Antequam noveris, a laudando et vituperando abstine. Tutum silentium praemium.

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Inês Campolina, bacharel em direito, advogada, professora, ex-gestora da Universidade Salgado de Oliveira – Campus de Belo Horizonte, foi aprovada ontem na defesa de sua tese de doutorado: RESOLUÇÃO ADEQUADA – UMA LEITURA FENOMENOLÓGICA DA MEDIAÇÃO.

A professora e agora doutora Inês foi nomeada vice presidente da Comissão de Educação Jurídica da OAB/MG no ano passado: VEJA AQUI!

 

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O IRIS – Instituto de Referência em Internet e Sociedade e o GNET – UFMG vão oferecer uma segunda edição do Curso de Introdução ao Direito de Internet. Será uma semana de encontros diários (17h30 às 19h), entre os dias 16/05 e 20/05, no 16º andar da Faculdade de Direito.

Iris

Assim como na primeira edição, trataremos de temas como o Marco Civil da Internet, privacidade e proteção de dados, direitos autorais, jurisdição, neutralidade de rede, economia de compartilhamento, entre outros.

Para fazer sua inscrição, basta preencher os dados do formulário no link abaixo (se inscrever é imprescindível para participar – inscrições limitadas): http://goo.gl/forms/mqrP0jaloa

Todos os alunos são bem-vindos, inclusive de outros cursos e instituições!


Cotistas que garantiram uma vaga na UFMG neste ano obtiveram notas superiores às de não cotistas que fizeram o vestibular em 2013. Exceção foi apenas um curso

Lívia Teodoro foi aprovada em história e será a primeira da família a entrar na UFMG:

Lívia Teodoro foi aprovada em história e será a primeira da família a entrar na UFMG: “Minha avó é analfabeta e minha mãe não terminou o primário”

Co­tis­tas que che­gam à Uni­ver­si­da­de Fe­de­ral de Mi­nas Ge­rais (UFMG) ob­ti­ve­ram no­tas su­pe­rio­res às dos não co­tis­tas in­gres­san­tes em 2013, úl­ti­mo ano em que o ves­ti­bu­lar foi a por­ta de en­tra­da pa­ra uma das maio­res ins­ti­tui­ções pú­bli­cas do Bra­sil, se­gun­do le­van­ta­men­to das no­tas de cor­tes dos úl­ti­mos qua­tro anos a que o Es­ta­do de Mi­nas te­ve aces­so, em pra­ti­ca­men­te to­dos os cur­sos. A úni­ca ex­ce­ção foi en­ge­nha­ria de pro­du­ção, ain­da as­sim, com di­fe­ren­ça de me­nos de um pon­to. Em um dos cur­sos mais con­cor­ri­dos da Fe­de­ral, os co­tis­tas ti­ve­ram que al­can­çar a no­ta mí­ni­ma de 750,02 pon­tos pa­ra ga­ran­tir uma va­ga em me­di­ci­na, pon­tua­ção su­pe­rior à que a am­pla con­cor­rên­cia con­quis­tou em 2013, de 685,3 pon­tos (ve­ja abai­xo).

Nes­te ano, pri­mei­ro em que a re­ser­va de va­gas foi apli­ca­da na to­ta­li­da­de – 50% das va­gas, con­for­me pre­vê a Lei das Co­tas apro­va­da em agos­to de 2012 –, os co­tis­tas en­fren­ta­ram maior con­cor­rên­cia en­tre eles. “Os co­tis­tas en­tram na UFMG mais bem pre­pa­ra­dos que os não co­tis­tas de pou­cos anos atrás”, afir­ma o pró-rei­tor de Gra­dua­ção, Ri­car­do Takahashi. Em 2013, a re­ser­va de co­tas era de ape­nas 12,5% do to­tal de va­gas.

Das 6.279 va­gas, 3.142 fo­ram des­ti­na­das às co­tas de es­co­la pú­bli­ca, le­van­do em con­ta re­ser­va pa­ra ne­gros e in­dí­ge­nas. Uma de­las foi con­quis­ta­da pe­la es­tu­dan­te Ta­li­ta Bar­re­to, de 20 anos. “To­do ano a no­ta de cor­te mu­da e ti­ve­mos mui­to mais ins­cri­ções pa­ra o Enem. Quan­do vi mi­nha no­ta fi­quei com me­do de não pas­sar, prin­ci­pal­men­te em en­ge­nha­ria, que é um cur­so mui­to con­cor­ri­do.” A ação afir­ma­ti­va foi fun­da­men­tal pa­ra que a jo­vem, fi­lha da dia­ris­ta He­le­na Bar­re­to, se tor­nas­se a pri­mei­ra em sua fa­mí­lia a ser apro­va­da pa­ra o en­si­no su­pe­rior nu­ma uni­ver­si­da­de fe­de­ral. “Era um so­nho fa­zer fa­cul­da­de. Mi­nha mãe sem­pre in­sis­tiu pa­ra que eu e meus ir­mãos es­tu­dás­se­mos. As co­tas nos pos­si­bi­li­tam aces­so a al­go que é nos­so”, afir­mou. A jo­vem tam­bém foi apro­va­da, por meio das co­tas, pa­ra mú­si­ca na Uni­ver­si­da­de do Es­ta­do de Mi­nas Ge­rais (Ue­mg).

Na ava­lia­ção do pró-rei­tor, o au­men­to da no­ta de cor­te es­tá re­la­cio­na­da à ado­ção do Sis­te­ma de Se­le­ção Uni­fi­ca­do (Si­su). Em 2013, cer­ca de 60 mil can­di­da­tos dis­pu­ta­ram as va­gas na UFMG. Em 2016, o nú­me­ro mais que tri­pli­cou, pas­san­do pa­ra 195,6 mil can­di­ta­tu­ras. Ao to­do, fo­ram 158,3 mil can­di­da­tos que ti­nham a op­ção de se ins­cre­ver em até dois cur­sos di­fe­ren­tes. “O Si­su tem es­se efei­to de fa­ci­li­tar o aces­so à dis­pu­ta pe­las va­gas nas uni­ver­si­da­des”, diz.

Nes­ta edi­ção, as di­fe­ren­ças en­tre no­tas de cor­te pa­ra co­tis­tas e não co­tis­tas va­riam en­tre 4,8% (me­nor di­fe­ren­ça, ob­ser­va­da no cur­so de bi­blio­te­co­no­mia) e 11,4% (maior di­fe­ren­ça, no cur­so de his­tó­ria). A di­fe­ren­ça mé­dia foi de 8,2%. “Por de­fi­ni­ção, as no­tas de cor­te dos co­tis­tas de­vem ser me­no­res que as da am­pla con­cor­rên­cia. Do con­trá­rio, as co­tas não te­riam ne­nhum efei­to”, diz Takahashi. Em 2014, po­rém, a no­ta de cor­te de co­tis­tas no cur­so de his­tó­ria foi maior do que os não co­tis­tas. Na­que­le ano, a di­fe­ren­ça mé­dia foi de 6,9%.

A ex­pec­ta­ti­va do pró-rei­tor é que a im­plan­ta­ção das co­tas em sua to­ta­li­da­de pos­sa re­cu­pe­rar a pro­por­ção de es­tu­dan­tes de bai­xa ren­da vin­cu­la­dos à UFMG até 2013. Na­que­le ano, 49% de es­tu­dan­tes eram pro­ve­nien­tes de fa­mí­lias com ren­da de até cin­co sa­lá­rios-mí­ni­mos. Es­sa pro­por­ção caiu de­pois da ado­ção do Si­su pa­ra 42%, em 2014, e pa­ra 46%, em 2015.

DE­SEM­PE­NHO Com a am­plia­ção do per­cen­tual de va­gas des­ti­na­das às co­tas, um dos fa­to­res es­pe­ra­do por Takahashi é que o in­gres­so de es­tu­dan­tes de es­co­las mu­ni­ci­pais e es­ta­duais se­ja am­plia­do. Nos pri­mei­ros anos das co­tas, ha­via um do­mí­nio de es­tu­dan­tes vin­dos de es­co­las fe­de­rais – es­sas ins­ti­tui­ções ocu­pam os pri­mei­ros lu­ga­res no ranking do Exa­me Na­cio­nal do En­si­no Mé­dio (Enem) 2015. “É pro­vá­vel que au­men­te um pou­co a pro­por­ção de es­tu­dan­tes de es­co­las es­ta­duais e mu­ni­ci­pais em re­la­ção aos es­tu­dan­tes egres­sos de es­co­las fe­de­rais de en­si­no mé­dio”, afir­mou. Es­sa pre­vi­são só po­de­rá ser con­fir­ma­da de­pois que os alu­nos efe­ti­va­rem a ma­trí­cu­la.

Os da­dos da uni­ver­si­da­de têm de­mons­tra­do que não há di­fe­ren­ça no de­sem­pe­nho de co­tis­tas e não co­tis­tas. “No que diz res­pei­to à qua­li­da­de, tu­do in­di­ca que não exis­ta ne­nhu­ma ra­zão pa­ra preo­cu­pa­ção”, dis­se Takahashi. O pró-rei­tor rei­te­ra que o au­men­to da com­pe­ti­ção pe­las va­gas na maior uni­ver­si­da­de pú­bli­ca do es­ta­do, de­cor­ren­te do Si­su, tam­bém cau­sou um au­men­to da com­pe­ti­ção en­tre os co­tis­tas.

 

De­bu­tan­tes da fa­mí­lia

 

Mui­tos es­tu­dan­tes que en­tram pe­las co­tas são os pri­mei­ros da fa­mí­lia a in­gres­sar no en­si­no su­pe­rior. É o ca­so da es­tu­dan­te Lí­via Teo­do­ro, de 24 anos, que foi apro­va­da em his­tó­ria, com mé­dia ge­ral de 667,92. “Ob­ti­ve 880 pon­tos na re­da­ção e acre­di­to que is­so te­nha me aju­da­do bas­tan­te.” Ela cre­di­ta o de­sem­pe­nho ao ati­vis­mo na in­ter­net, on­de pu­bli­ca­va tex­tos so­bre fe­mi­nis­mo ne­gro. A jo­vem es­cre­ve pa­ra o blog Na Veia da Nê­ga e é coor­de­na­do­ra-ge­ral do Clu­be de Blo­guei­ras Ne­gras de Be­lo Ho­ri­zon­te.

Lí­via cur­sou to­do o en­si­no fun­da­men­tal e mé­dio em es­co­la pú­bli­ca. “Ti­ve a opor­tu­ni­da­de de co­nhe­cer pro­fes­so­res que me ins­ti­ga­ram mui­to e fi­ze­rem des­per­tar es­se la­do apai­xo­na­do por es­tu­dar, en­tre­tan­to, não bas­ta que­rer pa­ra con­se­guir ab­sor­ver co­nhe­ci­men­to den­tro de uma es­co­la pú­bli­ca.Não é na­da fá­cil se con­cen­trar nu­ma sa­la com 40 alu­nos e go­tei­ras em dias de chu­va. Es­te era o re­tra­to de mui­tos dos meus anos es­co­la­res.”

Por um tem­po a uni­ver­si­da­de era al­go dis­tan­te pa­ra a jo­vem, que te­ve que aban­do­nar tem­po­ra­ria­men­te o en­si­no mé­dio. “Pa­rei de es­tu­dar por con­ta do tra­ba­lho, saía mui­to tar­de e não ti­nha o mí­ni­mo fo­co nos es­tu­dos, após um dia in­tei­ro de tra­ba­lho.”  Lí­via re­co­nhe­ce que, mes­mo gos­tan­do mui­to de es­tu­dar, o en­si­no em es­co­la pú­bli­ca não a co­lo­ca­va em pé de igual­da­de com alu­nos que es­tu­da­ram na re­de par­ti­cu­lar.

SO­NHO “A UFMG pa­ra mim é um so­nho, que não acre­di­ta­va con­se­guir. Fi­quei em pri­mei­ro lu­gar das co­tas. Sem as co­tas não te­ria se­quer ten­ta­do e, não por não acre­di­tar na mi­nha ca­pa­ci­da­de, mas sim por di­ver­sos fa­to­res que nos dei­xam atrás da­que­les que tem to­da uma es­tru­tu­ra pri­vi­le­gia­da pa­ra as­se­gu­rar que eles che­guem lá”, afir­mou.

Lí­via se­rá a pri­mei­ra a se for­mar no en­si­no su­pe­rior na fa­mí­lia,  tan­to do la­do pa­ter­no quan­to ma­ter­no. “Mi­nha avó, com quem mo­ro, é anal­fa­be­ta, mi­nha mãe não ter­mi­nou o pri­má­rio. Am­bas mu­lhe­res for­tes e guer­rei­ras, que, co­mo po­dem ima­gi­nar, es­tão des­lum­bra­das em me ver en­trar em uma uni­ver­si­da­de pú­bli­ca.” (MMC)

 

 

Lista do ProUni

A lista com os nomes dos candidatos pré-selecionados a bolsas do Programa Universidade para Todos (ProUni) já está disponível na internet. O resultado da primeira chamada pode ser acessado na página do programa (siteprouni.mec.gov.br), pelo 0800-616161 e nas instituições de ensino participantes. O estudante deverá comparecer até 1º de fevereiro na instituição para a qual foi pré-selecionado e comprovar as informações prestadas na ficha de inscrição. A perda do prazo ou não comprovação das informações implicará, automaticamente, reprovação do candidato. O programa ofertou 203.602 bolsas para 30.931 cursos.

 

Palavra de especialista
Rodrigo Ednilson
Coordenador-Geral de Educação para as Relações Etnicorraciais do Ministério da Educação

Qualidade do ensino preservada


“A análise dos dados permite-nos observar um crescimento progressivo das notas de corte de todos os cursos da UFMG nos últimos anos, desde 2013. É possível observar também que as notas de corte de estudantes cotistas é, invariavelmente, mais baixa do que as notas dos estudantes não cotistas; diferença que varia mais ou menos, dependendo do curso. A leitura deste dado, todavia, não deveria ser feita dissociada dos dados, divulgados pela própria UFMG em 2015, que evidenciam que o desempenho de estudantes cotistas, medido por suas notas, mostrou-se igual ou superior às notas de estudantes não cotistas ao longo do curso. Creio que tal ressalva seja de fundamental importância para que não retornemos ao discurso de que o ingresso de estudantes cotistas, com notas de ingresso mais baixas, ameaçaria a qualidade das instituições de ensino superior.”

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FONTE: Estado de Minas.


Ex-aluna da UFMG tem título de doutora cassado por acusação de plágio

Scarlet

O Conselho Universitário da Universidade Federal de Minas Gerais divulgou nesta terça-feira (27) a anulação do título de doutora em Estudos Literários pela Faculdade de Letras de Scarlet Yone O´Hara. O título havia sido conquistado em 2004.

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Diretora de Avaliação Institucional na pró-reitoria de Planejamento e Desenvolvimento Institucional da Universidade Federal do Pará, Scarlet tem 32 anos de experiência na área de Comunicação Social com ênfase em Propaganda e Marketing, sendo que 21 anos foram dedicados a academia. Em 2007, tornou-se avaliadora do Inep no Ministério da Educação (MEC) e em 2010 assumiu a presidência da Comissão Própria de Avaliação.

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Segundo o Conselho a ex-aluna foi comunicada na última sexta-feira (23). A decisão é resultado de processo disciplinar instaurado por prática de plágio com base em denúncia feita pela autora do trabalho plagiado.

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A investigação, aberta em setembro de 2010, foi conduzida por comissão de sindicância formada por professores da Faculdade de Letras. Antes de chegar ao Conselho Universitário, o caso foi analisado pela Congregação e pela Câmara de Pós-graduação da Faculdade de Letras e pelo Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (Cepe).
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“A materialidade é indiscutível. Após ampla e exauriente instrução, restou provado neste processo, de forma inconteste, a existência do plágio de que foi acusada Scarlet Yone O´Hara”, conclui o parecer da Comissão de Legislação que embasou a decisão do Conselho Universitário.
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No documento, a Comissão acrescenta que a própria autora da tese “não apresentou nenhuma justificativa excludente do ilícito de propriedade autoral por ela praticado. Pelo contrário, confessa expressamente a cópia realizada sem a citação da fonte”.
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No parecer, também é citado trecho da análise feita pela comissão de sindicância que concluiu pela existência de plágio, uma vez que o texto da tese inclui “várias passagens integralmente copiadas ou ligeiramente modificadas”, sem citação de fonte.
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Tramitação

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A comissão de sindicância da Faculdade de Letras concluiu sua investigação em maio de 2011, quando a Reitoria recomendou que a matéria fosse encaminhada à apreciação da Congregação da Faculdade de Letras.

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Em agosto de 2014, a Congregação deliberou pela cassação do grau de doutora conferido a Scarlet Yone O´Hara, decisão ratificada pela Câmara de Pós-graduação. Por fim, em reunião realizada em abril deste ano, o Cepe confirmou a decisão de cassar o título de doutora e de anular sua defesa de tese.
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De acordo com o parecer da Comissão de Legislação do Conselho Universitário, a medida se sustenta em “farto material probatório, está revestida de legitimidade e confere segurança à comunidade acadêmica para ratificar o veredito, pois, além de combater a fraude acadêmica, cumpre-se pedagógica no sentido de dar amplo conhecimento de que a improbidade intelectual é inadmissível no ambiente universitário e deve ser severamente repudiada”.

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UFPA vai analisar situação de professora que teve diploma de doutorado cassado

Servidora ocupa cargo de diretora de avaliação institucional e também faz avaliações para o Ministério da Educação

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A Universidade Federal do Pará (UFPA) divulgou uma nota informando que a instituição vai analisar a situação da diretora de avaliação institucional na Pró-Reitoria de Planejamento e Desenvolvimento Institucional, que teve seu diploma de doutorado cassado pela UFMG. O título de Scarlet Yone O’Hara foi obtido em 2004 e cassado na reunião do conselho no dia 13 de outubro. Scarlet, segundo a UFMG, já foi notificada. A decisão da UFMG foi publicada nesta terça-feira no boletim oficial da instituição de ensino.
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“A Instituição deu ciência do documento à servidora e encaminhou-o à Procuradoria Geral da Universidade para análise e parecer quanto às providências a serem tomadas no âmbito desta Instituição”, informa a nota da UFPA.
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A tese plagiada tem o seguinte título: “A mitopoética marajoara na construção do imaginário amazônico”. A investigação foi aberta em setembro de 2010, baseada na denúncia feita pela autora do trabalho plagiado. Uma comissão de sindicância formada por professores da Faculdade de Letras investigou a denúncia e, em seguida, o caso passou pela análise da Congregação, Câmara de Pós-graduação da Faculdade de Letras e pelo Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (Cepe).
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“A materialidade é indiscutível. Após ampla e exauriente instrução, restou provado neste processo, de forma inconteste, a existência do plágio de que foi acusada Scarlet Yone O´Hara”, conclui o parecer da Comissão de Legislação que embasou a decisão do Conselho Universitário. A Comissão acrescenta que a própria autora da tese “não apresentou nenhuma justificativa excludente do ilícito de propriedade autoral por ela praticado. Pelo contrário, confessa expressamente a cópia realizada sem a citação da fonte.” No parecer, também é citado trecho da análise feita pela comissão de sindicância que concluiu pela existência de plágio, uma vez que o texto da tese inclui “várias passagens integralmente copiadas ou ligeiramente modificadas”, sem citação de fonte.
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De acordo com o parecer da Comissão de Legislação do Conselho Universitário, a medida se sustenta em “farto material probatório, está revestida de legitimidade e confere segurança à comunidade acadêmica para ratificar o veredito, pois, além de combater a fraude acadêmica, cumpre-se pedagógica no sentido de dar amplo conhecimento de que a improbidade intelectual é inadmissível no ambiente universitário e deve ser severamente repudiada.”
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A reportagem tentou contato com a professora, mas a informação do departamento em que ela trabalha, na Universidade Fedaral do Pará (UFPA), é que Scarlet está em viagem avaliando universidades no Norte do país e não pode atender o telefone. Procurada, a assessoria de imprensa da UFPA não informou um telefone de contato da servidora.
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Em texto publicado na plataforma do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Scarlet se apresenta como diretora de avaliação institucional na Pró-Reitoria de Planejamento e Desenvolvimento Institucional, na UFPA, cargo que ocupa desde 2011. Desde 2007 é avaliadora do MEC. Scarlet tem 32 anos de experiência na área de comunicação social, com ênfase em propaganda e marketing, sendo 21 como professora.

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FONTE: Estado de Minas e Hoje Em Dia.


“O artigo de minha autoria foi aprovado e publicado no site do III Seminário de Ensino Jurídico. Este foi o resultado do trabalho como gestora e professora de curso de Direito da Universo diante da constante preocupação em poder contribuir para que o aprendizado seja realizado de forma efetiva!! Assim, queridos(as) alunos(as), este artigo é dedicado a vocês!! Obrigada por contribuírem para com o meu aprendizado!! Nobres colegas docentes, obrigada por compartilharem deste percurso!!!” – Inês Campolina.

 

III SEMINÁRIO NACIONAL SOBRE ENSINO JURÍDICO E FORMAÇÃO DOCENTE
UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS
FACULDADE DE DIREITO
O (RE) SIGNIFICAR DA EDUCAÇÃO JURÍDICA: a utilização dos instrumentos pedagógicos da aprendizagem baseada nas teorias da Emancipação Pedagógica – Aprendizagem Baseada em Problemas e Casos Práticos, do Letramento Acadêmico e da Flexibilidade Cognitiva
Autora: Inês Maria de Carvalho Campolina
Doutoranda do Programa de Pós-Graduação pela Faculdade de Direito da Universidade Federal de Minas Gerais.
Mestre e especialista em Direito Empresarial.
Advogada e administradora.
Gestora do curso de Direito da Universidade Salgado de Oliveira.
Professora Universitária.
Como vencer a hegemonia das aulas expositivas?
Os métodos participativos aplicados a contextos de grande “tradição” (docente e discente) expositiva.

Crise Federais

Caos na educação
Cinco das 11 instituições federais de ensino superior de minas adiam aulas por atraso em matrículas – UFMG formaliza decisão até amanhã. falta de dinheiro ameaça outras atividades

A crise do ensino superior público ameaça o funcionamento de universidades federais de Minas no segundo semestre letivo. Diante da combinação de greve de servidores, paralisação de obras e corte de verbas – foram congelados R$ 1,9 bilhão em todo o país, dos quais pelo menos R$ 130 milhões em Minas – mais da metade das instituições mineiras adiaram o início das aulas e, em alguns casos, reitores avisam que precisarão de suplementação de recursos para manter atividades até o fim do ano.
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O Estado de Minas apurou que seis das 11 instituições públicas do estado adiarão o início do semestre letivo, previsto para agosto no calendário acadêmico: as federais de Juiz de Fora (UFJF), Ouro Preto (Ufop), Lavras (Ufla), Vale do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM), do Centro Federal de Educação de Tecnológica de Minas Gerais. A UFMG afirma que uma reunião será realizada até amanhã para formalizar a data de início das aulas, mas professores e coordenador de curso disseram ao EM que já receberam comunicado sobre o adiamento. “O nosso quadro não é diferente das outras universidades e estamos sofrendo com os cortes. Passamos todo o dia tentando negociar com o MEC uma liberação maior de recursos para pagar as contas, inclusive de luz”, disse um dirigente da universidade, que pediu para não ser identificado.
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A greve dos técnicos afeta todos os setores das universidades e dificulta a formalização de matrículas e de outros procedimentos administrativos. Na UFMG, o comunicado recebido por parte da comunidade acadêmica informa que as matrículas dos alunos da graduação não foram realizadas e que as aulas “não começarão até que, com o fim da greve, a situação seja regularizada.” Segundo professores, ainda não foi possível sequer lançar no sistema o mapa de oferta das disciplinas.
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Desde o início do ano as instituições lidam com sucessivas notícias de cortes que já levaram à suspensão do pagamento de água, energia elétrica, redução da segurança. O contingenciamento e cortes de verbas também atingiram as pesquisas de ponta. Como o EM mostrou no início do mês, faltam desde materiais básicos nos laboratórios até serviços de manutenção de equipamentos essenciais.
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Na UFJF, onde cerca de 90% dos 1.450 técnico-administrativos em educação estão em greve desde o dia 28 de maio, o calendário acadêmico do segundo semestre foi adiado nesta semana, por tempo indeterminado. O movimento afeta também outros setores. O restaurante universitário está fechado e cerca de 5 mil refeições deixaram se servidas por dia. O serviço da central de atendimento, o Museu de Arte Murilo Mendes (Mamm) e a Biblioteca Central também funcionam precariamente.
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O Hospital Universitário também está com atendimento restrito e a Unidade Dom Bosco suspendeu o agendamento de novos atendimentos, enquanto a unidade Santa Catarina atua com 30% de sua capacidade, conforme previsto em lei. “O impedimento de começar as aulas no dia 3, como previsto anteriormente, tem relação com as matrículas, já que não houve a fase de entrega e conferência dos documentos em decorrência da greve. Não temos como iniciar as aulas para os veteranos e começar para os calouros posteriormente, até porque há disciplinas comuns a esses alunos”, afirmou o reitor da universidade, Júlio Chebli. Apesar de reconhecer o impacto para a comunidade acadêmica, o reitor afirmou que seria um risco começar o período letivo sem a conferência. Ele disse estar em “amplo processo de negociação” com o Ministério da Educação.
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Reposição A Universidade Federal de Uberlândia (UFU) manterá o cronograma, mas as aulas deverão ter início no final de agosto. De acordo com assessoria de imprensa, isso ocorrerá em função da reposição de aulas devido às greves anteriores. No entanto, a universidade admitiu que a paralisação atual tornou mais lentos os trâmites de documentos e informações. As aulas do Cefet Minas, que estavam marcadas para começar em 3 de agosto, deverão ter início somente duas semanas depois, no dia 17, de acordo com o Sindicato dos Trabalhadores de Instituições Federais (Sindifes). Mesmo em greve, os servidores concordaram em fazer as matrículas dos estudantes a partir da próxima segunda-feira, dia 3.
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Além da greve dos servidores técnicos-administrativos, a UFVJM enfrenta greve de professores em Teófilo Otoni, onde fica um de seus quatro câmpus. Os docentes das outras três unidades também já aprovaram um indicativo de greve e se reúnem em 3 de agosto para definir se paralisam ou não as atividades. Em Teófilo Otoni, os professores cruzaram os braços no final de junho e nem chegaram a concluir o calendário acadêmico do primeiro semestre de 2015. A instituição ainda não tem previsão para o retorno das aulas da unidade. Já nos outros câmpus (Diamantina, Unaí e Janaúba), as aulas estão marcadas para começar no dia 10.
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O  MEC informou que não tem autonomia para definir o calendário acadêmico das instituições. Sustentou ainda que o arrocho imposto pelo governo federal preserva os programas e ações estruturantes e essenciais do Ministério da Educação, bem como mantém os gastos do ministério acima do mínimo constitucional. A pasta reconheceu que buscará atender pedidos emergenciais das instituições este ano e informou que o secretário de Educação Superior do MEC, Jesualdo Farias, recebeu reitores para debater prioridades.

