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Justiça com sotaque mineiro

Indicado para chefiar o Ministério Público, Rodrigo Janot está prestes a integrar seleto quadro de autoridades nascidas no estado que comandam as mais altas cortes do país

Procurador GeralJanot (esq.) deve substituir Gurgel

Se a indicação do procurador Rodrigo Janot para o cargo de procurador-geral da República passar pelo crivo dos senadores, o belo-horizontino de 56 anos vai engrossar a lista de autoridades nascidas em Minas que hoje comandam órgãos ligados à Justiça. Além de Janot – que no mês que vem pode chegar ao mais alto posto do Ministério Público Federal no país –, estão nas mãos de mineiros o Supremo Tribunal Federal (STF), o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o Tribunal Superior do Trabalho (TST) e o Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), composto por 13 estados e pelo Distrito Federal.

Presidente do TSECármen Lúcia, de Montes Claros, preside o TSE

O último mineiro a chegar à cúpula do Judiciário foi o 30º presidente do TST, nascido em Pedro Leopoldo: o ministro Carlos Alberto Reis de Paula, primeiro negro indicado a uma corte superior, em 1999. Ele chegou ao comando do TST em março, em solenidade que contou com a presença da presidente Dilma Rousseff (PT). Foi a primeira vez que um presidente da República participou da posse de um presidente do TST. Mas o ministro não ficará no cargo até 2015, quando termina seu mandato. É que ele completa 70 anos em fevereiro do ano que vem e, por lei, terá que se aposentar compulsoriamente.

Presidente do TST

Indicado pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para compor o STF em 2003, o mineiro de Paracatu Joaquim Barbosa chegou à presidência do órgão em novembro do ano passado – com a marca histórica de ser o primeiro negro a comandar a principal instituição do Judiciário nacional. Colega de plenário desde 2006, a também ministra do STF Cármen Lúcia Antunes Rocha, nascida em Montes Claros, foi indicada para a Presidência do TSE em abril do ano passado, também com o ineditismo de ser a primeira mulher a presidir a Justiça Eleitoral em seus 80 anos de história.

Presidente do STF

Até que seja colocada em prática a emenda constitucional que trouxe nova configuração à Justiça Federal no país, Minas Gerais continua integrando o TRF 1, junto com outros 12 estados e o Distrito Federal. E desde abril do ano passado cabe ao mineiro de Pará de Minas Mário Cesar Ribeiro comandar o órgão que representa a segunda instância da Justiça Federal e é responsável pelo processamento e julgamento de recursos contra decisões da primeira instância que envolvem a União, autarquias e empresas públicas federais, de 70% do território nacional.

Presidente do TRF1

História

A presença de mineiros no comando do Judiciário é histórica. No período republicano, dos 44 ministros que assumiram a Presidência do Supremo, oito eram mineiros. O primeiro deles foi Edmundo Pereira Lins, natural do Serro, Vale do Jequitinhonha, entre 1931 e 1937.

Em um período de 10 anos, três mineiros integraram ao mesmo tempo o STF – ao todo são 11 ministros – e todos foram presidentes: Sepúlveda Pertence (1995-1997), Carlos Velloso (1999-2001) e Maurício Correia (2003-2004).

Na Justiça do Trabalho a história não é muito diferente. Desde 1946, quando o Tribunal Superior do Trabalho foi criado pela Constituição, em substituição ao Conselho Nacional do Trabalho (CNT), seis mineiros já ocuparam o comando dele. Quem inaugurou a lista foi Manoel Alves Caldeira Neto, entre 1951 e 1955, sucedido por Delfim Moreira, que ficou no cargo até 1960. Entre os 26 ministros da composição atual do TST, oito são mineiros, incluindo o vice-presidente Barros Levenhagen, natural de Baependi, no Sul de Minas.

