Antequam noveris, a laudando et vituperando abstine. Tutum silentium praemium.

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Alerta: Afirmação que brasileiros não precisam mais de visto para os EUA é trote em redes sociais

trote internetUm trote de internet está deixando muita gente esperançosa. Um link, de um site chamado Feednewz.com, diz que brasileiros não precisam mais de visto americano a partir de 13 de maio de 2015, com a foto do presidente Barack Obama assinando um papel, não passa de uma piada.

Quando clicado no link, aparece a imagem de um homem, rindo, dizendo “You Got Owned”, uma gíria originada em hackers dos anos 90, referindo-se ao ganho administrativo do computador de alguém, o que seria uma invasão. Junto à frase, a página diz “489896 trolled people”. O termo “troll”, também é uma gíria de internet, referindo-se a formas enganar alguém na rede.

A isenção de vistos de brasileiros para os EUA ainda está em avaliação. De acordo com declarações da embaixadora norte-americana no Brasil, Liliana Ayalde, o avanço das discussões está dependendo de um posicionamento do governo brasileiro. “Para ter essa isenção, é preciso ter sistemas de requerimentos da lei”, disse ela, em declaração, no final de março. “Precisamos trabalhar juntos para isso”.

FONTE: Gazeta.


Universitário é condenado a pagar R$20 mil por organizar “rodeio das gordas”

Mulheres teriam sido humilhadas durante encontro esportivo estudantil (Reprodução internet/ www.orkut.com)
Mulheres teriam sido humilhadas durante encontro esportivo estudantil

Um aluno do campus de Araraquara (SP) da Unesp (Universidade Estadual Paulista) foi condenado a pagar 30 salários mínimos a um fundo de reparação por envolvimento no “rodeio das gordas”, que consistia em montar nas universitárias obesas. A brincadeira foi sugerida durante o Interunesp de 2010, evento esportivo que reúne milhares de alunos de todos os campi da universidade.

Várias estudantes teriam sido humilhadas pelo autor e pelo menos mais dois alunos, que fugiram da condenação – divulgada nesta semana, porque fizeram um acordo se comprometendo a doar 20 salários mínimos em forma de cestas básicas para instituições assistenciais. Já o outro universitário, chamado ao Ministério Público, se negou a fazer um acordo e acabou condenado.

De acordo com a denúncia, durante os jogos estudantis que também são marcados por festas, os três jovens ficavam incentivando outros estudantes a pularem nas costas das alunas consideradas acima do peso. A partir daí era contado o tempo em que eles permaneciam sobre as escolhidas, como se fosse uma montaria.

Dezenas de estudantes teriam sido vítimas do rodeio que tinha até página na internet. Em um site de relacionamento os universitários eram orientados a como participarem do “jogo”. O criador desse canal de comunicação foi um dos três citados no processo que foi julgado pela 2ª Vara Cível de Araraquara. Na acusação, o Ministério Público apontou que, entre outras coisas, as alunas teriam sido expostas a situação vexatória.

FONTE: Estado de Minas.

Os estudantes não chegaram a um entendimento sobre responsabilidades após o trote. A universidade abriu sindicância e pode expulsar responsáveis por susposto ato racista

Cerca de 400 estudantes de direito da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) se reuniram  no Centro Acadêmico Afonso Pena (CAAP), em Belo Horizonte, nesta terça-feira para definir medidas a serem tomadas após a divulgação de fotos em redes sociais com conteúdo que supostamente fazia alusão ao racism e nazismo.  Alguns estudantes chegaram a bater boca em frente à faculdade e discordaram sobre a repercussão do caso.

Trote polêmico foi alvo de críticas nas redes sociais Foto: Belo Horizonte de A a Z / Reprodução
Trote polêmico foi alvo de críticas nas redes sociais

Na primeira imagem, uma jovem está pintada de preto com um cartaz de papelão escrito “Caloura Chica da Silva”. A moça está acorrentada pelas mãos e um rapaz de pele clara sorri enquanto segura a corrente. Na segunda foto, um estudante está pintado de tinta vermelha e amarrado a uma pilastra enrolado por uma faixa de plástico utilizada em isolamento de acessos. Ao lado e também sorrindo, três estudantes fazem um gesto nazista, com a mão direita estendida para frente. Um deles chegou a colocar um bigode postiço semelhante ao que usava o ditador alemão Adolf Hitler.

De acordo com o estudante Caio Perrone, 22 anos, do sétimo período, as fotos foram divulgadas fora do contexto do trote, que para ele não teve nenhum tipo de conotação racista. “Acompanho o trote desde que entrei aqui. O trote da nossa faculdade, todos os alunos aceitam. Não tem violência. Não acho que foi racista. É normal. O trote não tem violência física e psicológica. É para os alunos se enturmarem. O que houve foi uma descontextualização”, disse.

Segundo Perrone, não houve intenção de ofender ninguém. “Essa questão da Chica da Silva é que todos os alunos que participam são marcados por um personagem. No caso, a menina brincou dizendo que “ninguém mandava nela” e foi apelidada. Não tiveram nenhum intuito de ofender os negros. Tanto que temos amigos negros aqui”, explicou.

O presidente do Centro Acadêmico, Felipe Gallo, 19 anos, acredita que houve um excesso na exposição das fotos pela mídia, mas reprovou a “brincadeira” feita durante o trote. “Ontem em uma reunião entre aproximadamente 230 alunos, a maioria reprovou a atuação dos veteranos. Hoje nós nos reunimos novamente e vamos tomar atitudes de combate a esse tipo de manifestação”, disse.

