Antequam noveris, a laudando et vituperando abstine. Tutum silentium praemium.

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Criança terá nome do pai e de duas mães em documento

Decisão inédita abre precedentes para situações semelhantes no restante do País. Promotoria não questionou sentença

A vida imita a arte…

duas mães

Uma decisão inédita da Justiça assegurou o direito a uma menina, nascida no último dia 27 de agosto, de ter em sua certidão de nascimento o nome do pai, de duas mães e dos seis avós. A sentença, proferida pelo juiz de Direito Rafael Pagnon Cunha nessa quinta-feira, não foi questionada pela promotoria e, 15 dias após a entrada do processo, a família teve o pedido assegurado por lei, abrindo precedentes para situações semelhantes no restante do PaísAs mães da menina são companheiras há quatro anos e casadas formalmente há dois meses. O pai biológico é um amigo das duas que concordou em ser o genitor, desde que isso constasse nos documentos. O Cartório do Registro Civil teve de adaptar seus sistemas para poder fazer constar todos os nomes, inclusive dos três pares de avós, um paterno e dois maternos.

A ação de suprimento de registro civil com multimaternidade foi movida pelos genitores e pela parceira da gestante em comum acordo, segundo descrição contida no despacho do magistrado. “Narraram que a gestação foi concertada pelos três, com concepção natural, intentando fazer constar no registro civil do nascituro os nomes do pai e das duas mães, bem como de seus ascendentes”, descreve o magistrado.

Na sentença, o juiz destaca que “o que intentam Fernanda, Mariani e Luís Guilherme, admiravelmente, é assegurar à sua filha uma rede de afetos. E ao Judiciário, guardador das promessas do Constituinte de uma sociedade fraterna, igualitária, afetiva, nada mais resta que dar guarida à pretensão – por maior desacomodação que o novo e o diferente despertem”.

FONTE: Estado de Minas.


Muito frio até para eles
Mesmo habituados a invernos rigorosos, moradores de Ouro Preto se impressionam com semana de temperaturas baixas e neblina intensa.
Clima é atrativo para muitos turistas

Frio

Ouro Preto – O turístico distrito de Lavras Novas, em Ouro Preto, na Região Central, foi o local escolhido pelo casal Breno Botelho e Adelina de Deus, de João Monlevade, no Vale do Aço, para passar a lua de mel. Fascinados por natureza e montanhistas por vocação, eles tiveram um atrativo a mais para curtir os primeiros dias depois do casamento: o frio e a intensa neblina que, desde o fim de semana, dominam a paisagem formada pelo casario colonial e matas. “Estamos hospedados num chalé e bem preparados para as baixas temperaturas”, contou o empresário Breno, de 35 anos, que, a exemplo da mulher, trouxe na bagagem gorros, casacos e muita disposição. Pela manhã, o termômetro marcou 8 graus em Lavras Novas.

Os meteorologistas preveem mais dois dias com baixas temperaturas em Belo Horizonte e no interior. “O fim de semana será um pouco quente, com a mínima entre 14 e 15 graus, mas hoje ainda vai estar na casa de 11 graus”, explicou Ruibran dos Reis, do Climatempo. Para a capital, a previsão é de que o sol voltará a firmar sábado e domingo. “Em agosto, as temperaturas vão variar e somente no fim do mês e início de setembro é que serão mais elevadas”, disse o meteorologista. A friagem de agora resulta de massa de ar polar que já está se dissipando.Em Lavras Novas, por enquanto, é tempo de luvas, cachecol e até mantas nas costas, como pode se ver nas ruas. O casal Breno e Adelina pretendia viajar para Machu Picchu, no Peru, mas achou melhor ficar em Minas. Na manhã de ontem, por volta das 8h30, enquanto muita gente dormia imersa numa “bolha de bruma”, o casal fazia a sua caminhada matinal, depois de já ter comprado sucos e pão – sempre com gorro à moda dos povos andinos. 
No distrito distante 21 quilômetros da Praça Tiradentes, em Ouro Preto, não há outro assunto. “Desta vez, o frio veio mais forte. Há muitos anos não tínhamos esse inverno prolongado”, observou o aposentado Carlos Correia Maia, de 67 anos, que foi tropeiro na juventude e mantém alguns animais na propriedade – burros, mulas e uma égua. “Sou do tempo em que, para proteger da geada, tínhamos que pôr a mão perto do ‘bafo’ do animal para esquentar”, contou. Arrumando tocos de lenha e levando no carrinho de mão para a cozinha, o aposentado ensina a receita para enfrentar baixas temperaturas: “Muita coberta”.

FRIO DO CÃO…

Os mais jovens seguem esse caminho. Às 6h45, passando em direção à Escola Municipal de Lavras Novas, na qual cursa o oitavo período, a adolescente Carolina Kume, de 14 anos, confessou, sorrindo, que dorme com “seis cobertores” nas noites de julho. Protegida pelo casaco com capuz forrado de pele, Carolina revelou que gosta da atual estação, pois é boa para o descanso. “Depois da aulas, chego em casa e dou uma dormidinha”, disse a jovem bem-humorada, que caminhava ao lado da amiga Maria Eduarda Azevedo, de 13, aluna do sétimo período. Como Lavras Novas fica numa região serrana, o ar muito frio da madrugada associado à intensa umidade provoca o nevoeiro. “Na verdade, o distrito, nesses dias, ficou dentro de uma nuvem muito baixa”, disse Ruibran.

‘Manto branco’ Eram 6h e o céu de Lavras Novas ainda estava meio escuro. Com a neblina, a Igreja de Nossa Senhora dos Prazeres, na Praça Pedro Fernandes Marins, estava envolta num “manto branco” e dava para notar apenas a silhueta de um ou outro morador seguindo em direção ao trabalho. Às 6h20, Robson Gomes Peruce, de 26, casado e pai de um menino de nove, abriu o portão e acelerou o passo em direção à sede do município, onde trabalha na Universidade federal de Ouro Preto (Ufop). “Nesta friagem, só mesmo ficando em casa”, resumiu.

Até 8h, eram poucos os moradores e turistas que se arriscavam a pôr os pés na rua. Na Pousada Carumbé, a recepcionista Elisângela Bispo mostrava mesa de café pronta à espera dos hóspedes. “O pessoal acorda sempre mais tarde. Ontem (terça-feira), tiramos a mesa por volta das 12h30”, contou Elisângela. 

