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Estreia com três rotas

Novo sistema de transporte de BH, o BRT/Move tem início confirmado para sábado com três linhas troncais, que farão a maior parte do percurso pelo corredor Cristiano Machado. Um itinerário deve ter começo de operação adiado

ARTICULADOS JÁ TRANSITAM PELA AVENIDA CRISTIANO MACHADO EM CARÁTER DE TESTES. MOTORISTAS SE FAMILIARIZAM COM AS TAREFAS QUE VÃO EXIGIR MAIS ATENÇÃO NO COTIDIANO DA OPERAÇÃO DO SERVIÇO (fotos: Beto magalhães/EM/D.A Press)
ARTICULADOS JÁ TRANSITAM PELA AVENIDA CRISTIANO MACHADO EM CARÁTER DE TESTES. MOTORISTAS SE FAMILIARIZAM COM AS TAREFAS QUE VÃO EXIGIR MAIS ATENÇÃO NO COTIDIANO DA OPERAÇÃO DO SERVIÇO

O sistema de Transporte Rápido por Ônibus (BRT) de Belo Horizonte, batizado de Move e previsto para ser inaugurado pela BHTrans no sábado, terá três linhas troncais no primeiro dia de funcionamento. A informação parte de fontes ligadas à empresa que gerencia o transporte na capital. A ideia inicial era ter quatro linhas na estreia do serviço. Quando estiver completo, o ramal da Avenida Cristiano Machado, que marca o início do Move, vai receber 10 linhas troncais, trafegando nas pistas exclusivas, e 35 alimentadoras, que se comunicam com bairros e estações. Oficialmente, a BHTrans e o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Belo Horizonte (Setra BH) ainda não se pronunciaram sobre que linhas entram em operação primeiro, mas a reportagem do Estado de Minas teve acesso a mapas oficiais que descrevem o trajeto das linhas iniciais pela Savassi, Centro, Lagoinha e hospitais . Ontem, motoristas que vão operar o BRT falaram sobre o treinamento e listaram dificuldades no percurso da Avenida Cristiano Machado.

Os primeiros ônibus articulados e simples (padron) do Move a rodar nos corredores exclusivos das avenidas Cristiano Machado, Santos Dumont e Paraná (com trecho na Avenida Antônio Carlos) serão os das linhas 82 (São Gabriel-hospitais), 83 (São Gabriel-Centro – direta) e 84 (Estação São Gabriel-Lagoinha, via Avenida Antônio Carlos). De acordo com as fontes ouvidas pelo EM, a BHTrans não conseguiu viabilizar a tempo a estreia da linha 80 (Estação São Gabriel-Estação Lagoinha), que deverá ser implantada após a inauguração, em um trajeto controverso, por se tratar de percurso semelhante ao que hoje é feito pelo metrô ao custo de
R$ 1,80, contra os R$ 2,65 do Move. Todos os ônibus desses trajeto são de linhas chamadas troncais. Os veículos que levam passageiros dos bairros para as estações, classificados de alimentadores, entram no sistema futuramente, como já era previsto pela BHTrans.

Mesmo sem a operação completa da Estação São Gabriel – que não terá as adaptações para receber o Move concluídas até a inauguração do sistema, segundo admitiu a própria BHTrans ao EM –, os passageiros terão algumas opções já nesta primeira etapa, ainda que a cobertura se estenda pouco além da região dos corredores principais. A linha 82, por exemplo, fará a ligação entre a Estação São Gabriel e a região da Savassi, passando pela Avenida Afonso Pena até a altura da Avenida Getúlio Vargas, ingressando depois na área hospitalar, passando pelas avenidas Brasil, Francisco Sales e dos Andradas, com uma alternativa de caminho pela Alameda Ezequiel Dias. A Linha 83 ligará diretamente as estações que serão inauguradas na região central, onde terá ponto inicial na Avenida Paraná, altura da Rua dos Tupis, até a Região Nordeste, na Estação São Gabriel. Ainda não foi definido o percurso atual da linha 84 até a Estação Lagoinha, uma vez que o corredor da Avenida Antônio Carlos ainda está em obras e a previsão é de que seja aberto ao tráfego do Move apenas em 15 de março.

