Antequam noveris, a laudando et vituperando abstine. Tutum silentium praemium.

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Motorista que provocou acidente com duas mortes em BH ao testar turbo vai deixar a prisão

A Justiça concedeu, nesta terça-feira, habeas corpus a José Almério de Amorim Neto, de 35 anos. Ele terá que pagar fiança de 50 salários mínimos e teve a carteira de motorista suspensa

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O motorista José Almério de Amorim Neto, de 35 anos, que provocou um acidente na Região Noroeste de Belo Horizonte, com duas mortes ao testar o turbo que havia sido instalado no veículo, vai deixar a prisão. A Justiça concedeu, nesta terça-feira, habeas corpus ao homem. Ele terá a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) suspensa. O 35º juiz de direito auxiliar, Silvemar José Henriques Salgado, estipulou, ainda, o pagamento de fiança no valor de 50 salários mínimos.
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O condutor está preso desde 3 de agosto, dia do acidente. José trafegava pela Avenida Américo Vespúcio, em um Gol, placa GQO-9823. Quando passava pelo Bairro Nova Cachoeirinha, na Região Noroeste de Belo Horizonte, perdeu o controle do carro, invadiu a contramão e bateu no Palio, GVU-6123, conduzido por Paulo Medeiros Mendes, de 29. Paulo Medeiros e a mulher dele, Kátia Aisten de Assis, de 27, que estava no banco do carona tiveram morte imediata.
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Depois do acidente, segundo a Polícia Militar (PM), o homem relatou que testava o turbo que havia sido instalado no veículo. Testemunhas disseram que no momento da batida o Gol estava em alta velocidade – o limite na via é de 60 km/h. Levado para a delegacia do Detran, o condutor alegou que o carro teria apresentado um defeito mecânico na troca de marchas pouco antes do acidente. Ele preso em flagrante e indiciado por homicídio com dolo eventual – quando se assume o risco de matar.
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Os advogados do réu entraram com um habeas corpus pedindo a substituição da prisão preventiva por medidas cautelares. O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) analisou o recurso e deu um parecer favorável, alegando que o réu preenchia os pré-requisitos legais para a liberdade, como não ter antecedentes criminais, ter residência fixa e emprego na cidade onde aconteceu o delito.
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O juiz concordou com os argumentos da promotoria e também decidiu pela soltura do motorista. “Embora o fato ocorrido seja de natureza grave, o clamor e a busca de justiça somente ocorrerá após a apuração da responsabilidade do autuado, após a observância dos princípios constitucionais do contraditório e da ampla defesa, sendo certo que não verifico a presença dos requisitos legais a amparar a custódia preventiva do autuado”, afirmou o magistrado em sua decisão.
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Ficou estabelecido, que o motorista não poderá de ausentar de Belo Horizonte sem a autorização do juízo, terá que pagar fiança correspondente a 50 salários mínimos, o que equivale a R$ 39,4 mil. Além disso, vai ter que entregar a CNH ao Detran. “Isso porque, em razão de ter vitimado duas pessoas na condução de veículo automotor, esta medida impedirá que o autuado possa continuar a circular livremente pelas ruas e estradas do país, em inequívoco risco para os demais transeuntes, na condução de automotores”, disse o juiz.

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FONTE: Estado de Minas.


Suspeito de provocar 2 mortes em acidente vai responder por homicídio

Batida foi na noite desta segunda na Avenida Américo Vespúcio, em BH.
Ele estaria testando a potência de um carro customizado.

Depois de ser preso em flagrante, o homem foi levado para a Delegacia do Detran, no Centro da capital mineira. A delegada esteve com a perícia no local da batida e afirma que, além de ter sido modificado, o carro não passou por uma vistoria. “É uma irresponsabilidade. Nós não podemos fazer testes com vidas humanas e alterar um veículo”, disse Rosângela.

A delegada disse que o motorista vai responder pelo crime de homicídio com dolo eventual porque assumiu o risco de matar. A pena pode variar de seis a 20 anos de prisão.

Um homem de 29 anos e uma mulher aparentando ter 25 morreram no batida. Ela estava sem os documentos e, por isso, ainda não havia sido identificada.

A equipe de reportagem da TV Globo Minas não foi autorizada a entrar no IML durante a madrugada. Os parentes das vítimas não foram localizados. Nesta terça-feira, uma nova perícia deve ser feita no local da batida.