Há quatro meses em Lavras Novas, o belo-horizontino Layferson Dhiorgi Matarelli, garçom da Pousada Carumbé,  comenta: “Frio assim, nunca vi”. Com um gorro e protetores nas orelhas, ele aproveitou o calor do fogão a lenha, na sala, para esquentar as mãos. Certo de que o frio é chamariz, o dono do restaurante Vista Real, Paulo Magalhães, oferece um cardápio de dar água na boca: carne de panela, língua ao molho de vinho, moela e outros acepipes. 

Tomando café numa padaria, o pedreiro Fernando Alves de Azevedo, de 42, nascido e criado em Lavras Novas, brincou sobre o fenômeno. “Neblina é chuva de molhar bobo. O sol até queria sair, mas ficou sem força.” Ele e outros moradores estão impressionados com a duração do nevoeiro, que tem se prolongado de manhã até a noite. “A gente abre a janela e até a cadeira da sala está molhada pela umidade.”

 

 

 

Enquanto isso…

…bh tem menor temperatura 

Belo Horizonte registrou ontem temperatura de 9,8 graus no Bairro Mangabeiras, na Região Centro-Sul, a menor em 2014. O frio também foi recorde no estado: 2,4 graus no distrito de Monte Verde, em Camanducaia, na Região Sul de Minas. As medições foram feitas por estações meteorológicas às 7h. Segundo o meteorologista Davan Diniz, do Tempo Clima PUC Minas, a sensação térmica no Mangabeiras, em BH, chegou perto de 6 graus por causa do vento.

FONTE: Estado de Minas.


ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 04/06/2015, 06:30.

VEJA AQUI: MINISTÉRIO PÚBLICO ‘ALIVIA’ PARA INDICIADOS!

VEJA AQUI: INQUÉRITO FINALIZADO, QUEM SÃO OS CULPADOS?

VEJA AQUI: ANTES DE CAIR, ELE “AVISOU” QUE CAIRIA!

VEJA AQUI: FINALMENTE ACONTECE A IMPLOSÃO!

VEJA AQUI: PLANO DE REMOÇÃO!

VEJA AQUI: EMBARGOS CAÍRAM, CONSTRUTORA CONFIRMA A IMPLOSÃO PARA O DOMINGO, 14 DE SETEMBRO!

VEJA AQUI: CONTINUA A NOVELA, MTE EMBARGA A DEMOLIÇÃO!

VEJA AQUI: COMEÇA O JOGO DE EMPURRA-EMPURRA, NINGUÉM ASSUME O ERRO!

VEJA AQUI: PREFEITURA CULPA PROJETISTA PELA QUEDA!

VEJA AQUI: JUSTIÇA IMPEDE DEMOLIÇÃO DA ALÇA NORTE!

VEJA AQUI: A HISTÓRIA SEM FIM…

VEJA AQUI: COMEÇA A REMOÇÃO DAS FAMÍLIAS!

VEJA AQUI: COWAN E CONSOL TROCAM ACUSAÇÕES!

VEJA AQUI: ALÇA NORTE SERÁ DEMOLIDA, FAMÍLIAS SERÃO REALOJADAS!

VEJA AQUI: O VIADUTO FOI CONSTRUÍDO COM GRAVE FALHA DE PROJETO!

VEJA AQUI: COMEÇA A VISTORIA NOS APARTAMENTOS VIZINHOS AO DESABAMENTO!

Operários começam obras de recapeamento na Pedro I e tráfego será liberado no sábado

avenida pedro i sendo recapeada
Trecho que foi destruído pelo desabamento começa a ser reparado
Operários deram início, nesta quarta-feira (9), às obras de recuperação da avenida Pedro I, no trecho que foi destruído pelo desabamento do Viaduto Batalha dos Guararapes, no bairro Itapõa, divisa das regiões da Pampulha e Venda Nova, em Belo Horizonte. A previsão é de que a via seja liberada para o tráfego de veículo no sábado (12).
VEJA AQUI: DUAS SEMANAS APÓS O ACIDENTE, A AGONIA CONTINUA!
Por volta das 8 horas, máquinas contratadas pelo construtora Cowan, responsável pela obra, começaram a depositar concreto no asfalto, que servirá de base no recapeamento da via. Técnicos da Superintendência de Desenvolvimento da Capital (Sudecap) estão no local realizando avaliação da pista e acompanhando os trabalhos.
De acordo com o coronel Alexandre Lucas Alves, coordenador da Defesa Civil da capital, é necessário três dias para que o processo seja concluído e o asfalto seque. Ainda segundo ele, um estudo será feito para ver a melhor forma de demolir a parte delimitada pela perícia, já que essa demolição é necessária para a análise das provas. O cuidado também se deve ao fato de essa área estar ao lado do muro do residencial Antares.
Uma reunião para definir a forma da demolição foi agendada para esta quarta, entre integrantes da Defesa Civil, da Sudecap, peritos da Polícia Civil e de empresas que trabalham na obra, incluindo a Cowan.
O acidente
O desabamento do viaduto ocorreu no bairro Itapõa, na divisa das regiões da Pampulha e Venda Nova, em Belo Horizonte, no último dia 3. Na tragédia, duas pessoas morreram e 23 ficaram feridas. A estrutura caiu atingido um micro-ônibus, um carro e dois caminhões.
Hanna Cristina, de 26 anos, e Charlys Frederico Moreira, de 25, motoristas do complementar 70 e do veículo de passeio, respectivamente, morreram no local. Um dos feridos, um operário da Cowan, continua internado em observação no Hospital de Pronto-Socorro João XXIII.

Passeata é feita em homenagem a motorista de ônibus e e em protesto à tragédia em viaduto

 

Familiares e amigos de Hanna fazem passeata em protesto à tragédia
Familiares e amigos de Hanna fazem passeata em protesto à tragédia
Cerca de 120 pessoas seguem em passeata pela avenida Pedro I, na noite desta quarta-feira (9), local da queda do viaduto “Batalha dos Guararapes”, localizado nas regiões da Pampulha e Venda Nova de Belo Horizonte, que caiu no último dia 3 de julho. A passeata foi organizada por familiares e amigos da motorista do ônibus suplementar Hanna Cristina dos Santos, de 24 anos, morta na tragédia. A passeata começou logo após a missa de sétimo dia de Hanna, realizada na igreja Nossa Senhora da Misericórdia, no bairro Itapõa, região da Pampulha da capital mineira.
A maioria das pessoas que participam da passeata está com uma camiseta com uma foto da motorista, balões brancos e velas. Também há pessoas com cartazes, nos quais há dizeres pedindo justiça, em protesto à tragédia
FONTE: Hoje Em Dia.

