ponte Nova: Rua Carlos Gomes, 17 – Esplanada
A unidade estará fechada do dia 17 a 21 de abril, retomando suas atividades no dia 22.

– Hemonúcleo de Patos de Minas: Rua Major Gote, 1255 – Centro
17/04 – Quinta-feira – Funcionamento de 7h as 11h
A unidade estará fechada de 18 a 21 de abril.

– Hemonúcleo de Passos: Rua Dr. José Lemos de Barros, 313 – Umuarama
17/04 – Quinta-feira – Funcionamento de 8h as 12h.
A unidade estará fechada do dia 18 a 21 de abril.

– Hemonúcleo de Manhuaçu: Rua Frederico Dolabela, 289 – Centro
A unidade estará fechada do dia 17 a 21 de abril, retomando suas atividades no dia 22.

– Unidade de Coleta do Hospital Júlia Kubitschek: Avenida Dr. Cristiano Rezende, 2505 – Araguaia
17/04 – Quinta-feira – Funcionamento normal das 07h30 às 18h
18/04 – Sexta-feira – Fechado
19/04 – Sábado – Funcionamento normal das 07h30 às 12h
21/04 – Segunda-feira – Fechado

– Unidade de Coleta e Transfusão de Além Paraíba: Rua Felizarda Esquerda, 45 – Ilha Recreio
17/04 – Quinta-feira – Funcionamento de 8h as 10h
A unidade não funciona do dia 18 ao dia 21 d abril.

– Hemonúcleo de Divinópolis: Rua José Gabriel Medef, 221 – bairro Padre Libério
17/04 – Quinta-feira – Funcionamento das 7h às 12h.
A unidade não funciona de 18 a 21 de abril.

Copasa
Centenas de empregados da Copasa estarão trabalhando, em regime de plantão 24 horas, durante o feriado da Semana Santa e de Tiradentes para garantir a normalidade da produção de água, coleta e tratamento de esgoto, além dos serviços emergenciais como, por exemplo, correção de vazamentos e manutenção em redes. As solicitações de serviços poderão ser feitas normalmente pelo telefone 115 ou pela Agência Virtual, disponível no site da empresa (www.copasa.com.br).Apenas as atividades administrativas da companhia, incluindo os serviços prestados nas Agências de Atendimento ao cliente, em decorrência do feriado, serão paralisadas a partir das 18h dessa quarta-feira (16/04), sendo retomadas na terça-feira (22/04).

Circuito Cultural Praça da Liberdade 
Durante os feriados da Semana Santa e Tiradentes – 18 a 21 de abril (sexta a segunda), os museus e espaços do Circuito Cultural Praça da Liberdade irão funcionar com horário diferenciado. Durante a semana, por exemplo, o Espaço do Conhecimento UFMG abre para o público na sexta-feira (18/04); o Centro Cultural Banco do Brasil funciona normalmente na segunda-feira (21/04); e o Palácio da Liberdade abre durante todo o feriado, de sexta a segunda-feira. Outros detalhes podem ser conferidos no site http://www.circuitoculturalliberdade.com.br ou pelo telefone (31) 3239-2000. Confira abaixo os horários de funcionamento de cada espaço durante o feriado prolongado:
– Centro Cultural Banco do Brasil: sábado e domingo (19/04 e 20/04), das 9h às 21h; e segunda-feira (21/04), também das 9h às 21h.
– Centro de Arte Popular – Cemig: sábado e domingo (19/04 e 20/04), das 12h às 19h. Reabre na terça-feira (22/04), a partir das 10h.
– Espaço do Conhecimento UFMG: sexta, sábado e domingo (18/04, 19/04 e 20/04), das 10h às 17h. Retoma o funcionamento na terça-feira (22/04). Ingressos apenas para o Planetário: R$ 6 (inteira) e R$ 3 (meia-entrada).
– Memorial Minas Gerais Vale: sábado (19/04), das 10h às 17h30 (permanência até 18h), e no domingo (20/04), das 10h às 15h30 (permanência até 16h). Retoma o funcionamento normal na terça-feira (22/04), a partir das 10h.
– Museu das Minas e do Metal: sábado e domingo (19/04 e 20/04), das 12h às 18h. Volta a funcionar normalmente na terça-feira, no mesmo horário. 
– Museu Mineiro: sábado e domingo (19/04 e 20/04), das 12h às 19h. Retoma o funcionamento na terça-feira (22/04), das 10h às 19h.
– Palácio da Liberdade: sexta, sábado, domingo e segunda (18/04, 19/04, 20/04 e 21/04), das 10h às 15h, com permanência até às 16h.

 

FONTE: Estado de Minas e Hoje Em Dia.


