Antequam noveris, a laudando et vituperando abstine. Tutum silentium praemium.

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Boris Feldman

1.0

O Brasil viveu na década de 90 a febre do carro com motor de um litro de cilindrada (1.000 cm3), chamado à época de “popular”. Como o governo reduziu impostos para estimular a venda de carros baratos, todas as fábricas aderiram ao “popular”. Até aberrações foram verificadas, com a concessão da isenção para veículos de maior cilindrada (Kombi). E outras, como o motor 1.0 turbo que desenvolvia 120 cv enquadrado como “popular”.

Mas o brasileiro foi percebendo não valer a pena pagar um pouco menos pelo carro 1.0 em troca de perder desempenho sem a correspondente redução de consumo. Curiosamente e, até pelo contrário, motores com cilindradas superior (1.4,1.5) tem desempenho melhor e consomem menos.

Porque o motor 1.0 exigia o motorista com o pé no fundo do acelerador quase o tempo todo. Depois de um “boom” de vendas, que chegaram a 60% de todos carros comercializados no mercado, elas foram caindo e se estabilizaram na faixa de 40%.

Também curiosamente, houve uma reversão desta tendência devido a inovações tecnológicas aplicadas ao motor 1.0. Em primeiro lugar, vários dos antigos motores um litro de quatro cilindros estão sendo substituídos pelos de três cilindros. Se o motor 1.0 desenvolvia de 60 a 70 cv, chegam hoje aos 80 cv. Além do cilindro a menos, algumas montadoras aumentaram ainda mais o desempenho com a tecnologia da turbina. E da injeção direta.

Carros 1.0 da VW (up!) e da Hyundai (HB20) já ultrapassaram os 100 cv de potência com o turbo.

Outras marcas já anunciaram motores semelhantes, sempre privilegiando desempenho e reduzindo consumo e emissões. Está enganado e mal-informado quem pensa que o motor 1.0 ainda é responsável pelo carro se andar arrastando pelas estradas: ele hoje tem performance melhor que alguns de maior cilindrada. Principalmente no caso de alguns antigos 1.4 e 1.5 que equipam alguns modelos mais ultrapassados ainda fabricados no país.

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FONTE: Hoje Em Dia.


 

Formalidades podem ser dispensadas se testamento particular expressa vontade do testador

É possível flexibilizar formalidades previstas em lei para a elaboração de testamento particular na hipótese em que o documento foi assinado pelo testador e por três testemunhas idôneas. Esse foi o entendimento da Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que na última quinta-feira (6) rejeitou a argumentação de dois filhos de um homem cujo testamento foi feito quando estava internado em Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

Os filhos, que não receberam bens da parte disponível do patrimônio do falecido, sustentaram que as condições físicas e mentais do pai eram “fragilíssimas”. Lançaram dúvida sobre os possíveis efeitos das medicações ministradas ao testador enquanto internado. Contestaram, também, o fato de se tratar de testamento particular digitado e lido por advogada, e não redigido de próprio punho ou por processo mecânico, como prevê o artigo 1.876 do Código Civil de 2002.

No entanto, a Terceira Turma decidiu que não é possível invalidar o testamento, cujas seis laudas tinham a rubrica do testador. Conforme destacou o relator, ministro João Otávio de Noronha, ao se examinar o ato de disposição de última vontade, “deve-se sempre privilegiar a busca pela real intenção do testador a respeito de seus bens, feita de forma livre, consciente e espontânea, atestada sua capacidade mental para o ato”.

Por isso, as formalidades exigidas pela lei podem ser flexibilizadas se o documento foi assinado pelo testador e por três testemunhas idôneas (no caso, foram três advogados). O ministro ainda esclareceu que alterar o entendimento do tribunal estadual quanto à condição do testador somente seria possível com o reexame de provas, o que não é viável em recurso especial (Súmula 7/STJ).

No caso, o acórdão da segunda instância concluiu que não seria razoável exigir que o testador, internado em leito de UTI, redigisse e lesse as seis laudas do testamento para três testemunhas, quando essa tarefa poderia ser – como de fato foi – realizada por pessoa de sua confiança.

FONTE: STJ.

 

Lâmpadas mais usadas no país deixam de ser produzidas em julho

Lâmpadas de 60 Watts não poderão ser importadas; vendas vão até 2015. 