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 07/07/2014, 07:00.

Os escombros do viaduto começarão a ser removidos na manhã de hoje. A Justiça já autorizou o início das operações. Homens e máquinas já estão posicionados e os trabalhos devem começar em alguns minutos.

A Av. Dom Pedro I continua interditada, e as principais operações serão os cortes em blocos da estrutura e a remoção deles por caminhões pesados.

A área em que estão sendo realizados os exames periciais foi isolada com tapumes para preservar o local.

Neste domingo a Justiça havia determinado que nada fosse retirado da estrutura, mas à noite decidiu que os trabalhos de demolição poderiam começar, desde que preservado o local sob exames. Os trabalhos devem ser iniciados em alguns minutos.

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 06/07/2014, 04:00.

Polícia diz que já ouviu 18 pessoas em investigação de queda de viaduto

Desabamento de estrutura causou duas mortes em Belo Horizonte.

Engenheiros da empresa responsável por obra estão entre pessoas ouvidas.

 

VEJA AQUI A HISTÓRIA DA MULHER QUE JÁ SOBREVIVEU A DOIS ACIDENTES GRAVES COM ÔNIBUS EM BH!

 

Defesa Civil informou que jogo da Copa não vai interferir em tempo de demolicação. (Foto: Pedro Ângelo/G1)Trabalho da perícia continuou neste sábado no local da queda de viaduto em BH

A Polícia Civil informou, na noite deste sábado, que 18 pessoas já foram ouvidas na investigação sobre a queda do Viaduto Guararapes, em Belo Horizonte. O desabamento da estrutura provocou a morte de duas pessoas e deixou 23 feridas na última quinta-feira (3). De acordo com a corporação entre os depoimentos colhidos pela a equipe coordenada pela 3ª Delegacia Regional de Venda, estão os de engenheiros e funcionários da ebou

A Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) disse que solicitações do delegado presidente do inquérito estão sendo providenciadas para que seja liberado o início dos trabalhos. Em coletiva de imprensa, neste sábado, o coordenador da Coordenadoria Municipal de Defesa Civil, coronel Alexandre Lucas, afirmou que recebeu, nesta manhã, um documento da polícia, pedindo o projeto de escoramento da outra alça, ensaios técnicos da viabilidade da liberação dos escombros e o monitoramento topográfico das atividades de demolição.

Ainda de acordo com o coronel, a Polícia Civil isolou uma área para análise da perícia no local. “Foi feito um isolamento, uma orientação por parte da perícia do local que é isolado e que ninguém pode mexer”, disse. A outra alça que ficou de pé está recebendo escoras metálicas preventivas.

CONTINUA ABAIXO.

Pilar afundou, diz engenheiro
Peritos começam a analisar solo no entorno da coluna que desceu para identificar o motivo.
Especialista concluiu que escoras foram retiradas há vários dias, mas prefeitura nega
Ao afundar, estrutura caiu sobre pilar sustentado por estacas de concreto armado, segundo análise feita pelo Instituto Brasileiro de Avaliações e Perícias de Engenharia. Os outros dois pilares não ficaram abalados.


Um dos três pilares de sustentação da alça que desabou do Viaduto Batalha dos Guararapes afundou seis metros, segundo o presidente do Instituto Brasileiro de Avaliações e Perícias de Engenharia de Minas Gerais (Ibape-MG), Frederico Correia Lima. A estrutura caiu em cima desse pilar, que é sustentado por 10 estacas de concreto armado que estão a uma profundidade que varia entre 22 e 24 metros e possuem 80 centímetros de diâmetro. Os outros dois pilares permaneceram sem alterações. Hoje, deve começar o trabalho de análise do solo no entorno da coluna que desceu, com o objetivo de colher informações para serem confrontadas com o que está anotado no projeto executivo da obra e buscar explicações para o acidente. Ainda não há previsão para a liberação do trânsito, mesmo às vésperas do confronto entre Brasil e Alemanha, que será disputado no Mineirão, na terça-feira. 

A princípio, os peritos trabalhavam com a informação de que as escoras da alça que desabou tivessem sido retiradas na manhã de quinta-feira, contribuindo diretamente para o acidente. O peso da edificação, então, teria se concentrado sobre o pilar que afundou, que não teria suportado o sobrepeso. Na tarde de ontem, porém, um engenheiro que vinha acompanhando as obras contou a participantes dos trabalhos de perícia que as escoras haviam sido removidas há mais tempo. “Provavelmente, há mais de uma semana. Segundo ele, as escoras permaneceram no local, mas sem função estrutural”, disse o presidente do Ibape/MG. Em entrevista coletiva na manhã de ontem, o secretário de Obras e Infraestrutura da capital, José Lauro Nogueira Terror, negou qualquer retirada do escoramento antes da hora.

O momento em que as escoras foram removidas será verificado quando for examinado o diário de obra, segundo Frederico Lima. Na avaliação do especialista, a causa do afundamento do pilar ainda é desconhecida. “Pode ser uma questão relacionada à fundação, ao solo, ao material que foi utilizado. Por enquanto, não se pode descartar nenhuma hipótese”, aponta. 

ANÁLISE No início da noite, quatro peritos da Polícia Civil, que coordena os trabalhos no local, deixaram o viaduto abarrotados de papéis para serem analisados. Só após o aval da equipe é que a empresa Cowan, responsável pela obra, pode iniciar o procedimento de remoção do bloco de concreto que interdita completamente a Avenida Pedro I. “Nós pegamos os projetos agora (ontem). Vamos passar a madrugada fazendo uma análise prévia e, a partir daí, mensurar qual vai ser a nossa estratégia de trabalho e quanto tempo isso vai levar”, diz o perito Marco Antônio Paiva. Hoje, eles devem se reunir novamente no local. Ele reconheceu a necessidade de liberação do trânsito e disse também que, se for possível, os trabalhos de remoção dos escombros podem ser feitos em etapas, desde que não prejudique a perícia, principal artifício para o andamento do inquérito policial que vai apurar as responsabilidades do fato. 

