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Sobre os trilhos da história

Empresários e autoridades de Minas e Rio de Janeiro investem em projeto para criar trem turístico entre os dois estados e resgatar a memória de ferrovia e das cidades do percurso

 Duas locomotivas já foram doadas ao %u201CExpresso Trem da Terra%u201D: ideia é transportar 240 turistas por viagem ( Oscip Amigos do Trem/Divulgação)
Duas locomotivas já foram doadas ao Expresso Trem da Terra: ideia é transportar 240 turistas por viagem
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Um projeto ambicioso, para trilhar pelas paisagens do Vale do Rio Paraíba, entre as cidades de Cataguases, na Zona da Mata de Minas, e Três Rios, Centro-Sul do Rio de Janeiro. Esse é o “Expresso Trem da Terra”, com previsão de circular no primeiro semestre de 2016, no trecho sob concessão da Ferrovia Centro-Atlântica (VLI – Valor de Logística Integrada, do Grupo Vale), que está inoperante. Se a proposta se concretizar, será o primeiro trem turístico interestadual do país..
A iniciativa é da Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip) Amigos do Trem, que vai operar o sistema e planeja transportar inicialmente 240 Duas locomotivas já foram doadas ao %u201CExpresso Trem da Terra%u201D: ideia é transportar 240 turistas por viagempessoas por viagem em quatro carros de passageiros, com duas partidas aos sábados, domingos e feriados. O Trem da Terra vai percorrer 180 quilômetros de belas paisagens da área rural das cidades mineiras de Cataguases, Recreio, Leopoldina, Volta Grande, Além Paraíba e Chiador, na Zona da Mata, além de Três Rios e Sapucaia, no Centro-Sul fluminense. As estações de cada um dos municípios já estão sendo revitalizadas..
O presidente da Oscip Amigos do Trem, Paulo Henrique do Nascimento, informa que o projeto técnico-operacional já está protocolado no Ministério dos Transportes que, por meio do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), doou duas locomotivas Emaq MX. Dois carros, um de passageiros e outro restaurante, já estão restaurados.

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“Temos contado com o Ministério do Transportes e Dnit, o governo de Minas e as prefeituras das oito cidades. Mas dependemos da parceria da iniciativa privada para colocar o Trem da Terra nos trilhos até o fim do primeiro semestre de 2016. Nesse sentido, a ferrovia Centro-Atlântica, que antes operava o transporte de carga de bauxita no trecho, tem sido fundamental, nos dando suporte sobre aspectos técnicos do trecho”, explicou.

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De acordo com Nascimento, a Amigos do Trem trabalha pela preservação do transporte ferroviário, principalmente de passageiros, em todo território nacional.  Voluntários, simpatizantes e colaboradores contribuem de forma direta e indireta com a instituição, que tem sede em Juiz de Fora, na Zona da Mata. O projeto do trem turístico Minas/Rio é a segunda investida da entidade na área, já que, até o fim do ano, pretende iniciar a operação de uma luxuosa Litorina (vagão com motor próprio), em Miguel Pereira, no Sul fluminense.
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cultura Nascimento garante que o projeto Minas/Rio é amplo. “Não se trata apenas de revigorar a memória ferroviária. A proposta resgata valores históricos, culturais e sociais dos oito municípios por onde o trem deverá trafegar e incrementa o turismo local”, garante. Segundo ele, nos carros haverá  espaços para exposição da produção artesanal e da agricultura familiar das cidades. Ele prevê a geração de 500 postos de trabalhos inicialmente, com o crescimento do setor hoteleiro e de restaurantes ao longo do percurso.
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Segundo Nascimento, para dar início às viagens, é necessário um investimento de R$ 350 mil. “Já conversamos com grupos como a Cervejaria Itaipava, a rede de supermercados Bramil e a distribuidora de energia Energisa e tivemos boa receptividade. Mas são muitas as empresas que têm raízes nessas cidades, como a Distribuidora Zamboni, ou Furnas, que tem mais de uma usina no trecho, às quais pretendemos pedir patrocínio”, disse o dirigente.

