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Aécio empata com Marina; Dilma segue na liderança

O levantamento tem margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos

Eleições4

Pesquisa divulgada nesta quinta-feira pelo Datafolha sobre intenções de voto para a Presidência da República mostra Dilma Rousseff, que disputa a reeleição pelo PT, à frente, com 40% das preferências do eleitorado, Marina tem 24% das intenções de voto e Aécio, 21%. Como a margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, o levantamento mostra Aécio e Marina tecnicamente empatados.

Ainda conforme a pesquisa, Pastor Everaldo (PSC) e Luciana Genro (PSOL) e Eduardo Jorge tem 1% das intenções de voto. Já Rui Costa Pimenta (PCO), Eymael (PSDC), Levy Fidelix (PRTB), Zé Maria (PSTU) e Mauro Iasi (PCB) não pontuaram. Os que pretendem votar branco ou nulo somam 5%, mesmo número dos que não sabem.

Nas pesquisas sobre um provável segundo turno, a vantagem de Dilma sobre Marina aumentou. Agora são 7 pontos de diferença: a petista está com 48% e a candidata do PSB, com 41%. Em uma simulação entre Dilma e Aécio no segundo turno, a candidata do PT também fica à frente, com 48% das intenções de voto, enquanto Aécio fica com 41%.

O Datafolha ouviu 12.022 eleitores em 433 municípios ontem (1) e nesta quinta-feira. Com margem de erro de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, a pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral com o número BR-00933/2014.

Ataques cara a cara esquentam último debate entre os candidatos à Presidência

Denúncias de desvios na Petrobras e o suposto uso dos Correios pela campanha petista provocaram os momentos mais tensos

No último debate entre os candidatos à Presidência, que ficaram cara a cara em um púlpito, realizado nessa quinta-feira pela TV Globo, os principais embates trataram das denúncias de corrupção envolvendo o governo da presidente Dilma Rousseff (PT), candidata à reeleição. Os desvios na Petrobras e o vídeo que aponta um suposto uso dos Correios pela campanha petista em Minas Gerais e no Brasil provocaram os momentos mais tensos. Líder nas pesquisas, Dilma foi o principal alvo dos ataques, principalmente de Marina Silva (PSB) e Aécio Neves (PSDB), que disputam uma vaga no segundo turno. Assim como nos últimos debates, Dilma e Aécio protagonizaram os momentos mais quentes.



Logo na primeira pergunta, quando a audiência é maior, a candidata Luciana Genro (PSOL) questionou a petista se o escândalo da Petrobras é resultado das relações do PT com os partidos de direita. Em sua resposta, Dilma destacou medidas que adotou para combater a corrupção e disse que demitiu o diretor da estatal, Paulo Roberto Costa. “Não tem ninguém acima da corrupção, todo mundo pode cometer, as instituições é que devem investigar”, afirmou a petista.
O tema da corrupção seguiu na vez do Pastor Everaldo (PSC), que perguntou a Aécio sobre as denúncias de uso da máquina pública envolvendo o PT e os Correios. O tucano atacou: “É vergonhoso o que vem acontecendo no governo. A Petrobras deixou as páginas de economia para as páginas policiais. Os Correios, centenários, estão a serviço da candidatura do PT em Minas Gerais. Quem disse isso foi uma liderança do PT. Boa parte da correspondência enviada por nós não chegou aos destinatários”.

No segundo bloco, Dilma e Aécio trocaram acusações quando o assunto foi o papel das estatais. Aécio lembrou que a petista nomeou o diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, que está preso, e disse que ela o demitiu, como havia dito no início do debate, foi ele que renunciou. “Candidata, a senhora acaba de dizer que o seu ministro de Minas e Energia chamou o Paulo e pediu a ele para pedir demissão?”, questinou. Já Dilma disse que o governo tucano no Palácio do Planalto foi o das privatizações e que Aécio sempre as defendeu. A petista afirmou ainda que há pessoas que combatem a corrupção da Petrobras com a intenção de enfraquecê-la para privatizá-la. Aécio rebateu, dizendo que os tucanos privatizaram o que era preciso, como a Embraer e o setor de telefonia, e insinuou que estão melhores do que estariam se estivessem nas mãos do PT.

BANCO CENTRAL Já o embate entre Marina e Dilma foi sobre a proposta da candidata do PSB de dar autonomia ao Banco Central. Marina questionou a petista, dizendo que ela defendeu a mesma autonomia em 2010. “Qual Dilma fala agora?”, questionou. A presidente rebateu, afirmando que Marina está confundindo autonomia e independência. “No seu programa está escrito de forma clara, independência do BC. Respeito autonomia. Só não acho que tenha de ser legalizada”, afirmou, emendando que independência só dos três poderes. A petista atacou mais uma vez, dizendo que Marina devia ler o que escreveram no programa de governo dela.

Marina citou o fato de Dilma, ao ser eleita presidente, não ter ocupado antes mandatos eletivos, nem mesmo de vereadora, e disse que quem fala agora é a presidente candidata e não a das convicções. “Ela acha que autonomia do Banco Central é ser independente. A autonomia é para combater a inflação alta do seu governo”, rebateu a socialista. Dilma se mostrou indignada e perguntou a adversária onde está escrito que é preciso ter sido vereadora para ser presidente.

