Antequam noveris, a laudando et vituperando abstine. Tutum silentium praemium.

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PM reage a assalto e três carros são atingidos em tiroteio no Bairro Floresta

Três criminosos roubaram o celular da namorada do policial e trocaram tiros com ele

Ramon Lisboa/EM/D.A.Press

Comerciantes, pedestres e motoristas passaram por um susto no fim da tarde desta sexta-feira no Bairro Floresta, na Região Leste de Belo Horizonte. Um policial militar reagiu a um assalto contra a namorada na Rua Tabaiares e trocou tiros com três criminosos armados. Os ladrões fugiram e três veículos acabaram atingidos pelos disparos. Ninguém ficou ferido e nem preso.

Segundo informações de testemunhas, o casal estava próximo a um posto de gasolina na Rua Tabaiares, quando três homens, ao menos um deles armado, se aproximaram e roubaram o celular da jovem. Diante da situação, o militar reagiu e houve troca de tiros.

Os criminosos fugiram correndo para a Rua Sapucaí. Mesmo em movimento, a troca de tiros continuou. As munições acabaram atingindo uma Hilux que estava parada na Rua Tabaiares. A motorista de 71 anos aguardava a filha, quando a confusão começou. Ela não ficou ferida.

Em seguida, mais tiros foram disparados e uma van, de Pedro Leopoldo, além de um Honda Civic, receberam tiros. Os criminosos conseguiram fugir e não foram encontrados até a publicação desta reportagem. Segundo o Sargento Michel, do 1º Batalhão da PM, o boletim de ocorrência será registrado na Central de Flagrantes da Polícia Civil (Ceflan) como roubo e tentativa de homicídios contra o militar.

Ramon Lisboa/EM/D.A.Press
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FONTE: Estado de Minas.


Execução na porta de boate

Empresário leva quatro tiros na saída de casa noturna em BH. Sucessão de crimes deste tipo preocupa

 

Paulo Filipe Gonçalves, de 28 anos, foi preso em flagrante após matar Guilherme Alves, de 33. Acusado exibe fotos atirando, em seu perfil numa rede social (detalhe) (Paulo Filgueiras/EM/D.A Press)

Paulo Filipe Gonçalves, de 28 anos, foi preso em flagrante após matar Guilherme Alves, de 33. Acusado exibe fotos atirando, em seu perfil numa rede social

 (Reprodução/Facebook)

Mais uma noite que deveria ser de festa terminou em um assassinato covarde e por motivo fútil na porta de uma boate, alertando autoridades e sociedade sobre o aumento da violência em baladas regadas a álcool em tradicionais casas de shows na Grande BH. Ontem, 21 dias depois de um universitário morrer espancado por três homens – incluindo dois PMs –, que teriam furado a fila num estabelecimento em Contagem, um mecânico acertou quatro tiros em um empresário na saída do Alambique, na Avenida Raja Gabaglia, no Bairro Estoril, Região Oeste da capital.

Por volta das 3h30, Guilherme dos Santos Alves, de 33 anos, foi alvejado na perna, no braço e duas vezes no tórax por Paulo Filipe da Silva Gonçalves, de 28. O desentendimento começou no interior da casa noturna. Segundo testemunhas, o autor estava num camarote acima do da vítima e, por mais de uma vez, jogou espumante no rapaz e nos amigos dele. “Ainda fez sinais obscenos. Fomos a ele e perguntamos a razão daquilo”, contou um jovem que preferiu o anonimato.

O mecânico deixou a boate antes do empresário, mas, irritado, não foi para casa. Preferiu buscar uma arma no carro e aguardar pela vítima. O atirador sequer se intimidou com a presença de outras pessoas e apertou o gatilho cinco vezes, errando um disparo. Houve pânico e policiais militares foram acionados. Paulo foi preso em flagrante, quando se preparava para fugir em seu C4 Pallas.

No carro, os militares encontraram uma besta, arma de caça usada para atirar flechas. Paulo foi conduzido à delegacia do Barreiro, onde foi autuado pelo delegado Ânderson Vicente de Souza. “Pode ser condenado de 12 a 30 anos por homicídio qualificado, pois houve motivo fútil e a vítima não teve chance de se defender. O homem chegou de surpresa, sem que fosse percebido por ninguém.”

O autor não tem porte de armas, segundo o delegado. Apesar disso, frequenta um clube de tiros, conforme fotos divulgadas em seu perfil numa rede social.

