Antequam noveris, a laudando et vituperando abstine. Tutum silentium praemium.

Arquivo do mês: julho 2014

Muito frio até para eles
Mesmo habituados a invernos rigorosos, moradores de Ouro Preto se impressionam com semana de temperaturas baixas e neblina intensa.
Clima é atrativo para muitos turistas

Frio

Ouro Preto – O turístico distrito de Lavras Novas, em Ouro Preto, na Região Central, foi o local escolhido pelo casal Breno Botelho e Adelina de Deus, de João Monlevade, no Vale do Aço, para passar a lua de mel. Fascinados por natureza e montanhistas por vocação, eles tiveram um atrativo a mais para curtir os primeiros dias depois do casamento: o frio e a intensa neblina que, desde o fim de semana, dominam a paisagem formada pelo casario colonial e matas. “Estamos hospedados num chalé e bem preparados para as baixas temperaturas”, contou o empresário Breno, de 35 anos, que, a exemplo da mulher, trouxe na bagagem gorros, casacos e muita disposição. Pela manhã, o termômetro marcou 8 graus em Lavras Novas.

Os meteorologistas preveem mais dois dias com baixas temperaturas em Belo Horizonte e no interior. “O fim de semana será um pouco quente, com a mínima entre 14 e 15 graus, mas hoje ainda vai estar na casa de 11 graus”, explicou Ruibran dos Reis, do Climatempo. Para a capital, a previsão é de que o sol voltará a firmar sábado e domingo. “Em agosto, as temperaturas vão variar e somente no fim do mês e início de setembro é que serão mais elevadas”, disse o meteorologista. A friagem de agora resulta de massa de ar polar que já está se dissipando.Em Lavras Novas, por enquanto, é tempo de luvas, cachecol e até mantas nas costas, como pode se ver nas ruas. O casal Breno e Adelina pretendia viajar para Machu Picchu, no Peru, mas achou melhor ficar em Minas. Na manhã de ontem, por volta das 8h30, enquanto muita gente dormia imersa numa “bolha de bruma”, o casal fazia a sua caminhada matinal, depois de já ter comprado sucos e pão – sempre com gorro à moda dos povos andinos. 
No distrito distante 21 quilômetros da Praça Tiradentes, em Ouro Preto, não há outro assunto. “Desta vez, o frio veio mais forte. Há muitos anos não tínhamos esse inverno prolongado”, observou o aposentado Carlos Correia Maia, de 67 anos, que foi tropeiro na juventude e mantém alguns animais na propriedade – burros, mulas e uma égua. “Sou do tempo em que, para proteger da geada, tínhamos que pôr a mão perto do ‘bafo’ do animal para esquentar”, contou. Arrumando tocos de lenha e levando no carrinho de mão para a cozinha, o aposentado ensina a receita para enfrentar baixas temperaturas: “Muita coberta”.

FRIO DO CÃO…

Os mais jovens seguem esse caminho. Às 6h45, passando em direção à Escola Municipal de Lavras Novas, na qual cursa o oitavo período, a adolescente Carolina Kume, de 14 anos, confessou, sorrindo, que dorme com “seis cobertores” nas noites de julho. Protegida pelo casaco com capuz forrado de pele, Carolina revelou que gosta da atual estação, pois é boa para o descanso. “Depois da aulas, chego em casa e dou uma dormidinha”, disse a jovem bem-humorada, que caminhava ao lado da amiga Maria Eduarda Azevedo, de 13, aluna do sétimo período. Como Lavras Novas fica numa região serrana, o ar muito frio da madrugada associado à intensa umidade provoca o nevoeiro. “Na verdade, o distrito, nesses dias, ficou dentro de uma nuvem muito baixa”, disse Ruibran.

