Antequam noveris, a laudando et vituperando abstine. Tutum silentium praemium.

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Parte de viaduto desaba no Eixão Sul em Brasília

Ainda não se sabe se acidente tem ligação com o período intenso de chuva. Bombeiros no local ainda não informaram sobre vítimas


Parte do viaduto da Galeria dos Estados, que possibilita o trânsito sob o Eixão Sul, no centro de Brasília, cedeu no fim da manhã desta terça-feira (6/2), atingindo parcialmente um restaurante. Equipes do Corpo de Bombeiros e da Defesa Civil foram deslocadas para o local. Ainda não há informações sobre feridos nem se sabe o que causou o acidente, que provocou um rombo em duas das pistas na principal avenida da cidade.

Ao visitar o local, o governador Rodrigo Rollemberg admitiu que a parte do viaduto que cedeu não recebeu manutenção recentemente. As pessoas que acompanhavam o pronunciamento de Rollemberg o vairam.Sob o viaduto que caiu, há grande fluxo de carros, que passam pela via para acessar o Setor Comercial Sul e o Setor Bancário Sul. Também há comércio no local.O Corpo de Bombeiros informou que cães farejadores serão usados na busca por possíveis soterrados.

 

Com o incidente, o Eixão Sul teve o trânsito interrompido nos dois sentidos. O Departamento de Estradas e Rodagens (DER) recomenda que os motoristas que precisam passar pelo local do incidente deve seguir pelos eixinhos leste e oeste. O trânsito continuará interditado por tempo indeterminado até que seja feito o conserto da via. Já o Metrô está funcionando normalmente, afirmou a empresa.

 

“Tremeu tudo”

 

Os comerciantes da Galeria dos Estados relataram o susto. Whendre Alves, dono de uma loja de armas, disse que, no momento do desabamento, o chão vibrou como em um terremoto. “Tremeu tudo. Aí, em seguida, o barulho dos alarmes disparou.”

 

Mesmo com o susto, Whendre não viu pânico. “As pessoas ficaram muito assustadas, mas não houve desespero. A maior preocupação era saber se havia gente nos carros”, descreveu. Whendre, agora, espera o Corpo de Bombeiros decidir se ele deverá esperar no local. O lojista, até as 12h19, aguardava ordens de dentro da loja.

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Dono de um comércio na Galeria dos Estados há mais de 20 anos, Arthur de Almeida, 47 anos, se assustou com o barulho ocasionado pela queda de parte do viaduto. “Estava atendendo um cliente quando ouvimos um grande estrondo. Corremos e vimos a situação. Acredito que tem ao menos quatro carros lá”, relatou. O comerciante acredita que isso se deve à falta de manutenção. “Já de tempos que havia infiltrações por ali. Isso foi falta de cuidado”, reclama.

 

O veículo do bancário Igor Lindemberg, 50 anos, foi esmagado nos escombros. O veículo tinha sido adquirido em 2013. “Estava almoçando em um dos restaurantes quando ouvimos o barulho e saímos correndo. Agora é acionar o seguro. O veículo foi achatado pela estrutura inteira”, disse.

 

Prédios em risco

 

O acidente aconteceu dois dias depois de a laje de uma garagem de prédio residencial na SQN 210 Norte ceder e destruir 25 veículos.

 

Desde o problema no edifício da Asa Norte, diferentes especialistas começaram a alertar para a falta de inspeções periódicas nos prédios da cidade.

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FONTE: Estado de Minas.


Acidente entre dois ônibus deixa dois mortos e 14 feridos no Centro de BH

Colisão ocorreu na saída do Viaduto da Floresta e duas vítimas sofreram ferimentos graves

Acidente entre dois ônibus deixou dois idosos mortos e ao menos 14 pessoas feridas; duas em estado grave, na manhã desta quinta-feira em Belo Horizonte. Segundo a BHTrans, um coletivo do Move metropolitano da linha 512H (Terminal Vilarinho/Hospitais/via Cristiano Machado) e um da rota 8107 (Concórdia/São Pedro) colidiram na Avenida dos Andradas, próximo à Avenida do Contorno, no Centro da capital.

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Jorge Luiz Vetoraz, de 64 anos, passageiro do coletivo 8107, morreu no local. Izza Atalla Azizi, 65 anos, foi socorrido, mas morreu no Hospital de Pronto-Socorro João XXIII. Aristides Soares, Francisco de Assis Filho, Edivaldo Oliveira, Euler da Fonseca e Reginaldo Lopes também foram encaminhados ao HPS.

