Antequam noveris, a laudando et vituperando abstine. Tutum silentium praemium.

Arquivo do mês: março 2013

 

 (Eduardo Almeida/RA Studio)

Arquitetura moderna, museu de arte, zoológico, estádio de futebol e universidade, tudo em um mesmo lugar. Essas são as referências da Pampulha, região que concentra arte, lazer, esporte e educação, além de uma infraestrutura que não deixa nada a dever a outros locais da cidade. Por isso a área é tão valorizada e atrai investidores do mercado imobiliário. Afinal, qualidade de vida é o que toda população quer e encontra na Pampulha.

Entre os bairros que mais se destacam na região, o diretor de atendimento da Morus Imóveis, Vagner Costa, aponta o Ouro Preto, o Jaraguá e o Castelo. “Porque são os únicos que não estão estagnados e ainda têm possibilidade de construção. Mas também há o desenvolvimento de empreendimentos em torno da lagoa, no Bairro Bandeirantes, que é mais residencial. O Bairro Engenho Nogueira é indicado para uma segunda linha de investimentos”, diz.

Além do Ouro Preto, Jaraguá e Castelo, o diretor -executivo da Construtora Oliveira Fortes, Arilson Silveira de Oliveira, indica o Itapoá e o São José. “São bairros com características familiares. É comum percebermos que várias gerações de uma família foram criadas na mesma região e as pessoas querem continuar próximo dos parentes. Além disso, a Pampulha tem localização privilegiada”, completa.

Para o corretor da unidade franqueada RE/MAX Futuro Vinícius Harry, bairros tradicionais têm índices mais altos de ocupação. “Como Ouro Preto, Jaraguá, Dona Clara, Liberdade e Itapoã, com valores mais expressivos por metro quadrado. De ocupação mais recente, o Castelo tem maior número de lançamentos com menores valores por metro quadrado.”

Segundo Vinícius Harry, na região há uma grande quantidade de empreendimentos residenciais de médio padrão, seguidos daqueles de alto padrão. “Há grande oferta de apartamentos novos, principalmente em bairros como Castelo e Ouro Preto. Bairros como Garças e Trevo têm-se destacado pela maior oferta de casas. Existe, ainda, rápida diversificação do comércio, prestação de serviços e escolas. Predominantemente residencial a região da Pampulha atrai também investimentos comerciais. Um dos motivos é o Mundial de futebol de 2014. “E investimentos em hotéis para a Copa do Mundo de 2014. Fora isso, a oferta comercial não é tão grande. A maioria dos empreendimentos desse perfil é formada por shoppings.”

A opção da advogada Simone Villarino foi por um imóvel pronto, no Bairro Castelo. Em 2006, ela comprou uma cobertura e hoje tem certeza de que foi um excelente investimento. “A região é muito agradável para morar e valorizou muito. Tem lazer, parque ecológico, a lagoa da Pampulha para praticar atividades físicas, academias, supermercados e bares. A infraestrutura é completa para a qualidade de vida.”

Valorizados e raros
Com o aumento da procura e a redução do coeficiente de ocupação do solo na região da Pampulha, apartamentos de dois quartos, flats e lojas já são os mais comercializados

Igreja de São Francisco de Assis, cartão postal da cidade, no circuito que inclui Museu de Arte Moderna e a Casa do Baile. Primores da arquitetura de Oscar Niemeyer e da pintura de Cândido Portinari (Beto Novaes/EM/DA Press)
Igreja de São Francisco de Assis, cartão postal da cidade, no circuito que inclui Museu de Arte Moderna e a Casa do Baile. Primores da arquitetura de Oscar Niemeyer e da pintura de Cândido Portinari

Com a procura pela Pampulha, a oferta de terrenos tornou-se escassa, como constata Vagner Costa. Principalmente após 2010. “Antes, ao comparar os valores, o interessado via na região uma grande oportunidade, com preço acessível. A Pampulha também era atrativa para incorporadoras, por ter bons terrenos e grande potencial. Mas mesmo com a diminuição da oferta, ainda há áreas que vão propiciar bons lançamentos para os próximos cinco anos até que a região fique estabilizada”, conta.

