Antequam noveris, a laudando et vituperando abstine. Tutum silentium praemium.

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Neonazistas e punks travam guerra por territórios na capital. Com outras tribos, eles são monitorados pela polícia devido a agressões, crimes de intolerância, vandalismo e tráfico

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É em meio ao agito da noite belo-horizontina, quando tribos urbanas convergem para a Savassi, na Região Centro-Sul, que uma guerra de intolerância para marcar território ocorre longe dos olhos da maior parte da população. Entre o papo nas mesas de bares e as paqueras, poucos percebem quando turmas de jovens portando armas brancas se medem à distância, prontas para trocar agressões caso os rivais se atrevam a cruzar seu espaço. Segundo relatório da inteligência da 4ª Companhia do 1º Batalhão da Polícia Militar, ao qual o Estado de Minas conseguiu acesso com exclusividade, há quatro grandes grupos dessas tribos, a maioria composta por jovens de classe média. Em dois anos de acompanhamento, os militares destacam os skinheads neonazistas e os punks como os mais violentos. Ao todo, 31 pessoas envolvidas nesses movimentos, formados também por góticos e emos, são monitoradas e têm passagens policiais por agressão, lesão corporal e vandalismo, além de uso e tráfico de drogas.
Conflitos entre essas tribos, com trocas de socos, correntadas e pedradas, são registrados nas madrugadas, segundo o major Carlos Alves, comandante da 4ª Companhia. “Nas imediações da Praça da Liberdade ocorrem brigas com frequência. Monitoramos sobretudo os casos de ameaças, para que não se tornem homicídios. É o crime que mais preocupa o Estado”, afirma o oficial. O militar conta que, quando um grupo ocupa um espaço, o outro não se aproxima. “A não ser que queiram se desafiar. Geralmente se aglomeram em locais de penumbra, que se tornam guetos. Normalmente, a aparência dessas pessoas chama muito a atenção. Os skinheads, por exemplo, usam coturnos, são carecas e fortões. Os outros têm piercings e cabelos coloridos”, descreve.

Os grupos com mais componentes sob vigilância são os de punks e de skinheads neonazistas, cada qual com 12 monitorados pela PM. Entre eles estão Antônio Donato Baudson Peret, o “Tim”, de 25 anos; Marcus Vinícius Garcia Cunha, de 26, e João Matheus Vetter de Moura, de 20, todos presos por apologia ao nazismo e formação de quadrilha, em 14 de abril, dias depois de Donato ter postado numa rede social uma fotografia em que aparece estrangulando com uma corrente um morador de rua negro. A denúncia contra os três foi aceita pela Justiça Federal. Veja AQUI!

Considerados nacionalistas e conhecidos por pregar a “supremacia branca” contra judeus, negros e homossexuais, os neonazistas geralmente se reúnem na praça da Savassi. “Ficam bebendo e brincando de bater uns nos outros. Se alguém olhar atravessado, é briga na certa. Outro dia, um colega teve de pegar um pau para se defender deles, só porque é negro”, conta um lavador de carro da região, que pediu para não ser identificado, com medo de retaliações.

Apesar da violência dos skinheads, o grupo que mais preocupa a PM atualmente é formado pelos punks. “Eles vêm da Savassi e descem a Avenida Bias Fortes até a Praça Raul Soares, onde se aglomeram. Nos últimos dias recebemos muitas denúncias de agressões contra eles, por causa da presença dos garotos de programa nos bares que os punks frequentam. Aumentamos o policiamento”, afirma o major Carlos Alves.

FONTE: Estado de Minas.

Denunciados por promover intolerância na internet e agredir integrantes de minorias, três skinheads de BH vão responder pelos crimes de racismo e formação de quadrilha

Antônio Donato, João Mateus Veter de Moura e Marcus Vinícius Garcia Cunha foram detidos sob suspeita de incentivar crimes de ódio (Paulo Filgueiras/EM/D.A Press %u2013 16/4/13)
Antônio Donato, João Mateus Veter de Moura e Marcus Vinícius Garcia Cunha foram detidos sob suspeita de incentivar crimes de ódio

Três acusados de promover o nazismo nas redes sociais e de agredir homossexuais, negros, moradores de rua e outras minorias que frequentam a Savassi, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte, agora respondem pelos crimes na Justiça Federal. A juíza da 9ª Vara Federal, Raquel Vasconcelos Alves de Lima, aceitou a denúncia oferecida pelo Ministério Público Federal (MPF) contra Antônio Donato Baudson Peret, de 25 anos, e outros dois homens que se identificam como skinheads, por formação de quadrilha e de promoção do racismo. A juíza decretou sigilo do processo e o procurador federal que denunciou os réus não autorizou a divulgação do teor do documento e nem do seu nome, segundo a assessoria do MPF, que assumiu o caso por se tratar de crime relacionado à internet.

Antônio Donato foi preso preventivamente em abril, junto com Marcus Vinícius Garcia Cunha, de 26, e João Matheus Vetter de Moura, de 20. Esse último, o único que estava em prisão temporária, foi solto. Os outros dois estão presos no Complexo Penitenciário Nelson Hungria, em Contagem, Grande BH. O grupo foi indiciado por formação de quadrilha, cuja pena é de um a três anos de detenção, além de outros crimes.

