Antequam noveris, a laudando et vituperando abstine. Tutum silentium praemium.

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Junta diz que trem que descarrilou nos EUA estava a mais de 160 km

Segundo a NTSB, velocidade da composição era o dobro da permitida.
Maquinista foi ouvido pela polícia e deixou delegacia com advogado.

 

Equipes de emergência no local de descarrilamento de trem nos EUA. (Foto: Patrick Semansky / AP Photo)
Equipes de emergência no local de descarrilamento de trem nos EUA. 

Vários veículos de imprensa dos Estados Unidos identificaram nesta quarta-feira (13) o maquinista do trem que descarrilou na Filadélfia na terça (12), matando sete pessoas e ferindo mais de 200, como Brandon Bostian, de 32 anos, funcionário da companhia ferroviária Amtrak desde 2009.

As emissoras “NBC” e “CNN” relataram que Bostian deixou o hospital Einstein Medical Center, na Filadélfia, onde foi internado após se ferir no acidente, e foi levado para um Distrito Policial para ser interrogado pelos agentes.

De acordo com essas emissoras, o maquinista, que mora no bairro do Queens, em Nova York, deixou as dependências policiais acompanhado por um advogado.

Segundo a Junta Nacional de Segurança no Transporte (NTSB, na sigla em inglês), que investiga o acidente, o trem trafegava a mais de 160 km/h, o dobro da velocidade permitida em um trecho que fica antes de uma curva, antes de descarrilar.

Segundo a NTSB, Bostian ativou os freios de emergência “pouco antes” de o trem descarrilar.

As autoridades recuperaram a caixa-preta do trem, que deverá ajudar a esclarecer o que ocorreu na locomotiva antes do acidente.

Trem da Amtrack descarrila em trecho em curva e, segundo investigação, estava a mais de 160 km/h ao atravessar região. (Foto: Lucas Jackson / Reuters)
Trem da Amtrack descarrila em trecho em curva e, segundo investigação, estava a mais de 160 km/h ao atravessar região.

O prefeito da Filadélfia, Michael Nutter, disse que a velocidade da composição no momento do acidente era “no mínimo, irresponsável”.

O governador da Pensilvânia, estado em que fica a Filadélfia, Tom Wolf, também mencionou a atuação do maquinista, mas evitou julgá-lo e afirmou que é necessário “conhecer mais detalhes sobre o ocorrido”.

Sete vagões do trem da Amtrak, que fazia a rota entre Washington e Nova York, descarrilaram na localidade de Port Richmond, na Filadélfia. O trem levava 238 passageiros e cinco tripulantes. Sete pessoas morreram no acidente e mais de 200 tiveram que receber atendimento médico em hospitais próximos.

A última vítima foi encontrada na manhã desta quarta no local do descarrilamento, de acordo com o Departamento de Bombeiros da Filadélfia.

O acidente ocorreu no corredor ferroviário com maior volume de passageiros do país e evidencia as deficiências em sua infraestrutura, com muitos túneis e vias antigas, e no serviço prestado pela Amtrak.

FONTE: G1.


Mercado Central de BH comemora 85 anos neste domingo

Local recebe cerca de um um milhão e 300 mil visitantes por mês

Mercado

Com 410 lojas, mercado reúne os mais variados produtos

Um dos principais pontos turísticos de Belo Horizonte faz aniversário neste dia sete de setembro. O Mercado Central, que recebe cerca de um um milhão e 300 mil visitantes por mês, completa 85 anos.

No domingo (7) a celebração começa às 7h com uma missa. Em seguida será distribuído um bolo de 600 kg para os visitantes. A banda militar anima a festa a partir de 11h. A expectativa da direção do mercado é que cerca de 7.000 pessoas compareçam.

Para o diretor presidente do Mercado Central, José Agostinho Oliveira, o local já se consolidou como referência em turismo em Minas Gerais.

— O diferencial do mercado é o calor humano que não tem em espaço comercial nenhum. É onde o belo horizontino se sente em casa. Quando alguém recebe uma visita de fora sempre traz a pessoa aqui.

85 anos

Ainda dentro das comemorações de aniversário o local recebe a exposição Histórias e Memórias do Mercado Central que reúne objetos, fotografias e produtos que reproduzem o mercado de 1929, quando foi fundado. A exposição fica em cartaz no estacionamento, até o dia 6 de outubro, de segunda a sábado, de 9h às 17h, e aos domingos, de 9h às 13h. A entrada é gratuita.

Além disso, a Prefeitura de Belo Horizonte anunciou na última semana que irá digitalizar toda a documentação histórica do local, para que seja preservada e disponibilizada para a população.

História

Belo Horizonte tinha 31 anos, quando o então prefeito Cristiano Machado criou um lugar que centralizava os produtos voltados ao abastecimento alimentício da população, à época 47 mil habitantes. As duas grandes feiras da cidade, da Praça da Estação e a da praça da atual rodoviária, foram reunidas em um terreno de 14 mil metros quadrados, próximo à Praça Raul Soares. Assim nasceu o Mercado Central, em 7 de setembro de 1929.

O local funcionou até 1964 quando a prefeitura decidiu vender o terreno alegando impossibilidade de administrar a feira. Para impedir o fechamento do Mercado, os comerciantes do local se organizaram e compraram área e contruíram a estrutura atual, já que a condição da prefeitura era que a feira fosse fechada.

Atualmente o Mercado tem 410 dos mais diversos tipos de produtos: desde temperos que custam 60 mil por kg, lojas de móveis e salões de beleza. Diariamente, circulam no local 31 mil pessoas, entre segunda e sexta-feira. Aos sábados, o número de visitantes chega a 68 mil.

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Festa para os 85 anos do Mercado Central  de Belo Horizonte 

Atrativo reúne variedade de produtos, cores, sabores e cheiros

Projetado no centro de Belo Horizonte com o intuito de abastecer a cidade, o Mercado Central ganhou, ao longo dos anos, status de ponto turístico. Perto de completar 85 anos – a serem celebrados neste domingo –, o centro comercial é um local onde as pessoas encontram produtos típicos de Minas e vindos também de todo o mundo, além de vivenciar clima interiorano, com mais tempo para feirantes e clientes fazerem amizade.

O mercado conserva a tradição e a história da cidade, segundo Suely Mota, 50, que está à frente do Ponto do Queijo, loja especializada em queijos e outros derivados do leite, que o irmão herdou do pai. “As pessoas vêm por se sentirem mais à vontade. Elas querem tocar os produtos, estar em contato com os outros. É uma relação diferente. Ao contrário de um shopping, onde os clientes estão de passagem e vão com o intuito único de comprar, aqui, eles voltam para conversar”, conta a comerciante, entre interrupções para um habitual cumprimento aos cliente. Alguns vêm e compram um pedaço de queijo todos os dias, só para voltar”, diz.

Andar pelos corredores do mercado – que tem 400 lojas – sugere experimentar cores, sons, sabores e texturas. O local virou referência para quem procura produtos específicos, como artigos religiosos, ervas medicinais, açougue, aquários, artesanato, bebidas, condimentos, quitandas, plantas e laticínios.

Quem vive o cotidiano da capital mineira tem o mercado como um oásis. A pressa e confusão da cidade contrastam com o modo tranquilo de quem passeia pelo lugar, com olhos atentos a cada bazar. No Bar da Lora, a proprietária Eliza Fonseca já presenciou casais e amigos se conhecendo e conheceu turistas estrangeiros. Experiências que, para ela, tornaram-se grandes aprendizados.

“Faço amizades aqui. Fui madrinha de casamento de um casal que se conheceu no meu bar. Acho interessante essa multiplicidade de classes e de pessoas que passam pelo mercado todos os dias. Isso torna o meu trabalho mais divertido, e aprendo algo novo sempre”, diz.

Cachaça. A cada visita, há sempre algo novo a ser descoberto. O prédio octogenário é testemunha de histórias e causos. Na loja Cachaça de Minas, como relata a gerente Eny Borel, certa vez, um cliente levou uma garrafa de cada marca.

“Um rapaz chegou aqui extrovertido, perguntou quantas marcas tínhamos e disse que levaria todas. Encaramos a situação como brincadeira e começamos a sorrir. E, realmente, ele levou uma de cada – nove carrinhos de supermercado só de cachaça”, lembra a comerciante.

Festa vai distribuir 6.000 pedaços de bolo aos clientes

Uma grande festa está programada para nesta domingo, aniversário de 85 anos do Mercado Central. Às 7h, o bispo auxiliar da capital, dom João Justino, celebra missa na capela do local, no estacionamento.

Às 10h30, após os “parabéns”, cerca de 6.000 pedaços de bolos brownie serão distribuídos aos presentes. A típica festa de aniversário irá continuar com muita música, garantida pela banda “Universo em Desencanto”. O grupo se concentrará às 11h, na avenida Afonso Pena, no centro, e seguirá pela avenida Amazonas até chegar ao mercado.

Às 12h, clientes que participaram da promoção de aniversário concorrem ao sorteio de um carro-zero quilômetro. O vendedor do cupom sorteado vai receber três iPhones e uma moto.

Flash 1

Até 6 de outubro, a exposição “Histórias e Memórias do Mercado Central” exibe as origens do local. Objetos, fotografias e produtos estão à mostra no estacionamento, com entrada franca, no horário comercial.

Até 6 de outubro, a exposição “Histórias e Memórias do Mercado Central” exibe as origens do local. Objetos, fotografias e produtos estão à mostra no estacionamento, com entrada franca, no horário comercial.

Flash 2

A Costa Comércio e Frutas – com espécies exóticas e importadas – chama a atenção pelo simpático dono, Hermício Carvalho de Aguiar, 51. “A gente trabalha muito, ganha pouco, mas come o dia inteiro e faz amigos”, diz.

Bar da Lora

Eliza Fonseca, 45, a lora do Bar da Lora, assumiu o estabelecimento do pai após ele se aposentar. Então o local, que se chamava Lumapa Bar, adquiriu o apelido após as pessoas se referirem comumente ao local como o bar da Lora. A especialidade da casa é o jiló com fígado de boi.

Queijos e doces

Desde 1986 a Ponto do Queijo oferece derivados de leite, como queijos dos mesmos fornecedores e doce de leite mineiro. “Só aqui a gente encontra o clima de interior em plena cidade. Alguns clientes vêm aqui desde que o início da loja”, diz Suely Mota, 50, uma das gerentes do negócio familiar.

Pimentas e prosa

Silvio Martins Ferreira, 33, está há dez anos no Mercado Central. “Eu abri minha loja (com todo tipo de condimentos) aqui por causa da experiência do meu sogro. Eu gosto do que faço, do contato diário com as pessoas. E o meu trabalho proporciona isso. Tem dias que alguns clientes vêm para conversar, saber como estou e falar da vida, e não para comprar. A gente cria essas relações de amizade”, revela o comerciante.

História

O Mercado Central surgiu em 7 de setembro de 1929, quando as primeiras barracas foram montadas. Em 1964, o terreno foi comprado por comerciantes que formaram uma cooperativa. Em 1969, foi concluída a construção de um galpão coberto – uma imposição feita pela prefeitura.

ANIVERSÁRIO
É dia de festa no mercado

O passeio ao Mercado Central é obrigatório para a família Gomes Vieira, de Sabará, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Uma vez por mês, sempre aos sábados, o casal Geraldo e Antonina dá as mãos aos gêmeos Isac e Sofia, de 11 anos, e, juntos, pegam a estrada em direção ao patrimônio cultural, histórico e gastronômico que comemora hoje 85 anos. “Cumprimos um ritual com os filhos desde que eram pequenos. Almoçamos, comemos abacaxi e depois saboreamos algumas empadas. Isso é sagrado! Só então voltamos para casa”, contou ontem Antonina, técnica em patologia, ao visitar a exposição comemorativa do aniversário. O domingo começa com missa (veja programação) e terá o tradicional parabéns com distribuição de bolo.
Na mostra Histórias e memórias do Mercado Central, que vai até 6 de outubro, a família de Sabará observou a linha do tempo, com fotos e informações detalhadas, e deixou recado no espaço disponível para os visitantes. “Gosto muito dos doces daqui”, comentou Sofia, com um sorriso. Muito esperta, escreveu que o mercado é polo forte em economia e diversão. Enquanto isso, Isac aproveitava o rolo de papel para registrar a importância do comércio.
Acompanhando a movimentação nos corredores, o presidente do polo de compras, José Agostinho Oliveira Quadros, conhecido como Nem, resumiu a sua satisfação: “Não consigo enxergar Belo Horizonte sem o Mercado Central”. Comerciante há 50 anos no local, ele explicou que a história do mercado de Belo Horizonte começou, na verdade, em 1900. “Ele tem 114 anos, é quase da idade de BH. Os 85 anos se referem à instalação aqui na Avenida Augusto de Lima”, disse. 