Decoradora dá dicas para ‘aquecer’ ambientes com fluorescentes e leds.

 

Lâmpada está acesa há 110 anos nos Estados Unidos. (Foto: BBC)Lâmpada incandescente

As lâmpadas mais usadas pelos brasileiros vão começar a desaparecer das prateleiras a partir de 1º de julho. Por causa da Portaria Interministerial 1007, que fixou índices mínimos de eficiência luminosa, as lâmpadas incandescentes de 60 Watts deixarão de ser produzidas e importadas.

As que atendem às características poderão ser vendidas até junho de 2015, e a substituição por outros modelos será gradativa até 2016. As lâmpadas que não atingirem a eficiência mínima até 2016 serão banidas do mercado, de acordo com cronograma estabelecido pela Portaria 1007, dos Ministérios de Minas e Energia (MME), da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e do Desenvolvimento Indústria e Comércio Exterior (MDIC), publicada em 31 de dezembro de 2010. Nela, estão definidos os níveis mínimos de eficiência por tipo de lâmpada, que levam em conta o fluxo luminoso e a potência elétrica consumida.

A fiscalização sobre essa eficiência está a cargo do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), que publica periodicamente o resultado de testes em seu site.

Ao longo de um ano, os valores economizados com apenas uma lâmpada substituída pode chegar a R$ 25″
Georges Blum

Os modelos de lâmpadas incandescentes de 200W, 150W, 100W e 75W já deixaram de ser comercializadas, e as últimas a saírem das prateleiras serão as de 40W e 25W, em junho de 2016, segundo a Associação Brasileira da Indústria da Iluminação (Abilumi).

“É o final de um ciclo. A lâmpada incandescente foi inventada há cem anos e foi útil até agora, mas com as necessidades modernas, chegou ao fim. Com mais de um século de idade, ela não mudou muito desde que foi criada por Thomas Edison. Ela cumpriu seu papel dignamente”, analisa o presidente da Abilumi, Georges Blum.

“Com as substituições, haverá enormes ganhos para os consumidores que pagarão menos na conta de luz”, afirma Isac Roizenblatt, diretor-técnico da Associação Brasileira da Indústria de Iluminação (Abilux).

Opções mais econômicas
As lâmpadas incandescentes de 60 Watts podem ser trocadas por lâmpadas fluorescentes compactas, incandescentes halógenas ou lâmpadas a led. Segundo a Abilumi, ao longo de um ano, se somados os valores economizados apenas com uma lâmpada substituída, a economia pode chegar a R$ 25.

Em 2013, foram consumidas 250 milhões de lâmpadas incandescentes (Foto: Reprodução / Abilux)Consumo de incandescentes em 2013

“Outra alternativa é substituir o soquete de rosca e instalar conjuntos (luminárias e fontes de luz) mais eficientes como, por exemplo, luminárias com lâmpadas fluorescentes tubulares ou compactas e luminárias com leds”, completa Roizenblatt.

Ainda de acordo com ele, o meio ambiente ganhará com a menor produção de calor, de gás carbônico e, portanto, de efeito estufa. “O país ganhará economizando recursos para gerar e transmitir energia. Há previsões de que no mundo, por volta de 2020, cerca de 70% do faturamento em iluminação será de produtos com led”, afirma o diretor-técnico da Abilux.

Preço alto
No entanto, para Georges Blum, a lâmpada a led ainda não oferece preços atrativos para a maioria dos consumidores. O consumo deste tipo de lâmpada foi de 17 milhões em 2013, contra 250 milhões de incandescentes e 200 milhões de fluorescentes compactas.

Lâmpadas de LED podem reduzir em até 80% no consumo de energia (Foto: Rede Globo)Lâmpada a led

“O preço da lâmpada de led está caindo muito. A cada ano, cai 50%. Hoje, o mercado tem mais ou menos 15% de led e 30% de fluorescente. Estima-se um crescimento de 60, 70% da compacta e led vai crescendo conforme o preço cair. Só que ela [led] vai durar quatro vezes mais do que a compacta, mais ou menos 25 anos, e a compacta, 6 [anos]”, explica Georges Blum, da Abilumi.

