Antequam noveris, a laudando et vituperando abstine. Tutum silentium praemium.

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Advogado compra vaca e porco para facilitar partilha em divórcio de cliente

Animais eram os últimos bens a serem negociados pelo ex-casal, em Goiás.
Defensor pagou R$ 1.350 pelos bichos e resolveu impasse de quase 3 anos.

Advogado Nilson Spíndola comprou vaca e porco para facilitar partilha de bens em divórcio Goiás Niquelânidia (Foto: Reprodução/Wagner  Soares)Advogado comprou vaca e porco para facilitar partilha de bens em divórcio

Após quase três anos tentando definir uma partilha de bens que agradasse seu o cliente e a ex-esposa dele, o advogado Nilson Ribeiro Spíndola conseguiu pôr fim ao impasse comprando uma vaca e um porco da mulher. Os animais eram os últimos bens a serem negociados para finalizar o divórcio do casal, que viveu junto por 21 anos, em Niquelândia, no norte de Goiás.

A decisão foi tomada durante uma audiência de instrução e julgamento. Após quase duas horas tentando uma divisão, o juiz que presidia a sessão, Fernando Ribeiro de Oliviera, sugeriu ao defensor que comprasse os animais para resolver a questão. O advogado aceitou, pagando à mulher R$ 1.350 pelos bichos e finalizando o processo de divórcio. O casal não pode mais recorrer da decisão.

Spíndola relata que o seu cliente o procurou pedindo ajuda para se divorciar, já que não tinha recursos para pagar um advogado. Ele conta que decidiu aceitar a causa sem cobrar os honorários porque o homem é de origem humilde. No entanto, o cliente e a ex-mulher não conseguiam aceitar nenhum acordo para dividir os bens.

“Juntos ,eles tinham uma casa de pau a pique, um saco de farinha, 15 galinhas, uma antena parabólica, uma égua, 50 pés de guariroba, um triturador, um cachorro, uma vaca e um porco. Eles viviam discutindo sobre essas coisas, porque a mulher se mudou para a área urbana e não podia levar os animais, mas não abria mão da sua parte. Ao mesmo tempo, o meu cliente não conseguiria pagar por toda a parte dela”, relatou ao G1.

O advogado conta que as discussões se arrastaram por quase três anos, até que conseguiram marcar uma audiência de instrução e julgamento, que aconteceu na última terça-feira (14). Eles ficaram quase duas horas discutindo sobre a partilha de bens, até que o homem aceitou pagar, em 30 meses, a maior parte dos bens da ex-esposa, o que, junto com a pensão que ele pagará para a filha de 17 anos, dá R$ 200 por mês. Ainda assim, uma vaca e um porco ficaram fora do acordo.

“Esses dois animais ele não tinha condições de pagar. Foi então que o juiz sugeriu que eu comprasse. Para acabar com a discussão dos dois e encerrar esse divórcio eu aceitei. Os dois saíram satisfeitos e resolvemos mais um litígio. Eu também fiquei realizado de poder solucionar esse caso, me senti bem de poder ajudá-los. Às vezes, atos como esse evitam até problemas maiores”, relatou.

Porco e vaca foram comprados por advogado para facilitar partilha de bens em Niquelândia Goiás (Foto: Nilson Spíndola/Arquivo pessoal)
Porco e vaca foram comprados por advogado para facilitar divórcio 

Os animais que o advogado comprou devem continuar com o cliente. Spíndola disse que vai aguardar até o que o homem tenha melhores condições financeiras para buscar a vaca. “Ele precisa do leite que a vaca dá para vender, então vou deixar com ele até ele conseguir outra. O porco vou deixar com ele mesmo”, contou.

Segunda vez
O advogado contou que não foi a primeira vez que ajudou um cliente financeiramente para facilitar um acordo com outra parte. Segundo ele, em outra situação, ele deu um desconto de R$ 1 mil nos seus honorários para que o cliente pudesse pagar à ex-esposa parte de um terreno que os dois precisavam dividir durante o divórcio.

“A mulher pediu R$ 28 mil na parte dela e ele já tinha se disposto a pagar R$ 25 mil, mas não conseguiria completar o que faltava. Eu cobrei R$ 1 mil a menos para que ele pudesse usar no pagamento do terreno. Quando as partes se apegam às pequenas coisas, às vezes é preciso fazer isso para solucionar”, contou.

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FONTE: G1.


Vaca é resgatada de telhado por moradores de Conselheiro Pena

Segundo a Polícia Militar, animal caiu de rua que fica acima da residência.
Animal não ficou ferido e foi solto em um pasto próximo ao local.

Animal caiu no telhado de uma casa e ficou preso (Foto: Divulgação Polícia Militar)Animal caiu no telhado de uma casa e ficou preso

Uma vaca foi resgatada na manhã desta terça-feira (5) de cima do telhado de uma casa no Centro de Conselheiro Pena (MG). Segundo a Polícia Militar, o animal ficou preso no telhado após cair de um rua que fica acima da casa atingida. A vaca chegou a dar alguns passos, mas algumas telhas cederam e o animal ficou preso. Ninguém da família dona do imóvel se feriu.

O resgate do animal foi feito utilizando uma corda e durou cerca de uma hora, contando com a ajuda da população e de um vaqueiro, acionado pelos militares. Segundo a PM, o animal não apresentava ferimentos e, por ter dono desconhecido, foi solto em um pasto próximo.

FONTE: G1.


Idas e vindas da Presidente

Dilma Rousseff tropeça entre recuo de decisões e declarações contraditórias

 


A presidente Dilma Rousseff (PT) disse ontem, em entrevista a uma rádio paulista, que não pode garantir um 2016 “maravilhoso” para o Brasil. Na segunda-feira, ela já havia reconhecido que demorou para perceber que a situação econômica do país era mais grave do que imaginava. No mesmo dia, o ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, um dos homens de confiança da petista, anunciou corte de ministérios. Dilma abaixou o tom e mudou o discurso.