PREFERÊNCIA Orgulhoso do espaço, José Agostinho lembrou que na Copa do Mundo passaram pelos corredores cerca de 160 mil turistas de vários países e estados brasileiros. O superintendente Luiz Carlos Braga contou que, atualmente, são 400 lojas e público diário de 31 mil pessoas, número que dobra nos sábados (68 mil). Entre os frequentadores, estão as irmãs Diva Carvalho, analista de sistemas e moradora do São Cristóvão, e Fátima Carvalho, professora, do Bairro Floresta. “O aroma do Mercado é inigualável. O lugar é ótimo para a cervejinha gelada e petiscos”, afirmou. Para Diva, nada se compara à hospitalidade.

 

 

PROGRAMAÇÃO DE HOJE

7h – Missa em ação de graças celebrada pelo bispo auxiliar da Arquidiocese de BH, 
dom João Justino

10h30 –Parabéns e 
distribuição do bolo

11h – Chegada da Banda Universo em Desencanto, com 250 integrantes desfilando pelos corredores do Mercado Central

12h – Sorteio da compra 
premiada (carro zero quilômetro e três iPhones 5S)

 

FONTE: Estado de Minas, O Tempo e R7.


Feira Hippie é cancelada neste domingo em Belo Horizonte

Avenida Afonso Pena vai receber desfile do dia da independência.

Funcionamento volta ao normal no dia 14 de setembro.

Feriado

 A Feira Hippie não será realizada neste domingo (7), na Avenida Afonso Pena, em Belo Horizonte. De acordo com a Regional Centro-Sul da prefeitura, o motivo é a realização do desfile do dia da independência.
Ainda de acordo com a administração municipal, o funcionamento da feira volta ao normal no dia 14 de setembro.

BHTrans divulga mudanças no trânsito para o Dia da Independência, no domingo

Região Central de Belo Horizonte terá várias intervenções, desvios e interdições. Algumas serão implantadas já na noite de sábado

A BHTrans divulgou as mudanças e orientações que serão implantadas na operação de trânsito e transporte coletivo para a Região Central, neste domingo, 07 de setembro, dia da independência.Em função do Desfile Cívico-Militar do Dia da Independência, a circulação de algumas vias na Região Central será alterada. As intervenções vão reservar áreas para a concentração inicial do desfile, para estacionamento de ônibus e dispersão dos participantes. Também será proibido o estacionamento em 15 pontos, a partir de 22h do sábado, além de uma reserva de área em outros quatro pontos.Outras interdições onde será permitida somente a circulação de viaturas e veículos de emergência e os consequentes devios no trânsito serão instalados para o evento. As mudanças para o embarque e desembarque de passageiros serão realizados ao longo dos desvios, com cartazes afixados no interior dos ônibus e nos pontos para informar aos usuários sobre as alterações.

Confira as intervenções na Região Central

Áreas reservadas para concentração inicial do desfile:
– Avenida Afonso Pena, entre Avenida do Contorno e Avenida Carandaí, sentido Bairro/ Centro;
– Avenida Afonso Pena, entre Avenida Brasil e Avenida Getúlio Vargas, sentido Centro/ Bairro (faixa à esquerda);
– Avenida Bernardo Monteiro, entre Avenida Brasil e Avenida Afonso Pena, neste sentido;
– Rua Aimorés, entre Avenida Brasil e Rua Rio Grande do Norte;
– Rua Rio Grande do Norte, entre Rua Aimorés e Avenida Afonso Pena;
– Avenida Carandaí, entre Avenida Afonso Pena e Avenida Brasil, nos dois sentidos.

Área reservada para estacionamento de ônibus e dispersão dos participantes:
– Rua Espírito Santo, entre Avenida Afonso Pena e Rua Caetés;
– Avenida Amazonas, entre Rua da Bahia e Rua Tupinambás;
– Rua Tupis, entre Avenida Afonso Pena e Rua São Paulo;
– Rua Rio de Janeiro, entre Rua Tamoios e Avenida Augusto de Lima;
– Rua da Bahia, entre Avenida Afonso Pena e Avenida Augusto de Lima;
– Rua Goitacazes, entre Rua da Bahia e Rua São Paulo;
– Avenida Amazonas, entre Rua São Paulo e Rua Curitiba, nesse sentido;
– Rua Tamoios, entre Avenida Amazonas e Avenida Afonso Pena.

Áreas com proibição de estacionamento (a partir das 22h de sábado, dia 6/9):
– Av. Amazonas, entre R. da Bahia e R. Espírito Santo, nos dois sentidos;
– R. Tupis, entre Av. Afonso Pena e R. São Paulo, nos dois sentidos;
– R. Tamoios, entre Av. Amazonas e R. da Bahia, no lado esquerdo da via;
– R. Carijós, entre R. da Bahia e R. Espírito Santo, nos dois sentidos;
– R. Tupinambás, entre R. da Bahia e R. Espírito Santo, nos dois sentidos;
– R. São Paulo, entre R. Goitacazes e Av. Amazonas, no lado esquerdo da via;
– R. Rio de Janeiro, entre Av. Augusto de Lima e R. Tamoios, nos dois sentidos;
– R. Espírito Santo, entre Av. Augusto de Lima e R. Caetés, nos dois sentidos;
– R. da Bahia, entre R. Tamoios e Av. Augusto de Lima, nos dois sentidos;
– R. Goitacazes, entre R. Rio de Janeiro e R. da Bahia;
– Av. Assis Chateaubriand, entre Av. dos Andradas e R. da Bahia (no sentido da via – lado esquerdo da via/ lateral do Parque Municipal);
– Av. Carandaí, entre Av. Afonso Pena e R. Rio Grande do Norte, nos dois sentidos;
– R. Aimorés, entre Av. Afonso Pena e R. Rio Grande do Norte, nos dois sentidos;
– R. Rio Grande do Norte, entre R. Aimorés e Av. Afonso Pena, nos dois sentidos;
– Av. Bernardo Monteiro, entre R. Timbiras e Av. Afonso Pena, nesse sentido – lado direito da via.
Reservas de Área (a partir das 22h de sábado, dia 6/9):
– Avenida Álvares Cabral, entre Avenida Augusto de Lima e Rua da Bahia (Praça Afonso Arinos);
– R. Goiás, entre R. Guajajaras e Av. Álvares Cabral, nos dois sentidos;
– R. Goiás, entre Av. Álvares Cabral e R. da Bahia, nos dois sentidos;
– Avenida Afonso Pena, entre Avenida Brasil e Avenida do Contorno, nesse sentido, junto ao canteiro central.

Veja também as interdições, desvios e mudanças n transporte coletivo

Interdições:
– Avenida Afonso Pena, entre a Rua Caetés e Avenida Brasil, sentido Rodoviária/ Mangabeiras;
– Avenida Afonso Pena, entre Avenida do Contorno (Praça Milton Campos) e Rua Caetés, sentido Mangabeiras/ Rodoviária;
– Avenida Carandaí, entre as avenidas Afonso Pena e Bernardo Monteiro, nos dois sentidos;
– Avenida Getúlio Vargas, entre Avenida Afonso Pena e Rua Maranhão, nos dois sentidos;
– Avenida Bernardo Monteiro, entre Avenida Brasil e Avenida Afonso Pena, nesse sentido;
– Avenida João Pinheiro, entre Rua Gonçalves Dias e Avenida Álvares Cabral, nesse sentido;
– Avenida Augusto de Lima, entre Rua da Bahia e Avenida Álvares Cabral, nesse sentido.

A pista da Avenida Afonso pena, entre Avenida Brasil e Avenida do Contorno (Praça Milton Campos, sentido Rodoviária/ Mangabeiras), estará liberada ao trânsito de veículos.

A interseção das avenidas Brasil e Afonso Pena será interditada. Será permitida apenas a circulação de viaturas e veículos de emergência.

Desvios:
– Avenida Afonso Pena, sentido Rodoviária/ Mangabeiras:
…, Viaduto B, Av. Olegário Maciel (em frente), R. Goitacazes (à dir.), Av. Bias Fortes (à esq.), PraçaRaul Soares, Av. Bias Fortes, R. da Bahia (à dir.), Av. do Contorno (à esq.), Av. Afonso Pena (à dir.), …
Avenida Afonso Pena, sentido Mangabeiras/ Rodoviária:
…, Av. Afonso Pena, Av. do Contorno (à esq.), Av. Cristóvão Colombo (à dir.), Av. Brasil (à esq.), Av. Bias Fortes (em frente), R. Santa Catarina (à dir.), R. Goitacazes (à esq.), Av. Olegário Maciel (à dir.), …
ou
…, Av. Bandeirantes, R. Estevão Pinto (à dir.), Av. do Contorno (à dir.), Av. Francisco Sales (à esq.), R Sapucaí (à dir.), Viaduto da Floresta (à esq.), Av. do Contorno (à dir.), …

– Sentido Túnel Lagoinha/ Savassi via Viaduto Oeste:
…, Av. do Contorno, R Paracatu (à esq.), Av. Augusto de Lima (à esq.), R Rio Grande do Sul (à dir.), R.Guajajaras (à esq.), Av. Bias Fortes (à dir.), Av. Cristóvão Colombo (á dir.) …
ou
…, Av. do Contorno, R Paracatu (à esq.), Av. Barbacena (à esq.), R. Araguari (à dir.), R. Rodrigues Caldas (à esq.), R. Professor Antônio Aleixo, Alameda dos Despachos, Av. Bias Fortes (à dir.), Av. Cristóvão Colombo (à dir.) …

– Sentido Praça Raul Soares/ Floresta:
…, Av. Bias Fortes, R Mato Grosso (à dir.), Av. do Contorno (à dir.), R. da Bahia (à dir.), Viaduto Santa Teresa (à esq.), …

– Sentido Centro/ Região Hospitalar:
…, Av. Bias Fortes, R. da Bahia (à dir.), Av. do Contorno (à esq.), Av. Francisco Sales (à esq.), Av. Alfredo Balena (á dir.), …
ou
…, R. Caetés, Av. dos Andradas (à dir.), Av. Francisco Sales (à dir.), Av. Bernardo Monteiro (à dir.), Av. Professor Alfredo Balena (à dir.), …

– Sentido Região Norte, Venda Nova e Pampulha/ Região Hospitalar:
…, Av. Antônio Carlos, Viaduto Leste (à esq.), Av. Contorno, Av. dos Andradas, Av. Francisco Sales (à dir.), Av. Bernardo Monteiro (à dir.), Av. Professor Alfredo Balena (à dir.), …
ou
…, Av. Antônio Carlos, Viaduto B, R. Caetés, Av. dos Andradas (à dir.), Av. Francisco Sales (à dir.), Av. Bernardo Monteiro (à dir.), Av. Professor Alfredo Balena (à dir.), …

– Sentido Região Noroeste/ Região Hospitalar:
…, Av. Pedro II, Viaduto B, Av. Olegário Maciel, R. Caetés (à dir.), Av. do Contorno (à dir.), R. Paulo de Frontim (à dir.), R. Guaranis (à dir.), R. Caetés (à esq.), Av. dos Andradas (à dir.), Av. Francisco Sales (à dir.), Av. Bernardo Monteiro (à dir.), Av. Professor Alfredo Balena (à dir.), …

– Sentido Região Nordeste e Leste/ Região Hospitalar:
…, Viaduto da Floresta, Av. dos Andradas (à esq.), Av. Francisco Sales (à dir.), Av. Bernardo Monteiro (à dir.), Av. Professor Alfredo Balena (à dir.), …