Danos morais

Igreja Universal é condenada a indenizar fiel

Mulher fez depósito no valor de R$ 10 mil numa conta bancária da igreja na crença de que seus problemas familiares e financeiros seriam resolvidos.

universal

O juiz de Direito Mario Cunha Olinto Filho, da 2ª vara Cível da Barra da Tijuca, condenou a Igreja Universal do Reino de Deus – IURD  a indenizar uma fiel levada a fazer doação para o “Culto da Fogueira Santa”. A autora da ação fez um depósito no valor de R$ 10 mil numa conta bancária da igreja na crença de que seus problemas familiares e financeiros seriam resolvidos. A IURD terá que devolver os R$ 10 mil depositados e mais R$ 10 mil a título de indenização moral, sendo os valores acrescidos de juros e correção monetária.

Na sentença, o juiz assinalou que a fiel encontrava-se “com o casamento se dissolvendo e, embora devendo cotas de condomínio e a escola dos filhos, resolve, por conta das promessas da ré (IURD), ‘doar’ R$ 10.000,00 para o ‘Culto da Fogueira Santa’, para ter as prometidas vitórias”.

O dinheiro – continuou o juiz – evidentemente não foi para a fogueira, embora possamos dizer metaforicamente que a autora torrou suas verbas: foi evidente para os bolsos dos organizadores da igreja, não sendo de forma alguma desconhecido do público – inclusive diante de inúmeras reportagens jornalísticas – serem escolhidos por critérios que envolvem a capacidade em arrecadação”.

  • Processo: 040 2490 10 2009 8.19. 0001

FONTE: Migalhas.


Reduto da boemia de Belo Horizonte será tombado

Processo de tombamento se iniciou e já está sendo feita a atualização do inventário dos imóveis do bairro Santa Tereza, na região leste da capital. Proprietários podem contar com isenção de IPTU

Tomb 1

Considerado um lugar pacato até pouco tempo atrás, o Santa Tereza se tornou referência cultural na cidade e mesmo reduto de boêmios

O tradicional bairro de Santa Tereza em Belo Horizonte possui vários símbolos. A música, marcada pelo surgimento do Clube da Esquina, no final da década de 1960; a boemia, representada pelos diversos bares e restaurantes; o ar interiorano; e, agora, o carnaval, impulsionado pelos blocos de rua, que ressurgiram em BH, tendo o bairro como um dos berços. Entretanto, na medida em que a capital mineira cresce, aumentam também as especulações imobiliárias e o temor de que tais traços – que marcam há anos o bairro – sejam engolidos pelo avanço da metrópole. Esse é um dos motivos pelo qual o processo de tombamento do bairro foi retomado e a previsão é que ele se concretize ainda este ano.

Apesar de a palavra “tombamento” remeter, em tese, a algo benéfico e saudável, os moradores do bairro querem mais explicações sobre o processo. “Temos percebido que há muitas dúvidas sobre como será feito, quais imóveis serão tombados e o que isso implicaria aos proprietários”, diz Karine Carneiro, integrante do Movimento Salve Santa Tereza. Na última quarta-feira, dia 12, durante assembleia dos moradores, ficou decidido a realização de um novo encontro – ainda sem data definida – com arquitetos e urbanistas, além de representante da prefeitura de BH (PBH) para esclarecer o assunto.

Quem está tocando o processo de tombamento é a Fundação Municipal de Cultura (FMC), por meio da diretoria de patrimônio. “A proteção por tombamento é uma medida complementar à proteção já estabelecida pela Área de Diretrizes Especiais do Santa Tereza, atuando especificamente como um instrumento para a preservação da memória da ocupação do bairro por meio da proteção das edificações”, afirma Leônidas José de Oliveira, presidente da FMC.
Ele explica que, atualmente, a Diretoria de Patrimônio Cultural da PBH está atualizando o inventário das edificações de interesse cultural. A previsão é que a lista seja apreciada pelo Conselho Deliberativo do Patrimônio Cultural do Município, em uma reunião aberta ao público. “A expectativa é que até abril o estudo seja finalizado e encaminhado para análise do conselho”, completa Leônidas.

Tomb 2

Até a década de 1980 o bairro não atraía os interesses imobiliários

Clima de interior

Para entender os motivos que levaram o bairro a conservar certa “aura” de cidade do interior, mesmo sendo vizinha da região central, é preciso voltar ao passado. Até a primeira metade do século XX, Santa Tereza, apesar de estar bem próximo à avenida do Contorno, era considerada distante do centro da cidade. “Na década de 1950, o bairro já presenciava a construção dos primeiros edifícios residenciais de pequeno porte. Mas, ainda assim, até meados dos anos 1970, o bairro carecia de infraestrutura básica, além de sofrer com as constantes inundações causadas pelas chuvas nas regiões lindeiras ao vale do Ribeirão Arrudas”, explica Leônidas Oliveira, presidente da FMC.

