Antequam noveris, a laudando et vituperando abstine. Tutum silentium praemium.

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TJMG dedica uma semana inteira a julgar crimes contra mulheres

Tribunal aderiu à quinta edição da campanha nacional “Justiça pela Paz em Casa: Chega de Violência Doméstica”. A ação foi motivada por dados alarmantes desse tipo de violência

violência doméstica

O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) vai dedicar uma semana inteira a julgar crimes contra a mulher. Processos que têm mulheres como vítimas de violência e ameaça terão prioridade no julgamento, de segunda a sexta-feira da próxima semana, em todo estado. É que o TJMG, por meio da Coordenadoria da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar, aderiu à quinta edição da campanha nacional “Justiça pela Paz em Casa: Chega de Violência Doméstica”.
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Várias comarcas mineiras participam da iniciativa, a realizar-se entre 15 e 19 de agosto, com exceção de Belo Horizonte, que, em função da suspensão do experiente no dia 15, estenderá os trabalhos até o dia 23. A mobilização, proposta pelo Supremo Tribunal Federal (STF), é realizada nos 26 estados do país e no Distrito Federal, focalizando o combate à violência doméstica e familiar.

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“Apesar dos avanços e de mais de uma década de promulgação da Lei Maria da Penha, ainda somos o quinto país com maior número de casos de violência contra a mulher”, declarou a presidente do STF, ministra Cármen Lúcia, lembrando que o objetivo da mobilização é reforçar as ações do Judiciário de combate à violência contra a mulher. Segundo ela, a iniciativa foi motivada por dados alarmantes desse tipo de violência.
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Com isso, ganham prioridade os processos de violência e ameaça contra a mulher. Audiências, júris, sentenças e despachos de processos em que mulheres figuram como vítimas têm preferência neste período. O resultado positivo das campanhas anteriores é comprovado em números. As edições de março, agosto e dezembro de 2015 somaram mais de 4 mil audiências realizadas em Minas Gerais e mais de 2 mil sentenças dadas.
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Em 2015, no Brasil, foram registradas 76.651 denúncias de violência contra a mulher. Em 72% dos casos, os agressores eram homens com quem as vítimas se relacionavam ou já tinham tido algum vínculo afetivo, segundo dados da Secretaria de Política de Mulheres (SPM). O número, apesar de subestimado – já que muitas vezes as vítimas têm vergonha de denunciar –, é 44,74% maior que o total de registros de violência registrados em 2014.

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FONTE: Estado de Minas.


Execução na porta de boate

Empresário leva quatro tiros na saída de casa noturna em BH. Sucessão de crimes deste tipo preocupa

 

Paulo Filipe Gonçalves, de 28 anos, foi preso em flagrante após matar Guilherme Alves, de 33. Acusado exibe fotos atirando, em seu perfil numa rede social (detalhe) (Paulo Filgueiras/EM/D.A Press)

Paulo Filipe Gonçalves, de 28 anos, foi preso em flagrante após matar Guilherme Alves, de 33. Acusado exibe fotos atirando, em seu perfil numa rede social

 (Reprodução/Facebook)

Mais uma noite que deveria ser de festa terminou em um assassinato covarde e por motivo fútil na porta de uma boate, alertando autoridades e sociedade sobre o aumento da violência em baladas regadas a álcool em tradicionais casas de shows na Grande BH. Ontem, 21 dias depois de um universitário morrer espancado por três homens – incluindo dois PMs –, que teriam furado a fila num estabelecimento em Contagem, um mecânico acertou quatro tiros em um empresário na saída do Alambique, na Avenida Raja Gabaglia, no Bairro Estoril, Região Oeste da capital.

Por volta das 3h30, Guilherme dos Santos Alves, de 33 anos, foi alvejado na perna, no braço e duas vezes no tórax por Paulo Filipe da Silva Gonçalves, de 28. O desentendimento começou no interior da casa noturna. Segundo testemunhas, o autor estava num camarote acima do da vítima e, por mais de uma vez, jogou espumante no rapaz e nos amigos dele. “Ainda fez sinais obscenos. Fomos a ele e perguntamos a razão daquilo”, contou um jovem que preferiu o anonimato.