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“Com apoio do governo de Minas, por meio do Fórum Regional, já conseguimos reformar dois carros, que por terem bitolas diferentes, vão depender de atualização técnica. Mas aguardamos ainda a resposta da Vale, sobre a possível doação de oito carros de passageiros tirados de operação na Ferrovia Vitória/Minas”, completou o presidente da Oscip.

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Em Minas, do ponto de vista cultural, dois municípios do roteiro prometem chamar a atenção: Cataguases, que na década de 1940 recebeu o movimento modernista de arquitetura, que reuniu nomes como Oscar Niemeyer, Burle Mark e Cândido Portinari; e Volta Grande, onde nasceu o pai cinema brasileiro, Humberto Mauro,  lembrado em um museu e uma casa de cultura dedicados ao filho ilustre.

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FONTE: Estado de Minas.


Carro tem pane em linha férrea e acaba arrastado por trem na Região Central de MG

No veículo estavam cinco pessoas. Uma criança de dois anos e uma idosa de 76 ficaram gravemente feridas e foram levados para hospitais de Barbacena

O grave acidente entre um carro e um trem deixou quatro pessoas feridas na tarde desta segunda-feira na zona rural de Alfredo Vasconcelos, na Região Central de Minas Gerais. O automóvel apresentou um problema e desligou em cima da linha férrea. Um dos ocupantes desceu e tentou empurrar o veículo, mas não conseguiu evitar a batida. O carro foi arrastado por aproximadamente 400 metros. Uma criança e um idoso estão em estado grave.
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O acidente aconteceu por volta das 13h30. De acordo com o Corpo de Bombeiros, o Prisma seguia do distrito de Pouso Alegre para Alfredo Vasconcelos quando o carro ‘morreu’ ao passar pelos trilhos. “O marido da motorista contou que desceu para empurrar o carro, mas não conseguiu evitar o acidente. O carro acabou arrastado por aproximadamente 400 metros”, afirma o sargento Jorge Almeida, que participou do resgate.
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No veículo, estavam quatro pessoas. Uma criança de 2 anos e outra de 4 estavam no banco de trás presas nas cadeirinhas. Porém, mesmo assim, sofreram ferimentos. A mais nova teve fratura exposta em uma das pernas e quebrou alguns dentes. Ela foi socorrida por uma ambulância da cidade. “Nós interceptamos o veículo no caminho, imobilizamos a criança e a transferimos para o Samu”, explica o sargento. Ela e a outra criança foram levados para a Santa Casa de Barbacena.
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Uma idosa de 73 anos também se feriu gravemente. Segundo o Corpo de Bombeiros, ela estava consciente, mas não conseguia falar nada. Possivelmente, ela estava em choque, segundo a corporação. Ela e a motorista foram levadas para o Hospital Regional de Barbacena. O marido da condutora não ficou ferido.
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A passagem não possui cancela. Moradores de comunidades próximas ao local reclamaram da falta de visibilidade no local. Segundo eles, esse foi o quarto acidente com trem na região neste ano.
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A MRS Logística, responsável pelo trem, informou que não houve problemas operacionais com a composição. Segundo a empresa, os faróis estavam acesos, os sinos estavam sendo acionados pelo maquinista e a velocidade estava compatível. Informou, ainda, que o trem pode chegar a 15 mil toneladas quando está cheio e a 3 mil toneladas vazio, por isso demora para frear totalmente.
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A empresa lamentou o acidente e informou que as reclamações dos moradores serão apuradas nos próximos dias.

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FONTE: Estado de Minas.


Junta diz que trem que descarrilou nos EUA estava a mais de 160 km

Segundo a NTSB, velocidade da composição era o dobro da permitida.
Maquinista foi ouvido pela polícia e deixou delegacia com advogado.

 

Equipes de emergência no local de descarrilamento de trem nos EUA. (Foto: Patrick Semansky / AP Photo)
Equipes de emergência no local de descarrilamento de trem nos EUA. 

Vários veículos de imprensa dos Estados Unidos identificaram nesta quarta-feira (13) o maquinista do trem que descarrilou na Filadélfia na terça (12), matando sete pessoas e ferindo mais de 200, como Brandon Bostian, de 32 anos, funcionário da companhia ferroviária Amtrak desde 2009.