‘Manto branco’ Eram 6h e o céu de Lavras Novas ainda estava meio escuro. Com a neblina, a Igreja de Nossa Senhora dos Prazeres, na Praça Pedro Fernandes Marins, estava envolta num “manto branco” e dava para notar apenas a silhueta de um ou outro morador seguindo em direção ao trabalho. Às 6h20, Robson Gomes Peruce, de 26, casado e pai de um menino de nove, abriu o portão e acelerou o passo em direção à sede do município, onde trabalha na Universidade federal de Ouro Preto (Ufop). “Nesta friagem, só mesmo ficando em casa”, resumiu.

Até 8h, eram poucos os moradores e turistas que se arriscavam a pôr os pés na rua. Na Pousada Carumbé, a recepcionista Elisângela Bispo mostrava mesa de café pronta à espera dos hóspedes. “O pessoal acorda sempre mais tarde. Ontem (terça-feira), tiramos a mesa por volta das 12h30”, contou Elisângela. 

Há quatro meses em Lavras Novas, o belo-horizontino Layferson Dhiorgi Matarelli, garçom da Pousada Carumbé,  comenta: “Frio assim, nunca vi”. Com um gorro e protetores nas orelhas, ele aproveitou o calor do fogão a lenha, na sala, para esquentar as mãos. Certo de que o frio é chamariz, o dono do restaurante Vista Real, Paulo Magalhães, oferece um cardápio de dar água na boca: carne de panela, língua ao molho de vinho, moela e outros acepipes. 

Tomando café numa padaria, o pedreiro Fernando Alves de Azevedo, de 42, nascido e criado em Lavras Novas, brincou sobre o fenômeno. “Neblina é chuva de molhar bobo. O sol até queria sair, mas ficou sem força.” Ele e outros moradores estão impressionados com a duração do nevoeiro, que tem se prolongado de manhã até a noite. “A gente abre a janela e até a cadeira da sala está molhada pela umidade.”

 

 

 

Enquanto isso…

…bh tem menor temperatura 

Belo Horizonte registrou ontem temperatura de 9,8 graus no Bairro Mangabeiras, na Região Centro-Sul, a menor em 2014. O frio também foi recorde no estado: 2,4 graus no distrito de Monte Verde, em Camanducaia, na Região Sul de Minas. As medições foram feitas por estações meteorológicas às 7h. Segundo o meteorologista Davan Diniz, do Tempo Clima PUC Minas, a sensação térmica no Mangabeiras, em BH, chegou perto de 6 graus por causa do vento.

FONTE: Estado de Minas.


Há exatos 20 anos, o Brasil perdia um dos seus principais humoristas. Antônio Carlos Bernardes Gomes, o Mussum, morreu no dia 29 de julho de 1994, mas seus bordões e piadas continuam na boca do povo.

Filho de uma empregada doméstica, Mussum nasceu em 1941 no Morro da Cachoeirinha, zona norte do Rio. Educado em um colégio interno e depois em um quartel, o comediante chegou a ser recruta da Aeronáutica antes de chegar aos palcos.

Frequentador das rodas de samba da Mangueira, Mussum começou sua carreira na música. Ele foi um dos fundadores d’Os Originais do Samba, onde tocava reco-reco.

Com o sucesso do grupo, ele conheceu celebridades da época, como Elis Regina, Elza Soares, Jair Rodrigues e o ator Grande Otelo – que o apelidou de Mussum.

A relação com Chico Anysio lhe incentivou a adotar seu linguajar próprio, colocando os ‘is’ nos finais das palavras. E em 1973, a convite de Dedé Santana e Renato Aragão, ele entra para Os Trapalhões e abandona a carreira na música. Com a trupe, Mussum encarna o famoso personagem boêmio e participa do programa de TV até sua morte, produzindo também mais quase 30 filmes e 10 discos do grupo.

Mesmo depois de sua morte, Mussum ainda mantém o sucesso através das gerações, principalmente com a internet, onde é personagem recorrente nos memes das redes sociais.

