Antequam noveris, a laudando et vituperando abstine. Tutum silentium praemium.

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Guarapari, Vila Velha e Vitória: confira a lista de praias próprias e impróprias no verão 2019

De acordo com a Secretaria de Meio Ambiente (Semma) de Vila Velha, a balneabilidade é determinada a partir da quantidade de bactérias (coliformes totais e fecais – escherichia coli e/ou enterococos) presentes na água. A Prefeitura de Vitória complementou que o índice assegura a recreação de contato direto e prolongado, como natação, mergulho e lazer.

Algumas das praias, além de lagoas, foram consideradas impróprias para banho. Veja a lista abaixo:

Guarapari

De acordo com a Prefeitura de Guarapari, 100% das praias do município estão próprias para banho neste verão. O resultado é do mais recente boletim de balneabilidade, com água coletada na última quarta-feira (19) pela Secretaria de Meio Ambiente e Agricultura (Semag).

Dessa forma, estão próprias para banho as seguintes praias:

Ponto 1 – Praia de Meaipe (em frente ao Hotel Gaeta);
Ponto 2 – Praia de Bacutia (em frente ao Ed. Reserva da Bacutia);
Ponto 3 – Praia de Peracanga (em frente ao Ed. Monteiro Lobato);
Ponto 4 – Praia da Areia Preta (em frente ao Ed. Solar da Praia);
Ponto 5 – Praia das Castanheiras (próximo ao Siribeira Iate Clube);
Ponto 6 – Praia dos Namorados (em frente ao Hotel Atlântico);
Ponto 7 – Praia das Virtudes (em frente à praça);
Ponto 8 – Prainha de Muquiçaba (em frente à rua Francisco Furtado);
Ponto 9 – Praia do Morro I (em frente ao Ed. Varandas de Guarapari);
Ponto 10 – Praia do Morro II (em frente ao quiosque 9);
Ponto 11 – Praia do Morro III (em frente ao Ed. Maison Classic);
Ponto 12 – Praia de Santa Mônica (em frente à rua Santa Rita);
Ponto 13 – Praia de Setiba (em frente ao Quiosque Alto Astral).

Vila Velha

A pesquisa de balneabilidade feita pela Prefeitura de Vila Velha na última sexta-feira (21) mostrou que quatro locais estão impróprios: Praia da Barrinha, na Barra do Jucu; Praia do Ribeiro, próximo ao Farol Santa Luzia; Praia ‘da Prainha’ e, por fim, a lagoa Morada do Sol.

Segundo a prefeitura, todas as praias são sinalizadas sobre a balneabilidade. “As placas são trocadas toda semana se houver alteração após os testes. A placa verde significa “própria” e a placa vermelha indica “imprópria” para o banho”, afirmou em nota.

Ponto 1 – Lagoa 20: própria;
Ponto 2 – Lagoa 110: imprópria;
Ponto 3 – Praia do Barrão (na av. Anderssem Fidalgo Pereira): própria;
Ponto 4 – Praia dos Recifes (em frente à rua Mar Azul): própria;
Ponto 5 – Praia de Ponta da Fruta I (em frente à pracinha da av. Judith Góes Coutinho): própria;
Ponto 6 – Praia de Ponta da Fruta II (em frente à rua da Bomba): própria;
Ponto 7 – Praia da Barrinha (próximo à foz do rio Jucu): imprópria;
Ponto 8 – Praia de Itaparica I (em frente à rua Itaiabaia): própria;
Ponto 9 – Praia de Itaparica II (Colônia de Pescadores): própria;
Ponto 10 – Praia de Itapuã – “Beverly Hills” (em frente à rua Jair de Andrade): própria;
Ponto 11 – Praia da Costa I (em frente à av. Champagnat): própria;
Ponto 12 – Praia da Costa II (Praia da Sereia): própria;
Ponto 13 – Praia do Ribeiro (em frente à rua Santa Berenice): imprópria;
Ponto 14 – Prainha – Meio da Prainha: imprópria.

A Prefeitura de Vila Velha também divulga o índice durante todo o ano em seu site oficial.

praia

Vila Velha tem praias impróprias para banho

Vitória 

A Prefeitura de Vitória, capital do Espírito Santo, realiza testes de balneabilidade semanalmente. De acordo com o município, 18 pontos do litoral estão liberados para natação, mergulho e lazer.

vitória

Segundo prefeitura, gráfico é atualizado semanalmente

Todos esses pontos podem ser vistos facilmente pelo gráfico interativo, disponível no site oficial da prefeitura.