Marina e Dilma voltaram a bater boca quando a candidata do PSB questionou a petista pelo fato de ela não ter apresentado seu programa de governo. Disse ainda que ela não cumpriu promessas de campanha como reduzir juros e combater corrupção. “Eu apresentei (programa). Você e Aécio não”, afirmou Marina. Dilma disse acreditar ter cumprido todos os compromissos. “Hoje, o Brasil pratica a menor taxa de juros da história e nunca houve um governo que combateu tanto a corrupção, não varri para debaixo do tapete nem engavetei”, rebateu.

FONTE: Estado de Minas.

Estudantes selecionados no ProUni têm até hoje para fazer matrícula

Segunda chamada acontece no dia 12 de agosto. Candidatos inscritos devem comprovar renda bruta familiar de até um salário mínimo e meio

Prouni

Termina nesta quarta-feira o prazo para que os estudantes selecionados na lista de espera do Programa Universidade para Todos (ProUni) façam a matrícula na instituição de ensino superior. Além disso, eles deverão comprovar as informações prestadas no momento da inscrição.O ProUni concede bolsas de estudo integrais e parciais em instituições privadas de ensino superior. A segunda convocação da lista de espera ocorre no próximo dia 12 com prazo para matrícula e comprovação de informações até o dia 15.Podem concorrer às bolsas do ProUni os estudantes que cursaram o ensino médio na rede pública ou na rede particular, na condição de bolsista integral. Para concorrer às bolsas integrais, o candidato deve comprovar renda bruta familiar, por pessoa, de até um salário mínimo e meio. Para as bolsas parciais, no valor de 50% da mensalidade, a renda bruta familiar deve ser até três salários mínimos por pessoa.Se inscrevem no programa os estudantes que tenham feito a prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e obtido, no mínimo, 450 pontos na média das notas. É preciso ainda ter obtido nota superior a zero na redação.Professores da rede pública de ensino do quadro permanente que concorrerem a cursos de licenciatura também podem participar do ProUni. Nesse caso, não é necessário comprovar renda.


O Programa de Trainee Ambev, que oferece vagas em todo o país, já está com inscrições abertas. Até o dia 6 de setembro, universitários no último ano da graduação ou recém-formados podem se inscrever a partir do site do programa (www.traineeambev.com.br). Os selecionados receberão salário inicial de R$ 4,9 mil.

A Ambev não estabelece limite de vagas de trainees. Os aprovados iniciam seu treinamento em janeiro de 2014. Ao final de dez meses, eles estarão preparados para cargos de liderança na companhia.

ambev

Podem participar do processo estudantes ou graduados em administração de empresas (diversas habilitações), administração pública, agronomia, agronegócios, análise de sistemas, biologia, bioquímica, biotecnologia, ciências contábeis, ciências da computação, ciência dos alimentos, comércio exterior, comunicação social (habilitação em marketing, jornalismo, publicidade e propaganda, relações públicas, comunicação mercadológica, comunicação e multimeios, propaganda e marketing), controladoria e finanças, design, direito, direito internacional, economia, engenharia (todas), estatística, farmácia, física, psicologia, química, matemática, processamento de dados, relações internacionais ou sistemas da informação.

A seleção é composta por testes online de perfil, inglês e raciocínio lógico. Após essa etapa, vêm as entrevistas individuais, que ocorrem por todo o país; painel de negócios presencial %u2013 no qual desenvolvem um case em equipe; provas presenciais de raciocínio lógico e entrevistas finais com o presidente e diretores da companhia.

Programa
No período de dez meses, os trainees aprendem sobre todas as áreas da companhia. Na primeira fase (primeiros cinco meses), eles passam dois meses nas unidades fabris da Ambev para conhecer o processo de produção de bebidas; ficam mais dois meses nos Centros de Distribuição Direta para aprender sobre as atividades da área comercial e depois participam, por um mês, de treinamento estratégico no prédio da administração central da companhia, em São Paulo, para se aprofundar na cultura Ambev e no conhecimento das áreas.

Na segunda metade do programa (os cinco últimos meses), os jovens escolhem uma área de interesse na qual recebem orientação dirigida e aprofundam os conhecimentos sobre suas atividades futuras. Durante esta etapa, os trainees passam por um período de treinamento intensivo no exterior.

FONTE: Estado de Minas.


Dominguinhos fez show inesquecível em Belo Horizonte, lotando o Sesc Palladium em setembro do ano passado. Quem não conseguiu entrar improvisou animado arrasta-pé na porta do teatro

Relembre e assista a grande no BEM BRASIL

Dominguinhos não se levantou da cadeira, mas fez todo mundo dançar<br /><br /><br /><br /><br /><br />
 (Júnior Conegundes/divulgação)
Dominguinhos não se levantou da cadeira, mas fez todo mundo dançar
Shows lotados não são novidade no Grande Teatro do Sesc Palladium, mas o de 2 de setembro do ano passado foi diferente. Ou melhor, especial. Marcou a última apresentação em Belo Horizonte do acordeonista e compositor pernambucano Dominguinhos, morto esta semana. Com a saúde debilitada e o tempo todo sentado, o sanfoneiro foi ovacionado ao entrar no palco e ao encerrar o segundo bis. Bravamente, levou até o fim o repertório de duas horas, como havia combinado.