O homem prestou depoimento durante a madrugada. Segundo a delegada, ele disse que o carro estava em primeira ou segunda marcha quando perdeu o controle da direção. Ele também disse que não estava em alta velocidade na hora da batida e reafirmou que não testava as modificações feitas no carro.

Ainda de acordo com a delegada, o motorista também disse no depoimento que comprou o carro há três meses e não sabe se foi feita vistoria depois que as modificações foram feitas. O homem vai ser levado para um presídio da Região Metropolitana de Belo Horizonte.

 

Carro invade contramão, atinge outro veículo e mata duas pessoas na Região Noroeste de BH

Condutor de um Gol disse que fazia testes em dispositivo de “turbo”, instalado no carro. Testemunhas disseram que ele estaria em alta velocidade. Veículo bateu em meio fio, girou no ar e caiu em cima de um Pálio, que seguia no sentido contrário

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Duas pessoas morreram em um acidente entre dois carros, na noite desta segunda-feira, na Avenida Américo Vespúcio, no Bairro Aparecida, Região Noroeste de Belo Horizonte. A força da colisão entre um Gol e um Pálio espantou os moradores próximos do local, na altura do número 285. Populares tentaram linchar o motorista do Gol, que causou o acidente, até a chegada da Polícia Militar (PM), que controlou a situação.
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De acordo coma Polícia Militar (PM), o administrador de empresas José Almério de Amorim Neto, de 35 anos, contou que fazia testes em um equipamento chamado “turbo”, instalado no Gol. O dispositvo aumenta a potência do motor e faz o veículo atingir altas velocidades em menos tempo. Segundo relato de populares, o veículo estaria a cerca de 150 km/h.

Marcos Vieira/EM/D.A. Press

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Conforme testemunhas do acidente, o motorista já havia seguido na avenida sentido Bairro/Centro e estava voltando quando bateu no meio fio que divide as pistas, girou no ar e caiu em cima do Pálio, batendo teto com teto, antes de cair no asfalto, girar outras vezes e bater em uma árvore. O Gol só parou ao bater em um poste e um muro de um estabelecimento próximo do local. Os dois ocupantes do veículo atingido morreram na hora.
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O Corpo de Bombeiros enviou três viaturas para socorrer as vítimas. A equipe médica da Unidade de Suporte Avançado (USA), do Serviço de Atendimento de Urgência (SAMU), confirmou o óbito dos dois ocupantes do Pálio, que ficaram presas às ferragens. O acidente aconteceu próximo à trincheira que liga a via à Avenida Presidente Antônio Carlos.
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Após a PM controlar a situação no local, o condutor do Go, que se queixava de dores na coluna, foi socorrido pelo Samu, encaminhado a um hospital e será levado para encerrar a ocorrência no Departamento de Trânsito (Detran) da capital.

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FONTE: G1 e Estado de Minas.


No Brasil, brinquedo custa o mesmo que um apartamento: R$ 577.200
Nem tudo é de série: som opcional custa R$ 25 mil. Suspensão da Bavária não nasceu para Vassouras

RIO – O fim de semana tinha tudo para ser perfeito. Uma viagem de 110km até Vassouras no BMW Série 6 em sua versão mais feroz — a 650i. Repare que escrevi “tinha”… Andar com um carrão desses por aí não é fácil. De aparência elegante e porte generoso, o modelo é um provocador de torcicolos: não tem quem não vire a cabeça para vê-lo mais um pouquinho.

Alçado ao cume das atenções, o motorista escuta comentários maldosos e ganha o estigma de esbanjador. Há outras “dificuldades”: no trânsito, ninguém dá passagem, muitos ficam provocando para um pega (deve ser curiosidade para ver do que o BMW é capaz) e todos os guardadores esperam caixinhas gordas.

Pois é: o produto em si beira a perfeição, mas estacionar um carro de R$ 577.200 — o preço de um bom apartamento — ao lado de moradores de rua é quase ofensivo.

V8 com dois turbos

Anoitece na Dutra e os olhares curiosos somem. Assim dá para esquecer os dilemas da consciência. É hora de o BMW justificar sua existência. Acaricio o acelerador e ouço um rugido rouco. O generoso V8 de 4,4 litros traz dois turbos e um resultado brutal: são 407cv de potência e 61,1kgfm de torque (todo disponível logo a 1.750rpm).