Em fase
de testes

Na avaliação do coordenador-geral do Núcleo de Transportes da UFMG (Nucletrans), Ronaldo Guimarães Gouvêa, a inauguração dos corredores servirá mais como um teste para ajustes dos veículos, estações, semáforos e corredores do que propriamente como um termômetro dos benefícios do sistema. “Não dá mesmo para começar com todos os veículos e linhas, mas neste primeiro momento o que será feito é a solução dos problemas, para que seja possível receber mais ônibus depois”, disse. O grande desafio do Move, na opinião do especialista, será convencer as pessoas a deixar de pegar apenas um ônibus em seu bairro para fazer baldeações até o corredor exclusivo do Move. “Isso se mostrou uma barreira importante quando o BHBus foi implantado nas estações do Barreiro. De forma geral, o usuário não gosta de fazer baldeação e só a aceita se ganhar no custo, o que não vai ocorrer, ou no tempo”, afirma.

Com 7,1 quilômetros, o corredor da Avenida Cristiano Machado poderá transportar 300 mil passageiros por dia quando estiver plenamente implantado. Contará com dois terminais de integração com o metrô, que receberão as linhas alimentadoras dos bairros: a José Cândido da Silveira e a São Gabriel. Outras nove estações de transferência funcionarão em trechos ao longo da via apenas para captar e desembarcar passageiros. A expectativa da Prefeitura de BH é de que o número de ônibus na avenida caia de 458 para 230 ao dia, reduzindo o tempo médio das viagens de 35 para 20 minutos.

VEJA MAIS:

https://universobh.wordpress.com/2013/10/16/o-brt-ou-move-vem-ai/

https://universobh.wordpress.com/2014/02/01/brt-bh-mudancas-no-transito-das-avenidas-brasil-e-francisco-sales/

https://universobh.wordpress.com/2014/01/22/transito-em-bh-as-mudancas-na-av-carandai-para-o-brt/

https://universobh.wordpress.com/2013/12/17/belo-horizonte-alteracoes-no-transito-da-regiao-central/

FONTE: Estado de Minas.


Mais de 70 bairros na Capital e três cidades da Grande BH ficarão sem água no domingo

água

O trabalho de interligação de adutora e a substituição de registros localizados na esquina entre as ruas Benjamim Constant e Felipe dos Santos e avenida Nacional, na divisa de BH e Contagem, deixará sem água mais de 70 bairros no próximo domingo (26).

Serão afetadas as duas cidades, além de Ribeirão das Neves e Vespasiano, na região Metropolitana. O corte irá ocorrer a partir das quatro horas da manhã.

Confira os bairros que serão afetados em cada município:
Belo Horizonte – Céu Azul, Esplendor, Jardim dos Comerciários, Jardim Leblon, Lagoa, Mantiqueira, Nova América, Nova Pampulha, Nova York, Santa Mônica, Sarandi e Xangrilá.
Contagem – Arvoredo, Arvoredo II, Bom Jesus, Cabral, Caiapós, cândida Ferreira, Carajás, Chácaras Campestre, Chácaras Campo do Meio, Chácaras Cotias, Chácaras Novo Horizonte, Chácaras Planalto, Chácaras Reunidas Santa Terezinha, Distrito Industrial Dr. Hélio Pereira Guimarães, Estrela Dalva, Jardim Alvorada, Lua Nova da Pampulha, Morro do Confisco, Nacional, Nossa Senhora da Conceição, Novo Boa Vista, Pedra Azul, Pôr Do Sol, Recanto da Lagoa, Vale das Amendoeiras, Vila Boa Vista, Vila Francisco Mariano, Vila São Matheus e Xangrilá.
Ribeirão das Neves – Areias de Baixo, Centro de Areias, Céu Anil, Fazenda Misongue, Fazenda Severina, Havaí, Jardim Alvorada, José Maria Da Costa, Kátia, Landi I, Landi II, Luar da Pampulha, Mangueiras, Maria Helena II, Pedra Branca, Pedreira, Rosemeire, Santa Margarida, Santana, Santana II, Soares, Sônia, Tancredo Neves, Tocantins, Verônica, e Vila Bispo de Maura.
Vespasiano – Nova York, Sueli e Vida Nova. A normalização do abastecimento ocorrerá, de forma gradativa, no decorrer da noite do mesmo dia.

 FONTE: Hoje Em Dia.


