Antequam noveris, a laudando et vituperando abstine. Tutum silentium praemium.

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Feiras de BH confirmam fama da cidade e recebem turistas e moradores

Feira de artesanato na Avenida Afonso Pena e Mercado Central acolhem público, fazendo a reputação de Belo Horizonte, prestes a comemorar mais um aniversário, se espalhar pelo país

Cristina Horta/EM/D.A Press

Comemorar aniversário é festejar a vida e receber convidados. E, para isso, nada melhor que ter uma sala de visitas que não só recepcione, acolha e seduza os que chegam, mas também os faça voltar. Pois Belo Horizonte, às vésperas de completar 118 anos, tem duas, ambas na Área Central: a feira de artesanato, fundada em 1969 na Praça da Liberdade e desde 1991 transferida para a Avenida Afonso Pena, e o Mercado Central, que funciona há 85 anos na Avenida Augusto de Lima, mas começou a operar na prática três anos antes da criação da capital mineira. E como boas salas de visitas, as duas atrações turísticas colhem não só os hóspedes, mas também moradores.

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A Feira Hippie, como também é conhecida, tornou-se uma das maiores da América Latina, recebendo anualmente milhões de pessoas. O Mercado Central foi leiloado pelo município em 1964 e, arrematado por comerciantes, transformou-se no único que não está nas mãos do poder municipal. Mesmo particular, acaba de ser incluído oficialmente no roteiro turístico de BH. Mas os números e características superlativos nem são as mais importantes marcas dessas duas atrações, que acabaram se consolidando como locais de encontro que, a um só tempo, marcam a vida da cidade e das pessoas.
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E essa sintonia atravessa gerações. Que o digam Raquel da Conceição Monteiro dos Santos, de 31 anos, e sua mãe, Verônica Conceição Monteiro, de 65. Elas são, respectivamente, neta e filha da baiana que levou o acarajé para a Feira Hippie, Inácia da Conceição Monteiro, já falecida. “Antes que a feira fosse regulamentada na Praça da Liberdade, minha avó vendia acarajé no tabuleiro, correndo dos fiscais”, conta Raquel. De lá para cá, a barraca de acarajé, que vende cerca de 500 unidades a cada domingo, se consolidou como atração do local.
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“Fui criada na feira de artesanato. Aprendi a fazer tudo com minha mãe”, diz Verônica. “A feira é tudo, estando boa ou ruim. E não só porque vendemos muito acarajé. Isto aqui é um ponto turístico, vem muita gente de fora, todo mundo se encontra. Pessoas que a gente não vê há muitos anos de repente aparecem”, explica Raquel. Gente como a biomédica Rebeca de Paula Martins, de 24 anos, que foi comprar bijuterias, calçados, roupas e, de quebra, provar um acarajé. “É impressionante como o preço dos mesmos produtos é mais em conta aqui”, disse, depois de gastar R$ 150.
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A pedagoga Rafaelle de Oliveira Silva, de 30, afirma que tem uma relação de muito carinho com a Feira Hippie, porque em sua família é tradição comprar no local. Ela saiu de ônibus de Santa Luzia às 7h, para chegar à feira às 8h. “Há muito tempo não vinha, mas adoro comprar aqui. Há uma grande variedade de produtos de qualidade sendo expostos”, disse ela, que comprou bolsa, sapato, bijuterias e dois presentes para crianças. “Fico encantada mesmo é com as bonecas”, admite.
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Maria Helena de Moro, de 70, que mora no Barreiro de Baixo, começou na feira vendendo chinelos de pano, que eram expostos no chão, ainda nos tempos da Praça da Liberdade. Hoje, vende também rasteirinhas, que ela mesma fabrica. “Todo domingo a gente levanta às 4h para chegar aqui às 6h. Mas, para mim, a feira não é só trabalho, mas também lazer. Converso com minhas colegas, me distraio, amo isto aqui de paixão”, declara.
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DIVERSIDADE Paixão que também está nas bancas e corredores do Mercado Central. É lá que o representante comercial Fernando Freitas, de 54, e sua mulher, a assistente social Simone Freitas, que moram no Bairro Coração Eucarístico, fazem compras na Queijaria do Noé. Fregueses habituais, eles visitam o mercado todos os domingos e já são conhecidos de muitas barracas, de onde costumam levar para casa biscoito, pimenta, linguiça, biscoitos e bacalhau. “Compramos sempre nos mesmos lugares. Todo mundo já nos conhece, a gente faz muitas piadas e brincadeiras”, afirma Fernando. Para o casal, o mercado é a cara de Minas Gerais e de Belo Horizonte, tanto pelos produtos que oferece como pelos tira-gostos.
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A pedagoga Rosalina Mendes Gomes, de 52, e o marido, o contador João Gomes, de 54, vieram de Mato Grosso do Sul e moram em BH há um ano. De lá para cá, também frequentam o mercado aos domingos para comprar frutas e carnes. Os dois ouviram um amigo mineiro falar do local quando moravam em Santa Catarina e, ao chegar à capital mineira, fizeram questão de conhecer o espaço. “Morando fora do nosso estado natal, convivemos com muitos mineiros e a referência de todos eles é o Mercado Central. Um deles tem aqui o seu ponto de encontro com os amigos”, diz João. “Tivemos uma impressão muito boa desde a primeira vez que viemos. Aqui é possível encontrar uma variedade de produtos, frutas e legumes. Além do mais, somos sempre muito bem atendidos. O povo mineiro é muito cativante”, completa Rosalina, mais que à vontade na sala de visitas dos belo-horizontinos.
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Dos picolés à presidência