Entretanto, Arilson Oliveira, da Construtora Oliveira Fortes, diz que após a mudança da Lei de Uso e Ocupação do Solo de Belo Horizonte, houve uma diminuição significativa do coeficiente de aproveitamento de terrenos em alguns bairros da Pampulha. “Além disso, houve menor oferta do número de terrenos na região. Alguns bairros ainda oferecem algumas opções, como o Castelo.”

Nesses terrenos são erguidos, principalmente, empreendimentos com apartamentos de dois quartos, conforme Oliveira. “Tem maior liquidez no mercado e um preço mais atrativo, obviamente, pelo próprio tamanho. Os compradores desses apartamentos são, geralmente, pessoas jovens, principalmente casais com um a dois filhos.”

Esse público prefere a Pampulha por ser uma região com características únicas, que proporcionam lazer, gastronomia, descanso e uma melhor qualidade de vida aos seus moradores, como reforça Oliveira. “Possui também infraestrutura com shopping e uma diversidade de lojas que consegue atender essa demanda local.”

“A região abriga bairros com características familiares e casais começando a vida, com um ou dois filhos” – Arilson Silveira de Oliveira, diretor-executivo da Oliveira Fortes

De acordo com o corretor Vinícius Harry, por ser uma região em expansão, a maior procura é por imóveis de dois quartos com suíte e duas vagas na garagem. “Geralmente, almejados por noivos e casais que estão optando por sair do aluguel e procuram o primeiro imóvel. Também vêm sendo muito procurados apartamentos e coberturas luxuosas, com quatro quartos e três ou mais vagas de garagem. São produtos escassos, com alta demanda, menor oferta e maior velocidade de venda.”

E não são só os residenciais que chamam a atenção. Os imóveis comerciais, entre eles salas e lojas, também continuam com uma boa procura. “Boa parte desses investidores são da própria região e acreditam no seu potencial de desenvolvimento e crescimento. Eles são representados por comerciantes de pequeno e médio portes que desejam investir em empreendimentos como salas, lojas e unidades hoteleiras, e também em apartamentos com maior liquidez”, observa Oliveira.

Mas o destaque, segundo o diretor da Construtora Oliveira Fortes, são os flats, que de acordo com ele estão em alta. “São unidades hoteleiras na região da Pampulha e sentido Centro Administrativo. Os flats têm uma característica muito especial, tanto na distribuição do seu resultado como na própria configuração jurídica, que proporciona aos investidores condições muito melhores que nas locações de imóveis convencionais.”

Vagner Costa confirma que os mais valorizados são os imóveis residenciais com boa estrutura de lazer e mais de uma vaga de garagem. “A Morus tem em seu portfólio empreendimentos no Jaraguá, Ouro Preto, Castelo, Engenho Nogueira e Planalto. Desses, 90% são residenciais e 10% compostos pela linha hoteleira, o que representa bem a relação de oferta da região como um todo.”

Para ele, a oferta atual de imóveis está adequada à demanda. “Talvez o Bairro Castelo tenha um pouco mais de estoque, sendo que nos outros a liquidez é mais imediata. Entre as pessoas que apostam na região estão investidores na linha residencial, que compram o imóvel na planta para revender, aqueles que adquirem para locação e os que investem na rede hoteleira”, indica Costa.

Infraestrutura completa para viver com qualidade de vida motivou a compra de Simone Villarino (Eduardo Almeida/RA Studio)
Infraestrutura completa para viver com qualidade de vida motivou a compra de Simone Villarino

Com relação a valores, Vagner Costa informa que cerca de 50% dos empreendimentos na região estão entre R$ 200 mil a R$ 350 mil. “Nessa faixa, 25% são econômicos, com valores de R$ 100 mil a R$ 200 mil, e os 25% restantes são compostos por imóveis acima de R$ 400 mil, sendo o público da Pampulha formado pelas classes B e C”, diz.