Portanto, durante um bom tempo, o bairro não se mostrava como uma região atraente aos empreendimentos de maior porte. O trânsito, principal problema das grandes cidades, não representava um entrave, já que o bairro não era – e ainda não é – um local de passagem. Consequência disso? Baixa densidade populacional, menos prédios e a conservação de imóveis do início do século XX.

Só a partir da década de 1980 que o bairro se tornou “interessante” para os empreendimentos imobiliários. “As mudanças no padrão de ocupação permaneceram ao longo dos anos 1990, quando o bairro se tornou, pela primeira vez, objeto de grandes obras, como a construção, em 1992, do viaduto que passa sobre a avenida dos Andradas, ligando Santa Tereza a Santa Efigênia e a construção da estação de metrô, inaugurada no ano seguinte”, lembra Leônidas.

Ainda na década de 1990, época da elaboração do Plano Diretor da Cidade, os moradores do bairro se mobilizaram, preocupados com uma possível descaracterização da região. Nessa época surgiu o Movimento Salve Santa Tereza. Outras entidades apoiaram o movimento, que culminou com a aprovação do artigo 83 da Lei 7166/96, que transformou o bairro em uma Área de Diretrizes Especiais (ADE). Tal iniciativa preservou os traços marcantes do Santa Tereza, sobretudo dos novos prédios, que não mais poderiam ultrapassar nove metros de altura.

Tomb 3

Principais características do tombamento 

  • O tombamento não interfere em nada em relação à propriedade do imóvel tombado, que pode ser vendido, alugado ou modificado, desde que sejam mantidas as características físicas que motivaram a proteção e os parâmetros estabelecidos pela legislação urbanística
  • Os proprietários de imóveis tombados contam com mecanismos de incentivo à preservação da edificação, como a isenção de IPTU para os bens em bom estado de conservação
  • Os proprietários podem solicitar recursos para restauração da propriedade, em caso de necessidade, apoiados nas leis de incentivo à cultura. É preciso cadastrar no Programa Adote um Bem Cultural
  • Por meio da Transferência do Direito de Construir, o proprietário do imóvel tombado pode vender o potencial construtivo não utilizado no local. Por exemplo, se num terreno em que se poderia ocupar 300 m² existe uma casa tombada com 100 m² de área líquida, seria possível transferir os 200 m² não utilizados, observados os critérios específicos previstos pela legislação urbanística

FONTE: Estado de Minas.


Aluguéis a preço de banana Denúncias de corrupção e enriquecimento ilícito levam Ministério Público a investigar mais de 200 contratos de locação de imóveis pertencentes à CBTU em Belo Horizonte

Metrô aluga seus imóveis a preços irrisóriosMetrô aluga seus imóveis a preços irrisórios

Além de ser obrigado a repassar R$ 54 milhões ao Recife e ter barrados R$ 800 milhões em investimentos pela União nos últimos anos, como vem mostrando a série do Estado de Minas, o metrô de BH ainda perde receitas que poderiam melhorar sua qualidade alugando terrenos e imóveis abaixo do preço de mercado, sem licitação. O Ministério Público investiga denúncias de corrupção em mais de 200 contratos da CBTU em Minas, entre os quais a locação de um terreno de 800 metros quadrados no Bairro Santa Inês por R$ 695,24 mensais. Garagem de 600m2 em Santa Tereza está alugada por R$ 1.266,46 Na Estação Eldorado, movimentada lanchonete paga R$ 713,76 por mês

Atrás do muro, quadra e uma área para festa construídos em terreno de 800m2, no Santa Inês, alugado pela bagatela de R$ 695,24 (Juarez Rodrigues/EM/D.A Press)
Atrás do muro, quadra e uma área para festa construídos em terreno de 800m2, no Santa Inês, alugado pela bagatela de R$ 695,24