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A reivindicação inicial dos grevistas era de reajuste salarial de 27,3%, relativo à reposição de perdas com a inflação. A proposta do governo foi de um reajuste de 21,5% dividido em quatro anos. Segundo o Sindifes, a categoria fez contraproposta e estaria disposta a negociar se esse período fosse reduzido em até dois anos, o que não foi atendido pelo governo.

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FONTE: Estado de Minas.


Técnico em enfermagem é condenado a 15 anos
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A Justiça Federal condenou um técnico em enfermagem da Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), por “estupro de vulnerável”. C.L.A, de 50 anos, foi sentenciado a 15 anos de prisão, mas recebeu o direito de recorrer em liberdade da decisão, divulgada ontem. O abuso contra pacientes ocorreu no Hospital das Clínicas entre maio de 2011 e janeiro de 2012. Segundo o processo, o técnico em enfermagem usou táticas idênticas para cometer o crime. As pacientes, que estavam sedadas por sentirem fortes dores, sofreram abuso sexual durante o plantão noturno.
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O Ministério Público Federal (MPF) ressaltou que os crimes eram descobertos na manhã seguinte aos ataques. Duas mulheres, uma delas adolescente, denunciaram o abuso à administração do hospital e descreveram a forma como o acusado agiu. “As vítimas, que não se conhecem, descreveram os delitos de forma rigorosamente idêntica, tanto ao momento seguinte aos fatos quanto em juízo. Essa descrição idêntica contemplou, inclusive, a percepção de ambas as vítimas, acostumadas ao tratamento com morfina, de que nas noites dos crimes foram submetidas a doses mais altas do que o normal”, ressaltou o MPF.
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A Justiça condenou o técnico em enfermagem a 15 anos, três meses e 10 dias de prisão, que seria inicialmente em regime fechado. A juíza que analisou o caso acatou o pedido do MPF e determinou que o réu fique afastado de funções que exijam contato direto com pacientes, seja em hospitais, clínicas, unidades básicas de saúde ou quaisquer outros estabelecimentos semelhantes. O Hospital das Clínicas da UFMG instaurou procedimentos administrativos para investigar o caso.
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FONTE: Estado de Minas.


10 medidas para resgatar a Fafich
Como resposta ao tráfico e à insegurança em prédio na UFMG, denunciados em reportagem do Estado de Minas, congregação fecha Diretório Acadêmico em que ocorria venda de drogas, proíbe festas e abre sindicância interna

 

Reunião na Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas foi cercada de tensão, com manifestação de alunos. Fechamento para revitalização do DA (abaixo), onde foi flagrado comércio de tóxicos, foi medida mais dura (Fotos: Edésio Ferreira/Em/D.A Press)

Reunião na Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas foi cercada de tensão, com manifestação de alunos. Fechamento para revitalização do DA (abaixo), onde foi flagrado comércio de tóxicos, foi medida mais dura

Em resposta ao tráfico de drogas e à violência que têm assustado a comunidade acadêmica da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas (Fafich) da Universidade Federal de Minas Gerais, a congregação da unidade anunciou 10 medidas para atacar os problemas, denunciados pelo Estado de Minas na última sexta-feira. A principal determinação é o fechamento da sala onde funciona o Diretório Acadêmico (DA) Idalísio Soares Aranha Filho, local em que a reportagem revelou flagrantes de venda livre de drogas como maconha, cocaína e LSD. Também estão entre as decisões a proibição de festas na unidade, ampliação do efetivo de segurança e pintura das áreas externas e internas da Fafich – essas duas últimas dependendo de apoio da reitoria, devido a questões orçamentárias e de contratos geridos pela administração central. O reitor Jaime Arturo Ramírez imediatamente se pronunciou garantindo ajuda, em nota divulgada pela UFMG. Outras povidências dizem respeito à abertura de discussões sobre os problemas, como a promoção de audiência pública e de consulta aos alunos, por meio de pesquisa.

A reunião da Congregação da Fafich começou por volta das 8h e os momentos iniciais foram tensos. Do lado de fora, cerca de 40 pessoas, entre estudantes e representantes de movimentos estudantis, fizeram um protesto, gritando palavras de ordem. Alguns se posicionaram em uma das janelas da sala para ouvir os debates, vaiando a maioria das deliberações apresentadas por professores e servidores e aplaudindo pleitos dos estudantes. O deputado federal Edson Moreira (PTN), que disse ter sido convidado para a reunião, foi recebido com vaias e não entrou na sala. Ele pretendia falar sobre a relação entre o tráfico de drogas e a violência.

Dentro da sala, depois que cada deliberação foi exposta por integrantes da reunião, o conjunto das 10 medidas foi submetido a votação em bloco, segundo os participantes. O momento de maior intensidade de vaias foi o da apresentação da proposta de fechamento da sala do DA, para revitalização. Ao fim da reunião, os que foram contrários à maioria das decisões subiram para o diretório e se reuniram para uma conversa entre os estudantes.

A reunião da Congregação da Fafich já estava previamente agendada, mas a pauta se voltou exclusivamente para a violência e o tráfico na unidade depois que a reportagem do EM mostrou o medo de alunos e professores e a degradação do DA, com comércio de drogas feito abertamente e sem constrangimento. Lá, um pino de cocaína era vendido a R$ 30, um ponto de LSD, por R$ 25 e uma porção de maconha, por R$ 20.  Professores, servidores e alunos também relataram casos de roubos, furto e assédio sexual. Muitas pessoas relataram constrangimento e até mesmo a mudança de hábitos, para evitar situações de risco e passagem pelos locais mais degradados.

O conjunto de medidas anunciadas ontem se divide entre uma vertente mais prática e imediata e deliberações que incentivam os debates sobre os problemas, o que foi lembrado por Janaína Mara Soares Ferreira, uma das representantes dos servidores administrativos que participaram da reunião da Congregação. “O objetivo é combater a questão do tráfico, de imediato, além de recuperar o espaço público para convivência das pessoas”, afirma. Uma das coisas que têm incomodado bastante a coordenadora da biblioteca da Fafich, Vilma Carvalho, que também participou da reunião, são as festas dentro da unidade, devido ao barulho que invade o espaço de pesquisa e leitura. “Já prejudicou até quando a gente gravava textos para deficientes visuais, diante dos ruídos”, afirmou.


A UFMG e o diretor da Fafich, Fernando Filgueiras, não informaram detalhes sobre a colocação em prática das medidas anunciadas, como a data de fechamento do DA. A reitoria informou apenas, em nota, que foram adotadas novas ações de segurança, desde sexta-feira passada. A novidade é um sistema de rondas com vigias percorrendo os andares da Fafich, mas não há aumento do efetivo da vigilância, que passou por cortes recentes devido a restrições orçamentárias anunciadas pelo governo federal.

Apesar dos protestos na reunião da congregação, entre estudantes da unidade há também os que receberam bem as decisões. “Era urgente uma intervenção para acabar com essa degradação da faculdade. Não dá para aceitar que um local de disseminação do conhecimento seja tomado pelo tráfico de forma tão explícita”, disse uma aluna de psicologia, que preferiu não se identificar. “Acho que a manutenção dos espaços é o mais importante para criar um ambiente menos inóspito. A iluminação é muito precária. Um ambiente escuro aumenta a sensação de insegurança”, afirmou outra aluna do mesmo curso.

REAÇÃO Mas as decisões estão longe de ser consenso. “Acho que os problemas foram potencializados demais. Talvez uma conversa franca com o DA evitasse a necessidade de fechar o espaço”, afirma um estudante do curso de Ciências Sociais, que também pediu anonimato. Em nota, a chapa Avante!, responsável pela gestão do DA da Fafich, elogiou medidas que incentivam os debates sobre os problemas, como a criação de um projeto de extensão para discutir a inclusão da comunidade externa. Mas considerou “inadmissível e autoritário” aprovar o fechamento da sala do DA.

“Nem no período da ditadura militar um DA foi fechado. Acreditamos que fechar o espaço, além de atacar uma conquista dos estudantes, não resolve nem enfrenta os problemas ali existentes, apenas os desloca”, diz trecho da nota. “Seguiremos em mobilização estudantil cobrando da universidade a resolução dos históricos problemas de infraestrutura (como a iluminação adequada da Fafich e do câmpus), a formação de uma segurança universitária humanizada e a construção de um diálogo propositivo com toda a comunidade acadêmica e a comunidade externa acerca dos atuais problemas que enfrentamos”, conclui o texto.


Decisões anunciadas

* Fechar o espaço do Diretório Acadêmico Idalísio Soares Aranha Filho para revitalização e avaliar como o DA realizará atividades em lugar mais visível no prédio
* Instaurar sindicância para apurar denúncias de tráfico de drogas, assédio sexual e depredação do espaço público
* Proibir por tempo indeterminado a realização de festas na Fafich
* Promover melhoria das condições de iluminação do prédio e estender o horário de funcionamento da biblioteca, da cantina e de outros serviços
* Aumentar o efetivo de seguranças
* Pintar o prédio da unidade, interna e externamente
* Manter os Centros Acadêmicos (CAs) em funcionamento e discutir condições e responsabilidades dessas unidades
* Fazer consulta pública com alunos sobre os problemas, para definir políticas e indicações sobre o uso da unidade
* Criar uma política de extensão capaz de incluir, de forma construtiva, a comunidade externa à universidade
* Realizar audiência pública sobre a violência, com todos os segmentos da comunidade acadêmica da Fafich, em 8 de abril

O roteiro da crise

Na sexta-feira, denúncia de que traficantes de drogas agem livremente no DA da Fafich, na UFMG, foi publicada pelo Estado de Minas. A reportagem mostrou o medo da comunidade e a degradação do diretório, com venda livre de cocaína, LSD e maconha. Professores, servidores e alunos relatam casos de roubo, furto e assédio sexual na unidade. A decisão do curso de história de suspender as aulas reflete a gravidade do problema de insegurança que, segundo nova matéria do EM, não se restringe à Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas. Cortes no orçamento da União agravaram a crise, ao provocar medidas como a demissão de vigilantes, mas a reitoria decidiu reforçar as rondas no câmpus. Fontes policiais revelaram que a maior parte das drogas que chegam à universidade tem como origem a Vila Sumaré.

FONTE: Estado de Minas.


Venda e consumo de cocaína, maconha, LSD e outras drogas ocorrem livremente na Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas (Fafich) da instituição, sem qualquer repressão

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 27 Mar 2015, 17:00.

Curso de história cancela aula após denúncias de violência e tráfico de drogas na UFMG

A decisão seria anunciada na próxima terça-feira mas a denúncia de tráfico e uso de drogas dentro da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas (Fafich), feita pelo Estado de Minas nesta sexta-feira, fez o diretor antecipar a medida

 
Gladyston Rodrigues/EM/D.A.Press
A coordenação do Colegiado de História suspendeu as aulas dos cursos diurno e noturno na Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da UFMG. A suspensão das aulas deveria ter início na próxima terça-feira, um dia depois de reunião dos coordenadores do curso com a Congregação. Mas a medida foi antecipada frente ao flagrante feito pelo Estado de Minas de venda de drogas no DA da faculdade e às denúncias de alunos, professores e funcionários de arrombamentos frequentes, roubo de computadores e equipamentos de laboratórios e assédio sexual às alunas.

O clima de insegurança no Departamento de História começou em outubro do ano passado, mas, segundo os professores, se agravou depois que a unidade deixou de ser vigiada por seguranças particulares. De lá para cá, foram contabilizados 30 furtos de computadores e de outros equipamentos de pesquisa, como uma furadeira do laboratório de neurociência.

A decisão de suspensão das aulas foi tomada depois de uma sequência de eventos que colocaram em xeque a segurança do prédio. Uma deliberação seria levada para a congregação na próxima segunda-feira, mas o Departamento de História se adiantou e enviou um comunicado, por e-mail, aos alunos explicando a suspensão das aulas. 

No comunicado desta manhã, o coordenador do colegiado de História informa que “as aulas do nosso curso (diurno/noturno) estão suspensas a partir de hoje, sexta-feira, dia 27 de março de 2015, por razões de segurança.” A nota diz ainda que o corpo acadêmico aguarda as deliberações da reunião da Congregação da FAFICH, prevista para hoje, para tomar outro posicionamento com relação à continuidade da suspensão das aulas ou à sua imediata interrupção. Na manhã de ontem, o diretor da Fafich, Fernando Filgueiras, participou de reunião na reitoria que avaliou medidas para resolver o problema de segurança na unidade. O Estado de Minas também recebeu e-mails, telefonemas e mensagens do Whatsapp de alunos e professores que relatam casos de violência e tráfico de drogas.

A venda e consumo de drogas no campus da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), na Pampulha, tomaram conta de vários espaços e se instalaram de forma acintosa e aberta dentro do DA da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas (Fafich). O Estado de Minas e a TV Alterosa flagraram o tráfico e o livre uso de maconha em uma das festas.  Jovens vendem e consomem maconha, cocaína, LSD e loló em pleno Diretório Acadêmico da Fafich, sem se importar com o movimento de funcionários e professores. O local, que deveria dar suporte aos estudantes, virou boca de fumo e está degradado, com paredes pichadas e vidros quebrados. Veja vídeo ao fim desta reportagem.

Reunião

O diretor da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas (Fafich) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Fernando Filgueiras, comentou nesta sexta-feira a denúncia. Em nota, afirmou que a situação piorou depois do corte de verba do governo federal, o que obrigou a universidade a reduzir o número de seguranças no campus.

O diretor reconheceu a gravidade do caso e atribuiu o uso e comércio de entorpecentes a festas dentro da universidade, em especial ao evento “Na Tora”, realizado perto do estacionamento da Fafich. A faculdade informou ainda que vai instaurar sindicância e processo administrativo para manter a “dignidade universitária”. 

O comunicado ressalta ainda que a Fafich se compremete a “assegurar condições para o pleno funcionamento das atividades de ensino, pesquisa e extensão e para o bom funcionamento da administração da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas.” 

Fernando Filgueiras está reunido nesta sexta-feira com o setor administrativo da universidade para traçar um diagnóstico da situação. Neste encontro, serão avaliadas quais medidas serão tomadas para reprimir o tráfico e o consumo de drogas na instituição. A presença maior da Polícia Militar (PM) e o acionamento da Polícia Federal (PF) para investigar o caso estão sendo considerados. 

Em nota, a Polícia Federal (PF) informou que o local de ocorrência de crimes “não fixa a competência de atuação” da corporação. Disse, ainda, que tem trabalhado, junto com a Reitoria da UFMG, para buscar uma ação integrada para prevenção e repressão do tráfico de drogas no Diretório Acadêmico da Fafich

As duas salas do Diretório Acadêmico da Fafich, que deveriam dar suporte aos estudantes, estão totalmente pichadas e degradadas, com vidraças quebradas, o que denuncia a falta de manutenção (<br /><br /><br />
GLADYSTON RODRIGUES/EM/D.A PRESS)

As duas salas do Diretório Acadêmico da Fafich, que deveriam dar suporte aos estudantes, estão totalmente pichadas e degradadas, com vidraças quebradas, o que denuncia a falta de manutenção

Enquanto alunos assistem atentos às aulas em salas um tanto vazias, a 10 metros, nos corredores, jovens sem qualquer relação com a instituição de ensino consomem e vendem maconha, cocaína, LSD e loló em pleno Diretório Acadêmico, que deveria dar suporte aos estudantes, mas se tornou boca de fumo. O tráfico e o uso de drogas no câmpus da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), na Pampulha, tomou conta de vários espaços e se instalou de forma acintosa e aberta dentro do DA da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas (Fafich).

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O local está completamente degradado, com pichações alusivas a entorpecentes e gangues disputando espaços nas paredes e móveis. Uma fila de alunos, com cadernos debaixo do braço e mochilas nas costas, conta dinheiro para consumir as drogas entregues a eles sem qualquer constrangimento.
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A reportagem do Estado de Minas e da TV Alterosa passou a noite de ontem nas dependências da Fafich e testemunhou a compra, a venda e o consumo de drogas em vários locais. Logo que se chega aos corredores do terceiro andar, onde funciona o DA, o volume alto das músicas de funk dão indício de que uma festa está ocorrendo por perto.

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À distância, a imagem do sala onde funciona o DA causa impacto, por causa das paredes e vidros pichados algumas vidraças quebradas e iluminação em meia luz. O cheiro característico de maconha domina o ambiente. Sentados recostados às muretas dos corredores e em grupinhos fechados, jovens de bonés negociam buchas de maconha e consomem a droga em cigarros que rodam de mão em mão. Tudo isso entre o vaivém de estudantes, professores e funcionários, que apesar de aparentar ciência do que está acontecendo, desviam seus olhares e até o trajeto.
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Para entrar na sala do DA, é preciso atravessar um corredor estreito e escuro que lembra uma boca de fumo. Os jovens que vendem e consomem drogas entram e saem o tempo todo, como se estivessem apressados. Para entrar na sala, a reportagem, sem se identificar, seguiu com um casal de alunos que ainda carregavam cadernos e livros. O rapaz de blusa xadrez e calça jeans parecia ser amigo da jovem que vestia short e blusa xadrez. Os dois aparentavam ter menos de 20 anos e chegaram como se já conhecessem todo o esquema. O estudante foi quem pediu a droga a um dos traficantes, magro e negro, de boné. “Quero maconha”, disse, simplesmente. O casal então foi levado até o fornecedor que tinha a droga, um adolescente negro, gordo, de chinelos e short, que estava encostado em uma mesa.

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O traficante abriu uma sacolinha e expôs a erva solta, tirou com a mão um punhado e passou para o estudante. Imediatamente, o aluno dispôs a maconha num papel próprio e enrolou um cigarro, enquanto deixava o espaço.

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Depois, os dois foram vistos acendendo o cigarro.

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som alto As negociações precisam ser feitas em voz alta devido ao volume alto do funk que toca e embala coreografias e cantorias do jovens do DA, que se dividem entre partidas de baralho, em mesas pichadas e sinuca. Todas as paredes de dentro estão rabiscadas e sujas. O mesmo rapaz que levou o casal ao traficante, ofereceu maconha para a reportagem. Quando lhe foi pedido cocaína, ele disse que não tinha e pediu para um rapaz de camisa branca e boné, que estava num computador acessando uma rede social que atendesse a clientela. “O você quer?”, perguntou. Quando foi perguntado se tinha cocaína, ele enfiou a mão na bolsa da calça jeans e tirou uma caixa de fósforo cheia de pinos de plástico com pó branco. “São R$ 30 o pino”, respondeu.
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Até da porta do banheiro feminino que serve ao corredor da faculdade, o tráfico de drogas tomou conta. Uma dupla de estudantes, aparentemente entorpecidos, com os olhos vermelhos e fala arrastada, ofereceu LSD, que chamam de doce. A droga estava embalada num pedaço de papel alumínio que ele tinha na mão. Cada quadradinho custa R$ 25.

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Em meio às negociações, um deles coloca o LSD na boca e guarda a droga na capa do celular. Em tom de brincadeira, diz que vai voltar para casa drogado. “Vou chegar em casa e minha mãe vai me perguntar por que estou assim: rindo atoa”. E emenda: “Se precisar de alguma coisa (droga), é só me procurar. Fico sempre por aqui”.
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Do lado de fora, parte desses jovens envolvidos com o consumo e venda de entorpecentes frequenta uma festa perto do estacionamento da Fafich. Lá também são vendidas drogas por pessoas que não são estudantes. Cerveja, catuaba, vodca e outras bebidas são consumidas freneticamente ao som de música eletrônica. Adolescentes bebiam e fumavam maconha sem qualquer medo de repressão dos seguranças que passavam à distância. Até a turma que roda de bicicleta pela noite, percorrendo as trilhas da universidade, tem medo desse movimento. “Agora,vamos entrar na área da festa ‘Na Tora’. Cuidado, viu, gente?”, advertiu o líder do pelotão de ciclistas.

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FONTE: Estado de Minas.


Carolina, 16 anos, UFMG, não pode; Victor, 14 anos, UFS, pode…

Estudante de 14 anos faz pré-matrícula para cursar medicina

José Victor Conseguiu na Justiça o direito de fazer prova de proficiência. 
Ele teve média final de 751,16 pontos no Enem e 960 na redação.

José Victor posa com aprovados em medicina  (Foto: Reprodução/TV Sergipe)José Victor posa com aprovados em medicina

O estudante de Itabaiana José Victor Menezes Teles, de apenas 14 anos, fez a sua pré-matricula para o curso de medicina na Universidade Federal de Sergipe (UFS), na  manhã deste sábado (31), para ocupar a vaga conquistada após ser aprovado pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu). A seguna etapa da matrícula consiste na apresentação do candidato para a sua efetivação, o que será realizado na primeira semana de aula prevista para o dia 30 de março.

José Victor recebe trote e entra na brincadeira  (Foto: Reprodução/TV Sergipe)José Victor recebe trote e entra na brincadeira

Na ocasião, ele foi recebido por outros alunos e entrou no clima de festa dos estudantes. “Nunca estive tão feliz na minha vida. Agora eu estou esperando a formatura. Eu sempre sonhei com isso aqui. Agora estou realizado”, disse Victor após fazer a primeira etapa da matrícula.

Sobre o fato de ter se tornado uma espécie de celebredidade após a exposião na mídia ele resume: “É tudo muito novo. Mas daqui a pouco me esquecem e volto a minha rotina normal. Até lá vou recebendo o carinho das pessoas que nem me conhecem e isso é bacana”.

Ele estava cursando o primeiro ano do ensino médio e não poderia cursar a faculdade – o Enem só dá certificação a alunos com mais de 18 anos. Porém, ele conseguiu na Justiça o direito de fazer uma prova de proficiência aplicada pela Secretaria de Estado da Educação (Seed) na quarta-feira (28), foi aprovado e recebeu o certificado de conclusão do ensino médio para poder fazer a matrícula na universidade.

O estudante cursava o primeiro ano do ensino médio na Escola Estadual Murilo Braga. Ele teve média final de 751,16 pontos no Enem e fez 960 pontos na prova de redação. Com o resultado, José Victor conquistou uma das 100 vagas para o curso de medicina da UFS – e ficou em 7º no grupo inscrito, de escolas públicas.

Preparação
José Victor fez o Enem no fim do ano passado e decidiu entrar na Justiça para ter o direito de usar o resultado para ingressar na universidade. O garoto diz que sempre quis ser médico e sabia que, para isso, teria que se esforçar.

Ele estudou assuntos que ainda não viu na escola para fazer o Enem, que tem conteúdos de todo o ensino médio. José Victor conta que passava uma média de 3 horas por dia resolvendo questões de provas anteriores do Enem.

