Antequam noveris, a laudando et vituperando abstine. Tutum silentium praemium.

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Cinco mil pessoas fazem fila para ter acesso à água em Governador Valadares

Fila por água em Valadares
Homens do Exército organizaram a distribuição

Vinte e cinco mil litros de agua mineral foram distribuidos na manha desta sexta-feira (13) a populacão de Governador Valadares, no Leste do Estado. A distribuição foi feita na Praça de Esportes, Centro, com o apoio do Exército e seguranca feita pela Polícia Militar. “Parece que estamos em tempos de guerra”, gritou o aposentado José Francisco Zaqueu, de 78 anos.

Pelo menos cinco mil pessoas passaram pela fila, que deu volta no quarteirão, mas fluia com agilidade. Moradores de vários bairros da cidade estavam nela. A dona de casa Celma Alves da Silva, de 65 anos, moradora do bairro Altinópolis, empurrava com dificuldade um carrinho de feira, onde carregava a agua. “Vim assim que soube. Não tenho água em casa nem para beber”.

Segundo o gerente da Defesa Civil em Valadares, Wildes Nonato, a água distribuída foi enviada pela Samarco. A partir desta sexta-feira, outros 30 pontos serão montados pelos bairros da cidade para novas distribuições. A prefeitura continua pedindo doação de água que pode ser entregue no 6º Batalhão de Polícia Militar.

Samarco
A Samarco informou que já enviou a cidade, por meio do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE), mais de 2,5 milhões litros de água para ajudar no abastecimento dos moradores, além de 13 mil litros de água potável.

Disse ainda que inúmeros esforços estão sendo feitos para ampliar a capacidade diária de abastecimento que, a partir desta sexta-feira passa a ser de 2,4 milhões  litros por dia. “Lamentamos profundamente os impactos desse acidente na cidade e reiteramos o nosso compromisso e esforços diários para minimizá-los junto à população”, diz a nota.

ITAMBACURI

Não é só Valadares que sofre com a falta de água, mas toda a região.

Em Itambacuri, por exemplo, Ivonete Rocha, moradora de Belo Horizonte que tem origens naquele município, passa uma temporada lá com os pais e fez um desabafo no Facebook:

Ivonete

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FONTE: Hoje Em Dia.


Calamidade

Sem água nem previsão de quando poderá captá-la no agora lamacento Rio Doce, Prefeitura de Valadares se arma para enfrentar a mancha que torna concentração de ferro 10 mil vezes pior que a tolerada e mata toneladas de peixe, revoltando ribeirinhos

O caseiro Heber José e o resultado da poluição: 'Só aqui, salvamos uns 300 quilos de peixe. Mas isso não é nada perto do que morreu. Nem os mais resistentes aguentaram' (fotos: gladyston rodrigues/EM/DAPRESS)O caseiro Heber José e o resultado da poluição: ‘Só aqui, salvamos uns 300 quilos de peixe. Mas isso não é nada perto do que morreu. Nem os mais resistentes aguentaram’

Governador Valadares e Periquito – A Prefeitura de Governador Valadares decretou estado de calamidade pública em razão do desabastecimento de água, enquanto o Ministério Público entrou na Justiça contra a mineradora Samarco, pedindo que a empresa arque com os prejuízos da maior cidade do Vale do Rio Doce, com 278.363 habitantes. A lama das duas barragens da mineradora, que se romperam a mais de 300 quilômetros de distância, em Mariana, na Região Central do estado, inviabilizou a captação de água no Rio Doce e a administração municipal não sabe quando vai poder retomar o abastecimento. Ontem, a mancha mais densa de resíduos ainda passava pelo município, preocupando moradores, revoltando comunidades ribeirinhas e matando toneladas de peixes. A população está desde o fim de semana estocando água como pode. Reservatórios, tanques, bacias ou garrafas plásticas estão cheias, ao contrário das distribuidoras de água mineral, que ontem registraram filas de dobrar quarteirão. Nas torneiras de moradias e lojas de pelo menos cinco bairros – Centro, Santa Terezinha, São Paulo, Ilha dos Araújos e São Pedro –, não cai uma gota desde ontem de manhã.
Mar de Lama