O mecânico deixou a boate antes do empresário, mas, irritado, não foi para casa. Preferiu buscar uma arma no carro e aguardar pela vítima. O atirador sequer se intimidou com a presença de outras pessoas e apertou o gatilho cinco vezes, errando um disparo. Houve pânico e policiais militares foram acionados. Paulo foi preso em flagrante, quando se preparava para fugir em seu C4 Pallas.

No carro, os militares encontraram uma besta, arma de caça usada para atirar flechas. Paulo foi conduzido à delegacia do Barreiro, onde foi autuado pelo delegado Ânderson Vicente de Souza. “Pode ser condenado de 12 a 30 anos por homicídio qualificado, pois houve motivo fútil e a vítima não teve chance de se defender. O homem chegou de surpresa, sem que fosse percebido por ninguém.”

O autor não tem porte de armas, segundo o delegado. Apesar disso, frequenta um clube de tiros, conforme fotos divulgadas em seu perfil numa rede social.

A vítima morreu no local. Guilherme, que era solteiro, deixou três filhos de relacionamentos diferentes. Ele tinha passagem por furto, estelionato e formação de quadrilha. Havia comprado um apartamento há poucas semanas e ganhava a vida com o que negociava em sua loja virtual do ramo de informática. De acordo com a PM, peritos que atenderam a ocorrência recolheram com a vítima um comprimido semelhante ao de ecstasy, droga alucinógena.

O corpo será sepultado na manhã de hoje.  Ademir Pinto, um dos sócios do Alambique, estava presente no momento da confusão. “Um cliente abriu um espumante e acertou a bebida em outro. Eles começaram uma ‘coisa’ mínima, apaziguada por apenas um segurança. Não acionamos a PM, pois não houve necessidade lá dentro”, disse.

A seção mineira da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel-MG) está preocupada com a violência em casas noturnas. Na segunda-feira, a diretoria da entidade vai discutir o assunto. “Hoje, as pessoas estão ‘puxando o dedo’ (atirando) por qualquer coisa. Dependendo do que conversarmos na reunião, poderemos solicitar um apoio técnico da PM, da Polícia Civil”, disse Tulio Montenegro, conselheiro da Abrasil-MG.

CONTAGEM Poucas horas depois do crime, o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) ofereceu denúncia contra os três acusados da morte do universitário Cristiano Guimarães Nascimento, espancado na porta de uma boate em Contagem no início do mês. Dois dos acusados são policiais militares que estavam de folga. O terceiro é um corretor de imóveis.

Há duas semanas, outro crime banal envolvendo jovens e bebidas foi registrado no estado. Em Montes Claros, no Norte, Vinícius Afonso da Silva Cordeiro, de 23, foi assassinado a tiros por um agente penitenciário, que teria pegado uma garrafa na mesa da vítima e não gostou de ser repreendido em uma casa noturna da cidade.

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FONTE: Estado de Minas.


Risco maior em 2 rodas
Motociclistas já respondem por 60% dos feridos em acidentes de trânsito internados na rede pública de BH. Para especialistas, imprudência é responsável pelo avanço da violência

Os motociclistas que circulam pelas ruas de Belo Horizonte já respondem por 60% dos feridos em acidentes de trânsito internados pela rede do Sistema Único de Saúde (SUS). Em 2010, eram 2.111 feridos motociclistas entre 4.342 internados por acidentes, chegando a 49% do total, e, no ano passado, pela primeira vez, a quantidade chegou a 60%, com 4.260 dos 7.138 atendimentos. Ou seja, de cada cinco pessoas levadas para atendimento, três estavam sobre duas rodas.

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A imprudência de muitos desses condutores, que trafegam acima da velocidade permitida, por corredores apertados entre carros e caminhões e usando canteiros para fazer retornos proibidos, é parte da explicação para o aumento da violência nesse segmento, como mostra a reportagem do Estado de Minas.
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Para a Polícia Militar e o Sindicato dos Trabalhadores Motociclistas e Ciclistas de Minas Gerais (Sindimotocicli-MG), uma das explicações é o aumento constante da quantidade de motocicletas emplacadas em Belo Horizonte e nos municípios da Grande BH e que circulam na capital, engrossando o trânsito. Apesar do alto índice de acidentes, a frota de motocicletas no ano passado representa um pouco menos de um oitavo da frota dos demais veículos. Enquanto modelos de duas rodas somaram 209.963 veículos, a frota geral passava de 1,71 milhão .
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Ontem, no Anel Rodoviário de Belo Horizonte, que é a via mais perigosa da capital, muitos motociclistas aceleraram entre as fileiras de carretas e ônibus, mesmo com o asfalto ainda estando molhado pela chuva que caiu à tarde. Com um radar móvel, a reportagem registrou em 10 minutos pelo menos 20 motociclistas acelerando acima dos 100km/h, sendo que o limite tolerado para a via é de 70km/h no trecho do Bairro Novo São Francisco, na Região Noroeste de BH. Uma das motos chegou a atingir 110km/h, velocidade 57% superior ao limite. E esses comportamentos não são as únicas imprudências flagradas.