O motorista do 8107, Reginaldo Lopes Martins, de 37, fraturou três costelas e teve escoriações no braço. A mulher dele, Márcia Gabriela Mendes, soube do acidente pela TV. Segundo ela, ele não se lembra de como foi o acidente. “Ele disse que o Move veio do nada. Ele tentou reagir, tirar, mas não deu tempo”, afirma.

A colisão ocorreu na saída do Viaduto da Floresta, quando o ônibus convencional atingiu a lateral do Move, que colidiu em um poste de sinalização. Devido ao impacto, a estrutura ficou inclinada e corre o risco de cair.

O trânsito na Andradas, no sentido Complexo da Lagoinha, ficou interditado e teve que ser desviado para a ruas Guaicurus e Espírito Santo. Na direção contrária, o tráfego flui com lentidão.
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FONTE: Estado de Minas.


MP alivia situação de indiciados
Promotores desqualificam acusação de homicídio contra indiciados no desabamento na Pedro I. Caso juiz concorde com entendimento, envolvidos se livrarão de júri e terão penas mais brandas
Bombeiros lutam para resgatar vítima que morreu em carro esmagado pela estrutura: para representantes do MP, %u2018o que houve naquela data não foi um homicídio; foi um desabamento%u2019<br />
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Marcos Vieira/EM/D.A Press %u2013 4/7/14)
Os 19 indiciados pelo desabamento da alça sul do Viaduto Batalha dos Guararapes, que provocou duas mortes em julho de 2014, na Avenida Pedro I, em Belo Horizonte, podem ficar livres de enfrentar júri popular por homicídio com dolo eventual. Ontem, os promotores Denise Guerzoni Coelho e Marcelo Mattar Diniz enviaram requerimento ao juiz sumariante do 1º Tribunal do Júri, do Fórum Lafayette de Belo Horizonte, em que pedem a “declinação de competência”, por entenderem que o caso não é de homicídio, mas apenas de desabamento, crime cuja pena é menor.
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VEJA AQUI A COBERTURA COMPLETA SOBRE O DESABAMENTO!
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O magistrado vai agora analisar o requerimento dos representantes do Ministério Público. Se concordar com a argumentação, os indiciados pela Polícia Civil serão julgados por um juiz singular, que analisará as provas na instrução processual e determinará a sentença ou absolvição de cada acusado.
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Na queda do elevado, o motorista de um carro e a condutora de um micro-ônibus morreram esmagados pela estrutura que desabou. Vinte e três pessoas ficaram feridas. As investigações da Polícia Civil, em conjunto com o Instituto de Criminalística, resultaram em 1,2 mil páginas de inquérito. Foram ouvidas 80 pessoas e indiciadas 19, entre elas o então secretário de Obras e Infraestrutura – também superintendente interino da Superintendência de Desenvolvimento da Capital (Sudecap) à época – José Lauro Nogueira Terror. O indiciamento foi por homicídio com dolo eventual, tentativa de homicídio com dolo eventual e crime de desabamento.
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No requerimento entregue à Justiça, os promotores relembraram os erros cometidos pelas empresas Consol Engenharia, projetista, e Construtora Cowan, executora da obra, além da Sudecap. Porém, discordaram em parte da conclusão do inquérito policial. “O que houve naquela data, e é de conhecimento geral, não foi um homicídio. Foi um desabamento”, destacaram, no documento.
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O crime de desabamento ou desmoronamento, previsto no artigo 256 do Código Penal, tem pena de um a quatro anos de prisão, além de multa. Ele fica caracterizado contra a pessoa que “causar desabamento ou desmoronamento, expondo a perigo a vida, a integridade física ou o patrimônio de outrem”. Se for na modalidade culposa, sem a intenção de matar, a pena é de seis meses a um ano. No caso do homicídio doloso simples, a pena varia de seis a 20 anos.
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No requerimento, o MP ressalta que “o processo e julgamento de tal infração escapam à esfera de competência do Tribunal do Júri, fixada constitucionalmente para os crimes dolosos contra a vida. Trata-se de crime de perigo comum, qualificado pelo resultado morte e lesões corporais”. Com esses argumentos, os promotores requerem que o processo seja remetido para uma das varas criminais de Belo Horizonte.
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SECRETÁRIO Autoridade maior da lista de 19 indiciados pela Polícia Civil, o ex-secretário de Obras e ex-superintendente interino da Sudecap José Lauro Nogueira Terror negou responsabilidade, sua ou do órgão público, pela falta de revisão de cálculos do projeto do Viaduto Batalha dos Guararapes. Com isso, transferiu a culpa pelo desabamento às empresas contratadas para a execução da obra: Cowan e Consol.
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“Temos de nos ater aos fatos. Quem tinha responsabilidade técnica (…) nos instrumentos de contratação da Sudecap, inclusive no caso de sinistros envolvendo morte, é a contratada”, afirmou o engenheiro, depois de prestar longo depoimento ontem à tarde ao promotor de Defesa do Patrimônio Público, Eduardo Nepomuceno.
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“A Sudecap não revisa cálculos estruturais. A Sudecap verifica a presença de elementos de projeto. Se tivesse que verificar cálculos estruturais, não precisaria desses técnicos contratados e terceirizados”, completou o ex-superintendente. Entretanto, em uma espécie de mea-culpa, acrescentou que, antes de deixar o cargo no último dia 5 de janeiro, deixou encaminhada licitação para contratação de empresa que irá fazer, daqui para a frente, a verificação dos cálculos estruturais de 100% dos empreendimentos da Prefeitura de Belo Horizonte.
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Depois de ouvir as alegações de Terror, mais uma vez o promotor de Defesa do Patrimônio Público manifestou entendimento oposto em relação à responsabilidade de a contratante refazer os cálculos do viaduto. “Isso é norma básica de engenharia. Quem contrata a obra é que tem de revisar os cálculos, e não a contratada”, disse. “Não se pode dizer neste momento se sabiam (na Sudecap) que o viaduto ia cair, mas sabia-se que o projeto não era o adequado e que havia um descontrole com relação à revisão dos projetos”, acrescentou o promotor.
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Segundo Nepomuceno, o ‘descontrole’ está comprovado nos e-mails da ex-diretora de projetos da Sudecap, Maria Cristina Novais Araújo, “tanto que ela pediu a criação de uma comissão para que se fizesse a ordenação de todas as revisões de cada uma das pranchas do projeto”. “Jamais (…) houve qualquer aviso da mais remota possibilidade de um acidente como o que aconteceu ou qualquer solicitação para paralisação da obra”, disse ontem Terror, contradizendo o depoimento dado anteriormente pela ex-diretora.