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E as últimas declarações da presidente a distanciam cada vez mais da candidata que, durante a campanha eleitoral, afirmou com convicção que o país não passava por crise de tamanha dimensão, que a redução de ministérios era “lorota” e que não aumentaria tarifas ou mexeria em direitos trabalhistas.
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Desde que foi eleita, Dilma tem colecionado idas e vindas sobre os mais espinhosos assuntos. Ontem, ela tirou o salto alto e reconheceu que não há como prever o futuro do país. “Espero uma situação melhor, não tem como garantir que em 2016 vai ser maravilhosa. Não vai ser, muito provavelmente não será, mas também não vai ser a dificuldade imensa que muitos pintam. Continuaremos tendo dificuldade, até porque não sabemos a repercussão de tudo o que está acontecendo na economia internacional”, afirmou Dilma, que disse esperar que as maiores dificuldades tenham “ficado para trás”.
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A posição da presidente sobre a crise era bem diferente em março deste ano. “O Brasil passa por um momento difícil, mais difícil do que tivemos em anos recentes, mas nem de longe estamos vivendo uma crise das dimensões que alguns dizem que estamos vivendo”, disse, num evento em São Paulo, quando minimizou os problemas na economia.
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Ao justificar a mudança de opinião, Dilma ressaltou que as dificuldades só ficaram mais claras entre novembro e dezembro, depois da reeleição, o que a fez demorar para perceber a gravidade da crise. “Fico pensando o que é que podia ser que eu errei. Em ter demorado tanto para perceber que a situação podia ser mais grave do que imaginávamos. E, portanto, talvez tivéssemos de ter começado a fazer uma inflexão antes”, afirmou na segunda-feira.
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As formas que a presidente tem escolhido para enfrentar a crise econômica também se distanciam das propostas que ela defendeu durante as eleições. O pacote de ajuste fiscal, tratado agora como um ato de “coragem”, mexe em direitos trabalhistas como seguro-desemprego, abono salarial e auxílio-doença. Durante a campanha, Dilma afirmou que não mudaria direitos na legislação trabalhista “nem que a vaca tossisse”. A petista também chegou a tratar como “lorota” a possibilidade de reduzir ministérios, assim como o represamento do aumento das tarifas.
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‘IRRESPONSABILIDADE’ Para o senador Aécio Neves (PSDB), o discurso adotado na campanha petista tinha fins eleitoreiros. “A ação do governo não foi de desconhecimento, foi de irresponsabilidade porque optou por vencer as eleições mesmo sabendo da gravidade da situação”, afirmou o senador. “A verdade é que a presidente estabeleceu a mentira como método. Foi assim que ela se conduziu durante toda a campanha eleitoral, e infelizmente, continua se conduzindo assim”, disse. (Com agências)
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O vaivém da retórica
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CRISE ECONÔMICA
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Março de 2015
“O Brasil passa por um momento mais difícil que  em anos recentes, mas nem de longe uma crise das dimensões que dizem que estamos vivendo.”
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Ontem
“Espero uma situação melhor, não tem como garantir que 2016 vá ser maravilhosa.”
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Na última segunda-feira
“Fico pensando o que é que errei. Em ter demorado tanto para perceber que a situação podia ser mais grave do que imaginávamos. E, portanto, talvez tivéssemos começado a fazer uma inflexão antes.”
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REDUÇÃO DOS MINISTÉRIOS
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julho de 2014
Dilma disse que a redução era “lorota”, pois não trazia “economia real” aos cofres públicos. “Não tiro o Ministério da Micro e Pequena Empresas nem que a vaca tussa”, disse. “Pesca não saiu do chão ainda. Ela vai decolar”.
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na última segunda-feira
“Até o fim de setembro apresentaremos uma reforma administrativa. A redução de 10 ministérios é a meta”, afirmou o ministro Nelson Barbosa.
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DIREITOS TRABALHISTAS
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setembro de 2014
“Eu não mudo direitos na legislação trabalhista. O que podemos fazer, no caso da lei do menor aprendiz, foram adaptações”, disse Dilma. “Agora, lei de férias, 13º, fundo de garantia, hora-extra, isso não mudo nem que a vaca tussa”, completou.
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abril de 2015
“A crise significou um conjunto de medidas, mas também é importante afirmar que mantivemos direitos trabalhistas, direitos previdenciários e políticas sociais. Mas propusemos ao congresso algumas correções nas políticas de seguridade social para evitar distorções e excessos, não para tirar direitos.”
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AUMENTO DE TARIFAS
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novembro de 2014
“Onde é que está o tarifaço? Ele já aconteceu! Essa história de que represamos (tarifas) é lorota. Ao longo do ano inteiro houve pagamento pelo uso de (usinas) térmicas. O governo suavizou um pouco para não ser aquele impacto.”
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No último dia 11
“É verdade, sem sombra de dúvida, que as contas de luz aumentaram e, por isso, lastimamos. Mas elas aumentaram justamente porque, diante da falta de energia para sustentar a existência de luz, tivemos de usar as termelétricas e por isso pagar bem mais do que pagamos se houvesse apenas energia hidrelétrica no nosso sistema.”
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ENFRENTAMENTO DA CRISE
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julho de 2014
“O que acho que fizemos certo foi impedir que o tradicional efeito da crise, que é desempregar, arrochar salário e fazer com que a população pagasse o pato da crise. Impedimos que isso acontecesse. Minimizamos os efeitos da crise sobre a economia brasileira.”
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junho de 2015
“Nós temos agora (…) de sustentar toda uma política contra a crise; temos de fazer uma escolha: ajustar o mais rápido possível a economia para voltarmos a crescer.”
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INFLAÇÃO
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julho de 2014
“Usam dois pesos e duas medidas para julgar meu governo. Ela (a inflação) não está descontrolada. Ela está no teto da banda (o centro da meta é de 4,5%; o teto da banda, de 6,5%). Vamos ficar nesse teto da banda.”
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Na última segunda-feira
“Nós nos preocupamos imensamente com as duas coisas. Primeiro é a queda no emprego. Segundo é a inflação.”

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FONTE: Estado de Minas.


Problemas graves na economia, denúncias de corrupção, adoção de medidas impopulares e trombadas com o Congresso fizeram com que a presidente Dilma fosse do céu ao inferno em menos de cinco meses
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O tsunami político que atinge em cheio o governo da presidente Dilma Rousseff (PT), provocando manifestações de insatisfação e indignação pelo país, é resultado principalmente da crise econômica, mas tem raízes também nas recentes medidas impopulares, na falta de habilidade na articulação com o Congresso e especialmente na divulgação incessante dos casos de corrupção da Petrobras, maior estatal brasileira. A análise é de cientistas políticos ouvidos pelo Estado de Minas, que se apoiam em uma cronologia de fatos (veja quadro) desde a reeleição. Vencedora nas urnas depois de uma dura disputa com o PSDB, principal partido de oposição, Dilma iniciou sua trajetória de queda de popularidade – chegou a ter 42% de avaliação de sua administração como ótimo/bom em dezembro, e em fevereiro estava apenas com 24%, de acordo com pesquisas da Datafolha – ao permitir o aumento do preço da gasolina menos de um mês após sua vitória nas urnas. E não ficou só nisso. O anúncio de regras mais rígidas para recebimento de benefícios trabalhistas, que ela prometera em campanha jamais tocar, o arrocho fiscal, além do anúncio de um ministério sem nomes de peso e claramente fatiado para satisfazer os partidos aliados, funcionaram, entre outras coisas, como combustível que detonou a série de protestos marcados para hoje.