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Em vários trechos, os condutores sobre duas rodas sobem nos canteiros de separação para passar da pista expressa para a pista local e até mesmo para fazer retorno proibido de um sentido para outro da pista expressa.
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De acordo com o presidente do Sindimotocicli-MG, Rogério dos Santos Lara, a maioria dos acidentados não são entregadores profissionais. “Muitas pessoas estão andando de moto, mas poucos dos que se acidentam são trabalhadores. Quem eleva os acidentes é quem compra na concessionária, muitas vezes sem habilitação, e anda por aí fazendo barbaridades”, afirma. De acordo com o presidente da entidade de classe, os erros mais comuns dos motociclistas inexperientes são a falta de noção de espaço e tempo para as respostas do veículo em trânsito.

“Esses motociclistas ultrapassam carros de forma imprudente, entram em espaços sem saber se conseguem passar e excedem a velocidade permitida. Isso tudo, os profissionais antecipam e sabem o que ocorre, sabem que não têm visão. A gente aprende, porque nosso negócio é ficar vivo no trânsito”, diz Lara.

CONSCIENTIZAÇÃO Segundo o comandante do Batalhão de Polícia de Trânsito (BPTran) da Polícia Militar, tenente-coronel Gláucio Porto Alves, a necessidade de ter um transporte mais rápido e acessível fez com que os números de veículos aumentassem muito na capital, sobretudo com o acréscimo do tráfego proveniente da Grande BH. “Indubitavelmente, temos um público flutuante muito grande na capital, e essa quantidade que aumenta ingressa em nossas vias, que são as mesmas de sempre e já não comportam essa quantidade crescente de veículos”, avalia.
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Os comportamentos mais comuns que levam a acidentes, de acordo com o militar, são a ocupação inadequada das faixas de circulação e o excesso de velocidade, mas também colaboram o estado ruim da sinalização das vias e o desconhecimento das normas de trânsito. “A educação é a principal arma para combater esses comportamentos que levam a acidentes. A polícia tem feito campanhas educativas, temos a Transitolândia, que é um espaço para a educação das crianças de 4 a 12 anos, distribuímos fôlderes e fazemos campanhas também pelas redes sociais”, afirma o tenente-coronel Lara.

 

FLAGRANTES DO EM

 (Fotos: Rodrigo Clemente/EM/D.A Press)

 (Fotos: Rodrigo Clemente/EM/D.A Press)

 (Fotos: Rodrigo Clemente/EM/D.A Press)

Excesso de velocidade, Conversões proibidas e ultrapassagens perigosas: rotina em Belo horizonte

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FONTE: Estado de Minas.


Blitz da Lei Seca prende 10 pessoas na madrugada deste sábado

Foram mais de 180 abordagens em diversos pontos da capital

Divulgação/Polícia Civil

Uma grande blitze da Lei Seca realizada na noite desta sexta-feira e madrugada de sábado, em Belo Horizonte, terminou com 10 pessoas presas. Foram feitas mais de 180 abordagens, que resultaram, ainda, na apreensão de 26 carteiras de habilitação. De acordo com a Polícia Civil, as ocorrências foram encaminhadas para a Delegacia de Plantão do Departamento de Trânsito (Detran). Somente no Anel Rodoviário, próximo ao bairro Buritis, região oeste da capital, foram oito carros removidos.

