Foo fighters
Foo Fighters fizeram um show repleto de clássicos e levantaram o show no Mineirão

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Pouco antes do show do Foo Fighters começar, a assessoria de imprensa avisou: a banda decidiu não divulgar o set list. Por ser o último show da turnê sul-americana, o quinteto liderado por Dave Grohl queria ter liberdade para conduzir a apresentação na Esplanada do Mineirão. Ok, o show não foi tão diferente do que havia sido feito nas outras capitais pelas quais passou – Porto Alegre, São Paulo e Rio de Janeiro –, mas o grupo certamente deixou 17 mil pessoas boquiabertas com uma presença de palco incrível.
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A apresentação teve início às 21h20, somente cinco minutos após o programado. Começou como esperado – com “Somenthing from Nothing”, “The Pretender” e “Learn to Fly – e teve algumas pequenas mudanças em relação aos set lists apresentados nas outras cidades brasileiras.
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O momento de liberdade da banda aconteceu durante o set de covers, apresentado em um segundo palco, em meio à passarela montada no meio da pista premium. Nessa hora, o quinteto reverenciou Kiss, Rush, AC/DC e Queen. Antes disso, Grohl já havia feito uma sequência acústica voltado exclusivamente para a plateia da pista normal (a turma que pagou R$ 300 pelo ingresso – inteira, em vez de R$ 600 do pessoal da frente).
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Outro momento de surpresas foi na apresentação dos integrantes da banda. É hora em que eles se colocam um desafio. Cada um, ao ser apresentado, toca um trecho de um clássico do rock. Cabe ao baterista Taylor Hawkin descobrir qual é a faixa e dar continuidade. “Nós conhecemos muitas músicas, mas não todas as músicas. Somente um integrante tem a obrigação de conhecer todas”, disse Grohl. Esse cara é Hawkins, o dono da brincadeira do palco.
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O maior diferencial do show, na verdade, dependeu de um morador de Belo Horizonte. Rafael Giácomo, vocalista da banda cover Monkey Wrench, subiu ao palco como se fosse Dave Grohl. E houve até quem acreditou, pois sua “identidade” só foi revelada na hora em que o verdadeiro vocalista do Foo apareceu e disse “esse é p*** do meu irmão!”
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A banda seguiu destilando pedrada atrás de pedrada, fazendo o público ir ao delírio a cada música. Com apresentação inédita em BH, Dave fez questão de questionar quem já tinha assistido ao show e fez questão de salientar: “Temos que voltar aqui”.
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Após clássicos e músicas de peso, a banda deixou o melhor para o final e, sem muita conversa, avisou ao público: “não somos o tipo de banda que para de tocar e volta. Não fazemos isso! Tocamos tudo o que temos até a hora de parar”, cravou Dave.
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A banda então mandou uma versão enérgica de “Best of You” – um dos grandes hits radiofônicos do grupo, para encerrar com “Everlong”, considerada por muitos a melhor música da banda, acompanhado de um grande coro para encerrar com chave mais que de ouro um grande, grande show.