O cientista político Torquato Gaudêncio lembra que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva também enfrentou terremotos, especialmente em seu primeiro mandato, quando foi revelado o escândalo do mensalão, mas nem de longe na mesma escala da presidente Dilma. A razão? O bom desempenho da economia à época. “A locomotiva que puxa o trem do social é a economia. Portanto, em tempos de inflação baixa e crescimento do emprego, as crises políticas tendem a se amenizar”, afirma Gaudêncio. Desde que Dilma iniciou seu segundo mandato, o país vem enfrentando uma inflação crescente, que chega à casa dos 8% ao ano e, a isso, se juntaram ainda outros fatores indiretos que terminaram por afetar também a percepção de bem-estar dos brasileiros, como a crise hídrica e de energia, a paralisação do país com o protesto de caminhoneiros, a elevação dos alimentos em razão da seca. “Isso faz com que o balão da opinião pública se infle e continue subindo”, diz.Ruim Fazendo coro com o colega, o professor Fábio Wanderley Reis, doutor pela Universidade de Harvard (EUA) e professor emérito da Universidade Federal de Minas, explica que a atual crise do governo petista tem motivações distintas. “A primeira é objetiva: que é o atual quadro econômico, com aumento da inflação e do desemprego, afetando diretamente o bolso da população. Soma-se a isso uma motivação subjetiva, que é gerada por uma denúncia intensa de corrupção, em razão dos desvios de recursos da Petrobras”, explica. Para o cientista político, o atual quadro político “é singularmente ruim”. Fábio Wanderley observa que neste caldeirão está adicionado ainda outro ingrediente: a grande frustração dos eleitores provocada pela derrota da oposição, depois de uma enorme expectativa de que o PSDB iria interromper uma sequência de 16 anos do governo petista.

Torquato Gaudêncio diz que existe hoje no país uma “crise de descrença”, ou seja, uma crise econômica com uma política se desenrolando em paralelo. “Os escândalos em série foram atribuídos, por parte da população, ao PT, criando assim uma rejeição ao que chamam de “petismo”, “lulismo” e, agora, “dilmismo”.

A presidente Dilma diz que vê com “tranquilidade” as manifestações de insatisfação que tiveram início no domingo passado e se fortaleceram durante a semana, mas a verdade é que nunca antes na história do PT no poder houve um movimento tão forte de insatisfação da população, e isso vem tirando as noites de sono dos governistas. A ponto de obrigar Dilma a recuar numa das principais medidas do arrocho fiscal: a não correção da tabela do Imposto de Renda. Acuada e seriamente ameaçada de sofrer mais derrotas no Congresso, ela permitiu um escalonamento do reajuste da tabela. Para sobreviver no poder pelos próximos quatro anos, cientistas políticos entendem que ela vai ter de fazer outras correções no governo, muito além da tabela do IR.

FONTE: Estado de Minas.

Dilma cancela viagem a Belo Horizonte prevista para esta sexta

Vaca

Ela iria a divulgação do balanço da campanha contra violência doméstica.
Segundo Palácio do Planalto, motivo são problemas de saúde da mãe.

De acordo com o Palácio do Planalto, o motivo são problemas de saúde da mãe da presidente, Dilma Jane. Por isso, ela decidiu passar a manhã desta sexta com a mãe, no Palácio da Alvorada, residência oficial. O vice-presidente da República, Michel Temer, representará Dilma no evento em Belo Horizonte.

A viagem da presidente à capital mineira foi anunciada na última segunda (9) pela ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres, Eleonora Menicucci, durante evento no Palácio do Planalto. Na ocasião, Dilma sancionou a lei que prevê pena maior para o assassinato de mulheres.

Nesta quinta, a presidente esteve no Rio de Janeiro, onde participou da inauguração da primeira fase das obras de ampliação do Porto do Rio de Janeiro, trecho conhecido como Porto do Futuro.Na cerimônia, ela afirmou que o Brasil passa por momento de “dificuldade conjuntural”, mas tem “base sólida” para recuperar o crescimento da economia. No discurso, a uma plateia formada por operários, empresários e políticos, Dilma pediu que “todo mundo pegue junto” as medidas de ajuste fiscal.

Outras viagens
Além da viagem ao Rio, a presidente fez outras viagens nesta semana. Nesta quarta (11), Dilma esteve em Rio Branco (AC), onde visitou áreas alagadas pela cheia do Rio Acre, encontrou prefeitos de cidades afetadas pelas enchentes e entregou unidades habitacionais do programa Minha Casa, Minha Vida. A presidente foi ovacionada ao desembarcar no aeroporto da cidade.

Na terça (10), ela viajou para São Paulo (SP), onde visitou feira do setor da construção civil. Antes de discursar, Dilma foi vaiada por pessoas que trabalhavam no evento.

FONTE: G1.


Com os cumprimentos de Dilma & Pimentel: CHUPA, MINAS!