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José Agostinho Oliveira Quadros, de 65 anos, é presidente do Mercado Central, onde é conhecido como Nem. Dono da Loja do Nem, que vende utensílios domésticos além de, como ele próprio define, “todo tipo de bugigangas”, ele tem no mercado a sua principal referência de vida. Quem o vê todo alinhado, atendendo os fregueses, não imagina que o local representa para ele. Um dos mais velhos de uma família extremamente pobre, composta por 22 filhos, Nem recebeu do pai, aos 12 anos, a determinação de que se mudasse para Belo Horizonte para ajudar em casa. Como o dinheiro só deu para pagar a passagem até o Bairro Vianópolis, em Betim, José Agostinho teve de percorrer o resto do trajeto a pé. “Cheguei e fui morador de rua por 90 dias. Foi então que conheci esse paraíso que é o mercado”, lembra. Nessa época, Nem já vendia picolé e chegou a ser expulso do local pelo fiscal, mas não desistiu. Voltou e passou a carregar caixotes de um lado para o outro.
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Aos 13 anos, conseguiu um emprego, mas trabalhava descalço, pois não tinha sapato. Depois, alugou uma lojinha, cresceu, virou conselheiro e, mais tarde, diretor. Hoje é o chefe do Mercado Central. “Todos acham que o mercado tem 85 anos, mas, na verdade, ele nasceu da fusão entre as feiras da Amostra e da Praça da Estação. Com a união das duas feiras, formou-se o Mercado Municipal, que, em 1964, foi leiloado para os comerciantes”, lembra

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FONTE: Estado de Minas.


Canadá retira exigência de vistos no passaporte para brasileiros
Agora, visitantes, que já estiveram no país, poderão receber uma autorização online sem custo; objetivo é expandir o ETA (Autorização Eletrônica de Viagem)

O governo canadense resolveu facilitar as coisas para os brasileiros que pretendem visitar o seu país. A partir de março de 2016, o visitante, que já passou pelo Canadá nos últimos 10 anos ou teve um visto americano válido, poderá adquirir apenas uma pré-autorização que é feita inteiramente online antes de viajar.

Canadá

A decisão exclui a necessidade do visitante brasileiro portar um visto no passaporte. A medida só vale para visitantes que irão chegar ao país por via aérea. Além do Brasil, a nova medida também abrange nativos da Bulgaria, México e Romênia.