Contratos de concessão de terrenos e imóveis que renderiam mais receitas para melhorar a qualidade do metrô de Belo Horizonte não geram os recursos que deveriam por suspeitas de má administração e corrupção. A reportagem do Estado de Minas teve acesso às tabelas de locação de lojas, lotes e outros imóveis pertencentes à superintendência mineira da Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) e identificou pelo menos 12 empreendimentos nas estações da Linha 1 (Vilarinho-Eldorado) que pagam mensalmente valores abaixo dos de mercado (veja quadro abaixo) e outros oito terrenos em mesma situação, tudo sem licitação. O setor de contratos da companhia é alvo de investigação do Ministério Público (MP) estadual, que recebeu 25 denúncias de suspeitas de corrupção e enriquecimento ilícito, e agora promove uma devassa em mais de 200 contratos. Desde domingo, o EM mostra os tortos caminhos dos recursos que deveriam ser aplicados na melhoraria da qualidade e na ampliação do transporte metroviário da capital mineira. O metrô de BH é obrigado a repassar parte de sua receita para o do Recife, que recebeu remessas de R$ 54 milhões nos últimos cinco anos. O sistema pernambucano é maior que o de Minas e tem a tarifa mais barata, de R$ 1,60, contra R$ 1,80 pago pelos usuários mineiros. Fontes ligadas à CBTU e ao sindicato dos metroviários indicam que esses desvios comprometeram a modernização do sistema e envolveram interesses políticos. A CBTU justificou as transferências alegando que as verbas do metrô do Recife foram congeladas pela Justiça e por isso recorreu ao caixa de BH. Na edição de ontem, a reportagem revelou, ainda, um relatório inédito da CBTU que detalhou mais de R$ 800 milhões de recursos barrados pela União e que poderiam ter sido usados na ampliação do sistema de BH desde 2004. Metrô3 Além das estações, ao longo dos 28,2 quilômetros da única linha do metrô de BH há 18 terrenos pertencentes à CBTU, que recebe regularmente aluguel de particulares. Desses, pelo menos oito galpões e áreas amplas rendem valores irrisórios, somando R$ 7.514,29, uma média de R$ 939,28 por imóvel. De acordo com o MP, esses aluguéis estão entre os investigados, pois há denúncias de que funcionários do setor de contratos da CBTU tenham reduzido os valores oficiais para receber uma parcela indevidamente, lesando assim o patrimônio e desviando recursos do erário. O mais bizarro desses contratos foi firmado em 2011. A CBTU recebe apenas R$ 695,24 por mês pelo aluguel de um terreno de 800 metros quadrados no Bairro Santa Inês, na Região Leste de BH. O locatário, que mora num prédio vizinho, resolveu construir uma quadra esportiva, um pomar e uma área para festas e churrascos capaz de receber até 100 pessoas. A reportagem procurou o locatário em sua casa, mas apesar de os vizinhos dizerem que ele se encontrava no local, ninguém atendeu. Metrô Na Rua Conselheiro Rocha, no Bairro Santa Tereza, mesma região, um terreno de 700 metros quadrados usado por uma oficina mecânica de veículos de transporte e carga custa meros R$ 949,85 pelo aluguel, em contrato firmado em 2009. O locatário, José Joaquim Filho, disse que seu contrato é novo, mas que está no local há 13 anos. Ele nega que precise pagar ou que tenha sido coagido a pagar qualquer quantia a funcionários do setor investigado pelo MP. “Pago tudo direto para a CBTU”, garante. No imóvel vizinho, usado como garagem por uma empresa de transporte de passageiros custa R$ 1.266,46 por 600 metros quadrados. O filho do proprietário também garantiu que a empresa não repassa nenhuma diferença a funcionários da CBTU, como suspeitam os promotores.

Metrô2SE NECESSÁRIO, CLIQUE NA IMAGEM PARA AMPLIAR O TEXTO.

Migalha O governo federal acertou com a Metrominas – empresa formada pelo consórcio entre o governo do estado e prefeituras de BH e Contagem – o investimento de R$ 1,75 bilhão para ampliação da Linha 1 (Vilarinho/Eldorado) e construção das linhas 2 e 3. Segundo a Metrominas, apenas R$ 14 milhões, menos de 1%, desses recursos foram pagos até hoje.

Veja também:
FONTE: Estado de Minas.

Apreensão em Santê

Desapropriações para alargamento de rua e construção de arranha-céu deixam moradores do bairro temerosos em relação ao clima de tranquilidade que sempre existiu no local

População teme que, com as mudanças, Santa Tereza perca o sossego característico e sofra um processo de verticalização, com explosão imobiliária e trânsito caótico (Beto magalhães/EM/D.A Press)
População teme que, com as mudanças, Santa Tereza perca o sossego característico e sofra um processo de verticalização, com explosão imobiliária e trânsito caótico

Um dos bairros mais tradicionais e charmosos de Belo Horizonte está sob pressão. E moradores temem que ele perca as suas características urbanas e sofra um processo de verticalização – com explosão imobiliária, trânsito congestionado e outros problemas que infernizam a vida de quem mora em bairros verticalizados da capital. “Santa Tereza é a bola da vez”, diz o consultor de projetos sociais Lincoln Barros, nascido e criado no bairro da Região Leste e certo de que a área deve ter um tratamento diferenciado, por ser residencial e pela vocação natural para a cultura. Nos últimos meses, foram várias as “ameaças”, mas poucas as informações para a comunidade, diz Lincoln, o que cria confusão, entre elas a construção de uma escola profissionalizante no Mercado Distrital, contrariando as normas da Área de Diretrizes Especiais (ADE), desapropriação do Bar do Orlando para alargamento da Rua Conselheiro Rocha e construção de uma torre de 85 andares, com 350 metros de altura, a exemplo das existentes em Dubai, Tóquio, Hong Kong e Nova York. A mudança de endereço do bar e restaurante Bolão é outra nota dissonante, já que traduz o espírito de arte e boemia da região. “O Santa Tereza é um bairro protegido e não pode virar um lugar de passagem”, defende Lincoln.