“Passei o ano passado estudando para o Enem, além do conteúdo dado em sala de aula. Sem dúvida a técnica para estudar e armazenar o conhecimento foram decisivas para o meu desempenho. É preciso saber organizar o tempo e também se preparar para saber como será a prova no dia”, afirma.

Registro da pré-matrícula na UFS (Foto: Reprodução/TV Sergipe)Registro da pré-matrícula na UFS

A disciplina e o interesse pelo conhecimento surgiu em casa com o incentivo dos pais, que são professores da rede estadual de português e inglês. Eles ajudaram José Victor a se organizar.

“Procurei vídeo-aulas na internet, livros complementares e fui a algumas aulas do curso pré-vestibular da Secretaria de Estado da Educação (Seed) por fora, mesmo sem estar matriculado, como aluno assistente”, diz. Também no ano passado, o estudante foi medalhista na Olimpíada Brasileira de Matemática de Escolas Públicas (Obemep).

 Aluna de 16 anos passa em 4º lugar na UFMG mas é impedida pela Justiça

Carolina Amorim Fernandes ainda não concluiu o Ensino Médio.
TJMG e TRF negaram liminar porque ela não tem 18 anos.

A estudante Carolina Amorim Fernandes, de 16 anos, passou em Direito na UFMG mas não conseguiu se matricular porque não concluiu o ensino médio (Foto: Carolina Amorim/Arquivo Pessoal)
A estudante Carolina Fernandes, 16, passou em Direito na UFMG mas não conseguiu se matricular 

Carolina Amorim Fernandes passou o ano de 2014 estudando, em média, cinco horas por dia. Seu sonho era passar em Direito na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Ela tirou nota 940 na prova de Redação do Enem e conseguiu 802,38 pontos no total, sendo aprovado em 4º lugar no curso. O problema: ela tem apenas 16 anos e não concluiu o Ensino Médio.

Ela postou o resultado em uma rede social e chegou a escrever: “Estado civil: morrendo de chorar de emoção. Agora é entrar na justiça e rezar pra um juiz muito bonzinho me deixar ir pra faculdade”. O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) e o Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF) negaram o pedido de liminar que permitiria a matrícula de Carolina.

Na tentativa de convencer o judiciário, a estudante se emancipou no ano passado, alcançando a maioridade civil. Porém, para os órgãos, isso não foi suficiente para que ela conseguisse a vaga.

Segundo a decisão do desembargador Luis Carlos Gambogi, do TJMG, mesmo preenchendo os requisitos relativos à pontuação, a estudante não tem 18 anos de idade, o que é exigido pelo Enem para que o candidato obtenha certficado de conclusão do Ensino Médio.

“Eu não considero isso justo porque houve vários outros casos semelhantes ao meu que foram aceitos pela Justiça. Eu não acredito que uma pessoa que não esteja preparada para entrar na faculdade tenha capacidade para passar em quarto lugar”, defendeu Carolina.

A estudante decidiu entrar na faculdade aos 16 anos porque havia conseguido boas notas no Enem quando cursava o 1º ano do Ensino Médio. “Eu fiz a prova pra ver como era. Me saí muito bem. Pensei, ‘se eu me preparar bem, tenho chance de antecipar a minha vida em um ano'”, disse.

Um outro recurso, também impetrado no TRF, mas desta vez em Brasília, ainda não foi julgado. “A gente espera que o juiz analise o pedido o mais rápido possível porque o período de matrícula da primeira chamada já acabou. Agora é torcer para que a Justiça determine que a UFMG abra uma vaga pra ela”, explica Patrícia Amorim, mãe de Carolina. “A gente vê a filha da gente se preparando tanto que é muito injusto ela não conseguir alcançar o sonho dela”, completa.

FONTE: G1.


Hospital das Clínicas enfrenta pior crise de todos os tempos

 

Médicos do Hospital das Clínicas (HC), em Belo Horizonte, querem a intervenção do Ministério Público Federal (MPF) para resolver a crise na unidade de saúde. Eles denunciam que, desde o fim de novembro, o atendimento está comprometido em todos os setores. De acordo com a denúncia, por falta de repasse de verbas do governo federal, faltam de medicamentos básicos a profissionais em áreas- chave, como o Centro de Tratamento Intensivo (CTI). Nem mesmo os transplantes escaparam e, alguns deles, simplesmente, deixaram de ser feitos. Substituir medicamentos ou adiar terapias essenciais à vida de pacientes em estado grave se tornarou rotina dos profissionais da instituição, uma das referências em procedimentos de alta complexidade no estado.

“O hospital enfrenta uma crise financeira grave, como nunca vista antes. Sempre houve problemas, mas pontuais. Desta vez, é generalizado. Cortaram tudo”, afirma o presidente da Associação dos Médicos Residentes do HC (Amerehc), Weverton César Siqueira. Ele conta que pacientes estão ficando até sem medicamentos básicos, como dipirona. Também estão em falta antibióticos e medicamentos mais potentes, como imunossupressores – indicados para quem tem doenças autoimunes, entre elas lúpus e nefrite. Segundo o médico, embora a diretoria esteja se desdobrando para contornar o problema, seja pegando medicamentos emprestados com a Prefeitura ou com outros hospitais, é comum o atraso de até quatro dias nos tratamentos.

Profissionais informam que cogitou-se até mesmo fechar o pronto-atendimento, mas a ideia foi deixada de lado por causa do convênio firmado com a PBH para receber pacientes com acidente vascular encefálico e doenças cardiológicas diversas. “Hoje, a prefeitura é o maior parceiro para empréstimo de medicamentos e insumos”, diz Siqueira. Luvas e tubos também andaram à míngua. “Só tínhamos tubos de dois tamanhos: 9, para pacientes imensos, e 7, para pequenos. Não podíamos trabalhar.”

O CTI está funcionando, em muitos dias, com metade dos leitos, por falta de plantonista. Muitos foram demitidos depois que Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), criada pelo governo federal para contratar funcionários para os hospitais universitários, passou a gerir as unidades de saúde universitárias. Fisioterapeutas do plantão noturno também começaram a ser dispensados anteontem, de acordo com os médicos.

Fechado também por falta de médicos está o serviço de transplante de fígado. Ainda estariam comprometidos o de medula óssea e de rins. “Estamos preocupados, porque a responsabilidade de não darmos um tratamento adequado cai em nossas costas. Queremos fazer denúncia no MPF, porque o nível de austeridade está irracional”, desabafa o presidente da Amerehc.

Uma médica que pediu anonimato também relata o drama dos últimos meses. Segundo ela, até mesmo cirurgias foram adiadas por falta de material. “Tem pacientes na enfermaria com fratura precisando de procedimento e não é possível fazer, gente que fica com tipoia porque não há outra solução”, conta. Novos pacientes da oncologia e da dermatologia não estão sendo recebidos. “Doentes em tratamento estão com ele atrasado ou alterado por falta de medicamento. Não temos itens básicos, como dipirona, soro e glicose. É difícil atender o paciente, porque não temos o que oferecer. Eles estão indo embora sem atendimento e não é pontual.”

CONTROLADO Por meio da assessoria de impresa, o HC nega que haja uma crise. Informou que, há três semanas, materiais e medicamentos faltaram pontualmente e tiveram de ser substituídos. Isso se deveu ao atraso no pagamento de fornecedores e às férias coletivas do ambulatório, que impediram a compra de insumos que é feita no fim do ano, normalmente, para os meses de janeiro e fevereiro. O problema foi causado pelo repasse tardio do Fundo Nacional de Saúde. O hospital garante que não há remédios nem material em falta.

Negou ainda que os transplantes tenham sido cancelados e admitiu problema apenas no hepático, por falta de pessoal. De acordo com a assessoria, quatro médicos do pós-transplante passaram em concurso no Hospital Militar e se demitiram do HC. Informou que os pacientes foram encaminhados ao Hospital Felício Rocho, para atendimento também pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Acrescentou que não houve redução do atendimento no CTI – dois leitos foram bloqueados por dois dias, porque um plantonista faltou. E negou que o fechamento do pronto-atendimento tenha sido cogitado. O hospital garante que, aos poucos, volta à normalidade e que a dívida com fornecedores foi quitada.

Os médicos se reúnem hoje para discutir a situação. Eles querem que representantes de cada área apresentem os problemas enfrentados

 

 

FONTE: Estado de Minas.

 


Vizinhos do barulho

Moradores do Centro e Região Centro-Sul de BH sofrem com festas que varam a madrugada

Quem mora perto de locais de bailes funk de BH apelam à PM, à direção de universidade e até a janelas especiais para tentar pôr fim a madrugadas sem sono

 
Arte: Quinho / EM / D.A Press

Moradores de prédios no Centro de Belo Horizonte e no Bairro São Lucas, Região Centro-Sul da capital, não conseguem mais dormir nos fins de semana por causa de bailes funk que chegam a durar até 48 horas, com a música a todo volume. Vítimas de um barulho ensurdecedor, essas pessoas já recorreram à Polícia Militar e à Prefeitura de Belo Horizonte (PBH), sem qualquer solução. No caso dos condomínios localizados na Região Central, o problema será levado ao conhecimento da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), pois a casa onde acontecem as festas barulhentas é a antiga sede do Diretório Central dos Estudantes (DCE), na Rua Guajajaras.
O barulho durante as festas no casarão é tanto, segundo os vizinhos, que muitos estão indo dormir e estudar em casas de parentes e amigos, todo fim de semana, em busca de sossego. “São muitos idosos morando na região e isso está afetando a saúde deles e de quem precisa dormir para trabalhar cedo. Sou professor e não consigo corrigir provas”, reclama o professor Rubens Figueiredo Evaristo, de 53 anos, síndico do prédio ao lado do casarão. “A gente telefona para a Polícia Militar, mas ela não resolve nada”, completa.

A última festa na velha sede do DCE começou na noite do dia 4, quinta-feira, e se prolongou até o feriado de segunda-feira, dia 8, segundo Rubens. “Toda madrugada é uma turma diferente na casa. São muitos adolescentes e rola muita bebida. Algumas vezes, é tanta gente que uma turma grande fica do lado de fora, na calçada. Eles fazem as necessidades em público, nas árvores e entre os carros, e não tem isso de ser homem ou mulher”, reclama o professor. Ele conta que no domingo o barulho era tão intenso que abafava o ruído dos foguetes soltos pela torcida do Cruzeiro, que comemorava mais uma vitória no Campeonato Brasileiro. “Uma vez, tentei conversar com os frequentadores da casa, mas um deles respondeu que idoso que quiser sossego deve voltar para o interior. Foi muito desagradável”, disse Rubens.

A publicitária Gabriela Benfica, de 24, também mora num edifício vizinho ao casarão e espera uma intervenção da UFMG. “Há um ano, quando mudei para cá, havia festas e reuniões dos estudantes, mas não causavam incomodo. Pelo que me disseram, fiscais da Secretaria Municipal de Meio-Ambiente tinham feito uma medição, em novembro do ano passado e, depois de constatado o nível acima do tolerável, a situação foi contornada. Só que nos últimos seis meses os organizadores dos eventos têm extrapolado”, reclama a publicitária. Gabriela diz que já registrou boletins de ocorrência na Polícia Militar e enviou e-mails para a UFMG, mas não foram tomadas medidas para minimizar os impactos. “Pelo que me disseram, com as restrições das festas no câmpus da Pampulha, aqui virou sede dos eventos estudantis, mas que na verdade são abertos aos mais variados públicos”.

Depois do sofrimento do fim de semana, os moradores dos prédios na região se reuniram e decidiram tomar algumas providências para tentar, mais uma vez, resolver a situação, uma vez que as ocorrências registradas na Polícia Militar e as reclamações encaminhadas à PBH não surtiram efeito. Uma das iniciativas será denunciar o problema à UFMG, por entenderem que a instituição de ensino teria alguma responsabilidade sobre a situação. Procurada pelo Estado de Minas, a UFMG informou que não é dona do imóvel, que pertence ao Diretório Central dos Estudantes, mas que vai procurar os dirigentes da entidade estudantil para conversar com eles e pedir o fim do barulho. A data dessa reunião, entretanto, não foi definida pela direção da universidade.

São Lucas Problemas com festas também ocorrem no Bairro São Lucas. Sem ter a quem recorrer, uma empresária, que pediu para não ser identificada, vai trocar todas as janelas do seu apartamento por outras com isolamento acústico. Um baile funk que acontece todo fim na Rua Argemiro Rezende Costa com Tarumirim, distante dois quilômetros da sua casa, não a deixa dormir. “Começa toda sexta-feira a partir das 20h. Minha janela fica trepidando. Não consigo dormir em nenhum lugar da casa nem escutar a televisão com tanta barulho”, reclama. “Fecho portas e janelas para abafar o som e até coloco toalhas debaixo das portas, mas não adianta”, lamenta. A empresária disse já ter feito várias denúncias à prefeitura e à PM, mas não obteve respostas. 

A Secretaria Municipal de Serviços Urbanos informou que faz fiscalização preventiva e monitora fontes poluidoras com reincidência de reclamações. Disse, ainda, que as queixas diminuíram de janeiro a outubro deste ano em relação ao mesmo período do ano passado, de 6.184 para 5.693 queixas – média de 19 por dia. Ainda de acordo com a secretaria, os infratores estão sujeitos a multas de acordo com a gravidade do ruído, de R$ 111,62 a R$ 13.951,89. Em caso de reincidência, os valores dobram. “O estabelecimento comercial ainda pode ter a sua atividade interditada parcial ou totalmente e até mesmo ser cassado o Alvará de Localização e Funcionamento de Atividades ou de licença”, informou. 

A Polícia Militar disse que trabalha em parceria com a prefeitura auxiliando na fiscalização e que apenas dá suporte porque o município não tem poder de polícia para garantir a integridade física dos seus fiscais na ação. Informou, ainda, que quando recebe denúncia manda uma equipe ao local para verificar a demanda e que orienta a pessoa a abaixar o som. “A PM não tem equipamento para medir o volume do barulho e não pode autuar o infrator”, informou a assessoria de imprensa.

O que diz a lei

Perturbação do trabalho ou do sossego alheio pode resultar em prisão de até três meses, independentemente do volume do ruído, segundo o artigo 42 da Lei das Contravenções Penais. Por outro lado, a prefeitura pode multar pessoas e fechar estabelecimentos, explica a defensora e diretora da Escola Superior de Advocacia da seção mineira  da OAB, Silvana Lobo. A Lei das Contravenções Penais, segundo ela, por não considerar a quantidade de decibéis. “O que interessa é o incômodo. A penalidade é prisão simples de 15 dias a três meses ou multa”, disse. Silvana Lobo afirma ainda que há possibilidade de condenação por danos morais.

Enquanto isso…

…Campeões de reclamações

Levantamento da Secretaria Municipal de Serviços Urbanos mostra que bares, restaurantes e casas de show são os que mais tiram o sono da população durante a madrugada. Os estabelecimentos e eventos noturnos são responsáveis por 70% das 5.693 queixas que chegaram ao Disque-Sossego de janeiro a outubro deste ano, mas festas particulares também têm deixado muita gente com os nervos à flor da pele por não conseguir dormir. E o que não falta é reclamação à fiscalização da prefeitura e também ao atendimento da Polícia Militar, que nunca aparece quando é chamada, segundo as pessoas.
 

FONTE: Estado de Minas.


Alunos da UFMG são hostilizados nas redes sociais após cantarem música em apologia ao estupro

 

Usuários do Facebook comentam post sobre alunos da UFMG que cantaram música em apologia ao estupro
Usuários do Facebook comentam post sobre alunos da UFMG que cantaram música em apologia ao estupro
Estudantes da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) são acusados de terem feito apologia ao estupro, dentro de um bar, na Savassi, região Centro-Sul de Belo Horizonte, nesse sábado (20). Na rede social Facebook, alunos da instituição se mostraram indignados com colegas que cantaram uma música com os seguintes dizeres: “não é estupro, é sexo surpresa”.
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Uma das postagens, já tem mais de 50 compartilhamentos e 500 curtidas. Veja na íntegra o conteúdo da postagem:
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“Hoje o Rei do Pastel foi dominado por uma turma de idiotas, componentes da Bateria da Engenharia da UFMG (que vergonha!), que em coro cantavam: “Não é estupro, é sexo surpresa”, dentre outras imbecilidades machistas, misóginas e homofóbicas. 
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Mais triste ainda foi ver mulheres envolvidas na cantoria. E mais triste ainda perceber que ninguém mais se sentiu incomodado. 
É preciso mesmo repensar o papel da universidade, sobretudo as instituições públicas (sic). Acho um absurdo SEM FIM uma UFMG da vida ser conivente com esse tipo de comportamento, que ocorre não somente dentro da universidade, mas muitas vezes EM NOME da universidade. Mais absurdo ainda quando a universidade indiretamente (mas não sem consciência) contribui para que esses episódios aconteçam quando, por exemplo, emprestam sua estrutura física para o ‘ensaio’.
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Triste, lamentável. Confesso que não soube como agir (e talvez nenhuma reação valeria a pena diante de um bando de playboys bêbados). Mas fica no coração a esperança de que a luta jamais termine e que o futuro seja um lugar melhor”.
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Em nota, a UFMG disse que desaprova “qualquer tipo de comportamento discriminatório, seja ele de caráter machista, sexista, racista, homofóbico, entre outros que desrespeitem a dignidade humana”. A instituição informou ainda que, em maio deste ano divulgou uma Resolução, aprovada pelo Conselho Universitário da instituição, na qual proíbe os trotes estudantis, como aqueles que evidenciam práticas discriminatórias.
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O proprietário do Rei do Pastel, Alexandre Fidelis de Assis afirmou que não soube do ocorrido. “De toda forma, não apoiamos esse tipo de comportamento”, disse.
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FONTE: Hoje Em Dia.


 

Os desafios que dificultam o processo de paz entre judeus e palestinos serão discutidos neste sábado, 30, pelo programa Café Controverso, do Espaço do Conhecimento UFMG. Intitulado Israel e Palestina: desafios para a paz, o encontro reunirá o professor Dawisson Belém Lopes, do Departamento de Ciência Política da UFMG, o mestre em Relações Internacionais Wiliander França Salomão e o advogado Igor Pantuzza Wildmann, doutor em Direito pela UFMG . O evento, gratuito, começa às 11h, na cafeteria do Espaço do Conhecimento UFMG.

 

O professor Wiliander França Salomão, que escreve um livro sobre o conflito e seus desdobramentos, explica que o assunto não pode ser analisado de modo simplista, pois são várias as razões que suscitaram os atuais acontecimentos. “Com a exceção do Egito e da Cisjordânia, que assinaram o tratado de paz, os demais povos árabes não reconhecem Israel como um estado soberano. Os judeus ainda têm muito viva em seu imaginário a experiência do Holocausto”, contextualiza.

A ocupação, em 1967, dos territórios de Gaza e da Cisjordânia pelo exército israelense, ainda como medida preventiva devido à ameaça de invasão, pôs o país como alvo de protestos e de reações negativas por parte de árabes e de parte da comunidade internacional que perduram até o dias atuais. Em 1987, a primeira revolta popular contra a ocupação deu origem ao Hamas, um dos principais inimigos de Israel.

O advogado e doutor em Direito Igor Wildmann afirma que não se pode determinar Israel como um país “opressor e imperialista” e enfatiza que 85% dos judeus são favoráveis à criação de um estado palestino. Diz ainda que em Israel vivem 1,2 milhão de árabes (20% da população), que têm o direito de votar, serem eleitos, irem à universidade e que possuem representantes no Congresso e na Suprema Corte. “Há, portanto, ambientes de tolerância entre árabes e judeus dentro do país”, argumenta o advogado.

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O professor Dawisson Belém Lopes [foto], do Departamento de Ciência Política da UFMG, abordará o posicionamento político do Brasil diante da questão Palestina. Embora tenha participado do processo de criação do estado de Israrel, o Brasil, a partir dos anos 1970, tende a apoiar mais a causa palestina, com declarações explícitas e campanhas que defendem a legitimação de um estado palestino.

Em relação à recente “crise diplomática” entre os dois países, Belém Lopes avalia que a reação de Israel não resultou de um fato isolado, e que a repreensão pública aos acontecimentos em Gaza foi apenas o estopim de anos de divergência.

O Café Controverso é realizado no Espaço do Conhecimento UFMG, localizado na Praça da Liberdade, 700. Para mais informações acesse o site do Espaço.

 

 


UFMG apura quebradeira na reitoria e acusação de agressão a alunos

Houve uma confusão entre guardas da UFMG e um grupo de universitários, que ocupava o espaço desde o início deste mês.

A reitoria da pediu rigorosidade na apuração dos fatos. Universitários fizeram representação no Ministério Público.

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A reitoria da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) determinou à Administração Central uma apuração rigorosa sobre a quebradeira no saguão do prédio no câmpus Pampulha, no último sábado, e acusação de agressão a alunos pelos seguranças. Houve uma confusão entre guardas da UFMG e um grupo de universitários, que ocupa o espaço, em protesto contra o fechamento da universidade em dias de jogos da Copa do Mundo no estádio Mineirão. Os estudantes acusaram os guardas de espancamento e fizeram representação no Ministério Público.

O membro da ocupação e estudante de ciências sociais, Frederico Lopes, conta que cinco dos 12 alunos envolvidos no protesto tentaram pendurar uma faixa com dizeres em espanhol no muro da UFMG, na portaria da Avenida Antônio Abraão Caram. Eles queriam que o protesto fosse lido por turistas que chegavam ao estádio para o jogo entre Argentina e Irã.

No entanto, os universitários dizem que foram impedidos de pendurar a faixa. “Foi uma agressão aos alunos. No meio do caminho fomos barrados pelos seguranças. Um deles tomou a blusa de uma aluna e deu um soco no rosto dela”, afirma Lopes. Em nota a UFMG, informou que o grupo de alunos “não teve permissão para alcançar a cerca que delimita o câmpus com a avenida Abraão Caram. Diante disso, o grupo enfrentou os seguranças da UFMG. A alegação de que teria havido abuso por parte da segurança é firmemente negada pela Pró-Reitoria de Administração”.

Segundo Lopes, os estudantes tentaram negociar com os guardas sustentando que era apenas uma faixa com trechos da carta proposta do grupo que ocupa da reitoria. “Alegaram que a gente não podia expor a faixa, que era ordem do reitor. A gente estava negociando, só queríamos colocar a faixa. A gente não ia ficar lá protestando, não precisava dele ter agredido”, conta o estudante.

O membro da ocupação ainda relata que um aluno que tentou filmar a reação dos seguranças foi preso no banheiro e espancado pelos guardas. Um terceiro estudante, ao tentar ajudar o amigo agredido, também apanhou. A estudante de ciências sociais que levou um soco no rosto foi atendida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), mas não registrou boletim de ocorrência sobre o fato. A jovem, juntamente com os colegas da ocupação, procurou o MP e fez uma representação junto à Promotoria de Direitos Humanos. Advogados militantes, que dão apoio às ocupações de BH, acompanharam o ocorrido no sábado.

Quebradeira

De acordo com a UFMG, ao retornarem para o saguão da reitoria, os ocupantes iniciaram depredação do patrimônio. Vidros, câmeras internas do saguão e peças do mobiliário foram danificados, além de pichações nas paredes. O prejuízo ainda não foi calculado. O episódio ocorreu em um momento em que a universidade aguardava o posicionamento dos alunos do movimento em relação à solicitação de imediata desocupação do local, feita na última terça-feira.

Em carta encaminhada aos ocupantes, o reitor e a vice-reitora reafirmaram o compromisso da gestão de manter o diálogo permanente com toda a comunidade, segundo os princípios de que a UFMG deve se pautar pelo interesse público, pelo respeito à diversidade e à diferença e pelo compromisso com a gestão colegiada. A reitoria entende que a manutenção da ocupação, diante de todos os esforços de diálogo, contradiz o espírito democrático da Universidade.

Fernando Lopes diz que a UFMG não está dialogando, assim o grupo mantém a ocupação. “A todo momento a reitoria não fala com a gente. Conversaram com advogados no sábado e não falaram com a gente, nem prestaram socorro a menina que foi agredida”, diz o estudante. Em nota, a UFMG informa que o reitor Jaime Ramírez afirma que “esta Reitoria jamais se furtou ao diálogo e reitera sua permanente disposição para o debate com a comunidade universitária nos espaços de discussão legitimamente constituídos desta instituição”.