O Ministério Público ajuizou ação civil pública cobrando da Samarco, liminarmente, todos os custos estipulados pelo plano emergencial da prefeitura. As demandas principais são 80 caminhões-pipa, que totalizam 800 mil litros de água por dia, especialmente para hospitais e escolas, 80 mil litros de óleo diesel, 50 reservatórios de 30 mil litros, um veículo com tração nas quatro rodas, um barco a motor, entre outros. “O MP já entrou com pedido no Judiciário para que se cumpra imediatamente todo o plano emergencial, sob pena de multa diária de R$ 1 milhão”, disse a prefeita Elisa Costa (PT).
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Ontem, a Samarco havia disponibilizado 13 dos 80 caminhões pedidos. Veículos de São Paulo estavam a caminho, mas tiveram prejuízo no deslocamento devido à greve dos caminhoneiros, segundo a assessoria da mineradora. A prefeitura conseguiu mais nove veículos e os 22 começaram a buscar água fornecida pela Copasa em Frei Inocêncio (a 40 quilômetros de distância) e Ipatinga (100 quilômetros).
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O Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae) tem feito análises constantes da água para avaliar quando será possível retomar a captação. Com relação ao ferro, por exemplo, o nível admitido pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) é de 0,03 miligrama por litro de água. Ontem, um dos testes apontava 410mg/l, quantidade mais de 10 mil vezes maior que a tolerável. A turbidez da água estava 80 vezes acima do permitido para tratamento. A lama que entrou na Usina Hidrelétrica de Baguari, no município de Valadares, demorou 16 horas para chegar até a área urbana da cidade. Como o gerente-geral da hidrelétrica, Walter Leite, informou que a lama grossa ainda era constante ontem na barragem, hoje o dia ainda será de muito barro no leito do Rio Doce, principalmente na área da captação municipal. O Serviço Geológico do Brasil passou a monitorar desde ontem a onda de lama mais densa, separadamente da cheia do rio. Enquanto o nível aumentado já havia chegado a Colatina (ES), a pior parte dos resíduos ainda estava entre Valadares e Tumiritinga.
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Diante das previsões nada animadoras quanto ao abastecimento de água da cidade, os 278 mil habitantes sabem que o melhor é prevenir. “Desde a sexta-feira, quando começou a circular informação da falta de água, a gente começou a encher baldes. Da torneira ainda está saindo um restinho, mas não vai durar muito”, afirmou a dona de casa Maria das Graças Alves, de 63 anos, ao lado da mãe, Maria Alves, de 83, que nunca enfrentou situação semelhante. “Tinha tempo em que nossa preocupação era a enchente do rio. Mas a água passava e ia embora. Agora, a gente fica aqui, sem saber quando a água vem.”
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BATALHA POR ÁGUA Nas prateleiras do comércio da região, água mineral virou artigo de luxo. Em uma das principais distribuidoras da cidade, 300 garrafões, de 25 ou 10 litros, foram vendidos durante a tarde e a previsão era de que nova remessa só chegasse na segunda-feira. A fila dobrava quarteirão. “Desde segunda-feira cortaram o abastecimento e não se encontra mineral para comprar. A gente teve informação de que só aqui estava vendendo, por isso essaa fila enorme”, afirmou a auxiliar de limpeza Jaqueline Tais, de 21, que voltou com o garrafão vazio para casa. “Conseguimos de 10, pelo menos, apesar de estar mais caro”, contou Paulo Henrique Lopes. Com a procura, o preço do garrafão maior pulou de R$ 20 para R$ 27 e o do menor, de R$ 7 para R$ 13.
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Pelas ruas em Valadares moradores e comerciantes se viram como podem, carregando garrafões embaixo do braço. Alcides Caumo, dono de restaurante e churrascaria em um dos melhores pontos da cidade, trocou as toalhas de tecido por papel e, se a água não voltar, passará a usar copos plásticos. Para não correr riscos – já que os 150 mil litros da caixa d’água serão suficientes para apenas três dias –, está reativando um poço artesiano abandonado há 15 anos. Pelo menos três faculdades suspenderam as aulas na cidade.