Criado pelo Decreto 21.076/ 32 com o nome de Tribunal Superior de Justiça Eleitoral, o órgão foi entregue para a direção do mineiro de Januária Hermenegildo Rodrigues de Barros, que ficou no cargo até novembro de 1937. Nesse mesmo ano, com a Constituição do Estado Novo, outorgada por Getúlio Vargas, a Justiça Eleitoral foi extinta, passando para a União o poder de legislar sobre matéria eleitoral. O TSE só foi restabelecido em maio de 1945, pelo Decreto-lei 7.586/45. Desde então, já foi presidido por oito mineiros.

Senado marca sabatina
de procurador-geral

Brasília – O Senado marcou para quinta-feira a sabatina do subprocurador-geral da República Rodrigo Janot na Comissão de Constituição e Justiça da Casa. Indicado para chefiar o Ministério Público Federal, o mineiro terá de ser aprovado pela comissão, depois pelo plenário do Senado, para assumir a vaga deixada por Roberto Gurgel na Procuradoria Geral da República.

A expectativa é que a votação no plenário do Senado ocorra somente na primeira semana de setembro, já que tradicionalmente às quintas-feiras o quórum para votação é baixo. Como a Casa rejeitou duas indicações de procuradores em votação secreta nos últimos dois meses, em retaliação a Gurgel, líderes governistas querem que a votação ocorra somente com o plenário cheio – já que os indicados precisam ter 41 votos favoráveis para serem aprovados.

“Você não pode botar com quórum a votação de autoridades. Precisamos ter pelo menos 65 senadores em plenário. Não podemos manter essa busca de prosperar qualquer acirramento entre os poderes”, disse o líder do PMDB no Senado, Eunício Oliveira (CE).

O peemedebista foi escolhido relator da indicação de Janot na Casa. Eunício disse que vai recomendar a aprovação do procurador por considerar que ele tem um bom currículo e posições públicas que atendem aos “anseios da sociedade”. “Ele está à altura de fazer, além do seu trabalho, a interlocução com outros poderes. Na visita que ele me fez ontem, eu o achei uma pessoa equilibrada, com um currículo fabuloso, além de ter sido o mais votado na lista elaborada por procuradores”, afirmou Eunício.
Presidente da CCJ, o senador Vital do Rêgo (PMDB-PB) disse que acelerou a sabatina de Janot para que a Procuradoria Geral da República não fique sem titular por muito tempo, já que Gurgel deixou o cargo na quinta-feira. “É importante que o Ministério Público não fique sem um comando. A interinidade não dá segurança na condição, embora seja legal”, disse Vital. A procuradora-geral interina é Helenita Acioli, vice-presidente do Conselho Nacional do Ministério Público.

FONTE: Estado de Minas.


Ex-beatle abriu a turnê mundial em Belo Horizonte.
Músico irá se apresentar ainda em Goiânia e Fortaleza.
Paul McCartney durante o show em Belo Horizonte (Foto: Marcos Hermes / Divulgação)Paul McCartney durante o show em Belo Horizonte

Toda a expectativa do povo mineiro desde que Belo Horizonte foi anunciada a primeira cidade a receber a turnê “Out There” de Paul McCartney acabou precisamente às 21h24 com a música “Eight days a week”. Durante todo o show, o público, formado por fãs de todas as idades, cantou as músicas e aplaudiu o ídolo no Mineirão. Não é para menos, com 70 anos, o inglês nunca esqueceu como manter todos entretidos e arrancar risadas com expressões engraçadas e danças bem espontâneas. No piano, violão, guitarra – não importa qual instrumento – ele renova a força das canções tidas como ícones de uma geração de cantores e a cada show mostra a performance de um rockstar.

Durante o show, o músico chamou quatro jovens, que tinham feito uma petição na internet pedindo que Paul viesse para Belo Horizonte falar “uai”, ao palco. Ele falou em inglês que estava na cidade para atender o pedido. Ele ainda autografou a tatuagem de uma das meninas.