Bairros da capital e de Nova Lima ficarão sem água nesta quarta-feira

Objetivo da interrupção do fornecimento é interligar adutoras e aumentar a oferta de água nas regiões

água

A Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) comunica que será interrompido o abastecimento de água na próxima quarta-feira (22) nos bairros Belvedere, Belvedere II, Santa Lúcia e Alto Santa Lúcia, na região Centro-Sul de Belo Horizonte e nos bairro Vila da Serra, Vale do Serrano e Vale dos Cristais em Nova Lima, na região metropolitana da capital.

A interrupção ocorrerá com o objetivo de interligar adutoras e aumentar a oferta de água nas regiões citadas.

No mesmo dia, o abastecimento de água do bairro Padre Eustáquio, na região Noroeste de Belo Horizonte, será interrompido para substituição de registros localizados na rua Aquidaban número 644 e na Avenida Coronel José Benjamim número 709.

A normalização ocorrerá de forma gradativa até o final da tarde deste mesmo dia (22/1).

FONTE: O Tempo.


MOVE METROPOLITANO »’Vermelhão’ viaja para a aposentadoria

Reportagem mostra em primeira mão como funcionará o BRT da Grande BH, com novo design nos coletivos do sistema que complementa o da capital

brt

Marca registrada do transporte coletivo de Belo Horizonte desde 1982, ano de implantação da identificação das linhas de ônibus por cores, os “vermelhões” – como são popularmente conhecidos os coletivos que interligam cidades da Grande BH ao hipercentro da capital – serão gradualmente substituídos a partir do ano que vem por arrojados coletivos em tons de verde e prata. Uma das principais apostas de mobilidade urbana da cidade para os próximos anos, o Move, marca escolhida para o transporte rápido por ônibus (BRT), teve sua identidade visual e operação definidos pela Secretaria de Estado de Transportes e Obras Públicas (Setop) em conjunto com a BHTrans, com a promessa de estar operando na região metropolitana no primeiro semestre de 2014, a tempo dos seis jogos da Copa do Mundo no Mineirão.O Estado de Minas teve acesso exclusivo a informações sobre o planejamento do sistema metropolitano, que servirá como complemento aos corredores das avenidas Vilarinho, Pedro I, Antônio Carlos e Cristiano Machado, com uma frota estimada em 310 coletivos (172 articulados com capacidade para 144 passageiros e 138 padrons para 100 pessoas), reduzindo em 90% (cerca de 500 ônibus) o número de linhas no hipercentro de BH.Com 19 novos trajetos troncais e a concentração de dezenas de linhas que hoje superlotam as ruas da Região Central, o Move Metropolitano promete reduzir o tempo médio de viagem em até 30%, transportando a média de 240 mil passageiros/dia, em complemento às novas linhas gerenciadas pela BHTrans, cujos primeiros testes serão feitos em fevereiro.

As estações São Gabriel e Vilarinho, na capital, em processo de reforma, serão as primeiras a receber o Move Metropolitano, no primeiro semestre de 2014, como parte de um plano da Setop que prevê a construção de 10 terminais, a maior parte na Grande BH. Do total de estruturas, quatro são dedicadas à operação exclusiva do BRT: Morro Alto, em Vespasiano; Justinópolis, em Ribeirão das Neves; São Benedito, em Santa Luzia; e Bernardo Monteiro, ocupando a área da avenida de mesmo nome na região hospitalar da capital. Somente o primeiro dos quatro terminais BRT previstos, contudo, teve as obras iniciadas, também com término programado para os seis primeiros meses de 2014.

Há ainda a previsão de uso da atual rodoviária da capital, embora o planejamento da área ainda não tenha sido executado. O prazo médio de construção de cada terminal, segundo a Setop, é de 10 meses a um ano.

LÓGICA
 O funcionamento do sistema metropolitano segue a lógica do Move em BH: dos bairros ou municípios, os passageiros embarcarão em linhas alimentadoras até as estações, de onde partirão ônibus articulados e do tipo padron, mais espaçosos, rumo a sete pontos da Grande BH, incluindo a região hospitalar, a Alameda da Serra, em Nova Lima, e a Cidade Industrial, em Contagem. Algumas linhas executivas existentes, como as que interligam Lagoa Santa e Vespasiano ao Centro de BH, serão transformadas em linhas alimentadoras até o terminal Morro Alto, mantendo a disponibilidade de ar-condicionado.