Muita gente na plateia de 1.321 lugares se levantou para dançar. O forró foi tão bom que até as centenas de pessoas que não conseguiram entrar armaram um arrasta-pé improvisado em plena Rua Rio de Janeiro, com trio tocando e tudo.

Emblemática, a última apresentação do acordeonista ocorreu em 13 de dezembro, em Exu, no interior de Pernambuco, quatro dias antes de ser internado no Recife. Subiu ao palco para comemorar o centenário de Luiz Gonzaga justamente na cidade natal do Rei do Baião, que o considerava seu herdeiro artístico.

Dominguinhos morava em São Paulo e tinha medo de avião. Chegou a vir a Belo Horizonte no Fusca de que tanto gostava. Certa vez, o carro estragou no meio do caminho e o produtor cultural Paulo Ramos, responsável pela Festa da Música, teve de buscá-lo. Em 2007, o artista tocou na primeira edição desse evento, promovido pelo Estado de Minas. No show de dezembro, o público começou a aparecer às 7h. Detalhe: o show estava marcado para as 20h. Todo mundo queria garantir o seu ingresso.

A gerente do Sesc Palladium, Milena Pedrosa, ficou impressionada. “As pessoas chegavam e ficavam tocando e dançando. Durante o show, todos se levantaram para dançar, o que não é muito comum no teatro”, relembra.

Dominguinhos

O sanfoneiro não costumava sair com os músicos ou amigos depois do show, conta Paulo Ramos. Mantinha hábitos simples, gostava de ficar conversando com as pessoas no saguão do hotel. “Ano passado, ele se locomovia melhor, parecia ter melhorado. Enquanto tomava café no hotel, reparei que estava animado e bem disposto. Ele planejava parar de viajar. Pensava em tocar nas festas de são-joão do Nordeste – ficaria metade do tempo lá e metade aqui no Sudeste”, lembra Paulo.

De ouvido

Entre os músicos que acompanharam Dominguinhos em BH estavam o veterano pandeirista Fuba de Taperoá (eles tocaram juntos por décadas), o jovem cantor Flavinho Lima (que também tocou triângulo) e Adelson Viana, responsável pela segunda sanfona. “O público mineiro foi muito caloroso, maravilhoso. Ao entrarmos no palco, começaram a gritar. Ovacionaram o Dominguinhos”, conta Adelson.

Não havia rotina ao lado do herdeiro de Luiz Gonzaga. “Tocar com ele era sempre uma experiência, aprendia-se muito. Dominguinhos jamais ensaiava, fazia tudo na hora. Não sabia nem com que música ia começar. Fazia um jazz com muita emoção. Todo show era diferente, sempre com improviso e introduções lindas que ele depois nem se lembrava de como havia feito”, revela o sanfoneiro.

Adelson relata que Dominguinhos chegou a tentar aprender a ler partituras, trocando informações com um músico de bossa nova, mas que desistiu. Dizia aprender mais rápido tocando de ouvido. “A gente que toca e lê partitura e acha que sabe alguma coisa vê como ele era genial, sem ensaiar nada. Ele sempre se dizia repentista da sanfona. Fazia tudo na hora, colocou isso na música nordestina. Urbanizou o forró, com bom gosto melódico. Era um melodista formidável”, completa.

Vazio

Talentosamente, Dominguinhos fez a triangulação entre a música nordestina, a MPB e o vigor da cena instrumental brasileira. Seu trabalho serviu de inspiração para artistas de norte a sul. Sabia mesclar elementos tradicionais e contemporâneos. “As melodias do forró deixaram de ser tão simples. Ele transitou por todas essas vertentes, influenciou o pessoal do Tropicalismo e vice-versa. Também teve enorme experiência com gente como Jacob do Bandolim, Waldir Azevedo e Altamiro Carrilho. Tudo isso ampliou o horizonte dele”, avalia Paulo Corrêa Sobrinho, produtor cultural e organizador do Fórum de Forró de Aracaju, em Sergipe, amigo do sanfoneiro.

Para ele, a morte de Dominguinhos representa a perda tanto de um farol para a música nordestina quanto de referência essencial para o forró. “Ele conseguiu aproximar a música do Nordeste de outros estilos. Como sua marca é muito forte, não acredito que haverá retrocesso, mas ficará o vácuo. A presença dele facilitava tudo, a chancela dele fazia todo mundo olhar para as coisas de forma diferente”.

Oswaldinho, Waldonys, Mestrinho, Gennaro e Cezinha são acordeonistas que Paulo Corrêa aponta como donos de perfil musical semelhante ao de Dominguinhos. “Cezinha e Mestrinho são novos, mas têm futuro e tempo para crescer musicalmente”, aposta.

FONTE: Estado de Minas.


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