“O grande problema é que, no Brasil, a lâmpada de led assusta. Nem todos fazem essa conta [que ela dura até 25 anos, enquanto a compacta dura 6 anos]. Apesar da diferença de preço: a led custa cerca de R$ 40 e a fluorescente, R$ 10, há menos manutenção”, completa Blum.

Luminárias com vidros mais leitosos dão calor à lentes fluorescentes e de led, indicou decoradora. (Foto: Renata Soares / Arteiras Comunicação / Divulgação)Luminárias com vidros mais leitosos dão calor
Luz e decoração

Mais claras que a incandescente, que possui efeito mais amarelado, as lâmpadas fluorescentes compactas e a led podem provocar uma sensação “fria” no ambiente. No entanto, segundo a decoradora carioca Luciana Menezes, que atua no mercado há 10 anos, é possível deixar os espaços quentes mesmo com essas lâmpadas.

“O segredo é o modelo da luminária que será usada no ambiente. A melhor forma para este ambiente não ficar frio é encobrir a luz branca e forte com um abajur ou lustre de vitral e leitoso para criar um clima mais aconchegante e agradável. Outra ideia é restaurar e a customizar luminárias antigas para atender a uma demanda do consumidor contemporâneo”, explica Luciana, que recomenda a lâmpada a led. “Além de ser mais econômica, também é mais consciente”, conclui a decoradora.

 

FONTE: G1.


Pesquisas comprovam que azeite reduz a pressão e

evita que a poluição do ar entupa os vasos sanguíneos

 

Duas recentes pesquisas comprovam os benefícios do produto para

o sistema  cardiovascular

Um estudo divulgado na Conferência Internacional de 2014 da Sociedade Torácica Americana mostrou que pessoas que consomem azeite e são expostas à poluição têm a saúde cardiovascular menos afetada do que as que não tomaram o suplemento (Pedro Motta/Esp. EM)

Se a sua justificativa para usar o azeite de oliva nas saladas é que o alimento faz bem, você         acaba de ganhar um argumento capaz de embasar a escolha gastronômica: o bem-estar do   coração.Duas recentes pesquisas comprovam os benefícios do produto para o sistema cardiovascular.

Um estudo divulgado na Conferência Internacional de 2014 da Sociedade Torácica Americana mostrou que pessoas que consomem azeite e são expostas à poluição têm a saúde cardiovascular menos afetada do que as que não tomaram o suplemento

Em uma, estudiosos do Reino Unido comprovaram que, combinado com legumes, o óleo da azeitona gera ácidos graxos que ajudam a estabilizar a pressão sanguínea. E cientistas americanos descobriram que o tempero recorrente na gastronomia mediterrânea evita o entupimento de vasos sanguíneos provocado pela exposição à poluição.

Um estudo divulgado na Conferência Internacional de 2014 da Sociedade Torácica Americana mostrou que pessoas que consomem azeite e são expostas à poluição têm a saúde cardiovascular menos afetada do que as que não tomaram o suplemento. Partículas expiradas em um ambiente poluído podem entupir vasos sanguíneos. A situação gera uma disfunção endotelial, explica Haiyan Tong , membro da Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos.

“Nessa condição, o endotélio, que é o revestimento interno dos vasos, não funciona normalmente. Isso gera um fator de risco para eventos cardiovasculares clínicos e para progressão da aterosclerose.” Tong é um dos autores do estudo divulgado na Conferência Internacional                  de 2014          da Sociedade Torácica Americana.

O experimento foi feito com 42 adultos saudáveis, sendo que, durante quatro semanas, parte         deles ingeriu azeite de oliva e outra, óleo de peixe. Os dois produtos são conhecidos por facilitar      o fluxo de sangue nos vasos sanguíneos. Finalizada a dieta, os voluntários                  entraram em uma     cabine em que respiraram ar poluído. Ao analisar a função endotelial dos participantes, os pesquisadores notaram que somente os que consumiram o óleo da azeitona apresentaram marcadores sanguíneos regulares. “Nosso estudo sugere que o uso de suplementos de azeite      pode proteger contra os efeitos vasculares adversos da exposição a partículas de poluição do       ar”, detalha.

