Antequam noveris, a laudando et vituperando abstine. Tutum silentium praemium.

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Defesa Civil alerta para novos temporais em BH e região metropolitana
Entre essa quarta-feira (1º) e esta quinta (2), choveu mais do que a média esperada para o mês na capital; segundo meteorologista, volume é incomum por causa da chegada do inverno
Chuva
A instabilidade atmosférica continua intensa na região metropolitana de Belo Horizonte, o que pode causar temporais, com ventos de até 50 km/h, na noite desta quinta-feira (2) e na madrugada desta sexta (3). Além disso, as chuvas continuam durante o fim de semana. Contudo, elas serão isoladas e de baixa intensidade. As informações são da Defesa Civil Municipal e do Instituto Clima Tempo PUC Minas.

Nos dois primeiros dias de junho deste ano choveu mais do que a média esperada para o mês na capital. Entre esta quarta e quinta caíram 30,4 milímetros de chuva, a média esperada era de 14,1 em todo o período. Vale ressaltar que cada milímetro de chuva corresponde a um litro de água por metro quadrado.

De acordo com o meteorologista Heriberto dos Anjos, o volume de chuvas para o mês é incomum por causa da chegada do inverno. “Como estamos nos aproximando da estação mais seca do ano, a média do mês de junho em Belo Horizonte é baixa. Mas nas últimas horas, já choveu bastante. Isso ocorreu por causa de um sistema de baixa pressão que atua no oceano. Essa condição aumentou as áreas de instabilidade atmosférica e provocou chuvas em grande parto do Estado”, disse.

Segundo o meteorologista, a instabilidade atmosférica também contribuirá para que as temperaturas continuem baixas em Belo Horizonte ao longo da semana. “Hoje (quinta), por exemplo, a máxima não passou dos 21º C. Isso ocorre em função do aumento das nuvens, que diminui a radiação solar e, consequentemente, a temperatura cai”, explicou Heriberto.

Temporal desta quinta

Durante a madrugada desta quinta, choveu por cerca de três horas em Belo Horizonte, de acordo com a Defesa Civil. A precipitação estava acompanhada de ventos e raios, deixando o trânsito complicado.

Batidas leves entre carros aconteceram na avenida Cristiano Machado, pouco antes do túnel da Lagoinha, deixando o fluxo lento, no sentido centro.

Uma batida envolvendo um ônibus, um carro e uma moto, na avenida do Contorno, próximo a avenida Prudente de Morais, causou lentidão no sentido Savassi, até a rua Platina, segundo a Empresa de Transportes e Trânsito de Belo Horizonte (BHTrans). O ônibus de passeio parou em um poste de iluminação pública.

Além disso, semáforos desligados complicaram o tráfego, na avenida Amazonas, sentido Contagem, e, nesta cidade, na região metropolitana, na avenida Babita Camargos, no bairro Cidade Industrial.

O tráfego também ficou lento na avenida Raja Gabáglia, no sentido centro, entre o Hospital Madre Teresa e a avenida do Contorno, conforme a BHTrans.

Precipitação

Na capital, a precipitação foi mais intensa na região Centro-Sul, com 16 milímetros das 0h às 6h50, seguida das regiões Barreiro (14,2 mm) e Oeste (10,8 mm), conforme a Defesa Civil. Na região Leste choveu 9 mm, 8,8 mm na região Noroeste, 7,8 mm na região Nordeste, 5,4 mm na Pampulha, 3,2 mm na região Norte e 2,8 mm em Venda Nova.

Chuva eleva níveis dos reservatórios

A chuva que atingiu a região metropolitana nos dois primeiros dias de junho foi muito bem-vinda para os reservatórios da Copasa.

No sistema Rio das Velhas choveu 11 milímetros. Em todo mês de junho de 2015, mês caracterizado por longa estiagem, choveu apenas 2,3 mm. A média histórica para o mês, conforme gráfico da Copasa é de 11 mm.

No reservatório Rio Manso choveu 15,2 milímetros neste início de mês, contra os 9 mm de todo o mês de junho do ano passado. No Sistema Serra Azul, o volume foi 10,5 mm, bem superior aos 4,7 mm registrados em 2015. No Vargem das Flores, o volume de chuva nos dois primeiros dias de junho foi 7 mm; em 2015, durante o mês de junho, choveu apenas 4,3 mm.

O nível geral dos reservatórios também é maior na comparação entre junho de 2016 e 2015: Rio Paraopeba está com 57,5% de sua capacidade. Em 2015, operava com 37,9; Rio Manso está com 74,6%, contra 50,6% no ano passado; Serra Azul opera com 33,6% de sua capacidade contra 15,8% em 2015; Vargem das Flores está com 46% de sua capacidade contra 39,5% no ano passado.