 

FONTE: Hoje Em Dia.


Temperatura pode cair a 10 graus em BH amanhã, com sensação térmica de 6, devido a rajadas de vento, diz Defesa Civil

Bruna Santoro, e a cadela Lola

 

 

Duas calças, uma camisa, duas blusas de lã, um guarda-pó e uma touca protegendo a cabeça e as orelhas. Otacílio Rosa da Paixão, de 69 anos, saiu de casa ontem preparado para o frio na Praça do Papa, no Bairro Mangabeiras, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte, onde trabalha há 31 anos vendendo cachorro-quente, às vezes, até por volta da meia-noite. E ele se prepara para tirar mais agasalhos do armário. A Coordenadoria Municipal de Defesa Civil (Comdec) emitiu alerta de que a temperatura mínima na capital deve chegar a 10 graus até amanhã, podendo gerar sensação térmica de 6 graus por causa de rajadas de vento. “Já passei frio de 4 graus aqui no alto da Avenida Afonso Pena. A minha mão fica gelada, mas preciso preparar cachorro-quente e não tenho como usar luvas”, reclama Otacílio, que recorre aos bolsos do agasalho para aquecer as mãos.

DIAS GELADOS…

A presença de uma massa de ar frio sobre o Sudeste mantém as temperaturas baixas em Minas, principalmente à noite e de madrugada. Até sexta-feira, BH pode registrar a menor temperatura mínima do ano. Em 12 de julho, a capital registrou 11,8 graus. Em 26 de junho, os termômetros marcaram 12,1 graus. Em 13 de maio, chegou a 10,8 graus. “A queda acentuada da temperatura mínima ocorrerá mais entre as 5h e as 7h, mas durante o dia ficará em torno de 24 graus, quinta e sexta-feira”, informa o meteorologista do Clima Tempo, Ruibran dos Reis.

O frio na Praça do Papa era tanto na tarde de ontem que a professora Bruna Santoro, de 32, também agasalhou Lola, sua vira-lata. Bruna usava calça de tecido grosso, botas, agasalho e touca. “Lola treme toda de frio, coitadinha. Preciso ficar cobrindo ela o tempo todo no sofá”, conta a professora, que gosta de frio para tomar vinho e comer massas. 

Na Praça da Liberdade, no Bairro Funcionários, Região Centro-Sul, o frio pegou muita gente de surpresa. Um grupo de estudantes de letras de Belém (PA), acostumado ao calor intenso da cidade onde mora, participa de um evento em BH. Todos saíram desprevenidos. Izabela Lima, de 20, estava de saia e reclamou de muito frio nas pernas. “O sol saiu de manhã e ficamos animados, mas o frio só foi apertando. Estou passando mal. Lá em Belém é muito quente. Sempre saio de short, saia e chinelo”, afirma a estudante.

CALDO QUENTE Frio é bom para namorar, concordam os estudantes Karina Souza Moraes, de 24, e Luiz Felipe Botelho, de 21. “Quanto mais agarradinho, melhor. Bom para ver um filme, tomar um vinho e um caldo quente” , conta a jovem, abraçada ao namorado em um banco da Praça da Liberdade. Para Luiz Felipe, o frio não é incômodo, nem quando sai de casa pela manhã. “O que me incomoda é chuva”, disse. Karina acha roupas de inverno elegantes e as pessoas ficam mais bonitas. “A gente nem precisa de maquiagem. A cara já fica rosadinha”, brinca.

Para quem trabalha o tempo todo na rua, como o soldado da Polícia Militar Neimar Vieira de Souza, de 27, tem sempre que ter um agasalho nesta época do ano. “Quando tenho que trabalhar à noite, em jogos no Mineirão ou no Independência, sinto mais frio ainda.”, disse o militar.