– Sentido Região Sul / Região Hospitalar:
…, Av. Nossa Senhora do Carmo (pista externa), Av. do Contorno (à dir.), Av. Francisco Sales (à esq.), Av. Professor Alfredo Balena (à esq.), …
ou
…, Av. Agulhas Negras, Av. Afonso Pena, Av. do Contorno (à dir.), Av. Francisco Sales (à esq.), Av. Professor Alfredo Balena (à esq.), …

– Sentido Região Oeste / Região Hospitalar:
…, Av. Amazonas, Av. do Contorno (à dir.), Av. Francisco Sales (à esq.), Av. Professor Alfredo Balena (à esq.) ,…
ou
…, Av. Tereza Cristina, Av. do Contorno, Av. dos Andradas, Av. Francisco Sales (à dir.), Av. Bernardo Monteiro (à dir.), Av. Professor Alfredo Balena (à dir.), …

Pontos de embarque e desembarque interditados:
– Av. Afonso Pena, entre Av. do Contorno (Praça Milton Campos) e R. Caetés (sentido Centro/ Bairro);
– Av. Afonso Pena, entre R. Caetés e Av. Brasil (sentido Centro/ Bairro);
– Av. Getúlio Vargas, entre Av. Afonso Pena e R. Maranhão (ambos os sentidos);
– Rua da Bahia, entre R. dos Guaicurus e R. dos Caetés;
– Rua da Bahia, entre R. dos Tamoios e Av. Augusto de Lima;
– Rua Espírito Santo, entre Av. Augusto de Lima e Rua dos Caetés;
– Rua Rio de Janeiro, entre Av. Augusto de Lima e Rua dos Caetés;
– Rua São Paulo, entre R. dos Tamoios e R. dos Caetés;
– R. dos Carijós, entre Av. dos Andradas e R. Curitiba;
– R. Tupinambás, entre R. Curitiba e R. da Bahia;
– R. Goiás, entre R. da Bahia e R. dos Guajajaras;
– R. dos Guajajaras, entre Av. Afonso Pena e Av. João Pinheiro;
– Av. Carandaí, entre Av. Afonso Pena e Av. Bernardo Monteiro (ambos os sentidos);
– R. dos Timbiras, entre Av. João Pinheiro e Av. Brasil
– Av. Prof. Alfredo Balena, entre Av. Carandaí e Av,. Francisco Sales (somente neste sentido);
– Av. Brasil, entre R. Rio Grande do Norte e R. Pernambuco (neste sentido);
– Av. Brasil, entre Av. Afonso Pena [permite a conversão à dir. na Av. Afonso Pena] e Av. B. Monteiro (neste sentido);
– R. Aimorés, entre Av. Afonso Pena e R. Rio Grande do Norte;
– R. Rio Grande do Norte, entre R. Aimorés e Av. Afonso Pena;
– Av. Bernardo Monteiro, entre Av. Carandaí e Av. Afondo Pena (neste sentido);
– Av. Bernardo Monteiro, entre Av. Afondo Pena e R. Bernardo Guimarães (neste sentido);
– Av. Getúlio Vargas, entre Av. do Contorno e Av. Afonso Pena (neste sentido);
– Av. Getúlio Vargas, entre Av. Afonso Pena e (neste sentido);

 

FONTE: G1 e Estado de Minas.


ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 26/06/2014, 11:00.

A Advocacia Geral do Estado conseguiu cassar a liminar que restringia a atuação da Polícia Militar durante protestos contra a Copa do Mundo. A informação foi passada pelo secretário Turismo e Esportes, Tiago Lacerda, na manhã desta quinta-feira, durante entrevista coletiva concedida no Mineirão, da qual também participa o secretário da Copa Mundo, Camilo Fraga.

Com isso, caso não ocorra nova reviravolta, a PM poderá manter a estratégia de cercar os manifestantes. Com a liminar, expedida nessa quarta-feira pelo juiz Ronaldo Claret de Moraes, os integrantes dos movimentos entenderam a tática adotada pela PM estava proibida.

No próximo sábado, dia da partida entre Brasil e Chile, no Mineirão, um novo protesto está marcado na capital. O desejo dos manifestantes era sair da Praça Sete em direção a Savassi, deslocamento que não foi permitido pela PM nos últimos protestos.

FONTE: Itatiaia.

PM manterá cerco em protesto
Decisão judicial garante direito a manifestações em BH, mas Tribunal de Justiça diz que não há restrição ao %u2018envelopamento%u2019, usado pela Polícia Militar durante os jogos do Mundial

 

A tática de manter o cerco policial e revistas em manifestações contra a Copa do Mundo em Belo Horizonte será mantida pela Polícia Militar, mesmo depois de uma decisão judicial proferida, em caráter liminar, na noite de segunda-feira. A medida atendeu a um mandado de segurança impetrado pelo Centro de Cooperação Comunitária Casa Palmares, que representa ainda outros movimentos sociais contrários à técnica de “envelopamento” feita Polícia Militar. A prática consiste no cercamento dos ativistas durante protestos em vias públicas e foi usada nos dois últimos atos na capital. A petição dos advogados era para que os cercos fossem suspensos, sob pena de pagamento de multa pelo governo do estado.


A decisão do juiz Ronaldo Claret de Moraes, do plantão de medidas urgentes do Fórum Lafayette, garante o livre direito à manifestação popular, mas não dá deferimento à suspensão do cercamento, segundo o Tribunal de Justiça de Minas Gerais informou ontem, por meio de nota.


O juiz reconheceu o direito previsto na Constituição, mas de forma pacífica. Ele permitiu que as pessoas se manifestassem desde que a Polícia Militar fosse avisada previamente.


A liminar determina ainda que “a polícia pode e deve exercer a segurança pública sem impedir tal liberdade de expressão dentro dos limites inerentes à sua atribuição de defesa social”. De acordo com a assessoria de imprensa do Fórum, a decisão não proíbe a PM de usar estratégia que achar adequadas para manter a segurança, a exemplo dos cercos policiais.
Ontem à noite, o governo estadual informou, também por meio de nota, que recebeu a notificação do Judiciário sobre a liminar. A Advocacia Geral do Estado (AGE) está examinando o teor do documento e vai definir hoje se apresenta recurso à decisão judicial.


Mesmo assim, organizadores do protesto entendem que, ao garantir a livre manifestação, o “envelopamento” não pode ser feito e já marcaram um ato para sábado, quando Brasil e Chile jogam no Mineirão.

irregularidade A PM informou que aguarda ser notificada para se manifestar oficialmente, mas uma fonte da corporação disse ao EM que nada muda em relação ao método de controle usado nas últimas manifestações. “Pelo contrário, estabelece aos manifestantes a obrigatoriedade de prestar informações prévias sobre os protestos, o que não foi obedecido nas duas ocasiões nas praças Sete e da Savassi”, disse a fonte, que lembra ainda a irregularidade do protesto ocorrido neste último local.


“Já estava sendo realizada uma reunião de pessoas no Savassi Cultural, evento que já havia sido comunicado e autorizado com antecedência pelos órgãos competentes. Os manifestantes não poderiam ter ido protestar lá”, garantiu. A corporação diz que os 13 mil militares estão de prontidão para garantir a segurança e também a realização de manifestações. 
Em 14 de junho, protesto marcado para seguir da Praça Sete, no Centro, em direção ao Mineirão, onde jogaram Colômbia e Grécia, não foi realizado porque policiais cercaram os quarteirões da praça e deixaram liberado apenas o caminho para a Praça da Estação, também no Centro. Três dias depois, a mesma estratégia foi usada pela PM para controlar um ato na praça da Savassi. No dia da abertura da Copa, antes desses protestos, vândalos mascarados caminharam até a Praça da Liberdade, onde grupos depredaram prédios públicos, imóveis particulares e bancos, e ainda destruíram uma viatura da Polícia Civil. 
Segundo Thales Nascimento, advogado dos movimentos sociais, a decisão de entrar na Justiça surgiu depois do entendimento de que a prática da PM é inconstitucional. Ele lembra que o artigo 5º da Constituição, inciso 16, garante o direto de livre manifestação, desde que de forma pacífica e com aviso prévio à autoridade competente, para que seja garantida a prioridade de uma manifestação previamente marcada.


“No caso de BH, todos os preceitos vinham sendo cumpridos no dias dos atos em 14 e 17 de junho. As autoridades públicas tinham ciência da realização do ato e não havia pessoas armadas nem uso de violência. Ainda assim, os manifestantes foram cercados e proibidos de dar continuidade ao movimento”, diz.


O advogado questiona ainda o impedimento de pessoas de fora do cerco terem acesso à parte interna, onde o grupo ficou concentrado, e reforçou que a liminar é favorável ao mandado de segurança impetrado pelo grupo. “Na decisão, o juiz não faz ressalvas ao conteúdo de nossa manifestação. É uma questão sutil e técnica, mas nossa interpretação é que o cercamento está proibido”, avalia o advogado. Ele integra um grupo de advogados dos grupos Brigadas Populares, Partido Comunista Revolucionário, Coletivo Margarida Alves e Frente Jurídica Única de Defesa dos Manifestantes contra a Copa.

Comércio quer uma ação firme da polícia

Comércio e entidades de classe se manifestaram contrários à possibilidade de que os cercos policiais sejam suspensos. O receio é de que novos atos de vandalismo ocorram em manifestações, como na abertura da Copa, quando mascarados depredaram o entorno da Praça da Liberdade. “Embora a conduta da polícia tenha sido mais rigorosa na prevenção e na repressão, não deve ser classificada como exagerada, mas como necessária”, afirma o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH), Bruno Falci. Segundo ele, manifestações pacíficas são bem-vindas. “Para o próximo jogo, nosso desejo é que BH viva uma grande festa, com muita alegria e respeito à cidade, a nós e aos visitantes”, disse.
Já o diretor-executivo da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes de Minas Gerais (Abrasel-MG), Lucas Pêgo, destaca: “Quando ocorre vandalismo, o prejuízo é do empresário, da empresa, do banco, da concessionária, que não têm nada a ver com a manifestação”.
O vice-presidente do Sindicato dos Concessionários e Distribuidores de Veículos de Minas Gerais (Sincodiv), Camilo Lucian Hudson Gomes, afirma estar preocupado caso a polícia não possa atuar com rigor. “Já tivemos de depredação no ano passado e na Praça da Liberdade agora. Se realmente a polícia for proibida de agir, fica difícil. Vamos autorizar o caos.”
Após liminar, manifestantes prometem ato
em dia de jogo da seleção

Passeata será realizada no próximo sábado, quando acontece em Belo Horizonte a partida entre Brasil e Chile pelas oitavas de final da Copa do Mundo

Após três horas de conversa, manifestantes decidiram na Assembleia Popular Horizontal, na noite desta quarta-feira (25), na praça da Estação, pela realização de uma nova manifestação contra a Copa do Mundo marcada para o próximo sábado (28). Na data escolhida, Belo Horizonte, que é uma das cidades-sede da Copa do Mundo, irá receber o jogo entre Brasil e Chile pelas oitavas de final do Mundial.

Ficou acordado que os manifestantes irão se encontrar às 10h na praça Sete, no Centro de Belo Horizonte, de onde irão sair em passeata até a Savassi, na região Centro-Sul da capital. “Acho importante retomarmos com a marcha, já que depois do último protesto em que a polícia fez um cerco os manifestantes não conseguiram sair do lugar”, declarou a advogada da Frente Única de Defesa dos Manifestantes, Isabela Corby.

Ainda de acordo com Isabela, os participantes da assembleia decidiram fazer o ato antes da partida da seleção brasileira para tentar dialogar com a população e conseguir atrair mais pessoas para o movimento.

Os 100 manifestantes que compareceram a assembleia decidiram que durante a marcha serão realizadas intervenções artísticas para chamar a atenção da população.

Impasse

Na manifestação do dia 14, a Polícia Militar (PM) adotou a estratégia de disponibilizar seis homens para cada manifestante. Assim uma espécie de “cerco” foi formado por militares na praça Sete, no coração de Belo Horizonte. Desta vez, não houve registro de conflitos. O comando da Polícia Militar da capital informou, no mesmo dia, que não restringiu o direito de ir e vir dos participantes do protesto.

