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Esquema de adulteração de cerveja é desmantelado pela PM em Sete Lagoas

Quatro foram presos pela falsificação e podem responder por crime contra a saúde pública

Um grande esquema de adulteração de cervejas foi descoberto pela Polícia Militar de Sete Lagoas, na Região Central de Minas, na noite desta terça-feira. Quatro homens foram presos em um galpão localizado no Bairro Várzea. No local, os militares encontraram quase duas mil caixas da bebida com indícios de fraude.
De acordo com o tenente Ronaldo Gonçalves, uma viatura fazia patrulhamento pelo bairro quando avistou homens carregando caixas de cerveja para dentro de um galpão com aparência de abandonado na Avenida Prefeito Alberto Moura. Os militares entram no local e encontraram vários maquinários usados pelos suspeitos para trocar os rótulos e tampas de bebidas de valor mais baixo no mercado por outros de marcas mais famosas e mais caras.Ainda de acordo com o militar, um dos quatro detidos era quem chefiava o esquema. Os demais foram contratados para ajudar nas falsificações. Segundo o PM, os suspeitos, que não têm passagens pela polícia, devem responder por crime contra a saúde pública e formação de quadrilha.
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FONTE: Estado de Minas.

Esquema de falsificação de cerveja é desmontado em Contagem

Oito foram presos durante operação da Polícia Civil. Responsáveis pelo esquema poderão responder até por crime análogo à escravidão

Brahma
Garrafas de cerveja da marca Lokal recebiam rótulos das de marca Brahma e Skol

Um esquema fraudulento de falsificação de cerveja foi descoberto nesta quarta-feira em Contagem, na Grande BH. Oito pessoas foram presas e um adolescente apreendido em um galpão localizado na Rua Dália, no Bairro Campina Verde. De acordo com a Polícia Civil, os responsáveis pelo esquema poderão responder por crimes diversos, incluindo por crime análogo à escravidão.

De acordo com o delegado da 1ª Delegacia de Contagem, Otávio Luiz de Carvalho, o grupo atuava em Contagem há aproximadamente 15 dias. “Desde que alugaram o galpão começamos a monitorar a atividade. Chamou a atenção o fato de entrar e sair caminhão durante todo dia e noite, e assim que o veículo entrava o portão era fechado”, esclarece o investigador.
Também em Sete Lagoas falsificadores foram presos, VEJA!Os policiais constataram que garrafas de cerveja da marca Lokal tinham os rótulos e tampas trocados pelas marcas Skol e Brahma, que têm valor de mercado superior. Há suspeita de que ocorresse sonegação fiscal na aquisição da bebida. Ainda não se sabe se havia, também, adulteração do produto.No galpão, dois caminhões, com cerca de 300 caixas de cervejas cada, foram apreendidos. Segundo a polícia, metade das garrafas já havia recebido os novos rótulos e tampas.

Um inquérito será instaurado para investigador a atuação da quadrilha. A polícia ainda não sabe, por exemplo, se o grupo já atuava antes de alugar o referido galpão em Contagem.

Trabalho escravo

Embora vítimas de crime análogo à escravidão, aliciados também poderão ser responsabilizados pela falsificação

Ao entrarem no galpão, os policiais identificaram que trabalhadores eram explorados ali, mantidos numa jornada de trabalho ininterrupta e abrigados sob condições desumanas. “Eles foram aliciados em outros estados, a maioria no Tocantins, e mantidos em situação análoga à escravidão”, afirma o delegado Otávio Luiz.

Embora vítimas, estes trabalhadores também poderão responder criminalmente pela atividade ilegal. “Entendemos que eles são partícipes, já que sabiam tratar-se de um esquema criminoso”, aponta o delegado. Entre os oito presos, os policiais identificaram que três deles podem ser os mentores do esquema. Todos foram levados para a delegacia para devida identificação.

O adolescente de 17 é filho de um dos homens presos. O pai contou que saiu do Tocantins com a promessa de um bom salário, mas até hoje não recebeu nenhum valor. Ele relatou que o trabalho é exaustivo, pois não tem hora para começar ou terminar. O menor atua na função de cozinheiro do grupo, que dorme sobre colchões finos no interior do galpão.