Atualmente, dentro do plano de governo de desenvolvimento integrado, como informa Costa, a Pampulha tem como grandes vantagens o fato de estar bem localizada. “Assim, deixou de ser apenas um ponto turístico para se tornar um campo de investimento. A área urbana de Belo Horizonte está expandindo bastante, principalmente para o Vetor Norte, fazendo com que a região da Pampulha se torne o coração da cidade”, considera.

MEMÓRIA
Aeroporto muda estilo do bairro

Na época do Curral Del-Rei, arraial que deu lugar à capital, a região era conhecida como Arraial da Pampulha. Há notícias de que os primeiros habitantes vieram de Portugal e quiseram transformar esse cantinho do Brasil em um lugar que os fizesse lembrar a sua terra natal. Batizaram a região com o mesmo nome do bairro onde viviam em Lisboa e que já não existe mais. A vida na Pampulha tinha o ritmo tranquilo do dia a dia na área rural, com poucas casas. As vias não eram pavimentadas e os bondes não circulavam por lá. Apesar das atividades de agricultura e manufatura, os poderes públicos acreditavam que Pampulha poderia trazer um progresso maior para Belo Horizonte se ajudasse no abastecimento de água e na aproximação da cidade com outras capitais. Assim, em 1930 começaram as obras de construção de uma barragem que iria deter o curso das águas do Ribeirão Pampulha, formando uma represa que serviria de reservatório de água. A barragem formava um amplo lago artificial, a lagoa da Pampulha, e foram criadas assim as condições para as obras do aeroporto, inaugurado em 1933.

FONTE: Estado de Minas.

 

iWatch - AFP
O iWatch da Apple chamou a atenção no Mobile World Congress (MWC) 2013

 

WASHINGTON – Em meio às especulações sobre o futuro dos chamados “relógios inteligentes” (ou smartwatches), está nascendo um consenso: o momento de lançá-los é agora.
Nas últimas semanas, diversos relatórios indicam projetos neste sentido em grandes empresas como Apple, Samsung e Google, que podem iniciar a aventura ainda neste ano.
Para Avi Greengart, analista em temas de consumo da empresa “Current Analysis”, 2013 pode ser o momento ideal porque “as peças são suficientemente pequenas e suficientemente baratas”.
A ideia de criar relógios com conexão à internet existe há uma década, e de fato a Microsoft produziu um em 2003 e marcas como Sony, Pebble e a italiana i’m já têm algumas propostas no mercado.
Até o momento, os relógios inteligentes serviram para se conectar sem fio com os telefones e mandar avisos sobre novas mensagens. Mas os analistas apontam que no futuro podem servir para fazer controles de saúde ou de atividades esportivas.
Segundo os analistas, o relógio inteligente pode se situar no mesmo segmento que os óculos inteligentes.
FONTE: Hoje Em Dia.

  • Reverendo Ryan J. Muehlhauser pode pegar até dez anos de prisão por cada crime

 


O pastor Ryan Muehlhauser
Foto: Reprodução/Internet
O pastor Ryan Muehlhauser Reprodução/Internet

MINESSOTA, EUA — Um pastor de Minessota foi preso na última quinta-feira acusado de abusar sexualmente de dois homens durante sessões de “aconselhamento para se libertar de tendências homossexuais” em uma organização cristã anti-gay. De acordo com o jornal local “Kare 11”, o reverendo Ryan J. Muehlhauser – casado e pai de dois filhos – responde a oito acusações criminais por abuso sexual de rapazes que passavam pela “terapia” indicada pelo pastor. Ele pode pegar até dez anos de prisão por cada um dos crimes.

Os abusos teriam ocorrido em datas diferentes: de outubro de 2010 a outubro de 2012, e entre março e novembro deste ano. Uma das vítimas disse a polícia que continuou as sessões mesmo depois do abuso porque acreditava se tratar de um aconselhamento espiritual. Além de ser consultor na organização cristã anti-gay Outpost, Muehlhauser atuou como pastor na Igreja Cristã Lakeside, em Minnesota, por 22 anos.