O ex-beatle conversou com o público em português (Foto: Marcos Hermes / Divulgação)
O ex-beatle conversou com o público em português

Paul McCartney conversou com os fãs em português várias vezes durante a apresentação, outra marca do músico, sempre interessado em fazer um show com elementos únicos, moldando a apresentação ao local. No intervalo entre uma música e outra, fez a alegria dos mineiros ao perguntar “Vocês estão gostando, uai”.

O cantor ainda fez várias outras referências ao jeito peculiar de quem vive em Minas Gerais, como as expressões “Ô trem bão sô” e ao dizer “Finalmente, o Paul veio falar uai”. Em um dos momentos do show ele disse “que ótimo estar de volta ao Brasil”.

Turma de amigos com mensagem ao ídolo (Foto: Pedro Triginelli / G1)
Turma de amigos com mensagem ao ídolo

Daniel Assunção, de 30 anos, se encantou com as músicas do britânico enquanto a família as ouvia. “A paixão pelo Paul vem de pai para filhos”, contou o mineiro de Uberaba. Este é o primeiro show o qual presencia. Para garantir um lugar perto do ex-beatle, Assunção foi precavido e chegou ao estádio por volta das 16h. Ele e os amigos prepararam uma bandeira para saldar a chegada de McCartney e pedir ao ídolo para dizer “uai”. “Minas Gerais interinha está aqui”, disse.

Da Paraíba e do Rio de Janeiro, a família de Porthos Lima, de 51 anos, se uniu em Belo Horizonte para aplacar a paixão por Paul McCartney. Ele comprou um pacote, tendo chegado cedo e assisto à passagem de som no Mineirão, na tarde deste sábado. O filho dele, Pedro Lima, de 13 anos, sabe tocar algumas canções dos Beatles na guitarra e começou a ouvir quando era mais novo sob influência da mãe.

Já Karla Lima, de 45 anos, veio a Minas reencontrar o ídolo. Em 1990, ele assistiu ao show no Maracanã. Perguntada desde quando é fã de Paul, ela afirma acompanhar a carreira dele desde à época dos LPs.

Dentre as músicas escolhidas para este primeiro show da turnê, ele cantou “Here today” em homenagem a John Lenon e “Something” para George Harrison. Antes de tocar “Paperback writer”, Paul lembrou que estava usando a guitarra original da primeira gravação da música. Ele ainda fez referência à esposa Nancy antes de tocar “My valentine”, música que escreveu para ela. Com duas horas de show, McCartney se despediu do público e saiu do palco. Instantes depois, ele retornou com uma bandeira do Brasil.

Para os fãs brasileiros, Paul anunciou a estreia nos palcos de uma nova música. E o aviso foi em português. Às 23h, quando Paul cantava “Band on the run” o som falhou por poucos segundos. O músico não notou e continuou até que o a música e o som dos instrumentos retornaram abruptamente. O que não foi suficiente para diminuir o entusiasmado e manter os fãs aos berros todas vez que o ex-beatle entoava o refrão da música.

Ralf Joenjes veio do Rio de Janeiro para ver o show (Foto: Pedro Triginelli / G1)
Ralf Joenjes veio do Rio de Janeiro para ver o show

O público mineiro aprovou o show. E teve até sósia de Paul MacCartney que veio do Rio de Janeiro apenas para ver a apresentação. “O tempo todo me param para pedir autógrafo. Vim para tentar fazer o teste de DNA”, brincou Ralf Joenjes, de 21 anos.

No fim, o ex-beatle agradeceu o público e disse “Até a próxima vez”. Os próximo shows no Brasil vão ser em  Goiânia, no dia 6 de maio, e em Fortaleza, no dia 9.

Veja abaixo o set list do show:
Eight days a week
Junior Farm
All my loving
Listen to what the man said
Let me roll it
Paperback writer
My valentine
1985
Long and winding road
Maybe I’m amazed
Hope of deliverance
We can work it out
Another day
And I love her
Blackbird
Here today
Mother should know
Lady Madonna
All together now
Mrs Vanderbilt
Eleanor Rigby
Mr. Kite
Something
Obla di obla da
Band on the run
Hi hi hi
Back in the USSR
Let it be
Live and let die
Hey Jude
Day tripper
Lovely Rita
Get back
Yesterday
Helter Skelter
Golden Slumbers

BH ANTES DO SHOW.