A vítima morreu no local. Guilherme, que era solteiro, deixou três filhos de relacionamentos diferentes. Ele tinha passagem por furto, estelionato e formação de quadrilha. Havia comprado um apartamento há poucas semanas e ganhava a vida com o que negociava em sua loja virtual do ramo de informática. De acordo com a PM, peritos que atenderam a ocorrência recolheram com a vítima um comprimido semelhante ao de ecstasy, droga alucinógena.

O corpo será sepultado na manhã de hoje.  Ademir Pinto, um dos sócios do Alambique, estava presente no momento da confusão. “Um cliente abriu um espumante e acertou a bebida em outro. Eles começaram uma ‘coisa’ mínima, apaziguada por apenas um segurança. Não acionamos a PM, pois não houve necessidade lá dentro”, disse.

A seção mineira da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel-MG) está preocupada com a violência em casas noturnas. Na segunda-feira, a diretoria da entidade vai discutir o assunto. “Hoje, as pessoas estão ‘puxando o dedo’ (atirando) por qualquer coisa. Dependendo do que conversarmos na reunião, poderemos solicitar um apoio técnico da PM, da Polícia Civil”, disse Tulio Montenegro, conselheiro da Abrasil-MG.

CONTAGEM Poucas horas depois do crime, o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) ofereceu denúncia contra os três acusados da morte do universitário Cristiano Guimarães Nascimento, espancado na porta de uma boate em Contagem no início do mês. Dois dos acusados são policiais militares que estavam de folga. O terceiro é um corretor de imóveis.

Há duas semanas, outro crime banal envolvendo jovens e bebidas foi registrado no estado. Em Montes Claros, no Norte, Vinícius Afonso da Silva Cordeiro, de 23, foi assassinado a tiros por um agente penitenciário, que teria pegado uma garrafa na mesa da vítima e não gostou de ser repreendido em uma casa noturna da cidade.

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FONTE: Estado de Minas.


‘Não me arrependo de forma alguma’, diz homem que matou fiscal
Jovem de 20 anos confessou ter atirado em fiscal, apesar de negar a intenção de matar

Luquinha
Sem arrependimentos, jovem confessa ter matado fiscal de ônibus na avenida Cristiano Machado, na altura do bairro Ipiranga, na região Nordeste de Belo Horizonte, na última quinta-feira (1º).

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“Não me arrependo em momento algum. Eu ia pagar a passagem mas por que ele tinha que me bater? Cara não é lugar de bater, não”, disse Lucas Gomes de Oliveira, de 20 anos, que alegou ter cometido o crime em defesa, após ter sido agredido pela vítima e outros dois fiscais no dia anterior.

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O jovem foi preso e apresentado nesta terça-feira (6) pela Polícia Civil no Departamento de Investigação de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Em entrevista à imprensa, Lucas disse que não tinha intenção de matar o fiscal, mas queria se defender de possíveis agressões.
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Segundo o delegado Emerson Morais, os investigadores conseguiram localizar o autor do homicídio na cidade de Antônio Dias, no Vale do Rio Doce. Para Morais, durante o depoimento, o criminoso se mostrou uma pessoa fria, sem qualquer piedade da vida humana.

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Sobre a arma usada no crime, Lucas afirma tê-la comprado na praça Sete por R$ 700, 00. “Eu tinha que me defender. Comprei ela no dia que apanhei. Sou trabalhador, o dinheiro fica no banco. No dia da confusão, não paguei a passagem porque estava sem a carteira”, justifica o homem.

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Lucas deve ser autuado por homicídio qualificado, por motivo fútil, além das duas tentativas de homicídio.

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O crime aconteceu em um coletivo da linha 1502 (Vista Alegre/Guarani) da Viação Zurick, que seguia no sentido centro, embaixo do viaduto Henriqueta Lisboa.

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Relembre o caso

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A discussão aconteceu em um ônibus da linha 1509 e começou depois que Webert Eustáquio de Souza, de 33 anos, e outros dois fiscais pediram que Lucas pagasse a passagem.

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Insatisfeito por ter sido repreendido, o autor começou a discutir com o trio e entrou em luta corporal com um dos colegas da vítima.

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A situação foi controlada e o homem desceu do coletivo dizendo que “isso não ficaria assim”. Mais tarde, ele foi até a garagem da empresa de ônibus, com uma arma, procurando pelo fiscal com quem havia brigado. De acordo com o delegado, o criminoso apareceu acompanhando de um colega, que segundo testemunhas, estava instigando o rapaz a matar o desafeto.