Em seu site, a organização negou que o pastor fizesse parte da equipe de “cura”. Após o incidente, a Outpost passou a se definir como uma organização que “ajuda as pessoas feridas emocionalmente e sexualmente a encontrarem a cura e restauração por meio da relação com Jesus Cristo.”

“A Outpost está profundamente triste com as alegações sobre Ryan Muehlhauser. Somos fundamentalmente contra o abuso sexual e existimos, em parte, para ministrar aos que sofreram essa violência. Ryan não é e nunca foi um membro de nossa equipe, e nem era um pastor que recomendávamos. Os dois jovens que sofreram esta atrocidade continuam conosco e queremos ajudá-los da maneira que formos capazes. Nossa tristeza e as nossas orações vão para todos os que foram sexualmente violados.”

FONTE: O Globo.


  • Bebida é mais consumida que carne no Brasil, mas seu valor nutricional é nulo
<br />
Nos anos 1970 e 1980, um litro de refrigerante servia uma família de quatro pessoas por um fim de semana; hoje são cerca de 94 ml por pessoa por dia, um aumento de 500% no consumo<br />
Foto: Latinstock
Nos anos 1970 e 1980, um litro de refrigerante servia uma família de quatro pessoas por um fim de semana; hoje são cerca de 94 ml por pessoa por dia, um aumento de 500% no consumo Latinstock

Os refrigerantes existem da forma como a gente conhece há mais de 120 anos e, no Brasil, segundo informa o IBGE, está entre os cinco alimentos mais consumidos do país, à frente de qualquer tipo de carne, fruta ou verdura. Pode ser cúmplice, mas a bebida não produz celulites ou causa diabetes sozinha, muito menos vicia. O açúcar ajuda na obesidade, mas obesos não o são apenas por causa do líquido tentador. Tanto tempo no mercado foi o suficiente para o surgimento de mitos sobre a ingestão da bebida doce borbulhante, mas há pelo menos uma grande unanimidade entre especialistas em nutrição: ao contrário de um bife, uma laranja ou um brócolis, refrigerante tem valor nutritivo insignificante.

Um terço de latinha per capita

Só de refrigerante, segundo a mais recente Pesquisa de Orçamentos Familiares do IBGE, de 2009, são cerca de 94 ml por pessoa todos os dias, pouco menos de um terço de uma latinha. Apesar da cafeína contida em refrigerantes à base de cola, a bebida não causa dependência química, afirma o nutrólogo e pediatra Mauro Fisberg, da Universidade Federal de São Paulo. Não existe gente viciada especificamente em refrigerante. Pode existir a necessidade, pelo hábito, mas para que seja ingerida a quantidade de cafeína suficiente para ter o ritmo cardíaco alterado, seria necessário beber entre um e dois litros da bebida num mesmo dia.

— Há exagero nos ataques aos refrigerantes. Não há efeito deletério no consumo da bebida, não se compara ao cigarro — afirma o nutrólogo, coordenador do Centro de Distúrbios Alimentares na Infância do Hospital Infantil Sabará, em São Paulo. — Do mesmo modo, não há nada a favor dos refrigerantes, e cabe aos pais controlar o consumo, desde a infância. Antigamente, o consumo da bebida estava atrelada aos fins de semana, uma porção. O limite é o bom senso. Quem puder mudar para as versões light ou zero, melhor — diz.

Steve Jobs, o empresário fundador da Apple, morto em 2001, fez uma descrição bastante objetiva sobre os refrigerantes ao tentar convencer John Sculley, então CEO da Pepsi, em 1983, a chefiar a empresa de tecnologia: “Você quer vir mudar o mundo ou continuar a vender água com açúcar?” Exageros à parte, são os dois ingredientes mais importantes da bebida, mas uma lata não contém as nove ou 10 colheres de sopa que alguns virais da internet fazem chegar a nossas caixas de e-mail. Fisberg faz a conta: para ter a média de 125 calorias, cada lata teria que ter 30 gramas de açúcar ou duas colheres cheias. E o mesmo valor calórico da mesma quantidade das bebidas à base de néctar de frutas, por exemplo:

— Ninguém fica gordo por causa de refrigerante. A questão é que quem consome refrigerante com açúcar em excesso também tende a consumir pizza, macarronada ou doces em excesso, além de não praticar exercícios físicos. A maioria das pesquisas que condena o consumo de refrigerantes isola a bebida sem considerar os outros hábitos do indivíduo — acredita.