Togn acredita que a descoberta possa auxiliar em tratamentos mais específicos. “Se esses resultados forem replicados em outras pesquisas, o uso desses suplementos pode oferecer um     meio seguro, de baixo custo e eficaz de evitar algumas das consequências para a saúde em decorrência da exposição à poluição do ar”, destaca. Valéria Abraão, nutróloga da Sociedade Brasileira de Nutrição Enteral e Parenteral (SBNPE), ressalta que os efeitos antioxidantes do        azeite já são conhecidos, o que pode ter motivado a pesquisa dos cientistas americanos. “Esse produto tem a molécula ômega e vitamina E, que bloqueia o envelhecimento, desitoxicando o      corpo de substâncias agressivas.”

Mecanismo molecular
Apesar da recomendação antiga para que as pessoas consumam azeite, os cientistas ainda não desvendaram por inteiro a engrenagem por trás dos benefícios proporcionados por ele. “Agora, sabemos de um mecanismo molecular que ajuda a explicar por que essa dieta reduz a pressão arterial”, destaca Phil Eaton, professor de bioquímica cardiovascular da Universidade King’s        College London e um dos autores do estudo publicado na revista americana Proceedings of the National Academy of Sciences (Pnas).

Apesar da recomendação antiga para que as pessoas consumam azeite, os cientistas ainda não desvendaram por inteiro a engrenagem por trás dos benefícios proporcionados por ele ( Zuleika de Souza/CB/D.A Press)

Os cientistas desconfiavam de que a união da gordura presente no azeite com nitritos e nitratos encontrados em vegetais resultava em um ácido graxo responsável por abaixar a pressão arterial. Testaram a substância em camundongos modificados geneticamente para ter hipertensão e observaram que, após a ação do ácido graxo, a enzima hidrolas foi bloqueada e, em consequência, houve queda na pressão das cobaias. “Humanos também têm essa enzima. Achamos que o mesmo acontece conosco”, destaca Eaton. O professor acredita que a descoberta poderá auxiliar na prevenção de doenças relacionadas à pressão alta, como o acidente vascular cerebral e os ataques cardíacos.

Para Yara Aguiar, cardiologista do Hospital do Coração do Brasil, a pesquisa é interessante por explorar suspeitas que rondam a dieta mediterrânea, mas o trabalho necessita de mais estudos, pondera. “Na dieta mediterrânea, temos também o pouco uso do sal e a ingestão de alimentos saudáveis além do azeite. Acredito que o trabalho mostra uma suspeita que já tínhamos, mas que deve ser estudada a fundo, pois, com ratos, ainda não podemos transportar os resultados a humanos com total certeza.”

A médica também acredita que, caso confirmada essa suspeita de benefícios do azeite em humanos, a novidade pode auxiliar na prevenção de um problema cardíaco muito comum. “A hipertensão atinge até 30% da        população, mas poucos sabem que têm essa complicação, e somente 15% dos pacientes a controlam. Quanto mais tivermos medidas que agreguem valor ao tratamento, mais positivo será o controle dessa parcela da população”, completa.

 

Problema crônico
Caracterizada pela formação de placas de substâncias gordurosas nos vasos sanguíneos, a aterosclerose é uma doença inflamatória crônica, que aumenta progressivamente e pode levar à obstrução total das artérias. Geralmente é fatal quando acomete as ligadas ao coração e ao cérebro. Dor no peito (tipo facadas), profundas dores de cabeça e dores nos braços e pernas são indícios da existência do problema. Entre os principais fatores de risco, estão a hipertensão, o sedentarismo, o diabetes, a hiperlipidemia (também chamada de colesterol alto), o tabagismo e o alcoolismo. A retirada das placas de gordura nos vasos sanguíneos pode ser feita por cirurgia    (angioplastia a laser ou cateterismo) e/ou pela ingestão de medicamentos.

FONTE: Estado de Minas.

Avanço de smartphones, tablets e games leva escolas a repensar ensino
Desafio é frear abusos, que isolam alunos e pioram o rendimento, sem deixar de aproveitar benefícios da tecnologia

 

 

Alunos do colégio Santa Dorotéia foram desafiados pela escola a passar 70 horas sem acesso à web: muitos conseguiram (Beto Novaes/EM/DA Press)
Alunos do colégio Santa Dorotéia foram desafiados pela escola a passar 70 horas sem acesso à web: muitos conseguiram



Inevitáveis telas de diversos tipos e tamanhos invadiram de vez ambientes antes sagrados, como o almoço em família, a mesa dos restaurantes, a antessala de consultórios terapêuticos e até mesmo o pátio das escolas. Embora a maioria das instituições de ensino proíba ligar os aparelhos em sala de aula, na prática há alunos que driblam as regras, o que tem obrigado colégios a repensar a própria maneira de ensinar. O impacto de novas tecnologias sobre a educação é o tema da segunda reportagem de série do Estado de Minas sobre o uso crescente de tablets, smartphones com acesso à internet e videogames por parte de jovens. Ontem, o EM mostrou como o uso exagerado desses dispositivos desconecta muitas crianças e adolescentes do convívio social e familiar, em alguns casos com consequências ruins para a saúde.