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Na manhã de quinta-feira (1°), o autor entrou no ônibus da linha 1502 próximo à estação São Gabriel. Souza embarcou pouco depois, na avenida Cristiano Machado, na altura do bairro Ipiranga, e pediu que os passageiros que estavam na parte dianteira do ônibus pagassem as passagens. “O autor ficou na escada, se recusando a passar na roleta”, disse o delegado. Após a negativa, o fiscal insistiu que ele teria que pagar a passagem.

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“O autor, então, se dirigiu até a roleta, virou-se, sacou uma arma de fogo que trazia dentro da mochila e falou: ‘você quer sua passagem? Então, toma aqui seus R$ 3,10’, e deu dois tiros no peito da vítima”, disse Morais. Quando a vítima já estava caída, o suspeito fez mais três disparos.

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A discussão aconteceu em um ônibus da linha 1509 e começou depois que Webert Eustáquio de Souza, de 33 anos, e outros dois fiscais pediram que o suspeito pagasse a passagem. Insatisfeito por ter sido repreendido, o autor começou a discutir com o trio e entrou em luta corporal com um dos colegas da vítima.

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A situação foi controlada e o suspeito desceu do coletivo dizendo que “isso não ficaria assim”. Mais tarde, ele foi até a garagem da empresa de ônibus, com uma arma, procurando pelo fiscal com quem havia brigado. De acordo com o delegado, o suspeito apareceu acompanhando de um colega, que, segundo testemunhas, estava instigando o rapaz a matar o desafeto.

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Na manhã de quinta-feira (1º), o autor entrou no ônibus da linha 1502 próximo à estação São Gabriel. Souza embarcou pouco depois, na avenida Cristiano Machado, na altura do bairro Ipiranga, e pediu que os passageiros que estavam na parte dianteira do ônibus pagassem as passagens. “O autor ficou na escada, se recusando a passar na roleta”, disse o delegado. Após a negativa, o fiscal insistiu que ele teria que pagar a passagem.

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“O autor, então, se dirigiu até a roleta, virou-se, sacou uma arma de fogo que trazia dentro da mochila e falou: ‘Você quer sua passagem? Então, toma aqui seus R$ 3,10’, e deu dois tiros no peito da vítima”, disse Morais. Quando a vítima já estava caída, o suspeito fez mais três disparos. As imagens mostram que o ônibus estava cheio no momento do crime.

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No último sábado (3), a Polícia Civil identificou o atirador e pediu a prisão temporária dele.

 

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FONTE: O Tempo.


Avião que sobrevoava acampamento sem-terra cai e deixa dois mortos em Tumiritinga

Local é conhecido por conflitos entre fazendeiro e integrantes do MST. Funcionários de prefeitura de Central de Minas confirmaram que o prefeito da cidade estava no avião

 

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Duas pessoas morreram na queda de uma aeronave na tarde desta terça-feira em Tumiritinga, na Região do Vale do Rio Doce. De acordo com o 8º Comando Regional da Polícia Militar, o avião sobrevoava um acampamento conhecido por conflitos recentes entre integrantes do Movimento dos Sem-Terra (MST) e fazendeiros. O prefeito da cidade de Central de Minas, Genil Mata da Cruz (PP), de 39 anos, estava no avião juntamente com um funcionário particular, identificado apenas como Douglas, de 28 anos.
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Funcionários da prefeitura de Central de Minas estão concentrados próximo ao prédio da administração municipal, consternados com as informações do acidente. A secretária municipal de assistência social, Aline Soares de Menezes, os funcionários receberam a confirmação de que o prefeito estava a bordo da aeronave. “Ele e um funcionário dele saíram na tarde de hoje. A mãe do prefeito está aqui, transtornada com a notícia. Familiares já estão vindo buscá-la”, comentou. A secretária completou dizendo que Central de Minas está de luto com as mortes.
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No início da noite, o secretário de obras e transportes, João Neto Garcia, revelou que os funcionários e moradores da cidade receberam um choque com a notícia. “Infelizmente nosso prefeito faleceu. Estamos chocados”, disse.
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Segundo a PM, a corporação recebeu várias ligações de moradores dizendo que ataques estavam sendo realizados no local. De acordo com as denúncias, minutos antes da queda, dois ocupantes do monomotor estariam jogando algo que descrevem como uma espécie de coquetel molotov.