A Polícia Civil informou, por meio de nota, que o inquérito policial aberto para a apurar as circunstâncias do desabamento está sob responsabilidade do delegado Hugo e Silva, titular da 3ª Delegacia Regional de Venda Nova. Ontem, ele esteve no local do acidente, mas não conversou com a imprensa. Ainda de acordo com a nota, a primeira providência foi acionar a perícia e colher informações de testemunhas. A assessoria de imprensa da corporação informou que não há previsão para a conclusão da análise dos peritos. Somente depois de verificar o lugar do acidente e do recolhimento de provas, a estrutura poderá ser demolida e o local liberado ao tráfego.

Quem também esteve no local foi o promotor de Justiça Marco Antônio Borges, do plantão do Ministério Público. Não houve a necessidade de nenhuma medida judicial de urgência, mas o promotor garantiu que o MP vai atuar para punir os responsáveis pelo acidente. “O Ministério Público espera que seja promovida a Justiça, responsabilizando seja quem for: político, engenheiro ou qualquer outro cidadão”, diz o promotor. O MP nomeou os promotores Leonardo Barbabela, coordenador do Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça de Defesa do Patrimônio Público, e Marcelo Mattar, coordenador do Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça Criminais e de Execução Penal, para atuar nas investigações. A Polícia Federal também enviou peritos à avenida e se pronunciou por meio de nota, alegando que a corporação não falará sobre eventuais investigações em curso, por questões de segurança e sigilo.

Resposta A Construtora Cowan foi procurada ontem, mas informou que vai se manifestar por meio de nota publicada no site da empresa. Segundo o texto, a construtora foi contratada para a execução da obra do viaduto, que vinha sendo realizada há seis meses. Informou que contratou uma perícia para avaliar as causas do acidente e os resultados devem sair em 30 dias. O viaduto será totalmente demolido para a liberação das pistas. “A obra está sendo construída pela empresa, sendo que todos os procedimentos e materiais utilizados passaram pelos testes obrigatórios e atendendo as normas vigentes, sem apresentarem qualquer problema.” A Cowan informou que está oferecendo total apoio aos feridos e familiares após o acidente.
FONTE: Estado de Minas.
CONTINUAÇÃO.

A Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) informou ainda que está pronta para iniciar os trabalhos de demolição, tão logo haja a liberação por parte da polícia. A Cowan também esclareceu que já está com todo o maquinário necessário na Avenida Pedro I para que a estrutura seja demolida.

Nesta manhã, moradores fizeram um protesto na região, exigindo garantia de que os imóveis do entorno não correm risco. Ainda conforme a PBH, a Defesa Civil se reuniu com a população e estabeleceu uma comissão para acompanhamento dos trabalhos. Segundo a prefeitura, o órgão também vai monitorar diariamente a segurança das edificações da vizinhança.

Inquérito de superfaturamento
O desabamento do viaduto Guararapes vai ser incluído em investigação de superfaturamento já conduzida pelo Ministério Público Estadual de Minas Gerais. De acordo com o promotor Eduardo Nepomuceno, o elevado em construção integra um conjunto de obras do BRT/Move que é alvo de inquérito para apurar se houve dano ao erário e enriquecimento ilícito.

Em 2012, o Ministério Público instaurou o inquérito para verificar suspeita de superfaturamento e de fraude nas licitações que envolvem a contração das empresas Delta e Cowan para as obras. Posteriormente, a Delta deixou o consórcio. As supostas irregularidades também são investigadas pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) de Minas Gerais.

FONTE: G1.

 

 

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 04/07/2014, 05:40.

Viaduto


A Prefeitura de Belo Horizonte cancelou a realização da Fan Fest da Fifa, que tem ocorrido no Expominas, nos dias de jogos da Copa. O motivo é o decreto de luto do prefeito Marcio Lacerda (PSB), devido à queda do viaduto que liga a Avenida Olímpio Mourão Filho à Avenida Pedro I, no Bairro São João Batista, Região de Venda Nova. Com o acidente, duas pessoas morreram e 22 ficaram feridas. Para hoje, dia de partida entre Brasil e Colômbia, em Fortaleza, estavam previstos shows da banda 14 Bis e dos cantores Thiaguinho e o grupo Cadência do Samba.

Eventos cancelados

PBH decreta luto oficial de três dias na capital e suspende as festas marcadas para hoje durante o jogo do Brasil pela Copa do Mundo, entre elas a Fan Fest e o Savassi Cultural

A informação da PBH é de que todos os eventos onde acontecem shows foram suspensos na capital. Isso inclui o festival Savassi Cultural, na Praça Diogo de Vasconcelos, Casa da Copa, no Bairro Cidade Jardim, Point da Brahma, na Praça JK, além do Espaço Oi, no Mercado Central. Outros eventos em espaços públicos também foram cancelados, como o Conexão BH, no Parque Municipal, e o Samba da Quadra, também no Cidade Jardim.

Lacerda decretou luto de três dias, segundo comunicado enviado pela prefeitura, em respeito às famílias das vítimas do desabamento do viaduto Batalha dos Guararapes, em construção na Avenida Pedro I.

Obra atrasada e superfaturada
Auditoria feita pelo TCE detectou sobrepreço de 350% em alguns materiais usados na construção do viaduto que desabou, totalizando R$ 6 milhões acima do valor planejado

As obras na Avenida Dom Pedro I, onde parte do viaduto Guararapes desabou, na tarde de ontem, foram marcadas nos últimos dois anos por denúncias de superfaturamento e atrasos. Incluída em 2010 nas ações de mobilidade para a Copa do Mundo, as obras na via começaram em março do ano seguinte, administrada pela Prefeitura de Belo Horizonte e com recursos do governo federal. A licitação foi vencida por um consórcio formado pelas empresas Cowan e Delta, mas em junho de 2012 a construtora Delta deixou o projeto. Investigações da Polícia Federal apontaram envolvimento da empresa em escândalos de corrupção ligados ao bicheiro Carlinhos Cachoeira e denúncias do Tribunal de Contas do Estado (TCE) e do Ministério Público Estadual (MPE) apontaram indícios de sobrepreço na compra de materiais para a obra. 


Em abril de 2012, uma auditoria técnica do TCE apontou que as intervenções na avenida tinham indícios de superfaturamento que chegavam a R$ 6 milhões e sobrepreço de quase 350% em alguns itens da construção em relação aos valores de mercado. A Prefeitura de Belo Horizonte fez dois contratos com as construtoras, que somam R$ 170 milhões. A Delta negou as irregularidades. A Superintendência de Desenvolvimento da Capital (Sudecap) informou na época que o relatório seria analisado por técnicos do órgão e que o parecer do TCE teria sido feito com base em tabela de preços diferente da usada pela empresa. 