O uso de aparelhos com acesso a redes sociais está transformando a maneira como estudantes se relacionam com o ensino. Em um bate-papo descontraído no Colégio Santa Dorotéia, os estudantes revelam, entre outras coisas, que usam o celular para tirar foto da matéria escrita na lousa, em vez de copiar no caderno. Em véspera de provas, tiram dúvidas por meio do grupo criado na rede social WhatsApp e chegam a trocar entre si as respostas do dever de casa, como forma de economizar tempo. Um dos alunos mais brilhantes do Santa Dorotéia, Gabriel Brant, de 12 anos, contou ter gravado um vídeo dele próprio, em que dava as soluções das questões mais difíceis de um trabalho. 

“Era um trabalho valendo pontos para entregar na segunda-feira. Na sexta-feira, os colegas já começaram a enviar mensagens, desesperados. Para facilitar, gravei um áudio com a revisão da matéria e distribuí para todo mundo”, relata ele, que já virou a noite fazendo o dever de casa “comunitário”, na companhia dos colegas, interligados em rede pelo computador. Para adquirir conhecimento, Gabriel afirma que presta atenção nas aulas, faz todos os deveres de casa e estuda todos os dias – não apenas no período de provas. “Nossos alunos já nasceram cibernéticos. Não tem como eliminar os aparelhos, cabe à escola o papel de orientar sobre o uso. O áudio gravado pelo estudante é um exemplo do uso da internet para o bem”, afirma a psicóloga Luciana Castro, orientadora educacional da 8ª série do Santa Dorotéia, que reúne alunos de 12 e 13 anos, no auge da adolescência. 

 (Beto Novaes/EM/D.A Press)

Limites Para tentar controlar o impacto da vida virtual na escola e na família e evitar exageros, Luciana Castro e outros professores conceberam o projeto “70 horas sem web”, que recebeu a adesão espontânea de cerca de 40% dos alunos. “Se não cuidamos, perdemos a convivência com nossos filhos que, mergulhados na web, se esquivam do contato real e das relações”, dizia a carta distribuída para as famílias, convocando a desligar os computadores em maio, na véspera do Dia das Mães. No texto, escrito pelo professor de filosofia Jean Sidcley Álvares Teixeira, os pais foram convidados a voltar a encantar os filhos com o mundo real. 

Além de desafiar os estudantes a boicotar temporariamente os aparelhos, o colégio promoveu debates com os pais. Ofereceu também uma palestra com um perito criminal, que analisou com a turma as implicações de postar vídeos e fotos na internet. “As queixas são frequentes. Recebo mães descabeladas com os filhos de 12, 13 anos, que apresentam queda acentuada de rendimento. Os meninos viram a noite jogando e chegam sonolentos no dia seguinte. Dormem em sala de aula”, diz a coordenadora. 

A farmacêutica Ana Maria Brant, mãe de Gabriel e de outros dois jovens de 15 e 17 anos, comemorou a iniciativa da escola. “Almoço todos os dias com meus filhos e exijo que os celulares estejam desligados na mesa. Na hora de dormir, por volta de 22h, dou o aviso de que vou desconectar a banda larga da internet. A negociação em relação aos joguinhos é cansativa e diária. Mas não podemos desistir, pelo bem deles”, afirma a mãe, zelosa. 