Contra o racionamento

De acordo com a Copasa, o risco de racionamento de água está descartado na Grande BH, desde a implantação da nova captação do Rio Paraopeba, em Brumadinho, em dezembro de 2015. O sistema capta até 5.000 litros de água por segundo, o que permite, por pelo menos mais 20 anos, a segurança no abastecimento da população de Belo Horizonte e região metropolitana.

O Programa Cultivando Água Boa (CAB) também é uma das ações de médio e longo prazo para a garantia da segurança hídrica que a Copasa está adotando. As atividades compreendem mobilização da comunidade, ações de recuperação ambiental, de matas ciliares, controle de processos erosivos e outras práticas.


JUVENTUDE INTERROMPIDA »Festa, baderna e assassinato

Rapaz de 22 anos é morto a tiro por causa de esbarrão em calourada perto da PUC Minas. Vizinhos e a própria universidade criticam os excessos nos eventos no entorno do câmpus

Marcada pela violência que vitimou Daniel Vianna (detalhe), festa provocou sujeira e confusão, que 
a comunidade denuncia como frequentes  (edésio ferreira/EM/D.a press)

A festa festa para calouros da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas) se transformou em baderna e terminou com um assassinato, além de brigas e acidente com motorista alcoolizado, entre a noite de sexta-feira e madrugada de ontem. Os estudantes que organizaram o encontro fecharam a Avenida 31 de Março, diante da unidade do Bairro Coração Eucarístico, na Região Noroeste de BH, em evento que contou com farto consumo de bebidas alcoólicas e gerou muito lixo.

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Por volta da 1h30 de ontem, em meio à festa, o estudante Daniel Adolpho de Melo Vianna, de 22 anos, do último período de direito da Faculdade Pitágoras, se desentendeu com o soldador Pedro Henrique Costa Lourenço, de 29. Segundo testemunhas, Pedro Henrique tinha um revólver na cintura e atirou no rosto de Daniel, que morreu na hora. Amigos do universitário morto entraram em luta com o atirador e o imobilizaram. Horas antes, um calouro de 19 anos, do curso de ciências contábeis da PUC, que havia saído da festa, bateu em pelo menos cinco carros estacionados. .

A polícia fez o teste do bafômetro e constatou que o rapaz apresentava mais de três vezes o teor alcoólico limite para crime de trânsito.

“Amor da minha vida, meu filho tão amado e querido. Você agora está com Deus, onde um dia iremos nos encontrar. Meu coração está partido, despedaçado. Mas você foi um anjo que Deus me emprestou, para poder ser sua mãe por 22 anos. Não sei como vou viver com sua ausência aqui na Terra, mas jamais te esquecerei. Te amo, te amo, te amo e assim para sempre será.” Wânia Lúcia Melo Vianna, mãe de Daniel Adolpho de Melo Vianna, em depoimento postado em rede social
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O rapaz assassinado durante a festa deixou de viajar com a família da mãe para passar o Dia dos Pais em Belo Horizonte, com o pai. Tio materno de Daniel, o comerciante Sérgio Luiz Perpétuo de Melo, de 54, disse que a família está devastada. “Estávamos em Carandaí (137 quilômetros de BH), no meu sítio. Por volta das 4h30, nos deram a notícia. Voltamos na hora. A mãe dele ainda não acredita. A irmã, de 17, está muito abalada. Ninguém entendeu como alguém pode destruir uma família de uma forma tão estúpida”, desabafou.
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Segundo o comerciante, Daniel era um rapaz de família e muito reservado. “Tinha começado um escritório de advocacia com amigos e todo dinheiro que ganhava usava para comprar algo para casa. Ele era o sonho da minha irmã, que teve de lutar muito em tratamentos para engravidar dele. A ficha dela ainda não caiu”, conta. O pai, em estado de choque, não falou sobre o episódio. O corpo do rapaz deve ser sepultado hoje, às 10h, no Cemitério do Bonfim, na capital.
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De acordo com uma engenheira ambiental de 26 anos, que participava da festa e pediu para não ser identificada, o homem apontado como assassino chegou ao evento com um grupo que se destacava por um aspecto que ela classificou como “típico de marginais”. “Esse pessoal esquisito mal chegou e a confusão começou, em frente ao banheiro feminino. Escutei um tiro e fiquei apavorada. Fui embora imediatamente. Antes, estava tudo pacífico, com as pessoas dançando e conversando numa boa. Foi só esse pessoal chegar que ocorreu essa tragédia”, conta..

Pelo relato feito à Polícia Civil por seis testemunhas, que são amigas da vítima, Daniel e outro colega estavam de passagem pelo interior do bar, quando o estudante de direito esbarrou na perna de Pedro Henrique e pisou no seu pé, por descuido. O soldador, segundo essa versão, teria se irritado e gritado com Daniel, que abriu os braços, esboçando não ter entendido o que se passava.