Estão impróprios o ponto 9, no Canal de Camburi (a 50 metros após o primeiro píer), que está interditado; a praia de Santa Helena (100 metros após a ponte da Ilha do Frade) e a praça dos Desejos (em frente à guarderia).

Ponto 01A – Jardim Camburi(próximo ao Viaduto Araceli Cabreira Crespo): própria;
Ponto 02 – Praia de Camburi (Av. Dante Michellini – esquina com Rua Silvino Grecco): própria;
Ponto 02A – Aeroporto/Praia de Camburi (Av. Dante Michellini – em frente a entrada da antiga Feira dos Municípios): própria;
Ponto 03 – Aeroporto/ Praia de Camburi (Av. Dante Michellini – a 150 metros antes do 2º pier): própria;
Ponto 04 – Mata da Praia/ Praia de Camburi (Av. Dante Michellini – esquina com Av. Adalberto Simão Nader): própria;
Ponto 05 – Mata da Praia/ Praia de Camburi (Av. Dante Michellini – esquina com Av. Nicolau Von Shilgen): própria;
Ponto 06 – Jardim da Penha/Praia de Camburi (Av. Dante Michellini – esquina com a R.Comissário Otávio Queiroz): própria;
Ponto 07 – Jardim da Penha/Praia de Camburi (Av. Dante Michellini – esquina com a R. Eugenilio Ramos): própria;
Ponto 08 – Jardim da Penha/Praia de Camburi (Av. Dante Michellini – a 150 metros antes do 1º pier): própria;
Ponto 09 – Jardim da Penha/Praia de Camburi (Canal de Camburi – 50m após o 1º pier): praia interditada;
Ponto 10 – Praia do Canto (80 metros após o Iate Clube): própria;
Ponto 11 – Prata do Canto (80 metros antes da ponte da Ilha do Frade): própria;
Ponto 12 – Enseada do Suá/Praia de Santa Helena (100 metros após a ponte da Ilha do Frade): própria;
Ponto 12A – Praia do Canto/Praça dos Desejos (em frente à Escola de Velas): própria;
Ponto 13 – Enseada do Suá/Praia de Santa Helena (200 metros antes das barracas da Curva da Jurema): própria;
Ponto 14 – Enseada do Suá/Praia de Santa Helena (em frente as barracas da Curva da Jurema): própria;
Ponto 15 – Ilha do Frade (Praia da Direita): própria;
Ponto 16 – Ilha do Frade (Praia das Castanheiras): própria;
Ponto 17 – Ilha do Frade (R. Des. Alfredo Cabral, em frente ao nº1255): própria;
Ponto 18 – Ilha do Boi (Praia do Nenel): própria;
Ponto 19 – Ilha do Boi (Praia Grande): própria;
Ponto 20 – Enseada do Suá (Praia do Suá – ao lado da Capitania dos Portos): imprópria;
Ponto 21 – Enseada do Suá (Praia do Meio – embaixo da 3ª ponte): imprópria;
Ponto 22 – Santo Antônio /Praia de Santo Antônio (Academia Popular): praia interditada;
Ponto 23 – Santa Luzia / Canal da Passagem (próximo a Ponte da Passagem -J.da Penha): praia interditada;
Ponto 24 –  Jesus de Nazareth – praia interditada.

Praia do Morro, em Guarapari, é umas das preferidas dos mineiros

Praia do Morro, em Guarapari, é umas das preferidas dos mineiros

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FONTE: Hoje Em Dia.


Moradores da região Nordeste terão nova linha de ônibus a partir de domingo

A partir do próximo domingo (21), uma nova linha de ônibus atenderá os moradores da região Nordeste de Belo Horizonte. Conforme a BHTrans, a linha 825 entrará em operação e fará o trajeto Estação São Gabriel/Vitória II via UPA, instalada no bairro São Paulo.
A autarquia responsável por gerenciar o trânsito na capital informou que a criação da linha atende demanda da comunidade. “Com a opção de transbordo, diversos bairros atendidos pelas linhas alimentadoras na Estação São Gabriel também poderão utilizar a linha 825, em uma segunda viagem e sem pagar mais por isso, e também acessarem a UPA Nordeste”, destacou a empresa.