A psicóloga Maria Auxiliadora Morais, de 52, saiu de casa “empacotada” ontem. “Com o frio que estão dizendo que vem por aí, vou ter que tirar mais roupa do armário”, brincou. “Gosto do frio, mas o vento me incomoda às vezes”, disse. Para dormir, a psicóloga conta que tem recorrido a vários edredons, pijama bem quentinho e meias. 

A microempresária Marise Neli, de 54, disse detestar frio. “Se continuar assim, vou ter que comprar mais roupas quentes. Espero que as previsões estejam erradas”, comentou. A auxiliar administrativa Érika Nascimento, de 36, disse que ontem a sua vontade era de ficar na cama o dia todo. “Para dormir, edredon, edredon, edredon. Mas eu só que fico pensando nas pessoas que dormem nas ruas”, comentou. A Secretaria Municipal de Políticas Sociais informou que os abrigos recebem um número maior de pessoas nesta época do ano e que a rede está preparada para atender a demanda, fornecendo alimentação e pernoite para os interessados.

FONTE: Estado de Minas.


Sinal verde para início das obras da Via 710

 

O taxista Lourival, cujo imóvel é irregular por ter invadido terreno da RFFSA

A licitação das obras para a implantação da Via 710, ligação viária entre as avenidas Cristiano Machado e Andradas, está concluída. A Prefeitura de Belo Horizonte publicou ontem, no Diário Oficial do Município (DOM) a homologação do certame, sinal verde para a assinatura do contrato pelo Consórcio Conata Marins. Segundo a PBH, o início das intervenções que vão interligar as regiões Leste e Nordeste de BH sem a necessidade de passar pelo Centro ou usar ruas de baixa capacidade da região está previsto para daqui a 60 dias. O prazo de obras que consta no edital é de 18 meses, contados a partir da primeira ordem de serviço, e o valor estimado é de R$ 145 milhões, com possibilidade de aumento em virtude das desapropriações que estão na Justiça. A nova avenida estava prevista para ficar pronta antes da Copa do Mundo, mas as dificuldades com as desapropriações e falhas no projeto atrasaram os trabalhos. 

Para que a Via 710 vire realidade, 649 famílias terão que deixar suas casas, sendo 211 desapropriações, caso daqueles que são donos dos lotes, e 438 remoções, exemplo das invasões sem regularização. A reportagem do EM percorreu os bairros Horto e Instituto Agronômico (Leste) e União e Dom Joaquim (Nordeste), que serão cortados pela nova via. O maior esforço se concentrará na Via Arthur de Sá, posicionada atrás do Minas Shopping. Ali estão 291 domicílios que serão removidos pela Companhia Urbanizadora de Belo Horizonte (Urbel), pois a área é invadida e por isso não há regularização.Na Rua Maíra, Bairro União, já é certo que o conjunto de construções que forma quatro moradias onde reside a família do taxista Lourival de Oliveira, 67 anos, terá que ser demolido para viabilizar a construção viária. Como o terreno não é regularizado, ele será removido pela Urbel. “Desde que fizeram contato comigo, não estou nem dormindo direito. Eles me ofereceram R$ 289 mil, mas acho que para arrumar lugar para todos que moram comigo seria necessário R$ 500 mil”, diz ele. O terreno de cerca de 180 metros quadrados onde está a construção que abriga as 12 pessoas da família de Lourival pertencia à antiga Rede Ferroviária Federal, segundo ele. “Só um lote nessa região é R$ 450 mil. Preciso abrigar meu pessoal, estou muito triste”, lamenta.JUSTIÇA Segundo a Sudecap, das 211 desapropriações, 81 imóveis já estão liberados, 96 estão na Justiça e 34 ainda negociam com a prefeitura. Já o balanço da Urbel dá conta de 60 famílias praticamente acertadas para sair de suas residências e seis já reassentadas, restando ainda 372 moradias a serem removidas. 