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Nesse momento, o homem teria sacado um revólver da cintura e atirado no rosto da vítima, que morreu na hora. “Pedro correu por 10 metros e os amigos da vítima entraram em luta corporal com ele. Um deles é lutador de jiu-jítsu e conseguiu imobilizar o agressor, que ainda tentou atirar nele, mas a arma caiu”, contou o delegado Sidney Aleluia, da Central de Flagrantes. A Polícia Militar chegou ao local e prendeu o homem, mas a arma desapareceu. “Acredito que algum colega do acusado tenha escondido o armamento”, disse o delegado.

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EUFÓRICO Na delegacia, Sérgio Luiz, tio do rapaz morto, contou que o soldador não demonstrou arrependimento e seus pais chegaram a zombar da família da vítima. “Minha irmã estava desesperada e os pais daquele monstro ficaram falando que logo ele estaria solto. Se fosse meu filho, iria chegar de joelhos e pedir perdão por ele ter tirado a vida do filho de outra pessoa”, criticou. De acordo com o delegado Sidney Aleluia, o acusado aparentava estar muito eufórico e poderia ter feito uso de alguma substância entorpecente.

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Pedro Henrique não quis falar sobre o episódio e disse aos policiais militares que não foi ele quem atirou. O advogado Fábio Piló, contratado pela família do acusado para acompanhar a lavratura do flagrante, disse que ainda não havia conversado com o cliente sobre o caso. O delegado disse que indiciaria o homem por homicídio duplamente qualificado, por motivo fútil, impossibilidade de defesa da vítima e com emprego de arma de fogo, além de tentativa de homicídio contra um dos amigos do rapaz e disparo de arma de fogo em via pública. As penas, somadas, em caso de condenação, podem chegar a 54 anos de reclusão e multa.

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Horas antes do assassinato, ainda pintado de azul, como é tradição na recepção dos calouros, um estudante de 19 saiu da mesma calourada dirigindo seu automóvel Gol, mas perdeu o controle e bateu em pelo menos cinco carros estacionados na Alameda Guajará, a menos de um quarteirão da PUC. Policiais do 34º Batalhão da PM detiveram o motorista, que concordou em soprar o bafômetro. A quantidade de álcool medida no ar expelido pelos pulmões foi de 1,19 miligrama por litro de ar, sendo que o limite para que se configure crime de trânsito é de 0,34 miligrama. O caso foi encerrado na delegacia do Detran e o veículo, levado pela mãe do calouro.

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Vizinhança pede fim do transtorno

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Moradores do entorno do bar onde ocorreu o homicídio reclamam que os transtornos relacionados a barulho, sujeira e brigas começaram desde a abertura do estabelecimento, há pouco mais de dois anos. E que, inclusive, procuraram o Ministério Público no fim do ano passado, para relatar os problemas, mas não tiveram retorno. De acordo com o presidente da Associação de Moradores do Bairro Coração Eucarístico, Walter Freitas, festas marcadas em redes sociais chegaram a reunir cerca de 5 mil pessoas nas imediações.

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“Nas calouradas, vêm alunos da PUC, mas também muita gente de fora, porque os encontros são divulgados na internet. Vira uma verdadeira balbúrdia”, afirma o morador, ressaltando que, ontem, o bar estava aberto. “Estão funcionando, como se nada tivesse ocorrido”, criticou. Os transtornos na região são criticados pela própria PUC, que destacou em nota nada ter a ver com o evento que terminou em morte.

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O líder comunitário conta que, com tanta gente, o trânsito fica complicado e ônibus das linhas que atendem ao bairro ficam travados entre veículos, muitas vezes estacionados de forma irregular. “Vira um caos generalizado. Os frequentadores ligam o som dos carros e fazem muito barulho madrugada adentro. Atrapalham a passagem de pedestres e de quem chega de carro em casa”, lembrou. Segundo Walter, a associação vai voltar a procurar o MP, desta vez para pedir que o funcionamento dos bares ocorra somente até as 23h, além de reforço de policiamento.

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Em nota, a PUC Minas informou que o evento não era uma calourada da universidade. E, ainda, que o estabelecimento onde ocorreu o confronto é frequentado por um grande número de pessoas, entre elas, alunos, e que os eventos provocam, muitas vezes, transtornos para o trânsito e riscos para a segurança de toda a comunidade. “Com os moradores da região e a Polícia Militar, a universidade tem mantido um permanente diálogo sobre o problema, entendendo que há prejuízos claros à tranquilidade e à qualidade de vida dos vizinhos do estabelecimento. Além disso, por meio de seus professores, gestores acadêmicos e funcionários, a universidade procura desestimular a ida de seus alunos àquele local, em função, exatamente, das aglomerações que ali eventualmente se dão”, diz trecho da nota.

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A instituição lamentou o ocorrido, que, de acordo com a nota, “expressa, de modo grave, a banalização da violência em nossa sociedade”. “A PUC Minas reitera sua determinação em continuar buscando uma solução para o fim dos mencionados transtornos, que resulte de um amplo diálogo, envolvendo toda a comunidade”, conclui o texto

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FONTE: Estado de Minas.