Na segunda-feira (23), a Justiça expediu uma liminar que determina que a PM não impeça a realização de manifestações populares de questionamento à Copa do Mundo em Belo Horizonte. O Governo de Minas informou, por meio de nota, que irá decidir nesta quinta-feira (25) se irá ou não recorrer a liminar.

 

FONTE: Estado de Minas e O Tempo.


Em função das comemorações e desfiles de 7 de setembro (Independência do Brasil) diversas interdições acontecem hoje no trânsito de Belo Horizonte, principalmente na Avenida Afonso Pena. Confira abaixo as vias interditadas total ou parcialmente e os possíveis desvios.

De preferência, evite a área central de BH. Clique nas imagens para ampliar.

Alterações 7 Set

Faixas de tecido serão afixadas para orientação aos condutores. Agentes da Unidade Integrada de Trânsito (BHTRANS e Polícia Militar) e da Guarda Municipal irão operar o tráfego na região.

CONFIRA TAMBÉM O QUE ABRE E FECHA NA CAPITAL

Para a segurança de todos, a BHTRANS orienta os motoristas a redobrar a atenção e respeitar a sinalização implantada durante a operação.

INTERVENÇÕES NA ÁREA CENTRAL

Reservas de Área:

 

– Rua Goiás, entre Rua Guajajaras e Rua da Bahia;
– Avenida Álvares Cabral, entre Avenida Augusto de Lima e Rua da Bahia.

Áreas reservadas para concentração inicial do desfile:

 

– Avenida Afonso Pena, entre Avenida do Contorno e Avenida Carandaí, sentido Bairro/ Centro;
– Avenida Afonso Pena, entre Avenida Brasil e Avenida Getúlio Vargas, sentido Centro/ Bairro (faixa à esquerda);
– Avenida Bernardo Monteiro, entre Avenida Brasil e Avenida Afonso Pena, neste sentido;
– Rua Aimorés, entre Avenida Brasil e Rua Rio Grande do Norte;
– Rua Rio Grande do Norte, entre Rua Aimorés e Avenida Afonso Pena;
– Avenida Carandaí, entre Avenida Afonso Pena e Avenida Brasil.

Área reservada para estacionamento de ônibus e dispersão dos participantes:

– Rua Espírito Santo, entre Av. Afonso Pena e R. Caetés;
– Av. Amazonas, entre R. da Bahia e R. Tupinambás;
– R. Tupis, entre Av. Afonso Pena e R. São Paulo;
– R. Rio de Janeiro, entre R. Tamoios e Av. Augusto de Lima;
– R. da Bahia, entre Av. Afonso Pena e Av. Augusto de Lima;
– R. Goitacazes, entre R. da Bahia e R. São Paulo;
– Av. Amazonas, entre R. São Paulo e R. Curiti ba (somente neste sentido);
– R. Tamoios, entre Av. Amazonas e Av. Afonso Pena.

Áreas com proibição de estacionamento (a partir das 22h de sexta-feira, dia 6/9):

 

– Av. Amazonas entre R. da Bahia e R. Espírito Santo em ambos os lados;
– R. Tupis entre Av. Afonso Pena e R. São Paulo em ambos os lados;
– R. Tamoios entre Av. Amazonas e R. da Bahia lado esquerdo;
– R. Carijós entre R. da Bahia e R. Espírito Santo em ambos os lados;
– R. Tupinambás entre R. da Bahia e R. Espírito Santo em ambos os lados;
– R. São Paulo entre R. Goitacazes e Av. Amazonas no lado esquerdo;
– R. Rio de Janeiro entre Av. Augusto de Lima e R. Tamoios em ambos os lados;
– R. Espírito Santo entre Av. Augusto de Lima e R. Caetés em ambos os lados;
– R. da Bahia entre R. Tamoios e Av. Augusto de Lima em ambos os lados;
– R. Goitacazes entre R. Rio de Janeiro e R. da Bahia;
– Av. Assis Chateaubriand entre Av. dos Andradas e R. da Bahia (no sentido da via – Lado Esquerdo / lateral do Parque Municipal);
– R. Goiás entre R. Guajajaras e Av. Álvares Cabral em ambos os lados;
– R. Goiás entre Av. Álvares Cabral e R. da Bahia em ambos os lados;
–  Av. Álvares Cabral entre Av. Augusto de Lima e R. da Bahia – Praça Afonso Arinos em ambos os sentidos e lados;
– Av. Carandaí entre Av. Afonso Pena e R. Rio Grande do Norte em ambos os sentidos e lados;
– R. Aimorés entre Av. Afonso Pena e R. Rio Grande do Norte em ambos os lados;
– R. Rio Grande do Norte entre R. Aimorés e Av. Afonso Pena em ambos os lados;
– Av. Bernardo Monteiro entre R. Timbiras e Av. Afonso Pena (neste sentido – Lado Direito);

INTERDIÇÕES

No sábado, dia 7/9, das 6h às 13h, os seguintes trechos serão interditados:

– Avenida Afonso Pena, entre a Rua Caetés e Avenida Brasil, sentido Centro/ Bairro;
– Avenida Afonso Pena, entre Avenida do Contorno (Praça Milton Campos) e Rua Caetés (sentido Mangabeiras/ Rodoviária);
– Avenida Carandaí, entre as avenidas Afonso Pena e Bernardo Monteiro;
– Avenida Getúlio Vargas, entre Avenida Afonso Pena e Rua Maranhão;
– Avenida Bernardo Monteiro entre Avenida Brasil e Avenida Afonso Pena;
– Avenida João Pinheiro, entre Rua Gonçalves Dias e Avenida Álvares Cabral, neste sentido;
– Avenida Augusto de Lima, entre Rua da Bahia e Avenida Álvares cabral, neste sentido.

A pista da Avenida Afonso pena, entre Avenida Brasil e Avenida do Contorno (Praça Milton Campos, sentido Rodoviária/ Mangabeiras), estará liberada ao trânsito de veículos.

A interseção das avenidas Brasil e Afonso Pena será interditada. Será permitida apenas a circulação de viaturas e veículos de emergência.

Alterações 7 Set 2

FONTES: BHTrans e Estado de Minas.


Confira o que abre e fecha em BH no feriado de 7 de setembro

Abre e fecha feriado

Comércio

• Funcionamento normal

Shoppings

• Shopping Estação BH – funcionamento normal;

• Minas Shopping – funcionamento norma
• Diamond Mall – funcionamento normal;
• Shopping Cidade – Carrefour: de 8 às 22 horas, Riachuelo: de 9 às 22 horas, Praça de Alimentação: de 10 às 22 horas, e demais lojas o funcionamento é facultativo;
• Boulevard Shopping – funcionamento normal;
• Pátio Savassi – funcionamento normal;
• BH Shopping – funcionamento normal;
• Shopping Del Rey – de 10 às 22 horas, lojas e área de alimentação

VEJA TAMBÉM AS ALTERAÇÕES NO TRÂNSITO DA CAPITAL

Segurança Alimentar e Nutricional

• Mercado do Cruzeiro (Rua Ouro Fino, 452, Cruzeiro) – funciona das 7 às 13 horas;
• Central de Abastecimento Municipal (Rua Maria Pietra Machado, 125, bairro São Paulo) – funciona das 7 às 14 horas;
• Feira Coberta do Padre Eustáquio (Rua Pará de Minas, 821, Padre Eustáquio) – funciona das 7 às 13 horas;
• Sacolões ABasteCer – funcionamento normal;
• Feiras Livres – aberto das 7 às 13 horas;
• Feiras Modelo – fechadas;
• Feira de Orgânicos – funcionamento facultativo;
• Banco de Alimentos (Rua Tuiutí, 888, bairro Padre Eustáquio) – não funciona;
• Armazém da Roça (Rodoviária, 2º Piso e loja CAM) – não abre;
• Direto da Roça – funcionamento facultativo;
• Mercado da Lagoinha (Avenida Antônio Carlos, 821, São Cristóvão) – fechado;
• Restaurantes Populares I, III e IV – fechados;
• Refeitório Popular da Câmara Municipal (Avenida dos Andradas, 3.100, Santa Efigênia) – não abre.

Museus

• Museu de Arte da Pampulha (Av. Otacílio Negrão de Lima, 16.585, Pampulha) – aberto das 9 às 19 horas;
• Museu Histórico Abílio Barreto (Av. Prudente de Morais, 202, Cidade Jardim) – Aaberto das 10 às 17 horas;
• Casa do Baile (Av. Otacílio Negrão de Lima, 751, Pampulha) – Funciona das 9 às 18 horas;
• Centro de Referência da Moda (CRModa) (Rua da Bahia, 1.149, Centro) – fechado;
• Arquivo Público da Cidade (Rua Itambé, 227, Floresta) – não abrirá .

Parques e Zoológico

• Parque Municipal – abre 6 às 18 horas. Os demais parques funcionam das 8 às 18 horas;

• Mirante do bairro Mangabeiras (Rua Pedro José Pardo, 1.000, bairro Mangabeiras) – funcionamento normal, das 10 às 22 horas;
• O Jardim Zoológico e o Jardim Botânico (Av. Otacílio Negrão de Lima, 8.000, Pampulha) funcionam sábado, das 8h30 às 16 horas. O Aquário da Bacia São Francisco abre das 9 às 16 horas;
• O Parque Ecológico da Pampulha (Av. Otacílio Negrão de Lima, 6.061, Pampulha) estará aberto ao público em geral e irá funcionar sábado, dia 7, das 8h30 às 17 horas.

Defesa Civil

• O plantão da Defesa Civil funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana, inclusive com plantão aos domingos e feriados. O contato pode ser feito por meio do telefone 199.

Limpeza urbana
• Serão executados plantões de varrição nas áreas Central, Savassi e Hospitalar. Haverá funcionamento normal do serviço de coleta hospitalar. Não serão executados os serviços de coleta domiciliar, seletiva e varrição.

Transporte

• As linhas do sistema de transporte coletivo gerenciado pela BHTrans vão operar sábado, dia 7, com o quadro de horário de domingos e feriados.

Saúde

As Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), o Hospital Municipal Odilon Behrens, a Central de Internação e o Samu funcionam normalmente sábado, dia 7. Os Cersams funcionam conforme escala mínima no horário diurno e com equipe completa no plantão noturno. O Serviço de Urgência Psiquiátrica Noturno funciona normalmente.

Postos de informações turísticas

• Aeroporto Internacional Tancredo Neves – Confins (Rodovia MG 10, Confins) – aberto das 8 às 18 horas;

• Centro de Referência Turística Álvaro Hardy – Veveco (Av. Otacílio Negrão de Lima, 855, São Luiz) – funciona das 8 às 17 horas;
• Aeroporto da Pampulha (Praça Bagatelle, 204, Pampulha) – funciona das 8 às 16 horas;
• Belotur (Rua Pernambuco, 282, Funcionários) – fechado;
• BH Resolve – fechado;
• Mercado Central (Av. Augusto de Lima, 744, Centro) – Aberto das 8h às 13h.
• Mercado das Flores / Parque Municipal (Av. Afonso Pena, 1.055, Centro) – aberto das 8 às 15 horas;
• Rodoviária (Praça Rio Branco, Centro) – abre das 8 às 18 horas.

FONTE: Hoje Em Dia.