Ao longo dos corredores exclusivos, os passageiros terão a opção de desembarcar em 20 estações de transferência na Avenida Antônio Carlos e oito ao longo da Cristiano Machado, de onde poderão optar por embarcar em linhas da BHTrans, pagando segunda tarifa. Somados, os sistemas da capital e da Grande BH, o Move terá uma frota de 670 ônibus.

Restrição para itens de conforto em BH

Um dos diferenciais de conforto do BRT de BH, o câmbio automático não será empregado em toda a frota, conforme previsto inicialmente. Alterando as especificações do Decreto 15.019/2012, que detalha normas técnicas do sistema, a BHTrans decidiu retirar o item – que representaria menos trancos para os passageiros com o coletivo em movimento – dos ônibus padrons, espécie de BRT intermediário que circulará dentro e fora dos corredores exclusivos.

O ar-condicionado, outro item de conforto, também não será aplicado nas linhas diametrais (bairro a bairro) integradas ao sistema, embora haja previsão de uso de ônibus padrons iguais aos do BRT nesses itinerários.

A retirada do câmbio automático em pelo menos 200 (dos 400 primeiros) ônibus do Move de BH só não se aplica aos coletivos articulados, maiores e mais espaçosos, por um detalhe: fabricantes não disponibilizam os chassis dos modelos – cujo preço médio é de R$ 750 mil – com transmissão manual.

A alteração atende principalmente ao pedido dos consórcios, que teriam de adicionar o item ao preço dos chassis de motor dianteiro (mais baratos, econômicos e por isso preferidos pelos empresários de BH), encarecendo o custo dos padrons, admitiu o diretor de Desenvolvimento e Implantação de Projetos da BHTrans, Daniel Marx Couto.

Um dos responsáveis pelo projeto de implantação do BRT, Marx admitiu que um complemento do decreto, com os ajustes, será publicado em breve pela BHTrans. “Se as empresas adicionassem o câmbio automático em um ônibus de motor dianteiro, somada a suspensão a ar, o preço ficaria muito próximo do de um ônibus com motor traseiro. O custo de manutenção desse tipo de câmbio também é maior”, argumenta.

Segundo ele, as linhas diametrais que farão uso dos corredores exclusivos não terão refrigeração devido à quantidade de pontos. “O sobe e desce de passageiros é muito maior do que no corredor exclusivo”, acrescenta.

Veja nos links abaixo as mudanças mais recentes promovidas pela BHTrans.

Rua Rio Grande do Norte e Avenida Brasil

Ruas Goiás, Sergipe e Avenida Augusto de Lima

 

 

 

FONTE: Estado de Minas.

Bairros das regiões Oeste e Centro-Sul de BH vão ficar sem abastecimento de água

A interrupção será necessária para manutenção em uma adutora de 400 milímetros e de um registro

falta de água

Bairros das regiões Oeste e Centro-Sul de Belo Horizonte vão ficar sem abastecimento de água no domingo. Segundo a Copasa, a interrupção será necessária para manutenção em uma adutora de 400 milímetros localizada na Rua Leopoldina, no Bairro Santo Antônio e de um registro que fica na Rua Iucatan, no Sion. De acordo com a companhia, o fornecimento vai voltar de forma gradativa no domingo, dia 13. Veja os bairros que podem ficar sem água:

Alto Barroca
Belvedere
Cidade Jardim
Coração de Jesus
Grajaú
Gutierrez
Lourdes
Luxemburgo
Morro do Papagaio
Santa Lúcia
Santo Agostinho
Santo Antônio
São Bento
São Pedro
Sion
Vila Paris
FONTE: COPASA/Estado de Minas.

De um lado, mais cotas; de outro, mais disputa

Minas já destina mais vagas para a rede pública que o previsto em lei, e reserva pode aumentar. Política antecipa acirramento da briga para candidatos que disputam na livre concorrência

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Quem estuda em escola particular e se prepara para tentar uma vaga para o próximo ano na universidade pública deve enfrentar uma luta mais acirrada pelas vagas. Com a Lei das Cotas em vigor, as instituições terão de ofertar em 2014 pelo menos 25% de suas vagas para alunos de escola pública, negros, pardos ou indígenas e com renda familiar per capita menor que um salário mínimo e meio. Em Minas, a disputa pelas vagas de livre concorrência será ainda maior. Isso porque, em média, as federais do estado atingirão o índice de 32,4% de reserva  Do total de 32.968 de cadeiras das 11 instituições federais, 10.685 vão para o sistema de cotas sociorraciais – número que ainda pode aumentar em setembro. Se cumprissem os 25% determinados pela legislação, as instituições deveriam oferecer 8.843.