As emissoras “NBC” e “CNN” relataram que Bostian deixou o hospital Einstein Medical Center, na Filadélfia, onde foi internado após se ferir no acidente, e foi levado para um Distrito Policial para ser interrogado pelos agentes.

De acordo com essas emissoras, o maquinista, que mora no bairro do Queens, em Nova York, deixou as dependências policiais acompanhado por um advogado.

Segundo a Junta Nacional de Segurança no Transporte (NTSB, na sigla em inglês), que investiga o acidente, o trem trafegava a mais de 160 km/h, o dobro da velocidade permitida em um trecho que fica antes de uma curva, antes de descarrilar.

Segundo a NTSB, Bostian ativou os freios de emergência “pouco antes” de o trem descarrilar.

As autoridades recuperaram a caixa-preta do trem, que deverá ajudar a esclarecer o que ocorreu na locomotiva antes do acidente.

Trem da Amtrack descarrila em trecho em curva e, segundo investigação, estava a mais de 160 km/h ao atravessar região. (Foto: Lucas Jackson / Reuters)
Trem da Amtrack descarrila em trecho em curva e, segundo investigação, estava a mais de 160 km/h ao atravessar região.

O prefeito da Filadélfia, Michael Nutter, disse que a velocidade da composição no momento do acidente era “no mínimo, irresponsável”.

O governador da Pensilvânia, estado em que fica a Filadélfia, Tom Wolf, também mencionou a atuação do maquinista, mas evitou julgá-lo e afirmou que é necessário “conhecer mais detalhes sobre o ocorrido”.

Sete vagões do trem da Amtrak, que fazia a rota entre Washington e Nova York, descarrilaram na localidade de Port Richmond, na Filadélfia. O trem levava 238 passageiros e cinco tripulantes. Sete pessoas morreram no acidente e mais de 200 tiveram que receber atendimento médico em hospitais próximos.

A última vítima foi encontrada na manhã desta quarta no local do descarrilamento, de acordo com o Departamento de Bombeiros da Filadélfia.

O acidente ocorreu no corredor ferroviário com maior volume de passageiros do país e evidencia as deficiências em sua infraestrutura, com muitos túneis e vias antigas, e no serviço prestado pela Amtrak.

FONTE: G1.


Depois das vigas da Perimetral, 54 trens somem no Rio

Relatório revela que carros antigos desapareceram de patrimônio do governo do estado e da Supervia, concessionária do serviço. Leilão dos vagões poderia render milhões de reais aos cofres públicos

O apagão afetou os transportes no Rio nesta terça-feira: passageiros na estação São Cristóvão da Supervia

Passageiros na estação São Cristóvão da Supervia

Mais um mistério envolvendo o desaparecimento de toneladas de aço ronda o Rio de Janeiro. Um relatório concluído no mês passado por técnicos da Secretaria de Transportes do governo revela que um lote de cinquenta e quatro carros de trens antigos – substituídos por novos – não foi encontrado no patrimônio do próprio estado ou da Supervia, concessionária responsável pela malha ferroviária fluminense. Quando um vagão é trocado, o contrato de concessão prevê um leilão da composição e o repasse do dinheiro arrecadado para os cofres públicos.

É o segundo caso deste tipo que vem à tona em menos de um ano – em outubro, sumiram sem qualquer explicação seis vigas de aço que eram do elevado do Perimetral, demolido para a revitalização da Zona Portuária da cidade.

A venda de vagões velhos poderia ser revertida em uma bolada para o governo fluminense. Para ilustrar o prejuízo, o documento feito por quatro técnicos da Companhia Estadual de Engenharia de Transportes e Logística (Central) relembra um leilão feito em 2005 de 83 carros que levantou 60,3 milhões de reais. Os vagões que sumiram, segundo o relatório, são da série 800 e entraram em circulação comercial entre 1980 e 1984. Os carros foram trocados por novos entre os governos de Rosinha Garotinho e Sérgio Cabral.