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Objetivo é expandir o programa chamado ETA (Autorização Eletrônica de Viagem). Por meio da plataforma, o visitante terá acesso ao serviço de forma rápida e sem custo.
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Clique no link e leia o comunicado oficial do governo canadense. http://www.cic.gc.ca/english/department/acts-regulations/forward-regulatory-plan/eta-expansion.asp

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FONTE: O Tempo.


Prefeito que despreza pobre vê turismo da cidade cair 40% 

Balanço divulgado após Carnaval revela que só 10% dos hotéis tiveram sua capacidade máxima

Guarapari

Ressaca.
Praia do Morro teve pouco movimento, durante o Carnaval, uma cena bem diferente dos anos anteriores

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Guarapari. Ruim com eles, pior sem eles.
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O prefeito de Guarapari, Orly Gomes (DEM), que alçou a fama em dezembro de 2014 ao desdenhar os farofeiros de Guarapari em privilégio do turista rico, assistiu no Carnaval de 2015 a uma queda expressiva no número de visitantes.
Magoados com a preferência explícita do prefeito por gente que gasta pelo menos R$ 200 por dia na cidade, boa parte do público que sempre fez excursão de ônibus pela cidade deixou de lado o tradicional reduto de mineiros. Para o pessoal que trabalha na praia, a queda no movimento chegou a 40% nesse Carnaval.

Num dia bom, Aílton de Jesus Ferreira, 34, vendia até 600 churrasquinhos por dia na praia do Morro, a mais conhecida de Guarapari. Neste ano, porém, ele diz que amargou prejuízo. No melhor dia do Carnaval, domingo, ele conta que vendeu 400 unidades. “O movimento diminuiu muito, muitos turistas reclamam do prefeito. Tem outros motivos também, mas o principal que eu acho é o prefeito. Ele não pode falar essas coisas, pega mal”, critica o vendedor ambulante. Ferreira calcula uma queda entre 30% a 40% no faturamento. Ele mora em Guarapari há dez anos e torce para que, na Semana Santa, o movimento seja maior.

Jedilson Nascimento, 45, também reclama que os visitantes diminuíram neste ano. Dono de um quiosque na praia do Morro, Nascimento critica o prefeito por ter falado que turista pobre não é bem-vindo, mas diz que, além disso, a ameaça de falta de água também assustou o turista. “Foi equivocado o que ele falou, foi muito infeliz. Ele não pode interferir no direito das pessoas de vir para cá. Mas acredito que o que pesou mais na decisão do visitante foi o medo de faltar água. Além disso, a economia está em crise, as pessoas estão sem dinheiro”, analisa o comerciante, que nasceu na cidade e atesta que o fluxo de turistas só tem diminuído. “Há dois anos, uma família gastava em média R$ 100 aqui no quiosque. Agora, gasta metade”, lamenta. Jedilson diz que o estoque que ele adquiriu esperando um grande público no Carnaval será guardado para a Semana Santa, com exceção dos produtos perecíveis, que terão que ser descartados.

Balanço. No balanço divulgado depois do Carnaval pela Associação de Hotéis e Turismo de Guarapari, o desânimo dos turistas se refletiu fortemente na ocupação dos estabelecimentos. Somente 10% deles chegaram a ter ocupação total no feriado de folia. Diferentemente dos vendedores ambulantes, porém, a entidade culpa a crise hídrica pela baixa.

“Está muito vazio aqui. Acho que o pessoal não veio por causa do prefeito, que ficou falando mal de pobre”, afirma a faxineira Camila Dias, 19. “Vê se pode? O prefeito queria mudar o nome da praia do Morro para Alphavile porque morro lembra favela. É um absurdo”.

A reportagem tentou insistentemente falar com o prefeito Orly Gomes, mas ele não retornou aos recados deixados em seu celular. Procurado, o secretário de Turismo de Guarapari, Adriani Serpa, também não retornou as ligações.