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FONTE: Estado de Minas.


Valadólare$ again

 

Crise põe valadarenses de novo rumo aos EUA, de onde muitos já tinham voltado

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Governador Valadares e cidades próximas do Vale do Rio Doce ficaram famosas pela fuga de trabalhadores para os EUA. Mas, a partir de 2008, com a crise mundial abalando a economia norte-americana, muitos regressaram. O Brasil resistia à turbulência.

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Hoje, porém, é a economia brasileira que desmorona. E, com a inflação alta arrochando o custo de vida, o desemprego assombrando (só em abril, o país fechou 98 mil vagas) e a disparada do dólar, foi deflagrada nova onda de emigração para a terra do Tio Sam. Foi o que constatou a reportagem do EM na região de Valadares.

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“Muita gente tinha voltado. Agora, estão indo novamente para lá”, atesta Paulo Costa, presidente da Associação dos Parentes e Amigos dos Emigrantes.

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O caso de Geisiany Euriques, de 29 anos, é exemplar. “Retornei a Valadares em 2011. Desde então, não consegui emprego com carteira. Nos Estados Unidos, como babá e na limpeza, tirava R$ 3 mil. Vou tentar o visto para voltar.”

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Sonho americano: o retorno
Moradores de Governador Valadares, no Vale do Rio Doce, que já viveram nos Estados Unidos se organizam para voltar à terra do Tio Sam. Recessão no Brasil e alta do dólar são motivações

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Governador Valadares – Waltency Vieira, de 54 anos, morou cinco anos nos Estados Unidos, onde ganhou a vida na faxina e em salões de beleza. “Houve época que tirei US$ 300 (R$ 900) por dia. No Brasil, como cabeleireiro, faço menos de R$ 100 (US$ 33,3)”, comparou o morador de Governador Valadares, cidade do Vale do Rio Doce conhecida por exportar uma multidão para a terra do Tio Sam desde a década de 1960, quando engenheiros norte-americanos que chegaram à região para a ampliação da estrada de ferro Vitória–Minas despertaram na população o desejo pelo glamour de um país com a economia sólida (leia box).

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Muitos desses migrantes voltaram à terra natal, a partir de 2008, em razão da crise econômica mundial, que enxugou empregos e renda nos Estados Unidos. O Brasil foi um dos últimos países a sentir os efeitos da recessão, porém, nos últimos meses, o Palácio do Planalto não consegue controlar a disparada dos preços de mercadorias e serviços. Tampouco reduzir taxas de juros e frear a cotação de moedas internacionais, como o dólar.
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Para se ter ideia, a moeda americana disparou 53,8% em relação ao real em 12 meses, de R$ 2,21, em 22 de maio de 2014, para R$ 3,04, na mesma data de 2015. Já o Índice de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), divulgado semana passada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e que, na prática, é uma prévia da inflação oficial, subiu 8,24% no acumulado de 12 meses – acima do centro da meta (4,5%) estipulado pelo governo para todo o ano de 2015.
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O avanço do dólar e o aumento do custo de vida no Brasil despertaram o desejo de muitos valadarenses em novamente migrar para o país de Barack Obama. Waltency, o cabeleireiro, é um deles. Desta vez, ele quer levar a mulher e os três filhos: “Se Deus quiser, iremos todos”. O que ele e os conterrâneos desejam é fugir de indicadores fomentados pelo aumento da inflação, como o desemprego. A taxa de desocupados no Brasil foi de 4,9%, em abril de 2014, para 6,4%, em igual mês deste exercício.
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Em sentido oposto, o rendimento médio do brasileiro recuou 2,9% no mesmo intervalo, de R$ 2.208,08 para R$ 2.138,50, o que ajudou na redução do consumo no país. No salão de Waltency, por exemplo, o serviço despencou pela metade. “Diariamente, há mais ou menos um ano, eu atendia de 16 a 20 pessoas. Hoje, em média, apenas oito. Havia três colaboradores no salão. Em razão da queda na demanda, agora trabalho sozinho.”
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O lamento do cabeleireiro ajuda a entender o porquê do retorno da migração de Valadares para a América. “Muita gente que foi para os Estados Unidos retornou à região (com a crise de 2008). Agora, com a alta do dólar, vários estão indo novamente para lá”, conta Paulo Costa, presidente da Associação dos Parentes e Amigos dos Emigrantes (Aspaemig). Ele acrescenta: “A alta do dólar é ruim para o Brasil, mas para Governador Valadares é boa”.