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De acordo com a moradora da ocupação, Neurilane de Souza Alves, de 35 anos, duas aeronaves começaram a sobrevoar a fazenda no fim da tarde. “Elas sobrevoaram por aproximadamente uma hora o acampamento jogando bombas de coquetel molotov sobre as casas. Durante a ação, uma delas caiu e a outra foi embora”, comentou. A moradora afirma que as famílias não revidaram. As famílias ficaram assustadas com a ação e tentaram se esconder. “Foi muita correria. Não tivemos tempo de pensar em nada. Tinha muitas crianças, idosos e gestantes, o que fizemos foi protegê-los”, diz Neurilane.
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Um militar que esteve no local diz que uma das asas da aeronave se quebrou antes da queda. A peça foi parar a cerca de 150 metros do restante da estrutura do avião. De acordo com o policial, há duas perfurações na asa que podem ter sido causadas por tiros. Ainda segundo o militar, essa informação só poderá ser confirmada pela perícia.
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Três viaturas do Corpo de Bombeiros estiveram no local e combateram o incêndio na aeronave. Militares de Conselheiro Pena fazem o isolamento da área e aguardam a chegada da perícia.
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Conforme informações da PM de Conselheiro Pena, integrantes do MST já tinham invadido outra propriedade na região. Nos últimos dias, após invasão a um terreno do prefeito da cidade de Central de Minas, Genil Mata da Cruz (PP), houve confronto. Segundo a PM, há informação de que o prefeito teria saído da cidade com um funcionário em uma aeronave nesta tarde.
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A fazenda do prefeito de Central de Minas foi invadida em 5 de julho deste ano por membros do Movimento dos Sem-Terra (MST). O grupo, de aproximadamente 300 pessoas, justificou a entrada na propriedade por ser um local improdutivo. As terras ficam a aproximadamente sete quilômetros de Tumiritinga. 
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Na última sexta-feira a situação ficou tensa na região. Moradores da ocupação informaram a PM que algumas pessoas invadiram a fazenda em dois tratores blindados. No trajeto, os suspeitos, segundo a denúncia, atiraram e arremessaram foguetes contra as famílias. 
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Acidentes aéreos sobem em MG
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Acidentes aéreos ocorrem com frequência em Minas Gerais este ano. Já foram registradas oito quedas de aeronaves, com 17 mortos, em 2015. Esta foi a sexta tragédia em menos de 40 dias. A primeira ocorrência – da sequência que começa no início de junho -, foi com um avião agrícola em Monte Carmelo, no Alto Paranaíba, que matou uma pessoa.

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FONTE: Estado de Minas.


Investigadora da Polícia Civil é baleada em tiroteio com PMs

Marido da vítima morreu no local após ser atingido por oito tiros nas costas; Polícia Militar não confirma que os disparos tenham saído da arma dos militares

Uma investigadora da Polícia Civil foi baleada e o marido dela morto na noite desta terça-feira (28) no bairro Pongelupe, região do Barreiro. A princípio, o tiroteio teria começado depois de desentendimentos com três policiais militares. O marido da policial, que estaria com ela no momento do crime, foi morto após ser atingido por oito tiros. O corpo dele foi encontrado em uma calçada ao lado da mata onde teria acontecido o tiroteio.

A Polícia Militar (PM) não confirma que os disparos tenha saído da arma dos militares, mas explicou que o trio realmente estava no local.Já a Polícia Civil declarou que o caso já está sendo investigado. A Secretaria de Estado de Defesa Social (SEDS) também foi procurada pela reportagem de O TEMPO e explicou que já está apurando os fatos, mas não irá se pronunciar sobre a situação para não atrapalhar a segurança da investigação.

De acordo com informações da SEDS, o secretário Bernardo Santana está em contato com as duas corporações, e vai se pronunciar nesta quarta-feira (29).

Segundo testemunhas, a troca de tiros aconteceu na rua Augusto de Góis, no bairro Pongelupe, por volta de 19h30. A policial Fabiana Aparecida Sales, lotada em Ibirité, na Grande BH, foi atingida na nádega e encaminhada para o Hospital Júlia Kubistchek. A vítima passou por cirurgia e seu quadro é estável.