Itinerário

Rua dois Mil Quatrocentos e Sessenta e Nove, 141 (Condomínio Figueira, ponto final), R. Dois Mil Quatrocentos e Sessenta e Oito, R. Osmir Venuto da Silva, R. Amélia Moretzsohn da Silva, R. Luiz Romualdo da Silva, R. Augusta Sacchetto Scalzo (antiga R. 714), R. dos Borges (à direita), R. Dois Mil Quatrocentos e Sessenta e Seis, R. Berenice Ribeiro de Miranda (retorno no Residencial Esplêndido), R. Berenice Ribeiro de Miranda, R. Dois Mil Quatrocentos e Sessenta e Seis, R. dos Borges, R. Dona Chiquinha, Rod. Anel Rodoviário Celso Mello Azevedo, R. São Gregório, R. Jacuí (à esquerda), R. Angiroba, R. Joaquim Gouveia (UPA Nordeste), R. Angola, Av. Cristiano Machado (Estação São Gabriel-Setor Oeste).

Av. Cristiano Machado (Estação São Gabriel-saída via 240), Pça. Corpo de Bombeiros Militar, Viaduto Um Mil Novecentos e Setenta e Nove, R. Jacuí (à direita), R. Andiroba, R. Manoel Alexandrino, R. Angola, R. Joaquim Gouveia (UPA Nordeste), R. Andiroba, R. Agrelos, Rod. Anel Rodoviário Celso Mello Azevedo, R. dos Borges, R. Dois Mil Quatrocentos e Sessenta e Seis, R. Berenice Ribeiro de Miranda (retorno no Residencial Esplêndido), R. Berenice Ribeiro de Miranda, R. dois Mil Quatrocentos e Sessenta e Seis, R. dos Borges, R. Augusta Sacchetto Scalzo, R. Luiz Romualdo da Silva, R. Amélia Moretzsohn da Silva, R. Osmir Venuto da Silva, R. Dois Mil Quatrocentos e Sessenta e Oito, R. Dois Mil Quatrocentos e Sessenta e Nove (retorno na rotatória após o Condomínio Figueira), R. Dois Mil Quatrocentos e Sessenta e Nove (Ponto Final).

 

horário de ônibus da linha 825

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FONTE: Hoje Em Dia.


Pedreiro se forma em Direito após pedalar 42 km por dia para estudar

Joaquim Corsino recebeu o diploma nesta quinta-feira (17).
Aos 63 anos, ele ainda quer ser delegado de polícia.

Pedreiro realiza sonho e recebe diploma de graduação em Direito, espírito santo (Foto: Ricardo Medeiros/ A Gazeta)Pedreiro realiza sonho e recebe diploma de graduação em Direito

Mais de 40 anos e muitos desafios precisaram ser atravessados para que o pedreiro Joaquim Corsino realizasse seu sonho. Aos 63 anos de idade, vestido de beca e com chapéu de formando, ele recebeu, na noite desta quinta-feira (17), em Vitória, o seu diploma de graduação em Direito.

Quero ser delegado de polícia”
Joaquim Corsino, ex-pedreiro

Para realiza o sonho, o pedreiro Joaquim Corsino dos Santos pedalava, diariamente, entre Cariacica, onde mora, até Vitória, onde fica a faculdade de Direito em que ele estuda. A distância, cerca de 21 quilômetros entre um município e outro, não desanimou o estudante. “Quero ser delegado de polícia” disse

Nascido em Itaumirim, Minas Gerais, Joaquim chegou ao Espírito Santo aos 18 anos. Com mais de 20 concluiu um curso técnico em Administração.

Mas após não ser aprovado no vestibular de Ciências Contábeis da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), em 1980, precisou deixar os livros para trabalhar. A partir de então, Joaquim começou a atuar como ajudante de   pedreiro e, mais tarde, como pedreiro.

Ainda assim, a vontade de estudar sempre esteve presente. Por isso, a cada parede erguida por Joaquim, parte do dinheiro ganhado era guardado. Além de construir sua casa, em Bandeirantes, Cariacica, o pedreiro juntou ao longo dos anos R$ 55 mil para os estudos.

“Eu sou um camarada que gosta das coisas honestas. Sempre quis fazer um curso de Direito para ajudar outras pessoas”, conta Joaquim, que em 2008 iniciou a graduação em uma faculdade privada. Quatro períodos foram concluídos, mas o pedreiro  teve que adiar o sonho por mais um tempo.

“Um amigo pediu R$ 4.500 emprestados e não pagou. Aí eu tive que parar a faculdade para juntar mais dinheiro para poder pagar o curso todo”, lembrou.

De Bicicleta
Em 2012, Joaquim retornou à graduação e não parou mais. Todos os dias ele fazia o trajeto de sua casa até a faculdade, em Vitória, com sua bicicleta em um percurso de 42 km.