As investigações sobre a relação do bicheiro Carlinhos Cachoeira com o presidente da Delta, Fernando Cavendish, fizeram com que órgãos públicos revisassem a participação da construtora em cerca de 300 contratos firmados nos anos anteriores pelo país. A prefeitura da capital mineira deixou de emitir as faturas de pagamento das obras do BRT em nome do consórcio. Dois meses depois das denúncias do TCE e do MPE sobre irregularidades nas obras da Pedro I, a Delta deixou o consórcio. A PBH afirmou que a saída da empresa não prejudicaria o andamento das obras, previstas para ser entregues em agosto de 2013. 

ATRASOS O andamento das obras empacou nas negociações entre a prefeitura e os moradores vizinhos da via. Em 2013, os desentendimentos entre proprietários de imóveis na região e os órgãos municipais fizeram com que as disputas fossem levadas à Justiça. Quando as primeiras máquinas começaram a demolir construções no entorno da avenida, associações de moradores e comerciantes acionaram a Justiça pedindo a paralisação da obra. No ano passado, a Sudecap revisou os valores das indenizações pagas aos moradores e as intervenções retomaram. 

As desapropriações foram apontadas pelo prefeito Marcio Lacerda (PSB) como principal entrave no cronograma da obra. Em abril, ele admitiu que os prazos tiveram que ser revistos várias vezes por causa das negociações sobre os ressarcimentos dos imóveis desapropriados, mas afirmou que a obra continuaria em ritmo acelerado. “Vamos ter alguma correria no final da Pedro I, onde as obras se atrasaram devido a problemas jurídicos de desapropriação. Temos um ponto crítico na última estação da Pedro I, mas vamos trabalhar dia e noite para que tudo funcione a contento”, disse Lacerda. 

Em maio, a PBH apresentou um plano B para operar o sistema do BRT na Pedro I. Sem a entrega de todas as etapas da obra, a alternativa foi elaborar uma operação dimensionada para o número de estações que ficaram prontas. As ações nas pistas que recebem os ônibus e as estações de transferência para os usuários ficaram prontas, mas os viadutos que não foram entregues continuaram com as obras em andamento, com previsão de conclusão no segundo semestre.
Concreto sem resistência
Perito suspeita que escoras usadas na construção do viaduto tenham sido retiradas antes que o material dos pilares estivesse firme para suportar peso da estrutura

Um problema na resistência do concreto dos pilares de sustentação do Viaduto Guararapes pode ter sido a causa do desastre que matou pelo menos duas pessoas e deixou outras 22 feridas ontem, em Belo Horizonte. A suspeita do perito judicial Gerson Angelo José Campera, do Instituto Mineiro de Perícia, é de que os apoios não tenham suportado o peso da estrutura sobre a Avenida Pedro I, no Bairro São João Batista, em Venda Nova. O consultor foi acionado pelo Instituto de Criminalística da Polícia Civil  (PC) para colaborar com o laudo técnico de engenharia que apontará os motivos da queda. Enquanto não há mais esclarecimentos, o Instituto Brasileiro de Avaliações e Perícias de Engenharia de Minas Gerais (Ibape-MG) alerta para a necessidade de avaliar a situação dos demais viadutos sobre a avenida, um dos corredores do transporte rápido por ônibus (BRT/Move).


Ainda em obras, o Guararapes foi construído em “Y”, com um viaduto de 40m de comprimento e mais dois ramais de 77,5m cada. O escoramento da estrutura, que tem peso estimado em 1,8 mil toneladas, foi retirado na manhã de ontem. Logo no início da tarde, o acidente ocorreu. “Não houve deslocamento lateral, o viaduto caiu sobre si mesmo. Tudo leva a crer que o concreto não atingiu a resistência adequada para suportar o peso”, afirma Campera.

O perito vai dar assessoria à PC na produção do laudo técnico. Segundo ele, serão necessários pelo menos 10 guindastes de 160 toneladas para retirar os entulhos. O especialista explica também que o viaduto foi construído em forma de tabuleiro solto, apoiado sobre pilares que contam com estrutura de neoprene. “É um padrão muito reconhecido na engenharia. É uma grande laje armada solta e apoiada em dois pilares de cada lado”, explica.

RISCO  O Ibape-MG foi acionado pela Coordenadoria Municipal de Defesa Civil (Comdec) para ajudar a esclarecer o acidente. A preocupação agora é em relação aos outros viadutos. “É preciso estudar se as demais estruturas não correm risco de colapsar”, afirma o vice-presidente da entidade Clémenceau Chiabi. Ontem, técnicos do Ibape-MG se reuniram para tratar sobre o caso. “Podemos excluir causas relacionadas a rompimento de adutora ou outros eventos externos. Mas a avaliação vai depender de verificação mais detalhada”, diz. Segundo ele, a perícia vai rastrear se houve erro de projeto, de execução, no tipo de material usado em cada etapa da construção, entre outros pontos.

Em nota, o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Minas Gerais (Crea-Minas) lamentou as mortes e afirmou que está em fase de levantamento para apuração dos fatos e tomará providências de acordo com o que determina a a legislação.
Morte sob viaduto
Desabamento de obra na avenida Pedro I, principal rota entre o Mineirão e o aeroporto de Confins, mata uma pessoa e fere 22.
Prefeito aponta erro de projeto ou de construção.

 

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Uma pessoa morta, uma sob escombros e outras 22 feridas em meio a muita correria e desespero. Um viaduto em construção na Avenida Pedro I, caminho de milhares de trabalhadores, desabou no meio da tarde de ontem sobre um microônibus, um Uno e dois caminhões. Hanna Cristina dos Santos, de 25 anos, que dirigia o coletivo, morreu no local, mas ainda teve tempo de frear e evitar que todo o veículo fosse atingido, inclusive a própria filha, de 5 anos, segundo testemunhas. O motorista do Uno continuava debaixo do viaduto ontem à noite, e a tentativa de resgate entrou pela madrugada.

“Foi tudo muito rápido. Vi o ônibus escurecendo, o viaduto batendo e a traseira do suplementar se levantando. Bati a cabeça no teto e o braço na porta e saí desesperado, com medo de o viaduto esmagar todo o ônibus. Depois tentei ajudar o resto do pessoal”, contou o passageiro Enilson Luiz, de 36. Testemunhas também relataram  o sofrimento para socorrer as vítimas.

