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Casa Rolla e Hamilton do Funcionários podem ser fechadas e marcar fim de grupo que já vestiu muitos belo-horizontinos

Fachada das duas unidades que restaram na Av.Getúlio Vargas: no passado, grupo chegou a abrir 30 pontos na capital mineira (Jair Amaral/EM/D.A. Press)
Fachada das duas unidades que restaram na Av.Getúlio Vargas: no passado, grupo chegou a abrir 30 pontos na capital mineira

Por trás da placa que anuncia o aluguel do imóvel 471 da Avenida Getúlio Vargas, no Bairro Funcionários, há um grande mistério: qual será o futuro da Casa Rolla, inaugurada em 1930 e especializada em tecidos, e da Hamilton, criada na década de 1950 e referência em moda masculina? As duas lojas, fundadas pela família Rolla, viveram anos dourados no comércio da capital. Juntas, ocuparam 30 endereços e empregaram mais de 1 mil pessoas. Atualmente, os dois estabelecimentos têm apenas uma unidade cada. Elas dividem espaço: justamente o imóvel 471 da Getúlio Vargas, que pode ser alugado a qualquer momento.

Trata-se de um edifício de seis andares e 2.780 metros quadrados. “Foi construído para ser a sede do grupo, abrigando as lojas (Rolla e Hamilton), a diretoria, a contabilidade etc.”, recorda Gerson Gontijo, diretor do Sindicato dos Empregados no Comércio da Grande BH. Ele trabalhou como decorador das duas lojas por 46 anos e, agora, também se pergunta o que será das empresas. Isso porque a família vendeu o imóvel a um grupo de investidores. Os novos donos contrataram uma imobiliária para locar a construção – o preço médio do metro quadrado é R$ 65.

Levando-se em conta a metragem do local, o aluguel do condomínio pode chegar a R$ 180,7 mil. Há quem diga que o prédio foi vendido para quitar dívida com um banco privado. Procurado três vezes pela reportagem, o empresário Jorge Rolla preferiu não comentar o assunto: “Não tenho nada para falar”. Entre os funcionários, o clima é de apreensão. Ao longo dos últimos anos, todas as lojas Rolla e Hamilton, com exceção das que funcionam no edifício-sede, foram fechadas. A última, uma unidade da Hamilton, baixou as portas há dois meses – o ponto de vendas funcionava na esquina da Rua Alagoas e Avenida Cristóvão Colombo, na Savassi.

“Estamos trabalhando normalmente, mas sem saber o que vai ocorrer conosco”, disse um funcionário lotado no imóvel 471 e que prefere o anonimato. Ele torce para que novos ventos soprem a favor do grupo, como ocorreu em 1930, quando os irmãos Joaquim e João Rolla (tio e pai de Jorge) montaram o Mundo das Meias. O estabelecimento, em 1953, foi rebatizado de Casa Rolla. A unidade, que funcionava na Rua São Paulo, no Centro da capital, era o maior ponto de venda do município especializado no ramo de tecidos para vestuário, decoração, cama e mesa.

Clientes antigos dizem que João Rolla atendia os consumidores com vestimenta impecável. Dizem mais: que ele tinha veia empreendedora. Foi um dos fundadores, em junho de 1960, do Clube de Diretores Lojistas, entidade que deu origem à Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL-BH). O irmão, Joaquim, também foi visionário: ele é responsável por importantes obras no Brasil. Em BH, por exemplo, Joaquim encomendou a Oscar Niemeyer (1907-2012) o projeto do Edifício JK, onde moram cerca de 5 mil pessoas.

Outra obra que merece destaque é o Cassino Quitandinha, o maior da América Latina naquela época. Construído em Petrópolis (RJ), em 1941, o local hoje abriga o Hotel Palácio Quitandinha. O empreendedorismo da família Rolla refletiu no crescimento da marca na capital mineira, onde algumas filiais foram inauguradas no Centro.

FONTE: Estado de Minas.

Jornalismo é serviço; Tiro e Queda, outrossim.

Daí a importância de repassar ao leitor a receita da misturinha que tira o cheiro de tudo, mas de tudo mesmo, limpa tecidos, perfuma e pode ser usada no ambiente doméstico e nos animais de estimação.

Fórmula: 1 litro de água + 1/2 copo de vinagre de álcool + 1 colher de sopa de bicarbonato de sódio + 1/4 de copo de álcool + 1 colher de sopa de amaciante.

Fácil, não é? Considerando que o vinagre e o bicarbonato efervescem usados juntos, procure fazer a mistura num recipiente grande antes de botar no frasco menor e na seguinte ordem: 1– água; 2– álcool; 3– bicarbonato; 4– vinagre; 5– amaciante de roupas. Borrife sobre tecidos em geral, sofás, almofadas, caminhas de cachorros, cortinas, travesseiros, cobertores, roupas.

Além de tirar os maus cheiros, a misturinha deixa o perfume duradouro do amaciante. Pode usar como aromatizador de ambiente, hipótese em que, em vez do amaciante, você deve acrescentar gotinhas de sua essência preferida. Se quiser limpeza profunda lave o objeto com a mistura sem medo de estragar o tecido; pelo contrário, o vinagre reaviva as cores, o bicarbonato limpa profundamente, o amaciante deixa as fibras macias e o álcool faz tudo secar depressa.

Para limpar carpetes nada existe que se compare à misturinha, que tira também o cheiro de chulé dos tênis, de mofo das roupas, de cachorro, de xixi canídeo, de vômito das crianças. Experimente limpar os estofados e o forro do teto do carro, se você é fumante. Também pode limpar bancadas, o interior dos armários, pisos, tudo! E pode ter um litro da mistura em recipiente com spray para borrifar aquilo que bem entender.

Para limpar o chão, despeje a mistura diretamente no piso, sem spray, antes de passar o rodo mágico.

chulé

Tenho o testemunho de leitora norte-americana, que me lê de cotio e recebeu a receita por e-mail. Dona de tênis fedido, bafiento, catinguento, fétido, hircoso, infecto, malcheiroso, mefítico, pestilencial, pestilento, podre, pútrido, a bela senhora escreveu-me dizendo que “usou a mistura e foi tiro e queda”.

FONTE: Estado de Minas (coluna Tiro & Queda, Eduardo Almeida Reis).



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