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VIOLÊNCIA NA CAPITAL

Resposta veio com blitz

Polícia Militar faz operação na Agulhas Negras, no Mangabeiras. Tenente afirma que ação visa garantir segurança de moradores e de pessoas que visitam a Praça do Papa

Operação policial na noite de sexta-feira terminou com a prisão de um foragido e de dois homens que tentaram furar o cerco (Marcos Vieira/EM/D.A Press
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Depois de três ocorrências de crimes contra o patrimônio no domingo passado no Mangabeiras, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte, militares do 22º Batalhão da Polícia Militar realizaram blitz na Avenida Agulhas Negras, na noite da sexta-feira. A operação terminou com a prisão de um foragido e de dois homens que tentaram fugir ao cerco. O tenente André Augusto, da 127ª Companhia, informou que a ação era uma resposta da corporação para garantir a segurança de moradores do bairro e de pessoas de bem que visitam a Praça do Papa.

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Ao final da operação, que fiscalizou dezenas de veículos, cinco motoristas foram autuados. Um Ford Fiesta foi rebocado, depois que seu motorista, Leandro Monteiro, de 25 anos, tentou furar o cerco, jogando o carro contra os PMs, passando sobre alguns cones. Um militar deu um tiro de borracha no pneu do veículo, que, descontrolado, bateu no meio-fio. Leandro e um passageiro resistiram à prisão e foram dominados pelos policiais. Antes de ser levados presos para o plantão do Detran-MG, tiveram que ser medicados. Um foragido da Justiça, um jovem de 22 anos, também foi parado na blitz e detido.

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O empresário C., de 46, que há um ano mora próximo à Praça do Papa, elogiou a atuação policial. “Nos últimos seis meses temos vivido um clima de insegurança. Minha mulher e filhos testemunharam um assalto a mão armada na praça, à noite, em um dia de semana. A gente fica assustado, sem noção do que fazer”, contou o empresário.

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De acordo com C., com a blitz da noite da sexta-feira o clima de tranquilidade retomou, já que até o grupo de motoqueiros, que faz pega no local, desistiu de subir até a praça, assim como outros baderneiros. “Foi uma noite de relativa paz. Vir morar no Mangabeiras foi um sonho da família, que vem sendo atrapalhado pela insônia provocada pelo barulho de motos e carros com sons altos na praça. Moradores e polícia precisam traçar uma estratégia. O bairro não tem muitas entradas e fica fácil a fiscalização”, sugeriu.

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Para o engenheiro de segurança S., de 65, morador do Mangabeiras há nove anos, operações policiais como a de sexta-feira precisam ser frequentes. “Aqui, de quinta-feira a domingo, são sempre noites e madrugadas de tumulto. E não fosse só a pertubação do sossego, criminosos têm aproveitado a movimentação para roubar. Há cinco meses a situação ficou crítica. A PM precisa realizar ações intensivas para inibir pessoas que vem à praça para promover badernas e assaltar”, afirmou.
Com a presença da PM, Praça do Papa ficou mais vazia (Marcos Vieira/EM/D.A Press
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O engenheiro diz que não é contra a ocupação do espaço por moradores da cidade e visitantes. “Conseguimos junto às autoridades a melhoria da iluminação na praça e no entorno, para oferecer segurança às pessoas de bem que vêm ao local. O que precisamos é de um policiamento contínuo, com um posto fixo, se for o caso, para que a comunidade e visitantes possam sentir-se seguros”, pontou. S. explica que os moradores do Mangabeiras têm sempre buscado apoio das autoridades – administração municipal, BHTrans e polícias – para planejarem ações que inibam os infratores. “Por meio do Ministério Público Estadual estamos tentando dialogar com a prefeitura e outros órgãos em busca de soluções”, disse.
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RECADO No domingo passado, criminosos conseguiram burlar o esquema de segurança de um imóvel na Avenida José Patrocínio Pontes e levaram três armas de fogo – dois revólveres calibre 38 e 32 e uma escopeta calibre 12 –, 6 mil euros (R$ 23,5 mil), um iPad, entre outros objetos. Na madrugada, quando teria ocorrido o arrombamento da casa, cinco ladrões renderam jovens e roubaram o carro em que o grupo estava na Praça do Papa. À noite, foi a vez de uma mulher ter o vidro de seu Renault Duster quebrado por bandidos que levaram objetos de valor, na Avenida Bandeirantes.
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No fim do mês passado, uma família que morava na Avenida Agulhas Negras, no Mangabeiras, se mudou e colocou uma faixa em frente ao casarão, com os seguintes dizeres: “Devido à tentativa de assalto, mudamos e limpamos a casa de todo e qualquer valor”. Os moradores chegaram a contratar os serviços de uma firma de segurança e também contavam com cachorros da raça pitbull para tentar intimidar os criminosos.
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O tenente-coronel Eucles Figueiredo, comandante do 22º Batalhão da PM, que responde pela Região Centro-Sul, afirma que “estatísticas, com números decrescentes, não invalidam o sentimento de quem sofreu o roubo”. Segundo o militar, o número de policiais está sendo reforçado com a operação natalina e ações estratégicas desempenhadas a partir das informações da comunidade.