 

 

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Esta matéria tem: (10) comentários

Autor: fred marques
Falta os pais destes babacas que deveriam prender estes animaizinhos em casa. Pau neles e processo neles e nas famílias para pagarem pelos prejuízos.
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Autor: Diego NL
Agressão aos alunos como diz um dos estudantes é depredar patrimônio público como cita a matéria. E qual o problema de fechar o Campus em dia de jogos? Tudo fecha, o país para. Se não gostam de futebol, vão pra casa, vão namorar, vão fazer qualquer outra coisa. Há vida além do Campus, me ajuda aí…
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Autor: Antonio Gustavo
Que bom que a reitoria não admite a entrada da PM, podia até quebrar a cara do reitor. Liga para o batmam!!!
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Autor: comentarista comentarista
O que é público, não deve ser tratado por alguns como privado. É o que acontece com estes baderneiros. Deveriam reivindicar qualidade do ensino, emprego de recursos, melhoria da faculdade. Estes baderneiros deveriam ser expulsos dos seus Cursos da UFMG, por danificar o patrimônio de todos.
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Autor: Alexandre Maciel
Alunos não, marginais. Esse sentimento de vítima, de exigência de direitos sem fim, de que a sociedade te deve algo é o que nos difere dos países desenvolvidos, quando na realidade, o que falta é responsabilidade individual.
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Autor: wander Moura
Se esses “alunos” tivessem vergonha na cara estariam cada um com uma enxada, uma picareta ou uma pá,e estaria limpando o campos. Eles estão precisando é de serviço, cambada de vagabundo. Mas como são filhinhos de papai ……..
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Autor: Carlos Coelho
Como contribuinte exijo que esses alunos paguem todo o prejuízo causado ao patrimônio público e que sejam expulsos para sempre da UFMG.
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Autor: Prime Time
O que faz um estudante de C. Sociais? Nada além de ficar com esses protestos ridículos e provocando as autoridades… o famoso feitiço se voltando contra a feiticeira (UFMG)!
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Autor: wilson junior
Os alunos da UFMG são incoerentes.Cuidam do CAmpus como casa e na hora de pirraça eles quebram tudo dentro de casa…Sou ex aluno e sei que muitos se acham donos mas adoram um 0800……
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Autor: maria loures
Veja bem, se esses alunos trabalhassem, pagassem o seu curso, com certeza não teriam tempo de fazer o que estão fazendo.Vão trabalhar e não querer impor pra si o que é todos.

 

FONTE: Estado de Minas.


 

Na universidade, índios buscam formação para socorrer aldeias em Minas



Na universidade, índios buscam formação para socorrer aldeias em Minas
ADANA – “Pertenço aos dois mundos. Sento com os velhos e como peixe com farinha, mas sei usar garfo

Cansados de esperar pela melhoria do acesso à saúde nas comunidades, seis indígenas de Minas, Mato Grosso e Bahia decidiram sair das tribos em busca de solução. Prestaram vestibular, dedicam-se a horas de estudo, driblam a saudade da família e as dificuldades iniciais de convívio com os demais estudantes. Tudo para se tornarem os primeiros médicos de origem indígena formados pela UFMG.

O seleto grupo de estudantes – duas moças e quatro rapazes de etnias diferentes – tem a mesma meta: depois de formados, querem regressar às aldeias onde nasceram e aplicar o conhecimento adquirido na comunidade.

Aos 25 anos, o Pataxó Vazigton, o Zig, nascido em Cumuruxatiba, Sul da Bahia, frisa que é grande a demanda por profissionais de saúde nas tribos. “Gente do Rio e São Paulo fica pouco tempo na aldeia e logo vai embora. Quem sofre com isso é a comunidade”.

Zig cursa o 8º período de medicina por influência dos mais velhos de sua etnia, que o convenceram a deixar o curso de Biologia na Universidade Estadual da Bahia, onde era bolsista. Zig prestou vestibular para a UFMG em 2009 e ingressou na Faculdade de Medicina em 2010.

“Por ser um curso elitizado, fiquei surpreso com a maneira como fomos recebidos. As relações de amizade dentro da escola minimizam as dificuldades”, conta, referindo-se à adaptação inicial.

Amaynara, Pataxó de Carmésia, no Vale do Rio Doce, acredita na saúde preventiva como forma de melhorar o dia a dia nas aldeias. Ela defende o trabalho em equipe, holístico, com os demais agentes de saúde. “Sou muito sonhadora. Só pelo fato de conhecer a comunidade temos muito a contribuir enquanto profissionais”, diz a aluna do 7º período.

Provocar o diálogo entre a medicina ocidental e a medicina tradicional indígena é uma das metas de Adana Omágua-Kambeba, que trocou a aldeia em Manaus por Belo Horizonte. A jovem quer se tornar médica para ajudar na melhoria da saúde indígena da Amazônia, onde, por falta de estrutura e assistência, muitas crianças morrem.

“Quero contribuir com o meu exemplo e incentivar outros jovens da etnia”.

 

Médica será também pajé da tribo

Cantora, compositora e pesquisadora da cultura Omágua-Kambeba, a jovem Adana – a idade ela não quis revelar – chegou à UFMG em 2012, após três meses no set de filmagens de Xingu, filme de Cao Hamburguer que narra a história dos irmãos Villas Boas. Popular, com 2.140 amigos no Facebook, ela pretende conciliar as agendas acadêmica e artística, mas recusou convite para novos filmes, por causa do curso.

“Meu tataravô, bisavô e avô eram pajés que as pessoas procuravam para as curas. Desde criança tive tendência para cuidar de pessoas, plantas e animais”, conta Adana, futura pajé da aldeia, no Amazonas. O pajé é uma pessoa de destaque em certas tribos indígenas. São curandeiros, tidos como portadores de poderes ocultos ou orientadores espirituais.

“Meu médico já chegou aqui” é a frase mais ouvida pelo Pataxó Vazigton, o Zig, quando ele vai à aldeia, duas vezes a cada ano, nas férias escolares. “A gente é exemplo e abre as portas para outros”, orgulha-se.

“A comunidade e as lideranças ficam orgulhosas de saber que estamos estudando para ser médicos”, emenda Amaynara, da tribo Pataxó no Vale do Rio Doce. A jovem também pretende unir os conhecimentos acadêmico e tradicional para a prática da medicina preventiva, mas admite que a chamada “medicina de branco” tem tido mais cartaz. “Temos de valorizar os raizeiros, os sábios. Todos têm conhecimento das plantas medicinais.]

 

Ao todo, 21 comunidades nos bancos da UFMG

O programa da UFMG de licenciatura para a comunidade indígena tem atualmente 140 alunos de 21 aldeias de Minas, Bahia, Mato Grosso e Pernambuco. A cada ano, a instituição oferece 12 vagas suplementares em seis cursos: medicina, enfermagem, odontologia, ciências agrárias, ciências sociais e ciências biológicas.

A UFMG criou o Conselho Consultivo Indígena, composto de professores e membros de comunidades tradicionais, para institucionalizar as políticas voltadas às comunidades indígenas.

“A universidade tem um papel político de ampliar o diálogo entre os saberes tradicionais e acadêmicos, para que os povos indígenas possam se expressar”, afirma a vice-reitora da UFMG, Sandra Goulart.

Segundo ela, a UFMG pretende trabalhar com outras instituições para que o programa voltado aos indígenas torne-se política de Estado. “Tentamos ampliar o diálogo para implementar uma política de inclusão”.

 

FONTE: Hoje Em Dia.

 

 


 

EDUCAÇÃO 2.0 
E a escola também caiu na rede
Ensino a distância supera estigmas do passado e já representa cerca de 40% dos estreantes em cursos superiores. Em todo o Brasil, são quase 6 milhões estudando em ambiente virtual

 

 

Se fossem moradores de uma única cidade, os estudantes que hoje estão na educação a distância (EAD) poderiam ocupar uma metrópole do tamanho do Rio de Janeiro. No país, são quase 6 milhões de alunos matriculados nos chamados cursos livres – de curta duração e, geralmente, voltados para capacitação e aperfeiçoamento – em busca de um diploma de ensino superior, em disciplinas isoladas da graduação e na pós-graduação. Alunos mais maduros e com menos tempo disponível formam o perfil desse universo virtual que, antes visto com desconfiança pelo mercado e no próprio meio universitário, perdeu estigmas nos últimos anos e ganhou força, com a adesão de grandes instituições, entre elas as universidades públicas.


Estima-se que hoje quase 40% dos estreantes do ensino superior sejam da EAD. Em todo o país, são ofertados 6.591 cursos, em 2.060 municípios. Em Minas, há 361 opções, distribuídas em polos de atendimento de 240 cidades. O último senso da educação superior, divulgado no ano passado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), mostrou que a modalidade a distância já representa 15% do total de matrículas na graduação – cerca de 1,2 milhões em números absolutos, muito além das 5 mil feitas 10 anos atrás. Enquanto as matrículas avançaram 3,1% nos cursos presenciais, entre 2011 e 2012, naqueles a distância o aumento foi quatro vezes maior (12,2%).


O modelo varia entre cada instituição e pode ser totalmente a distância ou com aulas presenciais periódicas. Mas, por exigência do MEC, provas são aplicadas exclusivamente com a presença do aluno. Pedagogos e técnicos das mais diversas mídias preparam o material em ambiente virtual, no qual a interação entre professores e alunos ocorre por mensagens, fóruns e bate-papos. Marcos André Kutova, diretor da PUC Minas Virtual, que oferece a modalidade há 15 anos, diz que o desafio é mostrar ao aluno o que melhor lhe convém. “No modelo tradicional, o professor está ditando o tempo todo o que fazer. Num curso on-line, o estudante tem que ser totalmente disciplinado, porque, embora receba apoio e estímulo, não há esse controle”, pondera.


Outra vantagem apontada pelo diretor é a de aproveitamento de 100% dos cursos. “O aluno dá atenção à sua aula quando tem tempo e condição de se envolver, não é como na sala, que tem aquele com sono, que quer bater papo ou não pôde ir. Problemas que surgem do interesse, do compromisso e até da condição emocional não são aspectos da EAD”, ressalta.


A cobrança é mais rigorosa pela plataforma virtual. Na PUC Minas, 70% dos pontos são distribuídos em provas presenciais, individuais e sem consulta. Dos quase 50 mil alunos de graduação da instituição, 20% fazem pelo menos uma disciplina a distância por semestre. Nos 15 cursos de pós-graduação, os 2,5 mil alunos representam um crescimento de 200% em relação a 2012, segundo Kutova. “A pós a distância tem tido um crescimento muito interessante no país inteiro e pega um profissional mais maduro e focado, que depende de objetividade”, relata.


Para ele, a expansão da EAD vai promover uma mudança radical no cenário global. “Não é ousado dizer que a educação presencial não sobreviverá nem por mais 10 anos sem a incorporação de alguma mediação tecnológica. O curso dessa modalidade está fadado a acabar muito em breve”, prevê. Nesse contexto, o desafio fica para o professor, que terá de mudar sua prática. “Hoje, dá para dizer seguramente que a maior parte do conhecimento acadêmico está disponível gratuitamente na internet. Ou seja, o docente não pode mais ser mero transmissor de informação, tem que reinventar métodos”, afirma.

MERCADO Marcos Kutova acrescenta que um termômetro dessas mudanças é o próprio mercado, que diminuiu a desconfiança em relação aos egressos da EAD. “O diploma é o mesmo e não há selo dizendo que o curso foi feito a distância. Além disso, o aluno carrega no currículo a constatação de que tem disciplina e sabe lidar totalmente com tecnologia”, diz. Segundo ele, são muitos os casos em que os formados pela modalidade assumiram cargos importantes em empresas ou instituições públicas.


Caso do ex-aluno Arney Ramos de Oliveira, de 56 anos, formado em administração no fim do ano passado. Empregado há muitos anos no setor da construção civil, ele atribui à graduação a distância o cargo de executivo na área comercial de uma das maiores empreiteiras do país. Formado em educação física, profissão que nunca exerceu, e com uma faculdade de economia não concluída, adiou a entrada no curso dos sonhos por causa das constantes mudanças de cidade exigidas pelo trabalho. Apenas durante os quatro anos de estudos on-line, morou em Campinas (SP), Rio de Janeiro, Itaboraí e São Gonçalo (RJ) e, no último período do curso, se mudou para Belo Horizonte. 
Ele lembra as dificuldades em matemática financeira e cálculo e dos vários exercícios que encontrou no YouTube para ajudá-lo a esclarecer dúvidas. Os horários eram similares aos de um curso presencial, com estudos rigorosos à noite, depois do trabalho. “Tem que ter muita persistência, pois essas matérias sem um professor ao lado não são fáceis. Algumas pessoas ainda acham que é balela, mas só quem faz sabe a dificuldade”, relata.


Para Arney, a plataforma é uma oportunidade para quem não tem condições de fazer de outra forma. “É uma maneira de seguir aquilo que não foi possível no passado. O diploma não é virtual. Gestores mais novos ainda veem com certa desconfiança, mas os mais velhos valorizam pela capacidade de a pessoa ter aprendido por si mesma”, analisa.

Longe dos olhos, perto do diploma
Confira o avanço da educação não presencial 

6.591
cursos a distância em 2.060 municípios de todo o país

361
opções não presenciais em Minas, distribuídas em 240 cidades 

1,2 milhão
de matrículas na graduação em 2013, contra 5 mil feitas há 10 anos

4 vezes
é a proporção entre o crescimento do ensino superior a distância (12,2%) e o das aulas convencionais (3,1%) entre 2011 e 2012

 

Sob as bênçãos dos papas do ensino superior
Antes predominante entre escolas privadas, ensino a distância tem adesão em massa de universidades federais e estaduais consagradas, que agora oferecem cursos em todo o país

 

 

Após trancar matrícula em curso convencional por questão de saúde, Solange da Silva encontrou no ensino não presencial a solução para continuar (beto novaes/EM/D.A Press)
Após trancar matrícula em curso convencional por questão de saúde, Solange da Silva encontrou no ensino não presencial a solução para continuar

A adesão de instituições públicas de ensino superior de todo o país ao universo da educação a distância (EAD) foi a chancela que faltava para atestar a qualidade dessa modalidade de ensino. O setor público começou a ocupar fração significativa nesse panorama com a criação da Universidade Aberta do Brasil (UAB), uma espécie de plataforma que concentra e regulamenta os cursos da modalidade entre institutos, faculdades e universidades estaduais e federais. A adesão em massa mudou um cenário existente há até seis anos, quando 81% dos alunos da EAD estavam matriculados em escolas privadas. 

Hoje, são 103 instituições de ensino, distribuídas em 650 polos pelo Brasil. Só na UAB há, em média, 80 mil formandos em um universo de 430 mil ingressantes. A maioria se forma em cursos de licenciatura e em cursos de especialização voltados para professores e profissionais que já atuam no mercado de trabalho. A expectativa é de oferta ainda maior, principalmente de vagas nos cursos para tecnólogos, com a entrada dos institutos federais na plataforma.

Para se ter ideia desse crescimento, em Minas Gerais, todas as 11 federais oferecem cursos não só no estado, como pelo Brasil afora. O modelo é de aulas semipresenciais, com encontros periódicos nos polos de ensino. A Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), uma das maiores do país, oferece cinco graduações: ciências biológicas, matemática, química, pedagogia (licenciatura) e geografia (bacharelado). Hoje, atua em 40 polos no estado e, em breve, deverá ter cursos de especialização e graduação também em São Paulo. Desde 2008, quando se formou a primeira turma, quase 500 estudantes obtiveram diploma nos cursos de licenciatura, de um total de 2,6 mil ingressantes. 

A proporção de quem entra e quem conclui chama a atenção, mas o diretor da EAD da universidade, Wagner José Corradi Barbosa, alerta tratar-se do mesmo percentual de formandos dos cursos presenciais. Em biologia, a média é de 80%; em geografia, 60%; matemática e química, em torno de 30%; e em pedagogia, o índice de alunos que concluem a graduação fica acima de 90%. Ele ressalta que o plano pedagógico, o material ofertado aos alunos e até a estrutura dos laboratórios instalados nos polos para as aulas práticas são idênticos aos oferecidos nas salas de aula convencionais da instituição. 

“O grande engano é que a pessoa imagina que a coisa ocorre por mágica. O aluno senta, lê o conteúdo e está aprendido, como aquele estudante que vai à sala de aula e somente de escutar o professor acha que vai assimilar. Mas aprendizado é sempre o esforço do aluno, seja a distância ou presencial, para entender o conteúdo”, diz. 

O diretor destaca que todos os cursos da EAD, instituições, polos e alunos também são avaliados pelo Ministério da Educação (MEC), no Índice Geral de Cursos (IGC) e no Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade). “Além da avaliação interna, quem diz que os cursos são de qualidade é a avaliação externa. E grande parte dos alunos formados tem que colar grau antes, porque são aprovados em concursos públicos e precisam do título para assumir o cargo. O mercado está reconhecendo que esse aluno tem qualidade”, afirma. 

Barbosa garante: alunos da educação a distância não perdem em nada para os do ensino presencial. “Os professores, alunos da pós-graduação que ajudam na tutoria, créditos e disciplinas são os mesmos e até a ementa é igual. Só muda a modalidade”, relata. Segundo ele, a grande crítica do passado recaía sobre a falta de tutores qualificados e os casos de professores com número excessivo de alunos, o que impedia atendimento de maneira mais individualizada.

DESCONFIANÇA Diretor do Centro de Educação a Distância (Cead) da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), na Zona da Mata, Flávio Iassuo Takakura acredita que grande parte da desconfiança que rondava a modalidade está superada pelas competências e habilidades adquiridas pelos estudantes. “Para que tenham sucesso, eles precisam ser determinados, porque não há um professor em sala para cobrar as tarefas. Também precisam ser proativos, para pesquisar e ter uma formação melhor. São virtudes que levarão para o resto da vida”, ressalta.

A universidade tem, hoje, 3.441 estudantes na pós-graduação e em sete graduações. São 56 polos de apoio presencial, dos quais 30 estão em Minas Gerais, 21 em São Paulo e o restante nos estados do Rio de Janeiro, Espírito Santo, Mato Grosso, Paraíba e Rio Grande do Sul. De acordo com Flávio Takakura, nas instituições públicas tem mudado o perfil do aluno, cada vez mais jovem, inclusive na faixa de 17 a 18 anos. “Além de se identificarem mais, são motivados pela qualidade e pelo interesse do mercado de trabalho por pessoas formadas nessa modalidade”, diz. 

É o caso da editora de vídeo Raphaela Benetello, de 22 anos. Formada em comunicação social na própria UFJF, vai começar a segunda graduação, em ciência da computação, a distância. A possibilidade de integrar tecnologia da informação com comunicação motivou a escolha. “Como sempre gostei de tecnologia e trabalho no Cead, acabei unindo o útil ao agradável”, conta. 

Ela vê prós e contras entre as modalidades de ensino. “O aluno tem que ser muito disciplinado e, principalmente, ter muita perseverança nos cursos a distância”, diz. Ela já sabe que, ao contrário do presencial, em que o aluno vai para a faculdade e ouve o professor, de longe ele precisa achar esse tempo e sentar à frente do computador, não importa a hora. Por outro lado, na modalidade tradicional de estudo, existe a convivência com o ambiente universitário e com os colegas. Mas ela aposta no espaço que a plataforma virtual está ganhando: “As pessoas estão começando a trabalhar cada vez mais cedo ou interessadas numa segunda graduação”.

ANTES DE ESCOLHER 

» Avalie que tipo de curso quer fazer, se totalmente a distância ou semipresencial. No primeiro caso, o aluno ganha autonomia e flexibilidade, mas precisa de discipilina. Se for para a modalidade errada, é grande a chance de fracasso

» Consultar no http://emec.mec.gov.br  a condição e a nota do curso. De forma geral, o indicado é fazer uma avaliação da instituição, verificando também o desempenho de outros cursos, para saber sobre a qualidade geral

» Conheça a instituição em vez de decidir só pelo preço. Mais do que dinheiro, está em jogo um projeto de vida 

 Fonte: Marcos André Kutova/ Diretor da PUC Minas Virtual

Raio-x da educação não presencial
Graduação 

1,2 milhão de alunos estreantes

130 mil concluintes

Disciplinas a distância

340 mil alunos

40 mil concluintes

Cursos livres

4,3 milhões de estreantes

1,5 milhão de concluintes

Fonte: Censo da Educação Superior/MEC

Tendência sem retorno

 

“O aluno tem que ser muito disciplinado e, principalmente, ter muita perseverança nos cursos a distância” – Raphaela Benetello, da UFJF, que fará a segunda graduação aderindo à plataforma virtual

“Não é melhor nem é pior. É outra modalidade.” Assim define a educação a distância o coordenador da comissão responsável pelo setor na Universidade Fumec, Dalton Reis Leal, destacando a qualidade dos cursos não presenciais. Segundo ele, o reconhecimento é atestado pelas avaliações do MEC e, em muitos casos, as notas superam as dos cursos presenciais. Na avaliação de Leal, é um mercado em crescimento contínuo. “É um caminho sem volta e os números nacionais mostram isso”, afirma. A expansão na própria Fumec é um exemplo. A instituição oferece, hoje, a 4.226 alunos, oito cursos de graduação e seis de pós a distância. Em 2010, havia pouco mais da metade de estudantes – 2.308. 

O perfil de quem se matricula é de um público mais maduro, com faixa etária superior a 30 anos, a maioria atuando no mercado de trabalho e com família constituída. Flexibilidade, tempo e custo menor são algumas das motivações apontadas pelo coordenador para a escolha da modalidade. “O aluno da EAD é mais disciplinado e organizado com seus horários, mais consciente da importância de seu papel como agente de aprendizado. No mundo atual, em que as coisas mudam com uma velocidade tremenda, quem tem condição mais desenvolvida de aprender por si próprio, com auxílio de pessoas que podem estar do outro lado do mundo, se destaca”, diz.

Aluna do 3º período de gestão de recursos humanos da Fumec, Solange Terezinha da Silva, de 31 anos, sabe bem o que é isso. Ela foi obrigada a trancar o curso de letras na PUC quando descobriu um problema grave de saúde que a levou para uma cadeira de rodas durante nove meses e se diz realizada com a opção do ensino a distância. O cansaço e o estresse do deslocamento até a faculdade – ela terminava as aulas às 22h30 e chegava em casa à meia noite – são revertidos agora em uma rotina dura de estudos, mas sem perda de tempo. “Nosso maior medo é de que o mercado olhe a EAD com olhos ruins, mas quando pesquisei sobre a modalidade, vi que não é assim”, conta. 

A cada 15 dias, Solange tem aulas presenciais, aos sábados. “Só lamento não ter descoberto antes a EAD. O ensino superior era minha meta de vida. Fiquei muito frustrada quando tive de trancar meu curso, e já havia perdido muitos anos tentando o vestibular da universidade federal. Hoje, o ensino está mais perto”, ressalta.

UNIVERSIDADE SALGADO DE OLIVEIRA
A UNIVERSO oferece várias opções de cursos livres (mais de 800) e graduação (25) a distância.
Para a cidade de Belo Horizonte:
Administração, Análise e desenvolvimento de sistemas, Biblioteconomia, Ciências biológicas, Ciências contábeis, Comércio exterior, Engenharia ambiental, Engenharia de produção, Geografia, Marketing, Gestão ambiental, Gestão de recursos humanos, Gestão Financeira, Gestão hospitalar, Gestão Pública, História, Matemática, Negócios imobiliários, Letras (Português, Literatura e Espanhol), Logística, Pedagogia, Projetos gerenciais, Secretariado, Segurança no trabalho e Serviço social.
EAD
Há vários outros para diversas outras cidades.

 

 

FONTE: Estado de Minas e UNIVERSO.


Hospital Risoleta Neves entra para a estrutura de ensino da UFMGGoverno do estado vai oficializar transferência por meio de projeto de lei

 


'O Risoleta Neves complementa o que é feito no HC. Na prática, pleiteamos ao governo do estado que ele seja doado para a UFMG' - Clélio Campolina, reitor da UFMG<br /><br />
 (Cristina Horta/EM/D.A Press)
‘O Risoleta Neves complementa o que é feito no HC. Na prática, pleiteamos ao governo do estado que ele seja doado para a UFMG’ – Clélio Campolina, reitor da UFMG

A Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) terá mais um hospital de referência. O Pronto-Socorro Risoleta Neves, localizado na Região Norte de Belo Horizonte, deverá ser repassado para a instituição. Um acordo foi firmado entre o governador Antonio Anastasia e o reitor Clélio Campolina, mas, para oficializar a transferência, o Executivo estadual deverá enviar projeto de lei para a Assembleia Legislativa. O Risoleta já é integralmente administrado pela universidade, que usa a unidade de saúde como hospital de ensino, a exemplo do que ocorre no Hospital das Clínicas (HC), no Bairro Santa Efigênia, na Região Leste de BH. Eles servem para a formação de alunos dos cursos como medicina, enfermagem, farmácia, odontologia e fisioterapia. 