Waltency Vieira chegou a tirar US$ 300 por dia com o trabalho no hemisfério norte e quer repetir o feito
Waltency Vieira chegou a tirar US$ 300 por dia com o trabalho no hemisfério norte e quer repetir o feito

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DINHEIRO DE FORA 
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Quem mora na maior cidade do Vale do Rio Doce entende bem a ênfase do presidente da entidade. Afinal, a remessa de dólar é uma das principais engrenagens da economia do município. Edna Maria dos Santos, de 43, e o marido, Antônio Dias, de 36, que o digam. Eles conseguiram montar uma loja especializada em moda americana com o recurso enviado por uma irmã.
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“Somos 10 filhos vivos, dos quais cinco moram na América. Uma irmã investiu uma grana na montagem da loja. Eu e meu marido entramos na sociedade com a mão de obra”, conta Edna dos Santos. O nome do estabelecimento faz uma criativa alusão à relação entre Valadares e os Estados Unidos: USA & Use.
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A loja do casal fica no Bairro Santa Rita, na entrada de Valadares, onde também mora Geisiany Euriques, de 29. Ela passou sete anos na terra do Tio Sam, onde limpou casas e cuidou de crianças. “Meus pais também foram e juntamos um bom dinheiro.” A família hoje tem quatro imóveis. Geisiany é uma das moradoras que planejam voltar à América: “Retornei a Valadares em 2011. Desde então, não consegui emprego com carteira assinada. Nos Estados Unidos, como babá e na limpeza, tirava R$ 3 mil. No Brasil, coloquei currículo em tudo quanto é canto e nada. Vou tentar o visto este ano”.
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O mesmo fará a auxiliar administrativa Fernanda Miliano Ribeiro, de 24, e o marido, Leandro Ribeiro Neto, de 29. Ele morou em Boston de 2004 a 2009, quando voltou ao Vale do Rio Doce e construiu quatro casas com o dinheiro que juntou como lavador de carro e de vasilhas. Também foi pintor. Desde o retorno, porém, não conseguiu emprego com boa remuneração. Daí a decisão dele em aproveitar a alta do dólar e convencer a esposa a se mudar para a América.
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O casal vai tentar o visto nos próximos meses e, se tudo der certo, parte tão logo ela finalize a faculdade de administração, no segundo semestre. “O salário meu e o do meu marido somam R$ 2 mil mensais. Devemos conseguir nos EUA em torno de R$ 9 mil por mês. Temos familiares lá há quase uma década”, conta Fernanda, acrescentando que o dinheiro que eles conseguirem deve ser investido em imóveis na terra natal.

Edna dos Santos e Antônio Dias abriram a USA & Use com o recurso que veio de fora: motivação familiar
Edna dos Santos e Antônio Dias abriram a USA & Use com o recurso que veio de fora: motivação familiar

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De Tijolo Em Tijolo 
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Aliás, as remessas de dólares sustentam a construção civil na cidade. José Elias da Costa, um mestre de obras de 55 anos, construiu cinco casas geminadas em Valadares neste ano dessa forma. “São de pessoas que moram nos Estados Unidos e levantam residências para alugar. Quero fazer o mesmo”, deseja Elias, que morou na terra do Tio Sam por três anos. “Planejo voltar, porque o dólar está em alta. Vou tentar o visto nos próximos dias.”
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A remessa da moeda americana é tão importante para a economia da cidade que há tempos resultou na criação de uma palavra curiosa, pronunciada no plural: valadólares. Ela traduz a realidade dos valadarenses que enviam ou recebem o dinheiro suado ganho nos EUA.
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A ORIGEM DA FAMA

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Um grupo de norte-americanos chegou a Valadares, na década de 1940, para a expansão da estrada de ferro Vitória-Minas. Foi uma época de grande desenvolvimento na região e moradores associaram os bons resultados da economia local à presença dos estrangeiros. A ida de valadarenses à terra do Tio Sam começou duas décadas depois. Os primeiros que foram, retornavam com boa quantia de dólares ou ficavam por lá e enviavam grandes cifras aos familiares. Na década de 1980, enquanto jovens de cidades pequenas migravam para as capitais brasileiras, os de Valadares rumavam para os Estados Unidos. Nascia, assim, os valadólares.