Referência para a cobrança do ICMS muda e gasolina terá novo reajuste

Alta nas bombas de Minas pode chegar a R$ 0,15

 JUAREZ RODRIGUES/EM/D.A PRESS

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Os consumidores de Belo Horizonte já começam a sentir no bolso mais um aumento no preço dos combustíveis. Desde domingo, os postos vêm repassando a alta do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), que foi reajustado nas refinarias no último dia 15.
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O governo atualizou o valor de referência para cobrança do tributo e o Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), presidido pelo ministro da Fazenda, Joaquim Levy, e formado pelos secretários estaduais de Fazenda, sinalizou acréscimo de até R$ 0,15 no preço final do litro da gasolina. A medida atinge Minas Gerais, o Distrito Federal e outros 14 estados.
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A nova mexida nas tabelas dos postos é reflexo da elevação do PIS/Cofins anunciada no início de fevereiro, que gerou efeito cascata sobre o ICMS. Como o imposto é estadual, o impacto varia conforme a unidade da Federação. Com a mudança na alíquota do tributo, que incide sobre o faturamento das distribuidoras, o valor médio pago pelo consumidor ficou defasado e precisou ser ajustado.
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Com isso, o preço médio ponderado ao consumidor final (PMPF), referência para o ICMS, em Minas Gerais, que entrou em vigor na segunda-feira, subiu de R$ 3,09 para R$ 3,36, alta de 9%.
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Com isso, o reajuste nas bombas deve variar de R$ 0,08 a R$ 0,15, dependendo da bandeira do posto.
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No Mato Grosso do Sul, o PMPF sofreu a maior variação do país, corrigido em 14,11% para a gasolina, 25,45% para o álcool e 27% para o diesel.
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Para Carlos Antônio Piazza, gerente do Posto Wilson Piazza, no Bairro Serra, a mudança afeta negativamente o postos de combustíveis e os consumidores.
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Ele conta que nos últimos 20 dias reajustou duas vezes o preço da gasolina, que passou de R$ 3,00 para R$ 3,29 e depois para R$ 3,39. A alta do ICMS que entrou em vigor nas refinarias no dia 15 ainda não foi repassada.
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“Os dois aumentos foram referentes ao primeiro reajuste que recebemos das refinarias, na atualização do PIS/Cofins. Com eles, as vendas já caíram cerca de 30%. Imagina se eu repassar mais um aumento para o consumidor?”
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Carlos afirma que vai segurar o novo reajuste e diminuir a margem de lucro, na tentativa de recuperar as vendas. Em outro posto, na Avenida Prudente de Morais, o litro da gasolina, que custava R$ 3,19 no início do mês passou para R$ 3,36 nesta semana. Segundo Simone Neiva, sócia proprietária do posto, o aumento é referente ao reajuste do ICMS. Depois do primeiro aumento, o posto registrou uma queda de 8% nas vendas e a expectativa é de que os negócios permaneçam estáveis, mesmo depois da nova alta.
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Sem lado bom Para o presidente do Minaspetro, sindicato que representa os revendedores de combustíveis de Minas Gerais, Carlos Guimarães Júnior, a mudança é ruim para os donos dos postos e para seus clientes. “Quem ganha com esses reajustes são os governos federal e estadual. Os empresários perdem em vendas e ficam prejudicados pois necessitam de mais capital de giro para manter e operar os seus negócios”, afirma. Sobre o aumento, a Secretaria do Estado da Fazenda de Minas Gerais informou, por meio de nota, que: “Está em curso, ao longo deste primeiro trimestre, um amplo levantamento sobre a situação financeira e administrativa do governo de Minas Gerais, o que abrange revisões sobre métodos e diretrizes adotados por administrações anteriores.”
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Para tentar driblar o aumento, os consumidores estão mudando hábitos e consumindo menos. A funcionária pública Gláucia Grossi passou a andar mais de bicicleta e abastecer apenas R$ 30 por semana. Por uma tabela, ela controla a média de consumo do carro e afirma que quando sai do padrão, o caminho é a oficina. “Tento fazer a maioria das coisas que posso de biclicleta. Só saio de carro quando é longe ou quando tenho que carregar peso. Não dá para ficar rodando de carro com a gasolina cara do jeito que está”, afirma. A dentista Giselle Magalhães critica o aumento do preço do combustível e afirma que está mudando os hábitos de consumo, como por exemplo trocando a gasolina pelo etanol, para reduzir os gastos. “Antes eu enchia o tanque com cerca de R$ 140 e rodava por 15 dias. Hoje, se coloco o mesmo valor de combustível, rodo apenas 10 dias”, afirma. Para Giselle, o maior problema é que o salário não acompanha os reajustes estabelecidos no preço dos combustíveis e em outros itens de necessidade básica. “Nosso dinheiro está valendo menos e o consumidor é que fica no prejuízo.” 
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Deturpações no cálculo.

Brasília – Há um problema relacionado ao valor utilizado como base de cálculo para a incidência do ICMS. Como esse tipo de tributo incide sobre a venda, o Confaz estima um preço que acredita ser a média praticada pelo mercado. Dessa forma, o imposto pode ser recolhido ainda na refinaria. “Assim, se o dono do posto cobra menos do que o estipulado pelo Confaz, vai perder dinheiro, porque o imposto será cobrado sobre o valor estimado pelo conselho”, explica o presidente do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT), João Elói Olenike.
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O advogado Rui Coutinho, ex-presidente do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), considera a incidência do ICMS sobre um valor que já inclui o Pis-Cofins uma deturpação instituída pelo sistema brasileiro de impostos. “É uma barbaridade tributária”, opina. Outros especialistas, contudo, ponderam que os postos podem ter aumentado o combustível com uma margem maior do que a prevista pela Petrobras no início de fevereiro, de R$ 0,22 para gasolina e de R$ 0,15 para o diesel, justamente prevendo essas correções posteriores.
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A Receita Federal foi questionada sobre a possível arrecadação extra com o ICMS. O órgão informou que as respostas seriam dadas pelo Confaz. O conselho, por sua vez, foi procurado, mas comunicou que as questões deveriam ser respondidas pelas secretarias de Fazenda. A Petrobras não se posicionou.

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FONTE: Estado de Minas.


Dilma segue conselho de Lula e deve ‘ir às ruas’ defender o governo

 