Ainda segundo o delegado, os presos poderão responder por crime contra a saúde pública, formação de quadrilha, corrupção de menor e escravidão.

FONTE: Estado de Minas.

PM prende estelionatário que adulterava rótulos de cervejas em Sete Lagoas

 

Um homem que vendia cervejas com os rótulos adulterados foi preso, nesta segunda-feira (1º), em Sete Lagoas, na região Central de Minas Gerais. Outro homem que estava na companhia do suspeito foi preso por porte ilegal de arma.

 
De acordo com os militares do 25º Batalhão, o estelionatário foi detido em sua casa, que fica no bairro Jardim Primavera, onde transformava cervejas da marca Glacial em Brahma e Skol. Segundo os policiais, o suspeito teria assumido que comprava cervejas mais baratas, trocava o rótulo e a tampinha e as vendia como se fossem de marcas renomadas. Adulteradas, a bebida era vendida a um preço superior em bares do município e cidades vizinhas.
 
Acredita-se que o suspeito comprava uma caixa de cerveja por cerca de R$ 34 e a vendia por R$ 76. Para prender o suspeito foi montado uma operação de monitoramento que durou 30 dias. Durante as investigações, os policiais descobriram que para não levantar suspeitas a cerveja era submersa em uma caixa com água até o rótulo se soltar.
 
Com a garrafa lisa, novos rótulos eram apicados. Além dos rótulos e tampinhas de outras marcas, na casa dele, foram apreendidos cerca de 260 caixas de cervejas, um revólver calibre 32, uma carabina calibre 22 e sete munições de 22 intactas e uma deflagrada.
 
A dupla foi levada à delegacia da cidade.
 
 
FONTE: Hoje Em Dia.

Empresa do grupo JBS se associa à cooperativa mineira e gestão vai ser profissionalizada com novo presidente

 

Centro de distribuição em Itaúna é uma das de unidades de trânsito dos produtos do latícinio, que tem quatro fábricas no estado e uma em Goiás (Ricardo Fonseca/Divulgação)
Centro de distribuição em Itaúna é uma das de unidades de trânsito dos produtos do latícinio, que tem quatro fábricas no estado e uma em Goiás

Há cerca de dois anos em busca de um sócio estratégico, a Itambé, um dos maiores laticínios do país, controlado pela Cooperativa Central de Produtores Rurais de Minas Gerais (CCPR), teve metade de suas ações vendidas, ontem, à Vigor Alimentos, do grupo JBS, maior frigorífico do mundo. A companhia mineira receberá um aporte de R$ 410 milhões, que, segundo comunicado distribuído pela Vigor e a CCPR, permitirá manter e ampliar o relacionamento com 8 mil produtores rurais, responsáveis pela entrega diária de 3 milhões de litros de leite às unidades da companhia, a Itambé Alimentos S. A.

Os presidentes da Itambé, Jacques Gontijo, e da Vigor, Gilberto Meirelles Xandó, estarão reunidos hoje na sede do laticínio, em Belo Horizonte, onde vão falar sobre os desdobramentos do negócio anunciado no começo da noite, depois do fechamento do mercado de ações. Pelo acordo, um novo presidente será nomeado para conduzir a empresa numa fase que terá como desafio ampliar a participação das marcas sob o guarda-chuva da Itambé, segundo o comunicado à imprensa. A conclusão da operação depende de aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

O suporte do grupo JBS permitiu que a Vigor, classificada na 10ª posição entre os maiores laticínios no Brasil, comprasse a terceira empresa do setor no país, de acordo com o ranking de 2011 da Leite Brasil e da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). Com um faturamento de R$ 2 bilhões, a Itambé mantém 3,3 mil empregados em quatro fábricas mineiras – Sete Lagoas, Guanhães, Pará de Minas e Uberlândia –, e uma em Goiás, além de 10 centros de distribuição. A Vigor, por sua vez, processou em 2011 242,3 milhões de litros de leite, recebidos de 1,3 mil produtores. Ela foi incorporada como parte da aquisição do Bertin em 2009, então maior concorrente do JBS.