FONTE: G1.


7: 55 - O avião trazendo o cantor aterrissa no aeroporto internacional de Confins (Ramon Lisboa/EM/D.A Press)
7: 55 – O avião trazendo o cantor aterrissa no aeroporto internacional de Confins

Beatlemania. O termo cunhado para definir o frenesi dos fãs dos Beatles mundo afora deixou ontem de ser apenas uma palavra distante para se misturar à paisagem de Belo Horizonte. E ela chegou na bagagem do astro inglês Paul McCartney, que aterrissou ontem no aeroporto internacional de Confins arrastando consigo a adoração de fãs não apenas mineiros, mas de gente que veio de longe para assistir à abertura mundial da turnê Out there, hoje, às 21h30, no Mineirão. Maníacos de todo o Brasil, de outros países, contemporâneos do auge do quarteto de Liverpool, seus filhos, sobrinhos, ou apenas gente que não precisou da família para aprender a gostar deles. E, claro, de Paul.

E o astro não se fez de rogado. Em todas as suas movimentações pela cidade, não deixou de fazer a alegria de fãs e fotógrafos, profissionais ou amadores. Ente eles Eduardo Franzato, de 17 anos, que reinventa o fanatismo por Paul. De Cianorte, na Região Noroeste do Paraná, ele enfrentou cerca de 1.200 quilômetros para ver o músico pela quarta vez. Mesmo se hospedando no mesmo hotel do ídolo, o sonho de vê-lo de perto nunca havia se concretizado. Até ontem. Persistente, depois de três horas de plantão o jovem conseguiu avistá-lo. “Não tem como não se arrepiar”, vibra ele, já com entrada garantida no segundo e último ensaio: pagou US$ 1.300 para acompanhar a passagem de som, além dos R$ 600 do ingresso para a pista premium.

Veja, ouça, cante junto:

A retribuição de Paul à adoração dos fãs foi demonstrada logo cedo. Britanicamente, cinco minutos antes do previsto o avião trazendo o astro inglês tocava solo mineiro, às 7h55, procedente de Luton, na Inglaterra. Às 8h52, o comboio com três veículos de luxo cedidos pela montadora Chrysler para a turnê do Brasil partiu em direção ao hotel, no Bairro Palmares, Nordeste da capital. Paul não deixou os jornalistas na mão e mudou de lado no veículo para acenar para os fotógrafos. Com a mulher, Nancy Shevell, ele apareceu na janela usando óculos escuros.

Logo que chegou ao Hotel Ouro Minas, o cantor preferiu a entrada da Avenida Bernardo Vasconcelos, driblando muitas pessoas que aguardavam na Cristiano Machado. Outro aceno para o público, gesto que o músico repetiria ao deixar o hotel rumo ao primeiro ensaio no Mineirão e ao chegar ao estádio para a passagem de som.

Horas depois da chegada do comboio, surgiu o boato de que Paul estaria andando de bicicleta pela cidade. Porém, ele não foi encontrado e apenas duas pessoas do staff foram vistas testando bicicletas ao redor do hotel. A equipe do EM conversou com um deles, que confirmou ser amigo do beatle e elogiou a cidade. Perguntado se faria companhia ao astro britânico em um passeio, se esquivou. “Não posso dizer se ele virá. Estou apenas testando a cidade.”

Teve fã que se hospedou no próprio Ouro Minas para ficar mais perto do ídolo. Foi o que fez Anderson Alves, com Luana Ferreira e o marido dela, Hugo Alves. O grupo fica até domingo, pagando ao todo R$ 1,5 mil – isso sem falar dos ingressos de US$ 1,3 mil que Anderson e Luana comparam para ficar na chamada hot sound, que dá direito a assistir também a um ensaio de Paul na tarde de hoje.
Com 19 anos e três shows do astro no currículo, Gustavo Luiz Ferreira não pensou no mesmo. Havia chegado ao hotel pouco antes das 7h e ficou satisfeito ao ver o ídolo de perto. O estudante de sistemas de informação da USP chegou a BH na terça-feira e foi direto acampar diante do Mineirão, onde se orgulha de ser o segundo da fila. Depois de ver Paul, Gustavo tentou, de todo jeito, conseguir uma vaga no hotel, sem sucesso: tudo lotado.