Dilma e Lula

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O reforço das agendas de viagens entrou na pauta na reunião desta quarta-feira (18), entre a presidente Dilma Rousseff e seis ministros que integram a coordenação política do governo no Palácio da Alvorada. Dilma segue o conselho do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva – para quem Dilma deve sair do gabinete e ir às ruas defender o governo. Pacote fiscal, medidas de combate à corrupção e a estratégia para tentar evitar a derrubada do veto no projeto que reajusta o imposto de renda em 6.5% também foram discutidos.
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Uma das ideias do governo é adiar a votação do IR, que está prevista para a semana que vem. Empurrando a votação para março, o Planalto poderá ganhar tempo para tentar um acordo para que a correção seja de um índice menor. O ideal para o Planalto, que tenta se reaproximar da base aliada, é manter o reajuste atual de 4,5%.
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Dilma quer ainda reforçar a chamada “agenda positiva”, na tentativa de reverter o clima de animosidade com o Congresso e com os agentes econômicos. A avaliação é que as sucessivas derrotas impostas pelos parlamentares ajudaram a derrubar a avaliação do governo. Há um pessimismo com a economia, apesar dos esforços e contatos feitos pelos ministros da Fazenda, Joaquim Levy, e do Planejamento, Nelson Barbosa.
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Na reunião desta quarta-feira de Cinzas, que durou uma hora e meia, estavam presentes os ministros da Casa Civil, Aloízio Mercadante; da Defesa, Jaques Wagner; das Relações Institucionais, Pepe Vargas; da Secretaria Geral, Miguel Rossetto; da Justiça ,José Eduardo Cardozo, e das Comunicações, Ricardo Berzoini.
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Congresso
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Dilma quer acertar com seus ministros a condução dos trabalhos no Congresso, a partir da semana que vem, para tentar barrar votações consideradas problemáticas. O ministro Pepe Vargas já agendou reuniões para a próxima terça-feira com os lideres da base da Câmara e do Senado. Acompanharão Pepe os ministros Carlos Gabas, da Previdência, e Manoel Dias, do Trabalho, além de Nelson Barbosa e Rossetto.
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O objetivo do encontro é basicamente defender mudanças nos benefícios trabalhistas e alegar que elas são “imprescindíveis” para preservar os programas sociais. No mesmo dia está agendada uma sessão do Congresso para analisar os vetos presidenciais, entre eles o do IR.
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Lula
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Na semana que vem, mais uma vez, o ex-presidente Lula estará em Brasília e os dois poderão se encontrar novamente. Na semana passada, na conversa de Lula com Dilma, ele prometeu ajudá-la na articulação política do governo com o Congresso, na tentativa de reverter o clima de animosidade entre o PT e PMDB após a vitória de Eduardo Cunha (RJ) para o comando da Câmara.
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Lula agendou um cronograma de encontros que terá em Brasília na semana que vem e pretende se reunir também com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), com o líder do partido na Casa, Eunício Oliveira (PMDB-CE), além da bancada de senadores do PT.
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Na avaliação do ex-presidente, o Palácio do Planalto precisa agir rápido para evitar que a fratura na base aliada se aprofunde e a tese do impeachment ganhe força, no rastro do escândalo de corrupção na Petrobrás. Desde que foi eleito presidente da Câmara, no dia 1.º, derrotando o petista Arlindo Chinaglia (SP), Cunha impôs vários reveses ao governo. Além de limpar o terreno com o PMDB no Senado, Lula também quer conversar com o próprio Cunha, embora não haja encontro ainda agendado.
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Para defender o ajuste e trabalhar para melhorar a sua popularidade, Lula quer que Dilma retome as viagens pelo País o mais rápido possível. As agendas começaram a ser desenhadas, mas ainda não foram fechadas.
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Lula acha que Dilma deveria aproveitar seus discursos, nestas viagens, para explicar à população a importância dos projetos econômicos e até das Medidas Provisórias. Na sua opinião, a presidente deve usar uma linguagem didática, com exemplos da vida do dia a dia, mostrando por que os critérios atuais de concessão dos benefícios trabalhistas, por exemplo, precisam ser mudados.
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Para Lula, uma agenda de viagens é um importante antídoto contra a queda de popularidade. O ex-presidente avalia que sua sucessora deve visitar redutos onde ela teve boa aprovação e fazer visita a obras em andamento para mostrar que o governo não está parado, a reboque das crises políticas e econômicas.
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Para o ex-presidente, Dilma tem de reagir logo porque não pode esperar as manifestações de 15 de março, convocadas pela oposição, pedindo o impeachment. O governo teme que este movimento, que já se propala pelas redes sociais, possa tomar corpo.

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FONTE: Hoje Em Dia.


Dilma esquece promessas de campanha e adota “pacote de maldades”

De mudança nas leis trabalhistas ao encarecimento do crédito para a população, medidas anunciadas por Dilma Rousseff (PT) depois das eleições se opõem a promessas de campanha

Vaca

Em encontro com empresários em Campinas, em setembro do ano passado, a presidente Dilma Rousseff (PT), então candidata à reeleição, prometeu que não mexeria nos direitos trabalhistas. Usou, inclusive, uma frase de efeito, reverberada pelos marketeiros durante a disputa eleitoral: “Nem que a vaca tussa”, disse a presidente. No apagar das luzes do primeiro mandato, em 29 de dezembro, a presidente anunciou um pacote de ajustes nas regras para acesso a abono salarial, seguro-desemprego, seguro-desemprego do pescador artesanal, pensão por morte e auxílio-doença. Foi apenas uma, das muitas práticas da presidente após a reeleição que destoam do que foi prometido durante a campanha.

