Antequam noveris, a laudando et vituperando abstine. Tutum silentium praemium.

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Pontapé inicial

Dois dias antes de a cerimônia no Maracanã oficializar o início dos Jogos, futebol feminino dá a largada com seis partidas, sendo duas em BH. Mineirão impressionou as seleções

 

Desconstraídas, neozelandesas tiraram fotos no estádio, que passou ontem pelos últimos ajustes (Alexandre Guzanshe/EM/D.A Press)
Descontraídas, neozelandesas tiraram fotos no estádio, que passou ontem pelos últimos ajustes
A Olimpíada do Rio só terá a cerimônia de abertura na sexta-feira, mas o torneio de futebol começa hoje, com partidas de seleções femininas. No Mineirão, onde jogam EUA x Nova Zelândia, às 19h, e Colômbia x França, às 22h, até ontem à tarde havia funcionários dando os últimos retoques, enquanto jogadoras e integrantes da comissão técnica conheciam o local.
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Foi possível ver caixas térmicas empilhadas, a montagem das grades para direcionamento do público na entrada e funcionários finalizando a limpeza. Para completar, a maior parte dos bares ainda exibia o leiaute dos jogos e eventos usuais do estádio, sem os símbolos do Comitê Olímpico Internacional (COI) ou da Rio’2016. A adequação estava prevista para ser feita à noite e não havia garantia de que estaria pronta a tempo da primeira rodada.
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A exceção foi a lanchonete normalmente reservada à imprensa. Lá foi possível ver que os preços estão mais altos, em alguns casos majorados em até 100% em comparação aos praticados no dia a dia, como no caso do sanduíche, que passou de R$ 9 para R$ 18. O tradicional tropeiro, que tanto sucesso faz entre turistas brasileiros e estrangeiros, foi mantido no cardápio. Porém, o preço quase dobrou: subiu de R$ 12 para R$ 20.
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As seleções gostaram muito do que viram, ainda que o Comitê Organizador não tenha permitido o uso de chuteiras nem que elas batessem bola, mesmo de tênis, com o intuito de preservar o gramado. “O Mineirão é fantástico. Quando soubemos que jogaríamos aqui, fiquei muito feliz. Afinal, é um dos melhores estádios do mundo”, disse o técnico da Nova Zelândia, Tony Readings. Depois dos EUA, a equipe neozelandesa enfrentará a Colômbia no Gigante da Pampulha, no sábado, às 20h.
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“Fiquei feliz quando soube que jogaríamos aqui, pois o estádio é ótimo. Já o imagino neste primeiro jogo, com muitos torcedores. Esperamos retribuir fazendo uma boa partida”, comentou o treinador colombiano, Felipe Taborda. Philipe Bergeroo, da França, gostou da infraestrutura: “O Mineirão está incrível. Tem bom campo e excelentes vestiários. Oferece todas as condições para se jogar futebol”.
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FELICIDADE
As jogadoras também parecem ter gostado bastante do Mineirão. Algumas ficaram impressionadas com as dimensões do estádio, enquanto outras aproveitaram a visita para se divertir. “Quando uma visita ao estádio te faz sentir como uma criança de cinco anos em uma loja de doces”, escreveu a atacante norte-americana Alex Morgan ao postar foto com duas companheiras de equipe em sua conta no Twitter.
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As neozelandesas também se divertiram bastante no gramado – algumas deitaram e rolaram, literalmente. Houve pose para fotos e até acrobacias.
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Atitude mais discreta tiveram as francesas, que optaram apenas por vistoriar o gramado. Já a Seleção da Colômbia mandou somente o treinador e as jogadoras Natalia Gaitán, Sandra Sepúlveda e Nicole Regnier.

Duelos HOJE (ontem, quarta)
Grupo E – Estádio Nilton Santos (Rio de Janeiro-RJ)
13h    Suécia    x    África do Sul
16h    Brasil    x    China
Grupo F – Arena Corinthians (São Paulo-SP)
15h    Canadá    x    Austrália
18h    Zimbabwe    x    Alemanha
Grupo G –  Mineirão
19h    EUA    x    Nova Zelândia

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FONTE: Estado de Minas.