Na mesma baia do macarrão

O médico nutrólogo Durval Ribas Filho, presidente da Associação Brasileira de Nutrologia, concorda que não dá para demonizar o refrigerante. Se for para achar um culpado, que se coloque então os refrigerantes na mesma baia dos alimentos com alto índice glicêmico. Produtos industrializados, como doces, macarrão, pães e arroz estão na lista. Magnoni explica que tais alimentos têm o que se chama de caloria ruim, pois elevam rapidamente o índice de açúcar do sangue e obrigam maior atividade do pâncreas ao provocar o que especialistas chamam de incursões insulínicas:

— Usar o pâncreas a toda hora desta forma não faz bem. Temos um estoque de produção de insulina para o decorrer da v ida e, quando o pâncreas entra em fadiga, temos o diabetes — explica.

A caloria boa, presente no feijão, lentilha, nozes e castanhas, é feita de carboidratos mais complexos, que demoram a serem absorvidos e, por isso, exigem trabalho mais suave do pâncreas.

Explosão de consumo

Nos anos 1970 e 1980, uma garrafa de um litro de refrigerante servia uma família de quatro pessoas por um fim de semana. De acordo com Rosely Sichieri, especialista em nutrição em saúde pública do Instituto de Medicina Social da Uerj, levantamentos nacionais indicam que o consumo da bebida aumentou 500% em relação aos níveis dos anos 70. Nesse intervalo surgiram as embalagens de dois litros ou mais. Em paralelo, explica Rosely, o mercado não parou de fazer propaganda associando o consumo dessas bebidas ao bem-estar, além de lançar marcas mais baratas, as tubaínas:

— O problema é o exagero. Temos uma cultura de que tudo tem que ser adocicado. Não existe, por exemplo, a necessidade de beber algo durante as refeições, mas criou-se o hábito.

A contrapropaganda da celulite, no entanto também tem seus mitos. Uma latinha de refrigerante não tem poder de virar imediatamente furinhos nos quadris. Se a moça na praia não tem uma celulite sequer, suspeite de sua herança genética, mais do que o fato de ela nunca ter ingerido açúcar na vida.

— Não é a causa, mas é agravante. A gordura dos quadris gera maior recepção do hormônio feminino, o estrogênio, para o local e este é apenas um fator de indução à celulite — explica a dermatologista Vanessa Metz, integrante da Academia Americana de Dermatologia. — As células de gordura com pior irrigação sanguínea também têm propensão à celulite. E nas mulheres, a gordura se acumula de forma perpendicular à pele, o que também contribui para o problema.

Os mitos e as verdades sobre os refrigerantes

Vício

Especialistas concordam que refrigerante não vicia. Seria necessário beber entre 1 e 2 litros da bebida tipo cola em um dia para que o ritmo cardíaco, por exemplo, seja afetado pela cafeína ou xantina (substância equivalente) contidas.

Açúcar

A partir da quantidade de calorias indicadas em uma lata de refrigerante açucarado, a estimativa é de que haja o equivalente a duas colheres de sopa ou 30 gramas de açúcar por lata de 350 ml.

Dopamina

O refrigerante açucarado tem poder de estimular a produção de dopamina (o hormônio do prazer) pelo cérebro, mas em quantidades semelhantes às de qualquer outro alimento que traga satisfação. Mas pesquisas recentes indicam que obesos precisam de mais consumo de calorias para a mesma produção de dopamina e, por isso, consomem mais.

Danos aos dentes

O dentista Marcelo Fonseca, fundador da Sociedade Brasileira de Odontologia Estética, explica que a acidez do refrigerante facilita a penetração no dente da pigmentação escura dos refrigerantes com cola. Bactérias das cáries também gostam de ambientes ácidos, assim como do açúcar contido. “Se pudermos tirar o refrigerante do cardápio, melhor. Escovar os dentes apenas minimiza o efeito”, disse Fonseca.