Segundo a Secretaria Municipal de Obras e Infraestrutura, a Via 710 terá uma trincheira no encontro com a Avenida Contagem e com as ruas Gustavo da Silveira e Conceição do Pará, um viaduto no entroncamento com a Avenida José Cândido da Silveira, outro elevado na Rua Bolívar sobre a linha do metrô, ciclovia e duas a quatro faixas de rolamento em cada sentido. A extensão será de cerca de quatro quilômetros. Em maio, a prefeitura inaugurou uma ligação semelhante. A Via 210 também faz a conexão entre duas importantes avenidas de regiões diferentes, a Tereza Cristina, no Bairro Vista Alegre (Oeste), e a Via do Minério, no Barreiro.

FONTE: Estado de Minas.


ATUALIZAÇÃO: 19/08/2014, 05:00.
Servidor estadual sob fogo cruzado
Por decisão da Justiça Federal, governo de Minas volta a atender pelo regime previdenciário 80 mil efetivados


Representante da Advocacia Geral do Estado, Sérgio Pessoa de Paula Castro fala na audiência pública ontem na Assembleia Legislativa (Alair Vieira/Divulgação ALMG )
Representante da Advocacia Geral do Estado, Sérgio Pessoa de Paula Castro fala na audiência pública ontem na Assembleia Legislativa

Depois de terem sido transferidos para o Regime Geral de Previdência, os cerca de 80 mil efetivados do estado pela Lei Complementar (LC) 100/07 que ainda permanecem nos quadros do funcionalismo estadual por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) voltam este mês a contribuir e serem atendidos pelo regime previdenciário próprio do governo de Minas. A decisão foi tomada, em caráter liminar, pela Justiça Federal, e a Advocacia Geral do Estado (AGE) não vai recorrer. O entendimento foi que, até que esses servidores cuja efetivação foi considerada inconstitucional sejam excluídos dos quadros do funcionalismo estadual – o prazo limite concedido pelo STF é 1º de abril de 2015 –, a responsabilidade por arcar com licenças, pensões ou aposentadorias é estadual. 

O novo embate judicial por causa da LC 100 foi iniciado pelo governo mineiro em 23 de julho. O estado ingressou com ação contra o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) porque o órgão estava se recusando a atender os servidores transferidos pelo estado para o Regime Geral. A mudança no sistema previdenciário foi adotada depois que o STF, em março, considerou inconstitucional a efetivação dos designados da educação, mas deu o prazo de um ano para que aqueles para os quais não havia cargos em concurso permanecerem neles, porém como temporários. 

De acordo com a Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag), em abril, maio e junho o estado recolheu as guias de Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e Informações à Previdência (GFIP) dos efetivados atingidos pela decisão do Supremo e, portanto, essas pessoas deveriam se reportar ao INSS. Diante de reclamações feitas ao estado de que eles não estavam sendo atendidos pelo instituto, a AGE entrou com ação coletiva pedindo que o órgão federal prestasse os serviços. Na semana passada, porém, o juiz Ricardo Machado Rabelo, da 3ª Vara de Minas Gerais, negou a liminar. “Tenho o entendimento de que, mesmo após a decisão do STF na ADI 4786, compete ao estado de Minas Gerais, ainda hoje, manter os servidores da LC 100/07 inscritos no Regime Próprio, outorgando-lhes a tempo e modo as devidas prestações previdenciárias até o prazo estabelecido pelo Supremo”, sentenciou. 

Ao representar o procurador-geral do estado, Roney Luiz Torres Alves da Silva, ontem, em audiência pública sobre a Lei 100 na Assembleia, o advogado da AGE Sérgio Pessoa de Paula Castro anunciou que, apesar de o estado ter o pedido negado pela Justiça, não vai tentar alterar a decisão. De acordo com ele, o estado ingressou com a ação pedindo que o INSS reconhecesse os servidores por entender que a decisão do STF que os tornou temporários implicaria mudança no regime previdenciário. “O que o estado pretende é uma definição precisa e segura para essas pessoas”, afirmou, emendando que, neste momento, a segurança jurídica foi alcançada.