“Temos a maior escola de medicina do Brasil, com 320 vagas por ano. Só no HC, são 505 leitos, mas ele é uma unidade de alta complexidade e um hospital de ensino precisa de um de média complexidade também. O Risoleta Neves complementa o que é feito nas Clínicas”, afirma Clélio Campolina. Ele explica que pouco mudará com o repasse. “Na prática, o que pleiteamos ao governo do estado é que o Risoleta seja doado para a universidade”, diz. Segundo Campolina, já há a concordância do Ministério da Educação (MEC) para que o Risoleta Neves seja também incorporado à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), a exemplo do que ocorrerá com o HC e os outros 45 hospitais universitários do país. 

A Ebserh, vinculada ao MEC, foi criada pelo governo federal para contratar funcionários nos hospitais universitários. Por meio do Programa Nacional de Reestruturação dos Hospitais Universitários Federais (Rehuf), instituído por decreto em 2010, foram empreendidas ações para garantir a reestruturação física e tecnológica, além de solucionar questões relacionadas a recursos humanos. Depois de assinado o contrato entre as federais e a Ebserh, uma seleção pública é feita para a contratação sob o regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). O superintendente do hospital é indicado pelo reitor da instituição de ensino.

Em dezembro, a UFMG assinou contrato com a empresa repassando para ela a gestão do Hospital das Clínicas, hoje sob responsabilidade da Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa (Fundep). De acordo com o reitor, a decisão, uma das mais controversas da gestão de Campolina, que deixa o cargo em 17 de março, vai “equacionar um problema financeiro e de pessoal”. Os 1,4 mil funcionários do HC, contratados pela Fundep, estão sob vínculo empregatício irregular no entendimento do Tribunal de Contas da União (TCU), para o qual se exige a abertura de concurso público. Por causa disso, a UFMG foi multada no fim de 2013 em mais de R$ 4 milhões. 

Para resolver o problema e se livrar da autuação, a UFMG assinou com o Ministério Público Federal um termo de ajustamento de conduta (TAC), se comprometendo a tirar a gestão das mãos da Fundep, com um tempo de transição de, no máximo, um ano, o que implica troca do quadro de funcionários. Ainda este mês, serão abertas as inscrições para o concurso de servidores e profissionais de saúde para o HC. “A tendência no mundo todo é separar a gestão dos hospitais. Na Europa, todos os hospitais universitários passaram para a rede pública”, compara o reitor da federal. 


Expansão também no interior do estado

Em Minas Gerais, além da UFMG, a Federal do Triângulo Mineiro (UFTM), em Uberaba, também é administrada pela Ebserh. O contrato foi firmado em 17 de janeiro de 2013, para recuperar a infraestrutura física e tecnológica do Hospital das Clínicas da instituição, além de permitir a recomposição do quadro de pessoal. Nesse HC, o concurso público já está em andamento. A escolha da banca que organizará a segunda etapa da seleção, o Instituto AOCP, foi publicada na segunda-feira no Diário Oficial da União (DOU). A Ebserh informou que vai definir, em conjunto com as superintendências do hospital, os perfis dos cargos e o número de vagas que serão oferecidas. A previsão é publicar o edital com as regras do concurso ainda este mês. O instituto também vai organizar o concurso público dos HCs das universidades de Brasília (UnB), do Maranhão (UFMA), Piauí (UFPI) e de Santa Maria (UFSM). 

De acordo com a nota publicada pela Ebserh, com o ingresso dos aprovados, será possível criar novos leitos e reativar aqueles atualmente sem uso, por causa da falta de profissionais. A recomposição do quadro de pessoal é uma das medidas dos planos de reestruturação dos hospitais propostos pela empresa às universidades durante a adesão ao novo modelo de gestão. No caso da UFTM, a capacidade de atendimento, que poderia ser maior, está comprometida por deficiência de pessoal.

FONTE: Estado de Minas.

Estudantes são assaltados na UFMG e um deles tem carro levado por bandidos

Uma jovem de 21 anos e um rapaz de 23 foram assaltados no campus Pampulha da UFMG, próximo à entrada da Avenida Antônio Carlos, na noite dessa quinta-feira (20). Cinco criminosos levaram o carro da estudante, um Renault Sandero, além da carteira de ambos. Um dos assaltantes estaria armado e teria rendido o porteiro da faculdade.

O veículo foi recuperado após ser abandonado no Bairro Santa Terezinha, também na Região da Pampulha. Os suspeitos, entretanto, seguem desaparecidos.

ufmg

INSEGURANÇA

Estudantes da UFMG são roubados dentro do campus Pampulha

Seguranças teriam sido ameaçados pelos cinco suspeitos, e não tiveram como impedir a entrada; universidade ainda não se pronunciou sobre o crime

Dois estudantes da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) foram roubados na madrugada desta sexta-feira (21), no campus Pampulha da instituição. Os cinco suspeitos teriam ameaçado a segurança do local e entrado pela avenida Presidente Antônio Carlos em um Fiat Palio cinza.Por volta das 1h15, o grupo abordou uma mulher de 21 anos e levou o Renault Sandero cinza dela, além de um celular e a carteira (com R$ 100) e documentos, e também roubaram p celular e os documentos de um jovem de 23 anos. O carro foi abandonado e recuperado pela Polícia Militar (PM) na rua Congonhal, no bairro Santa Terezinha, na mesma região. Os suspeitos fugiram em seguida.A PM informou que já conseguiu identificar Alisson Pimentel Soares, como sendo um dos suspeitos do crime. Os militares teriam chegado até ele nesta manhã após testemunhas informarem a placa do Palio, usado na ação. Ele tem pelo menos 18 passagens por roubo, tráfico de drogas e porte ilegal de arma e foi reconhecido pelos estudantes.Uma das vítimas, que é estudante de engenharia, contou à reportagem que a ação foi muito rápida, que os suspeitos não foram truculentos e que não estavam com os rostos tampados. Além disso, contou que ele e a amiga saíam de um encontro dos alunos do curso, que acontece semanalmente em uma praça, ao lado do prédio da Faculdade de Engenharia, quando foram abordados.”(Passar por uma situação como essa) assusta, e a violência está grande na região”, contou o jovem.

FONTE: Itatiaia e O Tempo.


O valor do gostar de ler

LINGUAGENS – Prova avalia mais do que o português. Ela exige que o aluno entenda diversos tipos de mensagens

João Henrique Machado Delgado, de 18 anos, que vai tentar vaga no curso de engenharia civil, e Bianca Lemos Elias Lima, de 17, que em 2012 foi treineira, estudam no Colégio Santo Agostinho  (fotos: Túlio Santos/EM/D.A Press)
João Henrique Machado Delgado, de 18 anos, que vai tentar vaga no curso de engenharia civil, e Bianca Lemos Elias Lima, de 17, que em 2012 foi treineira, estudam no Colégio Santo Agostinho

No mesmo dia da redação e das 45 questões de matemática, os alunos que vão fazer o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), em 26 e 27 deste mês, ainda se deparam com uma prova que pede mais do que saber ler: a de linguagens, códigos e suas tecnologias. É preciso entender, interpretar e decodificar várias formas de textos. Se engana quem acha que essa prova cobra apenas língua portuguesa e literatura. Ali ainda estão abordagens de língua estrangeira – inglês ou espanhol –, artes, educação física, tecnologias da informação e comunicação. Nesta última reportagem da série sobre as áreas de conhecimento do Enem, o Estado de Minas publica também oito questões exclusivas elaboradas pelos professores do Colégio Santo Agostinho . É mais uma oportunidade para treinar a capacidade leitora e o nível dos estudos.

A prova de linguagens e códigos é uma das mais extensas, segundo especialistas, pela quantidade de textos. E ela cobra mesmo a habilidade leitora do estudante, sem decoreba. Segundo a professora de português do Colégio Santo Agostinho Else Martins dos Santos, o Enem pede essa capacidade do aluno desde suas primeiras edições. “O Enem quer saber se o candidato sabe ler, se percebe objetivamente como a linguagem é construída”, explica. Para tanto, é preciso estar atento a elementos de coesão, valor semântico, figuras de linguagem, sintaxe, entre outros conteúdos. Não é uma prova de muitas surpresas, segundo Else. Segue integralmente o que está descrito na matriz do Enem. “É uma prova inteligente, que conversa com o aluno.”

O professor de linguagens e literatura do Colégio Santa Marcelina Jair Alves Corgozinho Filho também considera a leitura fundamental. Para ele, o aluno que vai fazer a prova do Enem tem que estar acostumado a ler diversos gêneros textuais, não devendo se prender a apenas um tipo. “Vai ter um texto verbal, recortes de artigos, entrevistas, edital, editorial, enfim, ele vai se deparar com gráficos, imagens dos mais variados tipos”, alerta. Também é importante, segundo ele, que o aluno entenda como texto outras circunstâncias. “Ele deve perceber o teatro como texto, a dança como texto, o cinema, música, tudo é para ser lido. O Enem aposta num leitor como produtor de sentidos a partir de uma provocação que foi dada”, salienta. O estudante ainda deve ser capaz de ler situações comunicativas. “Isso quer dizer a influência de um contexto numa mensagem, se é formal ou informal, o padrão de linguagem, suas funções, ser um operador da linguagem e, mais que isso, interpretar outros operadores, como reconhecer a marca de um autor no texto”, diz.

Quando se fala em códigos, o Enem quer dizer nomenclaturas, ou seja, as regras, bases teóricas. Na tecnologia da informação entram as mídias sociais, linguagens usada em tablets e smartphones, concepção de arte, arte contemporânea, por exemplo. Na educação física, a ideia é que o aluno entenda a linguagem corporal. “É o que circula na grande mídia, no Facebook, é uma prova feita por um leitor contemporâneo, que se adapta a uma realidade histórica. O aluno pode encontrar uma questão sobre grafite, música, o que está na internet”, explica Jair Alves. “E ainda há um conteúdo de memória como arcabouço.”

Para a professora de português Else Martins dos Santos, a prova deve conversar com o aluno (fotos: Túlio Santos/EM/D.A Press)
Para a professora de português Else Martins dos Santos, a prova deve conversar com o aluno

ESTRATÉGIAS João Henrique Machado Delgado, de 18 anos, é aluno do terceiro ano do ensino médio do Colégio Santo Agostinho e vai tentar uma vaga no curso de engenharia civil. Mesmo habituado à área de exatas, gosta de ler, escrever e se interessa por português e literatura. Para ele, a prova de códigos e linguagens cobra o que o estudante vê em toda sua vida escolar, por isso, a melhor estratégia que adota é prestar atenção no conteúdo dado pelo professor na sala de aula. “É preciso saber aproveitar o momento em sala, é quando se aprende mais.” Para a área de exatas, conta que gosta de resolver exercícios, já para as humanas, lê muito e treina fazendo questões.

Candidata ao curso de direito, Bianca Lemos Elias Lima, de 17, também aluna do Santo Agostinho, vai fazer a prova do Enem pela segunda vez. No ano passado, foi treineira e agora é para valer. Para ela, o importante na prova é não pensar só no que está escrito, mas refletir dando um enfoque social. “É uma prova politicamente correta”, exemplifica. Por isso, disse ela, é preciso ter cuidado no posicionamento que vai tomar na redação e ter um bom conhecimento do que está ocorrendo lendo muitos textos e diversificando as fontes. Uma estratégia que adota como atividade de estudo é resumir os textos que lê. “É uma forma de memorizar.”

A professora de produção de textos do Santo Agostinho Camila Reis dá uma dica preciosa. Para ela, o aluno tem o hábito de “brigar” com a prova, ou seja, buscar o que está oculto naquela questão. Se esse tipo de “pegadinha” era praxe no vestibular da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), no Enem não está presente. “Não tem pegadinha, o Enem é simples.”

Segundo Camila Reis, professora de produção de textos, não há pegadinha, o Enem é simples (fotos: Túlio Santos/EM/D.A Press)
Segundo Camila Reis, professora de produção de textos, não há pegadinha, o Enem é simples

Alunos perguntam

Qual tempo devo calcular para
fazer cada questão e a redação?

Hiany Moreira Souto Lopes, de 18 anos,
candidata ao curso de medicina

Especialistas respondem

Existe um parâmetro matemático que sugere três minutos para cada questão. São 270 minutos divididos para 90 itens cada dia e uma hora para a redação. Mas essa é uma base e não uma regra. Uma dica é que o aluno, quando ver que não sabe aquela questão depois de lê-la com cuidado, passe para frente e depois volte nela, mas entendendo que não dá para ultrapassar todas, afinal o Enem é um desafio. Costumo indicar para os alunos que se lembrem e coloquem em prática os quatro passos do coaching: tenham clareza mental, poder de decisão, capacidade criadora e autocontrole.

Silvana Maria Dias Camelo
Psicóloga e orientadora educacional do Colégio Santa Marcelina

FIQUE ATENTO

Veja o que é preciso saber para fazer bem a prova de linguagens, códigos e suas tecnologias

» Colocação pronominal

» Articuladores textuais

» Regência nominal e verbal

» Ferramentas gramaticais são indispensáveis

» História da literatura brasileira, processo de formação dessa literatura

» Não cobra obra literária, mas traz os grandes nomes como Machado de Assis, Carlos Drummond de Andrade. É preciso perceber a presença desses nomes

» Aspectos de cultura popular, como ditados, trocadilhos

» Teoria da variação linguística

» Importante ler sobre “preconceito linguístico”

» Gêneros textuais

Teste seu conhecimento

Simulado – Com a leitura em dia, candidatos podem resolver questões de todas as áreas com mais facilidade

Ciências da Natureza e suas tecnologias

QUESTÃO 1Observe a situação mostrada na tirinha abaixo.

Mesmo com boa intenção, o personagem Cebolinha acabou por levar a flor a ter um fim trágico.
Na situação mostrada no último quadrinho, o conjunto balão + flor está em movimento ascendente com velocidade

A) que aumenta, pois a força de empuxo é maior do que o peso do conjunto balão + flor.
B) que aumenta, pois a densidade do ar é menor do que a do conjunto balão + flor.
C) que aumenta, pois o peso do conjunto balão + flor é anulado pelo empuxo.
D) constante, pois a densidade do conjunto balão + ar é igual à densidade do ar.
E) constante, pois a força de empuxo é igual ao peso do conjunto balão + flor.

QUESTÃO 2

Atualmente, os carros são dotados de dispositivos para diminuir as chances de ferimentos em seus ocupantes em caso de colisão. A figura mostra uma foto de um teste de colisão (crash test) feito para verificar como esses dispositivos estão atuando.

É fácil observar, na foto, a atuação de pelo menos duas medidas adotadas para preservar a integridade dos ocupantes do carro: a deformação progressiva sofrida pela parte frontal do veículo, e a atuação do air bag, no momento em que foi inflado, em frente ao rosto do motorista.
Esses dispositivos de segurança

A) diminuem rapidamente o valor da velocidade dos ocupantes do carro.
B) evitam o deslocamento dos ocupantes do carro para fora do mesmo.
C) aumentam o intervalo de tempo de aplicação das forças do impacto.
D) aumentam a desaceleração sofrida pelos ocupantes do carro.
E) reduzem o impulso aplicado sobre os ocupantes do carro.

QUESTÃO 3

Os feromônios são substâncias químicas usadas na comunicação entre indivíduos da mesma espécie.  As formigas comunicam-se usando essas substâncias, assim como as abelhas. A mensagem química tem como objetivo provocar respostas comportamentais, como alarme, agregação, colaboração na produção de alimentos, defesa e acasalamento. Cada tipo de comportamento tem um feromônio que o identifica  e isso explica por que formigas conseguem seguir uma trilha ou por que as abelhas conseguem voltar para suas colmeias.

A estrutura a seguir representa um feromônio de uma espécie de formiga, no caso de uma situação em que  se prepara para luta:

CH3CH2CH2CH2CH2CH2OH

Em uma pesquisa sobre feromônios, essa substância foi isolada e colocada em  presença de dicromato de potássio em meio ácido. O produto orgânico dessa reação será classificado como

A) ácido carboxílico
B) álcool secundário
C) cetona
D) éster
E) éter

Ciências Humanas e suas tecnologias


QUESTÃO 4

“(…) Quando Luiza Erundina, partindo das demandas dos movimentos populares e dos compromissos com a justiça social, propôs a tarifa zero para o transporte público de São Paulo, ela explicou à sociedade que a tarifa precisava ser subsidiada pela prefeitura e que ela não faria o subsídio implicar em cortes nos orçamentos de educação, saúde, moradia e assistência social, isto é, dos programas sociais prioritários de seu governo.
Antes de propor a tarifa zero, ela aumentou em 500% a frota da CMTC. Explicação para os jovens: CMTC era a antiga empresa municipal de transporte) e forçou os empresários privados a renovarem sua frota.
(…) Ela propôs, então, que o subsídio viesse de uma mudança tributária: o IPTU progressivo, isto é, o imposto predial seria aumentado para os imóveis dos mais ricos, que contribuiriam para o subsídio juntamente com outros recursos da Prefeitura.
À medida que os mais ricos, como pessoas privadas, têm serviçais domésticos que usam o transporte público, e, como empresários, têm funcionários usuários desse mesmo transporte, uma forma de realizar a transferência de renda, que é base da justiça social, seria exatamente fazer com que uma parte do subsídio viesse do novo IPTU.
Os jovens manifestantes de hoje desconhecem o que se passou: comerciantes fecharam ruas inteiras, empresários ameaçaram lockout das empresas, nos “bairros nobres” foram feitas  manifestações contra o “totalitarismo comunista” da prefeita e os poderosos da cidade “negociaram” com os vereadores a não aprovação do projeto de lei.
A tarifa zero não foi implantada. Discutida na forma de democracia participativa, apresentada com lisura e ética política, sem qualquer mancha possível de corrupção, a proposta foi rejeitada.
Chauí, Marilena: O inferno urbano e a política do favor, clientela, tutela e cooptação, in Revista Teoria e Debate: As manifestações de junho de 2013 na cidade de São Paulo. publicado em 27 de junho de 2013.

O fragmento de texto da filólofa Marilena Chauí, publicado no contexto das manifestações de junho de 2013, contribui para a análise das relações existentes entre os interesses públicos e privados dentro da ordem democrática.
As considerações feitas no fragmento de texto permitem-nos inferir que, na dinâmica das recentes manifestações no Brasil,

A) a apropriação dos protestos por grupos extremistas compromete as bandeiras originais do movimento.
B) a defesa da moralidade pública por si só não assegura a definição de uma ordem social justa e colaborativa.
C) o espontaneísmo das massas minimiza a importância dos partidos políticos como intermediadores institucionais.
D) a liderança horizontalizada dos movimentos sociais dilui, politicamente, o caráter classista dos novos protestos.
E) o resgate da capacidade auto-organizativa da sociedade reafirma a evolução da ordem democrática.

QUESTÃO 5

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o censo é uma ferramenta fundamental para a consolidação do Estado democrático contemporâneo:
“Por meio dos dados dos censos, é possível retratar, para níveis geográficos detalhados, a população e suas condições de vida, dando resposta às seguintes questões: quantos somos? Como somos? Onde vivemos?  Como vivemos? Os dados dos censos, sobre a população e domicílios, são, assim, fundamentais.”

Fonte: http://censo2010.ibge.gov.br/images/pdf/censo2010/textos_tecnicos/por_que_fazer_censo_2010. PDF acessado em 23/09/2013

A utilização dos censos como ferramentas políticas remonta ao Império Romano, tendo sido resgatada, posteriormente, por Guilherme I (1028–1087), o Conquistador, governante que teve um papel fundamental na formação do Estado nacional inglês. A realização de censos durante os processos de centralização.

A) permitiu a consolidação de políticas democráticas em toda a Europa, a partir do levantamento das necessidades sociais, o que contribuiu para a construção da legitimidade política dos reis.
B) viabilizou a construção de políticas públicas diversificadas e determinadas pelos interesses exclusivos da nobreza, permitindo a implantação de uma burocracia inclusiva que gerou maior estabilidade nos novos reinos.
C) permitiu antever a realização das reformas protestantes, ao evidenciar diferenças religiosas que permeavam as populações dos reinos, o que permitiu aos governantes se adaptarem ao novo contexto cultural.
D) contribuiu para a consolidação do poder dos reis, ao orientar a organização de uma nova administração a partir do conhecimento da quantidade de bens possuídos pelos súditos, passíveis de tributação.
E) não foi efetiva por não haver tecnologias disponíveis, nem interesse político dos grupos que assumiram o poder em toda a Europa, tendo permanecido tais pesquisas sem aplicabilidade até o surgimento dos governos burgueses.

Matemática e suas  tecnologias


QUESTÃO 6

Leia o texto a seguir.
“Com a escassez de mão de obra qualificada, faltam professores em diversas áreas. Ausência de estímulo à formação é apontada como causa. Problema vai  agravar-se nos próximos anos.”
Com essa manchete, o Estado de Minas publicou, em 22 de setembro, matéria que chama a atenção para a falta de mão de obra qualificada em diversas áreas, evidenciando a área da educação. Uma das saídas que os governos municipais, estaduais e federal vêm encontrando para a solução do problema é a importação dessa força de trabalho de outros países, como já foi feito na área da medicina. O gráfico a seguir traz uma visão geral de como vem acontecendo essa entrada de estrangeiros para trabalhar no Brasil.

Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego
Publicado no Estado de Minas – 22/9/2013 – Economia

Esses estrangeiros, quando chegam ao Brasil, têm que conseguir uma autorização do Ministério do Trabalho e Emprego para se legalizarem no país e trabalhar dentro da lei. Além disso, em alguns casos, são submetidos a avaliações de conhecimentos gerais, principalmente da língua, e também específicos, e só então são designados para um local de trabalho.
Uma dessas pessoas, que chegou ao Brasil vinda da Alemanha ou dos Estados Unidos, foi escolhida aleatoriamente para fazer uma prova de conhecimentos específicos da área em que vai trabalhar. Considerando que esse profissional foi aprovado no exame, a probabilidade de ele ser designado para um estado que não seja Minas Gerais é, aproximadamente,

A) 96%  B) 40%  C) 15%  D) 4%  E) 3%

QUESTÃO 7

A legislação brasileira atual permite que a gasolina comercializada nos postos tenha 25% de etanol misturado a ela.

Os órgãos competentes, ao fiscalizarem um posto de combustível, detectaram que a gasolina comercializada possuía 28% de etanol. Além de ter sido notificado, o proprietário do posto teria que, imediatamente, reduzir para o percentual permitido pela legislação os 8 mil litros de gasolina contidos no tanque. Sendo assim, o proprietário solicitou ao distribuidor que enviasse um carregamento de gasolina com 20% de etanol, para que fosse diluído à gasolina existente.
Qual é a quantidade de gasolina, com a concentração de 20% de etanol, necessária para acrescentar aos 8 mil litros do tanque, de tal forma que o percentual de etanol ficasse reduzido a 25%?

A) 640 litros
B) 848 litros
C) 960 litros
D) 4.800 litros
E) 8.000 litros

Linguagens, códigos e suas tecnologias


QUESTÃO 8

Texto 1
Amou daquela vez como se fosse a última
Beijou sua mulher como se fosse a última
E cada filho seu como se fosse o único
E atravessou a rua com seu passo tímido
Subiu a construção como se fosse máquina
Ergueu no patamar quatro paredes sólidas
Tijolo com tijolo num desenho mágico
Seus olhos embotados de cimento e lágrima
Sentou pra descansar como se fosse sábado
Comeu feijão com arroz como se fosse um príncipe
Bebeu e soluçou como se fosse um náufrago
Dançou e gargalhou como se ouvisse música
E tropeçou no céu como se fosse um bêbado
E flutuou no ar como se fosse um pássaro
E se acabou no chão feito um pacote flácido
Agonizou no meio do passeio público
Morreu na contramão atrapalhando o tráfego

Buarque, Chico. Construção In: Homem, Wagner. Histórias de canções/Chico Buarque. – São Paulo: Leya, 2009.

Texto 2
Foi dentro da compreensão
Desse instante solitário
Que, tal sua construção
Cresceu também o operário.
Cresceu em alto e profundo
Em largo e no coração
E como tudo que cresce
Ele não cresceu em vão
Pois além do que sabia
– Exercer a profissão –
O operário adquiriu
Uma nova dimensão:
A dimensão da poesia.
(…)
E foi assim que o operário
Do edifício em construção
Que sempre dizia sim
Começou a dizer não.

E aprendeu a notar coisas
A que não dava atenção:

Notou que sua marmita
Era o prato do patrão
Que sua cerveja preta
Era o uísque do patrão
Que seu macacão de zuarte
Era o terno do patrão
Que o casebre onde morava
Era a mansão do patrão
Que seus dois pés andarilhos
Eram as rodas do patrão
Que a dureza do seu dia
Era a noite do patrão
Que sua imensa fadiga
Era amiga do patrão.

E o operário disse: Não!
E o operário fez-se forte
Na sua resolução.

Moraes, Vinicius de. Poesia completa e prosa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1998.