Santa Tereza pode ter horário da folia estendido em 2015

Festa no ano passado foi limitada até as 19h para evitar transtornos aos moradores

 

Paulo Filgueiras/EM/D.A Press  4/3/12

O carnaval pode agradar e animar ainda mais os foliões no Bairro Santa Tereza, na Região Leste de BH. A festa no ano passado foi limitada até as 19h para evitar transtornos aos moradores. Porém, as próprias famílias já admitem querer estender um pouco mais o horário da folia em 2015, desde que haja policiamento reforçado, banheiros químicos e a presença do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) nas ruas da zona boêmia da capital mineira. Uma reunião marcada para segunda-feira entre as associações de moradores e a Belotur  vai acertar os últimos detalhes.

A Associação Comunitária do Bairro Santa Tereza realizou outros dois encontros com a Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) e a Polícia Militar para definir alguns pontos onde serão realizadas as festas na região. Pelo menos 16 blocos, já cadastrados pela Belotur, vão circular pelas ruas do bairro. “Já entregamos o itinerário e os horários de cada bloco. Quatro ficarão em pontos fixos e outros 12 vão desfilar. Serão quatro itinerários, um deles saindo da Praça Floriano Peixoto”, diz o presidente da associação, João Bosco Alves Queiroz.

A reunião de segunda-feira ocorre no Cine Santa Tereza. A limitação de até 19h no ano passado foi tomada para evitar os tumultos, como ocorreu em 2013 e mesmo em 2014. Perturbação do sossego, transtornos no trânsito, atentado violento ao pudor, brigas, uso e tráfico de drogas foram as principais ocorrências. Entretanto, a definição do horário na folia de 2015 ainda divide opiniões. “Já ouvimos vários moradores. Alguns querem estender o horário, outros não. Tudo será resolvido na reunião”, afirmou Queiroz.

Sem festaPelo menos dois municípios mineiros não vão ter carnaval este ano. Santos Dumont, na Zona da Mata, e Formiga, no Centro-Oeste, decidiram cancelar as festas. A alegação das prefeituras é a crise econômica. 

“Temos recurso para fazer a festa, mas estaria desprendendo-o de outros serviços da área de saúde, educação e de infraestrutura”, disse o prefeito de Santos Dumont, Carlos Alberto Ramos de Faria (PP). Já o prefeito de Formiga, Moacir Ribeiro (PMDB), em entrevista coletiva, afirmou que a prioridade é o pagamento do salário dos servidores, que já chegaram a ficar atrasados.

 

FONTE: Estado de Minas.


ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 11/08/2014.
Justiça veta demolição da alça norte do Viaduto Batalha dos Guararapes
O juiz determinou que a prefeitura de Belo Horizonte discuta com a população atingida a forma do enfrentamento do problema, resguardada a segurança de toda a comunidade local
O drama de moradores e motoristas que moram ou passam pela Avenida Pedro I, no Bairro São João Batista, em Venda Nova, deve continuar por um longo tempo. O juiz da 4ª Vara da Fazenda Municipal de Belo Horizonte, Renato Luís Dresch, concedeu liminar ao Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), e determinou que a alça note do viaduto Batalha dos Guararapes não seja demolida. A decisão foi proferida na tarde desta segunda-feira. A Prefeitura de Belo Horizonte informou que não tem conhecimento de ação ou decisão referente ao elevado. 

O pedido de liminar foi feito pelo MP na última terça-feira diante de reclamações passadas por moradores dos edifícios Antares e Savana, que ficam próximo ao local onde parte do elevado caiu matando duas pessoas e ferindo outras 23. Conforme a ação da Promotoria de Justiça de Defesa do Patrimônio Público, os prédios tiveram a estruturas comprometidas, “apresentando fissuras nas paredes, além da probabilidade de desabamento”. 

Outro questionamento feito pelo órgão, é sobre a retirada dos moradores depois que o laudo da empresa responsável pela obra apontou o risco de queda da alça norte. O estudo indicou que a estrutura foi feita com um décimo da ferragem necessária e, por isso, sugeriu a demolição do elevado. Conforme o MP, mesmo a prefeitura prometendo remoções rápidas e encaminhando as famílias para hotéis, a saída dos moradores foi feita de forma espontânea. Porém, eles “ainda têm livre acesso às suas casas e às imediações. O que lhe permite concluir que o local não foi formalmente interditado”. 

Em vistoria, os promotores constataram que algumas famílias, dos blocos 01 ao 07 do Edifício Antares, e dos blocos 01 e 02 do Edifício Savana, seguem nos apartamentos. O MP questiona o motivo da não retirada desses moradores, pois “estão na mesma situação fática de riscos. Tal situação causa aos moradores do local desgastante expectativa, sendo que os únicos benefícios recebidos foram alguns ‘tapa ouvidos’”.