Provoco um pouco e o 650i se transforma na experiência mais próxima que já tive de pilotar um foguete. Aceleração constante, sem turbolag, meu corpo é brutalmente apertado contra o banco. O câmbio automático ZF, de oito marchas, faz trocas rápidas como o pensamento (pasme, é a mesma caixa da picape Amarok). As aletas atrás do volante ficam na ponta dos dedos, em posição perfeita.

1, 2, 3, 4, 5. O tempo que você leva para ler os números ao lado é mais do que este Série 6 precisa para alcançar os 100km/h, garante a BMW. Para ser exato, são 4,9 segundos, número digno de superesportivos. A direção, direta e obediente, é mais um convite para o milionário dono deste carro afrouxar o nó de Windsor e curtir uma relação mais informal com a máquina — se ele optar por uma camisa polo Versace, melhor ainda.

Na serrinha de curvas fechadas entre Paracambi e Mendes, o 650i é um parque de diversões. O carro parece preso a trilhos da montanha russa com o ingresso mais caro do mundo. Não ameaça ou sequer pede ajuda aos sistemas eletrônicos.

Chegando a Vassouras o asfalto piora e o carro trepida furiosamente. Para amenizar a situação, seleciono os modos Comfort Plus e Comfort, que tiram um pouco de carga dos amortecedores. De nada adianta: a bateção continua.

Essa terceira geração do Série 6 (F13) é pensada para as auto-estradas alemãs de tapetes de asfalto e não para os buracos da RJ-127. Largos e baixos, os pneus 245/45 R18 também são vilões.

O carro ainda tem os modos Sport e Sport Plus. O segundo é mais emocionante e permissivo (leia-se perigoso), já que desliga alguns controles — como o de estabilidade. Não é coisa para braço duro.

Luxo para dois

O interior coleciona adjetivos: luxuoso, confortável, poderoso… Painel e portas são cobertos de materiais emborrachados e os bancos, de couro de primeira, vestem com o conforto de um jeans antigo.

Há bastante tecnologia embarcada. O câmbio é uma espécie de joystick e no centro do painel vai uma generosa tela de 10 polegadas — dá para ver até TV quando o carro não está em movimento. Outra bossa é o sistema Night Vision, que detecta pedestres por meio do calor corporal. A imagem é projetada na telona ao centro do painel. Impressiona, mas não é muito prático, já que exige que se baixe os olhos para o centro do painel enquanto dirige.

O tapete felpudo na cor bege clara é um convite a tirar os sapatos Manhattan Richelieu e sentir o chão. Pensado para dois, o 650i ao menos tem bom porta-malas: são 460 litros para levar as malas Louis Vuitton e os tacos de golfe.

Quem vai na frente dispõe de espaço de primeira classe. Os dois passageiros de trás, porém, viajam mais apertados do que na econômica. Na minha regulagem não dava para passar um dedo entre o encosto dianteiro e o banco traseiro.

Como se o preço não fosse alto o suficiente, o cupê avaliado ainda traz um opcional: o som Bang & Olufsen com 16 alto-falantes. O som de grife tem preço de carro popular: R$ 25 mil, conforme estima a BMW. A execução é limpa, como numa sala de concertos.

BMW visto por outros olhos

Já em Vassouras, novamente a sensação de ser o centro das atenções, mas em clima diferente. Numa parada, um senhor faz positivo com os dedos e balança a cabeça em sinal de aprovação. Méritos para Anders Warming, o projetista que apagou a má impressão deixada pela geração do Série 6 anterior (desenhada pelo controverso Chris Bangle). Os populares gostam do que veem.

No posto de gasolina o 650i é cercado. O cupê está em seu ambiente: com 407cv sedentos sob o capô, o consumo foi de 4,8km/h na cidade e, dirigindo como uma freira, cheguei a 8,4km/l na estrada.

No fim das contas o BMW é fascinante. Lindo, com ergonomia incrível e mecânica impecável. Mas, antes de sacar a Montblanc para assinar o cheque, alto lá. O preço acima de meio milhão é um exagero até para quem tem dinheiro sobrando. E ainda há aquele sentimento de culpa…

FONTE: O Globo.



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