LICENÇAS Segundo a Secretaria de Planejamento e Gestão (Seplag), os servidores da ativa que procuraram a Superintendência de Perícia Médica e Saúde Ocupacional precisando de licença de até 15 dias foram atendidos. Sobre os demais, encaminhados ao INSS, houve reclamação de que os direitos previdenciários eram negados. O estado não soube informar quantas foram as negativas do INSS, mas recomendou a esses servidores que procurassem a perícia da Seplag para conseguir os benefícios a partir de agora. Os pedidos de aposentadoria devem ser direcionados à área de recursos humanos. Ainda segundo a Seplag, os R$ 40 milhões mensais repassados ao INSS para custear os direitos previdenciários dos efetivados no Regime Geral serão ressarcidos. “A partir da decisão da Justiça Federal de Minas Gerais, os recursos já transferidos serão compensados no repasse mensal (referente a contratos, recrutamento amplo e designados), limitado a 30% do valor total”, informa em nota.

Governo de Minas corre para preencher vagas de servidores efetivados
A partir de agosto, governo começa a realizar concursos para selecionar os substitutos dos milhares de servidores efetivados que terão de deixar seus cargos até abril do ano que vem

 

A subsecretária de Gestão de Pessoas, Fernanda Neves (em pé).

O Governo de Minas começa a abrir concursos no mês que vem para preencher, com servidores efetivos, as vagas dos efetivados na educação estadual pela Lei Complementar 100/07, que foi anulada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). O cronograma para selecionar os que irão ocupar as vagas foi divulgado ontem em reunião conjunta das secretarias de Planejamento e Gestão e Educação com entidades representantes dos educadores e vai até novembro deste ano. Enquanto isso, o estado iniciou uma nova batalha no Judiciário, agora contra o INSS, que tem se negado a atender os transferidos para o Regime Geral de Previdência.

Quem não conseguiu se aposentar, segundo os critérios modulados pelo Supremo, e não havia sido classificado em concursos em andamento, terá de deixar o estado até 1º de abril de 2015. Já os cerca de 80 mil efetivados que, segundo a Seplag, permanecem como contratados do estado, desde abril foram encaminhados para o INSS. De acordo com a secretaria, o governo pagou as guias de recolhimento do FGTS e de Informações à Previdência (GFIP) dos meses de abril, maio e junho, o que representou um gasto de R$ 40 milhões mensais. Com isso, desde abril a concessão de benefícios previdenciários, como licenças, aposentadorias e pensões para os enquadrados na decisão do STF são de competência do INSS.

Ocorre que, segundo a subsecretaria de gestão de pessoas da Seplag, Fernanda Neves, os “desefetivados” estão ficando sem atendimento. “Desde 1º de abril os servidores estão sendo segurados pelo INSS e a obrigação do estado de recolher a parte patronal foi feita. Só que os segurados estão tendo dificuldades de ser atendidos. Não conseguem marcar perícia e, quando marcam, têm o benefício indeferido”, afirmou. De acordo com ela, o estado ingressou com ação contra o INSS na semana passada para garantir que o atendimento seja prestado sem carência, já que os servidores constavam do regime estadual e foram transferidos.

A decisão do STF anulou por unanimidade, em julgamento em março deste ano, os efeitos da lei complementar que havia efetivado, sem concurso público, cerca de 98 mil designados do estado, a maioria lotada na educação. Na ocasião, os ministros entenderam que os que já haviam se aposentado ou que completaram requisitos para isso até a publicação da ata, em 1º de abril, teriam os benefícios mantidos. Também por modulação do Supremo, o estado anunciou que aqueles que tivessem sido aprovados em concurso em andamento – segundo o estado, 11.219 – poderiam ser nomeados para os cargos para os quais fizeram prova.