E engana-se quem pensa que com o diploma a saga de superação de Joaquim chega ao fim. Os olhos do bacharel em Direito estão voltados para o futuro. Seu próximo objetivo é ser aprovado pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Em seguida, pretende se tornar delegado. “Quando eu leio a Constituição no artigo quinto, que fala que todos têm direitos iguais, vejo que tem muita coisa boa nela e eu gostaria de contribuir para isso”.

FONTE: G1.


Advogados divulgam liminar com suspenção do despejo da Mata do Isidoro

PM disse não ter recebido nenhum documento sobre o assunto; reportagem também tentou contato com o STJ e com o Tribunal de Justiça de Minas Gerais, por meio do telefone, mas não conseguiu contato com os órgãos

Advogados do movimento Resiste Izidora divulgaram na noite desta segunda-feira (29) um documento em que o ministro Og Fernandes, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), teria concedido uma liminar que suspende a ordem de despejo dos três assentamentos instalados na Mata do Isidoro, situada na região de Venda Nova, em Belo Horizonte. No terreno, vivem 8.000 famílias, que estão instaladas nas ocupações Esperança, Vitória e Rosa Leão.

A reportagem de O TEMPO entrou em contato com a Polícia Militar (PM) que informou não ter sido notificada sobre o assunto. A reportagem também tentou contato com o STJ e com o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), por meio do telefone, mas não conseguiu contato com os órgãos.

Os advogados que defendem as ocupações seguiram para Brasília nesta segunda, onde entraram com um mandado de segurança. Os defensores alegam que não há condições para a reintegração ser realizada. “Não estamos questionando a reintegração de posse, mas sim o procedimento utilizado pela polícia”, explicou a advogada Fernanda Vieira, de 37 anos.

Os documentos foram divulgados por volta de 22h. Os Na liminar apresentada, o ministro lembra que quem deve determinar a ação policial na execução de uma decisão judicial é o Poder Judiciário.

FONTE: O Tempo.


Após reunião, reintegração de posse das ocupações do Isidoro é suspensa

Acordo entre governo e representantes das áreas levou à suspensão do processo nos próximos 15 dias

Isidoro

A reintegração de posse das ocupações do Resiste Isidoro – Rosa Leão, Esperança e Vitória – , na Região Norte de Belo Horizonte, está suspensa por 15 dias. A decisão foi tomada após um acordo entre o governo do estado e representantes das ocupações e movimentos sociais que participaram de uma reunião na manhã desta segunda-feira na Defensoria Pública de Minas Gerais.
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As negociações foram retomadas depois de a Polícia Militar de Minas Gerais ter reprimido, na última sexta-feira, a marcha de moradores das ocupações na MG-010. Depois do confronto, o governo de Minas emitiu nota afirmando que não iria tolerar a interdição de vias públicas. Na mesma nota, o governo afirmou que o movimento de moradia havia rejeitado a proposta de reassentamento das famílias e não estava aberto à negociação.
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Depois da reunião na Defensoria Pública, lideranças das ocupações disseram que a proposta estava sendo estudada e que nunca se fecharam às negociações. As lideranças reafirmaram que a ação da Polícia Militar os pegou de surpresa. “Era uma manifestação muito tranquila. Não entendemos a repressão de forma desproporcional”, afirmou o coordenador do Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas (MLB), Léo Péricles. Foram apresentadas, durante a reunião, fotos dos moradores que foram atingidos durante o confronto. Segundo Léo, mais de 80 pessoas ficaram feridas.
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O governo de Minas representado pelo secretário de direitos humanos, Nilmário Miranda, não falou à imprensa ao final da reunião. Representantes da Arquidiocese também participaram da reunião e ratificaram que o arcebispo de Belo Horizonte Dom Walmor de Oliveira Mol teria pessoalmente feito o pedido ao governador Fernando Pimentel para suspender a reintegração de posse. 
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Durante este período, a comissão responsável pelas negociações irá retomar a discussão sobre o destino das 8 mil famílias das ocupações Vitória, Rosa Leão e Esperança. O grupo será formado por movimentos sociais, igreja, e mediação da Assembleia Legislativa de Minas Gerais.
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Os moradores das ocupações exigem adequações na proposta do governo. Eles pedem que as famílias que estão no terreno há mais tempo e têm imóveis consolidados possam permanecer em suas casas, enquanto as demais iriam para os imóveis do programa Minha Casa, Minha Vida. O acordo deve ser oficializado pelo governo à Justiça. “Quem rompeu a negociação? Não foi o movimento. Estávamos analisando as propostas para sugerir adequações. A legislação determina que em caso de reassentamento as famílias só podem ser retiradas para viver em condições iguais ou superiores”, disse Léo Péricles. 
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Além disso, representantes do MLB pediram durante a reunião o afastamento do comandante que estava à frente da operação policial que terminou em confronto durante um protesto na última sexta-feira, na MG-010. Eles alegam que cerca de 80 pessoas ficaram feridas. Eles dizem que a ideia era fazer uma marcha pacífica, sem ocupar a Cidade Administrativa.