Na manhã de ontem, na Praça Duque de Caxias, ponto de efervescência do bairro, havia poucos moradores circulando. Mas quem passou por lá até por volta das 11h30 viu o resultado da noite anterior, quando ocorreu a edição do Jazz Festival Brasil, dedicada à guitarra e com público de cerca de 3 mil pessoas. “Nada contra o evento, muito pelo contrário. Mas, até esse horário, a prefeitura já deveria ter limpado o espaço público, que fica inviabilizado”, disse Lincoln, que integra o movimento Salve Santa Tereza. A imundície era completa, com garrafas de vidro nos passeios, bueiros cobertos de garrafas PET, papéis e outros resíduos.

O presidente da Associação Comunitária do Bairro Santa Tereza, Ibiraci José do Carmo, afirma que a pressão imobiliária se tornou realidade. “Santa Tereza sempre resistiu e ficou protegido, pois é amparado por lei municipal aprovada em 1993. A cidade cresce, o desenvolvimento aparece. Aí vem a pressão. O Bolão está aberto há tantos anos e hoje a proposta é a modernização, os grandes empreendimentos. Isso é inevitável e uma hora vai ocorrer. Mas, se a comunidade defender a preservação do bairro, não vamos perder. Há outros bairros que se tornaram locais de estresse, com falta de qualidade de vida. A segurança vai embora”, observa.

O dirigente da associação crê que a construção da torre de 85 andares, que, mesmo não estando dentro da ADE, poderá levar reflexos negativos ao bairro. Outro motivo de preocupação diz respeito à Rua Conselheiro Rocha, “que liga o nada a lugar algum”. Ibiraci diz que a prefeitura quer desapropriar a área, com prejuízo para o comércio e casas, “mas há outras opções mais viáveis. O bairro quer suas tradições preservadas e não deve ter essa passagem”. E mais: “Para esses projetos, deve haver consulta à comunidade. Muitas vezes, a visão da administração pública é uma, mas há soluções melhores. Com esse projeto, teria que haver intervenção na Vila Dias, que seria desapropriada, como também em residências e comércio, incluindo o Bar do Orlando e a Pizzaria Parada do Cardoso”.

A proprietária da pizzaria, Maria Geralda Carvalho, moradora há 41 anos do bairro e dona do empreendimento há 17, acredita que os projetos sejam para o futuro. “Acho que isso não vai ser por agora, e vai demorar mais uns 15, 20 anos. Mas já vimos técnicos medindo a rua. “Tudo isso só vai diminuir o clima do bairro, que é o mais tranquilo da cidade. Aqui, você encontra de tudo e ainda tem a boemia. Sempre paro para olhar o pessoal sentado na pracinha”, diz a comerciante. Irmão do dono do Bar do Orlando, José Agostinho Siqueira ressalta que “querem desapropriar tudo, acham que asfalto é melhor”. Satisfeito com a tranquilidade do bairro, critica o projeto de alargamento da via pública. “Não sei para quê, se já tem a Avenida dos Andradas. Que diferença vai fazer alargar a Conselheiro Rocha? O local guarda a história. E como vamos fazer para passá-la às futuras gerações?”, questiona.

ESCOLA Outro ponto polêmico está na transformação do mercado distrital, desativado há anos, em escola profissionalizante para o setor automotivo, tendo à frente o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), vinculado à Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg). Ibiraci explica que “alguns não querem a unidade educacional por afetar a ADE, que engloba o bairro inteiro”. A proposta da prefeitura, acrescenta, é pôr a Fiemg lá e usar o colégio estadual para aulas teóricas, enquanto no galpão do mercado haveria a parte prática do ensino. “Em toda a área externa seriam feitas pistas de cooper e de skate e espaço para educação física. As intervenções se dariam apenas no galpão do mercado. Jovens e adolescentes sairiam de lá empregados”, pondera.

O presidente da Fiemg, Olavo Machado, diz que a instituição vai respeitar a decisão da comunidade. “Se os moradores do bairro não quiserem a escola no Mercado Distrital, nós vamos fazê-la em outra localidade da capital. Já estamos estudando alternativas. Por enquanto, a comunidade de Santa Tereza está sendo consultada por meio de audiências públicas e não há previsão de quando a escola será implantada.”

Flexibilização da lei

O Conselho Municipal do Meio Ambiente de Belo Horizonte (Comam) já aprovou parecer para que seja avaliada a flexibilização da lei que transformou o bairro em Área de Diretrizes Especiais (ADE). A alteração é necessária para que o Mercado Distrital de Santa Tereza seja transformado em escola do Senai. Pela lei, esse tipo de empreendimento pode ocupar uma área de, no máximo, 400 metros quadrados, quando o mercado tem 6 mil metros quadrados, incluindo o estacionamento. A ADE de Santa Tereza foi regulamentada pela Lei 8.137/2000 e determina que, pelas características ambientais e da ocupação histórico-cultural do bairro, haja adoção de medidas especiais para proteger e manter o uso predominantemente residencial.

FONTE: Estado de Minas.

Mineira de 102 anos começa a ser alfabetizada para concretizar sonhoExemplo do aumento da longevidade expresso em pesquisa do IBGE, mineira do Vale do Rio Doce mostra a importância da socialização e estuda para realizar o sonho de ler toda a Bíblia

Dona Ana exibe com orgulho material didático: 'Não tive a oportunidade de estudar quando era mais nova. Me tiraram para trabalhar na roça' (Marcelo Sant'Anna/Esp.EM/D.A Press)
Dona Ana exibe com orgulho material didático: “Não tive a oportunidade de estudar quando era mais nova. Me tiraram para trabalhar na roça”

Essa sexta-feira foi um dia especial para Ana da Cruz de Almeida, de 102 anos. Nascida em Ramalhete, um povoado do Vale do Rio Doce, ela exibiu às colegas de classe – e com largo sorriso – tanto o cachecol de lã branca que ganhou de presente, no início da semana, quanto o caderno cheio de desenhos coloridos e palavras escritas a lápis.

Dona Ana não apenas extrapola em mais de 23 anos a expectativa de vida das mineiras – de 78,3 anos, segundo dados divulgados ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) –, como desafia os próprios limites e está aprendendo a ler.
Ela é uma das 25 mulheres da Turma das Flores, como elas mesmas batizaram a classe do programa de Educação de Jovens e Adultos, mais conhecido pela sigla EJA. A sala funciona no Lar Santa Rita de Cássia, onde a idosa mora, e foi montado em parceria com a Escola Municipal João Pinheiro, no bairro homônimo, Região Noroeste de Belo Horizonte.

Mesmo sem saber, dona Ana pratica os ensinamentos da geriatra Karla Giacomin, do Núcleo de Estudos de Saúde Pública e Envelhecimento da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Ao falar sobre o aumento da expectativa de vida da população brasileira demonstrado pelo IBGE, ela  recomenda: “Não fumar, beber com moderação, praticar atividade física, ter alimentação equilibrada e ter amigos. Quando se envelhece, é muito necessário manter essa conexão com o mundo”. Com disposição de fazer inveja a muita gente, dona Ana mantém essa ligação como poucos e sonha ser alfabetizada para poder ler a Bíblia Sagrada do início ao fim. “Gosto de rezar, todas as noites, para o Senhor Jesus.”

Comunicativa, a idosa faz questão de apresentar as amigas de classe. A maioria divide os quartos no Lar Santa Rita de Cássia. Outras moram na comunidade – a Escola João Pinheiro está entre o Anel Rodoviário e a Via Expressa. “Todas da turma das flores são exemplos de vida. Com elas, temos muito o que aprender sobre a vida”, afirma a professora Helena Maria Costa, acrescentando que suas alunas têm de 66 a 102 anos. A mais experiente, dona Ana, está sempre de bom humor. Ela chegou ao lar no começo do ano, quando a classe foi reaberta – o local abrigou uma sala do EJA de 2005 a 2011.

Dona Ana já aprendeu parte do abecedário. Sua carteira, entre as das amigas Lia, de 92, e Aíla, de 74, fica em frente a um grande calendário de papelão pendurado na parede. Com os dedos no quadrado que marca a data de 27 de novembro de 2013, ela diz – e sem disfarçar a emoção: “Completarei 103 anos nesse dia aqui”. “Não tive a oportunidade de estudar quando era mais nova. Frequentei a sala de aula por poucos dias, quando eu tinha completado 11 anos. Mas me tiraram de lá para trabalhar na roça”, explica, recordando que plantou milho, arroz, feijão, abóbora e outros alimentos que iam direto da lavoura para o fogão a lenha.

A geriatra Karla Giacomin ressalta que a mudança desse quadro ao longo dos anos ajuda a explicar o aumento na longevidade dos brasileiros. “Com a urbanização, as condições de vida também melhoraram. Um dos principais fatores que elevaram a expectativa de vida foi a redução da mortalidade infantil, uma das fases mais frágeis do ser humano”, afirma. Mas, segundo ela, o ganho também se relaciona à educação e ao avanço da medicina. “É na escola que você recebe informações como o controle e prevenção de doenças, a higiene de alimentos. Além da educação, houve o avanço da medicina, tanto em relação aos diagnósticos quanto ao tratamento de diversas doenças, como o câncer e a Aids”, ressalta, lembrando que, se considerado o século inteiro, o salto na esperança de vida da população foi de mais de 30 anos.