Documento FLUMITRENSO desaparecimento das vigas e dos trens tem uma personagem em comum, a Odebrecht. A empreiteira tem o controle da Supervia desde 2011 e é uma das sócias do Consórcio Porto Maravilha, responsável pela demolição da perimetral no ano passado. Avaliadas em 14 milhões de reais, as seis vigas da perimetral tinham cada uma 40 metros de comprimento e pesavam cerca de 20 toneladas. A prefeitura do Rio também faturaria com o leilão das vigas. Um inquérito da Polícia Civil do Rio de Janeiro aberto no ano passado já ouviu dezenas de pessoas, mas não conseguiu avançar um milímetro na solução do caso. Em breve, mais trens vão virar sucata pronta para entrar em leilão. O governo do Rio de Janeiro fechou acordo para a compra de 60 novos trens para a rede ferroviária – alguns, inclusive, já estão em circulação ou fase de testes.

Em meio a colisões de trens, agressões a passageiros e problemas operacionais, a Supervia foi agraciada com uma série de benefícios durante o mandato de Cabral. Há quatro anos, o governo do Rio renovou a concessão para a operação do sistema ferroviário até 2048. Além disso, a empresa ganhou sem licitação o direito de explorar o teleférico do Complexo do Alemão – que gera um lucro de 13 milhões de reais ao ano. As boas relações entre Supervia e o governo coincidiram com a contratação de Adriana Ancelmo, esposa de Sérgio Cabral, para advogar pela concessionária em causas trabalhistas.

Respostas – Procurados, o governo do Rio de Janeiro e a Supervia deram respostas evasivas aos questionamentos do relatório. A concessionária informa que “todos os bens patrimoniais recebidos pela concessionária estão regularizados”. Já a assessoria do governo, depois de dois dias, não deu nenhuma explicação para as denúncias do relatório produzido pelos seus técnicos.

A Central entrou em contato após a publicacão da reportagem e negou a informação de que existam carros desaparecidos. Em nota, o órgão afirma: “Na verdade, um lote de 108 carros deteriorados foram objeto de ação judicial movida pelo governo do Estado contra a Supervia em 2007, o que resultou no reconhecimento, por parte da concessionária, de um débito de 96 milhões de reais. Esse valor faz parte do conjunto de investimentos que estão sendo executados pela SuperVia. Cabe informar que o documento citado por VEJA contém assinaturas não reconhecidas pelos funcionários, o que já está sendo objeto de apuração administrativa do órgão”.

VEJA mantém a informação de que o relatório está inserido em um processo administrativo que corre desde 2013 na Central. Enquanto ninguém esclarece nada, resta acreditar que uma espécie de mágico do aço está atuando no Rio de Janeiro desaparecendo com vigas e trens.

FONTE: Veja.


Viagem de MG ao ES de trem será feita em composição de luxo a partir de agostoMineradora Vale investiu US$ 80,2 milhões para aquisição da nova frota. Vagões são climatizados e obedecem a padrões europeus de qualidade

 

 

As pessoas que já viajaram de trem ou mesmo aquelas que tem curiosidade de embarcar em um transporte ferroviário, vão ter um novo motivo para utilizar este meio de transporte a partir da segunda quinzena de agosto, data em que entrará em circulação o novo Trem de Passageiros da Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM). De acordo com a mineradora Vale, o investimento para a aquisição da nova frota foi de US$ 80,2 milhões, o que vai possibilitar aos passageiros o embarque e desembarque em 30 pontos ao longo da malha atendida pelo serviço.

Saiba mais…

No início deste ano, a Vale anunciou um investimento de US$ 80,2 milhões para a compra dos carros que irão operar na estrada de ferro. Fabricados na Romênia, as vagões obedecem a padrões europeus de qualidade. De acordo a empresa, serão 56 novos carros, sendo 10 executivos e 30 econômicos. Ainda dentro do investimento, estão novos carros para restaurante, lanchonete, gerador e cadeirantes foram integrados à frota. 