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“Quando se mudam as relações de trabalho, a legislação tem que mudar. Essas mudanças na legislação não podem comprometer direitos. Se essas mudanças precisam ser feitas para garantir que todas as alterações sejam absorvidas, eu acredito que sim. Agora vamos ter clareza disso: 13º, férias e horas extra, (não se muda) nem que a vaca tussa”, disse Dilma durante a campanha.
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A justificativa para as medidas anunciadas é que vão gerar uma economia de R$ 18 bilhões aos cofres públicos, parte de uma série de medidas de austeridade implementadas pela nova equipe econômica.
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Outra medida do já apelidado “pacote de maldades” da presidente foi o veto ao reajuste de 6,5% na tabela do Imposto de Renda. Se a lei tivesse sido aprovada, pessoas que ganham até R$ 1.903,98 não precisariam prestar contas ao Leão. Atualmente, o teto de isenção é de R$ 1.787,77. O reajuste de 6,5% seria aplicado também nas demais faixas da tabela. O desejo do governo é um reajuste de 4,5%, bem inferior ao índice oficial de inflação no ano passado: 6,4%
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Durante a campanha, em um encontro com taxistas de São Paulo, a presidente afirmou que não haveria “tarifaço”.
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“Não vai haver tarifaço. Pode ter aumento do preço da gasolina, mas não tarifaço”, afirmou. Porém, no novo governo o veto ao reajuste do IR pune o trabalhador, aumentando o recolhimento de imposto. Além disso, o governo anunciou quatro medidas de aumentos de impostos, que devem gerar R$ 20,63 bilhões em arrecadação para União neste ano. A principal é a elevação de R$ 0,22 na gasolina R$ 0,15 no álcool a partir do próximo mês. O Imposto Sobre Operações Financeiras (IOF), incidente sobre o crédito para a pessoa física, dobrou: passou de 1,5% ao ano para 3%. Importar também ficará mais caro. Por meio da elevação de 9,25% para 11,75% do PIS/Cofins sobre os produtos oriundos de outros países. Por fim, o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) na cadeia produtiva de cosméticos será padronizado, equiparando a incidência do imposto no atacadista a na indústria.
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JUROS Na semana passada, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central elevou a taxa básica de juros, a Selic, em 0,5 ponto percentual, passando de 11,75% para 12,25%. É o maior patamar desde meados de 2011, numa tentativa de controlar o crédito e brecar o consumo, segurando, assim, a inflação. Foi o terceiro aumento consecutivo na taxa.
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A medida da equipe econômica escolhida por Dilma também vai contra o discurso da presidente. No Dia do Trabalho, em 2012, a presidente fez um pronunciamento anunciando uma cruzada contra os bancos. Chegou a dizer que era “inadmissível” o país seguir com um dos juros mais altos do mundo, o que foi entendido como um recado direto aos bancos privados.
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Em 10 de setembro, durante a campanha, ao criticar a proposta da sua adversária na ocasião, Marina Silva (Rede), de autonomia do Banco Central, a presidente declarou: “Asseguro que esse povo da autonomia do Banco Central quer o modelo anterior. Querem fazer um baita ajuste, um baita superávit primário, aumentar os juros para danar, reduzir empregos e reduzir salário. Para eles, emprego e salário não garantem produtividade”, acrescentou.
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TESOURADA 
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“Ao bradarmos ‘Brasil, pátria educadora’ estamos dizendo que a educação será a prioridade das prioridades”, afirmou a presidente reeleita em seu discurso de posse. Dez dias depois, no entanto, o setor que foi alçado à condição de prioridade máxima no segundo mandado da petista foi o alvo da primeira rodada de corte de despesas deste ano.
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O decreto presidencial editado no dia 8, bloqueou um terço dos gastos administrativos da nova gestão, sendo que a pasta da educação teve o maior corte. O bloqueio será de R$ 7 bilhões para a pasta da educação em 2015. A medida também fez parte da política de contenção de gastos do governo federal para equilibrar as contas do Estado. O corte representa a redução de 7% do que estava previsto para a educação.
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“Quando se coloca a educação com prioridade é preciso que isso seja efetivado na prática, sem medidas que afetem o bom andamento das políticas educacionais. O corte de R$ 7 bilhões não condiz com essa prioridade. O ministro afirma que vai cortar gastos em diárias e viagens, mas é difícil acreditar que se gaste isso tudo em viagens e diárias. Infelizmente estamos tendo atrasos de pagamentos no Pronatec e atrasos de pagamentos de bolsas para estudantes universitários, o que demonstra alguns reflexos negativos dos cortes”, avaliou Mozart Neves Ramos, diretor do Instituo Ayrton Senna e conselheiro do movimento Todos pela Educação.
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Entenda
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LEIS TRABALHISTAS
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O QUE ELA DISSE 
“Quando se mudam as relações de trabalho, a legislação tem que mudar. Essas mudanças na legislação não podem comprometer direitos. Se essas mudanças precisam ser feitas para garantir que todas as alterações sejam absorvidas, eu acredito que sim. Agora vamos ter clareza disso: 13º, férias e horas extra, (não se muda) nem que a vaca tussa.”
O QUE ELA FEZ
Em 29 de dezembro, a presidente anunciou um pacote de ajustes nas regras para acesso a abono salarial, seguro-desemprego, seguro-desemprego do pescador artesanal, pensão por morte e auxílio-doença

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EDUCAÇÃO

O QUE ELA DISSE
“Ao bradarmos ‘Brasil, pátria educadora’ estamos dizendo que a educação será a prioridade das prioridades.”

O QUE ELA FEZ
Bloqueou R$ 7 bilhões do orçamento anual do Ministério da Educação.

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TAXA DE JUROS

O QUE ELA DISSE
“Asseguro que esse povo da autonomia do Banco Central quer o modelo anterior. Querem fazer um baita ajuste, um baita superávit primário, aumentar os juros para danar, reduzir empregos e reduzir salário. Para eles, emprego e salário não garantem produtividade”

O QUE ELA FEZ
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central elevou a taxa básica de juros, a Selic, em 0,5 ponto percentual, passando de 11,75% para 12,25%.
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TARIFAÇO

O QUE ELA DISSE
“Não vai haver tarifaço. Pode ter aumento do preço da gasolina, mas não tarifaço”

O QUE ELA FEZ

Anunciou quatro medidas de aumentos de impostos, que devem gerar R$ 20,63 bilhões de aumento da arrecadação para União neste ano. Medidas afetam o preços da gasolina e do álcool, encarecem o crédito para a pessoa física e eleva os tributos sobre as importações.

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FONTE: Estado de Minas.


ATENÇÃO, PETISTAS, NÃO SAIU NA VEJA: saiu na CARTA CAPITAL…
Medidas do governo atingem os trabalhadores mais vulneráveis

Volkswagen

Uma passeata contra as demissões na Volkswagen e na MErces reuniu 20 mil trabalhadores em São Bernardo do Campo

Foi uma punhalada nas costas”, resumiu Ricardo Patah, presidente da União Geral dos Trabalhadores, ao se referir às Medidas Provisórias 664 e 665, de redução de direitos trabalhistas e proteção social editadas pelo governo Dilma Rousseff no fim de dezembro. As decisões dificultam o acesso ao seguro-desemprego, ao abono salarial, à pensão por morte, ao auxílio-doença e ao seguro-defeso pago aos pescadores no período de proibição da sua atividade. A justificativa é combater fraudes e cortar 18 bilhões de reais nas despesas da União, parte do ajuste fiscal de, no mínimo, 60 bilhões definido pelo ministro da Fazenda, Joaquim Levy, para atingir um superávit primário de 1,2% do PIB.

O anúncio do pacote em meio à demissão de 800 trabalhadores na Volkswagen e 244 na Mercedes-Benz, em São Bernardo do Campo, no período tradicional de férias dos sindicatos, chocou também pela mudança brusca da postura do governo. O diálogo com as centrais, iniciado há 12 anos durante o primeiro mandato de Lula, diminuiu desde 2010, com a posse da sua sucessora, mas a consulta prévia em relação a medidas de interesse dos trabalhadores se mantinha, com altos e baixos. “Depois da vitória nas eleições, a presidenta e o ministro-chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante, nos receberam muito bem e se comprometeram a convocar novamente os dirigentes se houvesse novidades. A surpresa surgiu no dia 29, quando o ministro nos chamou, não para discutir ou ouvir, mas para anunciar o pacote. Não dá para entender”, diz Patah. Na campanha, a presidenta prometeu não mexer nos direitos trabalhistas “nem que a vaca tussa”.