Em outros colégios de Belo Horizonte, como o Santo Antônio e o Izabela Hendrix, palestras e debates sobre os efeitos das tecnologias são incorporados no cotidiano das disciplinas. Este ano, o cyberbullying está em discussão na 6ª série do Santo Antônio, que estuda a história do bullying, a figura do agressor e as formas de prevenção da chacota na internet. No Izabela Hendrix, o professor Filipe Freitas, doutorando de Comunicação Social na UFMG, deu palestra sobre os riscos da violência desencadeada pelos jogos. Ele defende que em vez de combater os games, os pais se sentem ao lado dos filhos no computador, ajudando a escolher games mais educativos. “Há jogos com propostas interessantes, como o Kerbal Space Program, de um designer brasileiro, que ensina a simular programas espaciais, exigindo noções de astronomia e física dos usuários. São jogos interativos, que permitem criar comunidades de amigos”, diz. 

Dá para ficar 70 sem horas sem internet?

Veja como reagiram alguns alunos do Santa Dorotéia ao desafio de ficar longe da internet por quase três dias

Luta contra o “tédio”

Os irmãos Sofia e Álvaro, de 15 anos e 12 anos, completaram o desafio das 70 horas sem web, do Santa Dorotéia, com alguma facilidade. Por ser Dia das Mães, a família seguiu para a casa da avó no interior mineiro, onde não há conexão com a internet. “Lá só tem umas galinhas e é um tédio enorme”, descreve Álvaro, que costuma tirar gratuitamente dúvidas sobre informática dos vizinhos do prédio onde mora. Para a irmã dele, Sofia, a tarefa foi mais fácil. “Tenho muitas matérias para estudar e não tenho mais tanto tempo para ficar no computador. A partir do desafio, descobri que foi agradável conversar por um tempo maior com meu irmão”, diz. 

Por uma foto do ídolo


Maria Júlia Castro, de 13 anos, apenas a mais nova, não conseguiu passar dois dias e meio sem acessar a internet. Ela capitulou no último minuto, pois não resistiu em acessar as fotos postadas pelas colegas que tinham ido ao show do One Direction em BH. A banda é formada pelos atuais ídolos das garotas. Apesar de considerar um suplício, o colega Gabriel Brant, de 12 anos, chegou até o fim no desafio. “Para me ajudar, apaguei todos os aplicativos do celular. Mesmo desligado, andava de um lado para o outro com o aparelho na mão”, conta o garoto. “Foi bom ficar sem internet. Aproveitei para relaxar e dormi bastante”, completa.
Nossos alunos já nasceram cibernéticos. Não tem como eliminar os aparelhos, cabe à escola o papel de orientar sobre o uso – Luciana Castro, psicóloga e orientadora educacional da 8ª série do Santa Dorotéia
FONTE: Estado de Minas.

E não é que ele também fala?
Mercado recebe tablet intermediário, com capacidade para fazer ligações, que deve chegar ao Brasil em um mês. Conheça também um novo celular com supercâmera de 20.7 pixels

 

 

Opção bem mais barata em relação aos modelos tops, o Iconia Tab 7 atende bem às necessidades, apesar da configuração modesta

A Acer, uma das principais fabricantes de PCs do mundo, com sede em Taiwan, anunciou dois novos modelos de tablets com Android: o Iconia One 7 e o Iconia Tab 7 – ambos apresentam apenas características de modelos intermediários, ou seja, voltados para quem não quer gastar muito para ter a sua prancheta digital. Até aí, nada de mais. Ocorre, entretanto, que o Tab 7 oferece um recurso interessante que o diferencia dos seus concorrentes e que aos poucos vai sendo introduzido em equipamentos do gênero: ele pode fazer ligações.

Dessa forma, o Tab 7 consegue unir em um só aparelho as funções e recursos mais usados atualmente pelos adeptos de smartphones e de tablets. Entre as especificações do Iconia Tab 7 destacam-se seu sistema operacional Android 4.4, processador quad-core, slot para cartão microSD e sua tela de sete polegadas com resolução de 800 x 1.280 pixels. O misto de tablet e telefone conta ainda com internet 3G, câmeras frontal e traseira (cujos detalhes não foram repassados pela fabricante) e promete até seis horas de autonomia de bateria.

Já o modelo Iconia One 7 tem como diferencial o layout. Conta igualmente com tela de sete polegadas de 800 x 1.280 pixels, mas o processador é um dual-core de 1,6GHz, e o sistema operacional é um Android 4.2. Oferece ainda 1GB de memória RAM, slot micro SD, câmera traseira de 5MP e também promete autonomia de bateria de sete horas. De acordo com a Acer, trata-se de um aparelho mais econômico e que estará disponível nas cores preto, vermelho, branco, azul e rosa. 