Cada carro executivo tem capacidade para transportar 57 passageiros e os econômicos vão poder trafegar com 75 pessoas. Porém, em ambas as classes, os carros são climatizados e contam com tomadas elétricas individuais nas poltronas para possibilitar o carregamento de notebooks e celulares. A área executiva custa R$ 91 para todo o percurso, e terá sistema de som e iluminação individualizados para dar maior conforto e comodidade aos viajantes. Os carros-restaurante, terão 72 lugares, aumento de 56% em relação às composições que operam atualmente. O setor econômico custa R$ 58.

O novo Trem de Passageiros da Estrada de Ferro Vitória a Minas ainda oferece banheiros modernos, com layout e tecnologias voltadas a priorizar o uso sustentável dos recursos naturais, como a substituição de papel toalha por ar quente para a secagem das mãos. Toda a composição ainda vai contar com detector de fumaça, para aumentar a segurança dos usuários. Os passageiros vão ter displays externos e internos que exibem informações gerais sobra a viagem.

O trajeto de Minas Gerais para Vitória (ES) tem extensão de 664 quilômetros e passa por 42 municípios. A mineradora informou ainda que mais de R$ 1 milhão de passageiros são transportados por ano.

FONTE: Estado de Minas.


Linha Lagoinha-Savassi do metrô de BH será em dois níveis
Linha subterrânea que ligará a Lagoinha à Savassi será em dois níveis para evitar a necessidade de fazer desapropriações e encarecer a obra. Projeto foi entregue pelo governo à Caixa ontem

 

 

 (Setop/divulgação )

A Linha 3 do metrô de Belo Horizonte, cujo projeto foi entregue nessa quinta-feira pelo governo de Minas à Caixa Econômica Federal, terá um trajeto de 4,5 quilômetros em dois níveis e com quatro estações entre a Estação da Lagoinha e a Savassi. Os túneis serão de 15 metros de diâmetro e os trilhos serão implantados em dois andares, de forma que todo o trajeto passe debaixo das ruas e não seja necessário nenhuma desapropriação na região, que é uma das mais valorizadas da cidade. A partir de agora, o projeto será analisado pela Caixa e pelo Ministério das Cidades e, caso aprovado, um termo de compromisso pode ser assinado ainda este ano para transferência de R$ 2,6 bilhões, verba estimada para a obra.

Segundo o secretário de Estado de Transporte e Obras Públicas, Fabrício Torres Sampaio, a solução encontrada para evitar que as estruturas dos prédios do Centro e da Savassi sejam obstáculos à obra do metrô foi construir o trecho em dois andares, em vez de dois trilhos paralelos. “Com esse modelo que adotaremos em BH, não teremos que entrar debaixo de prédios ou outras construções. O túnel será mais estreito para que toda sua extensão passe pelas ruas, de forma mais segura”, explica Sampaio.

Para a abertura dos túneis está previsto o uso do sistema shield (em português, escudo), recomendado para obras de grande porte em centros urbanos. “Os levantamentos feitos no solo da região, que tem muitas pedras e água, mostraram que será possível usar esse sistema, já adotado em outras obras de expansão do metrô nas principais capitais do mundo. A máquina de perfuração vai empurrando e escavando o terreno e, dessa forma, os impactos são minimizados”, afirma Sampaio.

Uma das vantagens do projeto, segundo ele, é que a obra será viável sem precisar de desapropriações.

O projeto prevê a construção de quatro novas estações: Praça Sete, entre a Avenida Afonso Pena e a Amazonas; Palácio das Artes, na Afonso Pena, em frente ao teatro; Estação Tiradentes, na Rua Pernambuco, próximo à Avenida Brasil; e Savassi, entre as Ruas Pernambuco e Fernandes Tourinho. Também está planejada a construção de um pátio de operações e manutenção para o metrô. “O pátio será construído próximo à Estação da Lagoinha, onde haverá a conexão da Linha 3 com a Linha 1. O projeto prevê que o pátio será subterrâneo, próximo à Igreja São Cristóvão. Segundo o secretário, a ideia é planejar a construção da nova linha deixando espaço para novas expansões no futuro, principalmente com projetos já discutidos para se levar o metrô até a região da Pampulha.