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FONTE: Estado de Minas.


Tiroteio em casa de show em BH termina com quatro jovens baleados

A Polícia está investigando as identidades dos criminosos. Testemunhas disseram que o crime tem a ver com disputa de gangues envolvidas com o tráfico de drogas

Leonardo Alvarenga Santos

Tiroteio na madrugada deste sábado em uma tradicional casa de show da Rua Fluorina, no Bairro Paraíso, Região Leste de Belo Horizonte, deixou quatro jovens feridos. Testemunhas não souberam dizer quantos homens participaram da cena do crime. A polícia apurou que, por volta da meia-noite, um grupo de homens armados abriu fogo contra as pessoas que deixavam o local, provocando pânico e correria.
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Entre os jovens baleados J.V.B.E., de 19 anos, foi atingido por três tiros quando ia atravessar a rua para a pegar a moto que drigia. Ele contou que conseguiu correr e voltar para a casa de show. J.V.B.E foi socorrido por um taxista, que o levou para o Hospital de Pronto-Socorro João XXIII (HPS).
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Também foram baleados W.P, 22 anos, atingido na barriga, T.H.M., 23 anos, também na barriga, e P.H.D.S., 22, ferido na perna esquerda e de raspão na barriga. ELes também foram levados para o HPS. Desta vez por policiais militares, do Grupo Especializado em Policiamento de Área de Risco (Gepar), do 22º Batalhão da PM.
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Estado grave
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A assessoria da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig) informou que J.V.B.E. passou por cirurgia. Ele está internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e o estado dele é muito grave. Já os outros três baleados estão estáveis, sem risco de morte e internados apenas para observação.
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Carro alvejado
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O táxi do motorista auxiliar R.M.O., 37, ficou com a lataria perfurada por balas e os vidros foram estilhaçados. Testemunhas contaram que viram um grupo armado se posicionar em frente à casa de show. Elas também relataram à polícia que o crime está relacionado a uma disputa entre gangues ligadas ao tráfico de drogas.
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Autoria desconhecida

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Militares do 22º BPM conversaram com dois seguranças da casa de show e pessoas que testemunharam o tiroteio. Ninguém soube informar sobre os autores dos disparos. Quantos eram, se estavam a pé ou de carro. Em frente ao estabelecimento, peritos da Polícia Civil recolheram várias cápsulas deflagradas de pistolas semiautomática 9 mm.
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A casa de show não tem câmeras de videomonitoramento. A Polícia Civil vai investigar o ataque no local e deve analisar imagens de imóveis próximos para tentar identificar os responsáveis pelo crime

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FONTE: Estado de Minas.


Com apreensões em alta, crimes cometidos por jovens chamam a atenção pela banalidade.

Comerciante morreu por R$ 60.

Em delegacia, rapaz matou outro alegando sofrer ameaças

Jovens apreendidos em BH: detenções na capital passam da casa dos 9 mil ao ano. Tráfico é o principal motivo (Jackson Romanelli/EM/D.A Press %u2013 17/11/08)

Com os debates sobre a redução da maioridade penal ocupando a pauta do Congresso Nacional e a média mensal de adolescentes apreendidos pelas autoridades mineiras crescendo 1,4% nos seis primeiros meses de 2015,  em comparação com a média dos 12 meses do ano passado, dois crimes praticados por menores provocaram perplexidade em Minas.