Saiba como foram criadas as receitas mais típicas de Belo Horizonte e como sua história se relaciona com a da cidade
Pratos típicos

GastronomiaUm feijão-tropeiro modificado por truques de uma cozinheira de pensão. Um caldo de mocotó que faz flanelinhas e desembargadores dividirem o mesmo balcão. Uma refeição como outras tantas na cidade e que virou a matadora de fome oficial da madrugada. A comida de funcionário que ganhou apelido e virou o prato feito mais famoso da cidade. A improvável mistura de fígado de boi e jiló que não era para ser mais do que um petisco de feirantes. Eis as cinco receitas mais típicas de Belo Horizonte, que, despretensiosamente, ajudam a contar a história da capital mineira e a formar sua identidade cultural.

“Minha tia Lola tinha uma pensão onde ela mesma cozinhava. Quando foi convidada para ter um bar no Mineirão, no fim dos anos 1960, ela incrementou o tropeiro com o molho de tomate e o ovo frito inteiro, em vez de mexido. As pessoas pediam assim na pensão, como complemento da carne”, lembra Eliane Assis, que foi permissionária de bares (o de número 13 tornou-se o mais famoso) que serviram o prato no estádio até a reforma de 2010. Prevendo as mudanças que vieram em seguida, ela abriu o restaurante Tropeiro do 13 em 2005, no Bairro Planalto. Tudo para não deixar morrer a tradição, o que inclui o molho de tomate.

Tropeirão

Afinal, por que colocá-lo sobre o tropeiro, já que é um ingrediente sem qualquer relação com esse prato clássico mineiro? “Esse molho minha tia já fazia na pensão e era bem aceito. Como não havia como refogar couve para milhares de tropeiros no mesmo dia, ela punha o molho por cima da verdura crua para melhorar o sabor da couve”, revela Eliane. E com um detalhe: a chapa funcionava apenas para fritar os bifes de lombo, e Lola a raspava o tempo inteiro, acrescentando essas crostas saborosas ao molho. “O sabor era apurado ao longo do dia”, completa ela. Com a transferência para o Planalto essa técnica se perdeu. Quem comeu, comeu.

 Bolão se afastou do comando da cozinha e lamenta mudanças na receita de seu espaguete, que é parte do Rochedão, refeição que pesa 800g (ALEXANDRE GUZANSHE/em/d.a press)

Bolão se afastou do comando da cozinha e lamenta mudanças na receita de seu espaguete, que é parte do Rochedão, refeição que pesa 800g

LATINHA “Lá no Mineirão tinha alegria, contato com o torcedor. Quando o time virava o jogo, mudava o astral, mudava tudo. Era uma coisa doida, uma magia”, lembra Eliane, que ficava no caixa, enquanto a mãe, Vina, comandava a cozinha. Essa mágica tinha a ver também com o volume de trabalho: chegar às 5h para começar a vender tropeiro às 10h era comum. O recorde foi de 4,3 mil pratos servidos no mesmo dia, ocasião em que havia cerca de 90 mil torcedores no estádio. Mesmo com a considerável diminuição de fregueses, uma coisa não mudou: ainda vale como medida da farinha de mandioca a amassada e arranhada lata de castanha de caju dos anos 1970.

A sequência de preparo é: gordura de porco na panela, alho batido com sal, linguiça calabresa, torresmo sem pele frito, feijão carioquinha cozido (com um pouco do próprio caldo), deixa ferver, apaga o fogo, mistura a farinha, põe a cebola crua cortada fininha e a cebolinha e mexe tudo. “Mas com jeitinho, com o garfo, senão vira tutu”, ensina ela. E arremata: “Nosso tropeiro é mais molhado, vai com um pouco mais de caldo. Não que aquele mais seco seja ruim, mas aqui não vende, pois o pessoal gosta dele mais molhado”.

Você pode, querendo, experimentar a receita do blog AQUI!

CANECA DE MOCOTÓ  “A receita é a mesma, não mudamos praticamente nada”, garante Dênio Corrêa, o caçula dos cinco irmãos que se revezam há anos no preparo do caldo mais popular da cidade, o de mocotó do Nonô, com 51 anos de existência. Ele começou a ser servido no Barreiro, na época em que a instalação da siderúrgica Mannesmann ajudou a desenvolver a região. Era só uma barraquinha, mas a grande aceitação entre os operários encorajou Raimundo de Assis Corrêa, o Nonô, a abrir um bar ali perto, no Clube Colina, e, depois, no Centro, onde funciona até hoje.