Decisão do juiz

Ao analisar o pedido do MP, o juiz observou que a interdição dos prédios não é efetiva, pois não há restrição de acesso aos proprietários das unidades. Ele concluiu também que os afetados pelo desabamento estão desinformados sobre as providências que estão sendo adotadas. O juiz considerou que o Município pode e deve adotar todas as medidas de segurança para garantir a integridade da população, inclusive a interdição de imóveis, e é “imperioso que isso se realize com o mínimo de impacto possível”.

O magistrado determinou que o Município se abstenha de demolir a alça norte do Viaduto Batalha dos Guararapes ou faça qualquer outra movimentação de terras decorrentes da queda da alça sul do viaduto, até que se discuta com a população imediatamente atingida a forma do enfrentamento do problema. A prefeitura terá que apresentar um plano de demolição da alça norte e de remoção dos destroços. Também terá que custear a locação de imóveis para todas as famílias residentes nos condomínios apontados. 

Também determinou a exibição diária do monitoramento do viaduto ameaçado de queda aos síndicos dos condomínios envolvidos; assegurar o cadastramento socioeconômico de todos os habitantes das unidades residenciais envolvidas, por meio de Programa Polos de Cidadania. Em 72 horas, o município terá que prestar assistência aos condôminos dos edifícios com uma equipe de assistente social, psicólogo, engenheiro, arquitetos. Os profissionais devem ficar de prontidão durante 24 horas.

DESVIOS DE EMERGÊNCIA
Indefinição do prazo para demolição de alça do elevado e liberação da Avenida Pedro I obriga a prefeitura a criar rotas alternativas no entorno da via para aliviar transtornos

A esquina das vias Doutor Álvaro Camargos e Eugênio Volpi está sendo alargada para facilitar a conversão dos ônibus do BRT

 

Diante da indefinição de quanto tempo mais a Avenida Pedro I ainda deve ficar interditada – mesmo depois de mais de um mês do desabamento da alça sul do Viaduto Batalha dos Guararapes –, a BHTrans prepara novos desvios emergenciais no entorno da avenida. As mudanças no tráfego devem ser implantadas nos próximos dias e estão previstas para ruas do Bairro São João Batista, em Venda Nova. É mais uma tentativa de melhorar a circulação de carros e do transporte público, inclusive do BRT, que teve quatro estações desativadas na via. Em pronunciamento durante a inauguração do Comitê Metropolitano da Coligação Todos por Minas, o prefeito Marcio Lacerda deixou clara sua preferência pela demolição da alça norte, sob risco de desabamento, segundo a Cowan, empresa responsável pela obra. Lacerda pôs em xeque a possibilidade de recuperação do viaduto, obra que pode demorar um semestre e causar mais transtornos e insegurança. 

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“As obras de recuperação podem levar até seis meses e a população não pode conviver com esse medo. O trânsito também não pode conviver com o transtorno que existe hoje no local”, afirmou o prefeito. Mas Lacerda pretende bater o martelo apenas depois da divulgação da perícia técnica da polícia, que está em andamento. “Estamos preparando a demolição do viaduto e isso vai acontecer quando a polícia técnica liberar o local”, adiantou. 

Uma fonte ligada a Lacerda confirmou que ele não quer esperar um semestre para liberar a avenida, mas precisa do aval para ter amparo legal de que nenhuma prova foi destruída. Ainda segundo a fonte, o prefeito ouviu muitos especialistas e peritos que dizem ser possível recuperar a alça norte. Mas, para isso, o prazo de seis meses seria o mínimo para elaboração de nova licitação, novo projeto e o próprio tempo da obra. 

Há cerca de duas semanas, a Cowan apresentou laudo que atribui o desabamento a erros de cálculo do projeto executivo, feito pela Consol Engenheiros Consultores. O laudo afirma que o bloco que caiu foi projetado como rígido, o que fez a quantidade de aço calculada para sua composição ser inferior ao ideal. A construtora alega que o bloco deveria ter sido flexível, o que exigiria mais ferragens para evitar que a estrutura se flexionasse, torcesse ou rompesse sob o peso do pilar. Segundo a Cowan, o bloco confirma que o bloco foi concebido como rígido, mas, por enquanto, não tem condições de avaliar se essa foi uma escolha errada.

alternativa Enquanto a decisão não é tomada, a população que mora, trabalha ou passa pelo entorno da Pedro I sofre com trânsito congestionado e com riscos nas travessias. A BHTrans confirma que está analisando novos desvios, mas não adiantou quais. A reportagem do Estado de Minas apurou junto a funcionários de uma empresa contratada pela Cowan que as ruas Eugênio Volpini e Doutor Américo Gasparini serão usadas como alternativa para sair da Rua Doutor Álvaro Camargos e acessar a Avenida Pedro I, no sentido bairro. Na direção oposta, com destino ao Centro, a opção é sair da Pedro I,  entrar na Rua Professor Aimoré Dutra até a Rua Doutor Álvaro Camargos e seguir pela Rua São Pedro do Avaí até a Pedro I.