A queda de parte do Viaduto Guararapes, uma construção em Y, ocorreu depois da retirada de escoras da estrutura. A obra integra o sistema BRT/Move, com recursos do governo federal e execução pela prefeitura, tocada via licitação pela construtora Cowan. Em 2012, auditoria do Tribunal de Contas do Estado apontou indícios de superfaturamento de R$ 6 milhões e sobrepreço de quase 350% em alguns itens da construção.

“Houve erro, certamente. Não sabemos se é falha de projeto ou de construção”, disse o prefeito Marcio Lacerda, que decretou três dias de luto na cidade. Ele esteve no local e informou que a parte que não desabou do viaduto será demolida. A Fan Fest e o Savassi Cultural de hoje foram canceladas.

A tragédia repercutiu na imprensa internacional, porque ocorreu na principal rota entre o Mineirão e o aeroporto de Confins e a 10km da Cidade do Galo, em Vespasiano, onde está a Seleção Argentina.

ATUALIZAÇÃO: 03/07/2014, 18:00.

ABSURDO: o Brasil Urgente (Bandeirantes) acaba de dizer (lendo uma nota) que a SUDECAP foi alertada em FEVEREIRO DESTE ANO que o viaduto estava com um “desvio” de 27 cm do seu prumo. Foi lá, vistoriou e disse que NÃO HAVIA PERIGO, QUE NÃO NECESSITAVA INTERDIÇÃO DA OBRA! Por volta de 04 meses depois, cai o viaduto…

AGUARDE MAIS ATUALIZAÇÕES.

 

Vídeo mostra momento do desabamento de viaduto na Avenida Pedro I; assista

Já circula na internet as imagens do momento do desabamento de um viaduto sobre a Avenida Pedro I, na tarde desta quinta-feira, em Belo Horizonte.
O desabamento ocorreu na altura do Bairro Planalto, na Região Norte de Belo Horizonte.
Trata-se de um elevado que estava em construção próximo ao Parque Lagoa do Nado. Até o momento, foram confirmadas duas mortes e cerca de 20 pessoas feridas.

 

 

 

 

 

 

 

FONTE: Itatiaia, Estado de Minas, G1 e Youtube.


É hoje o dia… da alegria

Convidados especiais agitam o feriado prolongado em casas de shows de BH

Granfinos, Music Hall e Mercado das Borboletas oferecem atrações que prometem manter o folião animado

Para os que não gostam do Carnaval também há alternativas na Capital

Carná 2

Bloco carioca, o Sargento Pimenta toca Beatles em ritmo de samba e chega a BH com formação completa: 100 bateristas

O carnaval de Belo Horizonte, que este ano promete bombar, mobilizou também as principais casas de entretenimento da cidade. Granfinos, Music Hall e Mercado das Borboletas oferecem atrações que prometem agitar os foliões. O Granfinos, que já há algumas semana tem programação pré-carnavalesca, não vai deixar de abrir as portas e celebrar a festa mais esperada do ano.

No sábado, tem Escola de Samba Cidade Jardim, Bloco Batucajé e a DJ Fê Linz. Fundado há 50 anos, o Grêmio Recreativo e Escola de Samba Cidade Jardim (G.R.E.S. Cidade Jardim) é formado basicamente pelos moradores do Conjunto Santa Maria, que já conseguiram ultrapassar a famosa quadra e conquistar a cidade com sua bateria nota 10. Por sua vez, o estreante Bloco Batucajé propõe vibrante roda de samba, que, além de temas da autoria dos próprios integrantes (Fernando Bento, Marina Gomes, Brasilino e Juventino), cantam músicas de cancioneiros afrobrasileiros. No domingo, o Granfinos não funciona, mas na segunda tem Baile Funk, enquanto na terça-feira gorda será a vez do Bloco Saravá, com releituras e temas com influências do samba, choro, frevo, coco e baião. No entre atos do abre alas, quem comanda o som é a DJ Naroca.

A programadora do Granfinos, Regina Célia, conta que, no ano passado, a experiência de abrir a casa durante a folia foi extremamente positiva e eles resolveram repetir a dose em 2014. As atividades vão durar até o dia 8. Ela acredita que as atrações agradarão a um público diversificado. “Vamos oferecer samba, funk e frevo. A ideia é aproveitar a noite, quando os blocos não funcionam, e adotar os foliões órfãos que estiverem pela região. O espaço é opção para resgatar o carnaval de salão, típico do interior, e não deixa de ser uma continuação da festa”, acredita. Toda a programação terá, inclusive, preços populares (R$ 20).

Carná 1

Carnaval para todos os gostosO Mercado das Borboletas também está preparando muita animação para a folia. O projeto Pra tudo se acabar na quarta-feira terá todas as noites convidados da música contemporânea local, nacional e internacional caso do Funk Como Le Gusta (SP), Academia da Berlinda (PE), Dead Lovers (BH), Orquestra Voadora (RJ), PolleraPantalon (Argentina), a fanfarra francesa Les Villains Chicots, entre outros. Para além das atrações musicais, o Coletivo Mercado Mapping (projeto incubado no Mercado das Borboletas) promete show de imagens e cenografia contemporânea com videoinstalações e videomappings espalhados pelas três pistas do local. Quem for fantasiado vai pegar meia-entrada.

O Music Hall também não vai ficar de fora da festa mais esperada do ano e criou o Ensaio geral, que  nasceu com o objetivo de fortalecer as atividades carnavalescas durante o feriado na cidade. A programação conta com vários artistas, grupos musicais e blocos de carnaval como o Baianas Ozadas, Gustavo Maguá e o Alcova Libertina, que vai participar de um autêntico baile de máscaras.

Festa apimentada 
Um dos blocos cariocas mais tradicionais, o Sargento Pimenta, vai se apresentar pela primeira vez na capital mineira com sua formação completa, de 100 bateristas. A agremiação já esteve por aqui em três ocasiões, porém, em formato de show. Agora, vem todo mundo. “O diferencial da apresentação desta vez é o grupo completo. Estamos com a agenda bem cheia nesse carnaval. BH, Rio, São Paulo. Vai ser bem bacana”, assegura um dos fundadores do Sargento Pimenta, o músico Felipe Fernandes. O grupo, que ganhou esse nome em função do famoso disco dos Beatles, Sgt. Pepper’s lonely hearts club band, é conhecido por fazer o repertório do quarteto de Liverpool em ritmo de carnaval. “Quem curte Beatles vai ficar satisfeito e quem curte carnaval também. Agrada todo mundo”, frisa.