 

Fábio<br />César<br />de<br />Almeida<br />Soares
Fábio César de Almeida Soares
Gastar R$200,00 por dia em Guarapari é o cúmulo da falta de criatividade. Quem tem essa disponibilidade financeira possui inúmeras opções mais interessantes do que aquela roça na beira do mar.
Responder   10:31 PM Feb 22, 2015
eduardo<br />mello
eduardo mello
A cidade nao tem saneamento basico e a agua de la faz muita gente ficar doente…. todo turista tem que comprar agua de garrafinha. Em varios bairros, se ve ratos por causa da sujeiro. E por cima de tudo, tem um prefeito que fala uma coisa destas. 
Responder   2:16 PM Feb 22, 2015
CLAUDIA<br />DE<br />OLIVEIRA
CLAUDIA DE OLIVEIRA
Tomou papudo! Só fico com pena dos pequenos comerciantes e ambulantes que tiveram que amargar um prejuízo enorme. Estive lá em janeiro e ficou claro a insatisfação de muitos turistas e da “sem graceza” dos comerciantes que faziam de tudo pra nos agradar. O prefeito até deu as caras por lá, se fazendo de coitado e que foi mal interpretado. Mas tudo por causa da repercussão negativa daquela fala infeliz. Pobre também gasta, ainda que junte dinheiro o ano todo!
Responder   1:19 PM Feb 22, 2015
Dago
Dago
Este prefeitinho perdeu uma maravilhosa oportunidade de ficar calado. NÃO é a classe A ou B que frequenta Guarapari. A frequencia destas classes é no sul da Bahia, em Búzios, São Luis, Maceió e outros lugares como estes. Em Guarapari NÃO TEM NADA que atraia os turistas classe A e B. Falou demais e falou errado. Agora guenta!!!!!!!!!!!!!!
Responder   11:17 AM Feb 22, 2015
edgar<br />ribeiro
edgar ribeiro
Parece que a jornalistica teve diversos orgasmos ao elaborar a materia.Não que esteja defendendo o prefeito,mas conheço Guarapari e já fui 3 vezes e realmente a cidade tinha alguns problemas.Mas isto não quer dizer que o turismo caiu foi exatamente devido a materia onde o prefeito pensa que pode correr com determinado tipo de turista.Tambem teve um fator da falta de agua,onde a TV assustou que tinha planejado viajar,combustiveis caros,estradas precarias,onde vc entra vivo e não sabe se volta.Aliás,o governo do Espirito Santo nunca fez uma pressão junto ao governo federal para melhorar a BR 381,apoiava em troca de cargos,esquecendo que o turismo não precisa de muito investimento e o retorno é altissimo,mas politico brasileiro foi na onda de que o povo tava rico e só andava de avião.Agora mesmo tem uma materia neste edição dizendo que os hoteis de BH estão em via de fecharem por estar com altissima capacidade ociosa.Entretanto,a materia servirá para que o pessoal de Guarapari entenda que dinheiro não aguenta desaforo….tratar o turista com educação e serviços de qualidade é tudo que desejamos,e não ter que suportar pessoas arrogantes que acham que estão tirando o seu sossego.
Responder   10:30 AM Feb 22, 2015
isidoro<br />perez<br />ramos
isidoro perez ramos
A cidade cresceu muito, principalmente com o boom imobiliário que atraiu gente de outros estados a comprar imóveis para o período de veraneio. Mas a expansão não veio acompanhada de infraestrutura que pecou na questão de saneamento e água. A limitação de acesso, por meio de taxas ou regular pontos de estacionamento tirou o turista de baixa renda, que contribuia para os microempreendedores e pequenas empresas. Se a proposta foi evitar um colapso, pontualmente no fornecimento de água, o prefeito conseguiu. Mas a crise, seja econômica, seja hídrica, pode ter refletido no carnaval de Guarapari, assim com refletiu em diversas cidades. Talvez o turista que não estava em Guarapari ficou nos blocos de rua de BH.
Responder   10:07 AM Feb 22, 2015
Celso<br />Gomes
Celso Gomes
Foi um tiro no pé
Responder   9:47 AM Feb 22, 2015

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FONTE: O Tempo.

