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Gerente de revendedora de veículos suspeita de aplicar golpes é detida em BH

A mulher estava em um carro zero-quilômetro sem a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e o documento do carro. A polícia suspeita que ela iria esconder o automóvel que deveria ser entregue para um cliente da empresa

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A gerente administrativa da agência multimarcas Via Motors, suspeita de aplicar golpes em Belo Horizonte, foi detida nesse sábado com um carro zero quilômetro no Bairro São Francisco, na Região da Pampulha. A polícia acredita é que Ana Carolina Trindade levaria o veículo, que deveria ser entregue a um cliente, para um esconderijo do grupo. A mulher foi ouvida durante toda a noite na Central de Flagrantes da Polícia Civil (Ceflan) e depois liberada.
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A Polícia Militar (PM) chegou até a mulher depois de receber uma denúncia anônima. Uma pessoa, que não foi identificada, passava pela Rua Beira Alta quando avistou Ana Carolina entrando em uma casa com um Palio prata sem placa de identificação. A testemunha, que já sabia das investigações contra revendedora, acionou a polícia.
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De acordo com o boletim de ocorrência, quando os militares chegaram no endereço avistaram a mulher saindo com o carro da garagem. Eles seguiram o veículo e o abordá-lo na Rua Alcobaça. No local, segundo informações da polícia, Ana Carolina tentou fugir, mas não conseguiu, pois um ônibus estava na via e fechou a passagem.
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Os militares pediram o documento do carro e a Carteira Nacional de Habilitação (CNH), mas nenhum foi apresentado pela mulher. Segundo o boletim de ocorrência, Ana Carolina chegou a agredir verbalmente os policiais e tentou a gritar pedindo por socorro. A mulher disse que estava sendo vítima de crime. A PM também a acusa de tentar se machucar para simular uma agressão por parte dos policiais.
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Enquanto os militares aguardavam outras viaturas no local, um homem chegou e se identificou como a pessoa que guardaria os veículos para os suspeitos. Os dois foram encaminhados para o Ceflan, no Bairro Floresta. A vítima do grupo, que comprou o carro zero e não recebeu, foi identificada e também foi levada para a delegacia. De acordo com a Polícia Civil, a dupla prestou depoimento e depois foi liberada pelo delegado. O boletim de ocorrência foi encerrado como estelionato.
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O golpe
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A Via Motors está instalada em imóvel chamativo na Avenida Cristiano Machado, 300, onde destaca o slogan “o zero km mais barato do Brasil”. As investigações sobre o crime começaram em 2013. Pelo menos 92 boletins de ocorrências foram feitos. Mesmo assim, a polícia acredita que mais de 200 pessoas foram vítimas do golpe de estelionato. Fora isso, somam-se reclamações nos Procons da Assembleia Legislativa e do MP, cujos casos estão em fase de apuração.
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Segundo a Polícia Civil, a empresa é suspeita de vender carros zero-quilômetro e não os entregar. A revenda posterga a entrega dos veículos ou a devolução do valor pago pelos clientes por vários meses.

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FONTE: Estado de Minas.


VIA MOTORS
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ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 04/07/2015, 05:00.

Polícia prende oito funcionários de revendedora de veículos suspeita de aplicar golpes

Delegado responsável pelo caso ouve vendedores da Via Motors nesta sexta-feira. O número de vítimas pode chegar a 200

Juarez Rodrigues/EM/D.A Press

Oito funcionários da revendedora Via Motors foram detidos e levados à Delegacia do Departamento de Trânsito de Minas Gerais (Detran-MG), no fim da tarde desta sexta-feira. De acordo com o coordenador de Operações Policiais do Detran, Anderson Alcântara, os vendedores da loja, localizada na Avenida Cristiano Machado, no Bairro Floresta, Região Leste de BH prestam depoimentos sobre esquema de fraude na venda de veículos da agência multimarcas, alvo de operação da Polícia Civil. 
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Segundo o delegado Anderson Alcântara, desde 2013, foram registrados 92 boletins de ocorrências contra a Via Motors. “A empresa é suspeita de vender carros zero-quilômetro e não os entregar. A revenda posterga a entrega dos veículos ou a devolução do valor pago pelos clientes por vários meses. Embora sejam 92 ocorrências, acreditamos que mais de 200 pessoas foram vítimas do golpe de estelionato praticado pela Via Motors”, explica.