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FONTE: Estado de Minas.


Inquérito é taxativo: operários alertaram sobre estalos e movimentação da estrutura ao tirar escoras do Viaduto Batalha dos Guararapes. Responsável, que é agrônomo, ignorou

VEJA AQUI A COBERTURA COMPLETA!

Estacas que restaram depois do colapso da construção na Pedro I: trabalhadores chegaram a se recusar a continuar o serviço, diante do risco que observaram (Leandro Couri/EM/D.A Press %u2013 3/7/14)

Estacas que restaram depois do colapso da construção na Pedro I: trabalhadores chegaram a se recusar a continuar o serviço, diante do risco que observaram

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A sequência de omissões apontada pelo inquérito policial como determinante para o desabamento da alça sul do Viaduto Batalha dos Guararapes, na Avenida Pedro I, Região Norte de Belo Horizonte, ficou constatada não apenas na fase de projetos e obras. O inquérito da Polícia Civil, divulgado ontem, comprovou ainda que houve negligência do engenheiro da Construtora Cowan Daniel Rodrigo do Prado e de encarregados de obra, da mesma empreiteira, durante a retirada das escoras do viaduto.

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Os alertas de problemas começaram uma semana antes do acidente, quando funcionários da empresa Brasil Monte, responsável pela remoção das peças, constataram anormalidades no trabalho, que precisou ser concluído com uso de um caminhão-munck, diante do aumento da pressão sobre as escoras, o que não ocorreria no processo normal de retirada. O profissional é engenheiro agrônomo e, além de não ser apto a assinar o diário de obras, o que deveria ser feito por um engenheiro civil, segundo a Polícia Civil, não fez, no documento, nenhuma menção a anormalidades na liberação da estrutura.