É das poucas casas da cidade que funcionam 24 horas: abre segunda, às 6h, e só fecha sábado, à 0h. Três turmas de funcionários passam pela casa ao longo do dia. O caldo é feito até quatro vezes por dia, de acordo com a demanda. Faça frio ou calor, sempre há fregueses encostados no balcão para tomá-lo. “Está meio quente, então estamos usando 1,2 tonelada de mocotó para esta semana. Quando esfria, vendemos uns 60% a mais”, conta Corrêa. A cerveja preta Caracu é o acompanhamento tradicional, sendo que o bar é o maior vendedor da marca no país – são cerca de 5 mil latas por mês.

Sobre o caldo, é importante dizer que mocotó não é simplesmente mocotó. Na cozinha do local, esse corte bovino é separado de acordo com três categorias: unha, canela e panturrilha. Cada caneca leva um pouco de cada (esses pedacinhos são chamados de “barranco”) e cebolinha picada por cima. “Se a gente cozinhasse tudo direto, o gosto ficaria muito forte. Por isso fritamos o mocotó antes, o que elimina parte da própria gordura. O pessoal da roça não come assim, mas o da cidade não tem estômago para isso”, explica ele. A versão completa ainda leva dois ovos de codorna crus, que cozinham no calor do caldo.

TÁXI Refeições fartas, com arroz, feijão, batata frita, ovo, bife e macarrão existem aos montes pela cidade. Por que, então, a versão do Bolão, em Santa Tereza, tornou-se tão famosa? “Os taxistas foram os primeiros a comer isso e pode saber que lugar em que vai muito taxista é bom. Eles é que foram fazendo o boca a boca. Ficou famoso por causa disso e por funcionar de madrugada, apesar de hoje a casa fechar mais cedo. A gente acompanhava o funcionamento do cinema, que ficava do outro lado da praça, e fomos esticando o horário”, conta o fundador da casa, José Maria Rocha, o Bolão.

Ele é criador do Rochedão, servido desde o início dos anos 1980. Tudo começou com o espaguete. “Aqui no bairro tinha um bar que servia espaguete e, quando fechou, os fregueses pediram para que eu fizesse. Já era servido assim, com o molho separado da massa”, lembra. Com o crescimento da casa, o cardápio passou a ter, além de petiscos, refeição, que sempre chegou à mesa com a massa à parte. As batatas fritas (nunca das congeladas) foram o último item a ser acrescentado a um prato que totaliza cerca de 800g.

Atualmente afastado da direção do bar por problemas de saúde, Bolão se queixa das mudanças que a receita do espaguete sofreu com o tempo. O principal problema, diz, foi a troca da massa com ovos pela de grano duro: “Gosto dela mais macia, e hoje ela é mais firme. Além disso, o molho não gruda nela direito”. Também lamenta que o molho não seja mais feito da forma como o concebeu: sem tomate fresco (só o extrato enlatado), com “tempero normal” (alho batido com sal) e acém moído. Mesmo assim, ele ainda gosta de ficar sentado na porta do restaurante cumprimentando clientes praticamente sem parar.

Operário-padrão
Pratos improvisados para atender os funcionários do café palhares (Kaol) e feirantes do Mercado central (Fígado com Jiló) acabaram se tornando clássicos da cidade
O boteco Valadarense, no Mercado Central, que serve fígado com jiló há mais de 40 anos. Receita surgiu para atender trabalhadores do local (Alexandre Guzanshe/EM/D.A Press)
O boteco Valadarense, no Mercado Central, que serve fígado com jiló há mais de 40 anos. Receita surgiu para atender trabalhadores do local

Nenhum dos pratos tipicamente belo-horizontinos é resultado de uma ação premeditada ou uma grande ideia que de repente foi colocada em prática na cozinha. Nesse sentido, chamam a atenção as origens de dois deles, o Kaol, do Café Palhares, e o fígado de boi com jiló do Mercado Central. Definitivamente, não era para se tornarem as duas mais emblemáticas receitas da cidade, mas quis o destino (e a freguesia) que fosse assim. A primeira surgiu como comida de funcionários; a segunda, um petisco improvisado de feirantes.