Chico Buarque e Vinicius de Moraes abordam em seus textos o cotidiano de um operário na construção civil. A diferença estabelecida entre os textos é que, enquanto

A) o texto 1 utiliza metáforas e aliterações para construir uma musicalidade na leitura, o texto 2 apresenta elementos prosaicos para tornar a leitura mais direta e menos lírica.
B) o texto 1 enumera as etapas do ofício do trabalhador, o texto 2 expõe um quadro mais amplo, a relação harmônica entre o patrão e o operário da construção civil.
C) o texto 1 revela um acidente de trabalho frequente na construção civil, o texto 2 trabalha a discussão e negociação salarial também frequente no universo das construtoras.
D) o texto 1 denuncia a realidade trágica do trabalhador por meio da naturalização do acidente, o texto 2 apresenta uma tomada de consciência do trabalhador.
E) o texto 1 tenta sensibilizar o leitor por meio do jogo de palavras e sonoridade, o texto 2 toca o leitor apenas pelo caráter melódico e irônico de seus versos.

Gabarito

1-A    2-C    3-A    4-B    5-D    6-A    7-D    8-D

FONTE: Estado de Minas.


ESPECIAL ENEM 2013 »Estado de Minas elabora simulado do Enem 2013Professores de seis das 10 melhores escolas de Minas Gerais se debruçaram sobre o conteúdo cobrado no exame e elaboraram, modificaram ou adaptaram questões para um simulado exclusivo

enem

A palavra de ordem para se dar bem no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), aplicado em todo o Brasil em 26 e 27 de outubro, é treinar. Durante o exercício o aluno consegue avaliar seus conhecimentos, o nível de estudo, o tempo gasto em cada questão, quais devem ser feitas no início, o nervosismo ou a ansiedade. Ainda dá tempo de saber o que precisa ser revisado e o que já está na ponta da língua. A prova vai medir o quanto cada um dos mais de 7 milhões de candidatos se preparou.Está chegando a hora e o Estado de Minas vai ajudar os alunos a intensificarem o treinamento. Durante uma semana, professores de seis das 10 melhores escolas de Minas Gerais segundo ranking do Enem 2011 – Elite do Vale do Aço, Santo Antônio, Santo Agostinho, Magnum Agostiniano, Loyola e Santa Marcelina – se debruçaram sobre o conteúdo cobrado no exame e elaboraram, modificaram ou adaptaram questões para um simulado exclusivo. No em.com.br, os estudantes ainda encontram sugestões de redação e mais questões.Neste ano, a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) adere totalmente ao Sistema de Seleção Unificado (Sisu), o que faz da nota do Enem ainda mais fundamental para quem quer uma vaga na maior instituição de ensino público superior do estado. Sem a segunda etapa, estudantes apostam todas as fichas no exame aplicado pelo Ministério da Educação (MEC). E os simulados, adotados pelos colégios e cursinhos, são a melhor oportunidade para treinar.Aproveite o caderno de provas para calcular o tempo que gasta para fazer cada questão, levar para a escola e tirar dúvidas, discutir com colegas e exercitar o conhecimento adquirido durante toda a empreitada. Nos últimos dias antes da prova, descanse, durma pelo menos oito horas por dia, se alimente bem, faça uma boa caminhada ou passeios em família, leia jornais, revistas, veja um bom filme, leia um bom livro. Com tanto esforço, a hora é de mostrar que toda a dedicação valeu a pena. Boa prova!

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FONTE: Estado de Minas.

Pacientes do interior que vêm se tratar em BH colocam a vida em risco viajando por estradas perigosas e em vans clandestinas. Este ano já foram registradas 11 mortes

Caminhão de minério ultrapassa van com pacientes  na BR-040. Risco  em cada km (BETO MAGALHÃES/EM/D.A Press)
Caminhão de minério ultrapassa van com pacientes na BR-040. Risco em cada km

O mesmo caminho que traz expectativa de vida pode levar à morte. Para pacientes que viajam até 800 quilômetros em um único dia em busca de tratamento médico em Belo Horizonte, os riscos enfrentados nas estradas se somam à  doença que os atinge. A polícia não tem estatística de acidentes envolvendo transporte de pacientes em Minas, mas foram vários com vítimas este ano, segundo levantamento feito pelo Estado de Minas. Em apenas cinco acidentes, foram registradas 11 mortes e 26 feridos. Muitas vezes, as vítimas eram acompanhantes de parentes doentes, como a dona de casa Crislene Guimarães de Oliveira, de 18 anos, de Poços de Caldas, Sul de Minas, que morreu carbonizada no dia 3. Ela e o marido, o tratorista Ricardo Felizardo Loro, de 20, traziam o filho Pietro, de 2, que tem uma doença genética no fígado, para consultar em Belo Horizonte.

A Kombi da Secretaria de Saúde de Poços de Caldas, com oito passageiros, pegou fogo em um engavetamento que envolveu sete veículos, no km 546 da BR-381, em Itaguara, Grande BH. Ricardo foi arremessado para fora do carro, salvou o filho, mas não teve tempo de retirar a mulher das ferragens. Outros três passageiros da Kombi e o motorista de um Fiesta também morreram carbonizados. “O carro amassou todo. Nem sei o que aconteceu direito. Acho que tirei o menino pela janela. Não deu tempo de mais nada. Já tinha fogo quando peguei meu filho. Uma senhora saiu com uma menina e acho que todo mundo na Kombi estava vivo e morreu queimado”, lamentou Ricardo.

Segundo o tratorista, o filho era trazido a cada dois meses à capital. “Antes, ele ia de mês em mês e de semana em semana, quando era mais novinho. Toda vez que a gente viaja alguma coisa acontece na estrada. É difícil não ocorrer nada. Um ônibus pegou nosso carro uma vez. Toda vida tem esse problema. Muito perigo na estrada, carreta que corre demais e a gente só viaja rezando”, disse ele. De acordo com a polícia, o condutor de uma carreta bitrem causou o acidente em Itaguara. Ele não conseguiu parar num congestionamento provocado por manifestantes que queimavam pneus na pista.

Dados da Secretaria Municipal de Saúde (SMSA) revelam que BH recebe por dia cerca de 4,4 mil pacientes do interior para consultas e exames especializados, 40% dos 11,2 mil atendimentos diários na cidade. Em busca de tratamento, quem vem do interior enfrenta todo tipo de perigo e transtorno nas estradas. São pistas esburacadas, imprudência e cansaço de motoristas contratados por prefeituras que trabalham num verdadeiro “bate e volta”, a semana inteira, sem descanso. Para complicar, também há o transporte ilegal de pacientes.

Para se ter uma ideia, na terça-feira o EM anotou as placas de 30 veículos estacionados na área hospitalar, aguardando passageiros que estavam se consultando. Do total, três veículos são clandestinos e um deles, de Pitangui, no Centro-Oeste do estado, tem quatro autuações por transporte clandestino de passageiros, segundo o Departamento de Estradas de Rodagem de Minas Gerais (DER-MG). Esses carros têm autuações de trânsito como excesso de velocidade, segundo a Polícia Civil.

MAIS ACIDENTES Outra vítima das estradas foi a dona de casa Maria da Conceição Machado, de 76, morta em uma colisão na BR-265, em 11 de fevereiro. Ela acompanhava a volta do marido para casa numa ambulância da Prefeitura de Coqueiral, Sul de Minas. Ao contornar um trevo para entrar na rodovia, o veículo foi atingido por um Uno. A ambulância rodou na pista e a porta traseira se abriu. O casal foi jogado para fora. O marido, José Camilo Siqueira, de 83, sobreviveu.

Em 22 de maio, um idoso de 81 anos morreu ao cair de uma ambulância na BR-040, em São Gonçalo do Abaeté, no Noroeste de Minas. O paciente, que sofria de Alzheimer, morava na zona rural de João Pinheiro, Norte do Estado, e vinha numa ambulância da prefeitura para se consultar em Belo Horizonte. Não havia profissional de saúde no carro, apenas o motorista e a nora da vítima. Eles somente deram falta do idoso 10 quilômetros depois, voltaram e o encontraram morto. A nora disse ter cochilado e não percebeu a porta do veículo aberta.

Em 26 de março, uma idosa morreu e oito pacientes ficaram feridos em um acidente na BR-262, em Pará de Minas, Centro-Oeste do estado. A van da Prefeitura de Nova Serrana, que seguia para Belo Horizonte, saiu da estrada e bateu num barranco. Depois, ainda rodou na pista e bateu de novo. Em 12 de março, três pacientes morreram e 13 ficaram feridos quando o micro-ônibus em que viajavam retornava da capital para Ferros, na Região Central. No km 418 da BR-381, em Roças Novas, distrito de Caeté, Grande BH, o veículo foi atingido de frente por uma carreta na contramão, tombou e caiu numa ribanceira de 30 metros de altura.

FONTE: Estado de Minas.


Mais 150 homens da Força Nacional

A Polícia Militar de Minas Gerais agora se prepara para reforçar o efetivo para o jogo de sábado no Mineirão, entre Japão e México, quando há previsão de nova manifestação. Ontem, o governador Antonio Augusto Anastasia (PSDB) fez um apelo para que os populares ajam de forma “tranquila e serena” nos protestos até o final da Copa das Confederações. Em caso de atos de enfrentamento, determinou ao Comando da PM que não “meça esforços” para garantir a segurança da população e do patrimônio público.

Em encontro na manhã de ontem entre Anastasia e a presidente Dilma Rousseff, ficou acertado que 150 homens da Força Nacional de Segurança vão atuar na capital no sábado sob o comando da PM mineira. Eles serão deslocados para o perímetro de segurança da Fifa, deixando os policiais militares livres para atuar nas manifestações previstas.

“O envio pelo governo federal de integrantes da Força de Segurança é um gesto simbólico, que demonstra o apoio da União ao esforço que o estado vem fazendo para garantir a segurança da população e dos próprios manifestantes. Trata-se de uma força especializada, bem treinada, que vai se somar ao nosso contingente policial nas ações para que as manifestações em Belo Horizonte transcorram de forma pacífica e ordeira”, afirma o comandante geral da Polícia Militar de Minas Gerais, coronel Márcio Martins Sant’Ana. À tarde, o comandante se reuniu com o governador para traçar novas estratégias para o ato programado no fim da semana. Além dos homens da Força Nacional, a previsão é aumentar o efetivo da PM para 9 mil policiais, três vezes mais que o usado na segunda-feira.

Em pronunciamento, o governador argumentou que “o sentimento das ruas não pode ser ignorado pelos governantes” e defendeu a “livre manifestação pacífica”. “Não podemos permitir, entretanto, que milhares de manifestantes que ocupam as ruas do país em manifestações pacíficas sejam confundidos com algumas pessoas que se misturam à multidão com o claro objetivo de criar confrontos, de provocar e atacar as forças de segurança e o patrimônio público, que pertence a toda a sociedade.” O secretário de Estado de Defesa Social, Rômulo Ferraz, esteve presente.

INQUÉRITO As imagens da manifestação de anteontem já foram reunidas pela PM e encaminhadas à Polícia Civil, encarregada de abrir inquérito para apurar quem são os possíveis líderes dos atos de vandalismo na Avenida Antônio Carlos. O coronel Márcio Martins Sant’Ana informou que as cenas foram encaminhadas também para a corregedoria da corporação com a finalidade de averiguar possíveis excessos cometidos por militares.

Sobre o uso de bala de borracha – proibido em São Paulo –, o comandante da PM argumentou que em Minas Gerais está mantido, mas para casos extremos. O coronel Sant’Ana negou a possibilidade de a PM usar os dois carros blindados para fazer uma barreira que impeça aos manifestantes ultrapassar os limites de segurança, permitidos pela Fifa, até o Mineirão. Entre as estratégias discutidas para sábado está também o uso de um carro de som para negociar com manifestantes em Belo Horizonte.

força nacional

Governo envia Força Nacional para 5 cidades-sede

da Copa das Confederações

O governo informou nesta terça-feira que enviará efetivos da Força Nacional de Segurança Pública (FNSP) para as cinco cidades-sede da Copa das Confederações com a intenção de reforçar a segurança e a ordem pública, em meio à onda de protestos que vêm agitando o país desde a semana passada.

O Ministério da Justiça informou em comunicado que os policiais serão enviados aos estados que solicitaram e que o tempo de permanência delas dependerá da decisão de cada governo estadual.

Segundo o comunicado, os reforços foram requisitados pelos governos do Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia, Ceará e do Distrito Federal. A única sede que não solicitou a Força Nacional foi o Recife.

O Ministério da Justiça informou que o envio de reforços estava previsto antes dos protestos, mas não esclareceu porque o desembarque dos policiais nas cidades está ocorrendo apenas quatro dias após o início do torneio.

Apesar de o Ministério ter negado uma relação direta entre o envio de tropas e os protestos, o governador de Minas Gerais, Antonio Anastasia, admitiu ontem que pediu apoio da Força Nacional para ajudar a conter os incidentes violentos que ocorreram em algumas manifestações.

Os protestos começaram na semana passada em São Paulo, exclusivamente contra o aumento nas tarifas do transporte público, mas acabaram se estendendo para outras cidades e revelando uma onda de descontentamento social em todo o país.

Os manifestantes exigem maiores investimentos na saúde e na educação pública e criticam a corrupção, o desperdício de recursos públicos e os gastos elevados do governo para organizar eventos como a Copa do Mundo de 2014.

Os protestos reuniram na segunda-feira cerca de 250 mil pessoas em 20 cidades e continuaram nesta terça-feira em São Paulo com a presença de aproximadamente 50 mil manifestantes.

Para a próxima quinta-feira foram convocadas novas mobilizações em várias cidades.

FONTES: Estado de Minas e Terra.


PAZ E GUERRA

Após protesto pacífico de 10 mil pessoas, vândalos atacam prédios e veículos no Centro de BH e na Praça da Liberdade

Após protesto pacífico de 10 mil pessoas, vândalos atacam prédios e veículos no Centro de BH e na Praça da Liberdade (Marcos Michelin/EM/D.A Press)
Após protesto pacífico de 10 mil pessoas, vândalos atacam prédios e veículos no Centro de BH e na Praça da Liberdade

A manifestação pacífica de cerca de 10 mil pessoas que se reuniram ontem à tarde perto da UFMG, na Pampulha, e seguiram para a Praça Sete, foi manchada por grupos isolados de vândalos à noite, que depredaram a sede da prefeitura, na Avenida Afonso Pena, agência bancária e lojas na Rua Tamoios, no Centro, o relógio de contagem regressiva para a Copa do Mundo, na Praça da Liberdade, e atacaram ônibus e carros particulares nos dois locais.

A maioria dos manifestantes tentou impedir os ataques, mas acabou recuando diante da agressividade. Desde o início da tarde, o clima foi de paz entre as cerca de 10 mil pessoas que se concentraram na Avenida Antônio Carlos, na Pampulha e seguiram em passeata pacífica até a Praça Sete, no início da noite, diferentemente do cenário de confronto com policiais e depredação na segunda-feira.
Diante da expectativa de novas manifestações hoje e nos próximos dias, a PM informou que poderá triplicar o efetivo para 9 mil agentes nas ruas no sábado, quando México e Japão se enfrentarão no Mineirão. Enquanto isso, 150 homens da Força Nacional de Segurança apoiarão a PM, conforme o governador Antonio Anastasia acertou ontem com a presidente Dilma Rousseff.
A marcha de estudantes da UFMG e outros manifestantes começou no acesso à Antônio Carlos, com cerca de 200 jovens no fim da tarde, mas ganhou força ao sair do câmpus rumo à Praça 7, chegando a juntar quase 10 mil pessoas, segundo o Batalhão de Trânsito (BPTran) da PM, que não levantou bloqueios e acompanhou a distância, enquanto fazia desvios na região. Mesmo assim o trânsito ficou caótico no Anel Rodoviário e no entorno. A fila de veículos na faixa de sentido Pampulha se estendeu por cerca de quatro quilômetros.
Manifestantes que seguiam à frente bloquearam acessos do Anel e da Avenida Bernardo Vasconcelos e motociclistas que tentaram furar o bloqueio foram hostilizados. Os cânticos Em alguns momentos, punks quiseram depredar propagandas, o que gerou atrito com os demais manifestantes. Entre lemas como “Você aí parado, também é explorado” e “ô motorista, ô trocador, me diz aí se o seu salário aumentou”, havia gente que levou até os filhos para as ruas. Como a auxiliar de dentista Jussara Nogueira, de 29 anos, que carregava o filho de 4 anos, Felipe Nogueira.
Enquanto o menino cantava e dançava, ela protestava contra o salário dos professores. “É por isso que viemos aqui, para ele aprender a lutar pelo que acredita”, disse. No caminho mais e mais pessoas desceram de suas casas e até dos ônibus para seguirem com a manifestação.
Quando chegaram ao complexo da Lagoinha, os manifestantes tentaram entrar numa faixa do viaduto que leva para a Contorno. Um ônibus metropolitano acelerou e furou o bloqueio, mas teve os vidros quebrados por pedras. Os manifestantes seguiram para a Praça Sete, que já estava tomada por outras pessoas à noite.
Foi então que a partir de atos de grupos isolados, o movimento pacífico de jovens estudantes gritando palavras de ordem ganhou contorno de vandalismo. Por volta das 21h30, um grupo saiu em direção à Praça da Liberdade, mas em frente ao prédio da prefeitura ficaram cerca de 300 pessoas. Em pouco tempo, as palavras exaltadas deram lugar ao vandalismo de cerca de 20 pessoas.
Uma rampa de madeira na escadaria do prédio foi destruída. A explosão de bombas de pequeno potencial começou a dispersar as pessoas que buscavam manifestar de forma pacífica. Um rapaz de 18 anos ficou ferido e foi socorrido por uma equipe do Corpo de Bombeiros. Em pouco tempo, os vândalos jogavam pedras no prédio e, além de quebrar vidraças, investiram contra a guarita de vigilância.
Tentar pôr fogo no prédio várias vezes. A tentativa de outros manifestante em interromper a violência gerou enfrentamentos com agressões físicas entre os envolvidos. Não satisfeitos, os vândalos seguiram até a esquina das ruas Espírito Santo e Tamoios, onde fecharam o trânsito, chegando a fazer barricadas com cavaletes e cones. Alguns subiram no veículo e quebraram vidros. Um motorista chegou abandonar o coletivo. Outros três coletivos também foram alvo dos vândalos, que cobriam o rosto com máscaras e camisas e ainda atacaram uma agência do Banco do Brasil .
A estudante de marketing Rafaella Magalhães, de 23, lamentou:. “É triste ver uma minoria de vândalos está destruindo muito mais do que prédios ou ônibus. Estão destruindo um sonho de sermos ouvidos pelos governantes”.
Entre o outro grupo que seguiu para Praça da Liberdade, havia pessoas com rosto parcialmente coberto por camisas e armadas com pedras que atacou o relógio de contagem regressiva para a Copa, apesar de outros manifestantes tentarem evitar a ação. Parte do objeto foi quebrado, inclusive um monitor digital, e pedaços de vidro se espalharam pelo chão. Nas grades do portão do Palácio da Liberdade, foi fixada uma faixa em que se lia: “Não vai ter Copa! O povo decidiu jogar”. Também foram colados cartazes, com dizeres como “Brasil, mostra a tua cara! vem pra rua” e “Não queremos mais ser roubados por estes ratos da política”.
Na esquina das avenidas Cristóvão Colombo e Brasil, cerca de 200 manifestantes interditaram o cruzamento até por volta das 22h30 e causaram congestionamento. Encapuzados e segurando pedaços de pau, alguns jovens ameaçaram jornalistas e motoristas, além de dar chutes e murros em carros. A equipe mais próxima da PM estava do outro lado, no encontro das avenidas Brasil e Bias Fortes, orientando o trânsito.
FONTE: Estado de Minas.

O funil do Enem: depois da batalha das provas, hora de brigar por uma das vagas nos cursos com entrada no segundo semestre (Euler Junior/EM/D.A Press %u2013 4/11/12)
O funil do Enem: depois da batalha das provas, hora de brigar por uma das vagas nos cursos com entrada no segundo semestre

Na segunda edição de 2013 do Sistema de Seleção Unificada (Sisu), o curso de administração do Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (Cefet-MG) aparece como o segundo mais concorrido do país, com 760 inscritos por vaga, perdendo apenas para o mesmo curso oferecido na Universidade do Estado da Bahia, com 1.027,8 inscritos por vaga. Na lista dos 10 cursos mais disputados, o Cefet mineiro aparece novamente, desta vez na oitava posição, com engenharia de produção civil (536,3). Apesar de a Universidade Federal de Minas Gerais ter anunciado a adesão ao sistema, o Cefet é a única instituição de ensino superior mineira a se destacar entre as mais disputadas nesta etapa do Sisu, que contou com 788.819 candidatos inscritos, segundo balanço final divulgado ontem pelo Ministério da Educação. O número de inscritos é 22,7% superior ao registrado no segundo semestre do ano passado, quando o balanço final fechou em 642.878 inscritos.

Já na lista dos 10 cursos com o maior número de candidatos inscritos, que não são os mais concorridos porque oferecem maior número de vagas, estão oito bacharelados de medicina, disparado o curso mais procurado do país. Nessa graduação, a instituição de ensino mais buscada pelos candidatos é a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), seguida pela Universidade Federal Fluminense (UFF) e pela Universidade Federal do Piauí. Na quinta posição aparece o curso de medicina oferecido pela Universidade Federal de São João del-Rei, com 11.528 candidatos disputando 30 vagas. Em sétimo lugar vem a Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop), com 9.467 candidatos para 40 vagas. “O que atrai, primeiro, é a excelência das faculdades no Rio de Janeiro e, em segundo, a beleza do Rio”, disse o ministro Aloizio Mercadante.

A segunda etapa do Sisu contou com 788.819 candidatos inscritos, segundo balanço final divulgado ontem pelo Ministério da Educação. O número de inscritos é 22,7% superior ao registrado no segundo semestre do ano passado, quando o balanço final fechou em 642.878 inscritos. Como cada candidato pode concorrer em até duas opções de curso, o número de inscrições ultrapassou 1,522 milhão em todo o país. Cinquenta e quatro instituições já aderiram ao sistema, com 1.179 cursos e 39.724 vagas.

Segundo o ministro Mercadante, 42,40% dos inscritos são cotistas e estudam em escolas públicas. O ministro destacou que, em média, 13% dos candidatos aceitam cursar faculdade fora de seu estado. Os gaúchos são os que menos se dispõem a mudar de região.


PROGRAME-SE

Matrícula
Os convocados nesta primeira lista devem se matricular entre 21 e 25 de junho.

Segunda chamada
Será divulgada em 1º de julho, com matrículas em 5, 8 e 9 de julho.

Lista de espera

De 1º a 12 de julho é o prazo para que os candidatos manifestem interesse em participar da lista de espera. Podem participar os estudantes não selecionados em nenhuma de suas opções nas chamadas regulares e os candidatos selecionados em sua segunda opção, independentemente de terem feito a matrícula. A participação na lista de espera somente poderá ser feita na primeira opção de vaga do candidato.

FONTE: Estado de Minas.


Fifa exige e a UFMG fecha em dia de jogo

copa confederações

Pelo menos 60 mil pessoas que circulam no câmpus e unidades da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) diariamente vão ganhar férias nos dias de jogos da Copa das Confederações, em Belo Horizonte. A maior instituição de ensino superior do estado vai suspender as atividades acadêmicas e administrativas e fechar os portões na Pampulha nos dias 17, 22 e 26 deste mês, seguindo pedido do governo e da Fifa. Nessas datas, a bola  rola no Mineirão, respectivamente, nas partidas entre Tahiti e Nigéria, Japão e México e num jogo de semifinal.

A primeira medida cumpre a Lei Geral da Copa, segundo a qual os estabelecimentos de ensino devem estar de férias no período do campeonato, e também determinação do Ministério da Educação (MEC), homologada em março. Segundo ela, cada rede de ensino deve ajustar seus calendários aos dias de jogos, principalmente nas cidades-sede das partidas, que ocorrerão de 15 a 30 deste mês. A decisão do reitor Clélio Campolina foi influenciada ainda pela possibilidade de o município decretar feriado nas datas dos jogos em BH.

Já o fechamento dos portões na Pampulha tem em vista a segurança. Sem detalhar, a assessoria de imprensa da UFMG informou que o pedido foi feito pelos governos federal, estadual e municipal e pela Fifa, que demandou o uso do espaço por causa da proximidade do câmpus com o estádio. Para entrar na universidade, a reitoria determinou que professores, servidores técnicos administrativos e alunos tenham autorização prévia da Pró-Reitoria de Administração. No amistoso entre Brasil e Chile, no fim de abril, no Mineirão, a UFMG adotou o mesmo procedimento.