Moradora do Bairro Santa Mônica, em Venda Nova, a diarista Rosilene Moreno, de 50 anos, diz evitar a região, onde só passa quando é realmente necessário. “O trânsito aqui era intenso, mas muito diferente de hoje. Está perigoso, por causa do grande volume de carros, ônibus normais, do BRT e caminhões. A gente tem que atravessar na marra, porque a sinalização está péssima”, reclama.

Funcionária de uma loja na Rua Doutor Álvaro Camargos, vendedora Rosália Macedo, de 48, reclama dos transtornos: “É muito barulho e confusão o dia inteiro. Vários batidas já ocorreram e o risco de atropelamento é grande”, afirma. 

Para o motoboy André Magalhães, de 35, que passa pelas vias que receberam o tráfego da Pedro I, a situação é perigosa: “É um trânsito muito intenso que veio para vias que não comportam tantos carros. A prefeitura precisa adotar uma solução urgente.”

Por meio de nota, a BHTrans informou que os desvios prevêem a liberação de um trecho maior da Pedro I, para melhorar a fluidez e priorizar a segurança dos motoristas e pedestres. Atualmente, a interdição é da Pedro I entre o Viaduto João Samara e a Avenida Cristiano Guimarães – uma extensão de cerca de 10 quarteirões. 

A BHTRANS informou ainda que, para garantir mais segurança à travessia de pedestres, as ruas que tiveram aumento do fluxo de veículos têm recebido reforço da presença de agentes que fazem o monitoramento e a sinalização com cones, com o objetivo de reduzir a velocidade dos veículos. Informou também que uma operação diária é realizada pelos agentes de trânsito com acompanhamento da entrada e saída dos alunos do Centro Universitário Metodista Izabela Hendrix, na região.

FONTE: Estado de Minas.


Problemas desviados
Trajetos alternativos na Pedro I, onde alça de viaduto desabou, provocam transtornos e prejuízos para moradores e comerciantes. Liberação da avenida continua indefinida

O trânsito já se complica no início do desvio, ao se deixar a Pedro I para entrar no viaduto João Samaha

 

Duas semanas depois da queda de uma alça do Viaduto Batalha dos Guararapes, na Avenida Pedro I, ainda não existe prazo para liberação do trânsito na via, que liga a Pampulha à Região de Venda Nova e dá acesso ao Aeroporto Internacional Tancredo Neves, em Confins, na Grande BH. O desvio de milhares de veículos está causando transtornos e prejuízos para moradores e comerciantes das ruas e avenidas que viraram rotas alternativas. As alterações, por outro lado, reduziram drasticamente o tráfego em algumas vias, incluindo um trecho da própria Pedro I e deixaram casas e empresas quase ilhadas.

VEJA AQUI A MATÉRIA COMPLETA COM ATUALIZAÇÕES SOBRE A QUEDA DO VIADUTO!

Das vias usadas para desvio dos carros que acessam a Pedro I, a Rua Dr. Álvaro Camargos, no Bairro São João Batista, em Venda Nova, é a que teve o tráfego mais intensificado. Entre a Rua João Samaha e a Avenida Vilarinho, ela recebe tanto veículos que seguem no sentido Centro-bairro quanto aqueles que fazem o caminho inverso. Para piorar, a maior parte do trecho tem faixas simples nas duas mãos, o que provoca muita lentidão, especialmente nos horários de pico. Na maior parte do dia, o trânsito é mais pesado em direção ao Centro. A partir das 16h, os congestionamentos passam a atingir também o lado oposto, começando já na Pedro I.

Os engarrafamentos na Álvaro Camargos atrasa o deslocamento de Ataíde Lacerda, de 50 anos, dono de uma serralheria na esquina com a Rua Augusto Rocha. Antes do desabamento do viaduto, ele cumpria em aproximadamente 20 minutos o trajeto entre sua casa, em Lagoa Santa, na Grande BH, e a empresa. Desde o início do desvio, o tempo aumentou para cerca de uma hora, segundo ele. “Eu costumava abrir a oficina às 8h. Agora, abro às 8h40 ou às 9h”, diz. Quando termina o expediente, às 18h, ele espera o trânsito diminuir para ir embora. Os transtornos reduziram o rendimento da serralheria em 30%, estima. “Os clientes se sentem desencorajados em vir”.

Em um apartamento no primeiro andar do mesmo prédio da empresa de Ataíde, mora Maria da Cruz de Sousa, de 66. “O barulho dos carros aumentou muito”, queixa-se. O maior incômodo, porém, é outro. Toda manhã, a aposentada faz sessões de hidroginástica em uma academia no Bairro Planalto, na Região Norte. Para chegar lá, ela tomava apenas um ônibus da linha 65 em um ponto na Álvaro Camargos. “Mas ele parou de passar nessa rua. Tenho de pegar o 608 até a Estação Venda Nova e só lá pego o 65. Antes, eu chegava na academia às 9h. Agora, chego às 9h30, 9h40”, diz.