PERSEVERANÇA Mas quem ficou na vigília não desanimou. Um fã que não arredou pé da porta do hotel foi Ricardo Perez. O professor, de 45 anos, veio de Muriaé, portando banner com um desenho de Paul. O objeto é reprodução de um quadro, feito em 1997 pelo artista Virgílio Tavares. De acordo com Ricardo, ele conseguiu entregar a obra para o ídolo em Recife, onde o músico se apresentou no ano passado.

O grupo foi crescendo até o fim da tarde, quando começou a movimentação para a partida do cantor rumo ao Mineirão, para o primeiro ensaio. Os músicos da banda saíram pela porta da frente. Às 17h30, em uma manobra, Paul saiu pelos fundos do hotel, protegido por escolta. Pouco depois o comboio já chegava ao estádio. A passagem relâmpago foi suficiente para emocionar Milena Megre, de 15 anos. E a primeira coisa que ela fez foi ligar para o pai, Oswaldo: “Eu vi o Paul. Estou dizendo: eu o vi e ele é lindo!”.

No fim do ensaio, uma multidão já aguardava a saída do beatle do Mineirão, na Avenida Abrahão Caram, entre eles Marcelo Bueno, de 39, de São José dos Campos (SP), que veio com o filho Matheus Bueno, de 11, para se hospedar na casa do sogro. “Este é o terceiro show a que eu vou. A música do Paul é inigualável”, disse o garoto, que aprendeu com o pai a ouvir Beatles desde cedo e sabe tocar algumas músicas do quarteto inglês ao violão. Às 20h15, os fãs começaram a gritar em coro “hey, Jude”, quando passou uma van, possivelmente com a equipe da produção, tirando fotos do público. Minutos depois, o delírio com a esperada passagem do astro. Simpático, ele saiu dando adeus pela janela do carro. Um até breve para milhares de fãs que esgotaram ontem os últimos ingressos para a inédita oportunidade de ver e ouvir o ídolo, contando os minutos para Out there. Serão os primeiros do mundo a ter esse privilégio.

Paul

Confira o mapa do show: COMO ENTRAR NO MINEIRÃO.

Paul 2

FONTE: Estado de Minas.


Ainda não sabe como será o esquema para entrar no Mineirão hoje (sábado, 4), no show de Paul McCartney?

Confira no mapa abaixo!

A organização aconselha que público utilize as linhas de ônibus  (64; 67; 503; 504; 2004) para chegar ao local. Outra opção são os táxis: são dois pontos, nas avenidas Oscar Paschoal e na Presidente Carlos Luz (Catalão) esquina de avenida Antonio Abraão Caram.

Confira no mapa qual sua portaria de acesso ao show de McCartney
Veja mais: BH BEATLEMANÍACA.

FONTE: Hoje Em Dia.


O Ex-Beatle se apresenta no estádio no dia 3 de maio

 

Pelo Twitter, Tiago Lacerda, o Secretário de Estado Extraordinário da Copa do Mundo em BH, publicou a seguinte mensagem: “Ele virá falar uai. Confirmado! 1º show da nova turnê de Paul McCartney, dia 03/05 no Mineirão. #PaulVemFalarUai”.

Antes da confirmação da data, a especulação veio à tona depois de uma grande produtora de eventos reservar o estádio do Estudiantes, em La Plata, Argentina, para o período de 27 de abril a 5 de maio, em tese para uma apresentação do ex-Beatle.