Em outra instituição pública, a Universidade do Estado de Minas Gerais (Uemg), os cerca de 6 mil alunos aguardam posicionamento do governo do estado para saber se irão para a sala de aula. A Uemg informou que o calendário depende de duas decisões. A primeira é se o governo vai decretar ponto facultativo para os servidores. E caso decrete, se será estendido aos funcionalismo de toda a Minas Gerais ou só ao da capital.

Entre as instituições particulares, a Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas) informou que não terá o calendário afetado pela Copa das Confederações, pois o semestre letivo será encerrado no dia 15, antes do primeiro jogo em Belo Horizonte. O Centro Universitário Newton Paiva explicou que, como os estudantess estarão em período de provas finais, ainda estuda a melhor maneira de conciliar o calendário institucional com o da Copa, para não prejudicar o acompanhamento dos jogos e as atividades acadêmicas. A Fumec e o Uni-BH não responderam à reportagem. E a Universidade Salgado de Oliveira, UNIVERSO BH, informou por seus alunos que as datas coincidem também com o período de provas finais, que foram reagendadas.

Sisu abre inscrições

As inscrições para a edição do segundo semestre do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) serão abertas na segunda-feira e poderão ser feitas até as 23h59 de sexta-feira que vem, na internet (http://sisu.mec.gov.br). Podem se inscrever os estudantes que fizeram o Exame Nacional de Ensino Médio (Enem) no ano passado e não tiraram zero na redação. Serão 39.724 vagas, distribuídas em 1.179 cursos de 54 instituições. Em Minas, serão 4.531 vagas em 111 cursos. A primeira edição, no início do ano, ofereceu 129 mil vagas, em 101 instituições públicas de educação superior.

Mais informações sobre o SISU AQUI!

O edital com o cronograma foi publicado ontem (03) no Diário Oficial da União (DOU). A primeira chamada está marcada para o dia 17, com matrícula em 21, 24 e 25 deste mês. A segunda chamada está prevista para 1º de julho. As matrículas deverão ser feitas em 5, 8 e 9 do mês que vem. Os candidatos poderão se inscrever em até duas opções de vaga e especificar a ordem de preferência. Os interessados deverão ainda especificar se concorrem a vagas destinadas à ampla concorrência ou como cotistas. Durante o período de inscrição, o estudante pode alterar as opções feitas. O edital traz também informações sobre critérios de desempate e matrículas nas instituições de ensino para os selecionados.

FONTE: G1 e Estado de Minas.


Nova edição do Sisu terá mais de 39 mil vagas, diz Ministério da Educação

Inscrições para a seleção acontecem a partir do próximo 10 de junho

Sisu

Em sua edição de meio de ano, o Sistema de Seleção Unificada (Sisu) do Ministério da Educação (MEC) vai disponibilizar 39.724 vagas aos estudantes que desejam ingressar no ensino público superior do país. O número foi divulgado nesta tarde em relatório publicado pelo MEC. Ao todo, 1.179 cursos serão oferecidos por 54 instituições integradas ao sistema.As inscrições do Sisu estarão abertas no período de 10 a 14 de junho. Podem participar os alunos que tenham feito a edição do Exame Nacional de Ensino Médio (Enem) de 2012 e não tenham zerado a redação. “O Enem é a principal porta de entrada para o ensino superior. Agora os estudantes têm a segunda oportunidade do ano para participar do Sisu”, pontua o ministro da Educação, Aloizio Mercadante.

Prazos e vagas

O edital publicado nesta segunda-feira, 3, estabelece que, ao longo do período de inscrições, a classificação parcial e a nota de corte dos candidatos serão divulgadas no portal do Sisu. O sistema que entra no ar no dia 10 ainda permitirá ao estudante localizar cursos e vagas por meio de pesquisa com a indicação do município, estado e da instituição de ensino.

É possível, ainda, saber em quais universidades estão as vagas pretendidas. Os interessados poderão se inscrever em até duas opções de vaga e especificar sua ordem de preferência. O candidato precisa especificar também se concorre a vagas destinadas a ampla concorrência ou a políticas de ações afirmativas.

A primeira chamada está marcada para o dia 17 de junho e a segunda, para 01 de julho. As matrículas da primeira chamada estão marcadas para os dias 21, 24 e 25 de junho e as da segunda chamada para os dias 5, 8 e 9 do mês seguinte.

UFMG adota Sisu

A partir deste ano, a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) também adotará o Sistema de Seleção Unificada (Sisu) como processo seletivo padrão. O anúncio foi feito em março pelo reitor da instituição, Clélio Campolina. Com a mudança, o vestibular será extinto. A nova seleção passa a valer para os alunos que ingressarão em 2014.

FONTE: Estado de Minas.


PBH, que não conseguiu concluir a tempo o novo sistema, oferece coletivos tradicionais grátis para quem tem ingresso
Ônibus
Ainda sem poder contar com o transporte rápido por ônibus (BRT), Belo Horizonte vai usar os velhos conhecidos coletivos para levar os torcedores aos jogos da Copa das Confederações, que começa em um mês e terá três partidas no Mineirão. Com os ingressos nas mãos, os passageiros poderão embarcar, gratuitamente, em 300 ônibus destinados exclusivamente ao Serviço Especial Copa. O sistema contará com cinco terminais espalhados pela capital, além de dois nas proximidades do estádio, e terá capacidade para transportar até 30 mil pessoas. Uma portaria detalhando o esquema de transporte foi publicada ontem no Diário Oficial do Município (DOM).De acordo com a BHTrans, a operação montada para o amistoso entre Brasil e Chile, em abril, foi um teste para o sistema preparado para os jogos internacionais. Mas, para convencer a torcida a usar o serviço especial, a empresa municipal terá que aprimorar a estratégia e mostrar que “treino é treino, jogo é jogo”. No teste de abril, usuários se depararam com problemas como atrasos no embarque, falta de informação sobre os locais dos terminais, além de muito engarrafamento, principalmente na saída do jogo. Na ocasião, foram usados 68 ônibus, 13 deles executivos, que saíram de três pontos.Para a Copa das Confederações, serão 300 coletivos, sendo 13 executivos, que partirão de cinco terminais, situados na Savassi (Região Centro-Sul), na Praça Floriano Peixoto (Região Leste), na Rua Espírito Santo (Centro), no Minas Shopping (Região Nordeste) e na Estação Barreiro (Barreiro). A chegada e saída do Mineirão ocorrerão em pontos montados na Avenida Carlos Luz (Catalão), próximo à Escola de Educação Física da UFMG, e na Avenida Antônio Carlos, próximo à Coronel José Dias Bicalho.

Com isso, os passageiros terão que caminhar por cerca de um quilômetro até o estádio. A BHTrans ainda está detalhando como será o transporte de portadores de necessidades especiais desses locais até o Mineirão. Os coletivos vão operar das 12h até as 20h, começando quatro horas antes das partidas e terminando duas horas depois. A previsão é de 900 a 1,2 mil viagens em cada um dos jogos, marcados para 17, 22 e 26 de junho.

A oferta de transporte gratuito a espectadores é uma das exigências da Fifa. O custo dessa operação ficará em R$ 120 mil e o município busca patrocinadores para ajudar a cobrir os gastos. De acordo com o diretor de Desenvolvimento e Implantação de Projetos da BHTrans, Daniel Marx Couto, uma consultoria foi contratada para elaborar o plano operacional de mobilidade para a Copa das Confederções e a Copa do Mundo. “O serviço especial terá capacidade de transportar cerca de 35% da lotação do estádio”, afirma.

Inicialmente, o plano da prefeitura era concluir as obras do BRT – sistema de transporte inspirado no metrô, em implantação nos corredores da Avenida Antônio Carlos/Pedro I, Cristiano Machado e na área central – a tempo da Copa das Confederações. Com os atrasos nas obras, que ficarão prontas somente em dezembro, apenas a pista exclusiva para ônibus será usada no serviço especial para o campeonato. “O grande diferencial desse serviço será que não vai ter paradas ao longo do caminho”, afirma Couto.

O mesmo sistema foi usado no jogo entre Brasil e Chile e houve viagens que duraram até uma hora e 40 minutos. “Levei 30 minutos da Savassi até o Mineirão de ônibus. Mas cada operação está sendo aprimorada, e essa será a primeira experiência com essa quantidade de pessoas usando o transporte coletivo”, ressalta o diretor da BHTrans.

PROVA DE FOGO E há quem preveja problemas para o primeiro teste real de mobilidade na capital. “Teremos um angu de caroço  nas Copa das Confederações, porque os principais corredores de acesso ao Mineirão estarão em obra e teremos apenas o Bulevar Arrudas pronto”, afirma o consultor em transporte e trânsito Osias Baptista Neto. Para ele, o serviço especial de transporte criado pela BHTrans tem chances de funcionar bem, diante da previsão de que a procura do público pelo campeonato não seja tão grande. “Por outro lado, a Copa das Confederações é uma vitrine da cidade, um retrato da organização para a o Mundial de 2014 e, nesse momento, vamos passar a imagem de algo meio improvisado”, afirma. Além do serviço especial, a BHTrans promete reforçar as linhas convencionais de ônibus. Nesse caso, o usuário terá que pagar a passagem normalmente.

A portaria publicada ontem também regulamenta a criação de cartão especial voltado para os 2.242 voluntários que trabalharão nos jogos do campeonato. Eles poderão usar o sistema de transporte coletivo gratuitamente para o serviço da Copa de amanhã até 4 de julho.

Enquanto isso……74% dos ingressos foram vendidosTerminou ontem a primeira fase da venda de ingressos para a Copa das Confederações. As entradas restantes poderão ser compradas a partir de 1º de junho, pelo site pt.fifa.com/ticketing ou nas bilheterias dos centros de ingressos da Fifa. Em BH, a venda será no Boulevard Shopping, na Avenida dos Andradas, 3.000, Bairro Santa Efigênia. No último balanço divulgado pela Fifa, 622.613 entradas haviam sido vendidas até segunda-feira para todos os jogos, o que representa 74% do estoque. Até abril, apenas 11.194 bilhetes tinham sido vendidos para o duelo entre Taiti e Nigéria, dia 17 de junho, no Mineirão. O jogo do dia 22, entre Japão e México, tinha 26.635 ingressos vendidos, e a semifinal do dia 26, 42.628. A capacidade do Mineirão é de mais de 60 mil torcedores. 

FONTE: Estado de Minas.

UFMG divulga em seu site edital do processo seletivo 2014

 

ufmg
A Universidade  Federal de Minas Gerais não terá mais o seu tradicional vestibular

A Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) já disponibilizou em seu site  o edital do processo seletivo 2014 para cursos presenciais de graduação. Como já havia anunciando, este ano a instituição aderiu ao Sistema de Seleção Unificada (Sisu), do Ministério da Educação, que tem como base o resultado do Exame Nacional de Ensino Médio (Enem).

Com o fim do vestibular e adesão ao Sisu, todos os candidatos, inclusive para vagas remanescentes de transferência e obtenção de novo título, serão selecionados, em uma única etapa, exclusivamente com base nos resultados do Enem 2013. Com isso, para disputar uma vaga na instituição, o candidato deverá, obrigatoriamente, que se inscrever no Enem e depois no Sisu. O cronograma deverá ser publicado em edital do MEC.
Segundo a UFMG, somente a seleção para os cursos que exigem provas de habilidades específicas – Artes Visuais, Cinema de Animação e Artes Digitais, Conservação e Restauração de Bens Móveis, Dança, Design, Design de Moda, Música e Teatro – continuará em duas etapas. Os candidatos a esses cursos deverão se inscrever no Enem e no processo seletivo da UFMG, que ocorrerá de 19 de agosto a 19 de setembro de 2013. O edital para esses cursos é separado e também está disponível no site http://www.ufmg.br/copeve, com algumas novidades. A taxa de inscrição para as provas específicas é de R$ 110 reais, mas a UFMG irá divulgar edital do Programa de Isenção da Taxa.
Sistema de Cotas 
Com adesão ao Sisu, o sistema de cotas da UFMG não sofre alterações, segundo o reitor Clélio Campolina. Para 2014 a Universidade reservou 1.575 vagas das 6.670 vagas ofertadas, em 74 cursos presenciais de graduação. O número corresponde a 25% do total de vagas.

 FONTE: Hoje Em Dia.


 

José Elias Murad, em 2011, no plenário da Câmara de Belo Horizonte (Alexandre Guzanshe/EM/D.A Press -01/06/2011)
José Elias Murad, em 2011, no plenário da Câmara de Belo Horizonte

Morreu neste sábado, em Belo Horizonte, aos 88 anos de idade, o médico e ex-deputado federal e ex-vereador da capital José Elias Murad (PSDB). Murad estava em casa e falaceu em decorrência de uma pneumonia. O corpo deve ser velado na Assembleia Legislativa de Minas Gerais. O enterro será no Cemitério Parque da Colina.

De acordo com a nora de Murad, Cristiane Stein, casada com José Elias Murad Filho, o médico e ex-parlamentar tinha uma doença pulmonar e há cerca de dois anos “necessitava de bastante cuidado”.

Nascido na cidade mineira de Rio Vermelho, em 1924, José Elias Murad formou-se em Farmácia e Medicina pela UFMG, especializando-se em Psicotrópicos pela Faculdade de Medicina de Paris, França, e em Bioquímica Cerebral, pela Faculdade de Medicina do Texas, EUA.

Foi também professor na Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais e deputado federal por quatro legislaturas (1987-1991, pelo PTB; 1991-1995, 1995-1999 e 2001-2003, pelo PSDB), além de vereador de Belo Horizonte a partir de 2004, por duas legislatura. No ano passado, ele não concorreu à reeleição.

A atuação parlamentar de Murad sempre se destacou pela defesa da saúde pública, particularmente contra o uso abusivo de drogas. Ele fundou e presidiu ABRAÇO, entidade dedicada ao combate às drogas.

FONTE: Estado de Minas.


A partir do segundo semestre deste ano, a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) terá que adotar um processo seletivo público para a escolha de seus estagiários, nos casos em que o estágio, se não remunerado, tiver duração superior a 180 dias. Também será feita seleção pública quando o estágio, independentemente do tempo de duração, for remunerado pelo sistema SIAPE, que é o Sistema Integrado de Administração de Recursos Humanos do Governo Federal. O acordo foi firmado entre o Ministério Público Federal em Minas Gerais (MPF/MG) e a UFMG, perante a 19ª Vara da Justiça Federal em Belo Horizonte.

estágio

O documento não incluiu os estágios remunerados pela Fundação Universitária Mendes Pimental (FUMP), porque, segundo a reitoria, eles se destinam exclusivamente aos alunos assistidos pela fundação. No caso dos estágios obrigatórios, a Pró-Reitoria de Graduação se comprometeu a enviar ao juízo da 19ª Vara Federal informações referentes aos critérios de priorização de matrícula nas disciplinas de estágio.

Os processos seletivos constarão de provas objetivas e/ou subjetivas, inclusive entrevista pessoal, dependendo do caso. Os candidatos também terão direito de interpor recurso em todas as etapas do processo.

Entenda a ação
Na ação, ajuizada em março deste ano, o MPF sustentou a necessidade de a UFMG adequar seus procedimentos seletivos ao que determina a Constituição, especialmente para aplicação dos princípios da legalidade, impessoalidade, moralidade e publicidade. É que a universidade utilizava apenas critérios subjetivos, como análise de currículo e de histórico escolares, e, em alguns casos, entrevista, o que, segundo o MPF, poderia violar o caráter de impessoalidade.

De acordo com a ação, até mesmo a escolha de prestadores de serviço sem vínculo definitivo como estagiários deve seguir a determinção, com ampla divulgação das regras que serão seguidas no processo seletivo, de maneira a evitar qualquer risco de direcionamento.

O acordo foi firmado na quinta-feira (18) e homologado pelo juízo federal.

FONTE: Ministério Público Federal em Minas Gerais.

Ministro do TST Carlos Alberto Reis de Paula - Ricardo Bastos/Hoje em Dia
Ministro Carlos Alberto Reis ressaltou que o PJE elimina papéis e dá agilidade às atividades

O Centro Acadêmico Afonso Pena, da Faculdade de Direito da UFMG, na noite desta quinta-feira (11), homenageou com uma placa comemorativa, o presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), ministro Carlos Alberto Reis de Paula.

Mineiro de Pedro Leopoldo, o ministro, afirmou antes da homenagem, que uma de suas prioridades na presidênciado TST será a de agilizar a implantação do Processo Judicial Eletrônico (PJE). Segundo Carlos Alberto Reis, até o final de 2014 todos os 24 tribunais do país terão o PJE. Em Minas Gerais, das 101 varas existentes, 20 estão com o novo sistema em funcionamento. Na segunda-feira (15), o PJE de Poços de Caldas, no Sul de Minas, entra em operação, se tornando a 21ª unidade no Estado.

O ministro ressaltou que o PJE elimina papéis e dá agilidade às atividades ao permitir que os advogados tenham acesso aos processos de qualquer lugar onde estiverem. “Eles podem fazer petições e defesa eletrônica”, exemplificou.

Na última terça-feira (9), o presidente do TST se reuniu em Brasília para um café da manhã com representantes das centrais sindicais e federações dos trabalhadores. O encontro serviu para Carlos Alberto Reis de Paula ouvir as lideranças dos trabalhadores.

Ministro do TST Carlos Alberto Reis de Paula recebe placa - Ricardo Bastos/Hoje em Dia

Ministro do TST, Carlos Alberto Reis de Paula, recebe placa comemorativa do DCE/Direito da UFMG 

Na próxima terça-feira, o ministro terá novo encontro em Brasília, desta vez com representantes das federações nacionais, estaduais e entidades patronais. “É importante ouvir todos os setores da sociedade para saber das sugestões e dificuldades de cada categoria”, disse.

Ex-aluno e ex-professor da Faculdade de Direito da UFMG, Carlos Alberto Reis de Paula, que assumiu o cargo no dia 5 de março, destacou o papel histórico de defesa e apoio às lutas democráticas desempenhada pela escola. A declaração foi dada ao ser perguntado pelos jornalistas sobre o trote racista cometido por veteranos contra os calouros no início deste ano letivo.

A ação dos estudantes provocou reações de repúdio da sociedade e do meio acadêmico.
“Trote é uma forma de receber bem as pessoas. Não acho correto os estudantes terem recebido com desrespeito aos direitos humanos e as minorias. Penso que as pessoas envolvidas nele não tinham consciência do que estavam fazendo”, comentou.

 FONTE: Hoje Em Dia.


Donato Di Mauro, skinhead assumido, já foi denunciado diversas vezes, mas nunca preso

Uma imagem que está circulando nas redes sociais nesta sexta-feira (5) indigna os internautas. Na foto, Donato di Moura, 25, aparece enforcando um morador de rua com uma corrente na praça da Savassi, na região Centro-Sul da capital. O próprio Donato foi quem postou a imagem em seu perfil, com a legenda: “quer fumar crackinho, quer? em meio a praça pública cheia de criança? acho que não”.

Segundo a denúncia de um internauta – que pediu para não ser identificado, Donato apagou a postagem, mas ela foi disseminada após uma outra pessoa salvar a foto e compartilhá-la nas redes sociais. Ainda segundo o internauta, o agressor, que é assumidamente skinhead, já foi denunciado diversas vezes por esta e outras atitudes preconceituosas. Ele também seria amigo dos estudantes de direito da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) responsáveis pelo trote em que amarraram os caulouros e utilizaram símbolos racistas e nazistas, em março deste ano.

No perfil de Donato nas redes sociais, é possível visualizar diversas imagens e postagens de conotação racista e preconceituosa. Em uma delas, uma criança que está em seus ombros faz o símbolo de exaltação do nazismo.

Após ser questionado pela reportagem, Donato postou em sua página na rede social a seguinte mensagem: “Não tenho NADA a dizer a vocês da mídia, aonde claro, sempre vão distorcer tudo. Não me procurem mais, não terão a entrevista para vender suas mentiras com seus jornaizinhos baratos cheios de sangue.”

nazista

Em outra imagem do seu perfil no facebook, um menino aparece nos ombros de Donato fazendo o símbolo de exaltação nazista.

FONTE: O Tempo.

Fosse verdadeira a “preocupação” desse sujeito quanto ao uso de drogas em praça pública, não teria, covardemente, tentado desdizer o dito (apagando a foto). Assim, restou o que parece: mais um mauricinho idiota que não sabe conviver com outros que não os do seu mundinho. Lembra a música do Bezerra da Silva: “você com um revólver na mão é um bicho feroz, sem ele anda rebolando e até muda de voz”. Ah, quase me esquecia: onde está a melhor polícia do Brasil que nada faz? Não está difícil, o sujeitinho já está até identificado…

Marcelo – Acadêmico de Direito

Belo Horizonte.


Manoel Santos recebeu um novo órgão, após contrair doença de chagas.
MG Transplantes registrou queda em 2013; 2.449 pessoas esperam um rim.

 

“Tive uma notícia boa agora. Talvez pode sair, ter o doador, pode ser as minha vez agora. Receber uma notícia dessas foi a melhor coisa que eu podia receber”, comemorou o agricultor Manoel Santos de Souza. O trabalhador tem doença de chagas e, há dois meses, esperava um novo coração. Durante a gravação de uma reportagem sobre transplantes, a equipe da TV Globo Minas acompanhou o momento da salvação de Manoel.

Quando o órgão chegou ao Hospital das Clínicas, em Belo Horizonte, um dos médicos seguiu às pressas pelos corredores. Segundo ele, eram três sacos plásticos com solução para conservação do coração, que estava dentro de uma caixa com gelo.

De acordo com Renato Bráulio, um cirurgião cardiovascular que acompanhou a cirurgia de Manoel, a situação do agricultor era preocupante. “Poderia morrer a qualquer momento se não recebesse o coração”, disse o médico.

Foram quatro horas de cirurgia até o novo órgão começar a funcionar. “Foi tudo perfeito. A gente fica muito feliz de poder ajudar”, disse Cláudio Gelape, outro médico que acompanhou a transplante. A unidade de saúde informou que o paciente está no Centro de Tratamento Intensivo (CTI), mas se recupera bem.

Outro drama

O MG Transplantes registrou queda nas doações de órgãos no início deste ano. No estado, 2.449 pessoas esperam por um rim. À espera de um fígado, há 28. Seis pessoas esperam por um pulmão, e, 24, por um pâncreas.

O estudante de engenharia elétrica Yuri Sousa Aurélio também espera por um coração. O órgão dele está sem força para bombear o sangue para o corpo. “Eu estava no ápice da minha carreira, estava no ápice da minha vida social e, de repente, leva um susto”, disse o estudante.

A mãe , a namorada e os amigos de Yuri se mobilizaram. Eles fizeram camisetas e foram para as ruas mostrar que a espera pode ser fatal. “A gente viu que a fila não está andando e eu não posso ficar vendo meu filho aqui sem fazer nada”, relatou a mãe do estudante.

Em 2013, apenas um coração foi transplantado em Minas Gerais. No mesmo período, em 2012, foram 11. Muitos pacientes esperam, ansiosamente, por outros órgãos. Em janeiro e fevereiro a doação caiu 20%.

A medicina de transplantes é totalmente dependente da oferta de potenciais doadores. E, a cada dia, a gente vê os pacientes piorando, chagando novos pacientes na fila com uma oferta limitada de doadores para eles”, disse o cardiologista Sílvio Amadeu.

O MG Transplantes espera mais sensibilidade das famílias, e planeja melhorar a atuação dos hospitais que têm CTI e que podem indicar potenciais doadores.

Para saber mais informações sobre como doar órgãos, acesse o site da Fhemig.

FONTE: G1.


Alunos da Escola de Engenharia da UFMG ganham pelo segundo ano consecutivo competição internacional de aerodesign em Forth Worth, no Texas. Após premiação, grupo comemorou quebrando protótipo

Arnaldo Viana

Publicação: 26/03/2013 04:00

Jonhnatan Rodrigues, estudante de engenharia mecânica, faz parte da equipe Uai, Sô! Fly!!! e passa seus conhecimentos para Brunny Chalar, próxima capitã do grupo que está se formando (Maria Tereza Correia/EM/D.A/PRESS)
Jonhnatan Rodrigues, estudante de engenharia mecânica, faz parte da equipe Uai, Sô! Fly!!! e passa seus conhecimentos para Brunny Chalar, próxima capitã do grupo que está se formando

Já é motivo de inveja o desempenho da equipe Uai, Sô! Fly!!! (coquetel mineirês/inglês), da Escola de Engenharia da Universidade Federal de Minas Gerias (UFMG), com seus protótipos de aviões em competições SAE AeroDesign East no país e no exterior. É uma galera de nove jovens que acaba de levantar o terceiro troféu internacional, na cidade de Forth Worth, no Texas (EUA). Para comemorar a premiação, a turma pulou sobre a pequena aeronave, uma tradição na modalidade, e a destruiu para não ter que arcar com os custos do transporte de volta ao Brasil. Surpresos, viram os adversários, entre norte-americanos, canadenses, indianos, poloneses, mexicanos, venezuelanos e italianos, disputando os despojos para levá-los ao laboratório e tentar desvendar o segredo do sucesso mineiro.