Galo forte vencedor

Libertadores

Tinha de ser sofrido. Com muitas doses de drama e mais de duas horas de emoção, o Atlético conquistou nas primeiras horas de hoje o maior título da sua história: o da Copa Libertadores de 2013, ao vencer o Olimpia por 4 a 3 nos pênaltis, depois de devolver no tempo regulamentar o placar de 2 a 0 da derrota em Assunção e de 0 a 0 na prorrogação. Os gols do alívio só saíram no segundo tempo, com Jô (artilheiro da competição) a 1min e Leonardo Silva aos 42min. Nos pênaltis, o Galo converteu suas quatro cobranças, enquanto Victor defendeu a primeira dos paraguaios e viu a quarta carimbar o alto da trave. Fim da longa espera e início de uma madrugada que Belo Horizonte e inúmeras cidades mineiras não esquecerão tão cedo.
“Campeão da América!” Preso na garganta havia mais de 40 anos, o grito atleticano enfim tomou conta do Mineirão: quase 60 mil pessoas testemunharam a conquista inédita da Libertadores. Mas não seria uma façanha do Galo se não fosse dramática, sofrida, de testar corações e nervos. No início e no fim do segundo tempo, os gols de Jô e Leonardo Silva fizeram a massa delirar, mas a vitória por 2 a 0 no Olimpia não era o suficiente. O Galo precisava de mais: sem gols na prorrogação, teve que decidir nos pênaltis. E quando São Victor, com as asas de pássaro da célebre oração de Roberto Drummond, defendeu a primeira cobrança, estava aberto o caminho do desafogo, que calou os paraguaios e incendiou BH. Agora, o time de Cuca segue rumo ao Mundial Interclubes, em dezembro, no Marrocos, em busca do título de melhor do planeta. Enquanto isso, o torcedor festeja a realização do sonho. Sim, atleticano, você pode gritar. O seu grito não é apenas uma comemoração: é um grito de libertação.
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FONTE: Estado de Minas.

Dia Nacional de Lutas tem atos pacíficos em Belo Horizonte
Segundo PM, cerca de 7 mil participaram de passeata na capital.
Metrô parou totalmente; 3 estações BHBus chegaram a ficar fechadas.

O Dia Nacional de Lutas mobilizou centrais sindicais, movimentos sociais e estudantis em Belo Horizonte nesta quinta-feira (11). Os atos foram pacíficos, começaram pela manhã e seguiram por todo o dia. O metrô não funcionou em Belo Horizonte e na Região Metropolitana. O serviço de ônibus foi afetado pela manhã, pois três estações BHBus ficaram totalmente fechadas. Cerca de sete mil pessoas participaram de uma passeata que percorreu diversos pontos da cidade, segundo a Polícia Militar (PM).

Integrantes de ato também protestaram em frente à Prefeitura de Belo Horizonte (Foto: Sara Antunes/G1)
Integrantes de ato também protestaram em frente à Prefeitura de Belo Horizonte

A concentração para a manifestação foi na Praça Sete, no Centro da capital mineira. Pela manhã, os manifestantes começaram a se reunir no local. No início da tarde, eles saíram em passeata até a Prefeitura, na Avenida Afonso Pena, onde pediram uma reunião com o prefeito Marcio Lacerda. O objetivo desse encontro é apresentar para o chefe do Executivo uma pauta de reivindicações das classes trabalhadora e estudantil.

Depois de passar pela Prefeitura, a passeata seguiu para a região da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), no bairro Santo Agostinho, na Região Centro-Sul, onde também passou pelo Banco Central e pela Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig).

Lideranças sindicais se reuniram pela manhã com o presidente da Casa, deputado Dinis Pinheiro (PSDB), e entregaram um ofício com reivindicações regionais. O grupo reforçou a pauta nacional, que pede aumento geral dos salários e redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais. De acordo com a ALMG, o presidente se comprometeu a identificar e analisar projetos em tramitação que tratam das demandas apresentadas.

Dentre outras reivindicações, o movimento pedia o fim das Parcerias Público Privadas (PPPs); a valorização de aposentadorias; 10% do PIB para educação; 10% do orçamento da União para saúde; passe-livre; transporte de qualidade; reforma agrária e democratização de meios de comunicação.

Na capital mineira, faixa levada por manifestantes pede reforma do Executivo, Legislativo e Judiciário (Foto: Pedro Ângelo/G1)
Na capital mineira, faixa levada por manifestantes pede reforma do Executivo, Legislativo e Judiciário

O ato passou também pelo Elevado Castelo Branco – que liga o Centro à Região Noroeste –, onde os manifestantes reivindicaram a troca de nome do local, que faz referência a um dos presidentes do Brasil no período da ditadura militar. O novo nome sugerido foi de Viaduto Helena Grecco. Ela foi vereadora pelo PT por dois mandatos em Belo Horizonte e morreu em 2011.

Parte dos manifestantes, convocados pelas centrais, terminaram o evento na porta TV Globo Minas, onde lideranças fizeram discursos e puxaram palavras de ordem contra a emissora. Depois de cerca de uma hora se dispersaram, sem tumultos.

Metrô e trem de passageiros
As estações de metrô ficaram fechadas durante todo o dia em Belo Horizonte e na Região Metropolitana. Os trabalhadores descumpriram uma liminar favorável a Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) que determinava o serviço em escala mínima, com 50% do serviço funcionando em horários de pico.

A assessoria do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) informou que o Sindicato dos Metroviários de Minas Gerais (Sindmetro) deverá pagar R$ 50 mil por descumprimento de escala mínima em Belo Horizonte. A multa inicial era de R$ 5 mil, mas, após um recurso da CBTU, o valor foi aumentado. De acordo com a assessoria do Sindmetro, o setor jurídico da entidade tomará as medidas cabíveis.

O trem de passageiros entre Belo Horizonte e Vitória (ES) também não funcionou. A Vale, empresa que administra a linha, informou que a medida teve como objetivo garantir a segurança dos passageiros. Segundo a empresa, passagens compradas para esta quinta-feira (11) podem ser trocadas ou reembolsadas dentro de um prazo de 30 dias.

Ônibus
Três estações BHBus ficaram fechadas em parte desta quinta-feira (11): Barreiro, Diamante e Venda Nova.   No fim da manhã e início da tarde, os serviços foram restabelecidos.  De acordo com a Empresa de Transportes e Trânsito de Belo Horizonte (BHTrans), 73 linhas deixaram de operar e 194 mil usuários das estações Barreiro, Diamante, Venda Nova e São Gabriel foram afetados.

Já na estação de integração com o metrô São Gabriel, uma linha foi afetada, segundo a BHTrans. As demais linhas de ônibus da cidade circularam normalmente, conforme a empresa.

Escolas
A Secretaria Estadual de Educação informou que, das 3.686 escolas estaduais de Minas Gerais, 2,5% foram afetadas pelas mobilizações. Destas, dez escolas – o que corresponde a 0,27% – pararam completamente. Outras 83 (2,24%) funcionaram parcialmente.

FONTE: G1.


Metrô não vai circular nesta quinta em Belo Horizonte, diz sindicato
De acordo com entidade, haverá paralisação entre 5h e 23h.
Ruas da região central também podem ser fechadas em dia de protestos.
Metrô não vai circurlar em Belo Horizonte, informou sindicato (Foto: Reprodução/TV Globo)
Metrô não vai circular em Belo Horizonte,
informou sindicato

Os trens do metrô não vão circular durante o Dia Nacional de Lutas e Paralisações, em Belo Horizonte, de acordo com a assessoria do Sindicato dos Metroviários de Minas Gerais (Sindmetro). Em assembleia realizada na noite desta quarta-feira (10), foi decidido a realização de paralisação total entre as 5h e as 23h desta quinta-feira (11). Ainda de acordo com a entidade, o serviço estendido por causa da partida do Atlético-MG pela Libertadores, nesta quarta-feira, está mantido.

A decisão foi anunciada depois de a Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) ter  entrado com uma medida cautelar na Justiça, que deferiu o cumprimento de escala mínima para o metrô da capital. O sindicato alega, entretanto, que não há tempo hábil para que se monte este esquema de trabalho.

Usuários de ônibus também podem ser afetados no dia de protestos. O Sindicato dos Trabalhadores  em Transporte Rodoviário de Belo Horizonte informou que vai participar da paralisação, mas adiantou que os motoristas que quiserem circular nesta quinta não serão impedidos, assim como não serão montados piquetes.

As manifestações podem alterar o trânsito em ruas e avenidas da região central da capital mineira. De acordo com a Empresa de Transportes e Trânsito de Belo Horizonte (BHTrans), um esquema especial vai ser montado. Agentes de trânsito, policiais militares e guardas municipais foram destacados para acompanhar os deslocamentos e garantir a segurança dos manifestantes. O trânsito será interditado à medida que a passeata avance.

Na cidade, os atos foram convocados por sete centrais sindicais e pela Assembleia Popular Horizontal, movimento que ocupou a Câmara Municipal durante mais de uma semana. A concentração dos protestos deve ocorrer ao longo do dia na Praça Sete, a partir das 8h. Serviços como atendimento de saúde, em agências bancárias e  aulas também podem ser afetados, de acordo com informações de sindicatos.

Saúde
O Sindicato Único dos Trabalhadores da Saúde de Minas Gerais (Sind-Saúde/MG) informou que os serviços da rede estadual, que inclui a Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig), funcionarão com escala mínima de 50% nesta quinta-feira. Já de acordo com o Sindicato dos Servidores Públicos de Belo Horizonte (Sindibel), os serviços municipais de saúde, como as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), não devem ser afetados. O Sindicato dos Médicos de Minas Gerais (Sinmed) afirmou que não convocou os filiados para participar dos atos.

Educação
Na educação, há indicativo de paralisação em instituições federais, estaduais, municipais e particulares, de todos os níveis de ensino. O Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE) fez convocação para paralisação total das atividades, assim como o Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Rede Pública Municipal de Belo Horizonte (Sindrede-BH) e o Sindicato dos Professores do Estado de Minas Gerais (Sinpro). As secretarias Municipal e de Estado de Educação dizem que as aulas estão mantidas.

Entre as instituições públicas de ensino superior, houve convocação para adesão ao movimento tanto na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) quanto no Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (Cefet-MG).

Bancos
Os bancos da capital também poderão ser afetados. Segundo o Sindicato dos Bancários de BH e Região, a expectativa é de grande adesão. O Sindicato dos Vigilantes de Minas Gerais também promete paralisações, especialmente nas agências da região central.

 

MANIFESTAÇÃO

Metrô para, trânsito deve ser caótico, mas não haverá aula

Greve geral marcada para hoje tem adesão de várias categorias, inclusive de professores

As manifestações para o Dia Nacional de Luta, que acontecem hoje em todo o país, irão parar vários setores e atingir milhares de pessoas em Belo Horizonte e região metropolitana. O ato geral está marcado pelas centrais sindicais, entidades estudantis e movimentos sociais no centro da capital, com concentração a partir de 8h30.
Mas já desde as 5h o metrô da cidade não deve funcionar normalmente, após decisão tomada pelos metroviários em assembleia ontem no sindicato da categoria (Sindimetro-MG).

A Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) chegou a conseguir uma liminar obrigando a garantia de escala mínima de 50% dos trens nos horários de pico (5h20 às 9h e 17h às 20h), sob pena de multa diária de R$ 5.000. Mesmo assim, até o fechamento desta edição, o posicionamento do sindicato, já notificado, era de não acatar a decisão, por “não ter tempo hábil para fazer a escala”.

Os ônibus da capital e da região metropolitana devem circular normalmente, mesmo com as atividades anunciadas pelo sindicato da categoria, como panfletagem e adesão ao protesto da praça Sete. Mesmo assim, deve haver impacto no trânsito, uma vez que há manifestações e passeatas previstas para diversos pontos da cidade, e em diferentes horários. “É possível que o movimento feche corredores de ônibus na capital. Aliás, muitas ações devem ser definidas durante o dia”, disse o presidente da Força Sindical em Minas Gerais, Luiz Carlos Miranda.

Ele ressalta que 150 sindicatos de Minas filiados à Força devem participar de manifestações em várias cidades do Estado. Além de bancários, metalúrgicos e eletricitários, entre outros, instituições de ensino da rede pública municipal e estadual também não irão funcionar na capital. E professores de escolas particulares cogitam parar não só hoje, mas estudam uma greve em agosto. “Iremos participar da concentração às 9h na praça Sete, mais tarde, às 15h, haverá assembleia, que pode resultar em greve”, diz o presidente do Sindicato dos Professores de Minas Gerais (Sinpro-MG), Gilson Reis.

Metalúrgicos. Na madrugada também estão previstas manifestações em 20 indústrias pelos metalúrgicos do Sindicato de Belo Horizonte e Contagem, que contempla ainda Sarzedo, Ibirité, Rio Acima, Nova Lima, Raposos e Ribeirão das Neves.

A presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT-MG), Beatriz Cerqueira, disse que estava programada paralisação na Regap, em Betim, a partir da 0h de hoje. Ela ressalta que as manifestações não são exclusivas da capital. “Vamos ocupar a Codevasf (Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba), em Montes Claros.” Segundo ela, o comércio pode funcionar parcialmente hoje. “Mas a intenção é de paralisação por 24 horas.”
Rodovias serão bloqueadas

Os protestos também devem interferir nas rodovias. Segundo o presidente da Força Sindical em Minas, Luiz Carlos Miranda, a BR–381 será fechada nos dois sentidos em Ipatinga, a partir das 5h30, por ao menos três horas, para impedir a entrada de funcionários da Usiminas. “Em Uberlândia, devemos parar próximo do rodoanel”, diz ele.

As seis centrais sindicais também devem ter encontros com líderes do executivo e legislativo. A presidente da CUT-MG, Beatriz Cerqueira, disse que elas se reúnem às 8h30 com o presidente da Assembleia, deputado Dinis Pinheiro (PSDB), e às 11h30 com o governador Antonio Anastasia – embora o encontro não constasse na agenda do governador.

FONTE: G1 e O Tempo.


Ônibus circularão normalmente na capital durante a greve geral desta quinta-feira

Outras categorias, no entanto, vão aderir à paralisação em Belo Horizonte

greve

Diversos sindicatos decidirão ao longo desta quarta-feira se as categorias que representam irão parar as atividades durante a greve geral do país, marcada para esta quinta. Em Belo Horizonte, os metroviários realizam uma assembleia às 17h para debater o tema. No entanto, eles já distribuem folhetos anunciando a paralisação.

Os rodoviários, por sua vez, já anunciou que os coletivos rodarão normalmente na capital. O presidente do sindicato, Ronaldo Batista, explicou como será a participação da categoria no dia da greve. “Em primeiro lugar, fecharemos o sindicato para funcionários e diretores aderirem ao movimento. Depois, soltaremos um material convocando os trabalhadores para participar voluntariamente do movimento. Ou seja, se reunirem às 7h na Praça Sete”, explicou Ronaldo.

Segundo o líder sindical, os rodoviários optaram pela não paralisação justamente para proporcionarem transporte aos trabalhadores que quiserem aderir ao movimento. “Não seria uma greve geral se os rodoviários parassem. Isso iria inviabilizar que outras categorias se manifestassem. Como o camarada que mora em Santa Luzia, por exemplo, chegaria ao Centro para se manifestar?”, argumentou.

Saúde pública e educação

Na área da saúde pública, de acordo com os sindicatos, será mantida a escala mínima de trabalho e apenas os casos de urgência e emergência serão atendidos.

Professores das redes públicas, estadual e municipal, também devem aderir à paralisação. Na rede particular, algumas escolas optaram, por motivo de segurança, dispensar os alunos.

Já as agências bancárias localizadas no Centro de Belo Horizonte estarão com as portas fechadas.

Veja mais AQUI!

FONTE: Itatiaia.


SIM… O povo deu o recado. Protestou, gritou e obrigou os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário a tomarem decisões sobre temas que se arrastavam havia anos. Em 6 de junho, jovens em defesa do passe livre começaram a tomar as ruas de São Paulo e, sete dias depois, o movimento chamou a atenção de todo o país e se multiplicou.

Brasil nas ruas

Desde então, houve conquistas como redução dos preços de passagens de ônibus, derrubada da PEC 37, que tiraria o poder de investigação do Ministério Público, e destinação de 75% dos royalties do petróleo para a educação e de 25% para a saúde. Parada há duas décadas no Congresso, a reforma política agora está na ordem do dia. Corrupção virou crime hediondo. E pela primeira vez um deputado em exercício foi preso, condenado por desvio de dinheiro público.

MAS… A população e o país estão pagando um preço alto demais. Infiltrados nos protestos, vândalos já causaram prejuízo acima de R$ 6 milhões ao patrimônio público. Muitos deles são seguidores do Black Bloc, que se movem por ideais anarquistas e destroem tudo por onde passam.

Entre empresários e comerciantes que tiveram lojas saqueadas e depredadas, as perdas ainda são calculadas, enquanto decidem se continuam nos endereços depredados por criminosos. Na escalada dos protestos, seis pessoas já morreram, uma delas em Belo Horizonte: o jovem Douglas de Oliveira Souza, de 21 anos.

E AGORA? É hora de redobrar a vigilância com as decisões do Congresso

Será o último capítulo? Rio deve ser o cenário hoje do maior ato desde o início dos protestos. Objetivo é chegar ao Maracanã, palco de decisão

Na Praia de Copacabana, até Carlos Drummond de Andrade ganhou a máscara dos protestos: manifestantes prometem marcha pacífica para hoje</p><br />
<p> (YASUYOSHI CHIBA/AFP)
Na Praia de Copacabana, até Carlos Drummond de Andrade ganhou a máscara dos protestos: manifestantes prometem marcha pacífica para hoje

Os protestos que tomaram conta do país devem ter o maior ato hoje, quando a atenção de todo o mundo estará voltada para o Rio de Janeiro, onde as seleções Brasileira e Espanhola se enfrentam, às 19h, no Maracanã, na decisão da Copa das Confederações. A pergunta agora é se esse será o último capítulo de uma série de manifestações que começou há três semanas e levou pelo menos 1 milhão de brasileiros às ruas, segundo dados da Polícia Militar em 75 cidades. Desde o dia 6 foram 500 protestos nas capitais e em mais de 400 cidades de todos os portes e de todas as regiões. Desde Belém, no Pará, até Santana do Livramento, na fronteira com o Uruguai.

O mote do transporte público foi a mais popular das bandeiras levantadas pelos manifestantes. Mas os protestos também ganharam conotações regionais, especialmente nas cidades menores. Picos (PI), por exemplo, atraiu a população contra os pistoleiros. Coxim (MS) protestou contra os buracos nas ruas e pediu a saída do secretário de Obras. Na capital fluminense estão entre as reivindicações a anulação da privatização do Complexo do Maracanã e o fim das remoções de comunidades em nome da Copa e dos Jogos Olímpicos de 2016.

A manifestação esperada para hoje, no Rio, deve sair às 10h da Praça Saens Peña, na Tijuca, Zona Norte, rumo ao palco da final. O horário foi divulgado na sexta-feira pelo Comitê Popular da Copa e das Olimpíadas do Rio, um dos grupos que preparam os protestos e reúne movimentos sociais, organizações não governamentais e sindicatos. O comitê orienta que os manifestantes não enfrentem os policiais militares mesmo se houver barreiras impedindo a chegada ao estádio. O grupo informou que o ato não tem hora para encerrar e não soube estimar o número de pessoas que deve participar da passeata. A Polícia Militar solicitou que diversas entidades acompanhem o policiamento para evitar excessos.

Em entrevista coletiva na sexta-feira, ao lado do presidente da Fifa, Joseph Blatter, o ministro do Esporte, Aldo Rebelo, ressaltou acreditar que as manifestações poderão ser pacíficas. “Nós todos esperamos que as manifestações sejam pacíficas, embora isso nem sempre aconteça. Não creio que as manifestações tenham como objetivo impedir ou tumultuar os jogos. Às vezes marcam em um dia de jogo para dar mais protagonismo e visibilidade às reivindicações, mas não com o objetivo de impedir a realização dos eventos”, disse Rebelo.

CONVITE O comandante da PM fluminense, coronel Erir Ribeiro Costa Filho, enviou na manhã de ontem um convite oficial ao Ministério Público Federal e Estadual, à Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e à Defensoria Pública para que participem do cordão de isolamento que policiais do Batalhão de Choque farão no entorno do Maracanã. O coronel informou que a PM vai oferecer aos representantes das entidades equipamentos de proteção individual caso seja necessário.

A medida foi tomada depois que o Ministério Público Federal (MPF) enviou ao comando da PM, por meio de ofício, recomendações para que não se utilizem armamentos de baixa letalidade. O MPF pede que seja respeitado o “exercício pacífico de livre manifestação de reunião, pensamento e expressão, instrumentos essenciais ao exercício da democracia”. Cópias da recomendação foram encaminhadas para os secretários nacional e estadual de Segurança Pública, para o Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana e para a Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC).

O MPF recomenda, ainda, que não sejam usadas, em hipótese alguma, armas de baixa letalidade que não estejam em absoluta consonância com os padrões legais, normativos e operacionais, em especial bombas de gás lacrimogêneo com concentração de produto químico superior aos limites permitidos. Não devem ser usados também armamentos recém-adquiridos, como o canhão sônico ou o canhão d’água, caso tais equipamentos não tenham sido ainda objeto no país de testes, treinamentos, fiscalização e aprovação por autoridade competente.

FONTE: Estado de Minas.


Como será amanhã? IMPREVISÍVEL

Votação pública decidirá se passeata seguirá até o Mineirão no dia do jogo do Brasil. PM reforça efetivo e manterá bloqueios

na dúvida, comerciantes que já foram vítimas de vandalismo protegem o que restou dos vidros das fachadas, temendo nova onda de violência (Beto magalhães/EM/D.a Press)
Na dúvida, comerciantes que já foram vítimas de vandalismo protegem o que restou dos vidros das fachadas, temendo nova onda de violência

Diante do tumulto na manifestação que reuniu mais de 60 mil pessoas no entorno do Mineirão, no sábado, e do prenúncio das autoridades de segurança, que consideram inevitável novo confronto amanhã, a dúvida dos manifestantes é seguir ou não até o estádio onde ocorre o jogo da Seleção Brasileira, com intuito de dar visibilidade às reivindicações.

A repressão policial e os atos de vandalismo, dizem integrantes do movimento, enfraquecem e criminalizam a manifestação, desestimulando a participação popular. Por seu lado, a Polícia Militar nega excessos e afirma que agiu com rigor para manter a ordem. Em reunião ontem, o comando iniciou planejamento para evitar mais quebra-quebra em Belo Horizonte, identificando e prendendo os vândalos. Nesse jogo de resultado imprevisível, o que

já se sabe é que, a partir do meio-dia de amanhã, a decisão será tomada na Praça Sete, com o trajeto da manifestação sendo escolhido pela maioria. Colaboradores do movimento acreditam que a caminhada pacífica deve seguir até o palco da semifinal entre Brasil e Uruguai, mas, nas redes sociais, muitos discutem se o melhor mesmo é chegar até lá, sugerindo opções como fechar vias de acesso ao campo e até a outros destinos, como a Cidade Administrativa, a Assembleia Legislativa, a prefeitura e a Câmara Municipal.

A Comissão de Prevenção à Violência em Manifestações Populares também se reuniu ontem no Ministério Público e decidiu encaminhar ao governo estadual documento pedindo que haja garantias sobre a segurança dos manifestantes. Do contrário, sugerem participantes de movimentos que integram a comissão, a partida entre o Brasil e o Uruguai deve ser suspensa.

“O movimento está preocupado com a segurança dos ativistas e a função da comissão é manter o diálogo. Faremos o encaminhamento de sugestões às autoridades estaduais e municipais, como manter a iluminação pública na Avenida Antônio Carlos e as câmeras do Olho Vivo ligadas”, afirma o promotor de Direitos Humanos Fábio Reis de Nazareth.

O movimento quer um encontro com o governador Antonio Anastasia e o prefeito Marcio Lacerda, para apresentar as pautas,  que abordam 10 temas, entre eles saúde, educação e transporte, inclusive com a revogação do aumento da passagem de ônibus, que voltaria a custar R$ 2,65. Outro pedido diz respeito à presença de pessoal e equipamentos do Corpo de Bombeiros e da saúde suficientes para atender eventuais feridos durante atos de protesto.

De acordo com o vice-presidente da União Brasileira de Estudantes Secundaristas (Ubes), Gladison Reis, a convocação continua. “Muita gente tem intenção de ir ao Mineirão e queremos que nosso direito seja respeitado”, diz ele, defendendo apoio do time brasileiro. “Vamos pedir que os jogadores não entrem em campo, se a gente não tiver segurança nos protestos.”