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FONTE: Estado de Minas.


Entenda como foi o acidente com o jato em que estava Eduardo Campos

VEJA AQUI A COBERTURA COMPLETA!

A aeronave que transportava Eduardo Campos e sua equipe, da Cessna Aircraft, havia sido arrendada do fabricante pela AF Andrade Empreendimentos e Participações Ltda, empresa do grupo Andrade, de Ribeirão Preto.

O grupo possui usinas de açúcar e álcool no interior de Minas Gerais e de Goiás. O nome AF Andrade é derivado das iniciais dos irmãos Alexandre e Fabrício Andrade. Procurado, Alexandre não foi encontrado no escritório de Ribeirão Preto. O grupo não se manifestou.

Entenda como foi o acidente com o jato em que estava Eduardo Campos

 

O jato, um Citation Excel C-560-XL, costumava ficar estacionado em Ribeirão Preto quando não estava em operação. O avião é um dos mais modernos jatos executivos e com capacidade para levar até 12 pessoas. Segundo os registros da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a aeronave estava com toda a documentação em dia e “situação de aeronavegabilidade normal”.

A primeira prestação de contas parcial do presidenciável Eduardo Campos e de seu partido, o PSB, não registra doações ou pagamentos para o Grupo Andrade. Se a aeronave tivesse sido cedida à campanha, seria necessário registrar uma doação em valor próximo ao do aluguel do avião.

O Grupo Andrade passa por dificuldades financeiras e recentemente fez um pedido de recuperação judicial. O jato foi listado no site da empresa Asa Consulting entre as aeronaves à venda. No anúncio, sem data de publicação, consta a informação de que o avião tinha 435 horas de voo, autonomia para 3.441 quilômetros, velocidade máxima de 817 quilômetros por hora e capacidade para nove passageiros e dois tripulantes.

 

Piloto do avião de Campos morava em Santa Luzia

Ele estava à espera da chegada do segundo filho

 

Piloto do avião de Campos morava em Santa Luzia e esperava chegada do segundo filho
Geraldo Magela Barbosa da Cunha era natural de Gov. Valadares e morava atualmente em Santa Luzia

O piloto Geraldo Magela Barbosa da Cunha (44), morto no acidente aéreo em Santos (SP) que vitimou o candidato do PSB à Presidência da República, Eduardo Campos, tinha 20 anos de experiência na profissão. Segundo a família, ele trabalhou na TAM antes de assumir o cargo de piloto do candidato. Feliz com a nova conquista profissional, Geraldo também estava na expectativa do nascimento do segundo filho, que nascerá em outubro. A TAM informou, por meio da assessoria, que ele foi funcionário da empresa no ano de 2006 contratado como copiloto de Airbus 319.

Segundo parentes, a mulher, Joseline, esta em New Jersey (EUA), na casa do cunhado. Ela viajou para fazer o enxoval da criança, a primeira menina do casal, que nasce em outubro e se chamará Ana. Segundo Rui Barbosa, irmão do piloto, a mulher está em estado de choque. O casal mora em Santa Luzia, zona urbana de Belo Horizonte. Rui conversou com o irmão na noite anterior ao acidente pelo Skype.

“Ele estava muito feliz com o trabalho e disse que pela manhã faria uma viagem com o candidato. Ele estava trabalhando, fazendo o que gosta”, afirmou, muito abalado. “Nós juntamos os amigos em um restaurante aqui e conversamos pelo Skype.” Segundo Rui, o irmão fez o curso de piloto nos Estados Unidos. “É o único da família que seguiu essa profissão.”