Outra via cujo tráfego aumentou bastante com os desvios foi a Rua das Melancias, no Bairro Planalto, que recebe carros que seguem no sentido Centro/Bairro. “O trânsito aqui já era intenso, mas piorou muito desde o desabamento. Tem hora em que fica tudo engarrafado, sobretudo às 17h30, 18h. Nesse horário, evito sair”, afirma José Carlos dos Santos, de 81, que mora em casa na rua. “Para tirar o carro da garagem, preciso esperar cinco ou 10 minutos até um motorista abrir caminho. Às vezes, o jeito é forçar a passagem”, conta. Ele também reclama da sujeira gerada pelo fluxo quase ininterrupto de veículos: “As paredes da casa ficam ‘pichadas’ com poeira e fumaça”.

RECLAMAÇÕES Enquanto uns reclamam do grande volume de carros, outros lamentam a falta deles. A loja de vidraçaria automotiva de André Venturato de Souza funciona na Rua João Samaha, em um trecho estreito ao lado do viaduto de ligação com a Pedro I. O problema é que essa parte da via receberia somente veículos que seguiriam pela avenida no sentido bairro/Centro, função suspensa desde a interdição. 

Agora, quem quiser chegar à empresa de André e às edificações vizinhas precisa transitar pela avenida no sentido Centro/bairro, acessar o viaduto e, pouco antes de chegar à Álvaro Camargos, fazer uma curva de 180 graus à esquerda, manobra arriscada. “Essa dificuldade fez o movimento cair 70%. Alguns clientes me telefonam, confusos, e eu explico que podem pegar a contramão. Até os fornecedores se atrapalham”, diz André.

A lanchonete de Anderson Alair, no térreo de um edifício comercial na esquina da Pedro I com a Rua Moacyr Froes, é outro endereço que ficou quase ilhado. Os clientes se reduziram aos demais ocupantes do prédio e aos de outras edificações vizinhas, além de operários que trabalham nas obras do viaduto. “As vendas caíram 90% com a redução do número de veículos e, às vezes, levo para casa os salgados que sobram”, conta.

Por outro lado, o trânsito intenso nas vias do entorno prejudica o negócio. “Eu saio de casa, no Bairro Maria Helena (Venda Nova) às 5h30. Antes, chegava às 6h. Agora, chego por volta das 6h50. Os funcionários também sempre se atrasam”, constata. Um dos que não conseguem chegar na hora é a gerente Carla Passos, de 36. “Antes, meu ônibus parava na Pedro I, a menos de um quarteirão daqui. Do novo ponto para cá, eu ando 15 minutos”, queixa-se.

Para fugir de congestionamentos, a BHTrans orienta os condutores a buscar caminhos alternativos, como as avenidas Cristiano Machado, Portugal e Olimpio Mourão Filho.

FONTE: Estado de Minas.


 

Juíza de Pernambuco permite nome de mãe ficticia em registro de criança
Apesar de inédita, decisão tem amparo legal por pacto assinado pelo Brasil em 1992

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Em uma decisão inédita em Pernambuco, a juíza Paula Maria Malta Teixeira do Rêgo, da 11ª Vara de Família e Registro Civil da Capital, autorizou a um pai solteiro colocar o nome de uma mãe fictícia na certidão de nascimento do seu filho, um menino que adotou ainda bebê e atualmente tem três anos de idade. O pai recorreu à Justiça visando a evitar a possibilidade de bullying escolar ou no meio social.

Ele alegou que a ausência do nome da mãe estava gerando problemas, já que a maioria das escolas exige o nome materno na hora do cadastramento. Na sentença, divulgada nesta quarta-feira (11), mas proferida em 21 de maio último, a juíza disse que o objetivo foi atender ao interesse da criança. “Segundo alega o pai, a ausência do nome materno em seu registro de nascimento já causa e provavelmente causar-lhe-á embaraços ainda maiores em sua vida cotidiana”, afirmou a juíza. “Entendo que o requisitório, apesar de bastante peculiar, encontra guarida em diversos mandamentos legais”.

Antes de decidir, a magistrada pediu parecer do Ministério Publico de Pernambuco (MP-PE), que concordou com o pedido do pai, desde que fosse indicado um nome diverso da mãe biológica. “O ato da adoção rompe os vínculos com os pais biológicos e parentes naturais não sendo possível colocar o nome da mãe biológica na certidão de nascimento”, explicou a promotora Norma Sales.

A juíza Paula explicou que a inclusão de nomes fictícios de genitores em certidão de nascimento tem amparo legal no Pacto de São José da Costa Rica (Convenção Americana de Direitos Humanos), do qual o Brasil é signatário desde 1992. Considerado pelo Supremo Tribunal Federal como uma norma supralegal, tal Pacto determina que é direito de todos não só o nome e sobrenome, bem como a inclusão do nome de genitores, mesmo que fictícios, se necessário for.