João Matheus, que publicou nas redes sociais a foto de uma criança branca ao lado de um filhote de macaco, vai responder pelo crime de racismo. Antônio Donato e Marcus Cunha foram indiciados por promoção do nazismo, que também está previsto na lei de racismo. Ainda respondem por corrupção de menor, pois divulgaram fotos com o filho de um deles usando adornos nazistas. A delegada Paloma Boson Kairala concluiu o inquérito e o encaminhou à Justiça.

Em 16 de maio, o Juizado Especial Criminal marcou para 5 de julho a audiência de instrução e julgamento de Antônio Donato Baudson Peret. Ele foi capturado pela polícia em Americana (SP), onde foi se esconder na casa da namorada depois de postar uma foto em uma rede social, na qual ele aparece tentando enforcar um morador de rua na Savassi. Donato responde a várias acusações de crimes relacionados a intolerância contra homossexuais, negros, moradores de rua e outras minorias.

A audiência de julho se refere ao processo que tem como vítima o estudante A. A. M. C., de 18. Além de Donato, são acusados na ação Paulo Roberto Freitas, Kevin Shumaker Soares Martins e Iuri Silva de Gusmão, os três com 18 anos, que respondem ao processo em liberdade. O grupo é acusado de atacar a vítima em 15 de abril de 2011, na Avenida Getúlio Vargas com Rua Tomé de Souza, também na Savassi.

O garoto diz que até hoje não consegue esquecer os momentos de pavor ao ser cercado pelos quatro rapazes e espancado. O estudante conta que Iuri o atingiu primeiro com um soco na barriga e Antônio Donato e Keven continuaram os ataques. Os agressores usaram socos inglêses e deram vários chutes da vítima, que tinha 17 anos na época e teve um corte na boca em que levou oito pontos.

Relembre o caso CLICANDO AQUI!

FONTE: Estado de Minas.


Julgamento de skinhead é marcado

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O Juizado Especial Criminal marcou para as 9h30 de 5 de julho a audiência de instrução e julgamento de Antônio Donato Baudson Peret, de 25 anos, que se identifica como skinhead e está preso por formação de quadrilha e de promover o racismo. No mês passado, ele foi capturado pela polícia em Americana (SP), onde foi se esconder na casa da namorada depois de postar uma foto numa rede social em que ele aparece tentando enforcar um morador de rua na Savassi, Região Centro-Sul de Belo Horizonte. Há várias acusações contra Donato de crimes de intolerância contra homossexuais, negros, moradores de rua e outras minorias da capital mineira.
SAIBA MAIS…
Este é apenas um dos vários crimes imputados a Donato di Mauro, como ele gosta de ser chamado. Veja aqui as matérias sobre sua prisão em Americana/SP, após a repercussão do repúdio à acusação de intolerância racial.
A audiência de julho é referente ao processo que tem como vítima o estudante A.A.M.C., de 18. Além de Donato, também são acusados Paulo Roberto Freitas, Kevin Shumaker Soares Martins e Iuri Silva de Gusmão, os três têm 18 anos e respondem ao processo em liberdade. São acusados de atacar a vítima em 15 de abril de 2011, na Avenida Getúlio Vargas com Rua Tomé de Souza, na Savassi.O estudante conta que conta que Iuri Gusmão o atingiu primeiro com um soco na barriga e Antônio Donato e Kevin Soares continuaram as agressões. Eles usaram socos inglês e deram vários chutes da vítima, que tinha 17 anos na época e teve um corte na boca que precisou de oito pontos. Antônio Donato está preso há um mês no Complexo Penitenciário Nelson Hungria, em Contagem, Grande BH.
FONTE: aQui.

 

 (Paulo Figueiras/EM/D.A.Press)

O inquérito policial que investigava a participação de Antônio Donato Baudson Peret, de 25 anos, Marcus Vinícius Garcia Cunha, de 26, e João Matheus Vetter de Moura, de 20, em crimes de racismo e formação de quadrilha foi concluído na tarde desta quinta-feira. De acordo com a delegada de Crimes Cibernéticos, Paloma Boson Kairala, responsável pelos trabalhos, os dados foram entregues à Promotoria de Direitos Humanos e ao juiz responsável pelo caso. Os detalhes sobre a apuração serão informados nesta sexta-feira.

A investigação contra Antônio Donato e os outro envolvidos começou após publicação de uma foto polêmica postada no Facebook, em que o skinhead aparecia enforcando um morador de rua com uma corrente. Antônio Donato disse hoje que a imagem foi uma brincadeira, mas a delegada mostrou outras fotos capturadas na rede social dos três presos em que há dizeres racistas e homofóbicos.

Antônio Donato foi preso no dia 14 de abril em Americana, São Paulo, para onde fugiu depois de postar na internet a foto. Os outros dois suspeitos, Marcus e João, foram presos no mesmo dia nos bairros Carlos Prates e São Bento, respectivamente, em Belo Horizonte.

Veja AQUI! o vídeo da prisão de Donato.
Os três foram encaminhados para o Centro de Remanejamento Prisional (Ceresp) São Cristóvão, na capital. No entanto, de acordo com a assessoria de imprensa da Polícia Civil, João Matheus foi liberado na noite de quarta-feira. Segundo a delegada do caso, foram pedidos três mandados de prisão preventiva, contudo, no lugar disso a Justiça expediu dois mandados de prisão preventiva e uma temporária para João Matheus. “A prisão temporária dura cinco dias e nós pedimos que ela fosse prorrogada por mais cinco. Ele foi investigado pelos mesmos crimes que os outros dois e só a juíza vai saber explicar porque para ele foi temporária e para os outros, preventiva”, afirma.
FONTE: Estado de Minas.


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