A mãe do piloto, Odete Ferreira da Cunha (73), que mora em Governador Valadares (MG), no Vale do Rio Doce, contou que soube da notícia da morte do filho pela televisão. “Eu estava no médico quando vi a notícia.” Resignada, ela contou que sua fé está ajudando a superar a perda do caçula. “Não cai uma folha de uma árvore sem que seja vontade de Deus. O Senhor está me confortando. É nosso refúgio e nossa fortaleza.”

Sete pessoas morreram no acidente, além de Campos, o piloto, o copiloto e assessores da campanha. Segundo Odete, o filho dizia que o copiloto Marcos Martins “era uma pessoa muito legal.”

Pilotos possuíam mais de 1.500 horas de voo Esconder

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) informou nesta quarta-feira que os pilotos envolvidos no acidente de hoje, Marcos Martins e Geraldo da Cunha, possuíam, ambos, mais de 1.500 horas de voo registradas na agência. Ambos estavam com as licenças e habilitações válidas e eram registrados como pilotos de Linha Aérea, categoria que determina o número mínimo de horas de voo.

De acordo com a agência reguladora, não há registro de outros incidentes envolvendo os dois pilotos. Martins, de 42 anos, era o comandante responsável pelo voo que partiu às 9h21 de hoje do Aeroporto Santos Dumont, no Rio. Já Cunha, de 44 anos, atuava como piloto no aeronave Cessna 560XL, fabricada em 2010 e registrada como propriedade da empresa Cessna Finance Export Corporation, uma empresa de agenciamento e financiamento de aeronaves.

O avião era operado pela empresa AF Andrade Empreendimentos e Participações, holding que atua na área de usinas de açúcar e etanol. O grupo tinha contrato de “arrendamento operacional” da aeronave, conhecido como leasing.

 

Queda de avião de Eduardo Campos

Candidato à Presidência voava do Rio a Santos; sete pessoas morreram no desastre aéreo

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Queda

FONTE: Hoje Em Dia e G1.


O Jornal da Alterosa abre a edição desta sexta-feira com um belíssimo exemplo de vitalidade!
Uma idosa de 97 anos, moradora de Governador Valadares, vai se formar em Direito junto com a filha e a neta!
Prova de que idade não é barreira pra nada!

VEJA AQUI OUTRO EXEMPLO!

FONTE: Alterosa.


 

Obras começam a tomar forma
Em alguns trechos da rodovia é possível ver terraplenagem da nova pista e túneis que vão substituir curvas acentuadas

381

As obras de duplicação da BR-381, entre Belo Horizonte e Governador Valadares, iniciadas em maio, começam a ganhar forma e alimentam a esperança dos moradores das cidades próximas à rodovia. Em pouco mais de um mês dois túneis foram iniciados, próximo a Antônio Dias, no Vale do Aço, e em vários trechos entre Caeté e o trevo de Barão de Cocais máquinas e caminhões trabalham escavando terrenos e recolhendo a terra. 
381-2
Obras em Antônio Dias

Ao observar as obras próximas ao trevo que dá acesso a Barão de Cocais, Geraldo Batista de Nascimento, de 41 anos, acredita em dias melhores. Ele já perdeu uma sobrinha e um tio em acidente na estrada, que é conhecida como Rodovia da Morte. Agora, com as obras da duplicação, espera que a rodovia traga lucro. Geraldo deixou um pequeno comércio com familiares e foi contratado como caminhoneiro por uma empreiteira da obra para recolher a lenha derrubada para duplicação. 

“Terminei de construir uma pousada, onde cabem 60 pessoas, com 23 dormitórios. Estou tentando alugar para alguma empreiteira. Espero conseguir R$ 50 mil por mês”, calcula Geraldo. Já Raimundo Liberato Rodrigues, de 68, abandonou um bar que tinha em São Gonçalo do Rio Abaixo e arrendou um bar no trevo de Barão de Cocais. “Tenho duas funcionárias e estou fazendo marmitex”, detalha Raimundo. Por enquanto o movimento é pequeno e são apenas 10 por dia, mas Raimundo calcula que pode fornecer até 50, com arroz, feijão, salada, batata frita e um tipo de carne, por R$ 8. 