 


PRECÁRIO

Rico ou pobre, turista sofre com a infraestrutura de Guarapari

Dados do IBGE revelam que 33,91% dos domicílios não estão ligados à rede de esgoto

As férias de janeiro chegaram e, a despeito das declarações polêmicas do prefeito Orly Gomes (DEM) nas últimas semanas, Guarapari, no Espírito Santo, está cheia de turistas – muitos deles, como de costume, mineiros. Em entrevista à rádio CBN Vitória no último dia 16, o político afirmou que a cidade precisa de “pessoas que venham com dinheiro para gastar e, assim, justificar os investimentos na cidade”. Na prática, porém, o que turistas e moradores percebem é que os investimentos ainda estão longe de ser suficientes para promover melhorias reais na cidade.

Uma crítica frequente de moradores e visitantes é sobre o tratamento das águas. Segundo dados do IBGE, 33,91% dos domicílios do município não têm conexão com a rede de esgoto nem possuem fossa séptica. Os dejetos domésticos são despejados irregularmente na rede fluvial e pluvial.

O resultado disso são multidões de pessoas doentes, como ocorreu com a família da psicóloga Queli Aparecida Batista da Silva Abreu, 40. Em 2011, ela e a filha Helena, então com 6 anos, viram as férias virarem pesadelo. “Ela passou três dias no hospital tomando soro e medicamento.

Vomitava muito e tinha diarreia forte. No dia em que a levei para casa, voltei para o hospital com os mesmos sintomas”, conta a psicóloga. A “virose”, segundo o médico que a atendeu, pode ter sido contraída pela água. Desde o trauma, a família de Queli nunca mais voltou à cidade. “Nem se me pagarem a passagem e hospedagem no melhor hotel”, diz.

O mestre de obras Gilmar Silva, 40, natural de Congonhas e morador de Guarapari há sete meses, gasta cerca de R$ 50 por mês com água mineral, que usa para beber e cozinhar. “Eu moro na Praia do Morro. Lá, a maioria das pessoas conta com poços artesianos, mas a água é imprópria para consumo. Muitas casas têm poço e fossas irregulares no mesmo terreno”, denuncia.

Na opinião do historiador José Amaral Fernandes Filho, 42, morador de Guarapari, o que falta é um plano de desenvolvimento para o turismo. “Existem ações isoladas, mas não políticas públicas. A prefeitura organiza um evento aqui, outro ali, promove shows, mas nada disso segue uma ordem, um critério”, critica.

Ele, que faz levantamentos históricos da região, afirma ainda que a cidade está engatinhando em um processo que deveria estar muito mais avançado. “Nos anos 50 já havia um turismo interessante na cidade por conta das propriedades terapêuticas das areias de Guarapari. Mas, de uns 30 anos para cá, praticamente cessaram os investimentos em turismo”, diz.

A Prefeitura de Guarapari foi procurada insistentemente na última semana, mas não retornou à reportagem.

Protesto
Seca
. Trinta moradores de Setiba, em Guarapari, fecharam a pista da Rodovia do Sol sentido Sul, na manhã de ontem, em protesto com a falta de água. O congestionamento na cidade foi grande.

O desconforto das filas e do rodízio de água

A falta de infraestrutura de Guarapari gera desconforto para visitantes e moradores. “No dia 31 de dezembro, havia 32 pessoas na minha frente na fila para pegar o pão na padaria”, conta a designer Érica Ranieri. A cidade ainda enfrenta rodízio no fornecimento de água.

Segundo o historiador José Amaral, há uma rixa. “Os moradores culpam os turistas pela falta de água, luz e pelas filas. Os turistas acham injusto, pois são eles que levam dinheiro para a cidade. E a culpa não é de nenhum dos dois”, opina.

 

FONTE: O Tempo.