Absorção de nutrientes

Segundo o nutrólogo Durval Ribas Filho, o fosfato presente na bebida pode prejudicar a absorção de cálcio apenas se consumida junto com a fonte do nutriente. Não há efeito para outros minerais

Água gasosa

Ingredientes que dão o efeito gasoso na bebida só são contraindicadas para quem tem problemas gástricos. Atribuir o gás às celulites é mentira.

Celulites

Refrigerante não têm poder de virar celulite sozinho. Predisposição genética conta, e a bebida é uma agravante dentro de um conjunto de fatores, inclusive na maior ação do estrogênio nas células de gordura. O sódio presente na bebida contribui para a retenção de líquidos, que também causa o problema.

Hipertensão

De acordo com Durval Filho, o consumo diário de mais de duas latas e meia de refrigerante, ou 850ml, todos os dias, aumenta risco de hipertensão.

Incursões glicêmicas

O açúcar da bebida, assim como o de pães, doces industrializados e arroz, fazem pâncreas trabalhar mais intensamente.

FONTE: O Globo.


Estados dos EUA confrontam questão de como compensar o crescente número de ex-detentos que foram exonerados por testes de DNA após passar vários anos na prisão

NYT

Robert Dewey passou quase 18 anos na prisão por um crime que não cometeu. Agora ele passa seu tempo esperando por um vale-refeição ou seu cheque mensal de US$ 698 por invalidez. Ele toma analgésicos e espera que sua costas parem de doer. Espera também que o Estado lhe pague por seu tempo perdido.

Caso no Texas: Homem inocente pondera o valor dos 27 anos que passou na prisão

The New York Times

Robert Dewey, que passou quase 18 anos na prisão por um assassinato que não cometeu, é visto em universidade em Greeley, Colorado (02/02)

Boumediene:  Ex-prisioneiro de Guantánamo recomeça sua vida com raiva silenciosa

Dewey, um motociclista de 52 anos, conhece os perigos de estradas escorregadias. Mas no quase um ano desde que foi inocentado por testes de DNA e libertado da prisão, a estrada mais perigosa que enfrenta atualmente não é a aquela onde dirige sua Harley-Davidson, mas a que o levou para longe da prisão e para o desconcertante mundo dos smartphones, netos e novas liberdades.

“Quando você sai da prisão, sente-se invencível”, disse em uma tarde recente sentado no sofá na casa de um amigo. “Mas não demora muito para que se dê conta de que esse pode não ser o caso.”

A libertação de Dewey está entre algumas das exonerações que confrontam o Estado do Colorado com a questão do que deve aos detentos erroneamente acusados e presos. Um tema que Louisiana, Texas, Illinois e outros Estados também têm de enfrentar.

Colorado é um dos 23 Estados que não possuem um sistema para recompensar presos injustamente condenados. Ele não fornece uma rede formal de aconselhamento, de educação ou dá qualquer outra assistência que grupos de defesa como o Projeto Inocência apontam como necessárias para não agravar a transição já difícil de volta à vida civil.

Um projeto de lei na Assembleia Legislativa do Colorado poderia mudar isso por meio da concessão de US$ 70 mil para cada ano de prisão injusta e isenção de taxa de matrícula em faculdades estaduais. O projeto foi aprovado em um teste inicial legislativo em 7 de março, recebendo apoio unânime do Comitê Judiciário da Câmara do Estado.

“Temos uma responsabilidade de fazer justiça a essa injustiça”, disse a deputada Angela Williams, Denver, que defende a medida. “Você perde tudo. Você está começando do zero. Como é possível economizar dinheiro sob essas condições?”

Um porta-voz do governador do Colorado, John W. Hickenlooper, disse que ele ainda não decidiu se apoiará o projeto. Mas Dewey, agora desempregado, está apostando tudo nessa aprovação.