PROGRAMAÇÃO

SEXTA

>> Pra tudo se acabar na quarta-feira – Dead Lovers (BH), Baque de Mina (BH) e Les Vilains Chicots (França). Mercado das Borboletas, a partir das 22h. Ingressos: R$ 20 (meia antecipado). Quem for fantasia paga meia-entrada.
>> Carnaval@bsurda – Com a cantora e webcelebridade Inês Brasil. Espaço Centro e Quatro, a partir das 22h. Ingressos: R$ 25 de R$ 50.

SÁBADO

>> Escola de Samba Cidade Jardim, Bloco Batucajé e DJ Fê Linz, a partir das 21h. Granfinos. Ingressos: R$ 30 (inteira) e
R$ 20 (lista amiga).
>> Ensaio geral – Shows com o Bloco Baianas Ozadas, Gustavo Maguá e DJs, a partir das 21h. Music Hall. Ingressos: R$ 20
a R$ 30.
>> Bloco Sargento Pimenta com participação do Alta Fidelidade e do DJ Vitor Sobrinho, a partir das 18h. Trevo Seis Pistas. Ingressos: R$ 40. Pontos de venda: http://sympla.com.br/dobrasilsa.
>> Pra tudo se acabar na quarta-feira – Coutto Orchestra, Juliana Perigão e Orquestra Voadora (RJ), a partir das 22h. Mercado das Borboletas. Ingressos: R$ 20 (meia antecipado). Quem for fantasia paga meia.

DOMINGO

>> Pra tudo se acabar na quarta-feira – Funk Como le Gusta (SP) e Mentol (BH), a partir das 22h. Mercado das Borboletas. Ingressos: R$ 20 (meia antecipado). Quem for fantasia paga meia.

SEGUNDA

>> Baile funk de segunda – A partir das 22h. Granfinos. Ingressos: R$ 30 (masc) e R$ 20 (fem). Haverá camarote open bar.
>> Ensaio geral – Baile de Máscaras com Bloco Alcova Libertina, a partir das 21h. Music Hall. Ingressos: R$ 20 a R$ 30.
>> Pra tudo se acabar na quarta-feira, com Gustavito (BH) e Academia da Berlinda (PE),
no Mercado das Borboletas, a partir das 22h. Ingressos: R$ 20 (meia antecipado). Quem for fantasia paga meia,

TERÇA

>> Baile do Hawaí – Participação de DJ Eduardo AUM e Banda do Bororó, das 21h às 3h. PIC Pampulha. Ingressos all inclusive: R$ 120 (sócios) e R$ 150 (não-sócios).
>> Bloco Saravá de Carnaval e DJ Naroca, A partir das 21h. Granfinos. Ingressos: R$ 30 (inteira) e R$20 (comlista amiga).
>> Pra tudo se acabar na quarta-feira– Desorquestra (BH), O Terno (SP) e Pollerapantallón (Argentina), a partir das 22h. Mercado das Borboletas. Ingressos: R$ 20 (meia antecipado). Quem for fantasia paga meia.

OS ENDEREÇOS

. Espaço Centro e Quatro, Praça Rui Barbosa, 104, Centro, (31) 3222-6457.
. Granfinos, Avenida Brasil, 326, Santa Efigênia, (31) 3241-1482.
. Mercado das Borboletas, Av. Olegário Maciel, 742, Centro, (31) 3245-7411.
. Music Hall, Avenida do Contorno, 3.239, Santa Efigênia, (31) 3209-8686 e 9221-9008.
. PIC Pampulha, Rua Ilha Grande, 555, Jardim Atlântico, (31) 3516-8282.
. Trevo Seis Pistas, Alameda da Serra, 18, Nova Lima, (31) 3889-2003.

E QUEM NÃO GOSTA?!?!?!?