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De acordo com o delegado Hugo e Silva, responsável pela investigação, operários afirmaram em depoimento que alertaram sobre o aumento de peso nas estacas, inclusive no dia do acidente. “Eles disseram ter avisado que ouviam estalos nas colunas, que elas estavam se contorcendo. Nos relatos de funcionários que chegaram após o almoço, eles descrevem que a situação estava muito mais grave por volta das 13h”, disse o delegado. Segundo ele, os operários fizeram um novo alerta meia hora antes da queda e chegaram a se recusar a continuar o trabalho, que foi concluído com uso do caminhão-munck. “Os trabalhadores foram enfáticos: o engenheiro Daniel foi avisado, mas mandou tocar a obra”, afirmou Hugo e Silva, lembrando que o funcionário da Cowan descumpriu normas técnicas. “A regra é clara e diz que nesses casos deve-se parar a obra e avisar ao projetista. O agrônomo e os encarregados assumiram o risco de produzir o resultado”, concluiu, referindo-se ao desabamento.

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Hugo e Silva garante que houve ainda negligência quanto à segurança na via. “Um dos motivos que levaram à construção do viaduto foi o tráfego intenso no local. Ainda assim, não houve cuidado com relação à via (no processo de retirada do escoramento). Nem os engenheiros nem os encarregados tomaram providências e, também por isso, foram omissos”, afirmou. De acordo com Hugo e Silva, apenas um engenheiro fazia a fiscalização da obra. No início das intervenções, havia um contrato, no valor de R$ 10 milhoes, entre as empresas Consol/Enecon para apoio e gerência conjunta, mas o acordo venceu e não foi prorrogado pelo município.

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CORRERIA O delegado afirma haver no inquérito indícios de que houve uma corrida para entrega das obras que compõem o alargamento da Avenida Pedro I – que incluem o viaduto Batalha dos Guararapes. “Havia interesse, no pano de fundo, de agilizar as obras por causa da Copa do Mundo”, garantiu. Ele citou ainda que, desde a época da contratação dos projetos, em 2009, os atrasos começaram a ocorrer. “No contrato da prefeitura com a Consol, prevalecia em uma das clásulas que os projetos deveriam ser entregues até 2011. Já havia um retardamento na entrega. A empresa chegou a ser, inclusive, notificada pela Sudecap para liberá-los”, afirmou o delegado. Ele explica que todo o processo para construção de elevados e alargamento da avenida começou em 2009 e que, na ocasião, foi celebrado o contrato que tinha a Consol como responsável pelos projetos, com a Cowan e a empresa Delta para execução das obras. Esta última teria saído do contrato, posteriormente.

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Questionado sobre a eventual responsabilidade do prefeito Marcio Lacerda no processo que levou à queda do viaduto, já que o secretário de Obras saberia das irregularidades, o delegado Hugo e Silva afirmou não ter sido “demonstrado nos autos elementos suficientes para fazer um trabalho de investigação” pessoal sobre o chefe do Executivo municipal. No entanto, informou que vai pedir ao Poder Judiciário que envie cópia da investigação à Promotoria de Defesa do Patrimônio Público, para que uma investigação seja instruída.

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Ontem, ao comentar o inquérito policial, o promotor da área, Eduardo Nepomuceno, afirmou que os vários alertas de erros feitos durante o andamento do projeto foram ignorados para privilegiar a entrega das obras a tempo da Copa do Mundo.

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Crimes e castigo
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Confira as acusações e os suspeitos de envolvimento na queda da alça sul do Viaduto Batalha dos Guararapes, na Avenida Pedro I
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As denúncias
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Ao fim da investigação que apura as causas do desastre que resultou na morte de duas pessoas e deixou outras 23 feridas, houve 19 indiciados por três crimes:
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Homicídio doloso, na forma de dolo eventual – Pena prevista de 6 a 20 anos
Tentativa de homicídio – Pena prevista de 6 a 20 anos, diminuída de dois terços
Desabamento – Pena prevista de 1 a 4 anos
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Por ser caso de homicídio com dolo eventual, o processo é julgado pelo Tribunal do Júri