Depois de anos de trabalho de seu advogado nomeado pelo tribunal, Danyel Joffe, o Projeto Inocência entrou em ação em 2007 e pagou por testes que comprovaram nenhuma ligação de DNA entre Dewey e a cena do crime. Sua condenação foi revertida, e ele foi libertado em abril de 2012. Ele saiu com um pedido de desculpas e aperto de mão dos promotores do Condado Mesa, Colorado Springs, relatou, e nada mais.

The New York Times

Robert Dewey, que foi solto após passar quase 18 anos na prisão por um assassinato que não cometeu, enfrenta o desafio de se adaptar ao mundo extremamente digital

Como Dewey havia sido condenado à prisão perpétua, contou que nunca mexeu em um computador ou fez qualquer tipo de curso profissionalizante enquanto estava na prisão. Ele saiu para ser confrontado com um mundo que se tornou extremamente digital. Na primeira vez em que entrou em um Wal-Mart, disse, ficou tão emocionado com suas cores e grandiosidade que teve de correr para fora para fumar um cigarro.

Após sua libertação, as pessoas enviaram doações de US$ 100 ou US$ 200 e mandaram ferramentas e peças para que ele reformasse sua moto. De acordo com ele, um homem na prisão chegou a lhe remeter US$ 20. Mas as doações acabaram, e ele está com problemas financeiros. Dewey agora se pergunta se conseguirá economizar o suficiente para que possa ir ao Missouri para ver seus netos que nasceram quando estava na prisão.

Ele disse que quer trabalhar, mas uma lesão nas costas agravada na prisão o impede disso.

Mas Dewey parece estar determinado a contar e recontar uma história que vive todos os dias. Há algumas semanas, ele falou com várias pessoas de uma universidade na cidade de Greeley, relatando novamente seus quase 18 anos na “caixa de sapato”.

“Sim, claro que tenho raiva do que me aconteceu”, disse. “Não estou culpando ninguém. É o que é. Apenas tento fazer o melhor que posso.”

*Por Jack Healy

FONTE: iG.


 

Comerciante repete gesto há 23 anos e doa peixes para 700 pessoas no Bonfim
Várias pessoas enfrentaram a madrugada fria e chuvosa da capital para receber os peixes no Bonfim

Cerca de 700 pessoas compareceram na manhã desta Sexta-Feira da Paixão (29), ao bairro Bonfim, na região Noroeste de Belo Horizonte, para receber um pacote com peixes para o almoço do dia. A caridade do comercianteAfonso Brade Teixeira, de 59 anos, virou tradição na Semana Santa na capital mineira. Há 23 anos ele repete o gesto.

Cada pessoa recebeu uma sacola com 15 peixes, da espécie cavalinha ou sardinha. Segundo Afonso, ele faz o ato em busca de satisfação  pessoal. “Aprendi a caridade com meu avô, que doava leite na Semana Santa. O obrigado de quem recebe o peixe é uma moeda única”, afirmou.

A fila para receber o alimento já era grande desde antes o sol nascer. O primeiro da espera era o desempregado Averaldo dos Reis Martins, de 45 anos, que chegou às 13h da quinta-feira no local. “Vale a pena o sacrifício”, disse.

FONTE: Hoje Em Dia.


Na falta de um computador, vale a criatividade mesmo! Um mendigo canadense, identificado como “Ganjdalf The Green”, usou e abusou dela pra criar o seu perfil no Facebook. Usando o bom humor, um pedaço de papelão e uma caneta hidrocor, esse morador de rua fez a sua “timeline”, identificando quantos amigos tem, quantos inimigos e quais são os seus demônios.

Nas postagens mais recentes, ele mostra que tem sua fazendinha de maconha, no app Potfarmville, e e ainda conta que seus amigos estão jogando Prisonville. Além disso, na timeline de Ganjdalf ainda tem um espaço destinado aos grupos de que ele faz parte e, claro, um pedido de dinheiro bem no topo, com um baldinho pra recolher os donativos na parte de baixo.

 

FONTE: O Tempo.


%d blogueiros gostam disto: