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Empresa cria bateria de smartphone que pode ser carregada em 30 segundos

Em vídeo divulgado, companhia israelense demonstra o produto que já é chamado de bateria da próxima geração

 
Reprodução/Youtube

Usando a nanotecnologia para sintetizar moléculas artificiais, a empresa israelense Tel Aviv StoreDot afirma ter criado uma bateria que pode revolucionar o uso dos eletrônicos. Chamadas de “next-generation batteries”, ou baterias da nova geração, a invenção promete que um smartphone carregado em apenas 30 segundos pode funcionar durante um dia inteiro. O segredo estaria na velocidade com que a bateria absorve a potência e na sua capacidade de armazenamento

A empresa afirma que o produto será capaz de substituir as baterias de íons de lítio, que são usadas em larga escala nos smartphones e na maioria dos equipamentos eletrônicos. O produto ainda está sendo desenvolvido e a empresa acredita que ele estará disponível no mercado em 2016.

“São materiais nunca desenvolvidos antes”, disse Doron Myersdorf, fundador e presidente-executivo da StoreDot, cujos investidores incluem o bilionário russo e dono do clube Chelsea Roman Abramovich. A empresa divulgou um vídeo demonstrando o processo de recarga da bateria. O protótipo ainda tem um tamanho inviável para o mercado, mas a companhia afirma que esse problema será solucionado antes da invenção chegar às lojas.

FONTE: Estado de Minas.

Transição onde não há fiscalização tem intervalo maior; BHTrans diz que margem de erro eleva intervalo

Na Via Expressa, semáforo que conta com radar leva dois segundos entre o verde e o vermelho

Na Via Expressa, semáforo que conta com radar leva dois segundos entre o verde e o vermelho
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Uma diferença de segundos pode ser suficiente para que um motorista menos atento seja flagrado pelo detector de avanço de sinal. E a infração foi registrada, apenas nos três primeiros meses do ano, 31.886 vezes em Belo Horizonte, segundo o Departamento de Trânsito de Minas Gerais (Detran-MG).
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No entanto, motoristas alegam que o número elevado de autuações não se deve apenas à imprudência. Em muitos casos, a explicação dada por eles está no tempo reduzido entre a iluminação verde e a vermelha.Não há lei que regulamente o tempo de permanência da luz amarela no semáforo. O Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), no entanto, recomenda, em um manual dirigido aos órgãos de trânsito de todo país, que em vias com velocidade permitida de até 60 km/h, o tempo seja de pelo menos quatro segundos.
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A reportagem  percorreu ontem 12 dos 40 pontos onde radares de avanço de sinal foram instalados na capital. Em todos eles, o tempo de passagem entre uma sinalização e outra é de dois segundos, diferentemente dos três sinais cronometrados pela reportagem em que não havia radar, onde são quatro segundos.É o caso, por exemplo, do cruzamento entre as avenidas Amazonas e Barbacena, no bairro Santo Agostinho, na região Centro-Sul da cidade, onde os veículos que seguem em direção ao centro têm dois segundos para frear antes que a passagem se torne proibida. Já no sinal instalado na mesma avenida, mas no cruzamento com a Francisco Sá, na região Oeste, onde não há o aparelho, essa mudança na sinalização leva quatro segundos.
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Margem.  Para a Empresa de Transportes e Trânsito de Belo Horizonte (BHTrans), a diferença pode ser justificada por um erro nos cronômetros utilizados pela reportagem – as medições foram feitas sempre por dois aparelhos, que apresentaram o mesmo resultado. A empresa garantiu, entretanto, que iria verificar a programação dos sinais nos locais visitados.
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Ainda conforme a BHTrans, a duração da sinalização amarela no trecho da Amazonas é de três segundos, com mais dois segundos de vermelho total, uma espécie de margem de erro entre o fechamento de um sinal e abertura de outro, o que daria aos motoristas até cinco segundos para a travessia.
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“A programação dos sinais não é feita apenas com base na velocidade permitida, mas em critérios como o comprimento da travessia para pedestres e a largura dos cruzamentos”, explicou o coordenador de operações da BHTrans, Fernando Pessoa.

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FONTE: O Tempo.


No Brasil, brinquedo custa o mesmo que um apartamento: R$ 577.200
Nem tudo é de série: som opcional custa R$ 25 mil. Suspensão da Bavária não nasceu para Vassouras

RIO – O fim de semana tinha tudo para ser perfeito. Uma viagem de 110km até Vassouras no BMW Série 6 em sua versão mais feroz — a 650i. Repare que escrevi “tinha”… Andar com um carrão desses por aí não é fácil. De aparência elegante e porte generoso, o modelo é um provocador de torcicolos: não tem quem não vire a cabeça para vê-lo mais um pouquinho.

Alçado ao cume das atenções, o motorista escuta comentários maldosos e ganha o estigma de esbanjador. Há outras “dificuldades”: no trânsito, ninguém dá passagem, muitos ficam provocando para um pega (deve ser curiosidade para ver do que o BMW é capaz) e todos os guardadores esperam caixinhas gordas.

Pois é: o produto em si beira a perfeição, mas estacionar um carro de R$ 577.200 — o preço de um bom apartamento — ao lado de moradores de rua é quase ofensivo.

V8 com dois turbos

Anoitece na Dutra e os olhares curiosos somem. Assim dá para esquecer os dilemas da consciência. É hora de o BMW justificar sua existência. Acaricio o acelerador e ouço um rugido rouco. O generoso V8 de 4,4 litros traz dois turbos e um resultado brutal: são 407cv de potência e 61,1kgfm de torque (todo disponível logo a 1.750rpm).

Provoco um pouco e o 650i se transforma na experiência mais próxima que já tive de pilotar um foguete. Aceleração constante, sem turbolag, meu corpo é brutalmente apertado contra o banco. O câmbio automático ZF, de oito marchas, faz trocas rápidas como o pensamento (pasme, é a mesma caixa da picape Amarok). As aletas atrás do volante ficam na ponta dos dedos, em posição perfeita.

1, 2, 3, 4, 5. O tempo que você leva para ler os números ao lado é mais do que este Série 6 precisa para alcançar os 100km/h, garante a BMW. Para ser exato, são 4,9 segundos, número digno de superesportivos. A direção, direta e obediente, é mais um convite para o milionário dono deste carro afrouxar o nó de Windsor e curtir uma relação mais informal com a máquina — se ele optar por uma camisa polo Versace, melhor ainda.

Na serrinha de curvas fechadas entre Paracambi e Mendes, o 650i é um parque de diversões. O carro parece preso a trilhos da montanha russa com o ingresso mais caro do mundo. Não ameaça ou sequer pede ajuda aos sistemas eletrônicos.

Chegando a Vassouras o asfalto piora e o carro trepida furiosamente. Para amenizar a situação, seleciono os modos Comfort Plus e Comfort, que tiram um pouco de carga dos amortecedores. De nada adianta: a bateção continua.

Essa terceira geração do Série 6 (F13) é pensada para as auto-estradas alemãs de tapetes de asfalto e não para os buracos da RJ-127. Largos e baixos, os pneus 245/45 R18 também são vilões.

O carro ainda tem os modos Sport e Sport Plus. O segundo é mais emocionante e permissivo (leia-se perigoso), já que desliga alguns controles — como o de estabilidade. Não é coisa para braço duro.

Luxo para dois

O interior coleciona adjetivos: luxuoso, confortável, poderoso… Painel e portas são cobertos de materiais emborrachados e os bancos, de couro de primeira, vestem com o conforto de um jeans antigo.

Há bastante tecnologia embarcada. O câmbio é uma espécie de joystick e no centro do painel vai uma generosa tela de 10 polegadas — dá para ver até TV quando o carro não está em movimento. Outra bossa é o sistema Night Vision, que detecta pedestres por meio do calor corporal. A imagem é projetada na telona ao centro do painel. Impressiona, mas não é muito prático, já que exige que se baixe os olhos para o centro do painel enquanto dirige.

O tapete felpudo na cor bege clara é um convite a tirar os sapatos Manhattan Richelieu e sentir o chão. Pensado para dois, o 650i ao menos tem bom porta-malas: são 460 litros para levar as malas Louis Vuitton e os tacos de golfe.

Quem vai na frente dispõe de espaço de primeira classe. Os dois passageiros de trás, porém, viajam mais apertados do que na econômica. Na minha regulagem não dava para passar um dedo entre o encosto dianteiro e o banco traseiro.

Como se o preço não fosse alto o suficiente, o cupê avaliado ainda traz um opcional: o som Bang & Olufsen com 16 alto-falantes. O som de grife tem preço de carro popular: R$ 25 mil, conforme estima a BMW. A execução é limpa, como numa sala de concertos.

BMW visto por outros olhos

Já em Vassouras, novamente a sensação de ser o centro das atenções, mas em clima diferente. Numa parada, um senhor faz positivo com os dedos e balança a cabeça em sinal de aprovação. Méritos para Anders Warming, o projetista que apagou a má impressão deixada pela geração do Série 6 anterior (desenhada pelo controverso Chris Bangle). Os populares gostam do que veem.

No posto de gasolina o 650i é cercado. O cupê está em seu ambiente: com 407cv sedentos sob o capô, o consumo foi de 4,8km/h na cidade e, dirigindo como uma freira, cheguei a 8,4km/l na estrada.

No fim das contas o BMW é fascinante. Lindo, com ergonomia incrível e mecânica impecável. Mas, antes de sacar a Montblanc para assinar o cheque, alto lá. O preço acima de meio milhão é um exagero até para quem tem dinheiro sobrando. E ainda há aquele sentimento de culpa…

FONTE: O Globo.



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