“Nos anos 1960 e 1970, o mercado era o principal centro abastecedor da cidade, com um abatedouro em funcionamento. Abria cedo e não havia restaurantes no entorno. Os feirantes pegavam os miúdos e levavam para os bares”, conta José Agostinho Oliveira Quadros, presidente do Mercado Central e comerciante por lá há 50 anos. O jiló, diz ele, provavelmente entrou no petisco por ser dos ingredientes mais baratos na época. Assim, tornou-se o tira-gosto mais famoso da capital mineira, servido por praticamente todos os bares do local.

Já Ronaldo Marques, gerente do bar Fortaleza, um dos vários balcões onde se pode comer essa combinação de sucesso, conta versão um pouco diferente. “A história que sei é que dois açougueiros do mercado chegaram num dos bares com jiló e pediram para prepará-la com carne de porco. O fígado foi sacada do dono do bar, com certeza, por ser mais barato que a carne de porco. Era um prato de açougueiro para açougueiro”, relata ele, que já vendeu de quase tudo no local e há 15 anos comanda a chapa em que é preparado o petisco.

KAOL O fato de ter sido batizado pelo jornalista e compositor Rômulo Paes confere pompa ao Kaol, o prato feito que ajudou a construir a fama do Café Palhares, inaugurado em 1938, no Centro. Entretanto, originalmente, ele era a comida dos empregados que trabalhavam no bar à noite, na década de 1950. “De madrugada, eles faziam um prato com arroz, ovo e linguiça. Como o bar era pequeno, comiam por perto e todo mundo via. Os fregueses começaram a querer também e foi assim que começou”, conta João Lúcio Ferreira, um dos proprietários.

Funcionário do Palhares prepara o Kaol, que inclui arroz, farofa de feijão, couve, ovo, linguiça, torresmo e molho (Alexandre Guzanshe/EM/D.A Press)

Funcionário do Palhares prepara o Kaol, que inclui arroz, farofa de feijão, couve, ovo, linguiça, torresmo e molho

Inicialmente, o prato era servido só à noite. Na década seguinte, passou a ser oferecido também no almoço. “Nessa época, era servido num prato de papelão e o pessoal sentava no meio-fio para comer. Aqui só foi ter lugar para sentar depois da reforma, nos anos 1970”, lembra ele. O público boêmio aprovou a receita, frequentemente pedindo cachaça para acompanhar. Por motivo que segue desconhecido por Ferreira, o “c” virou “k” na hora de usar as iniciais dos ingredientes para batizar o prato. Ele aproveita para esclarecer que, na verdade, esse apelido foi criado com a participação de seu pai, João.Hoje, são nada menos que 400 pratos servidos por dia. Com o tempo, outras guarnições pedidas por fregueses foram adicionadas definitivamente ao prato, como couve, farofa de feijão, torresmo e molho de tomate. O molho da casa não leva tomate fresco, mas extrato enlatado, e ajuda a deixar o prato menos seco, a exemplo do que é feito também em outro clássico da cidade, o feijão-tropeiro do Tropeiro do 13.

“A gente colocava um tomate por cima do prato e depois resolveu trocar por esse molho. Na época, servíamos muito sanduíche de pernil e de linguiça, sempre com esse mesmo molho. Já o tínhamos pronto na casa. Muita gente disse que não tinha nada a ver, mas que tinha ficado gostoso”, resume Ferreira. O orgulho maior da casa é a linguiça, produzida diariamente na sobreloja, desde a década de 1970, e que faz com que um certo freguês pague a conta, dê uma volta no quarteirão e volte para sentar-se na outra ponta do balcão para comer um segundo Kaol, tentando não se passar por guloso diante dos garçons.

FONTE: Estado de Minas.


Com tropeiro a R$ 15 e água a R$ 6, Fifa divulga preços do cardápio oficial dos estádios

Amendoim por R$ 8, cerveja R$ 10, água R$ 6. Este serão alguns dos valores que os torcedores terão que pagar durante a Copa do Mundo dentro e ao redor dos estádios. Os preços das comidas e bebidas foram divulgados nesta segunda-feira pela Fifa e também valem para quem estiver no Fifa Fan Fest, festas organizadas pela Fifa e cidades-sede de onde serão transmitidos os jogos em telões.