A linha 3 do metrô em BH (veja o mapa acima), em dois níveis, com as estações ao longo do trajeto . A da Savassi será no cruzamento das ruas Pernambuco e Fernandes Tourinho (Alexandre Guzanshe/EM/D.A Press)
A linha 3 do metrô em BH (veja o mapa acima), em dois níveis, com as estações ao longo do trajeto . A da Savassi será no cruzamento das ruas Pernambuco e Fernandes Tourinho

Peça de ficção

As promessas para a expansão do metrô da capital começaram ainda na década de 1990, depois que a construção da única linha existente foi entregue com um atraso de quase 20 anos, em 1986. Até os anos 2000 os belo-horizontinos assistiram a uma lenta inauguração de estações, mas as principais regiões da cidade continuavam sem a opção desse transporte público. Durante o governo de Fernando Henrique Cardoso foram finalizadas as últimas estações, mas a implantação de novos trechos não saiu do papel e o mesmo se repetiu ao longo do governo de Luiz Inácio Lula da Silva, que prometeu em 2003 novas linhas para o metrô da capital, mas elas ficaram só no discurso.

Depois de quase uma década sem qualquer avanço, em setembro de 2011 a presidente Dilma Rousseff (PT) anunciou em Belo Horizonte que incluiria a obra na lista de ações do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) Mobilidade Grandes Cidades. No cronograma apresentado pela petista, as licitações para a obra, que se tornou peça de ficção para a população de BH, seriam feitas até meados de 2012 e já no segundo semestre daquele ano começariam as obras de melhorias na Linha 1 (Eldorado-Vilarinho) – planejamento que não vingou. Já a construção das outras linhas foram programadas para iniciar em 2016 – data que poderá ser mantida, caso não ocorram novos atrasos nas análises do projeto.

Além da Linha 3, está prevista a construção de um trecho que ligará a região do Barreiro a uma nova estação que será construída no Bairro Nova Suíça. O trecho, de cerca de 10 quilômetros e que terá cinco novas estações, começou ser construído no início do ano 2000, mas está paralisado desde então. Para essa obra, está prevista a assinatura de uma parceria público-privada (PPP) e financiamento de recursos junto ao BNDES. Ao todo, para a construção das duas novas linhas e melhorias e extensão do trecho já existente até Contagem, foi estimado um montante de R$ 3,1 bilhões. Segundo o cronograma do PAC Grandes Cidades, a ampliação do metrô da capital será entregue até 2017.

FONTE: Estado de Minas.

 


Trem de passageiros que circula entre MG e ES terá nova frota em 2014

Novas composições devem ser totalmente substituídas até o 2º semestre.
Vagões foram importados da Romênia.

Os trens de passageiros que circulam diariamente entre Minas Gerais e o Espírito Santo vão ganhar novos vagões em 2014. Segundo a Vale – administradora da linha –, os carros começam a ser substituídos no primeiro trimestre, e até o segundo semestre de 2014, as duas composições já devem ter sido trocadas.

Novos vagões do trem de passageiros da Vale foram importados da Romênia (Foto: Divulgação Astra/ Vale)Novos vagões do trem de passageiros da Vale foram importados da Romênia

Ainda de acordo com empresa, os vagões são fabricados na Romênia. São 56 unidades, sendo 10 executivos, 30 econômicos, vagões-restaurante, lanchonete, gerador e cadeirante – para pessoas com necessidades especiais. O investimento foi de 80,2 milhões de dólares.

VEJA AQUI A REPORTAGEM DE JULHO/2014!

Os novos vagões serão climatizados nas classes executiva e econômica e vão contar com tomadas individuais nos assentos. Os banheiros também serão modernizados e o restaurante ampliado.

Composições devem ser totalmente substituídas até o segundo sementre de 2014 (Foto: Divulgação Astra/ Vale)
Composições devem ser totalmente substituídas até o segundo sementre de 2014

Duas composições circulam diariamente na Ferrovia Vitória Minas. Uma delas segue de Belo Horizonte a Cariacica, na Grande Vitória, e a outra faz o sentido contrário. São 30 pontos de embarque e desembarque em 664 quilômetros do percurso do único trem de passageiros interestadual do Brasil.

FONTE: G1.



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