Já o corpo do companheiro de Fabiana, o mecânico Felipe Sales, de 32 anos, foi encontrado já sem vida próximo à linha férrea, nas imediações da praça da Febem. Conforme informações da perícia, ele foi atingido por quatro tiros nas costas, três na coxa esquerda e um no abdômen.

Ainda não há uma versão oficial que explique o que teria motivado a troca de tiros e quem teria atingido as vítimas.

Possibilidades

Uma das versões para o crime é de que três militares às paisana estariam dentro de uma mata praticando tiro ao alvo. A investigadora e o marido, que moram em uma casa, que fica em frente a mata, escutaram os disparos e saíram desconfiado. Ao encontrar o trio, o casal suspeitou que seriam assaltantes. A dupla teria tentado abordar o trio, que também desconfiou da investigadora e do marido dela. Foi quando deu-se o tiroteio.

Outra versão dos moradores que presenciaram o fato é que o trio de militares estaria na praça, fazendo uso de bebidas alcoólicas, quando o casal passou pelo local. Eles teriam cantado a investigadora. O marido dela, que estaria armado, teria dado tiros contra os três policiais, que revidaram.

Uma terceira versão dá conta que os três suspeitos teriam uma dívida com o marido da investigadora, que, segundo um morador, seria vendedor de ouro.

Nenhuma das versões foram confirmadas pela Polícia Civil.

Buscas pelos suspeitos

O ocorrido mobilizou ao menos 15 viaturas da Polícia Civil, que chegaram rapidamente à praça. No tempo em que a reportagem esteve no local, apenas uma equipe da Polícia Militar permaneceu presente.

Os três militares foram identificados e encaminhados para a sede do 41º Batalhão. Duas armas foram apreendidas no endereço, mas ainda não se sabe a quem elas pertenciam.

O delegado Ramon Sandoli, que esteve no local, explicou que não há nada esclarecido. “As investigações ainda não apontam para nada”, esquivou-se.

FONTE: O Tempo.


Treze tiros marcam escalada do medo
Assassinato de flanelinha na Praça JK às 7h da manhã, quando moradores se exercitavam e crianças brincavam, é ponto alto da sucessão de crimes que amedronta os moradores
Três homens abordaram flanelinha que sempre estava na praça e não deram chance de defesa à vítima (PAULO FILGUEIRAS/EM/D.A.Press)

Bairro em que a tranquilidade cedeu espaço ao medo, o Sion, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte, vem acumulando ocorrências de assaltos, arrastões em restaurantes, arrombamentos de veículos, furtos e sequestros-relâmpago. Ontem, esse clima de insegurança chegou ao seu ponto mais alto com uma execução à luz do dia, em um dos pontos mais movimentados da área.

Logo pela manhã, o flanelinha Cleiton Roberto Lopes, de 30 anos, conhecido como Neném, foi assassinado na Praça JK, às 7h, quando diversas pessoas se exercitavam e crianças brincavam no local, usado habitualmente para a prática de atividades físicas e lazer.

O que mais impressionou testemunhas do crime foi a frieza dos três assassinos, que atiraram à queima-roupa no homem, que morreu no local, próximo à casa do vice-governador, Antônio Andrade. “Escutei um barulho, que achei que era bomba, e vi os três fuzilando o rapaz na minha frente. Depois de baleado, ele ainda fez um movimento final de cabeça. Um dos assassinos voltou e deu um tiro de misericórdia”, contou um morador do bairro. Ao todo, foram pelo menos 13 disparos. A testemunha havia acabado de chegar à praça e entregaria o carro ao lavador, que trabalhava diariamente no local. Com o susto, a testemunha voltou pela contramão pela Rua Engenheiro Caetano Lopes e estacionou bem longe do ponto onde faz caminhadas todas as manhãs.

Depois das vários crimes em pontos comerciais – especialmente nas avenidas Uruguai e Nossa Senhora do Carmo – e de rotineiros casos de assaltos e arrombamentos de veículos nas ruas mais desertas, moradores se queixam da mudança de perfil do bairro. “Antes era tranquilo viver aqui. Atualmente, estou impressionada com a violência. Todo mundo tem uma história para contar. Eu já fui assaltada e recentemente minha irmã também, em plena Avenida Uruguai. À noite, as ruas ficam escuras e se chego em casa de carona, desço do carro correndo, com a chave na mão e morrendo de medo”, disse a universitária Jéssica Vieira Taves, de 23. Ele reclama da falta de policiamento no bairro e diz que há poucos dias uma loja de móveis vizinha à sua casa foi arrombada. “Chamamos a polícia, mas eles chegaram depois de 50 minutos, quando os bandidos já tinham fugido e deviam estar bem longe. Até os donos da loja chegaram antes da polícia e entraram sozinhos no estabelecimento”, contou a moça.