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FONTE: Estado de Minas.


MATA DO ISIDORO

Moradores preparam resistência e se unem em vigília por terreno 

PM pode cumprir ordem de reintegração a qualquer momento

CASO IZIDORO

Estratégias.
Moradores fecharam entradas do terreno com pneus e intenção é avisar com foguetes sobre chegada da PM

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Os moradores das ocupações Esperança, Vitória e Rosa Leão, na mata do Isidoro, região Norte de Belo Horizonte, estão novamente vivendo a angústia da iminência do despejo. Com a chegada de uma nova ordem da Justiça para a reintegração de posse, na última quinta-feira, começaram as mobilizações e a formação de um movimento de resistência. Ocupantes se revezam em vigílias e, no início da noite de ontem, dezenas de integrantes de grupos sociais começavam a chegar ao local para engrossar o movimento. A Polícia Militar, responsável pelo cumprimento da ordem judicial, ainda não marcou data para a ação, mas assumiu o compromisso de avisar com antecedência invasores e imprensa, o que não havia acontecido até a noite de ontem.

Na entrada da maior ocupação, a Vitória, foi montado um centro de apoio para reunir moradores e receber apoiadores e doações. De acordo com o integrante das Brigadas Populares Guilherme Pontes, além da preocupação com o processo do despejo em si, eles temem que os ocupantes fiquem ilhados enquanto mantiverem resistência e que o acesso a água e alimentos seja dificultado. “A possibilidade de sítio é muito grande”.

Resistência. O domingo foi marcado por reuniões para organizar a resistência, e os participantes se reuniram em grupos para pensar estratégias para os próximos dias. Segundo Guilherme Pontes, a partir de agora eles vão tentar uma negociação – desde o ano passado governo e moradores mantêm conversas, mas os ocupantes não aceitaram a proposta do Estado.

Reunião ALMG. Uma reunião hoje, às 10h, na Assembleia Legislativa, vai debater a situação das ocupações e a ação de reintegração de posse

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FONTE: O Tempo.


PM diz que pode usar caveirão e helicópteros em desocupações

Ato de manifestantes na parte da manhã desta sexta-feira (19) é visto pela Polícia como uma ação criminosa; 28 pessoas foram presas, durante confronto na MG-10

Invasores promoveram depredações hoje (19/06/2015) na MG-10

A Polícia Militar pode usar três caveirões e quatro helicópteros durante a ação de retirada dos moradores das ocupações Rosa Leão, Esperança e Vitória, todos na região do Córrego do Izidoro, em Venda Nova. A ação está marcada para começar nas primeiras horas da próxima segunda-feira (22). Ao todo, 8 mil pessoas vivem devem ser retiradas das três ocupações.

Invasores ‘comemoram’ aniversário da invasão

Nesta sexta-feira (19), moradores das áreas bloquearam a rodovia MG-10, em frente à Cidade Administrativa, complicando o trânsito e atrapalhando a vida de quem tinha horário para chegar ao Aeroporto de Confins. Houve confronto com a PM, que usou bombas de efeito moral e cavalaria.

Segundo informações da corporação, 28 pessoas foram presas. Líderes das ocupação falam em 60 feridos. Apesar do movimento, a desocupação foi mantida pela justiça.

A área ocupada pelos manifestantes também já foi chamada de Granja Werneck e é a última grande área não ocupada de Belo Horizonte. Tem 9 milhões de metros quadrados, área maior que a compreendida pela Avenida do Contorno.

Em março de 2010, o prefeito Marcio Lacerda anunciou, em coletiva na Prefeitura, que a área seria transformada em um grande conjunto urbano, erguido pela Direcional Engenharia. Ao todo seriam 75 mil unidades habitacionais, com um investimento estimado em R$ 7,7 bilhões.

O projeto de desenvolvimento urbano desse grande conjunto foi elaborado pelo escritório do arquiteto e urbanista Jaime Lerner, ex-prefeito de Curitiba. Foi ele quem inventou, nos anos 1990, o modelo de ônibus em faixas urbanas, em BH batizado como Move.

O projeto previa, inicialmente, 40% de áreas reservadas para dois parques, sendo um deles maior que o das Mangabeiras, e outro quase do mesmo tamanho do Parque Municipal.

FONTE: O Tempo.



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