Entre as opções, estão aperitivos, sanduíches, pipoca, amendoim, batata, chocolate, soverte, refrigerantes, duas marcas de cerveja e uma opção da bebida sem álcool, além de comidas regionais. No cardápio de Salvador, por exemplo, está incluso acarajé (R$ 8) e cocada (R$ 5).Em Recife, tapioca (R$ 8) e bolo de rolo (R$ 5). No Rio de Janeiro, biscoito de povilho (R$5). Em Manaus, o Tambaqui, tradicional peixe da região será vendido com fritas (R$ 13). O feijão tropeiro (R$15) será vendido na capital mineira. 

Confira os valores das comidas e bebidas:

FONTE: Itatiaia.

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MEMÓRIA
Tradição tropeira valorizada
Cidade de Itabira comemora aniversário do Museu do Tropeiro

Cavaleiros da região de Itabira participam das comemorações

Para recuperar a memória e as antigas tradições dos tropeiros, viajantes que desbravaram Minas Gerais nos séculos XVII e XVIII e por aqui enraizaram parte de sua cultura, o distrito de Ipoema, em Itabira, comemora a Semana da Cultura Tropeira, em homenagem ao 11º aniversário do Museu do Tropeiro.

Com uma intensa agenda de atividades, a programação sofreu uma intercorrência: marcada para esta sexta-feira, a inauguração do monumento ao Tropeirismo, na entrada do distrito, foi adiada. Na finalização da peça, o artista plástico acabou danificando a obra, que não ficará pronta a tempo para as festividades.

Apesar disso, a programação segue. Um dos destaques da agenda é o show gratuito do violeiro Almir Sater, amanhã, no Campo do Aliança. “A apresentação é um dos eventos mais esperados. Em homenagem aos tropeiros, a viola não poderia faltar”, diz a gestora do museu, Aparecida Leite Madureira.

Além da música de raiz, as comemorações destacam outros aspectos importantes da cultura sertaneja, como as cavalgadas, a religiosidade e a gastronomia.

Hoje, como já acontece há 11 anos, uma comitiva de cavaleiros representa as viagens feitas pelos tropeiros, atravessando um trecho da Estrada Real. O grupo vai se reunir no município de Santa Bárbara e percorre 58 km até Bom Jesus do Amparo. Durante o descanso, os cavaleiros vão experimentar o feijão tropeiro feito na fazenda Morro Vermelho.

Amanhã, depois do pouso, eles seguem viagem e se encontram com outras comitivas de comunidades rurais a caminho de Itabira. Na frente do Museu do Tropeiro, no distrito de Ipoema, a chegada dos cerca de 2.000 mil cavaleiros será celebrada à moda antiga, como manda a tradição: estalares de chicote e toque de berrante.

A festa continua com a apresentações de grupos culturais, como as Lavadeiras de Ipoema, que representam as cantadeiras que se reuniam nas beiras de riachos para lavar roupas, enquanto entoavam cantigas.

Depois dessa recepção, um ato religioso finaliza os festejos. “Os cavaleiros vão receber a bênção de um padre, evocando a grande religiosidade dos tropeiros originais, que eram muito devotos de Nossa Senhora Aparecida”, conta Madureira.

Exposição. Até amanhã, o Museu do Tropeiro exibe uma mostra com trabalhos de alunos de comunidades rurais que desenvolveram uma linha do tempo, desde a época dos tropeiros até os tempos atuais.
Agenda

O quê. 11ª edição da Semana da Cultura Tropeira

Quando. Até amanhã

Onde. Museu do Tropeiro (travessa Professor Manoel Soares, 217, Ipoema, distrito de Itabira) e outro endereços

Quanto. Entrada gratuita

FONTE: O Tempo.


Fornecedor escolhido pela Fifa terá exclusividade na venda na parte externa do estádio

Alexandre Guzanshe/EM/D.A Press
Tropeiro é o prato mais tradicional dos estádios mineiros
O tropeiro, tradicional prato servido no Mineirão, não poderá ser desfrutado no interior do estádio durante os jogos da Copa das Confederações. A Fifa vetou a sua comercialização nos bares para evitar concorrência com os produtos dos patrocinadores oficiais e também por exigir o uso de gás na produção da iguaria, a preferida dos torcedores mineiros.A reportagem apurou que, durante o evento, o tropeiro só será vendido na esplanada, parte externa do Mineirão. Ainda não há confirmação do preço e do número de estabelecimentos que comercializarão os pratos. O fornecedor foi contratado pela Fifa.