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Os indiciados
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Da Sudecap
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José Lauro Nogueira Terror – Secretário de Obras e Infraestrutura e superintendente interino da Sudecap (à época;  atualmente, está na Prodabel)
Cláudio Marcos Neto – Engenheiro e diretor de Obras da Sudecap
Maria Cristina Novais Araújo – Arquiteta e diretora de Projetos da Sudecap
Beatriz de Moraes Ribeiro – Arquiteta e urbanista e diretora de Planejamento da Sudecap
Maria Geralda de Castro Bahia – Chefe do Departamento de Projeto e Infraestrutura da Sudecap
Janaina Gomes Falleiros – Engenheira e chefe da Divisão de Projetos Viários da Sudecap
Acácia Fagundes Oliveira Albrecht – Engenheira da Sudecap
Mauro Lúcio Ribeiro da Silva – Engenheiro da Sudecap que fiscalizava a obra diariamente
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Da Consol 
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Maurício de Lana – Engenheiro civil, dono da empresa
Marzo Sette Torres – Engenheiro civil, coordenador técnico
Rodrigo de Souza e Silva – Engenheiro civil e projetista que prestava serviço à Consol
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Da Cowan
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José Paulo Toller Motta – Engenheiro civil e diretor
Francisco de Assis Santiago – Engenheiro civil
Omar Oscar Salazar Lara – Engenheiro civil
Daniel Rodrigo do Prado – Engenheiro agrônomo, responsável por assinar o diário da obra
Osanir Vasconcelos Chaves – Engenheiro civil presente no momento do desabamento
Carlos Rodrigues – Encarregado de obras
Carlos Roberto Leite – Encarregado de produção
Renato de Souza Neto – Encarregado de carpintaria

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FONTE: Estado de Minas.


Omissões em série (e quem deve pagar por elas)
Polícia Civil indicia 19 pessoas, entre elas um ex-secretário municipal, integrantes da cúpula da sudecap e engenheiros de construtoras, por desabamento de elevado que matou duas pessoas

VEJA AQUI TODA A HISTÓRIA E DESDOBRAMENTOS!

Estrutura desabou sobre as pistas da Avenida Pedro I, esmagando um micro-ônibus, um carro e dois caminhões, durante a Copa do Mundo do ano passado. Investigações duraram 10 meses e ouviram 80 pessoas (Beto Magalhães/EM/D.A Press %u2013 3/7/14)

Estrutura desabou sobre as pistas da Avenida Pedro I, esmagando um micro-ônibus, um carro e dois caminhões, durante a Copa do Mundo do ano passado. Investigações duraram 10 meses e ouviram 80 pessoas

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Dez meses de investigação, um inquérito de 1,2 mil páginas, 80 pessoas ouvidas e 19 indiciados constituem a resposta da Polícia Civil a perguntas feitas desde 3 de julho do ano passado: quais foram as causas e quem são os responsáveis pela queda do Viaduto Batalha dos Guararapes, na Avenida Pedro I, no Bairro Planalto, Região Norte de Belo Horizonte? Ontem, o resultado da apuração foi divulgado e, depois de um longo jogo de empurra, foram conhecidos os nomes daqueles que, na avaliação policial, seriam capazes de evitar a tragédia que matou duas pessoas e feriu 23.

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“Eles poderiam ter tomado providências, mas foram omissos”, afirmou o delegado Hugo e Silva, responsável pela investigação. Na lista de indiciados estão três funcionários da empresa Consol Engenheiros Consultores Ltda., responsável pela elaboração do projeto da estrutura; oito da Construtora Cowan, que tocou a obra, e oito da Superintendência de Desenvolvimento da Capital (Sudecap).
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Integra a lista até mesmo o alto escalão do órgão municipal, além de engenheiros, encarregados de obra e diretores das empreiteiras. O então secretário de Obras e Infraestrutura – também superintendente interino da Sudecap à época – José Lauro Nogueira Terror, bem como os outros 18 listados no inquérito, vão responder por três crimes: homicídio com dolo eventual, tentativa de homicídio com dolo eventual e crime de desabamento. José Lauro já não responde pela pasta e atualmente atua na Prodabel. Ele não se pronunciou sobre o inquérito.
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No dia do acidente, que ocorreu durante a Copa do Mundo de 2014, a estrutura da alça não resistiu após a retirada do escoramento e desabou sobre a avenida, por volta das 15h de 3 de julho. Um micro-ônibus e um carro de passeio foram atingidos, assim como dois caminhões, que estavam vazios. Morreram Hanna Cristina Santos, que dirigia o coletivo, e Charlys Frederico Moreira do Nascimento, que estava no carro. De acordo com o perito criminal Marco Antônio Fonseca de Paiva, chefe do Instituto de Criminalística da Polícia Civil, análises e ensaios culminaram na identificação da causa da queda da estrutura. “Houve um erro de cálculo no bloco de fundação do pilar 3 da alça sul do viaduto”, disse.
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Segundo o diretor, foi constatada uma sucessão de erros algébricos que resultaram no dimensionamento equivocado do bloco, tanto na quantidade de aço quanto no tamanho da estrutura. “Estima-se que foi usada apenas 50% da quantidade de aço e isso fez com que o bloco não suportasse os esforços atuantes sobre ele, fazendo que com viesse a romper. Era um erro facilmente perceptível por uma análise técnica de mémoria de cálculo”, afirma o diretor.
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Apesar de serem apontadas como “facilmente detectáveis”, as falhas do projeto da Consol se mantiveram por toda a cadeia da obra, sem correção. A Sudecap não revisou o estudo e o repassou à Cowan, que o enviou a campo para início da construção. “O projeto foi executado conforme desenhado”, afirmou Paiva, que lembrou ainda não ter sido comprovada falha nos materiais usados, mas sim o mal dimensionamento e a baixa quantidade de aço. Problemas identificados na retirada das escoras, como trincas e estalos, também foram ignorados por encarregados de obras e pelo engenheiro responsável por acompanhar a construção, que era agrônomo e não civil, o que contraria as regras de construção.
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De acordo com o delegado Hugo e Silva, outras informações colhidas nos depoimentos comprovam a omissão dos envolvidos. Segundo ele, desde 2012 há suspeita de falhas graves no projeto elaborado pela Consol. Naquela época, conforme o delegado, um engenheiro da empresa chegou a informar a engenheira da Sudecap Acácia Fagundes Oliveira Albrecht de que todos os projetos estruturais estavam passando por revisão. Trocas de e-mails anexadas ao inquérito mostram que, posteriormente, a arquiteta e diretora de Projetos da superintendência, Maria Cristina Novais Araújo, chegou a informar diretores, engenheiros e até mesmo o secretário José Lauro de que havia erros graves e até mesmo ausência de projetos para determinadas fases da obra.