“A relevância da marca Itambé nos principais centros de consumo do Brasil, aliada à excelente qualidade da bacia leiteira na qual a CCPR está inserida, nos enche de orgulho e nos dá certeza de que faremos parte de um novo momento de crescimento da companhia”, disse em nota o presidente da Vigor, Gilberto Xandó. Jacques Gontijo afirmou, também por meio do comunicado, que a sociedade “ajudará no desenvolvimento de novos produtos, adequados às preferências do consumidor brasileiro e com a qualidade pela qual somos reconhecidos”.

O aporte financeiro servirá, ainda de acordo com o comunicado, para fortalecer a estrutura de capital da Itambé, que ganha em outros campos destacados com o ingresso da Vigor: “Processos operacionais e administrativos independentes, gestão totalmente profissionalizada e acionistas experientes em toda a cadeia de produção de lácteos”. A associação representaria a retomada dos investimentos na indústria láctea de Minas, maior produtor de leite do país.

A CCPR havia anunciado no começo de 2011 a procura de um sócio no setor ou de um investidor estratégico. À época, circulavam informações de que o acionista levaria 20% a 30% do laticínio. Desde então, boatos davam conta de que a companhia faria uma tentativa de abrir seu capital (com o lançamento de uma oferta pública inicial de ações, o IPO, na sigla em inglês). No negócio com a Vigor, a empresa contou com assessoria do Bradesco BBI e do escritório Souza, Cescon, Barrieu & Flesch Advogados.

Expectativas no campo O desfecho da procura de um acionista com capital suficiente para sustentar a expansão da empresa mineira aumenta as expectativas dos produtores pelo fortalecimento da marca. “Nessa linha, somos favoráveis ao negócio, como representantes dos produtores, se essa associação representar, de fato, mais valor para os produtos da Itambé e prover a tecnologia que o capital proporciona”, afirmou o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (Faemg), Roberto Simões.

Segundo ele, além da tradição do nome do laticínio, criado em Minas 69 anos atrás, a Itambé é a única de uma era de centrais de cooperativas de produtores – envolvendo fazendeiros de São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul – que sobreviveu ao cenário adverso de falta de recursos financeiros para se profissionalizar e alcançar os níveis de modernização exigidos pelo mercado. “O agronegócio exige muito capital para movimentar a indústria e por isso precisa se fortalecer”, afirma o presidente da Faemg.

 

Análise da notícia
Tradição abre boa perspectiva

 

Marcílio de Moraes

A compra de 50% da Itambé pela Vigor promete dar novo impulso à cooperativa que é hoje uma das maiores indústrias de laticínios do país. Em busca de um sócio para se capitalizar há alguns anos, a Itambé ganha o fôlego de que precisa para continuar crescendo, enquanto a Vigor terá acesso ao mercado mineiro, um dos maiores do país. Ganham a empresa do grupo JBS e a CCPR. Esse ganho deve ocorrer respeitando a qualidade dos produtos e a tradicional vocação mineira para a produção de leite e derivados, cantada em verso e prosa. Preservar uma tradição e valorizar os produtores de leite mineiros é a perspectiva que se abre a partir de agora. A associação tem tudo para ser mais do que uma simples compra de um concorrente.

 

Memória

Raízes na bacia leiteira de Minas

As origens da Itambé são anteriores aos tempos em que o leite e o iogurte eram entregues em garrafas de vidro num estado que já mostrava a força das suas bacias leiteiras. A então Usina Central de Leite nasceu em 1944, ligada à Secretaria de Agricultura de Minas, para em menos de cinco anos se transformar na Cooperativa Central dos Produtores Rurais de Leite (CCPL), mais tarde entregue aos produtores em regime de arrendamento. Nos anos 50, a primeira transformação foi feita com o surgimento da CCPR e a inauguração da fábrica de Sete Lagoas, para produção de leite em pó, manteiga, queijos e doce de leite. A necessidade de crescimento do negócio levou à abertura de filiais em Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo na década de 60, que daria o tom de uma Itambé capaz de adquirir, nos anos 70, uma fábrica na capital federal. Em 2000 começaram os projetos de ampliação das fábricas mineiras, para produzir creme de leite em lata e UHT. A empresa passou a participar da Serlac, empresa de negócios de exportação, e lançou a linha light.

FONTE: Estado de Minas.



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