Programação de BH no Carnaval vai além da folia, oferecendo jazz, blues…

juarez moreira
Juarez Moreira é uma das atrações da programação de jazz e blues do CCCP
Tem mostra de filmes de Jacques Tati? Tem sim senhor. Assim como shows de jazz e de blues, no CCCP, programação especial n’A Obra, no Circuito do Rock e em Inhotim e mais uma edição do “Festival de Verão da UFMG”. Trocando em miúdos, quem for passar o feriado de Carnaval na cidade não terá só a folia como opção.
Mas, em alguns casos, é preciso correr. As inscrições para as oficinas do “Festival de Verão da UFMG”, por exemplo, terminam hoje, ao meio-dia. A oitava edição do evento começa nesta sexta-feira (28) e segue até o dia 4 de março. Neste ano, o tema “Um sonho (in)comum de verão” traz desde a curiosa “Orquestra de Garrafas”, passando por ufologia, poesia, música improvisada… e chega até à levitação.
Loucura? A melhor palavra para isso seria: diversidade. “Quisemos explorar aquilo que não é muito comum ao ambiente acadêmico”, explica a coordenadora do Festival, da Faculdade de Letras, Lúcia Castello Branco.
A professora vai mais longe ainda sobre tamanha ousadia levada para o ambiente acadêmico: “Na época de Galileu, se fôssemos fazer algo do tipo, a gente iria para a fogueira. Mas temos que trazer o que é diferente”, frisa.
Para Lúcia, existe saber até na loucura. “Pena que essas questões tenham pouco espaço no ambiente acadêmico. Deveria ser o contrário”, diz.
Neste ano, serão dez oficinas, divididas nos eixos “Ciências da Vida e Saúde”, “Ciências Exatas, da Terra e Tecnologias”, “Humanidades, Letras e Artes” e o inusitado “Projetos Especiais”. As inscrições custam R$ 20 e devem ser feitas no endereço eletrônico http://www.cursoseeventos.ufmg.br/CAE.
Vale lembrar que se as vagas oferecidas não forem totalmente preenchidas, serão disponibilizadas outras matrículas, mas, no caso, as inscrições deverão ser feitas na manhã de sábado, no Centro Cultural UFMG (av. Santos Dumont, 174), onde acontece grande parte do evento – outras atividades acontecem no Espaço do Conhecimento UFMG (Praça da Liberdade).
Mostra Jacques Tati no CentoeQuatro
O CentoeQuatro (Praça Ruy Barbosa, 104) com apoio da Cinemateca da Embaixada da França realiza a homenagem ao criador que soube aliar melancolia e felicidade, excentricidade e esperança. Desta sexta-feira (28) a 6 de março, serão exibidos, em três sessões (16h30, 18h30 e 20h30), filmes como “Meu Tio”. Ingressos a R$5 (inteira) R$2,50 (meia). http://www.centoequatro.org | facebook.com/centoequatro
Cinco dias para divertir e aprender
Nos cinco dias de atividades do “Festival de Verão da UFMG”, serão abertas 385 vagas, entre as dez oficinas e seis projetos especiais. As oportunidades são para atender aos “exilados” da folia de várias idades, portadores de necessidades especiais, professores e cientistas.
Uma cadeira, espaço vazio para acomodá-la e duas garrafinhas PET de 600ml. Este é o material para os participantes da oficina “orquestra de garrafas”, que o percussionista Antonio Panda ministra de sábado até dia 4 de março. Voltada para a sensibilização musical, a atividade é destinada para crianças de 9 a 12 anos.
“Além disso, vou usar pés e mãos. A cadeira é porque a pessoa tem que se assentar. Também uso o instrumento mais convencional de todos, que é a voz humana. A gente já nasce com ela. Se a pessoa vai desenvolver ou não é outra história. Ela pode vir a ser um Pavarotti ou pato esganiçado”, brinca Panda.
Da fama ao improviso
Aos 65 anos, Antonio Panda nasceu em São Paulo, desde os 15 toca jazz e, na juventude, foi baterista da banda “The Beatniks”, uma das mais atuantes da Jovem Guarda, e hoje, dá graças a Deus pelo fato de sua música seguir a batuta da improvisação.
“Não está dentro da música mercadológica. A gente explora todas as possibilidades sonoras do instrumento”, diz ele, que lidera o Coletivo Abaetetuba, que percorre o mundo se apresentando com base no inusitado. “Abaetetuba significa ‘encontro de gente boa’ em tupi-guarani”, explica.
Com a oficina, Panda diz que já trabalhou com autistas, pessoas com Síndrome de Down e idosos.
Mundos de lá
No eixo “Ciências Exatas, da Terra e Tecnologias”, uma das atividades será o encontro “Enigmas da Ciência e da Tecnologia UFOs, óvnis e ufologia: antes que o sonho vire pesadelo”, que acontece a partir de sábado até 4 de março, das 8h30 às 12h30. Nela, o professor Alberto Francisco do Carmo, do Distrito Federal, falará dos impasses, os obstáculos da ufologia e sobre a inteligência extraterrestre.
Na segunda-feira, às 19h, o “Mestre Bidufer” (interpretado pelo ator Edmundo Velloso Caetano), apresentará a atividade “Mirra”, conhecida como uma arte marcial para flutuar ou levitar.
Nesta sexta-feira (28), às 18h30, será aberta a exposição “Empresta-me Seus Olhos?” com um recorte da 3ª Mostra de Arte Insensata de BH, que teve como tema eixo “Tato, Trato e Retrato”. A exposição reúne desenhos, pinturas, gravuras, cerâmicas, esculturas e outros objetos integrantes de parte do acervo dos Centros de Convivência da Política de Saúde Mental do SUS/BH. Visitação de 1º a 6 de março, das 9h às 21h, no Centro Cultural UFMG.

FONTE: Estado de Minas e Hoje Em Dia.



Governo desiste de incluir dois anos extras na graduação de medicina

Ministro diz que agora proposta é aproveitar 2 anos extras como residência.
No primeiro ano, recém-formado prestaria serviço em emergência do SUS.

O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, afirmou nesta quarta-feira (31) que o governo decidiu alterar um dos pontos do programa Mais Médicos: o que previa a ampliação de seis para oito anos do período de graduação em medicina – nos dois anos extras eles teriam de prestar serviços no Sistema Único de Saúde (SUS).

De acordo com o ministro, o governo decidiu acatar a proposta de comissão de especialistas que analisa o programa. Pela proposta, os dois anos extras serão aproveitados como residência médica, que tem caráter de especialização e atualmente não é obrigatória. Com isso, os estudantes de medicina não ficariam impedidos de se formar após os seis anos de curso.

Mais Médicos Info V2 26.7 (Foto: Editoria de Arte/G1)

Se prevalecesse a proposta original do programa Mais Médicos, a formação em medicina poderia durar até dez anos: oito de graduação (obrigatórios) e dois de especialização (residência médica).

Segundo a nova proposta, os médicos recém-formados farão a especialização durante a residência médica, como atualmente, mas, no primeiro ano, a atuação será necessariamente no setor de urgência e emergência de uma unidade do SUS. No segundo ano, o recém-formado atuaria na área de especialização que escolheu.

“Isso [a proposta de que os médicos recém-formados atuem na urgência e emergência do SUS durante a especialização] dialoga com a medida provisória e criou uma unanimidade entre todos os diretores de faculdades, a Associação Brasileira de Educação Médica e a comissão de especialistas. Houve unanimidade neste entendimento, e a gente acolhe isso de forma muito positiva”, disse o ministro após reunião sobre o programa Mais Médicos com reitores de universidades federais e entidades de medicina no Ministério da Educação.

O ministro Mercadante afirmou que o governo pretende assegurar, até 2017, acesso a bolsa de residência médica para todos os estudantes formados em medicina. Segundo a assessoria do Ministério da Educação, quando as bolsas estiverem disponíveis, a residência médica passará a ser obrigatória.

De acordo com a assessoria, ainda não há uma definição sobre os casos de médicos recém-formados que optarem por fazer clínica geral e decidirem não se especializar. Não se sabe se, nessa hipótese, o recém-formado faria somente o primeiro de residência em um setor de urgência e emergência do SUS ou se teria de cumprir os dois anos.

A obrigatoriedade de prestação de serviços por dois anos no SUS era um motivos de crítica das entidades médicas ao programa Mais Médicos, do governo federal.

Medida provisória
Após negociar a alteração de parte das regras do Mais Médicos com os dirigentes das universidades, Aloizio Mercadante disse que irá levar a nova proposta ao relator da medida provisória na comissão especial que está sendo criada pelo Congresso Nacional para analisar o projeto.

Segundo o ministro, a última palavra sobre a proposta de incorporação dos novos médicos ao SUS no período da residência médica será do Congresso.

“Quem vai decidir, evidentemente, ao final do processo, é o Congresso Nacional. E vamos imediatamente abrir essa discussão no âmbito do Conselho Nacional de Educação”, afirmou.

FONTE: G1.



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