“O pacote corrige muito pouco as fraudes e os desvios e atinge em cheio os mais frágeis. Dificulta o acesso aos benefícios principalmente para os mais jovens, menos especializados e pior remunerados, mais sujeitos à rotatividade”, afirma Carmem Foro, presidente em exercício da Central Única dos Trabalhadores. Um dos dispositivos aumentará, a partir de março, de 6 para 18 meses o tempo mínimo de emprego necessário para solicitar o seguro.  Entre 40% e 50% dos trabalhadores formais (49 milhões de indivíduos) são demitidos depois de seis meses a um ano de serviço e não terão acesso ao benefício, calcula a CUT. A eliminação do abono salarial prejudica os 23 milhões de remunerados com no máximo dois salários mínimos. O aumento do rigor na concessão do seguro-defeso afeta boa parte dos 600 mil pescadores artesanais do País.

A maior parte das fraudes é de simulações das condições exigidas para a aquisição de direitos. “Ninguém defende fraude, mas o seu combate deve ser por meio da definição dos benefícios e da fiscalização, não um corte geral que contraria as ações do governo para melhorar a distribuição de renda e reduzir a desigualdade”, argumenta José Prado de Oliveira Silvestre, coordenador de relações sindicais do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos.  “O governo obteria resultados muito mais expressivos se tributasse fortunas, aumentasse o imposto das instituições financeiras e eliminasse o rentismo, beneficiado por transferências de recursos equivalentes a 40% do orçamento.”

As decisões e a mudança de atitude do governo provocaram o repúdio das centrais e a sua união em uma jornada nacional de luta, no próximo dia 28, e uma marcha em Brasília, em 26 de fevereiro. Dias depois da reunião convocada por Mercadante, o ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, declarou a intenção de modificar a fórmula de reajuste do salário mínimo. Por ordem da presidenta, recuou. “Seria uma aberração. A política do salário mínimo, recebido por 40 milhões de famílias, foi a principal sustentação das mudanças desde 2002”, diz Adilson Araújo, presidente da Central de Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil.

Levy contestou a definição das medidas como um “pacote de maldades”. Independentemente da sua denominação, elas sucedem a um “pacote de bondades” em benefício do setor patronal, com desonerações e redução de tributos, em troca do compromisso de manter o emprego, não respeitado pelas montadoras. Ao atingir os trabalhadores, as decisões enfraquecem o mercado consumidor. “O movimento sindical teve um papel importante, mais do que na eleição de Dilma, no projeto iniciado por Lula”, lembra Araújo.

As demissões não se restringem às fábricas de veículos de São Paulo, que se dizem dispostas a discutir a decisão. No Paraná, os sindicatos temem cortes na Renault e na Case New Holland. Cada emprego em montadora representa 18 postos de trabalho indiretos em outras indústrias, alerta Miguel Torres, presidente da Força Sindical. A UGT receia as consequências das dispensas no setor de revenda de veículos, com 18 mil concessionárias e 95 mil empregados.

Está marcada para a segunda-feira 19 uma reunião das centrais sindicais com Barbosa e os ministros Miguel Rossetto, da Secretaria-Geral da Presidência, e Manoel Dias, do Trabalho. Além de CUT, UGT e CTB, participarão a Força Sindical, a Central dos Sindicatos Brasileiros e a Nova Central Sindical de Trabalhadores. Os direitos foram mantidos, diz Rossetto, mas o governo conversará com os dirigentes. Será uma oportunidade de desfazer a percepção de que o ajuste fiscal seletivo significa uma opção por prejudicar os mais indefesos.

*Reportagem publicada originalmente na edição 833 de CartaCapital com o título “Punhalada fiscal”

FONTE: Carta Capital.


Vaca é resgatada por sistema tipo tirolesa no Sul de Minas

Animal ficou ilhado no Rio Santana, em São Sebastião do Paraíso. Resgate durou seis horas.

 
Corpo de Bombeiros/Divulgação

Uma vaca foi resgata por um sistema de cordas e roldanas depois de ficar ilhada no Rio Santana em São Sebastião do Paraíso, Região Sul de Minas Gerais. Segundo as informações do Corpo de Bombeiros o animal caiu acidentalmente no rio e foi arrastado pela correnteza até um pequena ilha. 

Por ser um local de dificil acesso foi montado um sistema inusitado, tipo tirolesa, para salvar a vaca. A operação começou por volta das 14h 30 dessa segunda-feira e durou mais de seis horas. 

Ainda de acordo com os Bombeiros, o resgate foi bem sucedido. O animal ficou com um ferimento na pata e foi entregue ao dono para passar por exame veterinário.

FONTE: Estado de Minas.

Uma semana depois, vaca continua presa em alto de poste no Rio Grande do Sul

 
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Uma semana depois, vaca continua presa em alto do poste no Rio Grande do Sul
Animal morreu durante enchente e terminou em cima de poste de energia elétrica
A vaca que foi parar em cima de um poste na semana passada após a cheia do Rio Uruguai, no interior de São Borja (RS), permanece no mesmo local até hoje. A altura de 11 metros é o principal obstáculo enfrentado pelo proprietário do terreno para retirar o animal. Além disso, a grande quantidade de água acumulada no local devido às chuvas dos últimos dias dificulta a passagem do caminhão-guincho.
A concessionária que fornece a energia elétrica na região informou que a responsabilidade pela retirada do animal é do proprietário do terreno, que possui uma rede particular de energia. O Corpo de Bombeiros e a Prefeitura Municipal de São Borja também informaram que não podem retirar o animal do poste.
Situação de emergência
As fortes chuvas no Rio Grande do Sul deixaram 20.436 pessoas desalojadas devido a enchentes e correntezas, segundo o boletim da Defesa Civil Estadual divulgado no último dia 9. O município de São Borja declarou situação de emergência após a água do Rio Uruguai ficar três metros acima dos postes de energia elétrica da região, atingindo cerca de 17 metros.

FONTE: Hoje Em Dia.


 

Vaca é encontrada em cima de árvore no Paraná

 

Vaca foi carregada pela correnteza e fico presa entre os galhos


Uma vaca foi encontrada em uma árvore de mais de dois metros de altura na zona rural de Quedas do Iguaçu, no Paraná. O animal foi carregado por uma enchente que atingiu a região e já estava morto quando foi localizado. A imagem inusitada foi registrada pelo Portal Quedas, que também informou que o proprietário do animal não foi identificado.