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“Problemas que vão desde a existência de pequenos erros, passam pela falta de compatibilização e chegam até mesmo até mesmo na inexistência do próprio projeto. Considero o momento atual o caos”, escreveu a diretora. O documento foi enviado com cópia para o Diretor de Obras, Cláudio Marcos Neto, e para a diretora de Planejamento, Beatriz de Moraes Ribeiro, ambos da Sudecap.
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Todos os avisos foram ignorados. Em março de 2013, a Consol, após a suposta revisão, garantiu que os projetos estavam corretos. Um mês depois, a prefeitura aprovou e assinou os projetos, enviados para execução, o que acabou resultando no desabamento. “Todos os indiciados que listamos falharam por omissão. Foi um ato criminoso. Era previsível que um erro grave, daquela magnitude, poderia provocar o desabamento e, por consequência, as mortes”, afirmou o delegado.
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Sucessão de falhas

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Erros que levaram à queda 
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Na fase de projeto e obras

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A empresa Consol Engenheiros Ltda. erra nos cálculos durante a elaboração do projeto do Pilar 3 do Viaduto Batalha dos Guararapes.
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A Sudecap recebe o projeto e certifica o estudo sem revisá-lo, encaminhando-o para a Cowan, vencedora da licitação, para executar a obra
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A Cowan envia o projeto para campo sem a devida revisão e inicia a construção com os erros
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Desde 2012, funcionários da Sudecap e até mesmo o secretário de Obras e Infraestrutura e  superintendente interino da Sudecap, José Lauro Terror, haviam sido informados de que os projetos estruturais poderiam ter problemas; o calculista da Cowan chegou a se recusar inicialmente a executar os projetos da Consol, argumentando que continham erros graves
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Em março de 2013, em reunião com representantes da Cowan e da Sudecap, a empresa projetista (Consol) afirma que os projetos não tinha erros que exigissem a revisão de cálculos
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Em abril de 2013, o projeto foi certificado e assinado pelos engenheiros da Sudecap
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No campo
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Em vez de um engenheiro civil, um engenheiro agrônomo é contratado para acompanhar a obra e a retirada das escoras
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O profissional não fez menção no diário de obras sobre qualquer tipo de problema relacionado à retirada das escoras
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Mesmo com o tráfego intenso no local, o agrônomo não solicitou o fechamento do trânsito para remover o escoramento
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O engenheiro foi avisado por operários que removiam as escoras de que eram ouvindos estalos nas colunas. Mesmo  assim, não mandou paralisar o trabalho
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Durante a remoção do escoramento, a carga sobre as vigas que davam apoio deveria ficar mais leve. Ao contrário, as estruturas receberam sobrecarga de peso, sendo necessário um caminhão munck para finalizar o serviço, o que contraria o processo normal. Ainda assim, o engenheiro agrônomo mandou “tocar o trabalho”, o que resultou na queda do viaduto

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FONTE: Estado de Minas.