Testemunha da história

Exemplo de longevidade das mineiras, dona Ana da Cruz já viu muitas coisas na vida. Perto de completar 103 anos, ela é um dos poucos brasileiros que fizeram compras com todas as moedas que vigoraram no país: réis, até 1945; cruzeiros, de 1942 a 1967; cruzeiros novos, 1967 a 1970; cruzeiros, de 1970 a 1986; cruzados, de 1986 a 1989; cruzados novos, de 1989 a 1990; cruzeiros, de 1990 a 1993; cruzeiros reais, de 1993 a 1994; e reais.

Na política, ela viu 33 presidentes ocuparem a cadeira que hoje é de Dilma Rousseff. Quando dona Ana nasceu, em novembro de 1910, o carioca Nilo Peçanha (1867-1924) era o chefe do Executivo. Pouco antes de ela completar quatro anos, estourou a 1ª Guerra Mundial (1914-1918). Já adulta, foi testemunha da 2ª Grande Guerra (1939-1945).

Mas ela não gosta de se recordar de coisas tristes. Prefere as lembranças que lhe dão alegria. Uma delas é o catolicismo. Dona Ana nasceu durante o papado de Pio X, de 1903 a 1914. De lá para cá, outros nove líderes católicos ocuparam o trono de São Pedro: Bento XV, de 1914 a 1922; Pio XI, de 1922 a 1939; Pio XII, de 1939 a 1958; João XXIII, de 1958 a 1963; Paulo VI, de 1963 a 1978; João Paulo I, de 26 de agosto a 28 de setembro de 1978; e João Paulo II, de 1978 a 2005; Bento XVI, de 2005 a 2013; e Francisco.

FONTE: Estado de Minas.

Olho Vivo S.A.

Na falta de câmeras do projeto oficial de monitoramento da PM, moradores de bairros de BH decidem bancar do próprio bolso a instalação de sistema eletrônico para vigiar suas ruas

vigilância antifurto - Idealizador da iniciativa, Paulo roberto campos diz que sistema já ajudou a solucionar crimes (Fotos: Gladyston Rodrigues/EM/D.A Press)
vigilância antifurto – Idealizador da iniciativa, Paulo roberto campos diz que sistema já ajudou a solucionar crimes

Na falta das câmeras do programa Olho Vivo, de videomonitoramento da Polícia Militar, moradores de Belo Horizonte se unem para bancar a implantação de um sistema de vigilância eletrônica particular nas ruas. Comum em condomínios fechados, o modelo começa a chegar a áreas nobres da capital. No Bairro São Bento, na Região Centro-Sul, já são duas ruas equipadas com a tecnologia – a um custo de instalação de R$ 700 a R$ 1 mil por residência –, mas moradores de pelo menos 35 quarteirões no bairro estudam aderir aos olhos eletrônicos particulares. Do outro lado da cidade, no Bairro Jardim Atlântico, na Pampulha, a instalação do monitoramento privado tem o objetivo de coibir a prostituição.

Há cerca de dois anos, representantes do São Bento, Santa Lúcia e Belvedere, também na Região Centro-Sul, negociavam com a PM o pagamento de cerca de R$ 500 por residência para financiar a instalação de 20 câmeras do Olho Vivo em pontos estratégicos dos bairros. A iniciativa não vingou e, sem a interferência da polícia, moradores deram seu jeito para garantir segurança, ainda mais abalada depois da morte da atriz Cecília Bizzotto, assassinada dentro de casa, no Santa Lúcia, durante assalto em outubro do ano passado.

“A PM aumentou o policiamento na época, mas depois afrouxou de novo. Infelizmente, não há efetivo para atender a cidade como um todo. Com isso, os moradores passaram a ter uma preocupação ainda maior com a segurança”, ressalta o presidente da Associação Pró-Moradores do Bairro São Bento, Rógerio Rezende. Os pioneiros do monitoramento privado foram os moradores da Rua Cônsul Robert Levy, onde um grupo de 35 moradias, entre apartamentos e casas, se uniu para implantar o sistema.

Desde março, 16 câmeras gravam tudo o que se passa em um trecho de 350 metros da rua. Diferentemente do sistema de câmeras tradicional, o foco não são as residências, mas a via pública. Os equipamentos são instalados em postes e cobrem todos os ângulos da rua, sem pontos cegos. Os moradores podem visualizar as imagens por celular, tablet ou computador com acesso à internet.

