Antequam noveris, a laudando et vituperando abstine. Tutum silentium praemium.

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 ah-zul

As empresas EMS S/A e Legrand Pharma conseguiram garantir o direito de continuar a fabricar e vender o medicamento para impotência “Ah-azul”. A decisão é da 3ª turma do STJ, ao negar recurso do Laboratório Pfizer Ltda. e da Pfizer Products INC, fabricantes do “Viagra”, que pediam a retirada do “Ah-zul” de circulação.

As recorrentes ajuizaram ação inibitória, cumulada com perdas e danos, objetivando impedir a comercialização do produto “Ah-zul”, com qualquer referência à cor azul ou ao formato de diamante. A ação também buscou impedir as rés de usarem a marca nominativa “Viagra” em seus materiais publicitários, e obrigá-las a alterarem as marcas e a vestimenta do produto, de modo a evitar confusão ou falsa associação com o medicamento “Viagra”.

O juiz de primeiro grau antecipou os efeitos da tutela, determinando a retirada de circulação, no prazo de 30 dias, de todos e quaisquer produtos que contivessem a marca, sob pena de multa diária no valor de R$ 50 mil.

Essa decisão foi impugnada por agravo de instrumento das recorridas para suspender a restrição de comercialização dos produtos, afirmando inexistir “em cognição sumária, prova inequívoca que convença da verossimilhança das alegações deduzidas na inicial”.

O TJ/SP deu provimento ao agravo, ao julgar que “a embalagem de ambos não é semelhante, enquanto a cor do comprimido em nada influenciará nessa decisão, pois não é possível visualizar qualquer dos medicamentos sem antes abrir a embalagem, o que só é possível após a compra”.

Ainda defendendo a possível confusão entre os produtos, a Pfizer recorreu ao STJ sustentando violação ao artigo 195, inciso III, da lei 9.279/96, que trata da propriedade industrial.

A ministra relatora Nancy Andrighi negou provimento ao recurso, defendendo que “sem a manifestação de um perito de confiança do juízo, não haveria como aferir a plausibilidade das assertivas contidas na inicial”.

“Somente com o desenvolvimento da fase instrutória, após a apresentação de estudos especializados, realizados por profissionais da área, é que será possível afirmar se a conduta das recorridas é ou não admissível no meio publicitário, bem como se há bases concretas para se presumir a confusão dos produtos, aí considerada a totalidade dos consumidores”, concluiu a ministra.

FONTE: Migalhas.


Medicamento para disfunção erétil ajudou a converter células de gordura em ratos no laboratório, mas cientistas ainda precisam estudar uso em humanos

Getty Images

Comprimidos de Viagra: novos usos para o medicamento estão sendo estudados

Novas evidências sugerem que o Viagra, um medicamento para disfunção erétil, pode ter outro uso: ajudar a queimar a gordura em excesso.

A droga, genericamente conhecida como sildenafil, ajudou a converter indesejáveis células brancas de gordura em células bege de gordura que queimam energia em ratos de laboratório, de acordo com o que pesquisadores da Universidade de Bonn, na Alemanha, reportaram no periódico The Journal of the Federation of American Societies for Experimental Biology.

Já se sabia que os ratos que recebiam Viagra tornavam-se menos propensos à obesidade quando alimentados com uma dieta rica em gordura. O que não estava claro era a razão disso.

O Dr. Alexander Pfeifer, diretor do Instituto de Farmacologia e Toxicologia da Universidade, disse que já tinha algumas pistas: o Viagra funciona impedindo a degradação do mensageiro intercelular cGMP. Há muito tempo que Pfeifer vem testando os efeitos do cGMP em células de gordura.

Assim, ele deu o medicamento aos ratos por sete dias e monitorou suas células de gordura. Como se viu, as incômodas células brancas de gordura, que estão associadas com problemas como os temidos pneus sobressalentes, estavam sendo convertidas em um tipo benéfico de células de gordura a uma taxa maior do que a habitual. Pfeifer considerou os resultados “muito promissores”.

Ainda assim, ele adverte sobre tomar o medicamento apenas para fins de emagrecimento. “A ideia de ingerir uma pílula e a obesidade ir embora é um sonho, mas não é fácil de se conseguir”, disse ele. “O que estamos fazendo é uma pesquisa básica com ratos. Esta pílula é aprovada pela Administração de Alimentos e Medicamentos para um propósito particular.”

 FONTE: iG.


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