Viaduto Gil Nogueira é interditado para reparos em Belo Horizonte

Interdição é para corrigir desnível de 2,5 cm na parte central das vigas.
Elevado nas Avenidas Portugal e Pedro I vai ser reaberto no domingo (5).

Funcionários trabalham sob o Viaduto Gil Nogueira, em BH. (Foto: Pedro Ângelo/G1)Funcionários trabalham sob o Viaduto Gil Nogueira, em BH.

O viaduto Gil Nogueira, na confluência entre a Avenida Portugal e a Avenida Pedro I, em Belo Horizonte, foi fechado para reparos na madrugada desta sexta-feira (3). A interdição é para corrigir um desnível de 2,5 centímetros na parte central das vigas.

A Prefeitura de Belo Horizonte informou que o elevado vai ser liberado ao meio-dia do próximo domingo (5), para a volta do feriado de Semana Santa. Ainda conforme o Executivo municipal, os trabalhos vão garantir uma melhor distribuição do peso sobre a estrutura. A prefeitura e o Corpo de Bombeiros informaram que não há risco de queda da estrutura.

O viaduto foi projetado pela Consol e construído pela Cowan. As mesmas empresas responsáveis pela obra do Viaduto Guararapes, que desabou sobre a Avenida Pedro I, em julho do ano passado, durante a Copa do Mundo.

O Instituto Brasileiro de Avaliações e Perícias de Engenharia (Ibape) identificou falhas executivas no viaduto Gil Nogueira. Segundo a Consol, responsável pelo projeto, um dos apoios do viaduto foi colocado fora do lugar. A empresa ainda informou que o projetista responsável não acompanhou a execução da obra, pois o contrato com a prefeitura havia terminado.Em nota, a Cowan, que construiu o viaduto, disse que participou de uma reunião com a Sudecap, secretário de Obras e Infraestrutura de Belo Horizonte, Josué Costa Valadão, e representantes das empresas RCK (contratada pelo município para revisar projetos de viadutos), Consol, Coordenadoria Municipal de Defesa Civil (Comdec) e com o Ibape. Na ocasião, a Consol, segundo a Cowan, confirmou a existência de falhas na elaboração do projeto do viaduto, com erro no desenho na posição dos aparelhos de apoio. Ainda de acordo com a Cowan, a RCK também identificou tal erro.

O presidente da Consol, Maurício Lana, disse que não há erro de posição dos aparelhos de apoio, como dito pela Cowan. Segundo Lana, “alguém” deveria ter notado esse detalhe no desenho na hora da execução, de responsabilidade da Cowan. Lana acredita que a situação poderia ter sido revertida durante a construção.

Trânsito sofre alteração

Ruas e avenidas no entorno do Viaduto Gil Nogueira, na Avenida Portugal, e da Estação Pampulha do BRT/Move têm alteração na circulação de veículos neste fim de semana, para obras de reparo do elevado. Na terça-feira, técnicos da Construtora Cowan, responsável pela estrutura, começaram a montagem de andaimes no local para fazer os serviços de conserto do desnível de 2,5 centímetros que surgiu nos pilares. 

O problema foi detectado durante vistoria da Superintendência de Desenvolvimento da Capital (Sudecap) no fim do ano passado e informado pela prefeitura às empresas Consol e Cowan, em fevereiro. Por causa das obras, que começam hoje, a Avenida Pedro I, entre os viadutos Niemeyer e o Gil Nogueira, além do elevado que apresentou os problemas, serão interditadas nos dois sentidos.Segundo a BHTrans, as mudanças, entre outras, incluem nova circulação na Rua Irlanda, entre a Avenida Portugal e a Rua Sãozinha Baggio Coutinho, e na Rua São Miguel, entre a Rua Maria Moreira Reis e Praça Três Poderes, com circulação invertida. Serão implantados  semáforos na Avenida Portugal, entre ruas Jamaica e Irlanda; e na Rua São Miguel, entre Praça Três Poderes e Rua Jamaica.