Com mais de 83 mil apoiadores no Facebook, a página “BH nas ruas” sugeriu uma votação sobre para onde deveria seguir a manifestação no dia do jogo. Até o fechamento desta edição, 185 pessoas haviam escolhido fechar acessos do Mineirão, 36 optaram por seguir diretamente para o estádio e somente 18 sugeriram desviar a passeata para outros rumos. Pelo menos 10 destinos alternativos foram sugeridos pelos adeptos do Facebook, sendo os mais votados a Cidade Administrativa, Assembleia Legislativa e Prefeitura de Belo Horizonte.

A votação por múltipla escolha destoava do tom dos comentários postados no Facebook, que são assinados pelos responsáveis. Dezoito sugeriam destinos alternativos ao Mineirão, enquanto oito que mostravam a cara na internet e se diziam favoráveis a permanecer nas imediações do estádio. “Já basta o confronto de sábado, né, galera?”, dizia uma estudante. Fazia coro a aluna R. S., para quem ir ao estádio é arcar com o ônus da confusão. “Dá margem para baderneiros agirem e o movimento se enfraquecer.” Já o publicitário F.D. reforçava a necessidade de a “manifestação se manter distante do campo para fugir da guerra direta”.

Em entrevista por telefone, F. disse que preferia não ir, mas avaliou que será inevitável que os protestos se aproximem do Mineirão. “Só vai dar para saber no dia o que vai acontecer, porque não há líderes no movimento e as pessoas decidem tudo na hora.” Enquando a dúvida persiste, ontem em vários dos locais que foram alvo de vandalismo o dia foi de proteger fachadas com tapumes, diante do temor de mais destruição.

PM vai reforçar isolamento

Ao mesmo tempo em que ativistas se organizam, a Polícia Militar planeja sua ação para amanhã, trabalho que deve ser concluído hoje, segundo o chefe de comunicação da corporação, tenente-coronel Alberto Luiz. Ele disse que a PM vai preservar o perímetro de segurança no entorno do Mineirão, determinado pela Fifa (veja arte). Ele adianta que o policiamento vai ser reforçado ao longo da Avenida Antônio Carlos.

“Não vamos barrar ninguém, mas eles não poderão entrar na Avenida Antônio Abrahão Caram e nem no entorno do Mineirão”, disse. A PM pretende distribuir mais de 30 mil panfletos orientando manifestantes a manter distância dos vândalos. Uma mensagem também será direcionada aos pais, para que orientem seus filhos para uma manifestação pacífica e que evitem locais que ofereçam perigo.

FONTE: Estado de Minas.


NOSSA CAPA SERIA ASSIM

Estávamos preparados para registrar uma das maiores confraternizações cívicas nas ruas de Belo Horizonte. Dezenas de milhares de pessoas, incluindo famílias com crianças e até bebês, fizeram manifestação pacífica no Centro e uma caminhada igualmente ordeira até a Pampulha.Também iríamos destacar que japoneses e mexicanos, em harmonia, se juntaram a brasileiros para encher o Mineirão e ver o México superar o Japão por 2 a 1. Na Fonte Nova, mais festa: o Brasil venceu a Itália por 4 a 2, com gols de Fred (2), Neymar e Dante, sem grandes tumultos em Salvador.

Mas infelizmente, ficou assim

E somos obrigados a informar que, mais uma vez, vândalos e criminosos infiltrados na manifestação partiram para o confronto na barreira próxima ao Mineirão, atirando rojões e pedras contra a polícia, que reagiu com bombas de efeito moral e tiros de bala de borracha. Houve um grande enfrentamento na Avenida Antônio Carlos. A UFMG teve cercas arrancadas e o Exército foi acionado para protegê-la. Lojas foram depredadas.O conflito transformou num inferno a saída dos torcedores do estádio. Bandos promoveram ataques em outros pontos da cidade e a PM ocupou a Praça Sete, usando pela primeira vez o blindado %u201Ccaveirão%u201D e lançando bombas. Pelo menos 28 pessoas ficaram feridas, três delas ao caírem de um viaduto, e 19 foram presas. Agora fica a pergunta: qual capa faremos depois do jogo da Seleção Brasileira, quarta-feira, no Mineirão?

Capa 1

Capa 2

Capa 3

 

Começa em paz, termina em guerra

Manifestações em 100 cidades repetiram cenas de confronto

Brasília — Enquanto a Seleção estava em campo, na tarde de ontem, cerca de 100 cidades brasileiras eram tomadas mais uma vez por manifestações. Assim como ocorreu nos últimos dias, a maioria dos protestos começou de forma pacífica e acabou em tumulto, confronto com policiais e vandalismo. Em Salvador, onde o Brasil disputava a partida contra a Itália, a entrada de torcedores ocorreu tranquilamente graças a um cordão de isolamento feito em torno da Fonte Nova, mas a cidade protagonizou cenas de batalha na área externa e no Centro.

A  área próxima à Arena Fonte Nova foi cercada pelo batalhão de choque da Polícia Militar pela manhã, em um raio de 2km. A dificuldade de aproximação do estádio levou a um confronto entre alguns dos 1,5 mil manifestantes e policiais na região, com troca de bombas caseiras e de gás lacrimogêneo. Os grupos se dispersaram pela cidade, interrompendo algumas das principais pistas do Centro. Nesses locais, a polícia acompanhou o protesto a distância, garantindo que ele seguisse pacificamente. No início da noite, porém, houve novos confrontos. Seis pontos de ônibus foram depredados. O shopping Iguatemi, ponto de encontro da manifestação, fechou as portas por volta das 18h30 e esvaziou o prédio.

Três dias depois de 35 mil pessoas ocuparem a Esplanada dos Ministérios na marcha batizada de Acorda, Brasília!, um grupo estimado em 3,5 mil manifestantes voltou a protestar em frente ao Congresso Nacional. A mobilização, marcada via Facebook, tinha por objetivo protestar contra a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 37, que tira poderes de investigação do Ministério Público. Durante a marcha, outras pautas foram incorporadas.

Antes da passeata, os organizadores debateram estratégias para denunciar vândalos aos policiais, como sentar no gramado quando algum ato violento fosse iniciado. Mesmo assim, dois adolescentes e um adulto foram detidos por carregarem seis coquetéis molotov. Segundo os investigadores, eles pretendiam atirar os artefatos contra os 750 PMs que faziam a segurança do local. Assim como na última quinta-feira, grupos mais radicais ocuparam o espelho d’água em frente ao Legislativo.

Jovens mais exaltados jogaram água contra a tropa, posicionada em linha para proteger a entrada do Congresso. A situação ficou tensa quando vândalos arremessaram bombinhas na direção dos PMs. Baderneiros e ativistas quase entraram em confronto. Os primeiros queriam usar métodos violentos, enquanto a maioria tentava manter o caráter pacífico do ato.

Por volta das 17h, o grupo seguiu em direção ao Congresso Nacional, cantou o Hino Nacional e voltou para a rodoviária do Plano Piloto. Duas horas depois, a multidão desceu novamente o Eixo Monumental até se estabelecer no Congresso. Na pauta de reivindicações, os manifestantes pediam a aprovação da lei que torna a corrupção crime hediondo, a retirada de tramitação da PEC 37, a revisão de foros privilegiados (para que deputados e senadores sejam julgados pela Justiça comum), a cassação do senador Renan Calheiros (PMDB-AL) e de mensaleiros como o deputado José Genoíno (PT-SP).

Com os anúncios de redução de tarifas de transporte público, demanda inicial dos manifestantes, os protestos de ontem começaram a ganhar  temas específicos, como a rejeição à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 37, que limita os poderes de investigação do Ministério Público.

A PEC seria votada nesta semana no Congresso, mas foi adiada por conta da pressão popular. As manifestações tendo a proposta como tema foram organizadas pelas redes sociais com evento intitulado Dia do Basta e ocorreram também em Goiânia, Anápolis (GO), Roraima, Lajeado (RS), Juiz de Fora (MG), Curitiba, Maceió, Aracaju, Teresina, Belém, Taubaté (SP) e Araraquara (SP).

FONTE: Estado de Minas.


LIÇÃO QUE VEM DE BH: PROTESTO, SIM. VIOLÊNCIA, NÃO. BADERNEIROS SÃO POSTOS PRA CORRER

Maioria dos manifestantes se mobiliza para barrar ataques de vândalos e ajudar Polícia Militar a prendê-los durante protestos

Milhares de pessoas voltaram a ocupar pacificamente a Praça Sete e outras regiões de BH. Houve tumultos isolados causados por vândalos e repudiados pelos manifestantes (ALEXANDRE GUZANSHE/EM/D.A PRESS)
Milhares de pessoas voltaram a ocupar pacificamente a Praça Sete e outras regiões de BH. Houve tumultos isolados causados por vândalos e repudiados pelos manifestantes

“Cara limpa, cara limpa”, gritaram os manifestantes, ontem, depois que um grupo de vândalos, com os rostos cobertos por camisas, quebrou a vidraça de uma loja de produtos naturais na Avenida Cristóvão Colombo, na Savassi, e furtou potes de suplementos alimentares. O pedido para um protesto sem violência fechou mais um dia de manifestações em Belo Horizonte, marcado pela concentração e passeatas de pelo menos 10 mil pessoas que começaram no início da tarde e terminaram à noite na Praça Sete, se estendendo para o Viaduto Santa Tereza, a Praça da Assembleia e outras regiões.

A Polícia Militar informou que também está atenta à atuação de vândalos durante as manifestações. Na noite de anteontem, por exemplo, 12 pessoas foram presas em flagrante por depredação, sendo nove com ficha criminal. E ontem houve novas prisões de suspeitos de crimes.

Os atos de violência durante os protestos, principalmente de criminosos infiltrados, são uma preocupação crescente de quem está indo às ruas da capital pacificamente por causas diversas. Mesmo sem uma estratégia conjunta para lidar com o problema, a ideia geral é abordar na hora quem pretende ou começa a agredir ou depredar.

Foi o que aconteceu na noite de ontem. Às 20h40, os manifestantes chegaram à Praça da Savassi. Após uma bandeira do Brasil ser pendurada em um poste, a multidão cantava o Hino Nacional, quando vândalos subiram a Cristóvão Colombo, em direção à Avenida do Contorno. Eles colocaram fogo em sacos de lixo na calçada e quebraram a vidraça da loja. Rapidamente, a multidão reagiu gritando: “sem vandalismo”.

Além dos apelos, um grupo correu para frente da loja e fez uma corrente humana de braços dados para impedir os saques. Nesse momento, manifestantes e vândalos entraram em confronto, mas, com a chegada de mais gente contrária às depredações, os criminosos fugiram. Quando a polícia chegou foi informada de que ali só havia manifestantes e que os baderneiros haviam corrido. Começou então o apelo da maioria para que outros manifestantes tirassem as camisas e máscaras dos rostos. Por volta de 21h, eles retornaram para a Praça Sete. Exausta pela caminhada, a maioria se sentou no chão e depois se dispersou aos poucos.

Na noite de terça-feira, manifestantes já haviam tentado sem sucesso impedir a ação dos encapuzados, que atacaram a sede da prefeitura, lojas, agências bancárias e ônibus e outros veículos,. prova de que a resistência ao vandalismo e á violência é crescente entre a maioria.

O que se viu ontem nas ruas e praças foi muita gente com os rostos pintados de verde e amarelo, bandeiras do Brasil, diversas reivindicações – do passe livre estudantil à destinação de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) para as áreas de educação e saúde e muitos cartazes condenando a violência.

“Vandalismo não me representa”, lia-se no cartaz erguido pelo estudante Pedro Cordeiro, de 17. “O pessoal tem um raiva contida da corrupção mais, mas os vândalos não nos ajudam a conseguir as mudanças que queremos. Falta liderança para motivar as pessoas a evitarem esse tipo de coisa”, analisa.

Repúdio crescente

A empresária Alice de Faria, de 24, foi para a manifestação acompanhada do marido, o também empresário Hernane Afonso, 26, e dos filhos Rodrigo e Erick, de 6 e 3. Os quatro foram a todas manifestações, desde segunda-feira. “Esses casos de violência são isolados e envolvem pouca gente. Costumam ocorrer mais tarde, quando a maioria já foi embora. O pessoal tenta conter, mas acaba recuando, com medo de se machucar”, observa. “Isso acaba ofuscando a beleza do movimento, mas a gente que está na paz vai conseguir passar nossa mensagem”, disse a moça.