FONTE: Estado de Minas.


 

BRT/MOVE
Um lado livre e outro sufocado
Proibição de circulação de ônibus convencionais e táxis em faixa exclusiva na Avenida Antônio Carlos provoca reclamações de motoristas, transtornos e congestionamento

 

 

Novas linhas começam a operar hoje na Antônio Carlos, mas desde ontem os ônibus comuns estão proibidos no corredor exclusivo




Motoristas e passageiros do transporte coletivo que passaram ontem pela Avenida Antônio Carlos começaram a perceber o que adiantou na terça-feira o presidente da BHTrans, Ramon Victor Cesar: “a passagem no purgatório para chegar ao paraíso”. No primeiro dia de fechamento do corredor exclusivo, que ontem recebeu os últimos ajustes para a entrada em operação do Move hoje, táxis e ônibus comuns circularam entre os carros particulares nas faixas mistas, com atraso nas viagens. E assim deve permanecer nas próximas três semanas, na avaliação do próprio dirigente da BHTrans. Houve também muitas reclamações, devido à falta de informações sobre os novos pontos de ônibus, já que muitas linhas que ainda rodavam pela busway voltaram ontem para as faixas comuns. 

Dois pontos de ônibus da Antônio Carlos, na altura do Bairro São Francisco, Região da Pampulha, concentraram muitos passageiros perdidos, que precisaram da ajuda de outros usuários para encontrar os locais corretos. O marceneiro Daniel Pereira da Cruz, de 56, foi para o ponto em frente à concessionária Forlan, perto do cruzamento com a Avenida Major Delfino de Paula, onde a linha 2210C (Piratininga Via Rio Branco) deveria parar. “Ele passou direto, nem os motoristas estão sabendo direito. Desse jeito, o trabalhador fica na mão”, afirmou. 

BRT AC

O supervisor de almoxarifado Eder Luiz Dias, de 44, esperava a linha 2211B (Planalto) na busway, quando percebeu algo errado. “Não vi movimento nenhum e estranhei. Como o outro ponto estava lotado, imaginei que seria ali, mas não vi circular nenhum tipo de informação sobre mudança nos pontos”, diz.

Ontem, apesar de o trânsito ainda não ter apresentado filas quilométricas, o fechamento da pista exclusiva significou a entrada de 191 ônibus dividindo espaço com os carros no horário de pico. O vendedor Júlio Cesar Evangelista, de 43, é morador do Bairro Colégio Batista, Nordeste, e gasta, de carro, normalmente cinco minutos de casa até a loja em que trabalha, no Bairro São Francisco, Pampulha: “Está bem agarrado. Gastei 25 minutos por conta dessas mudanças”.

Segundo ele, alguns funcionários da empresa de galvanização que usam ônibus para trabalhar se atrasaram ainda mais. “Gente que mora em Venda Nova e precisava estar aqui às 8h, chegou às 9h30”, completa. O auxiliar administrativo Maicon Ribeiro, 28, sai normalmente às 7h40 do Bairro Betânia, Oeste de BH, para chegar ao serviço, no Bairro Jaraguá, Pampulha, pouco antes das 9h. “Cheguei às 9h35. Se for continuar assim, vou precisar pegar o ônibus mais cedo”, lembrou. 

Na primeira fase do Move na Antônio Carlos, 40 mil passageiros serão beneficiados com a entrada em operação de três novas linhas troncais. A frota de 50 novos ônibus articulados e padroon sai da Estação Pampulha em direção ao Centro, à Lagoinha e aos hospitais. Mas 85 mil motoristas serão prejudicados ao dividir espaço com os ônibus e táxis. A expectativa da BHTrans é de que a situação melhore em três semanas, com a mudança gradativa do sistema atual para o Move e a substituição de linhas e extinção de outras. 

SINALIZAÇÃO e orientação  A BHTrans informou  que a retirada das linhas convencionais do corredor exclusivo, entre o Viaduto São Francisco e a barragem da Pampulha, vai minimizar os impactos do primeiro dia de operação do Move, além de finalizar a preparação da via com reforço de operações como limpeza e sinalização. 

Ainda segundo a BHTrans, os pontos de embarque e desembarque na pista exclusiva foram sinalizados com a informação “desativado” e com a indicação do novo local na pista mista. “Os novos pontos da pista externa foram implantados com a indicação das linhas. Alguns ainda não estão com a sinalização definitiva, mas contam com a provisória com todas as informações”, explica a nota. A empresa acrescentou que agentes da empresa estão orientado usuários no novos locais de embarque e desembarque e em todos os pontos desativados.

“É importante lembrar que é natural que exista um período de adaptação, especialmente nos primeiros dias de alterações. Com o início da operação da primeira fase do Move na Antônio Carlos e a transformação de linhas expressas em alimentadoras, oito linhas deixarão de circular na pista mista da avenida”, justificou a empresa.

FONTE: Estado de Minas.



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