Frentista de um posto na Avenida Uruguai, Bruno Marra, de 37, disse também ter sido vítima de bandidos no Sion. “A violência no bairro está geral. Já fiquei refém de um rapaz que chegou aqui com uma faca imensa e me ameaçou de morte. Ele foi embora levando o troco que eu tinha na hora e também o meu sossego. Fiquei amedrontado por muito tempo. Não podia ver uma faca que me lembrava do caso”, disse. Segundo o colega dele André Felipe Monteiro, de 28, são frequentes os casos de furtos em ruas vizinhas ao estabelecimento.

Um morador do bairro que pediu para não ser identificado fez coro às queixas quanto aos problemas de segurança. Segundo ele, havia um pelotão da Polícia Militar instalado no Sion que servia de base para policiais da 127ª Companhia, responsável pelo patrulhamento da área. Há cerca de três anos, no entanto, a corporação encerrou as atividades no local para dar lugar a rondas táticas pela região. “Foi uma luta da comunidade para que a polícia estivesse mais presente. O sossego havia retornado, mas, depois que abandonaram o posto e descentralizaram o serviço, o Sion ficou desguarnecido. Falta policiamento. O bairro está entregue à própria sorte”, critica o morador.

Na avenida Nossa Senhora do Carmo, corredor já apontado pelo site Onde fui Roubado como um dos 10 locais onde mais ocorrem assaltos, os relatos também são de perigo e medo. De acordo com comerciantes, criminosos em motocicletas são os principais responsáveis pelos crimes. Eles costumam abordar as vítimas em sinais ou pontos de ônibus, fugindo com carteiras e celulares.

Um dos casos de maior repercussão na Nossa Senhora do Carmo ocorreu em 27 de maio do ano passado: uma troca de tiros entre policiais militares e dois criminosos causou pânico entre comerciantes e pedestres na via, exatamente na altura do Bairro Sion. Os assaltantes roubaram dois estabelecimentos na Avenida Uruguai e foram surpreendidos na fuga pela PM. A dupla saiu em direção à avenida, onde houve o tiroteio. Um cliente e um frentista foram atingidos. Um comerciante que trabalha perto e pediu para não ser identificado, por medo de represálias, presenciou o caso. “A polícia saiu atirando na rua. Foi um perigo. Os dois bandidos foram presos, mas as pessoas atingidas poderiam ter morrido”, lembra. Segundo ele, assaltos são rotineiros na avenida, que serve ainda como corredor de fuga para os bandidos.

Dois policiais que faziam o patrulhamento ontem na Avenida Uruguai contaram que grande parte dos crimes no Sion e nos bairros do entorno são praticados por moradores de aglomerados vizinhos, especialmente o Morro do Papagaio. “Existe uma disparidade econômica muito grande na região. Os criminosos vêm praticar assaltos aqui, porque sabem que o poder aquisitivo dos moradores do Sion é alto”, disse um deles. “Mantemos presença policial para intimidar a ação dos bandidos, especialmente nos corredores comerciais”, afirmou o outro militar.

Apesar da queixa dos moradores, a Polícia Militar sustenta que os crimes estão em queda no Sion. “A curva é decrescente, se comparado este trimestre com o mesmo período do ano passado. Recebemos, sim, ocorrências, principalmente de arrombamento de veículos, mas as estatísticas do Sion não são diferentes do restante da cidade”, afirmou o comandante da 127ª Cia, major Fabiano Rocha. Segundo ele, o pelotão que funcionava no bairro foi desativado porque a filosofia de trabalho da polícia mudou. “O policiamento fixo não é mais estratégia da PM. Temos o patrulhamento da base móvel, de duas duplas de bike-patrulha, equipes de moto-patrulha, além do monitoramento de rotina e as redes de vizinhos e comerciantes protegidos.” Segundo o comandante, não há previsão de aumento no efetivo do bairro.