“Já temos vigias nas ruas, mas as câmeras ajudam a inibir a criminalidade. Acompanhamos tudo o que está acontecendo e temos o telefone de todos os moradores que participam do sistema. Qualquer coisa, um liga para o outro”, conta o idealizador da iniciativa, o aposentado Paulo Roberto Campos, de 66 anos, há 25 morando na região. Ele conta que as imagens ajudaram, inclusive, a resolver o roubo de um carro no início do mês, com a entrega das gravações para a PM. A estudante Luciana Dantas, de 26, mora na mesma rua e se sente mais protegida ao chegar e sair de casa. “Se a gente não tem segurança pública, temos que suprir a necessidade com recursos privados. É o nosso Olho Vivo”, afirma.

Moradora da Rua Helena Antipoff, a supervisora pedagógica Rita Lanna, de 50, também espera ter mais tranquilidade perto de casa. Para isso, 21 vizinhos se uniram e estão instalando 12 câmeras em um quarteirão. “Já ocorreram furtos aqui na rua e sabemos que, infelizmente, somente os vigias não resolvem. Ficamos muito assustados depois da morte da Cecília Bizzotto, tão perto daqui”, conta.

Dono da empresa que instalou o sistema nas duas ruas, Paulo Ricardo Rodrigues afirma que já fez 35 orçamentos para grupos de moradores interessados em ter o videomonitoramento em outros endereços do bairro. “Depois da instalação não há mais gastos, apenas com a internet. A estrutura em postes tem agradado bastante, porque chama mais atenção até mesmo dos bandidos”, explica Paulo Ricardo.

Sorria: há 100 mil câmeras sobre você

Pelo menos 100 mil câmeras de segurança monitoram casas, edifícios, condomínios e estabelecimentos comerciais de Belo Horizonte, segundo levantamento feito pelo Estado de Minas com representantes do setor. Apesar disso, o circuito fechado de televisão em ruas é um fenômeno recente. “O mais habitual são as estruturas em condomínios fechados. Somente agora esse modelo está chegando aos bairros, levado por associações e em resposta ao aumento da violência”, afirma o empresário Frederico Ferraz, do Sindicato das Empresas de Segurança e Vigilância do Estado de Minas Gerais (Sindesp-MG).

Segundo ele, a maior dificuldade para implantação é chegar a um acordo com todos os vizinhos. É exatamente esse o obstáculo que os moradores do Bairro Jardim Atlântico, na Pampulha, têm enfrentado. Cerca de 30 casas se uniram para tentar instalar 17 câmeras de vigilância, com a meta de inibir a presença de prostitutas nas proximidades, mas a ideia ainda não saiu do papel. “Estamos com algumas dificuldades com participantes. As casas já têm o monitoramento e agora nossa intenção é filmar as ruas ”, diz o morador Ernani Sérgio Loretti Marques.

Membro do Fórum Brasileiro de Segurança, o sociólogo Robson Sávio, especialista em segurança pública, aprova a iniciativa, desde que haja solidariedade entre os vizinhos. “Nenhuma tecnologia faz milagre. A segurança informal colabora muito com a segurança pública, desde que os vizinhos estejam coesos. Um vê uma imagem suspeita, liga para o outro, avisa a PM”, ressalta. Por meio da assessoria de imprensa da PM, o comandante da 124ª Companhia, que responde pelo São Bento, major Juarez Ferreira, informou que vai procurar conhecer o sistema.

De acordo com a PM, atualmente há 178 câmeras do Olho Vivo na cidade. A Prefeitura de Belo Horizonte está instalando 153 e a corporação outras 67. A intenção é implantar mais 120 até 2014, totalizando 518 equipamentos na capital. A polícia não especificou as áreas prioritárias para a instalação do equipamento.

Como ficou?Assassinato de atrizTrês assaltantes 
condenados

Em 17 de julho, a Justiça condenou três envolvidos no assassinato na atriz Cecília Bizzotto, morta aos 32 anos, por  latrocínio (roubo seguido de morte). Gleisson Martins Horário (28 anos), apontado como autor do tiro que matou a atriz, recebeu sentença de 33 anos e sete meses de prisão. Cléber Eduardo da Silva (22), pegou 28 anos e nove meses e Luís Henrique da Silva Paulino (20), recebeu condenação de 24 anos. Todos cumprirão a pena inicialmente em regime fechado. Cecília foi baleada no peito durante assalto no Bairro Santa Lúcia, Centro-Sul de BH. Hoje começa o processo de julgamento de acusados de integrar outra quadrilha que agia na região. Frederico Mendes Martins, de 27 anos, Fernando de Oliveira, de 28, e Thiago Silva Santos, de 21, foram flagrados depois de uma sequência de roubos no Bairro Belvedere, inclusive com tortura e estupro de moradores. Serão ouvidas 10 vítimas e oito testemunhas, além dos acusados.

FONTE: Estado de Minas.


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