A Lei 12.711/2012, conhecida como Lei das Cotas, foi sancionada em agosto do ano passado pela presidente Dilma Rousseff e define a distribuição de vagas nas instituições públicas de ensino técnico e superior do país. De acordo com o texto, a implantação da regra deve ser escalonada, com 12,5% de reserva para estudantes do ensino gratuito a cada ano, até que metade das matrículas seja destinada a esses alunos em 2016.

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Em Minas, o número de vagas sociorraciais ainda deve crescer, já que algumas instituições tendem a expandir a política de inclusão para 2014. A Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop), por exemplo, reservou 30% de suas cadeiras para os cotistas já em 2013. Agora, estuda aumentar o percentual. Segundo o pró-reitor de Graduação, Marcílio Sousa da Rocha Freitas, o Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão vai se reunir no dia 16 do mês que vem para definir a questão. Alguns conselheiros, segundo ele, são favoráveis à permanência dos 30%, enquanto outros defendem que o percentual aumente. Ele acredita, no entanto, que a quantidade de vagas reservadas será mantida.

Na Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM), há a expectativa de que, em vez de 331 vagas para cotistas, o equivalente a 25%, sejam destinadas 662, metade do total ofertado pela instituição. A decisão também será em setembro, conforme o pró-reitor de Ensino, Acir Mário Karwoski. Segundo ele, o assunto foi discutido duas vezes e agora entra na pauta da reunião do Conselho Superior Universitário. “A universidade não tem garantias de que a política nacional de assistência estudantil vá manter as condições de acolhimento de todos os estudantes da Lei das Cotas”, pondera.

Uma das preocupações das instituições, segundo Acir Karwoski, é a maneira como o estudante vai se sustentar financeiramente na universidade. Para isso, as federais contam com a aprovação pelo Ministério da Educação do Bolsa Permanência. A assistência, com valor em torno de R$ 400, ainda está em discussão e pode chegar ao bolso dos beneficiários já em 2014, de acordo com a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes). “Nossa expectativa é poder melhorar a assistência estudantil”, disse o professor.

Na Universidade Federal de Viçosa (UFV), o clima ainda é de indecisão sobre o percentual de reserva. Por causa da greve nos três câmpus da instituição, as aulas seguem até o próximo dia 6. Somente após essa data a direção deverá se reunir para decidir se opta pelos 25% obrigatórios ou já adota índice maior. De acordo com o pró-reitor de Ensino, Vicente Lelis, serão analisados o rendimento dos cotistas e as condições de apoio a esses estudantes. “Só poderemos ter uma leitura desse cenário após o fim do semestre.”

O conselho da Universidade Federal de Uberlândia (UFU) já confirmou o cumprimento dos 25% de reserva. Mas, de acordo com o diretor de Processos Seletivos, Orosimbo de Almeida Rego, a instituição aguarda o edital do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) para definir se haverá ou não aumento no percentual de cotas sociorraciais.

A equação 

As regras da Lei das Cotas para ingresso nas universidades federais

1 – Metade das vagas ofertadas por universidades e escolas técnicas federais em todo o país devem ser reservadas a estudantes que tenham cursado integralmente o ensino médio em escolas públicas até 2016.

2 – O texto prevê que a reserva seja feita de forma escalonada a partir de 2013, sendo incluídos 12,5% do total de vagas para as cotas a cada ano. Em 2014, o mínimo é de 25%, percentual que sobe a 37,5% em 2015.

3 – A reserva ocorrerá por curso e turno. O segundo critério define que, do total de vagas reservadas, a metade será destinada a alunos da rede pública vindos de famílias com renda de até um salário mínimo e meio por pessoa. O restante dos concorrentes da rede pública poderá ter qualquer renda.

4 – Há uma condição complementar: nas vagas reservadas, a porcentagem de alunos que se autodeclaram pretos, pardos e indígenas terá de ser no mínimo a mesma dessa população no estado, de acordo com o censo mais recente do IBGE.

FONTE: Estado de Minas.


Sisutec vai ofertar 239,7 mil vagas gratuitas em cursos técnicos

Podem participar do programa candidatos que realizaram o Enem em 2012. Inscrições começam à 0h desta terça-feira (6) e vão até o dia 12.