Prefeito de Guarapari (ES) quer qualificar turismo e barrar turistas pobres

O balneário de Guarapari (ES), destino de milhares de turistas, principalmente mineiros, estima receber entre o Natal e o Carnaval mais de 1 milhão de visitantes. Ainda assim o prefeito Orly Gomes (DEM) confirmou nesta quinta-feira (18) sua intenção em “qualificar” o turismo na cidade e dificultar a entrada de turistas pobres com “menor” poder aquisitivo.

“Prefiro 100 mil turistas que gastam R$ 200 por dia do que 1 milhão gastando apenas R$ 40 por dia”, afirmou ele, em uma entrevista à radio CBN Vitória. A intenção de Gomes é cobrar taxas de empresas de ônibus, limitação de pessoas em casas de veraneio e a cobrança de impostos para transformar a cidade veranista em uma região turística durante todo o ano. “Para sobrevivermos, precisamos de turistas que gerem renda.”

As medidas, como justificou ele, são necessárias para atrair investimentos da iniciativa privada. Mas ainda não estarão em vigor no verão de 2015. “O turismo de uma maneira geral é feito pela iniciativa privada. Precisamos, portanto, favorecer um ambiente de ordem para que o investimento apareça”, disse o prefeito, que alega que turistas que gastam menos de R$ 200 por dia na cidade não são capazes de fomentar restaurantes, bares e hotéis e ainda causam transtornos aos visitantes “qualificados”.

“Precisamos de pessoas que venham com dinheiro para gastar e, assim, justificar os investimentos na cidade.” Segundo ele, a maioria dos veranistas não gera receita para a cidade e acaba inclusive gerando gastos. “Tem turista que traz até botijão de gás e pacote de macarrão”, relatou ele, que disse não ter medo de as novas ações afastarem os turistas da cidade.

Gomes afirma que o turista “qualificado” não pode ser prejudicado em função daquele que gera apenas excesso de lixo, aumento no consumo de água e estrangulamento no transporte público. “Não quero só turista rico. Quero turista que gere receita.”

Ampliar

De naufrágios à balada: tem praias para todos os gostos em Guarapari

Procurando por esportes, baladas ou mais interessado em explorar a diversidade marinha em um navio naufragado? Não importa quais sejam os seus interesses, há uma praia perfeita para você em Guarapari, no Espírito Santo. Escolha a sua e aproveite o restinho de calor Divulgação Setur ES/Sagrilo

FONTE: UOL.


Família de BH será indenizada por agência de turismo por não conhecer o Taj Mahal

indenização

A Master Turismo Ltda foi condenada a indenizar uma família de Belo Horizonte por falhas em uma viagem realizada à África do Sul e a à Índia. O cancelamento de uma viagem de trem e de dois voos, que resultou na alteração do roteiro, levaram os turistas a receber indenização por danos morais no valor de R$ 10 mil, além de R$ 731 por danos materiais. A decisão é da 10ª CÂmara Cível do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG).

Segundo o processo, o casal e o filho viajaram em janeiro de 2011, depois de comprar um pacote com a empresa. A intenção da família era fazer safáris na África do Sul e visitar o palácio Taj Mahal, na Índia. A viagem para a Índia seria realizada pela operadora Queensberry.
Segundo eles, a viagem de Nova Déli para Agra, cidade onde se localiza o Taj Mahal, estava marcada para 15 de janeiro. No entanto, na véspera, a família foi informada de que as viagens de ida e volta para Agra, incluindo trajetos de trem e avião, haviam sido canceladas.
A alternativa apresentada pela empresa Sita, parceira indiana da Queensberry, foi considerada inadmissível pelosturistas. Eles teriam de viajar de carro por mais de nove horas, permanecendo em Agra por apenas uma hora e meia e retornar no mesmo dia para Nova Déli, onde deveriam seguir para Mumbai às 18 horas.
Alegando que houve desorganização por parte da operadora Queensberry e que sofreram imensa decepção e frustração pela não realização do sonho de visitar o maior cartão postal da Índia, eles ajuizaram a ação contra a Master Turismo.
Condenada pelo juiz auxiliar Marcelo Augusto Lucas Pereira, a agência recorreu ao Tribunal de Justiça e alegou que o cancelamento da viagem pela operadora Queensberry ocorreu por causa de problemas climáticos.
A desembargadora Mariângela Meyer, relatora do recurso, afirmou em sua decisão que a família teve frustada suas expectativas. “Um dos principais pontos turísticos foi excluído do roteiro… ocasionando diversos transtornos e aborrecimentos, sem que fossem demonstrados elementos de prova no sentido de que o cancelamento se deu por força maior ou outro motivo justificável”.
A desembargadora confirmou a sentença, sendo acompanhada pelos desembargadores Paulo Roberto Pereira da Silva e Álvares Cabral da Silva.