De acordo com a Seplag, as nomeações dos servidores que prestaram concurso para a Secretaria de Estado de Educação e o Colégio Tiradentes, serão retomadas em setembro, incluindo os que eram efetivados da Lei 100. O estado conclui em agosto o levantamento das vagas que serão ocupadas pelos antigos efetivados e identificando quais podem ser aproveitados.

Para os demais cargos, o governo vai abrir concursos na secretaria e nas universidades estaduais de Minas Gerais (UEMG) e de Montes Claros (Unimontes), além das fundações Helena Antipoff e Clóvis Salgado. De acordo com a Seplag, estão válidos concursos para os cargos de professor e especialista em educação básica, analista educacional e assistentes técnicos.

Cronograma

Concursos previstos:

» Fundação Clóvis Salgado
Agosto de 2014

» Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes) 

Outubro de 2014

» Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG)

Novembro de 2014

» Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais (SEEMG)

Novembro de 2014

» Fundação Helena Antipoff
Novembro de 2014

Data final para os efetivados deixarem os cargos: 1º de abril de 2015

FONTE: Estado de Minas.


Ela fez história
Hilda Furacão se tornou ícone da memória de BH
A saga da mulher que inspirou a personagem, localizada pelo EM na Argentina, emociona jornalistas, ex-craque e a viúva de Roberto Drummond

 

Desde domingo, o Estado de Minas conta a história de Hilda Maia Valentim, de 83 anos, que mora no asilo Hogar Guillermo Rawson, no Bairro Barracas, em Buenos Aires. Viúva de Paulo Valentim, craque do Boca Juniors, ela inspirou Hilda Furacão, protagonista do livro de Roberto Drummond.
Beatriz Drummond
Recordar a história da Belo Horizonte dos anos 1950, onde se passa a trama de Hilda Furacão, romance de Roberto Drummond (1933-2002), emocionou amigos, contemporâneos e familiares do escritor. Os jornalistas José Maria Rabelo e Guy de Almeida, o ex-jogador de futebol Vaduca, o teatrólogo Marcelo Andrade e Beatriz Drummond, viúva de Roberto, fizeram uma viagem no tempo ao deparar com a história de Hilda Maia Valentim, fonte de inspiração para a personagem interpretada por Ana Paula Arósio na TV.
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VEJA AQUI A REPORTAGEM INICIAL DA HISTÓRIA!
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Um dos donos do jornal Binômio, José Maria Rabelo disse ter conhecido Hilda pessoalmente. “A moça fazia parte da vida noturna daquela época. Fiquei emocionado ao tomar conhecimento da história de que ela vive num asilo. Estudante e jornalista, eu vivia na região dos bares Polo Norte e Mocó da Iaiá. Eram dois os grandes hotéis da noite: Maravilhoso e Magnífico. A Hilda era do Maravilhoso. Lá não havia mulheres grã-finas, pois essas ficavam em outros pontos da cidade, na Rua Uberaba e na Avenida Francisco Sales, onde era a Zezé. Certa vez, fizemos matéria no Binômio mostrando que havia 500 rendez-vous em BH”, conta ele.Rabelo diz que Drummond se inspirou também em frequentadoras do Minas Tênis Clube para escrever Hilda Furacão. “Lá havia gêmeas que jogavam vôlei. Curiosamente, as duas se tornaram amantes de Antônio Luciano Pereira Filho, o grande vilão da história. Hilda nunca foi da Zona Sul.
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Provavelmente, foi por isso que ele criou essa situação na literatura”, afirma. O jornalista se refere ao fato de a personagem, moça bem-nascida, ter trocado locais elegantes de BH pela zona boêmia.

José Maria Rabelo

Bela B 

A reportagem do EM trouxe alegria para Beatriz, viúva de Roberto Drummond, e Ana Beatriz, filha do escritor. Inclusive, Beatriz é a verdadeira Bela B, personagem de Hilda Furacão. “Estou maravilhada, pois relembraram aquela história. Fiquei espantada em saber que a Hilda verdadeira não conhece a Belo Horizonte que está no romance”, diz.