Segundo o diretor de relações públicas do Centro Acadêmico de Direito da UFMG, Daniel Antônio da Cunha, a superexposição na mídia não exclui a responsabilidade sobre o ocorrido. De acordo com ele, medidas como “calourada típica, visita a quilombos, atividades dentro da faculdades” serão estabelecidas.

O estudante Caio Clinaero, 24 anos, coordenador administrativo financeiro do Diretório Central dos Estudantes (DCE), afirmou que o DCE tomará medidas junto à reitoria da universidade para punir os envolvidos. “O DCE é contra qualquer tipo de de racismo e regime totalitário. Abominamos esse tipo de conduta. Tem que ter medida mais incisiva com relação a isso”, disse. Segundo ele, esse tipo de trote ocorre rotineiramente na faculdade. “Isso ocorre corriqueiramente dentro da UFMG. Não dá pra continuar assim”, afirmou.

Universidade abre sindicância

A Faculdade de Direito publicou nesta terça-feira uma portaria que designa os integrantes da comissão de sindicância criada para “apurar as responsabilidades” durante o trote num prazo de 30 dias. De acordo com o regimento interno da UFMG, “condutas agressivas e desrespeitosas com qualquer membro da comunidade acadêmica são passíveis de penalidades como advertência, suspensão e expulsão da universidade”.

FONTE: Terra.


Imagens do trote foram divulgadas nesta segunda-feira e causaram revolta nas redes sociais

 

Caloura pintada e identificada como 'Chica da Silva' é 'exibida' por veterano (Reprodução/Facebook)
Caloura pintada e identificada como ‘Chica da Silva’ é “exibida” por veterano

A Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) apura se houve excessos por parte de estudantes em um trote promovido dentro Faculdade de Direito na última semana. Imagens do evento foram divulgadas nesta segunda-feira e já causaram polêmica nas redes sociais. Internautas ficaram revoltados com algumas fotos que mostram atos racistas durante a ação. Uma reunião extraordinária foi convocada para esta terça-feira pelo Centro Acadêmico Afonso Pena.

Em uma das fotos, uma jovem aparece acorrentada e pintada com tinta preta. Em seu pescoço foi pendurada uma placa com o nome de “Chica da Silva”, fazendo alusão a escrava que viveu em Diamantina, na Região Central de Minas Gerais, e que ganhou a alforria depois de se envolver amorosamente com um contador famoso no século 18. Uma segunda fotografia, mostra um calouro amarrado a uma pilastra e outros estudantes fazendo saudações nazistas. Entre os veteranos, um jovem ainda utiliza bigode semelhante ao do ditador Adolf Hitler (1889 -1945).

Logo que surgiram as imagens nas redes sociais, os estudantes foram duramente criticados pelos internautas. “Estes aí serão nossos futuros juízes, magistrados, advogados e políticos do país?”, argumentou Heric Maicon. “Todo trote ofensivo ou humilhante deve ser proibido. O argumento de que ‘participa quem quer’ é ridículo, pois pressupõe uma falaciosa liberdade total de escolha do calouro. Mesmo dentro da FDUFMG ainda há quem ache graça em oprimir, submeter e achincalhar o colega. Debater o tema é urgente. Propor gincanas lúdicas e trotes solidários é o melhor caminho”, sugeriu Eduardo Araújo.

Estudantes imitam saudação nazista (Reprodução/Facebook)
Estudantes imitam saudação nazista

Outros internautas defenderam o trote. “Ridículo o circo armado em volta disso. Fotos avulsas divulgadas sem o contexto e espalhadas pela internet por pessoas sem conhecimento algum do caso. Conheço todos os envolvidos pessoalmente e sei que são pessoas honestas e decentes, que não compartilham de pensamentos racistas de qualquer tipo. Acho que tudo poderia ter sido tratado internamente, sem a necessidade desse escarcéu que está se desenhando”, afirmou Henrique Drummond. “#racismo #bricandeira com contexto. ‘Tá’ cheio de politicamente correto que fica julgando sem saber o que estava acontecendo na hora. Tempestade em copo d’água é o que estão fazendo… Irei na palestra só pra ver o nível da hipocrisia de quem julga isso aÍ algum tipo de racismo”, defendeu Gabriel Soares Mello.

A vice-reitora da Universidade Federal de Minas Gerais, Rocksane de Carvalho Norton, repudiou o trote dos alunos da Faculdade de Direito. “O trote na UFMG é proibido e a realização é passível de punição conforme regimento da universidade. Hoje fomos surpreendidos por este fato, que surgiu nas redes sociais. A diretoria já vai iniciar os processos de apuração dos fatos e a estipular a punição para os envolvidos”, disse.

Todos os anos, a UFMG realiza eventos para receber os alunos novatos durante uma semana. “Realizamos um evento em parceria com o Diretório Central dos Estudantes (DCE) com shows e palestras explicando a universidade. Então, nada explica os trotes. Eles são proibidos e os alunos sabem disso”, explica a vice-reitoEstra.

Por meio do Facebook, o Diretor de Relações Públicas do CAAP, Daniel Antônio da Cunha , informou que os o trote não são organizados e nem financiados pelo Centro Acadêmico, “sendo de inteira responsabilidade dos veteranos”. Mesmo assim, os fatos serão apurados pela entidade dos estudantes, que convocou uma reunião para apurar os fatos.

Tolerância zero

Os trotes já são problemas recorrentes na UFMG. Em março do ano passado, a direção da Universidade já havia informado que iriam punir os veteranos que insistiam em fazer as brincadeiras. A política de tolerância zero surgiu depois que estudantes de turismo relataram que duas calouras foram amarradas a um poste. Os veteranos se vestiram de policiais militares e colocaram camisinhas na ponta de cassetetes, obrigando os novos universitários a chupar o objeto.

FONTE: Estado de Minas.


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