O major Fabiano Rocha afirmou ainda que a morte do flanelinha na manhã de ontem foi um caso isolado. “Ele já tinha envolvimento anterior com a criminalidade. Há anos o Sion não registrava nenhum homicídio.” O filho da vítima dos disparos na Praça JK, desolado, esteve no local após o crime. Cleiton era morador da Vila Acaba Mundo, vizinha à praça. Até o fechamento desta edição, os três assassinos não haviam sido presos, segundo a sala de imprensa da PM.

Outros casos de violência

27/5/2014

» Dois homens foram presos, suspeitos de assaltar várias lojas na avenida Nossa Senhora do Carmo. O crime ocorreu à tarde, horário de grande movimento na via. De acordo com a Polícia Militar, os dois fizeram um arrastão na região e roubaram pelo menos três lojas. Uma viatura que fazia o patrulhamento no local flagrou os suspeitos em uma motocicleta. Os homens chegaram a atirar contra a viatura na avenida Uruguai, mas foram detidos e encaminhados à Companhia da PM no Bairro São Pedro.

30/5/2014

» Uma tentativa de assalto terminou com uma pessoa baleada na Nossa Senhora do Carmo. A vítima, um advogado que estava parado no sinal de trânsito, foi abordado em seu veículo, um Volvo XC60 por um rapaz que estava em uma motocicleta preta. O assaltante exigiu que ele entregasse o Rolex que usava. A vítima disse aos policiais que estava tirando o relógio quando o criminoso disparou e atingiu uma de suas pernas. O ladrão fugiu em seguida.


8/8/2014

» Assaltantes fizeram um arrastão em um restaurante na Rua Flórida. Cerca de 20 pessoas estavam no local e enfrentaram momentos de pânico. Segundo as vítimas, enquanto um criminoso armado recolhia os objetos, outro dava instruções para o comparsa atirar. Os bandidos fugiram levando celulares, tablets, dinheiro e outros pertences dos clientes.

6/10/2014

» Dois menores, um de 14 e outro de 17 anos, foram apreendidos, suspeitos de fazer um arrastão em um restaurante de comida japonesa no Sion. Outros dois envolvidos no assalto conseguiram fugir. Foram levados dinheiro e pertences pessoais dos clientes, como celular.

FONTE: Estado de Minas.


 

Tiroteio em estacionamento de drogaria no Cidade Nova deixa clientes e funcionários em pânico

Segundo a PM, um homem atirou várias vezes contra um carro parado no local, pensando que o alvo estava dentro do veículo.

tiros

Um tiroteio no estacionamento de uma drogaria na Avenida Cristiano Machado, no Bairro Cidade Nova, na Região Nordeste de Belo Horizonte, deixou clientes e funcionários em pânico na noite desta quinta-feira. Segundo a Polícia Militar(PM), um homem atirou várias vezes contra um veículo que estava no local, pensando que dentro dele estavam as pessoas que ele pretendia matar.

Ainda segundo a PM, por volta de 21h20, dois homens chegaram à drogaria em um Vectra. Eles entraram no local para comprar um curativo, já que um deles estava ferido. Pouco tempo depois, um outro homem chegou de carro ao comércio e disparou pelo menos 10 vezes contra o Vectra.

A PM acredita que o atirador pensava que a dupla que chegou no Vectra estivessem dentro do veículo. No entanto, de dentro da loja, junto com outros clientes, eles ouviram os disparos e se esconderam. Testemunhas disseram que houve correria e pânico entre as pessoas que estavam no local.  

Após atirar, o homem fugiu do local. Em seguida, a dupla que seria o alvo dos disparos também deixou o local, no veículo alvejado. 

A perícia esteve na cena do crime e achou 10 cápsulas de pistola calibre 380. Além do Vectra, os projéteis atingiram uma moto e um outro veículo estacionado na frente da drogaria.
Hipótese para o crime
A polícia acredita que os ocupantes do Vectra tenham se envolvido em um confronto anterior. Com um deles ferido, a dupla foi até a drogaria em busca de um curativo.  A PM fez rastreamentos e analisou imagens de câmeras de segurança para tentar identificar os envolvidos. Até 23h40 a polícia não tinha mais detalhes sobre a ocorrência.
Correria
Segundo uma testemunha que estava no local, foram ouvidos por volta de 10 disparos. “Estava no balcão quando funcionários entraram assustados e fomos todos para os fundos da loja. Foi possível ver um homem entrar na loja ferido e, após os disparos, fugir. Quando saímos, o chão tinha marcas de sangue”, conta.

FONTE: Estado de Minas.



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