A Uai, Sô! Fly!!! está mandando ver e quem se diverte com o desespero dos rivais na luta para descobrir a tecnologia usada no pequeno avião, denominado Edson, é Jonathan Rodrigues, de 20 anos, um dos integrantes da equipe. “Olhamos para trás e os caras estavam lá, catando os restos. Foi engraçado.” Por que a aeronave vitoriosa e desmanchada na festa se chamava Edson? O jovem aluno da área espacial explica: “No ano passado, a equipe disputou a competição com um avião chamado Fred. Na montagem, antes da prova, as duas últimas letras sumiram. Ficou Ed. Este ano, juntamos às duas letras a palavra inglesa son (filho, em português) e ficou Edson, ou seja, o filho do Ed.” Só mesmo a cabeça de estudantes com idade entre 19 e 23 anos para pensar numa mistura tão curiosa.

A equipe é orgulho para o Centro de Estudos Aeronáuticos da Escola de Engenharia da UFMG. Já ganhou quatro títulos brasileiros, dois deles consecutivos – 2011 e 2012 –, e três vezes o torneio internacional nos Estados Unidos, dois deles também consecutivos – 2012 e 2013. A cada temporada, a equipe se renova, com alunos das áreas de mecânica e aeroespacial. Há um rigoroso processo seletivo porque a procura pela participação no projeto é grande. Na conquista de Forth Worth, no último dia 7, a Uai, Sô! Fly!!! tinha, além de Jonathan, Fred Aride, de 22; César Caixeta, de 21; Rafael Mourão, de 21; Rodrigo Gonçalves, de 22; João Vítor Campos, de 21; Matheus Magalhães, de 21; Alexandre Martins, de 19; e Saulo Silva, de 23. Apenas Jonathan e Saulo são da mecânica.

 

Jovens levantam aeronave batizada de Edson, após serem premiados nos Estados Unidos (Uai, Sô! Fly!!!/Divulgação)
Jovens levantam aeronave batizada de Edson, após serem premiados nos Estados Unidos

RECORDE Mas não é fácil chegar lá. Além do projeto, que deve seguir as normas exigidas pelo SAE Aerodesign East Competition, é preciso conseguir patrocinador. “O Edson, entre a produção, construção, transporte ao Texas e montagem, custou cerca de R$ 40 mil. Sem patrocínio seria difícil.” E valeu a pena. Além do troféu de campeão e o prêmio de US$ 1 mil, o aviãozinho de 3kg bateu o recorde mundial de transporte de peso ao voar com uma carga de 17,7kg. Foi o único presente nas seis baterias da competição, com média de dois minutos de voo em cada etapa. “Escolhemos o material a ser usado como carga e, no fim da prova, é feita a pesagem. Nós optamos por placas de aço”, explica Jonatham.

O Edson tinha 3,5m de envergadura – da ponta de uma asa à outra –, motor Magnum 61 XLS de 9,9 cilindradas, com rotação de trabalho de 2 mil a 16 mil rotações por minuto. Usava como combustível 10% de nitro com 18% de óleo e era pilotado via rádio-controle. Pena que não voltou dos EUA para ser exibido como herói, mas deixou a esperança de dias melhores para os estudantes. “A vitória representa um upgrade no currículo e o reconhecimento da universidade, dos patrocinadores e dos professores, além, é claro, da repercussão nas comunidades universitárias do exterior que estiveram representadas na competição”, afirma Jonathan.

Como a fila anda, outra turma já se prepara para substituir a atual na Uai, Sô! Fly!!! com a missão de manter a vitória. Entre os integrantes da nova equipe está a aluna da área aeroespacial Brunny Chalar, de 21. Será a capitã, papel desempenhado por Rodrigo Gonçalves na última conquista nos EUA. E ela não foge aos chavões usados pelos jogadores de futebol ao falar de sua expectativa. “Aceitei o desafio de ser a capitã e vou dar o melhor de mim para ajudar a levar a equipe a outras conquistas.” Que seja feliz!

SAIBA MAIS: DESAFIO PARA ESTUDANTES
O Projeto SAE Aerodesign é um desafio para alunos de engenharia. Seu objetivo é incentivar a difusão e intercâmbio de técnicas e conhecimentos de engenharia aeronáutica entre estudantes e profissionais de engenharia de mobilidade futuras por meio de aplicações práticas e da competição entre equipes. Ao participar do Projeto SAE Aerodesign o aluno está envolvido no desenvolvimento de um projeto real no mundo da aviação desde a sua concepção, detalhe de projeto, construção e testes. No Brasil, o projeto é conhecido como Competição SAE Brasil Aerodesign. Os participantes devem formar equipes que representem uma instituição de ensino superior da qual fazem parte. Essas equipes são desafiadas a cada ano com novas regras baseadas em desafios reais enfrentados pela indústria da aviação.

FONTE: Estado de Minas.


Já era difícil. Vai ficar pior. Com o fim do vestibular e a adesão da maior universidade mineira ao Sisu, representantes de cursinhos preveem que concorrência vai disparar, especialmente com alunos paulistas

 

Rafaela  de Oliveira, que ainda pretende escolher direito ou administração, está entre os que temem disputa mais acirrada (Cristina Horta/EM/D.A Press)
Rafaela de Oliveira, que ainda pretende escolher direito ou administração, está entre os que temem disputa mais acirrada

Não se iluda ao pensar que entrar na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) ficará mais fácil com uma única etapa, representada pelo Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), sem o peso das questões abertas da segunda fase. Nos cursinhos, o assunto de ontem foi um só: o fim do vestibular e a adesão da maior instituição de ensino superior do estado ao Sistema de Seleção Unificada (Sisu). Nos preparatórios, a aposta é de uma disputa ainda maior, especialmente com estudantes de São Paulo, vistos como os principais concorrentes dos mineiros. Com gente de todo o país na briga, o que promete aumentar ainda mais a média de 60 mil inscritos por ano, a previsão é de afunilamento geral, nos cursos mais tradicionais até nos menos concorridos.

Isso porque a UFMG se torna um dos destinos mais cobiçados, por fazer parte do grupo de universidades de excelência do país a adotar o modelo, junto com as de Brasília (UnB) e do Rio de Janeiro (UFRJ). Um novo fenômeno também é esperado: muitas chamadas extras, para compensar a desistência de candidatos que se inscreverem, mas, aprovados em outros vestibulares, optarem por estudar mais perto de casa.

Coordenador do cursinho Pré-UFMG, Paulo Miranda é categórico: “Não tenha dúvida, não ficou mais fácil, ficou mais difícil”. Para exemplificar, ele compara o vestibular da medicina da Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop), que já adota o Sisu, com o da UFMG. “A Ufop tem menos tradição, mas exige uma nota muito maior, porque a concorrência é brutal, o que passará a ocorrer também na UFMG, UnB e UFRJ, que dentro do Sisu são as unidades de referência. Antes, concorria na UFMG quem estava disposto a pagar R$ 100 pela inscrição e a fazer a segunda etapa em BH”, diz.

Nesse novo cenário, cuja nota será dada pelo Enem, ele acredita em uma hierarquização das escolas e em uma concorrência muito mais acirrada. “Quando se tem concorrência com pessoas do país inteiro, os alunos vão querer, justamente, aquelas universidades que são referência e que receberão os melhores”, ressalta.

Para Miranda, a Federal de Minas será alvo, principalmente, dos estudantes de São Paulo, estado vizinho, mais rico e populoso do país, cujas principais universidades não aderiram ao Sisu. “O Enem trouxe vários candidatos que fazem vestibular em São Paulo e que prestaram exames lá e em Minas. Acabaram por ficar perto de casa ou onde consideraram melhor. Tivemos 150 vagas em medicina na segunda chamada ano passado, o que mostra que estudantes de Minas não passaram, ficaram na lista de espera”, pondera. O coordenador acrescenta que esse fenômeno se estenderá para os cursos menos concorridos e implantados recentemente na universidade. “Teremos segundas chamadas longas a partir do ano que vem”, prevê.

A invasão de estudantes de outros estados já é fato no câmpus de Belo Horizonte. No vestibular 2011, o primeiro a usar o Enem como substituto da primeira etapa, o número de aprovados no concurso que declararam morar ou ter concluído o ensino médio em outros estados dobrou, fato que se repetiu na edição do ano passado. O fenômeno também se reflete entre os inscritos. Em 2011, dos estados que mais enviaram candidatos, São Paulo liderou o ranking, com 10.721, seguido pelo Rio de Janeiro (1.149). Ano passado, 15% dos classificados para a segunda fase eram de outras unidades da federação, com os paulistas de novo na ponta.

O diretor pedagógico do pré-vestibular Chromos, Aimã Sampaio, porém, minimiza os efeitos da mobilidade de estudantes. “Na prática, o deslocamento de alunos de um estado para outro não tem ocorrido. Há dados recentes comprovando que 80% das vagas tinham sido, a princípio, ocupadas por alunos de fora, mas que não se matricularam”, afirma, sem se referir especificamente à UFMG. “Haverá, sim, a necessidade de mais chamadas para preencher as vagas, mas acabarão nas mãos de quem está em gravitando em torno de BH”, acredita.

SURPREENDIDOS O fato é que, nos lares mineiros, a preocupação de pais e filhos já é grande. A estudante Rafaela Cristina Souza de Oliveira, de 18, aluna do Chromos, que está em dúvida entre direito e administração, diz que foi pega desprevenida. “Todo ano há boatos, mas, como nunca se concretizaram, nos preparamos para a primeira etapa com o Enem e, depois, para a segunda com questões abertas”, conta. Para Rafaela, é falsa a impressão de uma seleção mais fácil. “Neste primeiro momento, odiei a notícia, pois, sendo em nível nacional, ficará bem mais difícil. Antes, se eu tirasse nota melhor em exatas, tinha diferencial para ir para a fase seguinte. Agora, tem que ir bem em tudo. Em um curso concorrido, será preciso um mínimo de 850 pontos para garantir a aprovação”, relata.

A administradora Lígia Lemos da Costa, de 49, teme pelo futuro da filha, Amanda Costa, de 18, que estuda em escola particular da capital. “Fiquei apavorada com a notícia. Minha filha vai tentar engenharia química, que foi um dos mais concorridos deste ano, e, agora, a tendência é piorar. Ela terá de fazer o caminho inverso também: provas em outros estados, para garantir uma vaga em federal. Senão, o jeito será estudar em uma universidade particular”, diz.

FONTE: Estado de Minas.

Os estudantes não chegaram a um entendimento sobre responsabilidades após o trote. A universidade abriu sindicância e pode expulsar responsáveis por susposto ato racista

Cerca de 400 estudantes de direito da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) se reuniram  no Centro Acadêmico Afonso Pena (CAAP), em Belo Horizonte, nesta terça-feira para definir medidas a serem tomadas após a divulgação de fotos em redes sociais com conteúdo que supostamente fazia alusão ao racism e nazismo.  Alguns estudantes chegaram a bater boca em frente à faculdade e discordaram sobre a repercussão do caso.

Trote polêmico foi alvo de críticas nas redes sociais Foto: Belo Horizonte de A a Z / Reprodução
Trote polêmico foi alvo de críticas nas redes sociais

Na primeira imagem, uma jovem está pintada de preto com um cartaz de papelão escrito “Caloura Chica da Silva”. A moça está acorrentada pelas mãos e um rapaz de pele clara sorri enquanto segura a corrente. Na segunda foto, um estudante está pintado de tinta vermelha e amarrado a uma pilastra enrolado por uma faixa de plástico utilizada em isolamento de acessos. Ao lado e também sorrindo, três estudantes fazem um gesto nazista, com a mão direita estendida para frente. Um deles chegou a colocar um bigode postiço semelhante ao que usava o ditador alemão Adolf Hitler.

De acordo com o estudante Caio Perrone, 22 anos, do sétimo período, as fotos foram divulgadas fora do contexto do trote, que para ele não teve nenhum tipo de conotação racista. “Acompanho o trote desde que entrei aqui. O trote da nossa faculdade, todos os alunos aceitam. Não tem violência. Não acho que foi racista. É normal. O trote não tem violência física e psicológica. É para os alunos se enturmarem. O que houve foi uma descontextualização”, disse.

Segundo Perrone, não houve intenção de ofender ninguém. “Essa questão da Chica da Silva é que todos os alunos que participam são marcados por um personagem. No caso, a menina brincou dizendo que “ninguém mandava nela” e foi apelidada. Não tiveram nenhum intuito de ofender os negros. Tanto que temos amigos negros aqui”, explicou.

O presidente do Centro Acadêmico, Felipe Gallo, 19 anos, acredita que houve um excesso na exposição das fotos pela mídia, mas reprovou a “brincadeira” feita durante o trote. “Ontem em uma reunião entre aproximadamente 230 alunos, a maioria reprovou a atuação dos veteranos. Hoje nós nos reunimos novamente e vamos tomar atitudes de combate a esse tipo de manifestação”, disse.

Segundo o diretor de relações públicas do Centro Acadêmico de Direito da UFMG, Daniel Antônio da Cunha, a superexposição na mídia não exclui a responsabilidade sobre o ocorrido. De acordo com ele, medidas como “calourada típica, visita a quilombos, atividades dentro da faculdades” serão estabelecidas.

O estudante Caio Clinaero, 24 anos, coordenador administrativo financeiro do Diretório Central dos Estudantes (DCE), afirmou que o DCE tomará medidas junto à reitoria da universidade para punir os envolvidos. “O DCE é contra qualquer tipo de de racismo e regime totalitário. Abominamos esse tipo de conduta. Tem que ter medida mais incisiva com relação a isso”, disse. Segundo ele, esse tipo de trote ocorre rotineiramente na faculdade. “Isso ocorre corriqueiramente dentro da UFMG. Não dá pra continuar assim”, afirmou.

Universidade abre sindicância

A Faculdade de Direito publicou nesta terça-feira uma portaria que designa os integrantes da comissão de sindicância criada para “apurar as responsabilidades” durante o trote num prazo de 30 dias. De acordo com o regimento interno da UFMG, “condutas agressivas e desrespeitosas com qualquer membro da comunidade acadêmica são passíveis de penalidades como advertência, suspensão e expulsão da universidade”.

FONTE: Terra.


Seleção de estudantes será feita agora pelo Enem e pelo Sisu.
Mudança não afeta aprovados no Vestibular 2013.

 

A Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) anunciou, no início da noite desta terça-feira (19), que o processo seletivo da institutição passará a adotar o Sisu – SIstema de Seleção Unificada. Com a mudança, o vestibular da UFMG, o mais tradicional de Minas Gerais, deixa de ser realizado. “É um avanço que o país está fazendo, dá uniformidade ao tratamento de todas as pessoas independente da região em que moram e da condição social”, afirmou o reitor Clélio Campolina. Além de ressaltar que o Sisu permite uma seleção mais democrática, ele disse que a mudança nas universidades aproxima o Brasil do sistema adotado por outros países, adeptos do vestibular unificado.

De acordo com a assessoria de imprensa, o Conselho Universitário decidiu pela adesão ao Sisu em uma reunião nesta tarde. Ainda segundo a assessoria, os estudantes aprovados para começar cursos em 2013 não serão afetados. Já os candidatos ao Vestibular 2014 já sofrerão a alteração, e vão ter que fazer o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e concorrer às vagas do Sisu.

Ainda segundo o reitor, também não haverá alterações no sistema de cotas, que no próximo vestibular terá 25% das vagas reservadas. Os cursos que exigem provas específicas, como música, teatro e belas artes, não estarão disponíveis no Sisu, mas o candidato deve fazer o Enem e, em seguida, os testes de aptidão na instituição.

Com relação à perda da receita originária da taxa de inscrição para o processo seletivo, o reitor explicou que o dinheiro era para arcar com os custos do vestibular. Quando sobrava alguma verba, ela era direcionada para assitência estudantil. Dessa forma, a universidade não terá prejuízos com o fim do vestibular da instituição, afirmou Campolina.

FONTE: G1.


Imagens do trote foram divulgadas nesta segunda-feira e causaram revolta nas redes sociais

 

Caloura pintada e identificada como 'Chica da Silva' é 'exibida' por veterano (Reprodução/Facebook)
Caloura pintada e identificada como ‘Chica da Silva’ é “exibida” por veterano

A Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) apura se houve excessos por parte de estudantes em um trote promovido dentro Faculdade de Direito na última semana. Imagens do evento foram divulgadas nesta segunda-feira e já causaram polêmica nas redes sociais. Internautas ficaram revoltados com algumas fotos que mostram atos racistas durante a ação. Uma reunião extraordinária foi convocada para esta terça-feira pelo Centro Acadêmico Afonso Pena.

Em uma das fotos, uma jovem aparece acorrentada e pintada com tinta preta. Em seu pescoço foi pendurada uma placa com o nome de “Chica da Silva”, fazendo alusão a escrava que viveu em Diamantina, na Região Central de Minas Gerais, e que ganhou a alforria depois de se envolver amorosamente com um contador famoso no século 18. Uma segunda fotografia, mostra um calouro amarrado a uma pilastra e outros estudantes fazendo saudações nazistas. Entre os veteranos, um jovem ainda utiliza bigode semelhante ao do ditador Adolf Hitler (1889 -1945).

Logo que surgiram as imagens nas redes sociais, os estudantes foram duramente criticados pelos internautas. “Estes aí serão nossos futuros juízes, magistrados, advogados e políticos do país?”, argumentou Heric Maicon. “Todo trote ofensivo ou humilhante deve ser proibido. O argumento de que ‘participa quem quer’ é ridículo, pois pressupõe uma falaciosa liberdade total de escolha do calouro. Mesmo dentro da FDUFMG ainda há quem ache graça em oprimir, submeter e achincalhar o colega. Debater o tema é urgente. Propor gincanas lúdicas e trotes solidários é o melhor caminho”, sugeriu Eduardo Araújo.

Estudantes imitam saudação nazista (Reprodução/Facebook)
Estudantes imitam saudação nazista

Outros internautas defenderam o trote. “Ridículo o circo armado em volta disso. Fotos avulsas divulgadas sem o contexto e espalhadas pela internet por pessoas sem conhecimento algum do caso. Conheço todos os envolvidos pessoalmente e sei que são pessoas honestas e decentes, que não compartilham de pensamentos racistas de qualquer tipo. Acho que tudo poderia ter sido tratado internamente, sem a necessidade desse escarcéu que está se desenhando”, afirmou Henrique Drummond. “#racismo #bricandeira com contexto. ‘Tá’ cheio de politicamente correto que fica julgando sem saber o que estava acontecendo na hora. Tempestade em copo d’água é o que estão fazendo… Irei na palestra só pra ver o nível da hipocrisia de quem julga isso aÍ algum tipo de racismo”, defendeu Gabriel Soares Mello.

A vice-reitora da Universidade Federal de Minas Gerais, Rocksane de Carvalho Norton, repudiou o trote dos alunos da Faculdade de Direito. “O trote na UFMG é proibido e a realização é passível de punição conforme regimento da universidade. Hoje fomos surpreendidos por este fato, que surgiu nas redes sociais. A diretoria já vai iniciar os processos de apuração dos fatos e a estipular a punição para os envolvidos”, disse.

Todos os anos, a UFMG realiza eventos para receber os alunos novatos durante uma semana. “Realizamos um evento em parceria com o Diretório Central dos Estudantes (DCE) com shows e palestras explicando a universidade. Então, nada explica os trotes. Eles são proibidos e os alunos sabem disso”, explica a vice-reitoEstra.

Por meio do Facebook, o Diretor de Relações Públicas do CAAP, Daniel Antônio da Cunha , informou que os o trote não são organizados e nem financiados pelo Centro Acadêmico, “sendo de inteira responsabilidade dos veteranos”. Mesmo assim, os fatos serão apurados pela entidade dos estudantes, que convocou uma reunião para apurar os fatos.

Tolerância zero

Os trotes já são problemas recorrentes na UFMG. Em março do ano passado, a direção da Universidade já havia informado que iriam punir os veteranos que insistiam em fazer as brincadeiras. A política de tolerância zero surgiu depois que estudantes de turismo relataram que duas calouras foram amarradas a um poste. Os veteranos se vestiram de policiais militares e colocaram camisinhas na ponta de cassetetes, obrigando os novos universitários a chupar o objeto.

FONTE: Estado de Minas.

“Eu esperava passar no vestibular, mas não ir tão bem. Não pude me preparar, mas a base que o Cefet me deu é a chave para a aprovação” – William Teixeira Miranda, primeiro lugar no Enem na Região Sudeste

Enem

 

A história de um menino pobre, morador da Região Metropolitana de BH, que enfrentou todas as barreiras para estudar e agora está de viagem marcada para uma das universidades mais reconhecidas da Europa, é a prova de como, com esforço e vontade, oportunidade é a pessoa quem faz. O jovem William Teixeira Miranda, de 19 anos, teve a maior nota da última edição do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) entre os estudantes da Região Sudeste. Pelo feito, ganhou uma bolsa para estudar na Universidade de Salamanca, na Espanha. Aluno do Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (Cefet-MG), ele agora só pensa em concluir projetos de pesquisa, antes de dar o grande salto em sua vida.

William faz o curso superior de engenharia de materiais no Cefet, mas se submeteu ao Enem em novembro para tentar a vaga de seus sonhos: engenharia química na UFMG. Até segunda-feira, quando recebeu a notícia do Ministério da Educação (MEC) sobre a premiação, o plano era desistir do curso atual e fazer matrícula na UFMG. Na engenharia química, ele foi o primeiro colocado entre os cotistas que se declararam negros ou pardos e com renda familiar per capita inferior a um salário mínimo e meio – eram apenas três vagas nessa modalidade.

Não fosse a persistência, William teria desistido em 2011, quando se formou no Cefet no curso técnico de química e, por azar, não pôde fazer o Enem. Morador de Ibirité, ele saiu de casa com três horas de antecedência, mas a forte chuva no primeiro dia do exame e um acidente na Avenida Amazonas o fizeram chegar atrasado ao Centro de BH. A prova era numa escola na Avenida Olegário Maciel e o ponto do ônibus, na Rua Guarani, bem próximo. O motorista se recusou a abrir a porta quando passou pela avenida e o tempo gasto para dar a volta fez William chegar três minutos depois de fechados os portões.
No segundo dia, ele não desistiu, mesmo sabendo que já estava desclassificado. O jovem tirou 890 pontos na redação (num total de 1 mil) e errou apenas uma questão em matemática. Como passou no vestibular no Cefet, preferiu continuar. No ano passado, nova tentativa. Dessa vez, fechou a prova de redação e garantiu notas altas em todas as outras áreas.

No ensino técnico e no superior, William se dedicou a projetos de iniciação científica e tecnológica. Parte deles foram premiações da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas. Fora as conquistas nas olimpíadas de outras disciplinas. Até para a Argentina ele viajou para disputar campeonatos acadêmicos.

PERSISTÊNCIA As conquistas de William são marcadas pela luta. Criado pela avó, de 64 anos, costureira e vendedora de salgados, se tornou orgulho ainda maior ao ser o primeiro da família a fazer um curso superior. Entrar no Cefet foi um desafio ao menino que estudava na Escola Estadual Imperatriz Pimenta, em Ibirité. “Os professores me diziam que eu tentaria o Cefet, mas eu nem sabia o que era isso”, lembra.

A saga começou no 9º ano do ensino fundamental, quando não pôde se inscrever por não ter carteira de identidade. O menino começou o nível médio na Imperatriz Pimenta, e no ano seguinte, uma professora tratou de fazer a inscrição e o orientou na escolha do curso. A preparação se deu refazendo provas e pedindo aos antigos mestres que o ajudassem nas questões que não conseguia resolver.

Vieram a primeira e a segunda chamadas e nada. A solução foi se inscrever em um edital para ocupar vagas remanescentes do 2º ano, com base apenas no histórico escolar. Mas, no dia de se matricular em uma das duas vagas de eletrotécnica, William recebeu um telefonema, o convocando em terceira chamada para estudar química. Ele até pensou ser trote. “Depois de entrar para o Cefet, vi que não podia estar em outro, pois esse é o curso da minha vida”, diz.

Foi preciso apoio da assistência estudantil, uma ajuda de custo para passagens, refeições e livros. “Logo que passei minha avó ficou feliz, mas preocupada porque não sabíamos como fazer. Pode parecer bobagem, mas não teria conseguido, porque não teria dinheiro nem para comprar os livros”, conta

Agora é a vez de cruzar o mundo. Ele viaja em março e terá aulas de espanhol até julho, quando fará o teste de proficiência em língua espanhola. Terá uma bolsa da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e, depois da matrícula, será custeado pelo Santander e a Universidade de Salamanca. “Nunca esperava receber essa notícia. Vou aproveitar cada oportunidade que tiver.”

FONTE: Estado de Minas.



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