A cidade de pouco mais de 40 mil habitantes foi uma das mais prejudicas pelas fortes chuvas que castigaram o estado, com pontes destruídas e casas soterradas. No município foi registrada uma morte e três pessoas feridas. O número de pessoas desabrigadas ainda não foi contabilizado, já que algumas comunidades ficaram isoladas durante a cheia

A chuva que atingiu o Paraná deixou nove mortos e afetou 55.659 pessoas em todo o estado, segundo boletim divulgado pela Defesa Civil Estadual nesta segunda-feira. De acordo com o órgão, 70 cidades estão em situação de emergência. Rodovias estaduais e federais foram interditadas devido a quedas de barreiras e alagamentos.

 (Reprodução Internet / www.portalquedas.com.br)

FONTE: Estado de Minas.


A iguaria feita com carne de vaca Wagyu, sal azul da pérsia e trufas brancas de Alba promete uma experiência gastronômica única

Sanduíche

O hambúrguer vem com 200g de carne bovina e sal azul extraído das minas ao norte da província de Semman, no Irã

Quanto você pagaria por um hambúrguer? Há quem diga que não há problema em gastar um pouco mais para desfrutar de boa comida. Então, que tal provar um hambúrguer que custa R$225. Este é o preço do Burger Lab Star, o hambúrguer mais caro da cidade de São Paulo.

Um conjunto de ingredientes pra lá de requintados compõem este que, em geral, é um lanche de preparo rápido e com componentes simples. Pra começar, o sanduíche criado por Jorge Boratto, gourmet que viveu na França antes de idealizar a rede Burger Lab, vem com 200g de carne bovina, mas não de qualquer vaca! A carne é de vacas do japão, da raça Wagyu, considerada a melhor e mais cara do mundo.

Para dar sabor, um pouco de sal azul da Pérsia, extraídos das minas ao norte da província de Semman, no Irã. O Burger Lab Star, vem acompanhado de um escalope de 90 gramas de foie gras fresco. Já o queijo, não poderia ser outro se não o “melhor queijo do mundo”, o Gruyère. De acordo com o site do restaurante, este queijo é produzido em condições bem controladas, que vão desde a quantidade de água e pasto ingeridos pelas vacas que produzirão o leite que dará origem ao queijo.

O toque final é dado pelas trufas brancas de Alba, Itália, um dos itens mais caros do prato. Não existe método de cultivo em cativeiro, por esse motivo o preço exorbitante, em que o quilo pode custar até 12 mil euros. As melhores safras ocorrem nos outonos chuvosos e úmidos. Ao que parece, a origem de cada ingrediente é o que confere ao hambúrguer o status de “celebridade”. Provar a iguaria promete ser uma experiência gastronômica única!

FONTE: Estado de Minas.


O rabo da vaca

Vaca invade a rodovia, é atropelada e perde o rabo. Motorista é processado

O ano é o de 1988. O local, o km 11 da rodovia Engenheiro Ronan Rocha, no nordeste do Estado de São Paulo. A suposta ilicitude : ter atropelado uma vaca.

Mas, diga-se desde já, não era uma vaca qualquer. Era a “Pérola das Candeias”, um animal de nobre estirpe, filha de “Lucky das 3 Colinas” e “Preciosa do Ypê”, cuja família pertencia ao Rank Nacional de Gado Jersey.

A árvore genealógica qualificava o animal como de um alto valor comercial. Aliás, nem é correto dizer “animal” para alguém assim, de tão nobre sangue.

Segundo seu proprietário, o preço de venda era, na época, da ordem de Cz $ 500 mil (quinhentos mil cruzados).

Isto é, até que a bichinha fosse atropelada. Foi por isso, por este motivo que o dono entrou com processo na comarca de Patrocínio Paulista (304/88).

Na petição inicial, o dono da vaca provou que os médicos, veterinários, é claro, constataram uma fratura no apêndice caudal da vaca. Apêndice caudal também conhecido como o velho e bom rabo.

Ocorre que, diante da fratura, ela perdeu seu movimento de abano natural. Sem esse imprescindível instrumento de defesa, as moscas passaram a agredir a vaca, implantando famigerados (e nojentos) bernes em sua parte traseira.

Em decorrência disso, a vaca precisou receber constantes pulverizações e ser mantida em estábulo fechado. Pior ainda, não pôde mais desfilar sua beleza nas exposições, pois nenhum comprador iria adquiri-la.

Ela passou a servir, então, apenas como animal reprodutor.

Tal fato, de acordo com o dono, causou-lhe prejuízo na ordem de 50%. Dessa forma, requeria a condenação do atropelador no valor de Cz $ 250 mil (duzentos e cinquenta mil cruzados).

Mas vejamos, agora, o que motivou o acidente que levou a óbito o rabo da vaca.

O réu ia tranquilamente na estrada, à noite. No meio do caminho, numa estrada com pouca sinalização, deu de cara com a vaca, atingindo-a, principalmente na traseira.

O argumento do fazendeiro – dono da vaca – era de que houve “inabilidade, imperícia e imprudência do réu”.

Ele confessa que a vaca escapara do redil. Segundo ele, tal se deu por culpa das obras executadas pelo DER que, ao desviar a água que atravessava a pista em vários pontos para uma só passagem, provocou forte erosão debaixo da cerca, o que permitiu a escapulida fatal (para o rabo).

O réu, ainda de acordo com o autor, ao sair do trevo que dá acesso a Itirapuã em direção a Patrocínio Paulista, teria sido insistentemente avisado por conduções que vinham em sentido oposto, com buzina e faróis, sobre a existência de animal na pista.

Além disso, observa o autor, a quadrúpede, de cor clara, podia facilmente ser vista à distância devido ao contraste que fazia com o escuro do asfalto.

A colisão, segundo ele, podia ter sido evitada.

Trocando em migalhas, a vaca atravessou a cerca, foi parar na estrada, à noite, e um coitado abalroou o animal. A vítima, no caso (pelo menos na lógica do pedido), era o fazendeiro e sua vaquinha.

Além dos duzentos e cinquenta mil cruzados, o dono da vaca requereu do reú juros e correção monetária, os honorários advocatícios e as custas processuais.

Pelo rabo, queria quase a vaca toda.

Nem é preciso dizer o resultado do feito : a vaca foi para o brejo.

FONTE: Migalhas.



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