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Relembrando os tempos de juventude, Beatriz confirma: ela e Roberto se casaram como está narrado no livro. “Ele foi mesmo me buscar em Ferros. Meu pai não queria o casamento, porque ele, Vinícius Moreira e o pai dele, Francis Drummond, eram inimigos políticos – uma briga de família. E olha que éramos parentes, pois sou Drummond também: minha mãe se chamava Emília Drummond Moreira”.

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Guy de Almeida, jornalista que trabalhou no Binômio, não conheceu Hilda pessoalmente, mas diz que a fama dela corria longe. “Conheci o Paulo Valentim. Meu pai, Arthur Nogueira de Almeida, era conselheiro do Atlético e me levava aos jogos. Era realmente um fenômeno, um goleador”, lembra, referindo-se ao craque com quem Hilda Maia se casou após deixar a zona boêmia. “Quanto a ela, a gente ouvia falar. A impressão que tenho é de que saiu da vida para viver o luxo e o glamour em Buenos Aires”, diz. 

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O atacante Vaduca, famoso por ter marcado o gol que deu ao Villa Nova o título de campeão mineiro de 1951, jogou contra Paulo Valentim. Quando Vaduca foi para o Galo, o craque já estava de saída. “Artilheiro nato, Paulo marcava muitos gols. A gente, que era do ataque, dizia para os beques e o lateral para marcar em cima, para não dar chance. Senão, ele marcava.” Vaduca não conheceu Hilda. “Só ouvi falar dela e de suas peripécias.” 

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No início da década de 2000, o romance chegou aos palcos graças a Marcelo Andrade. “Tudo começou com o Roberto. Adaptei O grande mentecapto e ele me pediu para fazer o mesmo com Hilda Furacão. A peça ficou um ano e meio em cartaz. Esse sucesso levou à minissérie”, lembra Andrade, referindo-se à trama exibida pela TV Globo em 1998, estrelada por Ana Paula Arósio e Rodrigo Santoro.

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Marcelo revela que Drummond acompanhou todo o processo de adaptação. “Empolgado, ele punha fogo para a gente andar depressa. Uma vez, ligou às 3h, quase na estreia da peça, perguntando se eu conseguia dormir. Ele estava ansioso. Depois, viajamos o Brasil inteiro e o Roberto, que tinha medo de avião, levava uma imagem de Santa Rita de Cássia. Tornou-se devoto, mas tão devoto que, em Viçosa, lançou o livro O cheiro de Deus na matriz dedicada a ela”, conclui o teatrólogo.

Vaduca jogou contra Paulo Valentim
Vaduca jogou contra Paulo Valentim

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FONTE: Estado de Minas.


Cinco bairros da Região da Pampulha vão ficar sem água nesta quarta-feira
O motivo é a interligação de adutoras localizadas na Rua Engenho do Sol, entre as Ruas Flor do Oriente e Flor de Macieira, do Bairro Engenho Nogueira

água

Cinco bairros da Região da Pampulha, em Belo Horizonte, vão ter o abastecimento de água interrompido na próxima quarta-feira.

De acordo com a Copasa, moradores dos bairros Castelo, Engenho Nogueira, Jardim Alvorada, Ouro Preto e Paquetá devem ficar atentos, pois a interrupção acontecerá durante todo o dia. 

O motivo da paralisação é a interligação de adutoras localizadas na Rua Engenho do Sol, entre as ruas Flor do Oriente e Flor de Macieira, no Engenho Nogueira.
O serviço será normalizado, de forma gradativa, até o fim da tarde do mesmo dia.
A Copasa informou que os moradores que tiverem alguma dúvida podem obter mais informações pelo telefone 115.

FONTE: Estado de Minas.



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