Por enquanto, os dois modelos vão estar disponíveis primeiramente na Europa, no Oriente Médio e na África, ainda neste mês, mas até o fim de junho chegam aos outros países (previsão também para o Brasil). O Iconia Tab 7 é um pouco mais caro, tendo um preço estipulado de 149 euros (em torno de R$ 470). Já o Iconia One 7 deve ser vendido por cerca 140 euros (por volta de R$ 440).

Modelos concorrentes

Os tablets que permitem fazer e receber ligações são popularmente chamados de foblets. O mercado já conta com alguns modelos, embora poucos disponíveis no Brasil. Confira os principais já lançados:

» MediaPad 7 Vogue –  da Huawei, com tela de 7 polegadas
Preço sugerido: US$ 300 –  ainda não disponível no Brasil

» Galaxy Tab 3 – da Samsung, com tela de sete polegadas
Preço sugerido: R$ 600 – disponível no Brasil

» Galaxy Note 8.0 – da Samsung, com tela de oito polegadas
Preço sugerido: R$ 1 mil – disponível no Brasil

» FonePad 7 – da Asus, com tela de sete polegadas
Preço sugerido: 250 euros – não disponível no Brasil

» FonePad – da Asus, com tela de sete plegadas
Preço sugerido: R$ 699 – disponível no Brasil

» HP 10 Tablet – da HP, com tela de 10 polegadas 
Sem preço sugerido e disponível apenas no mercado indiano

» Freepad F704 – da Freecel, com tela de sete polegadas
Preço sugerido: R$ 500 – disponível no Brasil

A valorização da imagem

Quem também acaba de anunciar um equipamento híbrido é a Samsung: o Galaxy K Zoom, um aparelho que mistura as funções e design de um smartphone com câmera fotográfica. Equipado com sistema Android 4.4.2 (também conhecido por KitKat), o K Zoom é o sucessor do bem aceito pelos consumidores S4 Zoom e vem com uma supercâmera de 20,7 megapixels com flash xenon, zoom óptico de 10x e estabilização OIS. Muito provavelmente, o novo modelo vai apresentar capturas de imagens de excelente qualidade, sendo no mínimo suficiente para competir com dois modelos já existentes no mercado que primam por seus recursos fotográficos: o Xperia Z2 (da Sony) e o Lumia 1020 (da Nokia).


Nem é necessário dizer que o K Zoom é um smartphone totalmente voltado para fotografias e, por isso mesmo, promete fazer aproximações de imagens com qualidade superior à dos seus concorrentes. E isso poderá ocorrer graças ao seu zoom óptico de 10x. Além disso, seu sensor BSI CMOS de 20,7MP terá condições de criar fotos mais nítidas e com melhor resultado em ambientes de pouca luminosidade. E mais: o Flash Xenon é capaz de oferecer iluminação melhor do que o LED. Para completar, o híbrido da Samsung vem com vários recursos de software que conseguem equilibrar a luminosidade das imagens, como filtros, e a possibilidade de separação dos modos Foco e Exposição Automática (AF/AE). E para quem curte selfie (uma espécie de autorretrato que já tomou conta da internet e das redes sociais, o smartphone conta ainda com um recurso específico para fazer autofotografias cronometradas.

O Galaxy K Zoom grava vídeos em Full HD (1.080p) e com estabilização óptica de imagens OIS, o que deixa as imagens menos tremidas. Sua tela é de 4,8 polegadas HD (720p) e o processador é de seis núcleos, sendo um quad-core de 1,3GHz e outro dual-core de 1,7GHz. Vem com 2GB de RAM e 8GB de armazenamento, com suporte microSD de até 64GB e com bateria de 2.430 mAh. Oferece conectividade Wi-Fi, Bluetooth, NFC, 3G e 4G (compatível com o padrão brasileiro). A Samsung fez o anúncio, mas ainda não definiu a data em que o equipamento chega ao Brasil (disse apenas que será em breve), nem seu preço.

FONTE: Estado de Minas.