A obra que mais chama a atenção de quem percorre a 381 entre Belo Horizonte e Governador Valadares é a construção de dois túneis. Um deles terá 409 metros de extensão e o outro, 432 metros. A previsão é de que sejam concluídos em um ano e meio e o valor total do contrato é de R$ 56,95 milhões. A duplicação dos oito lotes da rodovia já licitados envolverá 1.220 máquinas e equipamentos, 29.120 toneladas de aço e 48,2 quilômetros de metros quadrados em terraplenagem. Em relação à mão de obra estimada pelas empresas, está prevista a contratação de 5.729 trabalhadores e cerca de 14 milhões de refeições.

Eleitoral A obra da 381 está no centro do debate político em Minas Gerais. Se, por um lado, a presidente Dilma Rousseff (PT) poderá usar as obras na campanha, mostrando que atendeu a uma demanda histórica dos mineiros, por outro, a oposição, liderada pelo PSDB, aponta falhas. A principal delas é a ausência de um projeto para duplicação integral da 381, pois um trecho de 72,8 quilômetros entre Belo Oriente e Governador Valadares ficou de fora. 

Para esse percurso estão previstas melhorias, como a construção de uma terceira pista e recuperação de trechos danificados. Quando esteve em Governador Valadares, em janeiro, a presidente Dilma admitiu que o trecho precisa ser duplicado para atender ao tráfego crescente da região. Ela prometeu a inclusão de aditivos para que o trecho também seja duplicado. Porém, a licitação foi feita sem as modificações, o que rendeu pesadas críticas do PSDB. 

A duplicação é uma reivindicação histórica dos mineiros, mas nas últimas três décadas o trecho entre Belo Horizonte e Governador Valadares não teve melhorias efetivas. A obra estava prevista no Plano de Aceleração do Crescimento (PAC), que é uma das principais bandeiras da presidente Dilma, que quando ministra da Casa Civil do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT), foi a principal responsável pela criação e gestão do PAC. 

O início da obra estava previsto para 2012, porém uma série de atrasos com projetos e licenças ambientais impediu o início no prazo previsto. O último adiamento foi no final do ano passado, quando o Conselho de Política Ambiental (Copam), órgão do governo estadual, barrou o início das obras, pois o projeto não previa compensação das áreas ambientais devastadas.
ACIDENTES SÃO UMA CONSTANTE NA RODOVIA!
FONTE: Estado de Minas.

Trem de passageiros que circula entre MG e ES terá nova frota em 2014

Novas composições devem ser totalmente substituídas até o 2º semestre.
Vagões foram importados da Romênia.

Os trens de passageiros que circulam diariamente entre Minas Gerais e o Espírito Santo vão ganhar novos vagões em 2014. Segundo a Vale – administradora da linha –, os carros começam a ser substituídos no primeiro trimestre, e até o segundo semestre de 2014, as duas composições já devem ter sido trocadas.

Novos vagões do trem de passageiros da Vale foram importados da Romênia (Foto: Divulgação Astra/ Vale)Novos vagões do trem de passageiros da Vale foram importados da Romênia

Ainda de acordo com empresa, os vagões são fabricados na Romênia. São 56 unidades, sendo 10 executivos, 30 econômicos, vagões-restaurante, lanchonete, gerador e cadeirante – para pessoas com necessidades especiais. O investimento foi de 80,2 milhões de dólares.

VEJA AQUI A REPORTAGEM DE JULHO/2014!

Os novos vagões serão climatizados nas classes executiva e econômica e vão contar com tomadas individuais nos assentos. Os banheiros também serão modernizados e o restaurante ampliado.

Composições devem ser totalmente substituídas até o segundo sementre de 2014 (Foto: Divulgação Astra/ Vale)
Composições devem ser totalmente substituídas até o segundo sementre de 2014

Duas composições circulam diariamente na Ferrovia Vitória Minas. Uma delas segue de Belo Horizonte a Cariacica, na Grande Vitória, e a outra faz o sentido contrário. São 30 pontos de embarque e desembarque em 664 quilômetros do percurso do único trem de passageiros interestadual do Brasil.

FONTE: G1.



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