 FONTE: TJMG.


Veículo foi adaptado para dar conforto aos turistas que vão visitar a capital mineira.  Serviço começa a circular na próxima sexta-feira
Mirante do Mangabeiras será um dos pontos turísticos visitados (Cristina Horta/EM/D.A Press)
Mirante do Mangabeiras será um dos pontos turísticos visitados

Os turistas que vão visitar Belo Horizonte para assistir aos jogos da Copa das Confederações terão outro atrativo durante o evento. Um ônibus especial, apelidado de uaibus, vai circular pelos principais pontos turísticos da capital mineira. O itinerário inclui visitação em parques, feiras, museus, praças e até festas (Veja na tabela abaixo). As viagens serão gratuitas.

A iniciativa partiu de pai e filho que são sócios da empresa Ferolla Comunicação. A intenção inicial era fazer os passeios pelas baladas de BH. Porém, com a proximidade do evento esportivo, os empresários resolveram promover a capital. “Percebemos que a cidade está carente do turismo. Vamos fazer o plano piloto na Copa das Confederações com a intenção de mostrar 100% os pontos turísticos. Se tudo der certo, vamos continuar na Copa do Mundo”, afirma Túlio Ferolla, um dos idealizadores do projeto.

O ônibus foi todo projetado para dar conforto e atrair o turista. Segundo os empresários, o veículo foi alugado de uma empresa que se inspirou nos automóveis usados em Vancouver, no Canadá. “O dono da empresa foi para lá (Vancouver) e trouxe a ideia. O ônibus será aberto em cima e na traseira”, explica Ferolla.Os passeios serão oferecidos durante dez dias – a partir da próxima sexta-feira até 16 de junho. No ônibus, os passageiros receberão água e pão de queijo. Além disso, vídeos sobre a cidade serão exibidos em televisores instalados no coletivo. “Um guia turístico capacitado vai acompanhar cada grupo para dar mais informações sobre o ponto de parada”, diz o empresário.

Entre os locais que serão visitados estão as Praças do Papa, da Bandeira, e da Estação, Parque das Mangabeiras, Mercado Central, Casa do Baile, museus de Artes e Ofícios e de Arte, Igrejinha da Pampulha.  O ponto de partida do veículo será no entorno da Praça da Liberdade. O coletivo também vai passar por alguns hotéis.

As inscrições para fazer o passeio já estão abertas. Basta acessar o site do evento, preencher os dados pessoais e escolher o dia que deseja visitar os pontos turísticos. Um voucher será enviado por e-mail.

Ônibus de graça para os jogos

Os torcedores que irão assistir aos jogos no Mineirão e trabalhadores voluntários terão transporte gratuito durante a Copa das Confederações. Linhas especiais do serviço serão estabelecidas para levar os espectadores até o estádio nos dias de jogos. Já os voluntários poderão utilizar qualquer linha de ônibus da capital entre 17 de maio e 4 de julho por meio de um cartão BHBUS especial.

Para utilizar o serviço, o torcedor deverá apresentar apenas o ingresso do respectivo jogo da Copa das Confederações, que acontece entre 15 e 30 de junho. A BHTrans irá definir os itinerários, horários e locais de embarque e desembarque dos passageiros. Os ônibus destinados ao Serviço Especial contarão apenas com motorista, ou seja, não haverá cobrador nos coletivos.

 (Arte/Soraia Piva)
FONTE: Estado de Minas.


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