Sem risco de desabamento, operários continuam manutenção em viaduto

Nos próximos dias, serão instaladas peças de borracha sintética nos vãos da estrutura
Cerca de 15 operários trabalhavam na colocação dos macacos hidráulicos que serão utilizados nos trabalhos de reforço do aparelho de apoio do viaduto A (Gil Nogueira), na avenida Portugal, região da Pampulha, na tarde desta quinta-feira (2).
A estrutura, que passa sobre a avenida Pedro I, apresentou um deslocamento de 2,5 centímetros em uma das vigas, na última segunda-feira (30), e ficará fechada das 23h55 de hoje até a meia-noite de domingo (5) para que sejam feitos os reparos necessários.
Nos próximos dias, serão instaladas peças de neoprene (tipo de borracha sintética) entrelaçadas com chapas metálicas para ocupar o vão da estrutura.
Ameaça descartada
Durante a semana, a Superintendência de Desenvolvimento da Capital (Sudecap) constatou a necessidade de corrigir o problema, mas descartou a possibilidade de desabamento. Em nota, a Sudecap afirmou que “não existe risco para a estrutura do viaduto que, com a intervenção prevista, permanecerá operando em segurança”.
Este é o terceiro viaduto que apresenta problemas na avenida Pedro I. O caso mais grave foi o do Batalha dos Guararapes, que cedeu parcialmente, matando duas pessoas e ferindo outras 23, em julho do ano passado. O outro caso foi o do Montese, interditado durante 10 meses após a constatação de um deslocamento de 30 centímetros na estrutura.

FONTE: G1, Estado de Minas, Hoje Em Dia.


Viaduto cede 2,5 cm na avenida Portugal e será fechado no feriado

 

Viaduto Gil Nogueira, na pampulha
Viaduto Gil Nogueira, na Pampulha
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Um desnível de 2,5 cm em uma das vigas do Viaduto A (Gil Nogueira), na avenida Portugal, no Jardim Atlântico, região da Pampulha, vai provocar a interdição da via no próximo fim de semana.
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Após realizar vistorias, a Superintendência de Desenvolvimento da Capital (Sudecap) constatou a necessidade de correção do problema que fica na porção central das vigas transversais dos encontros do viaduto.
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Serão colocados aparelhos de apoio adicionais, de forma a garantir uma melhor distribuição dos esforços na estrutura. A ação acontece entre 0h de sexta-feira (3) e meia-noite de domingo (5).
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Por meio de nota, a Sudecap afirmou que “não existe risco para a estrutura do viaduto que, com a intervenção prevista, permanecerá operando em segurança”.
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Histórico
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Este é o terceiro viaduto que apresenta problemas na avenida Pedro I. O viaduto Montese, que liga os bairros Santa Branca ao Itapoã, ficou interditado por 10 meses e liberado em novembro do ano passado, após deslocamento de 30 centímetros na estrutura.
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Já o segundo caso foi a alça do viaduto Batalha dos Guararapes, que caiu durante a Copa do Mundo de 2014, que deixou duas pessoas mortas. Um erro no projeto causou a queda. A prefeitura precisou derrubar o restante do viaduto devido ao risco e agora se planeja uma trincheira no local.
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Mais um viaduto de Belo Horizonte apresenta problemas em sua estrutura. Técnicos da Superintendência de Desenvolvimento da Capital (Sudecap) terão que colocar aparelhos de apoio adicionais no Elevado Gil Nogueira, na Avenida Portugal, próximo à Estação do Move Pampulha. A prefeitura informou ontem há um desnível de 2,5 centímetros na porção central das vigas transversais, mas que não há risco de queda.

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A administração municipal não informou, entretanto, quando foi detectado o problema. Informou apenas que os técnicos vão colocar aparelhos adicionais para “garantir uma melhor distribuição dos esforços na estrutura”. O serviço vai ser realizado no próximo final de semana, entre a 0h de sexta-feira até a meia-noite de domingo.
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Mesmo com a PBH afirmando que não há risco para o colapso da estrutura, moradores e motoristas que passam pelo local ficam apreensivos. Em julho do ano passado, a queda do Viaduto Batalhas dos Guararapes, na Avenida Pedro I, deixou duas pessoas mortas e outras 23 feridas. A via ficou fechada e levou transtornos para a região.

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PEDRO I Oito meses depois da tragédia, ainda não há uma definição para o que será feito no local. A indefinição da Prefeitura de Belo Horizonte sobre a construção de uma trincheira para substituir o viaduto atrasa acordo entre o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e as empresas – Consol e Cowan –, que deverão ser responsabilizadas pela queda. Outro elevado que também apresentou problemas foi o Montese, também na Pedro I. O viaduto ficou fechado de fevereiro até novembro de 2014, por causa de uma dilatação de 27 centímetros. (JHV)

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FONTE: Estado de Minas e Hoje Em Dia.



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