O jornalista Lúcio Ribeiro, do Popload, disse em sua página que, considerando que a turnê de Paul passe também pelo Brasil, a cidade que puxava a fila dos rumores para a apresentação no país é mesmo a capital mineira. Na última visita de Paul ao país, no ano passado, membros de sua equipe foram conferir o estádio Independência para um possível concerto na cidade. No entanto, a então nova arena precisava passar por adaptações, especialmente para a montagem do palco.

Aparentemente, o Mineirão está adequado para receber o ex-Beatle. Ainda não há informações sobre a venda de ingressos.

Movimento Paul Vem Falar Uai

O movimento Paul, vem falar UAI foi criado em novembro de 2011 com o objetivo de chamar a atenção de produtores, empresários e patrocinadores e mostrar que Belo Horizonte tem público interessado em uma apresentação de Paul McCartney na cidade. Em quase um ano e meio de atuação, a campanha conseguiu o apoio de quase cinco mil pessoas no Facebook e atinge semanalmente em torno de 20 mil pessoas, segundo estatísticas geradas pelo site. Fãs de 155 cidades de 20 estados do Brasil, mais o Distrito Federal, curtiram a página da mobilização. A campanha é organizada por um grupo de seis fãs que se conheceram durante o show de Ringo Starr na capital, naquele mesmo ano.

Além de manter a divulgação na internet, o grupo que organiza a campanha manteve durante todo o tempo ações contínuas, tais como eventos em parceria com bandas cover locais, produção de vídeos colaborativos, eventos, distribuição de material de divulgação em locais estratégicos e contato com produtores responsáveis pelas duas últimas visitas de Paul McCartney ao Brasil.

A jornalista Priscila Brito, do jornal Pampulha, da Sempre Editora, é uma das seis pessoas que compõem o movimento. Ela conversou com a reportagem sobre a expectativa para a apresentação.

Qual a sensação de ter a confirmação do show do Paul McCartney em BH?

Estamos aliviados. Já algumas semanas estavamos sentido que ia acontecer. Recebemos muitos boatos, mas precisávamos de uma fonte oficial. Agora, que o Tiago Lacerda já confirmou, a gente se sente recompensado.

A mobilização do movimento influenciou na vinda dele?

Espero que sim. Não posso dizer com certeza, porque em 2010 o plano é que ele fizesse um show aqui e, no ano passado, o Independência foi cogitado. Desde novembro de 2011, quando o movimento começou, mandamos material de divulgação para produtoras locais e nacionais. Falamos com o Brian Ray (gutarrista de Paul) no twitter, eu mandei e-mail para a MPL, a empresa que cuida do agenciamento do Paul e, inclusive, fui a Londres e deixei lá material nosso. Mas o que importa é que ele vem.

Como Paul será recebido em Belo Horizonte?

Vai ser uma loucura. A gente não é habituado a ter um artista desse porte por aqui. Isso está começando agora, com a vinda do Elton John. Mas o movimento, com a repercussão que teve, ajudou a contribuir com a expectativa de algo que é cogitado desde os anos 1990, quando o Paul se apresentou no Brasil pela primeira vez.

Qual sua expectativa para o show?

Deve ser o da turnê “On The Run”, que já vi duas vezes, com muitos sucessos. Mas só por ser em Belo Horizonte, uma cidade que sempre quis um show dele por aqui, vai ter um gosto especial.

E ele vai falar ‘uai’?

É claro! Ele sempre fala uma palavra regional onde ele toca. Em Recife, por exemplo, ele falou  povo arretado, ele gosta de fazer esse agrado. E, depois de tanto tempo pedindo isso, acho que a gente merece ouvir ele falando uai.

No próximo sábado (9), a partir das 13h, o grupo fará um encontro de fãs na Status Cultura e Arte. Na ocasião, acontece o lançamento da revista Jararaca Alegre, de autoria de um dos membros da campanha, o publicitário e cartunista Camilo Lucas. A equipe da campanha aproveitará o momento para comemorar a confirmação do show de Macca em BH.

FONTE: O Tempo.



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