Na semana passada, a Fifa divulgou os preços de alguns produtos a serem vendidos dentro do Mineirão. O cachorro quente custará R$ 8 e as porções de batata e amendoim sairão a R$ 7 cada uma. Por esse mesmo preço, o torcedor comprará um chocolate. Os chopes da Budweiser e da Brahma, ambos de 450ml, serão vendidos a R$ 12 e R$ 9. A Brahma sem álcool custará R$ 6.

Acarajé

Na Bahia, o acarajé também será vendido na área externa da Arena Fonte Nova, em Salvador. Seis baianas e seus auxiliares, num total de 32 pessoas, vão atuar durante a Copa das Confederações em uma área comercial montada na parte Leste da Arena, onde os patrocinadores do torneio também venderão produtos oficiais licenciados pela Fifa.

As baianas utilizarão fogão elétrico para evitar acidentes com os torcedores. A estimativa do custo do investimento para a construção das estruturas onde as vendedoras serão acomodadas é de R$ 20 mil e será arcado pelos próprios patrocinadores do evento.

Além de acarajé, serão oferecidos ao público abará, bolinho de estudante, cocadas e passarinha. A unidade do acarajé e do abará vai custar R$ 8,00 (com camarão) e R$ 6,00 (sem camarão). Das seis profissionais escolhidas pela Fifa para trabalhar na Copa das Confederações, três já atuavam na antiga Fonte Nova.

FONTE: Estado de Minas.

Semana cultural é comemorada até este sábado.

Uma programação foi montada para comemorar o aniversário de dez anos do Museu do Tropeiro, em Ipoema, distrito de Itabira, na Região Central de Minas Gerais. Grupos culturais e musicais da região se apresentam, nesta sexta-feira (19), a partir das 20h, em frente ao museu. Também terá festa no sábado. Veja as atrações.

museu do tropeiro

museu tropeiro

10° Aniversário do Museu do Tropeiro
Semana da Cultura Tropeira de 16 a 19 de abril de 2013
Exposição de Trabalhos Escolares no Salão Comunitário de Ipoema
Tema: Museu (Memória + Criatividade = Mudança Social)
Abertura ao público para visitação das exposições:
Dias: 19 e 20 de abril
Horário: 8h30 às 11h30 ou 13h às 17h

Oficina: A música no Tropeirismo
Oficineiro: Luciano Ferreira (Millor)
Dia: 19/4/2013
Local: E. E. Prof. Manoel Soares
Horário: 7h às 11h30
Vagas: alunos tempo integral
Palestras:
Tema: Turismo: O que eu tenho com isto?

Exposição e Lançamento do livro “Suor Sagrado Retrato das Ações de Fé em Prol da Cultura do Morro Redondo”
Palestrante: Roneijober Andrade
Dia: 19/4/2013
Horário: 19h
Local: Centro Comunitário de Ipoema

Barracas de artesanatos, quitandas e doces
Local: Praça Augusto Guerra, Centro, Ipoema
Dia: 19/4/13 – a partir das 16h
Dia: 20/4/13 – a partir das 8h
Dia: 21/4/13 – das 8h às 16h

Abertura em Ipoema
Data: 19/4/2013
Local: em frente ao Museu do Tropeiro
Horário: 20h

Roteiro das apresentações     :
1) Apresentação do museu e das manifestações culturais;
2) Grupos culturais;
1º Lavadeiras adultas e mirins;  juntamente com o grupo ‘’Viola na Roça‘’
2º  Meninos Trovadores;
3º Trança – Fitas;
4º  Show da Escola Livre de Música.

Abertura em Santa Bárbara
Data: 19/4/2013
Local: Praça Matriz Santo Antônio, Centro
Horário: 9h