Emocionados, ela e Hernane choraram quando Erick, sentado nos ombros do rapaz, ergueu um cartaz com a inscrição “Eu mereço um país melhor” e foi ovacionado pela multidão em volta. “Ficamos emocionados. As crianças também têm o direito de lutar”, disse Hernane.

FONTE: Estado de Minas.

Maioria dos manifestantes se mobiliza para barrar ataques de vândalos e ajudar Polícia Militar a prendê-los durante protestos

Milhares de pessoas voltaram a ocupar pacificamente a Praça Sete e outras regiões de BH. Houve tumultos isolados causados por vândalos e repudiados pelos manifestantes (ALEXANDRE GUZANSHE/EM/D.A PRESS)
Milhares de pessoas voltaram a ocupar pacificamente a Praça Sete e outras regiões de BH. Houve tumultos isolados causados por vândalos e repudiados pelos manifestantes

“Cara limpa, cara limpa”, gritaram os manifestantes, ontem, depois que um grupo de vândalos, com os rostos cobertos por camisas, quebrou a vidraça de uma loja de produtos naturais na Avenida Cristóvão Colombo, na Savassi, e furtou potes de suplementos alimentares. O pedido para um protesto sem violência fechou mais um dia de manifestações em Belo Horizonte, marcado pela concentração e passeatas de pelo menos 10 mil pessoas que começaram no início da tarde e terminaram à noite na Praça Sete, se estendendo para o Viaduto Santa Tereza, a Praça da Assembleia e outras regiões.

A Polícia Militar informou que também está atenta à atuação de vândalos durante as manifestações. Na noite de anteontem, por exemplo, 12 pessoas foram presas em flagrante por depredação, sendo nove com ficha criminal. E ontem houve novas prisões de suspeitos de crimes.

Os atos de violência durante os protestos, principalmente de criminosos infiltrados, são uma preocupação crescente de quem está indo às ruas da capital pacificamente por causas diversas. Mesmo sem uma estratégia conjunta para lidar com o problema, a ideia geral é abordar na hora quem pretende ou começa a agredir ou depredar.

Foi o que aconteceu na noite de ontem. Às 20h40, os manifestantes chegaram à Praça da Savassi. Após uma bandeira do Brasil ser pendurada em um poste, a multidão cantava o Hino Nacional, quando vândalos subiram a Cristóvão Colombo, em direção à Avenida do Contorno. Eles colocaram fogo em sacos de lixo na calçada e quebraram a vidraça da loja. Rapidamente, a multidão reagiu gritando: “sem vandalismo”.

Além dos apelos, um grupo correu para frente da loja e fez uma corrente humana de braços dados para impedir os saques. Nesse momento, manifestantes e vândalos entraram em confronto, mas, com a chegada de mais gente contrária às depredações, os criminosos fugiram. Quando a polícia chegou foi informada de que ali só havia manifestantes e que os baderneiros haviam corrido. Começou então o apelo da maioria para que outros manifestantes tirassem as camisas e máscaras dos rostos. Por volta de 21h, eles retornaram para a Praça Sete. Exausta pela caminhada, a maioria se sentou no chão e depois se dispersou aos poucos.

Na noite de terça-feira, manifestantes já haviam tentado sem sucesso impedir a ação dos encapuzados, que atacaram a sede da prefeitura, lojas, agências bancárias e ônibus e outros veículos,. prova de que a resistência ao vandalismo e á violência é crescente entre a maioria.

O que se viu ontem nas ruas e praças foi muita gente com os rostos pintados de verde e amarelo, bandeiras do Brasil, diversas reivindicações – do passe livre estudantil à destinação de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) para as áreas de educação e saúde e muitos cartazes condenando a violência.

“Vandalismo não me representa”, lia-se no cartaz erguido pelo estudante Pedro Cordeiro, de 17. “O pessoal tem um raiva contida da corrupção mais, mas os vândalos não nos ajudam a conseguir as mudanças que queremos. Falta liderança para motivar as pessoas a evitarem esse tipo de coisa”, analisa.

Repúdio
crescente

A empresária Alice de Faria, de 24, foi para a manifestação acompanhada do marido, o também empresário Hernane Afonso, 26, e dos filhos Rodrigo e Erick, de 6 e 3. Os quatro foram a todas manifestações, desde segunda-feira. “Esses casos de violência são isolados e envolvem pouca gente. Costumam ocorrer mais tarde, quando a maioria já foi embora. O pessoal tenta conter, mas acaba recuando, com medo de se machucar”, observa. “Isso acaba ofuscando a beleza do movimento, mas a gente que está na paz vai conseguir passar nossa mensagem”, disse a moça.

Emocionados, ela e Hernane choraram quando Erick, sentado nos ombros do rapaz, ergueu um cartaz com a inscrição “Eu mereço um país melhor” e foi ovacionado pela multidão em volta. “Ficamos emocionados. As crianças também têm o direito de lutar”, disse Hernane.

FONTE: Estado de Minas.

Pernambucana com curso superior que morou na Europa e fala sete línguas é descoberta no serviço de limpeza do Mercado Central e vira recepcionista de turistas

 

Pernambucana com curso superior que morou na Europa e fala sete línguas é descoberta no serviço de limpeza do Mercado Central e vira recepcionista de turistas (Ramon Lisboa/EM/D.A Press)
Pernambucana com curso superior que morou na Europa e fala sete línguas é descoberta no serviço de limpeza do Mercado Central e vira recepcionista de turistas

Na tarde de sexta-feira, 3 de maio, a morena magra Maria da Conceição da Silva, de 41 anos, encostou o carrinho de recolher o lixo nos corredores do Mercado Central, a vassoura, as luvas e foi cumprir o horário do lanche. O celular toca. Era uma ligação internacional, da Holanda. Ela atende e fala cerca de 40 minutos. Um dos colegas correu à segurança e avisou: “Há uma faxineira maluca, falando embolado”. O chefe da segurança a abordou e descobriu que a mulher não só falava holandês, como também inglês, espanhol, italiano e ainda conversa o básico em alemão e hebraico.

Levada ao superintendente do mercado, Luiz Carlos Braga, a faxineira confirmou o que dissera ao chefe da segurança e ainda revelou que tem formação superior em contabilidade. “Quando vi o passaporte dela, as passagens pela Holanda e Alemanha, não tive dúvida. Mandei a Maria da Conceição largar a limpeza, passar um batom e assumir um lugar de recepcionista no guichê da Belotur, na entrada da Avenida Augusto de Lima.” É lá que a morena magra, pernambucana de Recife, está agora à espera dos turistas, que devem invadir o Brasil durante as copas das Confederações e do Mundo.

Bem-vindo, welcome, bien viendo, welkome, bienne venutto. Que venham brasileiros, ingleses, norte-americanos, todos os cidadãos de língua espanhola e italiana, alemães, árabes. Serão bem recebidos pela nordestina humilde, delicada e sorridente. Mas como esta mulher, com tantas qualificações, foi parar na faxina do Mercado Central? É uma história longa de família pobre, surgiu sem estrutura, de apego, desapegos, mas nunca de desistência. Uma história de preconceito, que ela não enfrentou na Europa, onde morou por um bom tempo, mas no seu país natal, exatamente em Minas Gerais.

“Sou filha de pais separados. Meus irmãos mais velhos foram doados à minha avó materna. Outro foi viver também com parentes. Minha mãe me doou ainda bebê, mas alguns dias depois se arrependeu e me buscou.” A mãe vivia do trabalho como doméstica. Maria da Conceição, aos 11 anos, foi trabalhar como recepcionista de um advogado. “Estudava em um colégio de freiras e, no escritório, fazia também serviços gerais e de datilografia.” Isso quase em meados dos anos 1980. A mãe, então, resolveu mudar para Fortaleza (CE).

MUDANÇAS
 “Fui dar continuidade ao ensino fundamental em um colégio militar, com bolsa de estudos. A mãe resolveu mudar de novo. A convite da filha mais velha, casada com um caminhoneiro, foi para Elesbão Veloso (PI). De lá, Maria da Conceição foi para Teresina. Entrou no Colégio Salesiano, onde conclui o ensino médio e praticou esportes. “Cheguei à seleção de handebol da escola.” Outra mudança da mãe, para Campina Grande (PB), cidade na qual Maria da Conceição foi de tudo: doméstica, vendedora, representante comercial.

Retornou para Elesbão Veloso e lá ajudava no sustento da casa como empregada até a mãe adoecer e morrer, meses depois, em 1991. Maria da Conceição, então com 18 anos, resolveu ir embora. “Queria ir para Tocantins, mas resolvi ir para Campina Grande. Formou-se em contabilidade, trabalhou em quase tudo o que apareceu pela frente. “Comecei no levantamento de estoque em uma loja de autopeças, depois fui para o balcão, onde aprendi muito. Fiz serviços hidráulicos e de servente de pedreiro. Fui doméstica e até na mecânica me arrisquei.”

Já no posto turístico, Maria da Conceição atende Terezinha Idelgino (Ramon Lisboa/EM/D.A Press)
Já no posto turístico, Maria da Conceição atende Terezinha Idelgino

Professora de colegas da limpeza

Em 2005, uma reviravolta na vida de Maria da Conceição. Ela trabalhava em manutenção de computadores. Por acaso, na rua, conheceu um espanhol, um alemão e uma holandesa, em viagem de intercâmbio no Brasil. “Com o inglês básico, que aprendi nos colégios e em cursinho, conversei com eles. Procuravam um lugar para morar temporariamente. Oferecei minha casa em troca de uma pequena ajuda. Aceitaram e nos tornamos amigos.” Os três estrangeiros foram embora, mas continuaram conversando com a pernambucana pela internet. “Numa dessas conversas, entrou uma mineira, 10 anos mais nova do que eu, que se tornaria minha companheira. Sou homossexual assumida desde os 14 anos.”

As duas foram convidadas para uma viagem à Holanda. Lá, Maria da Conceição fez de tudo para sobreviver. Faxina, pintura e reforma de residências. “Fui bem recebida e orientada a estudar a língua local. Não só aprendi o holandês, como aprimorei o inglês e o espanhol. Estudei também o italiano e um marroquino maluco me ensinou alguma coisa de hebraico.” Maria da Conceição foi chamada para fazer um serviço de instalação de piso em Frankfurt e Düsseldorf e aprendeu o alemão.

No ano passado, a família chamou a companheira mineira de volta. Maria da Conceição ficou na Holanda. “Mas não resisti ao inverno rigoroso e à saudade. Cheguei aqui em setembro e desde então procuro emprego.” Maria da Conceição experimentou o preconceito e a desconfiança mineira: “Você não é de Minas e não empregamos pessoas de fora. Veio da Europa, o que estava fazendo lá? Ah, você já passou dos 40. Você tem curso superior e aqui só empregamos quem tem, no máximo, o médio”.

“Era isso o que ouvia quando mostrava o currículo em lojas, hotéis, empresas de faxina, restaurantes, supermercados. Um dia, estava perto do mercado e quase desistindo de pedir emprego. Resolvi entrar para comprar uma goma de tapioca. Foi agora, no dia 2.” Como dizem que no mercado tudo que se procura acha, Maria da Conceição conseguiu emprego. “Perguntei a uma pessoa da faxina se havia vaga e fui ao escritório. Mas não apresentei currículo e omiti a formação superior e o fato de falar outras línguas.” Foi admitida com salário em torno de R$ 800 e hoje no balcão de informações turísticas ganha em torno dos R$ 1,5 mil.

Maria da Conceição não vê nenhum problema em voltar para a limpeza, de for preciso. “Voltaria para a faxina com muito orgulho. Continuarei humilde, simples, sempre aprendendo.” Ela acha importante compartilhar o que sabe e ensina inglês às colegas da limpeza no mercado. Maria da Conceição pede uma pausa na conversa para atender Terezinha Idelfino da Silva, de 75 anos, que chega ao guichê em busca de informação. Gostou, dona Terezinha? “Éla é ótima, muito simpática.” É preciso dizer mais?

FONTE: Estado de Minas.


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