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Na noite de terça-feira, um adolescente de 14 anos, com pelo menos 14 passagens na polícia por roubo, furto, tráfico de drogas e porte de arma de fogo, matou um comerciante em Cláudio, no Centro-Oeste de Minas, para assaltar sua mercearia, de onde levou R$ 60. Na mesma noite, um adolescente de 16 anos matou outro jovem de 17 em uma cela dentro da Divisão de Orientação e Proteção à Criança e ao Adolescente (Dopcad) de Contagem, na Grande BH.
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O menor autor da morte de Lindolfo de Resende, 49 anos, dono de uma mercearia em Cláudio, é apontado pelo capitão Eisenhower Guerck, comandante da Polícia Militar da cidade, como um jovem “totalmente desequilibrado”. “Ele sempre assalta com o dedo no gatilho e chega a encostar a arma nas pessoas. Se houver qualquer susto, ele dispara mesmo”, afirma o militar.

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Pelas primeiras apurações tanto da PM quanto da Polícia Civil, o fato de o comerciante ter se assustado pode ter sido o suficiente para que o jovem de 14 anos tenha tirado sua vida. Imagens das câmeras de segurança do estabelecimento mostram, segundo a PM, ele e uma jovem de 17 anos, já conhecidos dos policiais, entrando na mercearia. “Parece que quando o dono mexeu a cadeira para trás, tomou um tiro no peito”, afirma o capitão. Outros dois tiros teriam sido disparados, antes de a dupla pegar R$ 60 em dinheiro no caixa e fugir para a zona rural do município.
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“A Polícia Militar está sempre prendendo esse rapaz, mas ele continua solto. Vejo que o Lindolfo é uma vítima da impunidade. Normalmente não há estrutura para internação e ele volta a cometer os crimes”, afirma. Segundo a Polícia Civil, A. tem 14 passagens, por tráfico de drogas, roubo, furto e porte de armas. O delegado Carlos Henrique Gomes Bueno comandava ontem diligências para localização da dupla e aguardava a expedição de um mandado de apreensão dos dois.

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Há oito anos na cidade, o policial conta que repete o mesmo trabalho várias vezes. “A gente sempre requere as medidas socioeducativas cabíveis e aí é com a Justiça. Temos problemas com a falta de vagas para internação e a legislação não pune de forma efetiva”, diz.
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MORTE EM DELEGACIA Um adolescente de 17 anos foi assassinado na noite de anteontem numa das celas da Divisão de Orientação e Proteção à Criança e ao Adolescente (Dopcad) de Contagem, na Grande BH. O suspeito pela morte de S.S.P. é um outro menor, de 16 anos. O garoto teria usado uma faca improvisada feita com uma colher de plástico e atacou a vítima enquanto ela dormia. S. sofreu perfurações no peito e pescoço.

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Um dos agentes de plantão ouviu os gritos, mas não conseguiu socorrer o jovem a tempo. Ao ser questionado sobre o motivo do assassinato, o adolescente de 16 anos alegou ter agido para se defender, já que a vítima o havia ameaçado. O autor estava acautelado na delegacia desde 10 de junho, enquanto a vítima deu entrada no domingo.
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Levantamento do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, com dados limitados a jovens infratores de Belo Horizonte, mostra que, em 2014, o ato infracional mais cometido pelos 9,1 mil adolescentes apreendidos na capital foi o tráfico de drogas, com mais de 2,2 mil ocorrências. Em segundo lugar aparece o roubo, seguido do uso de drogas, furto e lesão corporal, fechando os cinco principais crimes.
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Em nota, a Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds) informou que o atual governo estadual recebeu o sistema socioeducativo com déficit de vagas e está retomando quatro obras de centros de internação, com capacidade de acolher 160 adolescentes, nas cidades de Passos (Sul de Minas), Vespasiano (Grande BH) e Tupaciguara (Triângulo Mineiro). Em 11 de agosto, a lotação do sistema era de 1.899 internos, sendo que a capacidade é de 1.422 vagas.
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Sobre a morte em Contagem, a pasta lamentou o fato e informou que tem tentado com a prefeitura, o Ministério Público e a Justiça um terreno para construir um centro socioeducativo na cidade. A Seds acrescenta que a Dopcad de Contagem possui apenas alojamento para que os menores aguardem decisão da Justiça por no máximo cinco dias. A Justiça solicitou internação para o autor do assassinato em 28 de julho, mas não havia vaga disponível e o jovem foi incluído na lista de prioridades.

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FONTE: Estado de Minas.



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