Roteiro das apresentações     :
Das 9h às 9h30 – Concentração de Cavaleiros. Pronunciamento das autoridades (dos municípios de Santa Bárbara, Bom Jesus do Amparo e Itabira).
Café da manhã.
Bênçãos dos Cavaleiros
Saída às 10h de Santa Bárbara com sentido a Barão de Cocais
Por volta de 11h passarão por Barão de Cocais ¬– Recepção no Rancho do Coiote . Às 12 h , saída sentido ao Campolar em Bom Jesus do Amparo
16h – Recepção oficial pelo prefeito de Bom Jesus e demais autoridades no Campolar (sítio do Sr. Elias). À noite, Jantar e Show (pernoitar).
Programação
Data: 20/4/2013
8h – Saída do Campolar com
destino a Bom Jesus do Amparo.
11h – Bênçãos dos cavaleiros pelo Pe. Rogério na praça de Bom Jesus em frente à igreja matriz.
11h30 – Saída dos Cavaleiros de Bom Jesus do Amparo com sentido a Ipoema
12h – Encontro das comitivas vindas de Bom Jesus do Amparo e do Bamba na Fazenda Estiva sentido a fazenda Morro Vermelho em Ipoema
Horário da concentração e saída das demais comitivas sentido fazenda Morro Vermelho em Ipoema: 10h Concentração de Cavaleiros no Bamba
10h Concentração de Cavaleiros em Sra. Do Carmo
10h30 Saída de Cavaleiros de Sra. Do Carmo com destino a fazenda Morro Vermelho-Ipoema
10h30 – Saída de Cavaleiros do Bamba com destino a fazenda Morro Vermelho-Ipoema
13h – Recepção das comitivas na Fazenda Morro Vermelho do Sr. Ênio Lage – Ipoema (almoço).
16h15 – Encerramento da recepção. Concentração e saída dos cavaleiros com destino ao Museu do Tropeiro. Comitivas organizadas por município. Abertura do cortejo por 4 cavaleiros levando as bandeiras do Brasil, de Minas, de Itabira e do Museu do Tropeiro.
16h50 – No trevo em Ipoema, os grupos das manifestações culturais irão se unir aos cavaleiros para dar início ao cortejo rumo ao Museu do Tropeiro

Cortejo
17h – Início do cortejo na Rua Francisco Afonso (Trevo) em Ipoema, apresentando as manifestações culturais e em seguida os cavaleiros:
1° Porta Bandeira (Museu do Tropeiro)
2° Estaladores de Chicote
3° Berranteiros
4° Sons da Tropa
5° Nega do Tabuleiro
6° Pastorinhas
7° Meninos Trovadores
8° Lavadeiras de Ipoema
9° Lavadeiras Mirins
10° Trança-Fitas
11° Bordadeiras da Quarta
12° Projeto Varal Literário – Parceria Museu, Escola e Internato Rural.
13° Projeto Saci-Pererê – Parceria Museu e Escola
14º Cortejo dos cavaleiros
Levando em consideração a religiosidade e o papel significativo da igreja na formação da cultura do país, os tropeiros não viajavam em dias santificados, o que seria um desrespeito a Deus. Caso houvesse missa em alguma cidade ou povoado, marcavam presença.
A missa é cuidadosamente preparada para que a água benta deixe boa sorte aos cavaleiros.
As Plantas do ramalhete são escolhidas para transmitir fé, coragem, alegria e união, tão comuns entre os tropeiros. São elas: o hortelã, o manjericão, o alecrim e a erva cidreira. A fita do ramalhete é amarela, representando a alegria, o ouro e a sabedoria.
15º Shows – Local:  Campo do Aliança  (praça de alimentação e shows)
Renato Teixeira
Banda Manindé
Vinícius Amaral e Banda

Mais informações pelos telefones (31) 3839-2991 e 3839-2992 ou diretamente no museu.


 Mais parecido com o original, tropeiro ainda sofrerá ajustes
23 de março de 2013– Hoje tem Tombense e Vila, e Tupi e América de Teófilo Otoni – jogos ás 16h. Amanhã jogam Nacional e Atlético, às 18h30, em Patos de Minas. Boa e Araxá, às 17h, em Varginha.

No Mineirão, Cruzeiro enfrenta a Caldense, às 16h, com novidades. Primeiro: dois novos restaurantes estarão á disposição do torcedor: o de comida italiana e o de comida japonesa.

E mais: A Minas Arena enviou uma foto pra nossa redação mostrando como será servido o tropeiro. Agora sim o prato vai estar bem mais servido e parecido com o original, que marcou época no futebol mineiro e no estádio.

Ainda vão faltar bife, ovo e o vinagrete. A Minas Arena deu um prazo de 60 dias para o novo fornecedor se adaptar às exigências do torcedor.

FONTE: Estado de Minas.


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