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O investigador da Polícia Civil, Anderson Florêncio, contou que a Via Motors foi constituída no final de 2013 com o intuito de lesar os consumidores. “São dois sócios-proprietários, que na verdade são laranjas, e uma gerente, que ainda não foram encontrados. Entre os oito vendedores detidos, estão alguns mais antigos, que sabem do esquema e podem esclarecer alguns detalhes da investigação. Há grande rotatividade de vendedores na Via Motors, portanto, nem todos sabem do esquema aplicado pela revendedora. Não existe nenhum carro para ser vendido. O golpe é baseado em receber dinheiro e carros dados como entrada pelos clientes. Eles vendem o sonho do carro novo, mas querem lucrar em cima dos consumidores”, salienta. A Polícia Civil não divulgou os nomes dos suspeitos, para não atrapalhar as investigações.  
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Segundo Anderson Alcântara, existem três inquéritos contra a Via Motors, sendo dois na Delegacia Regional Leste e um na Delegacia de Defesa do Consumidor (1º e 2º Decom). A primeira ocorrência registrada contra a revendedora foi em fevereiro de 2014. 
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A Via Motors está instalada em imóvel chamativo na Avenida Cristiano Machado, 300, onde destaca o slogan “o zero km mais barato do Brasil”. Fora as investigações da Polícia Civil, somam-se 33 reclamações nos Procons da Assembleia Legislativa e do MP, cujos casos estão em fase de apuração e darão origem ao processo.

Juarez Rodrigues/EM/D.A Press

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Concessionária que aplica golpe em clientes já tem 52 inquéritos

Loja de veículos da avenida Cristiano Machado compra carros de clientes que não recebem os produtos em troca; Polícia Civil investiga


VIA MOTORS

A concessionária fica na avenida Cristiano Machado, na altura do bairro Floresta


Apesar de a Polícia Civil estar investigando o caso de 52 vítimas diferentes da concessionária Via Motors, localizada na avenida Cristiano Machado, no bairro Floresta, na região Leste de Belo Horizonte, o empreendimento continua aberto e fazendo cada vez mais vítimas. A reportagem de O TEMPO foi procurada nesta terça-feira (23) por mais uma pessoa que teve problemas com a loja.

De acordo com a mulher, que preferiu não ser identificada, ela negociou um carro zero com a concessionária dando o seu veículo de entrada. “Marcaram a entrega do meu carro para o dia 3 de junho e depois remarcaram. Pesquisei e vi que outras pessoas já procuraram a imprensa para denunciar o golpe aplicado por eles. Solicitei então a devolução do meu carro e do valor que já havia sido pago por mim, sendo que eles disseram que não devolveriam”, contou a vítima.

Diante disso, a mulher, que trabalha no Judiciário Federal, ajuizou uma ação contra a empresa e, ainda nesta terça-feira, recebeu um posicionamento da concessionária afirmando que o veículo e o dinheiro já pago seriam devolvidos. “Mas só retiro a ação quando de fato receber. Por que se não pagarem posso conseguir um mandado de busca e apreensão”, garante.

A concessionária teria como diferencial a alta valorização do veículo usado, além de oferecer veículo novos com preço bem abaixo do mercado. “A pessoa compra por que as condições são realmente muito boas. Eles agem também na feira de veículos do Minas Shopping. Só que o preço é bom por que é um golpe e as pessoas nunca conseguem receber o que combinaram”, afirma a vítima.

A mulher contou ainda que nesta segunda-feira (22) um homem revoltado com a impunidade da empresa resolveu se acorrentar em um veículo para tentar resolver o problema. “O que revolta é justamente que mesmo com tantos processos eles continuam funcionando normalmente”, finaliza.

A empresa foi procurada diversas vezes, porém, não respondeu aos contatos telefônicos e nem ao e-mail enviado pelo site da Via Motors.

Inquéritos

Procurada pela reportagem, a Polícia Civil informou que existem pelo menos 52 inquéritos abertos contra a concessionária desde 2014 em três delegacias diferentes, sendo eles por estelionato e lesão ao consumidor.

Alguns dos casos já foram encaminhados à Justiça, que conseguiu acordar uma solução entre as partes envolvidas. Porém, a maioria deles segue sendo investigada pela corporação. A delegada Sílvia Helena, da 2ª Delegacia Especializada em Defesa do Consumidor, conta que somente ela investiga mais de 12 casos desde o ano passado.

Entretanto, como são casos individuais e a alguns deles conseguiu chegar a um acordo, a empresa não chegou a ser impedida de funcionar. “Por isso a orientação que posso passar é que as pessoas pesquisem sobre a idoneidade da empresa antes de fechar uma compra, justamente para evitar dores de cabeça”, acrescenta a delegada.

FONTE: O Tempo.



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