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O Sistema de Seleção Unificada para Cursos Técnicos (Sisutec), lançado nesta segunda-feira (5) pelo Ministério da Educação, disponibilizará 239.792 vagas gratuitas para cursos técnicos e profissionalizantes no segundo semestre deste ano. Participam do programam 586 institutos federais de educação, ciência e tecnologia, instituições do Sistema S de ensino, escolas técnicas das redes estaduais e universidades. As inscrições, que começam nesta terça-feira (6) e vão até o dia 12 deste mês, devem ser feitas no site sisutec.mec.gov.br, que ainda está fora do ar.

Poderão participar do Sisutec alunos que realizaram a edição de 2012 do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Das vagas disponíveis, 85% estão reservadas para alunos que cursaram o ensino médio em escolas públicas ou particulares na condição de bolsistas integrais.

No ato da inscrição, cada candidato poderá optar por até dois cursos.

O ministro da Educação, Aloísio Mercadante, afirmou que o Sisutec é uma oportunidade para o Brasil desenvolver o ensino técnico no Brasil. “É uma forma de oferecermos mais uma oferta na linha profissionalizante. Historicamente, o Brasil não desenvolveu o ensino profissionalizante. Nós estamos correndo atrás do tempo que nós perdemos”.

CRONOGRAMA DO SISUTEC 2013

Início das inscrições: 06/08
Fim das inscrições: 12/08 (às 23h59)
Primeira chamada: 14/08
Matrícula (1ª chamada): 15 e 16/08
Segunda chamada: 19/08
Matrícula (2ª chamada): 20/08
Fonte: MEC

Calendário
No dia 14 de agosto o Ministério divulgará os candidatos aprovados em primeira chamada. Para esses candidatos, a matrícula será nos dias 15 e 16. Os aprovados em segunda chamada serão divulgados no dia 19, e a matrícula no dia 20. As aulas iniciam entre 22 de agosto e 21 de outubro, e os cursos terão duração de um a dois anos.

Para Mercadante, o programa é voltado para “pessoas que querem continuar estudando e não obtiveram nota para ingressar nas universidades”.

Segundo o ministro, dos quase sete milhões de inscritos para o Enem no ano passado, apenas 1,2 milhão ingressaram em universidades. “Daí a importância do Sisutec. Criar vagas para aqueles quase seis milhões de candidatos que querem estudar”.

As áreas com mais cursos disponíveis são a de Tecnologia da Informação, Saúde, Indústria e Turismo. Ainda não se sabe quanto o governo federal irá gastar com o programa, mas o ministro Mercadante estima que será “menos do que com os alunos no Pronatec”.

Cotas raciais e sociais
A seleção para cursos técnicos adotará cotas de acordo com raça, renda familiar e rede frequentada no ensino médio. De acordo com o MEC, 85% de todas as vagas oferecidas na próxima edição do Sisutec serão reservadas para estudantes que cursaram o ensino médio em escola pública ou na rede particular com bolsa integral.

Além disso, 50% de todas as vagas oferecidas nas instituições federais de ensino também serão reservadas. Nesse caso, poderão concorrer a essa cota os estudantes com renda familiar per capita de até um salário mínimo e meio que estudaram na rede pública ou foram bolsistas integrais na rede particular.

As cotas raciais do Sisutec estão atreladas à rede de ensino onde o candidato terminou o ensino médio, segundo o edital. Nas instituições federais, nas vagas destinadas a negros, pardos e indígenas, será reservado um percentual correspondente à porcentagem da população preta, parda e indígena no Unidade Federativa do município onde a vaga é oferecida, segundo o Censo mais recente. Por exemplo, em um município onde há 100 pessoas, e cinco são negras, pardas ou indígenas, caso haja 20 vagas para um determinado curso, quatro delas serão destinadas às cotas.

Haverá dois tipos de cotas raciais: uma é específica para estudantes que fizeram o ensino médio na rede pública, ou como bolsista integral na rede particular, desde que tenham renda familiar per capita de até um salário mínimo e meio. A outra exige que os estudantes interessados na cota racial tenham cursado a rede pública ou tenham tido bolsa integral na rede privada, mas não atrela a participação à renda familiar.

As demais vagas que não se encaixarem nas quatro categorias de cotas serão de ampla concorrência.

FONTES: G1 e MEC.



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