Câmbio automático x automatizado: iguais, mas muito diferentes

Ambos dispensam o motorista do estorvo de pisar na embreagem e trocar as marchas. Porém, o câmbio automático tem características bastante distintas do automatizado. Saiba as diferenças

O câmbio automático convencional tem conversor de torque em vez de embreagem... (Marlos Ney Vidal/EM/D.A Press - 24/10/13)
O câmbio automático convencional tem conversor de torque em vez de embreagem…

Não é raro ouvir alguém dizer que o câmbio do seu carro é automático (muitos falam que é hidramático!), enquanto na verdade é automatizado. Apesar de ser um equívoco compreensível, já que em ambos os casos não é preciso se preocupar com a troca das marchas, cada tipo tem características próprias. E saber as características de cada um é fundamental ao comprar o carro, para não haver arrependimento. Então vamos fazer um paralelo entre essas duas tecnologias para você não hesitar na escolha.

AUTOMÁTICOS x AUTOMATIZADOS

» Trocas
Automáticos: São intermediadas pelo conversor de torque, sendo que
as combinações entre as engrenagens planetárias são feitas por meio
de dispositivos hidráulicos.

Automatizados:
 O sistema é idêntico ao de um veículo com câmbio manual, em que a transmissão da força do motor é intermediada pela embreagem. A vantagem é que tanto o acionamento da embreagem quanto a troca de marchas é feita por atuadores hidráulicos. Um sistema mais avançado é o automatizado de dupla embreagem, uma cuidando das marchas pares e outra das ímpares. Se o carro estiver, por exemplo, em terceira marcha, o sistema deixa a segunda e a quarta pré-engatadas, pois não se sabe se haverá troca para a mais baixa ou a mais alta. Além disso, reduz drasticamente o intervalo de troca.

... enquanto o automatizado mantém a embreagem, que não é acionada pelo pedal (Marlos Ney Vidal/EM/D.A Press - 04/09/12)
… enquanto o automatizado mantém a embreagem, que não é acionada pelo pedal

» Conforto
Automáticos: As trocas de marchas são suaves devido ao conversor de torque, que realiza um acoplamento fluido

Automatizados: As mudanças de marcha provocam trancos devido
à desaceleração que acontece durante a troca de marcha e a aceleração
súbita quando a embreagem é novamente acoplada. Já no câmbio automatizado de duas embreagens, como a marcha seguinte já está pré-engatada,
não há tranco.

» Consumo
Automáticos: Tende a ser maior, já que o sistema é mais pesado e pega “emprestado” do motor a energia necessária para seu funcionamento.

Automatizados: Mais leve e com menos sistemas hidráulicos, também leva vantagem porque usa várias informações do veículo para efetuar as trocas, enquanto a maioria dos automáticos (mais antigos) levam em conta as rotações do motor e a posição do acelerador.

» Manutenção
Automáticos: Não é comum dar problema, mas se der pode ficar caro porque se trata de um sistema complexo e existem poucas oficinas especializadas.

Automatizados: É mais simples e mais barata. A ocorrência mais comum é a troca de embreagem.

» Preço
Automáticos: Como o sistema é complexo, naturalmente é mais caro.

Automatizados: Além de ser mais simples, há vários componentes de uma transmissão convencional, se beneficiando da economia de escala. Já o de dupla embreagem
é mais caro.

» Aplicação
Automáticos: Como é mais pesado e “rouba” um pouco da força do motor, se adapta melhor em veículo com mais potência.

Automatizados: Mais leve, pode ser aplicado em motores “menores” sem qualquer prejuízo.

» Segura no morro?
Automáticos: Numa subida, ao “segurar” o carro usando o acelerador,
esse sistema dificilmente esquentaria e apresentaria problemas. Ao “arrancar”
o carro numa subida, como a transmissão do automático promove um
movimento continuamente para a frente, o carro só volta em subidas mais
íngremes. Os mais sofisticados têm dispositivo que não deixa o
carro voltar.

Automatizados: Não é recomendado “segurar” o carro usando o acelerador
por muito tempo sob risco de superaquecimento. Nesse caso é melhor usar
o freio. E, ao “arrancar” numa subida íngreme, é comum o carro voltar muito, aumentando o risco de bater no veículo de trás. Isso acontece porque os sensores não identificam a inclinação a ponto de promover um movimento mais rápido do fechamento da embreagem, impedindo o retorno. Em alguns casos, o fabricante do veículo instala um assistente de partida em subida, que mantém o freio acionado
até que o acelerador seja acionado.

FONTE: Estado de Minas.



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